quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Ibon Iparragirre foi agredido por um funcionário na cadeia de Alcalá-Meco

Familiares de Ibon Iparragirre (Ondarru, Bizkaia), preso político basco gravemente doente, comunicaram à Etxerat que o ondarrutarra foi agredido por um funcionário de Alcalá-Meco, ontem de manhã.

A agressão ocorreu depois de o subdirector da cadeia ter dito a Ibon que devia dirigir-se à enfermaria, revela a Etxerat numa nota. Na sequência, um funcionário prisional levou-o para um pequeno quarto do departamento da enfermaria, onde fez o gesto de esbofetear Ibon, levando a que o preso basco travasse a mão do funcionário com a sua.

Então, o funcionário disse a Ibon que estivesse «quieto com as mãos» e deu-lhe várias bofetadas, chegando a ferir-lhe a cara. Pelo que os familiares conseguiram saber, Ibon Iparragirre permanece na enfermaria.

Na nota, a Etxerat afirma que a situação de Ibon é «crítica», na medida em que já sofreu, várias vezes, abusos e agressões por parte de funcionários de Alcalá Meco. A isto acresce o facto de o preso político estar gravemente doente: tem SIDA no estádio C-3 «e, como acontece com outros presos políticos com doenças graves e incuráveis, as políticas prisionais de excepção mantêm bloqueadas as possibilidades de libertação contempladas na legislação em vigor». (Ver: lahaine.org)

Greve de fome pela libertação dos presos doentes
Pela libertação dos presos políticos bascos doentes, o preso gasteizarra Oier Gómez, que se encontra no cárcere francês de Meaux, está há cinco dias em jejum, no âmbito de uma greve de fome rotativa que dura há 108 dias. Amnistia eta askatasuna!

Askapena: «Latinoamérica en la encrucijada»

Hace unos meses publicamos un informe sobre el conflicto en Siria y Medio Oriente analizando sus claves históricas y geoestratégicas. Ahora mirando hacia Latinoamérica, publicamos un nuevo informe para poder ayudar a entender la situación que atraviesan los pueblos de ese continente.
Mediante este documento queremos ofrecer claves de análisis de la convulsa situación que atraviesa actualmente el continente latinoamericano. Un continente cuyos procesos políticos, desde la Cuba revolucionaria de los 60, la Centro América rebelde de los 80, el indigenismo zapatista de los 90 y la revolución bolivariana y continental de la primera década del siglo XXI, han marcado, entre otras, la práctica y las prioridades políticas de nuestra organización internacionalista.

Por todo ello, entendemos necesario y urgente realizar esta lectura en la que, sin pretender hacer un balance pormenorizado de todas estas experiencias, sí tenerlas en cuenta a la hora de abordar la crítica situación actual por la que transitan los pueblos rebeldes latinoamericanos.

En este sentido, consideramos que la clave fundamental de la situación actual reside en la tentativa por parte de las oligarquías locales y del imperialismo estadounidense y europeo de cerrar definitivamente el ciclo de lucha continental abierto en las últimas dos décadas. Un planteamiento de restauración imperialista y neoliberal presente desde los mismísimos inicios de este ciclo de lucha pero que, por razones internas y, sobre todo, externas, ha encontrado la posibilidad y la necesidad de adentrarse en su fase definitiva. Un planteamiento cuyo objetivo estratégico de control absoluto de lo que considera su pato trasero pasa por derribar lo que ha sido hasta el día de hoy el motor político, económico e ideológico del histórico proceso integracionista y soberanista latinoamericano: la Venezuela bolivariana.

Por lo tanto, para entender las claves de la situación actual tendremos que detenernos en primer lugar en el histórico quiebre político-ideológico sufrido por el neoliberalismo con la apertura de este último ciclo de luchas donde movimientos y gobiernos populares cambiaron radicalmente la correlación de fuerza a nivel continental.

Una vez repasado este histórico avance de los pueblos del Abya Yala, nos adentraremos en analizar la contraofensiva desencadenada por el imperio que, en el marco actual de crisis estructural del capitalismo mundial, se ve obligado a recuperar definitivamente los espacios de poder arrebatados por los sectores populares latinoamericanos.

Finalmente, en tercer lugar expondremos, por un lado, las principales enseñanzas que extraemos de este ciclo de lucha y, por otro, las prioridades en cuanto a línea de actuación de cara a estos procesos en la práctica internacionalista en Euskal Herria. / Ver: askapena.org [Ler documento em pdf]

John Pilger: «Fiz este filme para romper o silêncio sobre a guerra nuclear»

Vai nestes dias ser estreado em vários países europeus o novo filme de John Pilger «A próxima guerra contra a China».

Trata-se de uma nova denúncia das duas guerras que os EUA empreendem: a guerra da propaganda, já em curso, e a agressão militar, cujas peças estão já no terreno. (odiario.info)

Banda Bassotti - «Stalingrado»

La radio al buio e sette operai, / sette bicchieri che brindano a Lenin / e Stalingrado arriva nella cascina e nel fienile, / vola un berretto, un uomo ride e prepara il suo fucile.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O LAB denunciou a precariedade laboral em Ezkerraldea

O sindicato LAB promoveu, hoje, a realização de uma manifestação para denunciar a precariedade laboral dos trabalhadores da comarca biscainha de Ezkerraldea. A acção de protesto, que decorreu esta manhã no Megapark de Barakaldo, é a primeira de várias mobilizações que o LAB vai levar a cabo contra a precariedade nos próximos meses nas diversas comarcas de Euskal Herria.
Hoje, o LAB sublinhou que há muitos trabalhadores pobres em Ezkerraldea. Muitos deles têm de recorrer ao Rendimento Mínimo para conseguir chegar ao fim do mês, em virtude do carácter precário dos seus postos de trabalho.

Esta realidade própria do capitalismo está muito presente em Euskal Herria. «E não é um fenómeno meteorológico incontrolável, mas uma estratégia concebida como forma de governo pelo sistema capitalista», salientou o LAB.

Face a esta realidade, uma das principais prioridades do LAB é a luta, através da organização, da consciencialização e da mobilização, bem como a apresentação de soluções.

O LAB irá transmitir um conjunto de reivindicações urgentes às forças políticas até Março, no âmbito da dinâmica contra a precariedade. E estará na rua, a 10 de Fevereiro, em Gasteiz; a 3 de Março em Donostia; a 24 de Março em Bilbo; e a 31 de Março em Iruñea e Oarso-Bidasoa. / Ver: LAB / Comunicado: LAB

«Alsasua: Cuando la verdad y la duda molestan»

[De Julián Jiménez] El sinsentido de calificar todo lo que place a determinados sectores de la derecha y la extrema derecha, con silencios cobardes y timoratos en otros lares, de terrorismo es intolerable e inaceptable. Pasó con los titiriteros y ha pasado con Alsasua. Y volverá a pasar si permitimos que en cada campañita marquen la agenda los mismos de siempre. No se trata solo de defender a los vecinos de Alsasua, ni de exigir la liberación de las personas encarceladas desde hace semanas, sin que ni siquiera hayas sido juzgadas, teniendo en cuenta que pasaran las navidades en una cárcel siendo jurídicamente inocentes. Se trata de estar alerta para evitar que se vuelva a repetir. (redroja.net)

«Todo Guantánamo es nuestro» [documentário]

O documentário «Todo Guantánamo es nuestro», realizado pelo jornalista e escritor colombiano Hernando Calvo Ospina, narra os sentimentos do povo cubano sobre o território da ilha ocupado ilegalmente pelos Estados Unidos.

«Todo Guantánamo es nuestro» O filme, de 37 minutos, foi produzido pelo Resumen Latinoamericano e o Comité Internacional Cubano, e mostra o sentir dos habitantes dessa região do Oriente cubano sobre a usurpação ilegal de 117 quilómetros quadrados na Baía de Guantánamo, que alberga uma base naval norte-americana, que nem desejam nem necessitam. (Prensa Latina via euskadicuba.org)

«Exército sírio liberta a Cidade Velha de Alepo»

Centenas de militantes renderam-se ou fugiram, nas últimas horas, em virtude da grande ofensiva do Exército sírio, que libertou por completo a Cidade Velha de Alepo e assumiu o controlo de 75% da parte oriental da cidade até agora sob domínio jihadista.
[...]
Diversas fontes informam que «um elevado número de militantes se renderam» ao Exército sírio nas últimas 24 horas e que outros escaparam para zonas ainda sob controlo da Frente Al-Nusra, a sul do centro histórico, deixando para trás grandes quantidades de munições, armamento e outro equipamento militar. (Abril)

ELN: «La falta de democracia y la persecución política complejizan el proceso de paz» (lahaine.org)
[Kintto Lucas entrevista Pablo Beltrán] La falta de democracia y la persecución política a complejizado el proceso de paz entre el Gobierno de Colombia y el Ejército de Liberación Nacional (ELN), así lo indicó, Pablo Beltrán, Comandante en Jefe del grupo guerrillero, en entrevista exclusiva con Radio Pichincha Universal. El líder de la agrupación, sin embargo, aclaró que están dispuestos a dialogar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

No dia da Constituição espanhola, «desobediência ao regime de 78 e escola nacional basca»

Por iniciativa do sindicato estudantil Ikasle Abertzaleak e da Ernai, realizou-se esta manhã, em Bilbo, uma manifestação contra o regime de 78 e a Constituição espanhola.

No entender de ambas as organizações juvenis abertzales, tanto o regime de 78 como a Constituição espanhola foram sinónimo de imposição e opressão para Euskal Herria, e, em especial, para os jovens e os estudantes, na medida em que os seus direitos, como a Educação, não foram respeitados.

Neste sentido, Ikasle Abertzaleak e Ernai manifestaram-se nas ruas da capital biscainha fazendo um apelo à desobediência e à construção de um modelo educativo basco. / Ver: Ecuador Etxea [com muitas fotos]

Mais mobilizações
Em Gasteiz, frente ao Governo Militar, reivindicou-se a independência de Euskal Herria, numa concentração convocada pelo Sortu, a organização juvenil Ernai e o sindicato LAB. (Ver: halabedi.eus)

Em Durango (Bizkaia), a Rede Independentistak promoveu uma marcha sob o lema «A Constituição espanhola, prisão para o País Basco. Sim à independência». / Ver: lahaine.org)

Leitura:
«A las cosas por su nombre: Fascistas» (BorrokaGaraiaDa)
[De Borroka Garaia] Hoy es el día de la constitución española. Que alegría. A la celebración por supuesto están invitados sus hijos, esos llamados estatutos de autonomía, esos que fueron creados para que las burguesías locales, que no nacionales, pues su bandera es el euro (antes peseta), pudieran medrar con sus policías y gestionar los dineros públicos que pueden arrebatar a la clase trabajadora para ponerlos de vuelta en el circuito capitalista y volver de nuevo a extraer la plusvalía para volver empezar.

«Altsasu, la verdadera cara de un pueblo» [reportagem]

Esta reportagem foi gravada apenas um dia antes da grande manifestação que percorreu as ruas de Altsasu, para exigir a libertação dos jovens detidos e encarcerados na sequência de uma zaragata num bar da localidade com dois guardas civis e denunciar o linchamento mediático que a terra navarra está a sofrer.

O Ahotsa.info quis dar a oportunidade aos habitantes de Altsasu para explicar qual é a verdadeira situação da terra: viva, dinâmica, alegre e solidária e que nada tem a ver com a imagem distorcida que dela passaram os meios de comunicação espanhóis.

«Altsasu, la verdadera cara de un pueblo»Ver: ahotsa.info

Karmele Solaguren na memória

Passam hoje 12 anos sobre a morte de Karmele Solaguren Goikoetxea, mãe do preso político Ekain Gerra (Barañain, Nafarroa), num acidente rodoviário, em Sória (Espanha), quando ia a caminho da prisão, da visita.

É uma das 16 vítimas mortais da criminosa política de dispersão aplicada, há décadas, aos presos políticos bascos pelo PPSOE. Karmele gogoan. / Mais info: Euskal Memoria e ahotsa.info

«O referendo italiano, o Euro e a soberania... (1 e 2)»

[Jacques Sapir] Alexis Feertchak apresentou-me várias perguntas cujas respostas foram publicadas em FigaroVox. Considerando a vastidão das perguntas, que vão do referendo italiano às consequências de uma eventual saída do euro e que exigem respostas aprofundadas, o texto publicado foi cortado por ser demasiado longo. Publico aqui as minhas respostas na íntegra. (resistir.info 1 e 2)


«Rússia e China travam resolução sobre Alepo na ONU» (Abril)
A iniciativa, que contou com o voto favorável de 11 países, os votos contra da Venezuela, da Rússia e da China – os dois últimos com direito de veto, por serem membros permanentes do CSNU –, e a abstenção de Angola, surge numa altura em que as tropas do Exército sírio e seus aliados avançam de forma decidida na parte oriental de Alepo, tendo conquistado em pouco tempo inúmeros bairros que estiveram vários anos em poder dos terroristas.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O preso político biscainho Tomas Madina foi libertado

Tomas Madina, Tomi, saiu ontem da cadeia de Foncalent (Alicante), depois de cumprir dois anos e meio de pena, segundo divulgou a Etxerat.

O galdakoztarra foi preso em Junho de 2014 pela Guarda Civil, acusado de ser membro da ETA e de ter tentado matar Patxi Lopez e Rodolfo Ares, membros do Executivo «socialista» de Gasteiz – que, como é do conhecimento público, não fizeram um nico de nada de mal ao povo e aos trabalhadores bascos. Nada.

Madina foi absolvido da tentativa de assassinato mas foi condenado por pertencer à organização armada basca. O Berria refere que, após a detenção, o biscainho esteve incomunicável durante alguns dias. Afirmou ter sido submetido a torturas enquanto esteve incomunicável. / Ver: Berria

APOIA A ETXERAT! IZAN ZAITEZ ETXERAT LAGUN!
A Etxerat, associação de familiares e amigos de presos políticos bascos, foi criada em 2002.

Para dar voz aos presos e exilados políticos bascos, apoiar os seus familiares, pedir as visitas, denunciar as numerosas violações de direitos humanos e organizar autocarros e furgonetas para todos aqueles que, de outra forma, não poderiam viajar até às prisões.

«Para prosseguir com força e sem descanso esse trabalho, precisamos da tua ajuda», lê-se no portal Etxerat. Por isso lançou a campanha «Etxerat Lagun».

Izan zaitez Etxerat lagun!Mais info: etxerat.eus 1 e 2

Há 40 anos, a ikurriña «atravessou a ponte» em Atotxa

Esta foto tem 40 anos. Foi tirada a 5 de Dezembro de 1976, em Atotxa (Donostia), onde se jogava o dérbi basco entre a Erreala e o Athletic. Nesse dia, Inaxio Kortabarria e Jose Angel Iribar, capitães da Erreala e do Athletic, respectivamente, trouxeram para o campo a ikurriña, ainda ilegal no Estado espanhol.
Deu-se o caso a um ano da morte de Franco, em tempos de grande reivindicação e luta no Estado espanhol. A ikurriña ainda era ilegal. Na 13.ª jornada da Liga espanhola havia um Erreala-Athletic, e Kortabarria e Iribar, seguidos pelos seus onzes, entraram no campo de Atotxa segurando a ikurriña. Nas bancadas, uma enorme salva de palmas, um clamor. / Ver: EH kirola

Ver tb.: «Lau hamarkada iruditerian» (Berria)
40 urte dira Realaren eta Athleticen arteko derbi batean Jose Angel Iribarrek eta Inaxio Kortabarriak ikurrina atera zutenetik.

Oskorri - «Ikusi mendizaleak»

No sábado, 3, era o Euskararen Nazioarteko Eguna / Dia Internacional da Língua Basca.
Um dia vezes 365 é o que se quer, «euskara bihotzean bai, baina ahoan ere bai».

«A mitificação e a mistificação do capitalismo»

[De Daniel Vaz de Carvalho] Um dos mitos é o do êxito hedonista e individualista. O capitalismo diz: o êxito, é uma conquista individual, estás num mundo competitivo, mas tu vais conseguir… se seguires as regras. Ora as «regras» são as da semi-escravatura da «flexibilidade laboral» – precariedade – da austeridade, da globalização capitalista, que coloca o proletariado dividido e isolado, competindo entre si, e em que o seu projecto de vida se limita à sobrevivência a curto prazo, porque doutra forma ou noutro país se obtêm lucros mais elevados. (resistir.info)

domingo, 4 de dezembro de 2016

Oier Gómez assume turno na greve de fome rotativa pela libertação dos presos doentes

O preso político basco Gregorio Vicario (Durango, Bizkaia) terminou hoje, à meia-noite, o seu turno de sete dias na greve de fome rotativa pela libertação dos presos doentes. À mesma hora entrou em greve de fome o preso político Oier Gómez (Gasteiz), que se encontra na cadeia francesa de Meaux, informa o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA). O gasteiztarra recebeu o testemunho de uma luta que dura há 104 dias.

Foi Aitzol Gogorza, preso basco doente, que a 6 de Agosto iniciou uma greve de fome para sublinhar que a doença que o afecta e a prisão são inteiramente incompatíveis. Essa situação - um preso que está doente e que decide avançar para uma medida extrema como é a greve de fome, com todas as consequências que isso pode ter para a sua saúde debilitada - fez soar os alarmes e abriu as portas a novas iniciativas.

A greve de fome rotativa iniciada a 18 de Agosto pelos presos políticos bascos na cadeia de Huelva foi uma dessas iniciativas, que se prolongou durante 59 dias. Na mensagem que divulgaram, os presos sublinharam a exigência da libertação dos presos doentes, a importância de alertar o povo para a necessidade de se mobilizar e a importância que as ruas, a pressão e a força popular têm na concretização dos objectivos por que se batem.

Terminada a greve de fome rotativa em Huelva, a luta teve seguimento, na cadeia de Córdova, com o turno do preso Jon Kepa Preciado; no cárcere de Sevilha II, com os turnos de Ibai Aginaga e Gari Etxeberria; no presídio de Puerto III, com os turnos de Iñaki Bilbao, Dani Pastor e Oskar Barreras; e na cadeia de Estremera, com Gregorio Vicario. A luta pela libertação dos presos doentes prossegue em Meaux. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Borroka Garaia: «El mito del interclasismo nacional»

El caso es que la teorización del marco autónomo para la lucha de clases y el propio surgimiento de la izquierda abertzale debido a la asunción socialista (ETA V) creó una síntesis donde la lucha nacional no solapa a la lucha de clases, ni la lucha de clases solapa a la lucha nacional como pretendían estos sectores que abandonaron ETA. Parten de una misma cosa: Una patria libre de hombres y mujeres libres. Que eso luego se podía expresar en diferente tácticas, estrategias y alianzas pero manteniendo el norte en la brújula hacia la independencia y el socialismo sin hipotecas. Hay que decir sin embargo que el choque ideológico entre socialismo revolucionario abertzale y la socialdemocracia abertzale si bien data del propio origen de la izquierda abertzale sigue vigente y con renovada fuerza en la izquierda abertzale hoy en crisis y fragmentada, rotos en parte los lazos de su comunidad entre otros motivos precisamente por esta lucha latente. (BorrokaGaraiaDa)

«Venezuela: La economía como arma de guerra»

[De Marco Teruggi] La implicancia del ataque es múltiple, como un efecto dominó: disminuye el poder adquisitivo de la gente -de los ricos no, ellos viven en dólares- y las compras se hacen sobre los productos más necesarios, al bajar el consumo baja la producción en aquellos rubros que nos son prioritarios, las pequeñas y medianas empresas tienen dificultad para cubrir los costos fijos, y cuando eso pasa, se sabe, vienen los despidos. Atacar la moneda en esa escala es desencadenar una inundación. Y atacar la moneda nacional, quitarle la comida, los medicamentos y los productos de higiene a la gente, es lo que más sabe hacer la derecha en esta guerra no convencional: su método de desgaste revela la clase de enemigo al cual se enfrenta el proceso revolucionario. (lahaine.org)

«I, Daniel Blake», de Ken Loach [trailer]

«Eu, Daniel Blake» (2016), do realizador inglês Ken Loach.É preciso ver.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Guarda Civil impediu concentração de apoio aos jovens de Altsasu frente à cadeia de Soto del Real

Segundo revela o La Haine, estava agendada para hoje uma marcha à prisão de Soto del Real, onde se encontram cinco dos sete jovens a quem a juíza Carmen Lamela deu ordem de prisão, na sequência de uma zaragata com agentes da Guarda Civil num bar da localidade navarra de Altsasu, em meados de Outubro, e que a mass merdia espanhola conseguiu transformar num «linchamento» e, agora, num «crime de terrorismo».

À gente que vinha de Euskal Herria, em dois autocarros, para apoiar os moços iam juntar-se cerca de duas dezenas de pessoas de Madrid. Ao todo, deveriam ser umas 130-140 pessoas, contando com os familiares dos jovens presos, que tiveram visita esta manhã.

Mal os autocarros chegaram à zona de estacionamento da prisão e os seus ocupantes começaram a sair, a Guarda Civil procedeu à sua identificação e confiscou-lhes qualquer objecto que levassem: «desde saca-rolhas a bandeiras e pancartas, passando pelas letras amarelas da manifestação do sábado passado e que compunham a frase "7ak ETXERA", tudo...», disseram os visados.

Os guardas disseram-lhes que não tinham autorização e ameaçaram multá-los de forma pesada se tentassem fazer alguma coisa. Perante a ameaça, os presentes decidiram cancelar a acção solidária e de protesto, ainda que prometendo voltar. / Ver: lahaine.org

Centenas de jovens reclamam em Iruñea gaztetxes e espaços autogeridos

Na sequência do despejo recente do Gaztetxe da Alde Zaharra, promovida pelo Executivo municipal da mudança, em Iruñea, a Assembleia do Gaztetxe convocou a manifestação que hoje teve lugar nas ruas da capital navarra e que terminou, precisamente, em frente à Câmara Municipal.

Recorde-se que, também nos últimos dias, o Município de Bilbo (PNV) procedeu ao despejo do Etxarri Gaztetxea, no bairro de Errekalde. Também ali, centenas de pessoas mostraram o seu repúdio pela acção do Executivo bilbaíno. Andam os tempos incertos; fatxos e progres cantam loas.

Manifestação em Iruñea em defesa [3/12/2016]Ver: ahotsa.info e ekinklik [fotos] / Comunicado da Assembleia: lahaine.org

«Galiza: Cinco años de represión y criminalización del independentismo gallego»

Entre el 30 de noviembre y el 2 de diciembre de 2011, se desplegaba en Galiza una operación policial en la que fueron detenidos y encarcelados cuatro militantes independentistas gallegos, Eduardo Vigo, Roberto Rodríguez, Maria Osorio y Antom Santos, acusados de pertenecer a una supuesta banda armada, «Resistência Galega».

Comenzaba así una nueva estrategia mediática y judicial en la que los medios de comunicación retransmitieron las detenciones casi en directo y se hicieron eco del relato policial emanado del Ministerio del Interior. A fin de justificar la suspensión de las mínimas garantías legales de la ley antiterrorista, los medios construyeron un discurso que pretendía alertar sobre un «rebrote terrorista» en Galiza, mediante hiperbólicos relatos que criminalizan a los prisioneros y, a través de ellos, al movimiento independentista gallego. / VER: Terra liberada via pakitoarriaran.org

José Goulão: «Fidel»

A opinião pública portuguesa, europeia e, a bem dizer, da maior parte do mundo, sem esquecer as Américas, continua a ser fuzilada pela metralha de insultos, mentiras e dislates mais ou menos idiotas – o que não significa pouco eficazes – sobre a figura historicamente imortal e humanamente inesquecível do Comandante Fidel Castro Ruz. (Abril)

«Fidel» (odiario.info)
[De Filipe Diniz] Falando no encerramento do 1º Congresso do Partido Comunista Cubano, em 1975, o reiterar da tarefa de assegurar ao povo todos os meios para que assuma e conserve o poder. A comovente homenagem de Cuba inteira a Fidel é a imagem dessa ligação directa e indissolúvel entre o povo e o grande dirigente revolucionário.

Carlos Puebla: «Y en eso llegó Fidel»Viva Fidel!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

A Polícia britânica prendeu Antton Troitiño

A Polícia britânica prendeu, ontem, o ex-preso político basco Antton Troitiño. O donostiarra tinha saído da cadeia de Huelva a 13 de Abril de 2011, depois de passar 24 anos na prisão e depois de o Tribunal de Estrasburgo ter anulado a doutrina 197/2006.

«Mal pisou a rua, os partidos políticos que são o pilar do Estado fascista espanhol e os meios de comunicação ao seu serviço deram início a uma dura campanha de perseguição contra Antton», refere, numa nota, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA). Poucos dias depois, a Audiência Nacional espanhola voltou a decretar a sua detenção e encarceramento.

Só o conseguiram prender a 29 de Junho de 2012, em Londres, onde passou um ano na cadeia. Em 2014 voltou a ser preso e novamente libertado. Ontem, detiveram-no e levaram-no para um centro de detenção de imigrantes.

Na nota, o MpA denuncia a detenção de Antton e exige a sua imediata libertação. Da mesma forma, critica a atitude da Grã-Bretanha, por punir, ao lado do Estado espanhol, os lutadores bascos – mesmo tendo noção de que «o Estado britânico é, tal como o espanhol, um grande especialista na opressão dos povos, na detenção e na tortura de militantes políticos, em assassinatos e guerras».

Para o MpA, sendo o povo basco alvo de opressão, estas detenções e outros ataques contra a Euskal Herria vão continuar a ocorrer enquanto não se concretizar a amnistia. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Centenas de pessoas exigiram justiça para Iñigo Cabacas

Centenas de pessoas participaram, ontem à tarde, em Bilbo, na manifestação convocada pela Iñigo Cabacas Herri Ekimena, para exigir justiça e o fim da impunidade, quatro anos e sete meses depois de o jovem apoiante do Athletic ter sido morto pela Ertzaintza com uma bala de borracha.

A manifestação partiu às 19h00 da taberna Kirruli, no bairro bilbaíno de Indautxu, local onde Iñigo Cabacas foi atingido por uma bala de borracha disparada pela Ertzaintza, em Abril de 2012. Em dia de jogo entre o Athletic e o Schalke 04, em dia de festa, o jovem foi atingido na cabeça, vindo a falecer poucos dias depois. Desde então o caso arrasta-se, entre revelações e encobrimentos, tapaduras. Quando é para julgar trabalhadores e quem por eles luta, a Justiça é célere.

Entre palavras de ordem contra a impunidade, a exigir justiça e a dizer que «o povo não perdoará», a mobilização seguiu pelo centro da cidade e terminou junto ao Tribunal Superior de Justiça do País Basco, junto aos Jardins de Albia e à sede do PNV.

David González, um dos membros da plataforma, lembrou objectivos que presidiam à mobilização: dar apoio à família Cabacas e protestar contra a possibilidade de arquivamento do caso - decisão que, em princípio, será conhecida no dia 5.

González afirmou que, ao abordar o percurso jurídico do caso Iñigo Cabacas nos tribunais, se verifica que é uma «completa vergonha», e exigiu que o caso não seja arquivado, não se premeie a impunidade. «Queremos justiça», clamou. / Ver: Ecuador Etxea / Comunicado da Iñigo Cabacas Herri Ekimena (lahaine.org)

Programa «La Memoria»: Durruti, anarquista e homem do povo na memória

O programa de hoje começa com uma lembrança emocionada e forte ao Comandante Fidel, recentemente falecido em Havana. Carlos Puebla canta-nos como «y en eso llegó Fidel».

No «La Memoria» de hoje, destaca-se a figura de Buenaventura Durruti, filho de uma modesta família da classe trabalhadora leonesa. Se hoje se sabe que em 1936 as coisas não eram como foram pintadas pela história reescrita pelos vencedores, a verdade é que, naquele ano, a maioria da população no Estado espanhol o respeitava.

Durruti foi uma das figuras anarquistas determinantes para o processo de sociabilização e colectivização das propriedades e infra-estruturas, a colocação das empresas de transportes e dos comboios ao serviço do povo, a abolição do uso do dinheiro e da propriedade privada e instauração, ainda que por poucos meses, do comunismo libertário.

Buenaventura Durruti, anarquista leonês e uma das figuras destacadas da FAI-CNT, estabelecido em Barcelona, perdeu a vida a 20 de Novembro de 1936, na frente madrilena. Quase toda a população de Barcelona esteve no seu enterro. Apesar disso e dos 80 anos passados sobre a sua morte, continua a ser uma figura em grande medida proscrita.

Na edição de hoje, o «La Memoria» aborda alguns aspectos da sua vida pessoal e de militante, bem como dos tempos agitados em que viveu. Para tal, teve ajuda do historiador, professor e investigador leonês Wenceslao Alvarez. / Ouvir: Info7 irratia

KOP - «Ciutat morta»

Can Vies, Barcelona (Catalunha).
«Aquí només, només callen els morts! Queden moltes mentides per desmuntar, queden moltes batalles per sortir a guanyar! Prenem els carrers d'aquesta ciutat»