sábado, 25 de março de 2017

Greve no Ensino público da CAB teve adesão superior a 75%

Os sindicatos ELA, LAB e Steilas mostraram-se «bastantes satisfeitos» com a adesão dos trabalhadores à greve convocada para esta quarta-feira, 22, no sector do Ensino público não universitário da Comunidade Autónoma Basca. De acordo com os dados que divulgaram, três em cada quatro trabalhadores do sector fizeram greve; nalgumas comarcas, a adesão foi quase total. O Governo de Gasteiz disse que a adesão não superou os 50%.

Tinham sido convocados a participar na greve cerca de 28 mil trabalhadores do Ensino público não universitário (docentes, trabalhadores da Educação especial, dos refeitórios e das limpezas), bem como os mais de 1200 funcionários das creches do Consórcio Haurreskolak.

Milhares vieram para as ruas «reivindicar o fim das políticas de cortes, a melhoria das condições de trabalho e uma educação pública que tenha como meta o desenvolvimento integral das pessoas e da sociedade», lê-se numa nota dos sindicatos. As manifestações foram mais expressivas em Gasteiz, Bilbo e Donostia.

ELA, LAB e Steilas, que convocaram a jornada de luta, afirmaram que a adesão foi superior a 75% e que, na maioria das comarcas, a adesão foi praticamente total. A greve teve menor incidência na comarca do Bidasoa (cerca de 60%), em Bilbo e Ezkerraldea (cerca de 50%). No que respeita ao Consórcio Haurreskolak (creches), a adesão foi superior a 85%, referiram as organizações sindicais.

Num comunicado emitido a propósito desta jornada de luta, os sindicatos apontam como reivindicações, entre outras: investimento na Educação; maior número de trabalhadores e aumento de recursos; fim dos cortes nos salários e nas baixas; redução do nível de precariedade; diminuição do número de alunos por sala; fim das reformas LOMCE e Heziberri; fim da mercantilização do Ensino; criação de um modelo de imersão no euskara, de forma a ter alunos euskalduns e plurilingues. / Ver: argia e LAB

O preso Igor González foi levado até Zeanuri para visitar a mãe, doente

O preso político basco Igor González foi hoje transferido da cadeia de Badajoz até Zeanuri (Bizkaia) para poder visitar a mãe, que está doente, e sentiu o apoio dos seus conterrâneos.

Em Zeanuri (localizada na comarca biscainha de Arratia, na belíssima região montanhosa do Gorbeia), cerca de 40 habitantes, incluindo membros do Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão de Arratia, receberam o preso político ao som da trikitixa, com inscrições solidárias nas paredes e com bandeirolas solidárias com os presos.

A Ertzaintza montou um dispositivo de segurança, deslocando para Zeanuri vários furgões e carros-patrulha, mas isso não impediu os habitantes de manifestarem o seu apoio a Igor González enquanto esteve com a mãe - uma hora e meia, algemado. / Muitas fotos em @boltxevikek: 1, 2, 3, 4 e 5

Dossiê: 60 anos do Tratado de Roma - «Um passado sem futuro»

Assinalam-se, este sábado, 60 anos da assinatura do Tratado de Roma, documento fundador da Comunidade Económica Europeia. Na semana que começa, esperam-nos entorses e mistificações da História das últimas seis décadas no continente europeu, em resposta a mais uma crise do projecto de integração capitalista que assumiu, desde 1992, o nome de União Europeia. [...]
Mas uma outra mentira histórica surgirá, como acontece sempre, associada ao processo de criação de uns «Estados Unidos da Europa», nas palavras de Churchill: a ideia dos 60 anos de paz no continente. Nada mais falso. Da ocupação parcial de Chipre em 1974 ao conflito que perdura na Ucrânia, passando pelas guerras nos Balcãs, com o dedo da NATO, as últimas seis décadas estão longe de representar um período de paz para os povos europeus.

Não serão de estranhar, nos próximos dias, proclamações grandiosas sobre o passado e o futuro desta experiência. Sobre o seu carácter único, por exemplo, ainda que, oito anos antes do Tratado de Roma, sete estados europeus tivessem criado o Conselho para a Assistência Económica Mútua. Para a construção da teia que hoje forma a União Europeia, as proclamações contaram mais que a realidade e a solidariedade e cooperação entre estados e povos. (Abril)
Cronologia: «Etapas do percurso de integração capitalista» (Abril)

Euro: «Quinze anos do euro – promessas por cumprir» (Abril)

Produção: «Um país que não produz não tem futuro» (Abril)

Barricada - «Bahia de Pasaia»

Tema do álbum Latidos y Mordiscos (2006). O grupo é de Iruñea.

EMBOSCADA DE PASAIA: A 22 de Março de 1984, a Polícia espanhola matou, numa emboscada na Baía de Pasaia (Gipuzkoa), quatro militantes dos Comandos Autónomos Anticapitalistas. Trata-se de Rafael Delas, Txapas (Iruñea, 1957), José Maria Izura, Pelu (Iruñea, 1958), Pedro Mari Isart, Pelitxo (Azpeitia, 1961) e Dioni Aizpuru, Kurro (Azpeitia, 1963). Os seus corpos apareceram crivados de balas: 113, mais precisamente.

Ver tb: «Pasaiako segadan hildakoak gogoan izan dituzte 33. urteurrenean» (uztarria.eus)

«Rejeitado o recurso contra o arquivamento do caso da emboscada de Pasaia» (aseh; Julho de 2016)

«Dezenas pediram em Azpeitia que não se arquive o caso da "emboscada de Pasaia"» (aseh; Março de 2016)

sexta-feira, 24 de março de 2017

Suíça autoriza extradição de Txapartegi para Estado espanhol, onde foi torturada e violada

«ME DESNUDARON ENTRE CUATRO Y ME VIOLARON»
Nekane Txapartegi fue detenida el 9 de marzo de 1999. El 10 de marzo, a las 14.25, según consta en el informe policial, le llevaron a que hiciera una primera declaración. Se negó. Los guardias civiles se encargaron de que no volviera a hacerlo. La Sala de la Audiencia Nacional que la juzgó por el sumario 18/98 escuchó en octubre de 2006 su relato: «Me desnudaron entre cuatro y me violaron».

«Me dijeron que habíamos llegado a la comisaría de Tres Cantos y que empezaba lo mejor». «¿Qué fue lo que empezó entonces?». «Cinco días de auténtico calvario». La declaración de Nekane Txapartegi, respondiendo a las preguntas de su abogado, Kepa Landa, hizo honor a esa definición.

Golpes, amenazas, «la bolsa», electrodos, un simulacro de ejecución, y la brutal experiencia de ser violada por sus captores. Pero, basándose en esas declaraciones, el fiscal pide quince años de prisión en su contra. En cambio, nadie ha sido juzgado por su denuncia; de hecho, acaba de ser llamada a ratificarla por primera vez, siete años después. Ratificó ese día que un guardia civil «me metió los dedos en la vagina».

Processo 18/98: tortura e violação
Testemunho de Nekane TxapartegiMais info: elperiodistacanalla.net

«Errepresioari autodefentsa / Contra la represión autodefensa»

[Aurrerantz] La juventud es cada vez más consciente de que la realidad que le impone el capitalismo es una vida sumisa y miserable en empleos precarizados, subempleo… con un acceso casi imposible a la educación, con la posibilidad de autodestruirse con drogas legales e ilegales. Muchos jóvenes cogen la maleta para ser explotados en el extranjero, otros caen en la sumisa reacción del racismo y del fascismo. En Euskal Herria gran parte de la juventud está optando por la construcción de diversas alternativas: gaztetxes, lucha contra la precariedad laboral, lucha por la amnistía, etc.

Ante el aumento de la represión contra la juventud, por su alto nivel de organización, se crea la iniciativa Errepresioari autodefentsa (Contra la represión autodefensa) que ha venido realizando, desde su presentación hace unos meses, diversas actividades para plantear el problema de la represión o de las represiones y cómo hacerles frente. El punto central de esta dinámica fue la movilización del 13 de marzo en Iruñea. [cas./eus.] (lahaine.org)

A 18 anos da guerra da NATO contra a Jugoslávia

«Recordar a agressão à Jugoslávia, defender a paz!»
[Conselho Português para a Paz e Cooperação] A 24 de Março de 1999, tiveram início os bombardeamentos da NATO contra a República Federal da Jugoslávia – a primeira acção de guerra contra um Estado soberano desencadeada no continente europeu após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Depois da farsa que foi «Rambouillet» – onde os EUA procuraram impor inaceitáveis condições à Jugoslávia, como a presença militar da NATO dentro do seu território, ditas «negociações» que, desenrolando-se à margem das Nações Unidas, não representaram mais do que uma manobra para encobrir um inaceitável ultimato à Jugoslávia –, a Administração Norte-americana de Bill Clinton (com Madeleine Albright como Secretária de Estado e Richard Holbrooke como enviado especial para os Balcãs) deu início a uma brutal agressão.

Durante 78 dias, a Jugoslávia foi sistematicamente sujeita aos bombardeamentos da NATO, que deixaram um rasto de morte e de destruição e incontáveis prejuízos materiais e económicos – os alvos militares foram mínimos quando comparados com os que tinham importância para a garantia das condições básicas de vida da população e para a economia do país. (CPPC)

«ЗАШТО? WHY?» (doc. da RT, 2014)
Sobre a guerra da NATO contra a Jugoslávia. Jamais esquecer, jamais perdoar.«Two journalists - one American, one Serbian - travel across the former Yugoslavia to explore the human cost of NATO's 1999 military campaign against Belgrade and the media onslaught against the Milosevic regime. Anissa Naouai and Jelena Milincic discover the very different ways the war was portrayed in the US and Serbia; and meet the people still traumatized by the 3-month bombing, even today.»

«Omran, Hawraa e os media do regime»

O modo como a comunicação social dominante do Ocidente se comportou em Alepo e o faz agora em Mossul é sinal evidente da manipulação que exerce ao serviço da NATO e da sua agenda de «derrube de regimes», afirma Bridge.

Bem entendido, é a comunicação social nas mãos do capital a defender os interesses do capital: as suas guerras de agressão e ingerência, os seus ataques à soberania dos povos, os seus saques aos recursos; os seus terroristas promovidos a rebeldes. (Abril)

quinta-feira, 23 de março de 2017

Grande adesão à greve dos estudantes no País Basco Sul

Milhares de estudantes aderiram, hoje, à greve convocada pelo Ikasle Abertzaleak e participaram nas mobilizações nas quatros capitais do Sul contra a LOMCE e outras reformas que visam aprofundar a mercantilização da Educação, «explorando os estudantes e preparando-os para serem explorados enquanto classe trabalhadora de um povo negado e oprimido».

Os piquetes estiveram presentes desde o início da manhã nas escolas e nas faculdades, e, apesar do forte dispositivo policial montado, não há a registar incidentes de monta.

Em Iruñea, houve momentos de tensão com elementos da segurança da Universidade Pública, e a Polícia Foral entrou no campus, mas não no interior das faculdades. Em Gasteiz, quando os estudantes iam começar os piquetes, deparam com as faculdades já fechadas.

Em Bilbo, houve piquetes em Sarriko e San Mamés, onde apareceram várias patrulhas da Ertzaintza. No campus de Leioa (Bizkaia), houve corte de estradas. Em Donostia, os piquetes começaram às 10h30 e esvaziaram as salas de aula usando extintores para tal; e a Ertzaintza também esteve presente.

De acordo com os convocantes, a manifestação de Bilbo contou com 4000 pessoas; a de Iruñea também com 4000; em Gasteiz participaram 5000 e 3000 estiveram na de Donostia. No âmbito desta jornada de luta, também houve uma manifestação em Laudio (Araba), com a participação de centenas de estudantes.

O sindicato Ikasle Abertzaleak fez uma avaliação muito positiva da jornada de greve e das mobilizações realizadas. Por outro lado, denunciou a criminalização do movimento estudantil. / Ver: lahaine.org / Ver tb: BorrokaGaraiaDa

«NATO e União Europeia: a óbvia e velha geminação»

[De José Goulão] Durante toda a segunda metade do século passado, a partir do Tratado de Roma de 1957, a Comunidade Económica Europeia sempre foi olhada como um «pilar europeu» da NATO, submetendo a política de defesa dos Estados membros às normas, práticas e estratégias da aliança militar transatlântica.
[...]
Geminada com a NATO desde o nascimento, a União Europeia é sempre uma putativa entidade paramilitar. Com o extremar das crises, o poder autoritário das armas abafa a razão das palavras. Cabe aos cidadãos evitar que a guerra seja, mais uma vez, a «solução». (Abril)

«Os teus vizinhos genocidas»

[De António Santos] Depois do trágico, criminoso e injustificável atentado terrorista de Londres, as caixas de comentários dos jornais portugueses encheram-se de centenas apelos ao genocídio de todos os muçulmanos.

Entre milhares de comentários racistas, que atribuíam os crimes à cor da pele, à nacionalidade (depois soube-se que era britânico) ou à religião do suspeito, o denominador comum era a exigência de um castigo, o mais severo possível, para «todos», leia-se «todos os muçulmanos», «todos os negros», «todos os árabes», etc. Mas, o mais preocupante é constatar que as pessoas que apelam publicamente a genocídios e deportações em massa não são os habituais neandertais do PNR mas pessoas que podiam ser as nossas tias, sobrinhos, primos e colegas de trabalho. (manifesto74)

Iraultza 1921 – «Glorioso gu gara»

Não gostas de bola? Pois, espera só até conheceres o Glorioso e os magníficos Iraultza 1921, um enorme tifo antifascista.Gasteiz, Araba, Euskal Herria. «Ez gara inoiz hilko!»

quarta-feira, 22 de março de 2017

Sindicatos prosseguem denúncia das privatizações no Osakidetza

As organizações sindicais representativas dos trabalhadores no sector da Saúde pública no País Basco Sul estão em plena campanha de mobilização contra as privatizações e ontem deixaram-no claro no Hospital de Leza (Guardia, Araba), onde foram privatizados os serviços da lavandaria.

Numa nota, o sindicato LAB destaca as palavras de Maria Jesus Mugika, directora do Osakidetza, para quem «a saúde é o negócio do serviço basco de saúde». É contra esta política, que guia o Osadiketza, que LAB, SATSE, ELA, CCOO, UGT e ESK se estão e se vão continuar a mobilizar, pois não aceitam que a saúde seja entendida como fonte de lucro, como um «negócio suculento» para diversas empresas, feito à custa da destruição de emprego, da deterioração das condições de trabalho e de um serviço de qualidade.

A Garbialdi, a IMQ Zorrozaurre e a Mapfre são exemplos de empresas privadas com lucros astronómicos no sector da Saúde e que representam uma despesa acrescida de 350 milhões para o Osakidetza - com o Governo de Gasteiz a dizer publicamente que «não existem privatizações».

A próxima mobilização da campanha contra as privatizações na Saúde está marcada para 4 de Abril, às 11h00, frente às Delegações de Saúde. / Ver: LAB

Surge a K17, comissão para «recuperar» a Revolução de 1917 em EH

Tem lugar este sábado na Herriko plaza de Barakaldo (Bizkaia), a apresentação do K17, um comité criado no contexto do centenário da Revolução Russa, para enaltecer a sua dimensão de «acontecimento histórico capital na libertação da classe trabalhadora e reivindicá-la como essencial».

Numa altura em que, por todo o mundo, surgem comités associados ao centenário da Revolução Russa, também em Euskal Herria aparece o comité K17. Com o lema «Berreskuratu 17a! / Recupera el 17!», vai evocar esse acontecimento maior da história da luta dos trabalhadores e dos povos oprimidos contra a exploração e a opressão.

«Pensas que a Revolução Socialista de 1917 é um dos acontecimentos mais importantes na história da humanidade? Defendes que se tratou de um acontecimento indispensável na libertação dos trabalhadores e dos povos oprimidos na sua luta contra a exploração e a opressão? Entendes que é um acontecimento histórico do qual se podem retirar muitas lições e um modelo de mudança social ainda válido?» - são três questões que os promotores da iniciativa colocam ao leitor, interpelando-o e convidando-o a participar, a fazer propostas e a divulgar as iniciativas que vierem a concretizar-se daqui em diante.

A apresentação oficial é este sábado, 25, na Herriko plaza de Barakaldo, ao meio-dia. / Ver: argia e k17.eus

Manifestação pró-amnistia esta sexta em Bilbo

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão do bairro bilbaíno de Deustu promove a realização de uma manifestação em defesa da amnistia, esta sexta-feira, 24.
Sob o lema «JTK... amnistia osoa... lortu arte», a mobilização parte às 22h00 do txosnagunea de Deustu. / Ver: amnistiAskatasuna

«White Helmets: Quanto custa contar tão grande mentira?»

[De Hiroyuki Hamada] Os governos ocidentais mentem sobre as dinâmicas do poder em jogo na Síria enquanto apoiam terroristas ao seu serviço. A mídia palreia as narrativas oficiais, fabrica fatos e análises. Artistas contribuem criando histórias para ajudar as pessoas a visualizar as mentiras como parte da manufaturada «realidade». Todos estes esforços são apoiados por interesses financeiros que tiram proveito dos esforços de guerra e da subsequente colonização neoliberal da Síria. E devemos notar que a Síria é apenas um exemplo entre nações como Líbia, Iraque, Afeganistão, Iêmen, Nicarágua, Ucrânia e tantas outras. (Diário Liberdade)

Solidariedade de EH com o povo da SíriaViva a solidariedade anti-imperialista entre os povos! Viva a República Árabe da Síria e a heróica luta do seu povo contra o terrorismo patrocinado pelo Ocidente, as petroditaduras, Israel e a Turquia!

terça-feira, 21 de março de 2017

Ensino público basco em greve: por melhores condições, por outra Educação

Os sindicatos ELA, LAB e STEILAS convocaram uma greve para amanhã, 22, no Ensino público não universitário, considerando que a situação no sector é «inteiramente inaceitável». A jornada de luta terá incidência na Comunidade Autónoma Basca (Araba, Bizkaia e Gipuzkoa), pese embora a leitura que fazem e o caderno reivindicativo que apresentam dizer respeito também a Nafarroa. O lema é «Melhorar as condições, construir a Educação».

Tendo em conta os princípios consagrados na Carta de Direitos Sociais de Euskal Herria - «todo o indivíduo tem direito a aceder a uma educação pública, euskaldun, plural, laica e gratuita»; «o sistema educativo será próprio e promoverá aplicação do chamado currículo basco»; «é preciso garantir o conhecimento e o uso do euskara a todos os alunos» -, as organizações sindicais consideram que a situação existente na CAB e em Nafarroa é «inaceitável».

Para tal, afirmam, contribuíram os cortes impostos pelos governos de Iruñea e Gasteiz, a falta de investimento na Educação, bem como as «selváticas» reformas educativas impostas. A situação é mais grave no Ensino público e, por isso, os sindicatos decidiram, em conjunto com outros agentes educativos, levar a efeito «uma fase de mobilização», exigindo aos dois governos do País Basco Sul uma outra política para a Educação.

A recuperação da negociação colectiva e a melhoria «substancial» das condições de trabalho são duas das exigências dos trabalhadores do sector, que exigem também, entre outras medidas: o aumento do número de docentes; a redução do número de alunos por turma; a recuperação do poder de compra; o pagamento das baixas na íntegra e o fim da punição aos trabalhadores que adoecem. / Mais info: eskubidesozialenkarta.com

«Apuntes sobre la estructura clasista de Euskal Herria»

(Esboço) En nuestra lengua, el decisivo concepto de Euskal Herri Langilea hace referencia a cuatro acepciones vitales para comprender el método que aplicamos en estos apuntes al análisis de las clases sociales en Euskal Herria.

Uno es el que incluye a toda la población femenina o masculina que ha de someterse a la explotación de su fuerza de trabajo porque no tiene otros medios para vivir en la sociedad capitalista.

Otro, además, indica que es un concepto «neutro», «asexuado», es decir, es incluyente, no excluye a las mujeres sino que las integrar como parte esencial del todo explotado y explotable, muy especialmente en la decisiva dialéctica de la producción y reproducción.

Por otra parte, también es un concepto que incluye el valor productivo/reproductivo de la identidad lingüístico-cultural en cuanto componente subjetivo de la fuerza de trabajo social que piensa en lengua vasca y se autodefine como tal. Y por último, o en primer lugar, como se quiera porque forman un sistema dialéctico, hace referencia a una territorialidad material, geográfica, que si bien ha evolucionado a lo largo de los siglos en el capitalismo actual abarca un territorio delimitado por los resultados de guerras y otros conflictos sociopolíticos y clasistas.
[…]
Euskal Herri Langilea es un término pertinente en el análisis de la estructura de clases en Euskal Herria. Contextualiza la explotación capitalista en las condiciones de una nación oprimida. Apunta a asumir que la explotación de clase y la opresión nacional son inseparables. Al tener como centro del análisis a la población explotada y explotable en un territorio dado, invita a atender y articular el conjunto de opresiones, dominaciones, discriminaciones a que se ve sometida. (BorrokaGaraiaDa)

«La otra ofensiva israelí»

[De Iroel Sánchez] El equipo israelí ha sorprendido a los seguidores del béisbol en todo el planeta, al debutar en el clásico Mundial de esa disciplina, venciendo a equipos de países establecidos en la cúspide de ese deporte como Corea del Sur y Taiwán.
[...]
Lo interesante es por qué el estado israelí se ha tomado interés en un deporte que no es popular en su país ni en su entorno geográfico pero sí en un reducido grupo de países como los Estados Unidos, países asiáticos muy vinculados a estos (Corea del Sur, Japón y Taiwán) y vecinos de los estadounidenses en el Hemisferio Occidental.

Desde inicios del Siglo XXI Israel viene desarrollando diferentes acciones en América Latina junto a la más rancia derecha de la región. (la pupila insomne)

«Não se toca no "apartheid" de Israel»

Na conferência de imprensa que deu sexta-feira em Beirute, Rima Khalaf, diplomata jordana e secretária executiva da agência das Nações Unidas Escwa, confirmou que foi pressionada por António Guterres para retirar o relatório que aponta e define o apartheid imposto pelos sionistas sobre o povo palestiniano.

«Era de esperar que Israel e os seus aliados exercessem grandes pressões sobre o secretário-geral das Nações Unidas», disse Khalaf, que se manteve firme na defesa do relatório apresentado. (Abril)

«Irão: ataque israelita é "agressão flagrante" à Síria» (Abril)
Bahram Qassemi, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, condenou a invasão do espaço aéreo sírio, assim como o ataque perpetrado em território do país árabe, na sexta-feira de madrugada, por vários aviões israelitas – uma agressão a que Damasco respondeu abatendo um deles e atingindo outro, segundo informação oficial divulgada por fontes militares sírias. Israel nega que qualquer aeronave sua tenha sido abatida.

segunda-feira, 20 de março de 2017

Orçamento 2017: aprofundamento do declínio económico e social

A HerriUni [Universidade Popular] promoveu, em conjunto com diversas organizações sociais e forças políticas (Eusko Ekintza, Herritar Batasuna, Euskal Herriko Komunistak, Askatasunaren Bidea, Libertate Nafarra), a realização de um estudo aprofundado, com 100 páginas, sobre os orçamentos da Comunidade Autónoma Basca e Nafarroa. A autoria é da economista Nekane Jurado.

O estudo, que se centra no último decénio (2008-2017), abarca diversas áreas (habitação, fiscalidade, cultura, euskara, políticas sociais, educação, saúde, etc.).

Na sexta-feira, a HerriUni e Nekane Jurado deram uma conferência de imprensa debaixo da ponte do Município de Bilbo (para mostrar como as dotações orçamentais estão a tornar cada vez mais difícil a possibilidade de ter casa própria).

Nekane Jurado, economista e comunicadora, apresentou este trabalho exaustivo de análise económica, em que se estuda o momento actual da União Europeia e de Hego Euskal Herria (País Basco Sul).

Conferência de imprensa da HerriUni e Nekane Jurado Ver: elperiodistacanalla.net e lahaine.org / Resumo do Relatório aqui.

«Filma a acção da Polícia, sim... mas como?» (4/4)

Quarta e última reportagem da campanha «Grabar a la Policía no es delito» / «Grabatzea ez da delitua», realizada pelos órgãos de comunicação Ahotsa, Argia, Topatu, Hala Bideo e Ekinklik, juntamente com o movimento Eleak/Libre.

«Poliziaren jarduera grabatu, bai, baina nola?»[Legendado em castelhano. Presta atenção! Adi!] Ver: argia

«Líbia: a seis anos da destruição de um Estado»

Foi a 19 de Março de 2011 que forças militares francesas, britânicas e norte-americanas, à frente de uma ampla coligação internacional, iniciaram uma intervenção militar na Líbia. Poucos dias depois, a NATO passou a assumir o comando das operações, que se prolongaram até 31 de Outubro desse ano, consumado que estava o assassinato do chefe de Estado, Muammar Khadafi.
[…]
Essa manipulação, levada a cabo por meios de comunicação social sob controlo do «partido da guerra» e do imperialismo, teve um papel crucial na criação de uma «barragem de mentiras», martelando a versão oficial das potências agressoras de que «um levantamento popular pacífico» fora bombardeado pelas forças do Estado líbio.

Evitando essa «barragem», ambos os textos, tal como o de Carlos Lopes Pereira, acima referido, deixam claro que se tratou de uma guerra de agressão, cujos objectivos passaram pelo derrube do regime de Khadafi, a destruição do Estado líbio e o saque às imensas riquezas e recursos do país: as dezenas de milhares de milhões de dólares do seu fundo soberano, as enormes reservas de petróleo, de gás e recursos aquíferos, entre outras.

De acordo com os dados divulgados pelas Nações Unidas em 2010, a Líbia era o país com maior Índice de Desenvolvimento Humano no continente africano e, pese embora as contemporizações de Khadafi face às potências imperialistas, afirmava-se como um Estado soberano, laico e independente, desenvolvendo uma política pan-africana e relações externas que eram diversas dos interesses do imperialismo, como salienta Lopes Pereira. (Abril)

«Sobre a força económica e militar da Grécia»

[KKE/PCG] Pelo seu interesse documental, publicamos um texto do órgão central do KKE sobre aspectos relativos às Teses do seu próximo XX Congresso. / Ler: odiario.info

domingo, 19 de março de 2017

«¿Qué es la kale borroka?»

[De Sendoa Jurado, ex-preso por kale borroka] Por medio de la kale borroka, estando de acuerdo con ella o no, el pueblo ha denunciado las razzias policiales contra la juventud; con este tipo de lucha este pueblo ha hecho que se escucharan los gritos desgarrados de quienes estaban siendo torturados en las oscuros calabozos de los cuarteles; por medio de esta lucha el pueblo ha mostrado su enfado por los asesinatos de la guerra sucia y ha sacado las luchas de los presos a este lado del muro para que no se quedaran en la opacidad de la cárcel. Por medio de la kale borroka se han sacudido las conciencias de quienes miraban hacia otro lado ante la violencia de estado desmedida para que, aunque sólo fuera por un momento, se dieran cuenta de que en este mundo existe algo más que su propio ombligo. La kale borroka ha sido un instrumento imprescindible para condicionar la actividad política y represiva del Estado español. Y creo que, guste o no, lo que digo es algo objetivo, estando de acuerdo o en contra de este tipo de lucha.
[…]
Aunque sea brevemente, quisiera destacar que la derrota que hemos sufrido a la hora de hacer frente a la violencia de estado no ha sido ni policial ni militar. La derrota que hemos sufrido ha sido política. La policía no ha terminado ni con la lucha armada ni con la lucha urbana, porque nunca ha tenido capacidad para asimilarlas. Quienes durante tantos años han jugado el papel de ser nuestros representantes políticos no han sido capaces de explicarle a una mayoría que lo que aquí había no era un estado democrático haciendo frente a unos violentos, sino un pueblo que hacía frente a un estado fascista. / LER: amnistiAskatasuna 1 e 2

«Filmar a Polícia não é crime» (3/4)

Terceira reportagem da campanha «Grabar a la Policía no es delito» / «Grabatzea ez da delitua», realizada pelos órgãos de comunicação Ahotsa, Argia, Topatu, Hala Bideo e Ekinklik, juntamente com o movimento Eleak/Libre.
Grava/filma, porque o registo gravado de uma acção policial «pode mudar a relação de forças».

«Grabatzea ez da delitua» (3) [Legendado em castelhano.] Ver: argia

«Fidel Castro: el revolucionario de tiempos difíciles»

[De Renán Vega Cantor] Fidel Castro siguió siendo revolucionario, aunque en el mundo entero gran parte de los que alguna vez se declararon revolucionarios («los revolucionarios de tiempos fáciles») lo hayan dejado de ser, por plegarse al capitalismo y disfrutar de algunas de sus migajas. Mantuvo su dignidad hasta el final, sin renunciar a la independencia y a la soberanía, con los costos que eso supone. Por esto mismo, luego de su muerte física, gran parte de esos conversos (como Mario Vargas Llosa) no han ocultado su antipatía por un personaje que no adjuro de sus convicciones ni se plegó ante el imperialismo. (Resumen Latinoamericano)

«A Comuna de Paris» [Escuela de Cuadros]

A edição n.º 165 do programa de formação marxista «Escuela de Cuadros» centra-se no estudo do texto de Karl Marx «A Guerra Civil em França» (1871), contando para tal com a ajuda de Vladimir Acosta.

É possível aceder ao texto, escrito em Abril-Maio de 1871, em marxists.org.

«La Comuna de París» [Escuela de Cuadros]O programa Escuela de Cuadros é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas e terças-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros.