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segunda-feira, 7 de setembro de 2020

«O Raul este ano teve de ir à festa»

[De António Santos] Era para não vir. Por causa da pandemia. Mas levou tanta pancada dos guardas que quando vê o Partido a levar pancada é como se fosse ele próprio outra vez naquela cela, a levar dos guardas, quase até à morte.

É meia-noite. A malta da JCP poisou as ferramentas, parou de trabalhar, pôs-se toda de pé. Uma brisa do Norte lambe-lhes suavemente as frontes suadas, transcendendo a realidade. Cerraram-se agora muitos punhos contra o céu estrelado e a juventude cantou ao Raul os «Parabéns a você», mas com a melodia da Internacional. O Raul achou graça àquilo e riu-se alto, com alegria verdadeira, como se não tivesse acabado de fazer 95 anos. (Abril)

domingo, 6 de setembro de 2020

«Igor, asesinado en la cárcel»

[De Andoni Baserrigorri] Igor ha muerto en Donostia, en la cárcel de Martutene. En su caso se ha cumplido lo de «Euskal Presoak, Euskal Herrira». No le ha salvado la vida.

Hoy es un día en que debemos enfatizar que sólo la amnistía es la salida para la situación de los y las presas. Una amnistía que contemple la solución del llamado «problema vasco» y que evite que haya en el futuro más presos en cárceles de exterminio por razones políticas.

Una amnistía que contemple el derecho inalienable a la autodeterminación. No el derecho a decidir que se inventó Ibarretxe. El derecho a la autodeterminación que contempla la legislación internacional y que contempla si así lo decide el pueblo a construir una nación.
[...]
De nada ha servido que las respectivas insurgencias hayan, por decirlo eufemísticamente, cambiado la estrategia, exhibiendo sonrisas por doquier y entregado las armas. No le sirve al Estado.

Solo le sirve que por un lado renuncies a tus objetivos políticos como hizo ETA (PM) y de esa manera poder proclamar su victoria hasta los últimos objetivos. Y que los sectores rancios puedan saborear las mieles de la venganza. (revistalacomuna.com)

[Nas imagens, manifestação ontem realizada em Bilbo pelo Movimento pró-Amnistia, sob o lema «Igor Estatuak eraila. Amnistia osoa (Igor assassinado pelo Estado. Amnistia total)]

«E se o Google bloqueasse a BBC?»

[De Raquel Ribeiro] Canais oficiais de notícias de Cuba foram bloqueados pelo Google. O objectivo é sabotar lentamente uma fonte (e uma rede) de notícias que desestabiliza o circuito mainstream de informação. Curioso este apagão da semana passada, também.

Foi precisamente uma «Mesa Redonda» (programa diário de informação, conversa, debate no primeiro canal da televisão cubana e transmitido para a diáspora pelo canal da Cubavisión Internacional no YouTube), em que se ia discutir a nova vacina contra a Covid-19 que Cuba está a desenvolver, o programa abruptamente retirado do ar pelo Google. (Abril)

«O negócio do hidrogénio»

[De Demétrio Alves] Quando, finalmente, poderia haver uma sensível e notória baixa regulatória nas tarifas, poderá instalar-se um novo ciclo de financiamento aos privados a propósito do hidrogénio e da transição em geral.
[…]
As grandes petrolíferas, gasistas, carboníferas e elétricas, não estão preocupadas com o tipo de energia primária que exploram. Aquilo em que estão concentradas é no lucro. Se fizerem melhores negócios com o sol e o hidrogénio, adaptam-se e mudam de ramo. Até porque o ciclo levará décadas. (resistir.info)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

«Uma Festa do Avante! em tempo de crise»

[De Manuel Augusto Araújo] A Festa do Avante! desde sempre foi o centro de ataques de outras forças políticas que não têm capacidade político-cultural, e muito menos de militância, para arquitectarem uma Festa como esta. (Abril)

«Da sanha e do medo»

[De Manuel Gouveia] Ora para que a superação do capitalismo se dê é preciso que muitos daqueles a quem ela interessa em primeiro lugar – aos trabalhadores – se apercebam da necessidade e possibilidade dessa superação, e se organizem politicamente para poderem almejar concretizar esse objectivo político. Pelo que enfraquecer e afastar os trabalhadores dessa organização política (em Portugal, no PCP) é condição necessária de sobrevivência da pequena percentagem da população que vive de se apropriar, no quadro do modo de produção capitalista, da riqueza produzida por esses trabalhadores.

E quanto mais medo eles tiverem, maior será a sanha. (avante.pt)

quinta-feira, 3 de setembro de 2020

«A crise prolongada do capitalismo»

[De Prabhat Patnaik] Há uma visão habitual de que a atual crise do capitalismo, que resultou numa contração maciça da produção e no aumento do desemprego, deve-se à pandemia e que uma vez ultrapassada esta as coisas voltarão ao «normal».

Esta visão é totalmente errada por duas razões. (PCB)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

«Bielorrússia: a repetição de um guião gasto»

[De Augusto Zamora R.] As manobras do imperialismo não brilham pela originalidade: repetem um guião. O que se passa actualmente em relação à Bielorrússia já foi visto noutros lugares, desde as Filipinas até à Venezuela. Impressiona, em qualquer caso, a forma como a componente mediática da ofensiva finge ignorar essa repetição, e compreende-se porquê: é que todos os antecedentes que tiveram sucesso conduziram aos mesmos trágicos resultados para os respectivos povos. (odiario.info)

«Ho Chi Minh: "El que ilumina"»

[De María Victoria Valdés Rodda] Ganó la Batalla de Dien Bien Phu contra Francia, en 1954, y aunque no consiguió presenciar la estrepitosa salida yanqui de Saigón, en 1975, hoy esa ciudad lleva su nombre. A pesar de haber muerto el 2 de septiembre de 1969, hace 50 años, el Tío Ho es el guía, el símbolo y la bandera de la resistencia nacional en Vietnam.

[...] el Tío Ho y sus ideas fueron bandera y meta. Organizó el Ejército Popular de Vietnam y el Frente de Liberación Nacional (Vietcong). Nada pudo frenar la influencia que ese dirigente sencillo le infundía al pueblo. Ni los superbombarderos B52 con su millón 600 mil toneladas de bombas, ni los 540 mil efectivos enemigos, ni el millón de soldados títeres armados por Estados Unidos. (CubaDebate)

sábado, 29 de agosto de 2020

«A polémica já não é sobre a Festa do "Avante!"»

[De Bruno Carvalho] esta ofensiva praticamente inédita, nos últimos anos, contra a Festa do «Avante!» não seria possível sem a instrumentalização do medo das pessoas em relação à pandemia. É a oportunidade perfeita, pensam todos. E daí a aliança política-económica-mediática para meter toda a lenha na fogueira. Não importa sequer que lhes caia a careca quando Marcelo celebra as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, que se aplauda a prova de Fórmula 1 no Algarve com tantos assistentes como a Festa do «Avante!», que haja concertos em vários pontos do país ou manifestações e comícios do Chega.
[…]
Já não se trata de saber se vais ou não à Festa do «Avante!». Trata-se antes de saber se vais estar do lado daqueles que vivem à custa do teu suor ou se vais estar ao lado daqueles suam ao teu lado e que sendo comunistas lutam por ti. (manifesto74)

«Chantagem na Saúde»

[De Manuel Gouveia] Uma realidade que igualmente implica que, se o Estado deixasse de financiar o sector privado, este entraria em colapso imediato, tramando os capitalistas da saúde. Porque em Portugal não existe simplesmente o «mercado» capaz de alimentar os apetites por lucros dos grandes grupos monopolistas (e onde esse mercado existe, como nos EUA, ele assenta na capacidade do Estado de manter dezenas de milhões afastados do acesso à saúde, e outros tantos completamente esmagados pelos custos do mesmo). (avante.pt)

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

«Bielorrússia, o que está em causa»

[De Luís Carapinha] No período mais agreste da correlação de forças mundial, rodeada de um mar capitalista, o pequeno país conhecido como a «oficina de montagem» da URSS, logrou impedir a privatização e destruição dos principais sectores da economia, das cooperativas e explorações agrícolas às grandes empresas industriais. Nos sectores produtivos estratégicos a propriedade pública foi mantida. Modernizou, a pulso, as capacidades produtivas. Em consequência, o PIB per capita bielorrusso é superior ao da Rússia e o dobro do da Ucrânia. O nível de desigualdade social do país é inferior ao de qualquer um dos membros da UE. (avante.pt)

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

«Quebra significativa do emprego e da riqueza criada no país (PIB)»

[De Eugénio Rosa] Conhecer a situação da economia e seus efeitos sociais não é menos importante que conhecer a situação epidemiológica pois tanto uma como outra causam mortes.

Até porque teremos de aprender a viver e sobreviver durante muito tempo com o «coronavírus» pois não sabemos quando a crise de saúde terminará. Por isso é necessária informação objectiva e equilibrada sobre ambas situações. Neste estudo analisa-se a situação da economia e seus efeitos sociais. (resistir.info)

quarta-feira, 26 de agosto de 2020

«Siete días sembrando en los tornos: esa es la victoria»

[De Chema Sánchez] No todo se aprende en los libros. Una escuela de alto nivel es sin duda el fragor de la batalla. De aquí es de donde se sacan las mejores lecciones y de donde surgen nuevos dirigentes obreros, e incluso se forjan, aunque sea en menor número, futuros cuadros revolucionarios que nos empujen hacia las más altas cumbres de la justicia, del pensamiento y de la igualdad.
[…]
Por esto, creo que, más allá de coyunturales «subidones» y «bajones» de ánimo, ya es hora de enumerar las diferentes victorias que el colectivo de la CTM, con la fuerza de los obreros y obreras de la industria auxiliar naval del sector del metal de la Bahía de Cádiz, han cosechado hasta ahora en su lucha por el presente y futuro de todos los gaditanos. (insurgente.org)

«Avante: unidos pelo fio que nos separa»

[De António Santos] Era bom que todos os festivais, concertos, comboios, autocarros e postos de trabalho houvesse uma fracção do cuidado e da segurança comunista. Mas, se de dinheiro vivesse a Festa, as produtoras dos grandes festivais não os teriam cancelado: ao contrário do que foi amplamente divulgado, a lei não proíbe taxativamente festivais, mas obriga ao cumprimento de regras que os tornam financeiramente pouco apetecíveis.
A diferença entre os festivais de Verão e a Festa do Avante é, portanto, não um privilégio, mas o milagre de a Festa do Avante não ser um festival de Verão. Os comunistas não perguntaram: «vale a pena fazer a Festa e arriscar perder dinheiro?», perguntaram apenas «Quais são as regras e como é que as cumprimos?». (manifesto74)

domingo, 23 de agosto de 2020

«Troca-tintas»

[De Filipe Diniz] A hipocrisia e a duplicidade do discurso político oficial nos EUA têm uma longuíssima tradição. Contaminam todos os seus serventuários e vassalos e sobretudo são hoje parte integrante daquilo que os grandes media globais veiculam.
[…]
É assim que destruir a Jugoslávia ou a Líbia e assassinar os seus dirigentes é «ingerência humanitária», mas defender a pátria de armas na mão – como Cuba é obrigada a fazer há mais de seis décadas – é «ditadura». (avante.pt)

«La pandemia continúa y se agrava la emergencia social»

[De Julio C. Gambina] Las políticas preventivas ante la emergencia del coronavirus se extienden y, más allá de la fecha dispuesta por la continuidad del aislamiento a fines de agosto, el impacto en las condiciones de vida de la sociedad de menores ingresos presenta una enorme gravedad.
[…]
La variedad de estrategias de supervivencia, algunas más efectivas que otras, hacen evidente la ausencia de una estrategia integral del movimiento de trabajadoras y trabajadores tal como se presenta en esta actualidad de ofensiva capitalista. Es una cuestión para pensar, que trasciende el debate local y tiene proyecciones regionales y globales en el marco de la tercera década del Siglo XXI, lo que requiere de un nuevo internacionalismo de los pueblos. (Resumen Latinoamericano)

sábado, 22 de agosto de 2020

«Um excesso de fraternidade»

[De Irene Sá] São estes os tempos em que a própria fraternidade e a união constituem uma arma de arremesso contra os comunistas. Os comunistas que, de resto, são tão vítimas da situação como o resto do povo
[…]
Combatendo o medo e lutando pela razão, ainda que insultados em muitos sítios, batalhamos pela emancipação do povo português, não fazemos a festa contra ele mas por ele. É esse o nosso excesso de fraternidade. (manifesto74)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

«La vacuna rusa contra el Covid 19, sobre los hombros de la URSS»

[De Ángeles Maestro] Si escribo este artículo es porque creo que nadie está hablando de lo evidente: los equipos científicos rusos han podido llegar a crear la vacuna porque aún existe una potente estructura estatal de laboratorios de investigación que fue desarrollada por la Unión Soviética.

El anuncio de que Rusia tenía disponible una vacuna contra el Covid-19 ha dado lugar a masivas descalificaciones preñadas de carga política y económica.
[…]
En el caso de la vacuna rusa, el rechazo mediático generalizado está engrasado también con los poderosísimos intereses de las multinacionales farmacéuticas. (lahaine.org)

«Três exemplos»

[De Ângelo Alves] Líbano. Bielorrússia. Venezuela. Estes três exemplos demonstram que mesmo no contexto da pandemia o imperialismo não desiste de uma agenda de confrontação, conspiração e ingerência que tem como objectivo central manter o seu domínio hegemónico e submeter todos os países e povos que lhe façam frente. (avante.pt)