domingo, 26 de fevereiro de 2017

Centenas de pessoas reivindicaram a liberdade de Aitzol e dos outros presos doentes

Apesar dos entraves colocados pelos pikolos, na estrada, e do silêncio da comunicação social dominante, incluindo a basca, e a dita abertzale, centenas pessoas manifestaram-se, esta tarde, pelas ruas da Alde Zaharra de Orereta (Gipuzkoa) para denunciar a situação dos presos políticos bascos doentes e reivindicar a sua libertação. O caso de Aitzol Gogorza, natural da localidade guipuscoana, foi especialmente lembrado.
A mobilização, organizada pelo Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA), partiu pouco depois das 17h30 da Câmara Municipal.
Centenas de pessoas, muitas delas levando bandeiras a favor da amnistia, seguiram atrás de uma faixa em que se via, figurado, o rosto de Aitzol Gogorza - preso da localidade que sofre de transtorno obsessivo-compulsivo e que esteve recentemente em greve de fome para chamar a atenção para a gravidade da sua situação. Na faixa, junto ao rosto de Aitzol, podia-se ler «Berriro gerta ez dadila» [para que não volte a acontecer.]
Depois de percorrem as ruas da Parte Antiga de Orereta, os manifestantes regressaram à Praça do Município, clamando a amnistia. [vídeo: twitter de LaHaine] Ali, recordou-se a grave situação de Aitzol Gogorza, do gasteiztarra Oier Gómez, do ondarrutarra Ibon Iparragirre, do tolosarra Manu Azkarate e do basauritarra Txus Martín, alertou-se para o risco que correm todos os presos com doenças graves e fez-se um apelo à organização e à luta. [vídeo: twitter de LaHaine]
A manifestação terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak». [vídeo: twitter de LaHaine] Os pais de Aitzol, Luis e Arantxa, agradeceram todas as expressões de apoio e solidariedade. / TEXTO LIDO no final (amnistiAskatasuna 1 e 2)

Arantza Zulueta foi libertada
Depois de paga a fiança que lhe foi imposta, a advogada bilbaína e presa política basca Arantza Zulueta foi libertada ontem. Passou 1138 dias, 27 300 horas em isolamento na cadeia de Puerto III, em Cádis, a 980 km de sua casa.

Hoje, centenas de pessoas fizeram questão de a receber na Porta de Zamudio, na Alde Zaharra bilbaína. / Fotos: Arantza kalean (Arantza SOS via lahaine.org)

«Veinte tesis heréticas»

[De Iñaki Gil de San Vicente] Han concluido las importantes e impactantes jornadas de HerriUnibersitatea. En base a lo aprendido en tres días de debates y conversaciones con la juventud revolucionaria, desarrollo aquí veinte tesis heréticas que giran alrededor de una idea central:

Las actuales direcciones político-sindicales, culturales, etc., del complejo entramado de medios de prensa, colectivos y organizaciones que forman lo que a grandes rasgos se denomina izquierda abertzale, están llegando al límite de su capacidad. A partir de este límite, se estancan primero y retroceden después porque las contradicciones siguen avanzando y les superan cualitativamente. La lucha de clases y dentro de ella la lucha de liberación nacional, responde a contradicciones básicas, objetivas y esenciales, que bullen al margen de la subjetividad si no está organizada revolucionariamente. La agudización de estas contradicciones va dando saltos: es lenta e imperceptible en períodos largos, pero brusca, intensa y desconcertante en momentos cortos y brutales.

Las formas superficiales de la lucha de clases varían en todo momento, siempre cambian de apariencia, se ablandan o endurecen y viceversa debido a una rica complejidad de circunstancias, que responden al final a la unidad y lucha permanente en las contradicciones del sistema. Mientras estas no sufren acelerones súbitos, en los periodos de «normalidad», las direcciones sociopolíticas pueden mal que bien estar a la altura de las circunstancias, pero se rezagan cuando la historia se acelera.

El distanciamiento creciente entre la velocidad de lo real y la lentitud o quietud de las direcciones cuando no su retrocesoal pasado, es efecto del inevitable agotamiento teórico, intelectual y generacional de una concepción sociopolítica nacida en una fase de la lucha de clases en extinción irreversible. En estas fases de tránsito, la juventud, mejor preparada de lo que despectivamente cree el poder adulto, se organiza para tomar las riendas de la lucha: Flora Tristán, Blanqui…; Bakunin, Jenny von Westphalen, Engels, Marx...; Rosa Luxemburgo, Lenin, Liebknecht…; Mao, Gramsci, Ho, Mariátegui, Durruti, Larrañaga, Dolores Ibarruri…; Amílcar Cabral, Ché, Fidel Castro, Sendic, Lumumba…; Txabi Etxebarrieta, Argala, Ángela Davis… Las direcciones adultas se resistieron a reconocer la valía de la juventud: los insultos de Kautsky a Rosa Luxemburgo. Muy pocos revolucionarios impulsaron la libertad de autoorganización y crítica de la militancia joven, Lenin fue uno de ellos.
[…]
Volvemos así a la tesis arriba expuesta: la militancia joven debe ir tomando la dirección. / LER: lahaine.org

«Funcionários municipais de Florianópolis há um mês em luta» [Brasil]

Há mais de um mês que os trabalhadores do Município de Florianópolis, em Santa Catarina, estão em greve contra as medidas gravosas aprovadas pelo autarca recém-eleito, do PMDB. Apesar das pressões e ameaças, a adesão e o apoio foram crescendo. Foi a 16 de Janeiro que os funcionários municipais da capital do estado brasileiro de Santa Catarina entraram em greve contra o «Pacotão das Maldades» implementado pelo novo prefeito, Gean Loureiro. As medidas, gravosas para os trabalhadores, foram avançadas com o argumento de que era necessário fazer frente à «crise nos cofres públicos». (Abril) [Mais info: sintrasem.org.br]

ADENDA: «Vitória dos servidores Municipais de Florianópolis deixa um recado para a burguesia do país!» (PCB)

Fidel Castro na República Democrática Alemã (1972)

Vídeo-crónica da visita de Fidel Castro à República Democrática Alemã em 1972Agradecimentos ao nosso amigo e camarada galego Maurício Castro.

«Breve lembrança de Caracas a Saigão – honra aos heróis!» (Abril)
Na quarta-feira, Roso Grimau, presidente da Casa de Amizade e Solidariedade Venezuela-Vietname, pôs-nos ao corrente, via Twitter, da triste notícia: no dia 21, com 72 anos de idade, morreu Argenis Martínez, um dos heróis da «Operação Van Troi», que, em 1964, pôs os «gringos» em sentido e elevou ao patamar mais alto o sentido da expressão «solidariedade internacionalista». A República Socialista do Vietname jamais esqueceu a entrega de quem arriscou a vida, no outro cabo do mundo, para tentar salvar a de um vietcongue condenado à morte, Nguyen Van Troi.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Denunciar condições de trabalho no Twitter vale castigo a trabalhadora da bZERO

A bZERO Marketing Integral, empresa que faz o serviço de atendimento da Eroski, castigou uma funcionária com «45 dias sem trabalho e sem salário». O sindicato ELA sublinha o elevado nível de exploração e precariedade existente na empresa: as condições de trabalho são más, os salários são baixos, as jornadas são a tempo parcial.

Maria Solaetxe, que, além de funcionária da bZERO, é delegada sindical do ELA, foi punida com 45 dias sem trabalho e sem salário por publicar dois tweets em que denunciava o comportamento da empresa no último Natal e em que afirmava que os trabalhadores não precisam de «esmolas», mas de «condições de trabalho dignas».

No último Natal, a bZERO Marketing Integral, subcontratada pela Eroski, sorteou «dois lotes de 15 euros entre as suas 80 funcionárias». Solaetxe sentiu-se insultada e escreveu no Twitter: «A bZERO Marketing, cujo principal cliente é a Eroski, ofereceu-nos dois lotes para sortear entre 80 trabalhadoras! Metem nojo!». Afirmou em seguida: «Não queremos as vossas esmolas, mas condições de trabalho dignas!!!» [Tradução nossa.]

O sindicato ELA sublinha que neste sector trabalham sobretudo mulheres e que, nesta empresa, as condições de trabalho são muito más e extremamente precárias, os salários são baixos, os utensílios no local de trabalho funcionam mal, as jornadas são a tempo parcial.

Um mês e meio depois de publicar os tweets, a 9 de Fevereiro último a empresa instaurou um «processo contraditório» à trabalhadora por «falta de respeito grave». Antes, a administração da Eroski já apresentara um queixa formal aos responsáveis da operadora de telemarketing, por danos à «sua imagem e bom nome comercial». No dia 17, a empresa comunicou então o «castigo», que é o que é «tendo em conta que é a primeira vez». / Ver: argia

«Aste Gorria» [Semana Vermelha, em Gasteiz]

O Gasteizko Ikasle Mugimendua/Movimento Estudantil de Gasteiz (MEG) organiza a «Semana Vermelha», de 27 de Fevereiro a 3 de Março. Tendo como pano de fundo os «acontecimentos» de 3 de Março de 1976 na capital alavesa, o MEG dinamiza um conjunto de iniciativas que visam fazer frente à alienação da ideologia burguesa, promovida pelo actual sistema educativo, e promover a consciência de classe no seio dos estudantes, levando a cabo acções de formação e alertando para a necessidade de organização. [É um resumo tosco; mais pode ser lido em baixo e em BorrokaGaraiaDa]
Gora Ikasle Mugimendua! Gora ikasle eta langile borroka!
Viva o Movimento Estudantil! Viva a luta dos trabalhadores e dos estudantes!
«1976ko Martxoak 3ko gertakizunen memoriaren harira, aste osoan zehar klase ikuspegia oinarri duen formakuntza sustatu nahi dugu ikasleriaren artean. Ikasleok, langile klaseko parte garen heinean klase kontzientziaren beharraz jakitun gara, horrez gain kontzientzia hori gure artean antolaturik aurrera eraman beharra dugula ere badakigu. Lehen eskutik baitdakigu lan hori zailtzeko helburua duen, hezkuntza sistema honek, ideologia burgesaz alienatzen gaituela une oro.» [Klik egin irudia handitzeko.]

«Why Albanians Fled Kosovo During the 1999 NATO Bombing»

[Entrevista a Čedomir Prlinčević, historiador e chefe da comunidade judaica em Priština, capital do Kosovo, sobre o papel da NATO e da manipulação na região. Uma entrevista grande, mas que vale toda atenção.] This interview dates from December 2000, but is still highly relevant to today. NATO’s conduct in Kosovo can be seen as anticipating much of its current actions on Syria and/or Ukraine. The same exploitation of emotional and inaccurate narratives, the same promotion of wars of aggression in the guise of «humanitarian intervention», the same promotion of dangerous elements such as terrorists and gangsters as «rebels» or «freedom fighters.» The same utter disregard for the longterm consequences for the people who have to live in these regions. In 18 years little or nothing has changed, and the same playbook is still in use.

This is the second Emperor’s Clothes interview with Čedomir Prlinčević (pronounced Ched-o-meer Pra-linch-eh-vich).

Mr. Prlinčević, an historian, was chief archivist in Priština, capital of Kosovo, and head of the Jewish community there until, as he explained in his first Emperor’s Clothes interview, the terrorist KLA drove him and his family and thousands of others from their homes. Heavily armed British NATO forces stood by, watching the terror, ignoring the Yugoslavs’ pleas for help. You can read that interview here.

In his second interview, Mr. Prlinčević gave an in-depth answer to my question, «Why did Albanians flee Kosovo in large numbers at the start of NATO bombing?» The media claimed the Albanians were fleeing Serbian terror.

NATO bombing was portrayed as a reaction to supposed Serb terror. Some anti-Serb leftists, notably Noam Chomsky, made a fake criticism of NATO, saying that the Albanians had indeed fled Serbian terror, but this was NATO’s fault because the Serbs instituted their anti-Albanian reign of terror in response to the NATO bombing, as NATO knew they would. I say this was a fake criticism of NATO because Chomsky endorsed the NATO/media attack on the Serbs while posing as their defender. As in, «Yes! He beat his wife! But you drove him to it!» I argued with Chomsky about this. Our email exchange is published here.

I and others in the antiwar movement thought the Albanians must have fled for the same reason many Serbs fled – to escape the bombs.

But Mr. Prlinčević says all these explanations were wrong. Something else was at work here: the manipulation by Western military and intelligence organizations of certain aspects of Albanian culture, both to create the terrorist apparatus known as the KLA and to stage public dramas, especially the mass Albanian flight in April 1999, which dramas were then used by the media to smear the Serbs as war criminals. (off-guardian.org)

Leihotikan - «Nafarroa»

São navarros, de Iruñea. O tema é do álbum Munduaren leihoa (2003). [Letra / tradução]

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Detenção de Ángel Mari Telleria evidencia situação de militantes na clandestinidade

Tendo em conta a detenção, ontem, no México, do militante basco Ángel Mari Telleria, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) denuncia a «actividade repressiva do México e do Estado espanhol e reivindica o direito de Ángel a viver em liberdade seja no México ou em Euskal Herria», exigindo, por isso, a sua libertação imediata.

A detenção de Ángel, no estado mexicano de Guajanato, deixa a descoberto a situação vivida pelos militantes bascos que tiveram de fugir de Euskal Herria, afirma o MpA, acrescentando que, se o caso dos refugiados que têm regularizada a sua situação é conhecido, «as misérias que sofrem aqueles que vivem na clandestinidade já passam despercebidas»: a falta de documentação impede-os de aceder a um trabalho digno, aos serviços de saúde ou a condições de vida minimamente estáveis. E, claro, «vivem sob a ameaça constante de ser presos».

A detenção de Ángel, mais de três décadas passadas sobre os factos que lhe são imputados, «mostra que, sem amnistia, a perseguição contra os militantes políticos bascos não terá fim», sublinha o MpA.

«Se não queremos ver morrer nas cadeias os que mais deram pela libertação nacional e o socialismo, devemos interiorizar de uma vez por todas que o trabalho a favor da amnistia não é uma mera opção política, mas sim o dever irrecusável de todo o militante revolucionário», afirma. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Arantza Zulueta, libertada sob fiança
O tribunal de excepção espanhol decretou uma fiança de 20 mil euros para que a advogada bilbaína seja libertada. Arantza encontra-se na cadeia há mais três anos, desde Janeiro de 2014, a centenas de quilómetros de Euskal Herria e em condições severas de isolamento, denunciadas por vários organismos. / Ver: argia

Milhares de pessoas denunciaram montagem policial e jurídica contra jovens de Altsasu

Cerca de 2000 pessoas concentraram-se, hoje, frente ao Parlamento de Nafarroa para exigir a liberdade dos três jovens de Altsasu encarcerados na sequência de uma zaragata, em Outubro, e para denunciar as «montagens policiais, judiciais e mediáticas».
Muitos dos participantes mostraram cartazes a exigir a liberdade dos jovens. Às 19h30, dois membros da plataforma de apoio aos jovens de Altsasu leram um comunicado em que recordaram que, nestes cem dias, os familiares dos detidos percorreram 57 700 quilómetros e gastaram 16 400 euros.

Também os pais e mães dos jovens altsasuarras leram um comunicado sobre a situação dos jovens e sobre a revolta que eles, pais, sentem. No final, fizeram saber que as mobilizações vão continuar e que no dia 8 de Março haverá uma concentração frente ao Palácio da Justiça em Iruñea, a partir das 12h30. / Ver: ahotsa.info

«Os engañan como a vascos»

[De Borroka Garaia] No se sabe seguro pero dicen que la frase «os engañan como a chinos» proceda de la trata de esclavos chinos hacia plantaciones de terratenientes en Cuba cuando ésta era dependiente o quizás de los viajes de Marco Polo hacia China por la ruta de la seda que al portar tanta riqueza de vuelta se elucubraba que los había engañado. En cualquier caso el engaño es la base de casi todo el intercambio comercial (empezando por la plusvalía) por lo que no existe apenas ninguna nacionalidad que esté a salvo de tal engaño.

A la hora de adjudicar frases y visto lo visto, el «os engañan como a vascos» tiene muchos boletos para afianzarse.
[...]
Mientras tanto el regionalismo comanda la CAV y está a la cabeza del gobierno de Nafarroa. La clase burguesa vasca se atrinchera en sus privilegios intocables que precisamente emanan del regionalismo autonómico y la clase trabajadora, en recesión brutal, sin referentes claros actuales ante todo este montaje, por ahora es incapaz de quebrar el engaño. Al mismo tiempo, el apoliticismo se refuerza en la sociedad vasca, el independentismo se retrae para la acción, y la desafección hacia el partidismo institucionalista y a la política profesional crece cada día. La deriva institucionalista del soberanismo, la ve ya todo el mundo menos, evidentemente, los responsables de ello. (BorrokaGaraiaDa)

Solidariedade com Teto, preso galego em isolamento absoluto

Perante a insostível situaçom de soidade absoluta que está a viver o preso independentista Roberto Rodríguez Fialhega, Teto, na cadeia de Villanubla, en Valladolid (a 427km da terra), o Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar dá inicio a umha campanha dende a que se desenvolveram diferentes iniciativas que, ademais das que a continuaçom exponhemos, iremos anunciando no web.

Por meio de um cartaz, que já está nas ruas de algumhas das principais cidades e vilas galegas, pretendemos socializar a alzar a voz contra o ilegal isolamento absoluto no que se atopa Teto. Fazemos um chamamento a espalha-lo, compartilha-lo, cola-lo... que a nossa denuncia chegue a todos os rincóns para entre todas e todos conseguir que política de extermínio psicológico contra o nosso companheiro cese de inmediato.

Também, facilitamos um arquivo pdf para que todas as pessoas solidárias cubrades com os vossos dados pessoais, e depois de cumplimenta-lo e asina-lo nolo fagades chegar escaneado ao correio electrónico ceivar@ceivar.org. Nós encarregaremo-nos de faze-los chegar à Direcçom da cadeia de Villanubla.

A nossa solidariedade é imparável. Teto nom está só! Convidamos-vos a que lho fagades saber enviando-lhe um postal, umhas letras de carinho, forza e solidariedade.

ROBERTO RODRÍGUEZ FIALHEGA
Centro Penitenciario de Valladolid
Carretera del Adanero Gijón, km 94
47071 Villanubla, Valladolid

ADIANTE A GALIZA SOLIDÁRIA!!! TETO LIBERDADE!!! / Ver: ceivar.org

Ver tb.: «Teto, em soidade absoluta durante meses» (ceivar.org)

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Manifestação nacional pela libertação dos presos doentes

Com o lema «Berriro gerta ez dadila preso gaixoak kalera» [para que não aconteça outra vez, os presos doentes para a rua], realiza-se no próximo domingo, 26, na localidade guipuscoana de Orereta, uma manifestação nacional pela libertação de Aitzol Gogorza, natural de Orereta, e dos demais presos políticos bascos com doenças graves.
Com a mobilização deste domingo, que parte às 17h30 da Câmara Municipal, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão pretende trazer para as ruas a questão dos presos doentes, chamando a atenção para o facto de que, neste momento, há 22 presos bascos com doenças graves nos cárceres.

Indar Gorri: «Hoy, al igual que hace un año… Muntairik EZ!»

Hoy hace un año los artífices del fútbol moderno, los amigos de las puertas giratorias, los glotones de billetes, los que abrazan la corrupción, todos esos nos señalaron como Banda Criminal. Cuando, y en el momento en el que mas activa teníamos la pelea por las libertades y derechos del aficionad@.
[...]
Hoy después de un año del golpe represivo mas rastrero dado a la afición osasunista, nos alzamos orgullosos de lo que somos. Rojillos incondicionales, habitantes de esta tierra que queremos con orgullosa locura. Abertzales y antifascistas que recogen el testigo dejado por Eladio Zilbeti y otros tantos navarros y navarras, que nos regalaron una pasión y una seña identitaria a la que se debe defender por encima de trepas, golpistas y cuneteros.

Somos los nietos de todos aquellos que regímenes inquisitoriales, fuerzas ocupacionistas y traidores regionalistas han perseguido, pero ahora…ahora las tornas van a cambiar, PRÓXIMO ESTÁ EL DÍA DE LA VICTORIA! 30 urtez Basatiak izaten.

Hoy no nos olvidamos de Adur, Jokin y Oihan, altsasuarras presos por un montaje policial, porque nosotros no dejamos a ningún compañero de grada solo. Estamos unidos y juntos vamos a desmontar este y todos los montajes judiciales, policiales y mediáticos con los que nos quieren condenar, DENOK BORROKARA, DENOK KALERA! (BorrokaGaraiaDa)

«O rosto repelente da verdade»

[De José Goulão] O óbito da solução de dois Estados não foi declarado só agora. A resolução da ONU estabelecendo a partilha da Palestina foi logo sabotada pelo recém-nascido Estado de Israel
[…]
A União Europeia, a ONU, as famílias Bush e Clinton, o próprio Obama sobem então ao palco exibindo consciências virginais, clamando contra o maléfico atrevimento do novo presidente norte-americano. Contudo, eles sabem como ninguém do que fala Trump.
[…]
Trump é o homem escolhido para o actual momento de crise e contradições da desordem capitalista neoliberal. As proclamações trovejantes por ele proferidas, em sintonia com as vontades da teia financeira, económica e política dos lobbies judaicos, confirmam-no – caso houvesse dúvidas. Trump é a verdadeira imagem da América e do capitalismo de hoje. (Abril)

«El Libro (del golpe de Estado) Blanco» (Red Roja)
[De Manlio Dinucci] Es el punto culminante de una larga deriva. El nuevo Libro Blanco de la defensa italiana confirma la opción de la guerra. Sin embargo, la Constitución de la República Italiana repudia la guerra como medio de atentar contra la libertad de los demás pueblos y como modo de solución de conflictos.
[…]
Luego de haber pasado durante 25 años de un gobierno a otro, con la complicidad de un parlamento casi enteramente complaciente o inerte que nunca llegó a discutirlo como tal, esa revisión está ahora a punto de convertirse en ley. Lo que está teniendo lugar es un golpe de Estado blanco perpetrado en el mayor silencio.

«Zeca, sempre»

No dia em que passam 30 anos da morte de Zeca Afonso lembramos a música do professor, autor e músico que esteve do lado certo da História.

Falar de José Afonso (José Manuel Cerqueira Afonso dos Santos) dispensa apresentações. Já muito se escreveu sobre a sua vida e pormenores dela. Já conhecemos a sua música e, através dela, a realidade do País amordaçado pela ditadura.

Nas muitas linhas que se escrevem sobre esta figura maior da música portuguesa e de intervenção, invariavelmente tropeçamos na sua opção pela não militância. Mas raramente lemos que algumas das suas músicas foram um acto militante de denúncia e de força, de quem sabe que só pela luta é que vamos. / Ver: Abril / Mais info: AJA

«Tinha uma sala mal iluminada»Do álbum Enquanto Há Força (1978).

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Sindicatos denunciam mais dois acidentes laborais mortais em Euskal Herria

Um camionista perdeu a vida na segunda-feira, 20, em Ikaztegieta, na sequência de um acidente laboral. Hoje, por iniciativa da maioria dos sindicatos bascos, realizou-se uma concentração na zona industrial de Lanbarren, em Oiartzun (Gipuzkoa), frente à sede da Transportes Insausti, empresa para a qual o caminionista falecido trabalhava, como falso independente.
O sindicato LAB sublinha que, este ano, já morreram oito trabalhadores em acidentes laborais em Euskal Herria. Ontem mesmo, um trabalhador de 43 anos perdeu a vida na empresa Metal Smelting, em Elorrio (Bizkaia).

O LAB já havia alertado para os despedimentos, a deterioração das condições de trabalho e a «política do medo» vigente nesta empresa, e apontado, de igual forma, «a pressão, os ritmos de trabalho ou a ausência de medidas de prevenção». / Ver: LAB e LAB

«Errepresioari autodefentsa | Nueva dinámica contra la represión»

[De Errepresioari autodefentsa] En cuanto a la situación específica de Euskal Herria, hoy y desde hace ya tres o cuatro años nos encontramos en una situación peculiar. Desde que se materializó el cambio de estrategia en Euskal Herria, se ha dado una progresiva desaparición de los mecanismos antirrepresivos existentes, quitando unos pocos barrios y pueblos. Es verdad que los colectivos y personas del movimiento popular esperábamos consecuencias positivas de la nueva fase, pero bien es verdad también que no dando pasos certeros nos hemos sumergido en una situación de bloqueo constante: ataques directos e indirectos por parte de las fuerzas represivas.Ante la situación de Paz Social, los supuestos aparatos de alienación han jugado un papel de primera mano y esto determina consecuencias graves. Los colectivos que trabajamos por el cambio sistemático de fondo, nos encontramos más desnudos que nunca delante del propio sistema.

El discurso radical es practica radical; y a las personas que condicionamos la proyección revolucionaria nos viene de vuelta una a una el marcaje individual. Por ello, debemos articular nuevamente la forma de bloque en el plano ofensivo y defensivo y ante los ataques directos e indirectos generar mecanismos antirrepresivos. Dentro del movimiento popular sin embargo, por encima de las carencias se han antepuesto las expresiones revolucionarias y las posteriores brutales respuestas también. En estas situaciones no previstas han aflorado contradicciones dentro del movimiento popular, pero sobre todo dentro de los sectores de la clase trabajadora en general. Se podría decir que las contradicciones afloran en el momento que una acción en concreto se le atribuye a una fase histórica determinada.
[…]
Queremos transmitir nuestro más profundo rechazo y hacer una clara denuncia de estos hechos, al pueblo trabajador vasco. Junto con esto, con el propósito de materializar la respuesta equivalente podremos en marcha una dinámica a nivel de Euskal Herria con el fin de: empezar a crear redes internas, activar masa entorno a la dinámica y dar una respuesta a los ataques recibidos. Bajo el lema ERREPRESIOARI AUTODEFENTSA el día 10 de febrero comenzaran las jornadas preparadas. Duraran un mes entero y en estas, se explicará las experiencias represivas recibidas desde diferentes colectivos y territorios o se hablara de cómo funcionan los mecanismos represivos ya existentes, repartiéndonos en los diferentes territorios de EuskalHerria. El trabajo político y práctico hecho durante el mes lo plasmaremos en una manifestación nacional el día 11 de marzo, que saldrá de la plaza San Francisco (Iruña) con el objetivo de materializar la respuesta. / LER: BorrokaGaraiaDa [eus./cas.]

«Pablo Pacheco López y la persistencia de la cultura rebelde»

[De Néstor Kohan] El pasado sábado 18 de febrero de 2017 se realizó un bonito, bueno y breve panel con los seis presidentes del Instituto Cubano del Libro (ICL), en el marco del Encuentro de editores y traductores en la XXVI Feria Internacional del Libro. Y digo seis, porque Pablo Pacheco, ya fallecido, no dejó de estar presente, aunque el homenaje a él rendido haya quedado por debajo de su importante obra.

[Nota de La Haine: Pablo Pacheco, además de un gran revolucionario, fue un buen amigo de La Haine. Por eso queremos subsanar en parte ese fallo de los intelectuales cubanos y rendirle el único homenaje que está a nuestro alcance, republicando este artículo aparecido originalmente en La Haine el 8 de julio de 2014, con ocasión de su lamentado fallecimiento.]

El compañero cubano Pablo Pacheco López, además de amigo entrañable, fue (es) precisamente eso. Un ratón erudito de biblioteca, un trabajador y organizador de la cultura detrás de escena, un editor sistemático en la sombra y un rebelde de la cultura revolucionaria comunista internacional. Humilde hasta el límite de la exasperación, de perfil bajo, de hablar bajito, pausado y reflexivo, de sonrisa irónica y caminar cansino, Pablo Pacheco navegaba entre los libros como en su hábitat natural. Su oxígeno era el papel y la tinta. Tenía una biblioteca personal impresionante. Cada estante de su casa albergaba en doble fila los ejemplares más increíbles. Las joyas más preciadas, las ediciones más inesperadas. ¡Todas leídas y transitadas! Cualquier libro que uno sacaba con dificultad del estante más alto e inalcanzable… estaba leído. Los libros no eran para él un adorno, sino su alimento y su sangre, su impulso de vida. / Ver: Cubadebate via lahaine.org

«Manifesto do Partido Comunista» em animação

O «Manifesto do Partido Comunista», de Karl Marx e Friedrich Engels, foi publicado há 169 anos, a 21 de Fevereiro de 1848.

«Manifestoon, Manifesto Comunista» [legendado em português]Excertos do «Manifesto do Partido Comunista», com a ajuda dos cartoons da Disney; uma peça criada pelo cineasta independente Jesse Drew.

Ver tb.: «Manifiesto del Partido Comunista cumple 169 años de su publicación» (PCC)

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Sindicatos mobilizam-se contra as privatizações no Osakidetza

LAB, Satse, ELA, CCOO, UGT e ESK realizaram hoje acções de protesto em Gasteiz, Bilbo e Donostia. Para estas organizações sindicais, é necessário voltar às ruas até que os responsáveis do Serviço Público de Saúde basco mudem de atitude.

Os sindicatos que representam os trabalhadores no Osakidetza afirmam que «se viram obrigados a regressar às mobilizações contra as privatizações», tendo em conta os anúncios de privatização de vários serviços nos hospitais de Urduliz, de Leza e de Eibar.

O Osakidetza «mantém a aposta estratégica na privatização» e as organizações sindicais deixaram claro que vão lutar contra isso, na medida em que «as sociedades com maiores níveis de privatização na Saúde são as que maiores níveis de desigualdade apresentam no acesso aos serviços de saúde», sublinham.

Ao invés do Osakidetza, que «defende os privados em detrimento do bem comum», os sindicatos apostam na «igualdade», e para tal é «imprescindível o reforço da Saúde pública», salientam. / Ver: LAB e aseh

AN espanhola confirma acusação de «terrorismo» para 3 jovens de Altsasu

O tribunal de excepção espanhol confirmou, ontem, a incriminação de três jovens de Altsasu que haviam sido acusados de «terrorismo», pela juíza Carmen Lamela, na sequência de uma zaragata com dois pikolos e suas companheiras, ocorrida em meados de Outubro, num bar da localidade navarra.

O tribunal espanhol, que ainda não apreciou os recursos dos demais processados neste caso, indeferiu os que haviam sido apresentados pelas defesas dos três jovens agora incriminados.

Foram os juízes Ángela Murillo (uma velha conhecida), Carmen Paloma González e Juan Francisco Martel que confirmaram a acusação de Lamela, a juíza de instrução, de acordo com a qual os factos constituem um «crime de terrorismo».

Lamela, que terminou no início deste mês a instrução do processo contra os nove incriminados, deu ordem de prisão a sete deles, na sequência de uma intensa campanha mediática de intoxicação. Mais tarde, decretou a libertação de quatro jovens. / Ver: eitb.eus e europapress

Descolonizando a Educação boliviana [vídeo]

Vídeo realizado pelos elementos da Brigada da Askapena que esteve na Bolívia em 2016.

«Boliviako hezkuntza deskolonizatuz» [Askapena]2016ko brigadistek eginiko bideoa Bolivian ezaguturikoaren inguruan. / Ver: askapena.org

«CETA, um acordo ao serviço das transnacionais»

Negociado à revelia dos povos, o CETA foi apresentado pela CE, na sua versão definitiva, de 1600 páginas, no início de 2016. Para os seus detractores, o acordo de livre comércio entre a UE e o Canadá reveste-se de um grande significado, na medida em que responde aos interesses das transnacionais das potências capitalistas, criando estruturas supra-nacionais que ajudam a vergar quaisquer resistências de âmbito nacional e a impor e a consolidar o seu domínio. A questão é, pois, a da prevalência da concentração capitalista e a da defesa dos interesses das transnacionais sobre os direitos dos trabalhadores e dos povos, e a soberania dos estados. (Abril)

Raduan Nassar: «Vivemos tempos sombrios, muito sombrios» (Abril)
A cerimónia de entrega do Prémio Camões ao brasileiro Raduan Nassar, na sexta-feira, ficou marcada pelas duras críticas que o escritor dirigiu, na sua intervenção, ao Governo golpista e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Raduan Nassar, considerado um dos maiores escritores vivos da língua portuguesa e a quem o júri do Prémio Camões 2016 atribuiu a distinção por unanimidade, em Maio do ano passado, recebeu ontem o prémio, em São Paulo. No decorrer da cerimónia, Nassar fez uma leitura muito crítica do actual cenário brasileiro: «Vivemos tempos sombrios, muito sombrios», disse.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O preso doente Aitzol Gogorza abandonou a greve de fome

O preso de Orereta (Gipuzkoa) pôs hoje fim à greve de fome que iniciara na quinta-feira passada, segundo apurou o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) junto do seu irmão.

Tal como na greve de fome que fez em Agosto do ano passado, Aitzol, gravemente doente, iniciou este protesto para reivindicar o cumprimento da pena em casa. O MpA sublinha que a prisão é incompatível com a sua condição clínica e que, tal como ocorre com os outros presos doentes, agrava a sua situação.

Como nos últimos meses tem havido muitas notícias más a este nível - relativas a tareias e agravamentos do estado de saúde dos presos -, o MpA mantém a manifestação convocada para este domingo em Orereta, para reivindicar a liberdade dos presos doentes. A mobilização parte às 17h30 da Câmara Municipal.

Com Oier Gómez, uma lista de 13 presos
A associação Jaiki Hadi revelou que actualmente há 13 presos com doenças graves – são 22 no total, mas alguns não querem divulgar a sua situação. O gasteiztarra Oier Gómez é o último caso conhecido. Tem sarcoma de Ewing: tumor ósseo maligno, com metástases. Há cinco anos já lhe tinha aparecido um cancro, que passou; o actual é mais grave, segundo revelou a associação Jaiki Hadi.

Os membros da associação denunciaram que «a saúde dos presos continua a piorar e que não estão a ser tomadas quaisquer medidas para fazer frente a esta situação. Mais, o encarceramento é totalmente desadequado ao controlo e à cura das doenças graves». Fizeram um apelo a médicos, autoridades prisionais e juízes, responsáveis por estes presos para que encaminhem a situação «antes que seja tarde». / Ver: Berria e amnistiAskatasuna 1 e 2

Há 14 anos, fecharam o «Egunkaria»

Dia 20 de Fevereiro de 2003. A Guarda Civil encerra o Egunkaria [durante treze anos, o único jornal inteiramente publicado em língua basca]. Faz hoje 14 anos. Os responsáveis do diário foram presos e torturados.

Ver: «Hamalau urte 'Egunkaria' gabe» (Berria)

Os insultos de Acebes e de vários jornalistasO ministro Angel Acebes a explicar a operação policial: «é uma operação em defesa e protecção dos direitos e das liberdades dos bascos, da sua cultura, do seu pensamento e da expressão da sua língua em liberdade.»

Fermin Muguruza faz frente aos «progres», em defesa do EgunkariaA 10 de Abril de 2003, na VII edição dos Prémios da Música, em Madrid.

Entrevista de Bashar al-Assad à TF1 e à Europe 1

Entrevista na íntegra, do presidente da República Árabe da Síria, aos jornalistas do canal de televisão e do canal de rádio franceses.

Acessível, em inglês, na agência noticiosa SANA
Acessível, em castelhano, em voltairenet.org
Acessível, em francês, em voltairenet.org

Euskal Herriaren Siriar Herriarekiko ElkartasunaSolidariedade do País Basco com o Povo Sírio. / Carrega, Bashar! Síria vencerá!

«O Estado apresenta as suas armas» [Brasil]

[De André Antunes] O golpe consumado no Brasil não foi um golpe militar. Mas no ambiente que o governo Temer criou e nas medidas que toma para impor a sua política de austeridade antipopular e repressiva surgem crescentes sinais de um processo de militarização do Estado. Processo que se enquadra nas contradições da própria Constituição de 1988, que atribuiu às forças armadas um papel de «garantia da lei e da ordem». (odiario.info)