terça-feira, 18 de abril de 2017

Aitor Olaizola recebido calorosamente em Donostia

Acusado de pertencer à Segi, o jovem donostiarra foi detido no «Donostiako Askegunea», em 2013. Ontem foi libertado, depois de cumprir na íntegra a pena a que foi condenado, tendo saído da prisão espanhola de Daroca. Ao final da tarde, foi recebido por centenas de pessoas na Parte Antiga da capital guipuscoana.

Dos detidos no âmbito do mesmo processo, continuam na cadeia Egoi Alberdi, Mikel Arretxe, Oier Lorente, Nahikari Otaegi, Adur Fernandez, Imanol Vicente e Ekaitz Ezkerra. Espera-se que Adur Fernandez e Oier Lorente saiam em breve, a 23 e 26 de Abril, respectivamente.

O Supremo Tribunal condenou os oito jovens com base nos depoimentos que lhes foram arrancados sob tortura. Para além destes «depoimentos», a sua pertença à Segi - organização juvenil que, a dada altura, foi declarada terrorista - foi provada com lenços, T-Shirts, CD e outras coisas do género.

O Askegunea de Donostia foi formado por pessoas que procuraram dificultar a sua detenção e contra as quais a Ertzaintza investiu de forma violenta.

Aitor Olaizolaren ongi etorria [Argia]Ver: Argia

Entrevista ao Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão

[O Movimento pró-Amnistia (MpA) foi entrevistado pela Plataforma Laboral e Popular, de Portugal. A entrevista original foi feita em castelhano.]

Nuestro movimiento ha denunciado en múltiples ocasiones que el trato que los Estados español y francés dan a los presos enfermos, el hecho de mantenerles en prisión prácticamente hasta su muerte, no responde únicamente a un deseo de venganza, sino que se lleva a cabo para conseguir un rédito a político a costa de la salud y la vida de estas personas. Los Estados se ceban con el eslabón más débil de la cadena y les dan a elegir entre coherencia o muerte. Los Estados, principalmente el español, les ponen delante a los presos enfermos un papel para que firmen que se arrepienten de su militancia, y les dicen que firmarlo es la única manera de no salir de la cárcel en un ataúd.

Los Estados buscan que quienes son símbolos de lucha y dignidad aparezcan ante el pueblo como personas arrepentidas de su pasado, para poder presentarles ante la juventud como perdedores de una batalla que califican sin sentido. Les quieren arrepentidos para hacer creer a la juventud actual y a la juventud del futuro que fuera de lo marcado por los Estados no hay alternativa, para hacerles creer que los estados son invencibles. Pretenden perpetuar su imperialismo mediante la tortura a los presos. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«Líbia: a seis anos da destruição de um Estado»

Foi a 19 de Março de 2011 que forças militares francesas, britânicas e norte-americanas, à frente de uma ampla coligação internacional, iniciaram uma intervenção militar na Líbia. Poucos dias depois, a NATO passou a assumir o comando das operações, que se prolongaram até 31 de Outubro desse ano, consumado que estava o assassinato do chefe de Estado, Muammar Khadafi.

A intervenção, para a qual foram invocados motivos de ordem humanitária – a defesa dos civis cujos protestos pacíficos estavam alegadamente a ser reprimidos na cidade de Benghazi pelo regime de Khadafi –, provocou a morte a dezenas de milhares de civis e mergulhou o país numa situação de caos, violência e guerra, que se arrasta até hoje. (Abril)

«Greve de fome massiva nos cárceres israelitas» (Abril)
Mais de 1500 prisioneiros palestinianos entraram ontem em greve de fome e já estão a sofrer represálias da parte do Serviço Prisional de Israel. Nos territórios ocupados, milhares de pessoas assinalaram o Dia dos Presos Palestinianos.
[...]
Por ocasião do Dia dos Presos Palestinianos, o Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente (MPPM), o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) e a CCTP-IN emitiram comunicados em que reafirmam a sua solidariedade para com o povo e os prisioneiros palestinianos, e assinalam a greve de fome a que estes ontem deram início.

«Securitarismo e Jornalismo»

[De Alfredo Maia] Nos últimos dias, a Imprensa portuguesa tem publicado uma série de notícias sobre uma iniciativa legislativa do Governo, prevista «para breve», com vista a garantir ao Serviço de Informações de Segurança (SIS) e ao Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED) o acesso àquilo a que alguém convencionou chamar «metadados» das comunicações.

De que falam os media quando escrevem «metadados»? De uma ampla gama de dados de comunicações que vai da identificação do titular de um telefone (fixo ou móvel) à localização, data, hora e duração de uma comunicação, passando pelas identidades internacionais do subscritor (IMSI) e do equipamento (IMEI), o endereço de correio electrónico, o endereço do protocolo IP, entre vários outros elementos.
[...]
De facto, como então alertou o Sindicato dos Jornalistas (SJ), apesar de a transmissão dos dados conservadores pelos operadores de comunicações às autoridades só poder ser ordenada ou autorizada por despacho fundamentado de um juiz, é evidente o risco de dados de comunicações de jornalistas com fontes confidenciais de informação virem a ser do conhecimento das autoridades, devassando-se assim o sigilo profissional. (Abril)

Mikel Laboa - «Gure bazterrak»

Tema incluído no álbum Bat-hiru (1974), do conhecido cantor donostiarra (1934-2008). [Letra / tradução]

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Companheira de preso político gasteiztarra ameaçada em León

No sábado, 15, a companheira do preso político de Gasteiz Juan Carlos Subijana, Txanpi, foi ameaçada através de uma nota metida no pára-brisas do seu carro, enquanto esperava pela hora da visita na cadeia de La Mansilla (León, Espanha).

De acordo com a informação que a própria fez chegar ao Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA), ao longo do dia, apercebeu-se de movimentos estranhos, e depois de comer, no intervalo entre a visita da manhã e a da tarde, deparou com a nota no pára-brisas do seu carro, na qual aparecia o desenho de uma caveira e de uma bala em direcção a ela.

O MpA, que expressa todo o seu apoio a Txanpi e à sua companheira, sublinha que, como se não bastasse os familiares dos presos políticos terem de fazer centenas de quilómetros para os visitar, ainda se sujeitam a todo o tipo de ataques.

«Os ataques aos familiares não são mais que uma outra forma de pressionar os presos políticos», afirma o MpA, acrescentando que os estados, «sabendo das dificuldades para derrotar a firmeza dos militantes políticos, impuseram inúmeras medidas mesquinhas nas últimas décadas», como a dispersão, as atitudes agressivas e humilhantes dos funcionários nas cadeias, as ordens de revistar os familiares com apalpamento, os ataques da extrema-direita contra viaturas dos familiares, entre tantas coisas mais.

O MpA salienta a necessidade de continuar a defender o carácter político destes presos como forma «de construir um muro de defesa contra ataques deste tipo». A capacidade de criar enormes redes sociais, ao longo de tantos anos, em torno dos presos, refugiados e deportados políticos e dos seus familiares «deve-se precisamente à defesa do carácter político destes militantes», afirma. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«A guerra contra a Síria» analisada em Donostia

Por iniciativa do Movimento de Apoio à Síria, o Txoko Internazionalista, no bairro donostiarra de Egia, acolhe na próxima sexta-feira, 21, uma conferência sobre a situação na Síria, país do Médio Oriente que há mais de seis anos é devastado por uma guerra de agressão e de ingerência promovida pelas potências ocidentais, com o apoio dos seus aliados regionais: petro-ditaduras do Golfo, Israel, Turquia, entre outros.

José Antono Egido, sociólogo, conhecido autor de Siria es el Centro del Mundo e analista de temas internacionais na RT, HispanTV e TeleSur, irá estar esta sexta-feira na capital guipuscoana, onde falará sobre a «Guerra contra a Síria».

O encontro é às 19h00, no Txoko Internazionalista, no bairro de Egia (Plaza Berri).

Askapena: «Munduko preso politikoak kalera!»

Apirilaren 17a, preso politikoen nazioarteko eguna hain zuzen, egun esanguratsua da askatasunaren alde borrokan ari garen herri guztiontzat, baina baita elkartasun internazionalistaren baitan justizia eta askatasunaren alde dihardugunontzat ere. Azken batean, han eta hemen, errepresioak jo puntuan ezarri eta kartzelaratzen gaituen etsai beraren aurka indarrak batu eta aldarrikapen kolektibo gisa irudikatzeko eguna dugu berau, milaka etxeetako ohe eta bihotz hutsak saretu eta elkarren beroa sentitzerainoko oihartzun ozen bakar bat osatuz.

Izan ere, ez ote da agian, preso politikoak egote hutsa adierazle argiena, gordinena, sistema bidegabe eta kriminal batean bizitzera kondenatzen gaituztela ohartzeko? Estatu kapitalistetan gainerako zapalkuntza bide leunagoek huts egin edo zeharkako bideak aski ez eta, zuzeneko eraso bortitzari ekin behar izan dutenaren ispilua da haiekiko errepresioa. Baina ez dezagun ahaztu aldi berean eta txanponaren bestaldean, adierazle ere badela berau, preso politikoak egote hutsa alegia, herri langile borrokalariak ez garela kikiltzen eta ez direla falta han eta hemen askatasunaren alde borrokatu eta dena emateko prest dauden emakume eta gizonak. Eta esan gabe doa inork ez ditzan hitzok bestelako aldarrikapenez mozorrotu, oligarkia eta inperialismoaren alde borrokan diharduten mertzenarioak ez ditugula ez preso politiko gisan kontsideratzen ezta haien amnistiarik eskatzen ere. (askapena.org)

«Historia de la Nación Latinoamericana» [Escuela de Cuadros]

Na edição 199 do programa «Escuela de Cuadros», analisa-se um texto do marxista argentino Jorge Abelardo Ramos que examina a relação entre o resgate da Nação Latino-americana e o projecto socialista. Fernando Bossi orienta a discussão.

A obra Historia de la Nación Latinoamericana (1968) propõe, nas palavras do próprio Ramos, «averiguar se a América Latina é um simples campo geográfico... ou se na realidade estamos na presença de uma Nação mutilada, com vinte províncias à deriva, constituídas em estados mais ou menos soberanos».

«Historia de la Nación Latinoamericana» [Escuela de Cuadros]O programa Escuela de Cuadros é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros.

domingo, 16 de abril de 2017

Milhares reivindicam a República basca em Gernika

Milhares de pessoas manifestaram-se hoje, Aberri Eguna [Dia da Pátria], em Gernika (Bizkaia) para reivindicar a «república basca». O acto foi organizado pela rede Independentistak, com o apoio da associação Gernika Batzordea, tendo em conta que as celebrações eram em Gernika e que este ano se assinala o 80.º aniversário do bombardeamento da vila biscainha.

À frente da manifestação que percorreu a localidade seguia uma faixa com o lema deste Aberri Eguna: «Askatasuna eta bakea. Euskal Herriak erabaki!» [Libertade e paz. Euskal Herria decide].

No final da marcha, em que se viram muitas ikurriñas e esteladas catalãs, e se ouviram muitos gritos a favor da «independentzia», teve lugar o acto político, sob o lema «Gernikatik independentziara» [De Gernika à independência]. Nele, o porta-voz da Independentistak, Txutxi Ariznabarreta, disse que se «inicia um novo ciclo, o do processo soberanista», com vista a lograr «a primeira república independente basca».

As celebrações do Aberri Eguna em Gernika contaram com o apoio do sindicato LAB e dos partidos da coligação abertzale EH Bildu. No Twitter, representantes da coligação deram sinal da sua presença na localidade biscainha, afirmando que estão a «construir uma república basca «livre e digna», «independente, democrática, diversa e acolhedora».

De «socialismo»... ná de ná. Os comunistas e outros que assumem o socialismo como única via para a libertação do povo e dos trabalhadores bascos, num futuro país independente, promoveram outro ajuntamento, em Durango, também na Bizkaia. Ainda assim, eram visíveis algumas faixas suas espalhadas por Gernika. / Ver: eitb.eus e independentistak.eus

«Aberri Eguna, Primero de Mayo una misma lucha»

[De Aurrerantz / Eus: «Aberri Eguna, Maiatzaren lehena, borroka bakarra»] Tras más de sesenta años de resistencia contra la desaparición de Euskal Herria a manos de los Estados español y francés, herramientas de sus respectivas burguesías y del capitalismo internacional en la lucha contra los pueblos que oprimen y explotan, que ha posibilitado la supervivencia del euskera, de la conciencia del Pueblo Trabajador, que evitó la nuclearización del país y luchó por mejorar las condiciones de vida de las y los trabajadores, el capitalismo se nos presenta más feroz y cruel.
[…]
Animamos a debatir en torno a estas reflexiones como una aportación dentro del proceso de construcción de una Organización Revolucionaria Vasca de Liberación Nacional y de Clase. (lahaine.org)

KFA EH: «Los coreanos no se despiertan cada día pensando si van a ser desahuciados»

[Voltamos a chamar a atenção para a entrevista realizada, em Junho de 2016, pelo portal basco Ikusle à Korean Friendship Association no País Basco ou KFA Euskal Herria]

¿Cuáles son los objetivos de KFA Euskal Herria?
La KFA tiene 4 objetivos principales. El primero es el de dar a conocer la realidad de la RPD de Corea al mundo. Si bien éste punto no necesita explicación por ser obvio, sí es interesante añadir que conociendo la realidad del país muchas de las mentiras que se cuentan habitualmente en los medios tendrían un recorrido muy corto, pues suelen ser absolutos sinsentidos que caen por su propio peso.

El segundo es el de defender la independencia y la construcción del socialismo en Corea. Sin extendernos en la historia coreana o en la ocupación japonesa que duró hasta la liberación en 1945, que la soberanía coreana está hoy amenazada es indiscutible cuando los EE.UU. ocupan y controlan la mitad sur desde hace más de 70 años y al mismo tiempo amenazan al norte. La KFA defiende el derecho del pueblo coreano a ser independente y no depender absolutamente de ninguna potencia extranjera. Pero el pueblo tiene otro derecho además: el de vivir dignamente, y por eso defendemos la construcción socialista coreana, para que los jóvenes sigan pudiendo estudiar hasta que quieran, para que a nadie le falte la sanidad, para que siga sin existir el paro, para que todas las familias tengan una vivienda, etc… en definitiva, para que el pueblo conquiste su felicidad siendo el dueño de su destino.

El tercer principio es el de aprender de la cultura y la historia del pueblo coreano, esto es, acercar también Corea al mundo desde un punto de vista meramente cultural. Así tenemos miembros y amigos que se acercan a la KFA por interés cultural en Corea, y es en el norte donde la cultura coreana más se mantiene, ya que en el sur la influencia estadounidense llega incluso a afectar parte del idioma con los anglicismos.

El cuarto es el de trabajar por la reunificación pacífica de la Península de Corea. Corea es una nación dividida y enfrentada por intereses ajenos, y eso es una herida que los coreanos de ambos lados de la frontera llevan en el corazón. Desde ambas partes se anhela la paz y la reunificación, y la KFA hará todo lo que esté en su mano para facilitar que esa situación sea una realidad. / LER: ikusle.com

Txomin Artola – «Aberriaren mugak»

Aberri Egunean.

sábado, 15 de abril de 2017

III Jornadas Anticapitalistas, em Laudio, com um grande cartaz

Os encontros, promovidos pela Laudioko Gazte Asanblada [Assembleia Juvenil de Laudio], decorrem de 25 de Abril a 14 de Maio, no Gaztetxe da localidade alavesa e incluem, entre outras actividades, conferências, debates, teatro e concertos.

A maior parte das iniciativas irá desenrolar-se em euskara. A título de exemplo, no dia 26 de Abril, Jesús Valencia e a Askapena vão centrar-se na questão do BDS; dois dias depois, Aitor Aspuru, Justo Arriola e um membro da Izarbeltz vão falar sobre as drogas no sistema capitalista. Ainda em Abril, no dia 29, Sendoa Jurado e Julen Larrinaga vão responder à questão «Como libertaremos os presos políticos?».

No dia 5 de Maio, a Rede de Autodefesa dos Trabalhadores de Iruñerria [Comarca de Pamplona] vai abordar a «construção da autodefesa dos trabalhadores». No dia seguinte, o bairro madrileno de Vallecas estará em destaque, com um membro do seu movimento popular a falar sobre a «Vallekas: a luta de um povo»; mais tarde, nesse mesmo dia, será abordado o processo de paz na Colômbia.

No dia 8, o sindicato Ikasle Abertzaleak irá falar sobre a «situação das universidades e as escolas colectivas». A 11 de Maio, será a vez de Asier Blas responder à questão «Quem é George Soros?» e, no dia seguinte, Nines Maestro centrar-se-á no «feminismo e na luta de classes». Os almoços custam cinco euros e são pagos na altura.

«Txabi Etxebarrieta, James Connolly y Juana Azurduy»

«El nuestro no es un nacionalismo cualquiera, al contrario, es algo específico. Al decir nacionalismo queremos expresar patriotismo, libertad, independencia (…)

Nuestros amos y señores son los estados español y francés. Todos sabemos que son capitalistas y que para ayudar a sus intereses encadenan a Euskal Herria. En la lucha por instaurar el socialismo en nuestro territorio, nos referimos a algo concreto: acabar con las fuerzas capitalistas del estado español y francés, incluidos algunos capitalistas con apellidos vascos que colaboran con ellos.

Por esa razón, para ETA, el Aberri Eguna y el 1 de Mayo son idénticos. Precisamente porque denunciamos la realidad actual, no nos está permitido diferenciar esos hechos diciendo que uno es el día de la patria y otro el de los trabajadores. No. Nuestra lucha es única, como es única la opresión que sufre el pueblo. Nuestro objetivo es la libertad y el desarrollo de los vascos, del pueblo trabajador vasco.» Txabi Etxebarrieta (BorrokaGaraiaDa)

«K17, en el Aberri Eguna de 2017»

En este Aberri Eguna del año 2017, la iniciativa K17 quiere transmitir su aportación propia a Euskal Herria.

En este 100 aniversario de la Revolución de Octubre hay que recordar la enorme importancia que tuvo este acontecimiento histórico para las muchas naciones y pueblos oprimidas por el imperio ruso, pues esto puso en primer plano el derecho a la autodeterminación.

Por ello subrayamos que para conseguir la liberación de Euskal Herria esta tiene que venir de la mano del Socialismo, para dirigir a todo el pueblo trabajador y explotado, con el proletariado al frente, a la sociedad comunista libre de explotación. Porque la nación vasca no es solo su tierra y sus paisajes, sino ante todo lo formamos los trabajadores vascos y por lo tanto no puede entenderse la liberación de Euskal Herria sin la liberación su clase social mayoritaria.

Desde la iniciativa K17 os hacemos un llamamiento a participar en los actos y debates que organizaremos este año para poder avanzar en este camino.

VIVA LA REVOLUCIÓN DE OCTUBRE! GORA EUSKAL HERRIA ASKATUTA! GORA EUSKAL HERRIA SOZIALISTA! / Ver: k17.eus

Bruno Carvalho: «A paz na mira do paramilitarismo»

Quem escreva Medellín no Google encontrará «Medellín, ciudad segura», «Medellín, ciudad inteligente», «Medellín, ciudad innovadora», entre outras coisas. De facto, Medellín está na moda. A modernização da capital do departamento de Antioquia tem impulsionado o turismo na cidade. Mas também as séries que exaltam a figura daquele que foi o mais importante narcotraficante do mundo.
[…]
«Todos os cuidados são poucos para evitar que nos identifiquem e nos assassinem», conta enquanto toma uma cerveja Águila. «Nesta cidade todavia há cerca de 6 mil colaboradores paramilitares que controlam o comércio e as movimentações políticas», assegura enquanto olha para a porta. Recorda os tempos em que o principal opositor ao processo de paz, o antigo presidente Álvaro Uribe, foi primeiro alcalde da cidade e depois governador da região. «Dantes mandavam-te uma carta a ameaçar-te, uma coroa de flores ou deixavam-te o crânio de um animal morto à porta. Agora é diferente. Não avisam».

Pedro descreve a barbárie dos métodos paramilitares numa agoniante narrativa que envolve serras eléctricas, massacres em carniçarias, funerais cujos caixões não levavam mais do que o único pedaço de carne que sobrou do cadáver e incineradoras improvisadas para fazer desaparecer os corpos. Conta também como a gangrena do paramilitarismo se espalhou pelo país ao ritmo da produção cocalera com o beneplácito dos partidos ao serviço da oligarquia. (manifesto74) [3.ª de 3 crónicas de quem esteve no terreno]

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Familiares do preso Ander Mujika sofrem acidente a caminho da cadeia

Familiares do preso político donostiarra sofreram um acidente quando viajavam com destino à cadeia francesa de Saint Martin de Ré, a 550 km de casa. Os pais, um irmão e um sobrinho de cinco anos de Mujika não ficaram feridos, mas não puderam continuar a viagem. É o quinto acidente provocado pela política de dispersão em 2017, denuncia a Etxerat.

O acidente rodoviário ocorreu ontem, nos arredores de Bordéus. A viatura em que seguiam os familiares de Mujika teve de travar para não bater no carro da frente, mas foi atingida por dois carros que vinham atrás, lê-se na nota da Etxerat.

Quatro viaturas estiveram envolvidas no acidente e, apesar de os familiares do preso donostiarra não terem ficados feridos, não puderam realizar a visita, devido ao estado em que o seu carro ficou.

A Etxerat lembra que neste período, de férias para muitos, os familiares não têm hipótese de fazer férias, tendo em conta que os seus familiares e amigos presos se encontram a centenas e milhares de quilómetros de casa – e a prioridade é, naturalmente, visitá-los.

Com este acidente, sobre para 14 o número de familiares e amigos de presos políticos bascos que sofreram acidentes quando iam para as visitas ou delas regressavam. Dezasseis perderam a vida desde que a política de dispersão dos presos foi implementada, há 28 anos. / Ver: etxerat.eus

«Honor a Venezuela»

[De Iñaki Gil de San Vicente] Las fuerzas reaccionarias están sacando estrategias de la manga. La OEA dirige la actual estrategia que no es sino una más en la agresión permanente que sufre nuestra Venezuela, que sufrimos todas y todos aunque estemos a un océano de distancia. En contexto mundial abierto por la llega de Donald Trump al gobierno estadounidense, dentro de una situación mundial de estancamiento, crisis y caos controlable e incontrolable, hacen que la existencia de la Venezuela bolivariana, la vida de Venezuela, sea una de las cuestiones prioritarias para la humanidad. (BorrokaGaraiaDa)

«Compreensão assustadora»

[De José Goulão] De Berlim a Bruxelas e Paris, de Atenas a Estocolmo, de Varsóvia a Lisboa perpassa uma comovente vaga de compreensão para com o até agora proscrito presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, por ter feito desabar mísseis sobre o território da Síria independente, ter destruído uns quantos adereços de uma base aérea e, sobretudo, ter assassinado um número indeterminado de civis, entre eles várias crianças.
[...]
Agora que Trump se acomodou à sábia mensagem do ministro português Santos Silva proferida em 22 de Março, em nome de todos os seus colegas da União Europeia, segundo a qual o exército sírio é pior que o Daesh, assiste-se ao regresso à normalidade. Isto é, os dirigentes políticos dos países da aliança repetem que não há solução militar para o problema sírio e, ao mesmo tempo, manifestam compreensão – se fosse com Obama ou com a senhora Clinton aplaudiriam sem reservas – pelos actos de guerra contra a Síria, mesmo que aqueçam ainda mais as costas dos mercenários assassinos do Daesh. (Abril)

«Na terceirização selvagem, retrato de um projeto»

[De José Álvaro de Lima Cardoso] Todas as pesquisas mostram que a taxa de rotatividade é duas vezes maior nas atividades tipicamente terceirizadas. A jornada de trabalho entre os terceirizados é superior, em média, à jornada dos trabalhadores contratados diretamente. O percentual de afastamentos por acidentes de trabalho típicos nas atividades terceirizadas é muito superior ao verificado nas atividades tipicamente contratantes. Além disso os salários nas atividades terceirizadas são em média, segundo o DIEESE, 23% menores do que nas atividades tipicamente contratantes. (PCB)

quinta-feira, 13 de abril de 2017

ELA, LAB e Steilas convocam dois dias de greve na Educação

Os sindicatos ELA, LAB e Steilas anunciaram ontem, em Bilbo, que convocaram greves no Ensino público não universitário na Comunidade Autónoma Basca (CAB) para os dias 16 e 23 de Maio.

Numa conferência de imprensa na capital biscainha, representantes dos três sindicatos bascos explicaram as razões que os levam a convocar os dois dias de greve. «É imprescindível mudar de raiz a política educativa e os cortes que o Governo de Gasteiz», afirmaram, tendo apelado à mobilização dos trabalhadores, bem como à sua participação nas manifestações agendadas para 20 de Maio em Bilbo, Donostia e Gasteiz.

Os sindicatos salientaram a «grande adesão e apoio» à greve anterior (realizada a 22 de Março) e, recordando as exigências que fizeram ao Governo, no sentido de alterar a situação, afirmaram que este «não deu mostras de querer negociar.

Entre outras coisas, ELA, LAB e Steilas exigem o fim do programa Heziberri e dos exames enquadrados na LOMCE, o aumento do investimento na Educação até 6% e a redução do número de alunos por sala. No caso de o Departamento da Educação continuar a não atender às suas reivindicações dos trabalhadores, seguir-se-ão novas mobilizações e greves. / Ver: eitb.eus

Askapena: «Eraso inperialistarik ez! Ez Sirian ez inon!»

Hori guztia kontuan hartuta, kalera atera eta AEB eta Europar Batasunaren inperialismoa salatzeko deia egiten dugu. Onartezina da yankiei aitortzen zaien legitimitatea herrialde burujabeei nahieran eraso egiteko, bakearen eta demokraziaren izenean. Ez dago bakerik, ez demokraziarik, AEBk inposatu nahi duen ordena baizik. Askapenatik irmoki arbuiatzen dugu AEBen eta EBren jarrera. Mundu mailako botere kapitalista hegemonikoari eusteko, milaka hildako, errefuxiatu eta hondamendia eragiten ari dira, zilegitasun osoa balute bezala. Horregatik guztiagatik, Euskal Internazionalistei dei egiten diegu publikoki Siriaren aurkako eraso inperialista salatzera. (askapena.org)

«Sempe o mesmo filme»

[De Filipe Diniz] Se há enredo que se repete na história dos EUA é este. Do «remember the Maine» ao «incidente do Golfo de Tonquim», das armas químicas de Clinton às armas químicas de Trump passando pelas armas de destruição massiva de Bush/Blair/Aznar e seu lacaio Barroso, a engrenagem evolui segundo um padrão espantosamente repetitivo. E se é espantoso que continue a agir com eficácia junto da opinião pública indiferenciada, ainda mais espantoso é que aja com eficácia semelhante junto de gente que se presume de esquerda e, quem sabe, talvez mesmo anti-imperialista. (avante.pt)

«Milhares protestam contra reforma do Ensino Superior no Chile» (Abril)
Para o movimento estudantil, o projecto de lei do governo, que visa alargar de forma gradual a gratuitidade no Ensino Superior, é insuficiente, pois deixa de fora mais de um milhão de estudantes e está a ser discutido «nas suas costas».

O movimento estudantil chileno foi determinante para promover a reforma do sistema educativo herdado da ditadura de Pinochet (1973-1990), que fomentou a criação de universidades privadas e desmantelou a Educação pública nos seus vários níveis. No entanto, o projecto de reforma do Ensino Superior, que deu entrada no Congresso em Julho do ano passado, tem sido criticado como «insuficiente».

Venezuela, há 15 anos: «Todo 11 tiene su 13»

«Todo 11 tiene su 13: El secuestro de un presidente» [VTV]

A culminar uma intensa campanha de desestabilização iniciada meses antes, no dia 11 de Abril de 2002, representantes dos sectores mais conservadores da oligarquia económica venezuelana, apoiados por alguns altos oficiais do Exército, sequestraram o Hugo Chávez e assumiram o poder na Venezuela.

Mas o golpe durou pouco. Ao aperceber-se do sequestro do mandatário, o povo protagonizou uma verdadeira rebelião, que pôs em fuga os golpistas, e no dia 13 de Abril conseguiu a libertação do Presidente e o seu regresso triunfal ao Palácio de Miraflores.

Ver tb: «12-A: El día que el fascismo mostró su verdadero rostro con un Golpe fugaz» (albatv.org)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

LAB acusa Osakidetza de colocar entraves à actividade sindical

O sindicato LAB, que tem participado na dinâmica unitária de protesto contra o «negócio das privatizações» no sistema de saúde público da Comunidade Autónoma Basca - Osakidetza, acusa a sua administração de estar a colocar entraves à divulgação da informação sindical aos trabalhadores, condicionando a actividade sindical e não respeitando os direitos de representação sindical e dos trabalhadores.

Numa nota de imprensa, o sindicato afirma que passou uma semana inteira sem poder enviar e-mails no âmbito do Osakidetza. Um deles dizia respeito ao «trabalho incrível realizado pelos funcionários do Osakidetza a favor do euskara e da Korrika».

Inicialmente, parecia tratar-se de um «problema técnico», mas, depois de informar todos os responsáveis que o podiam resolver, tudo ficou na mesma, pelo que se afigura mais correcto «falar em entraves à actividade sindical», sublinha o LAB, acrescentando que não é a primeira vez que tal acontece: umas vezes com e-mails, outras com cartazes afixados nos centros de saúde.

«Ao que parece, a administração do Osakidetza não gosta que os seus trabalhadores estejam informados. Por alguma coisa será», afirma o LAB, que não vai «aceitar este tipo de ingerências». Se o problema não se resolver rapidamente, com os responsáveis a assumirem as suas responsabilidades, o sindicato tomará as medidas que considerar oportunas. / Ver: LAB

Médicos dão 6 meses de vida ao preso gasteiztarra Oier Gómez

De acordo com um relatório médico, o preso político Oier Gómez, natural de Gasteiz e que sofre de sarcoma de Ewing, com metástases no pélvis e na cabeça, terá seis meses de vida se se mantiverem as actuais condições, refere a plataforma solidária Oiertxo SOS, que exige a sua libertação imediata e apela à participação nas mobilizações que forem convocadas.

Oier está actualmente encarcerado na cadeia francesa de Meaux. A Oiertxo SOS informa que, no dia 19, um tribunal parisiense irá deliberar sobre a suspensão de pena, e, nesse sentido, exige não só a suspensão da pena, como a libertação incondicional do preso, para que possa ser tratado pelos seus médicos de confiança, junto dos seus, numa fase terminal.

A Oiertxo SOS convocou para dia 22 deste mês, em Gasteiz, um Elkartasun Eguna (Dia Solidário) com o preso político, no âmbito do qual haverá uma mesa-redonda (11h30), uma concentração (14h00), um almoço popular (15h00) e uma manifestação (19h30).

Por seu lado, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão agendou uma concentração em defesa da amnistia e da liberdade dos presos bascos doentes para esta sexta-feira, 14, às 19h30, na localidade biscainha de Igorre.

Outra plataforma de apoio aos presos – Sare – marcou para 6 de Maio, em Gasteiz, uma mobilização pela liberdade dos presos doentes. / Ver: OiertxoSOS

«O Pentágono treinou "rebeldes" da Al Qaeda na Síria na utilização de armas químicas»

[De Michel Chossudovsky] Os media ocidentais refutam as suas próprias mentiras. Eles não só confirmam que o Pentágono tem estado a treinar os terroristas na utilização de armas químicas como também reconhecem a existência de um não muito secreto «plano apoiado pelos EUA para lançar um ataque com armas químicas na Síria e culpar o regime de Assad».

O Daily Mail de Londres, num artigo de 2013, confirmou a existência de um projecto anglo-americano endossado pela Casa Branca (com a assistência do Qatar) para efectuar um ataque com armas químicas na Síria e atribuir a culpa a Bashar Al Assad.

O artigo seguinte no Mail Online foi publicado e a seguir removido. Note-se o discurso contraditório: «Obama emitiu advertência ao presidente sírio Bashar al Assad», «Casa Branca dá sinal verde a ataque com armas químicas». (odiario.info)

«"Follow the money" – a quem interessa a regulamentação da prostituição?» (manifesto74)
[De Lúcia Gomes] basta seguir o dinheiro. Quem paga, quanto quer pagar e para quê – homens, por sexo, nas suas condições e termos. Quem lucra – os proxenetas que deixam de ser criminosos e passam a ser parceiros económicos do estado, que também lucra, ao passo que se escancaram as portas ao tráfico de pessoas que passa a ser indetectável – afinal, as pessoas prostituídas passam a ter um contrato, estão legais, não há como provar que foram traficadas até porque os seus traficantes deixam de ser chulos e passam a ser empresários.

«Iúri Gagárin: o homem no espaço»

Foi no dia 12 de Abril de 1961 que o soviético Iúri Gagárin se tornou o primeiro homem a viajar no espaço, a bordo da Vostok I. Um feito que «abriu o caminho à exploração do espaço para benefício de toda a Humanidade», tal como sublinhou, em Abril de 2011, a Assembleia Geral da ONU, ao declarar 12 de Abril como o Dia Internacional dos Voos Espaciais Tripulados.
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A façanha de Iúri Gagárin, com um valor universalmente reconhecido, é igualmente um feito da União Soviética e da sua cosmonáutica na fase de maior pioneirismo. Convém não perder de vista que a impressionante força científica e tecnológica que sustentou o passeio espacial de Gagárin era potenciada num país que, 20 anos antes, fora invadido pelas forças de Hitler e que, na sua luta heróica de resistência contra o aniquilamento, perdeu mais de 20 milhões de vidas – expulsando finalmente as hordas nazi-fascistas do seu território e correndo com elas até Berlim. (Abril)