sexta-feira, 21 de julho de 2017

«A questão não é o racismo?»

A propósito da Cova da Moura. «Segundas e terceiras gerações que não passam de parasitas da sociedade», Susana Garcia, na TVI.

«A questão não é o racismo?» [manifesto74]Ver: manifesto74

Ver tb.: «Advogada das vítimas da Cova da Moura diz que acusação é "histórica"» (jn.pt)

quinta-feira, 20 de julho de 2017

«Lo siento. Si lloré aquel verano del 97 no fue por ti»

[De Nandu de Diego] En estos días convulsos, en que la hipocresía se adueña inexorablemente del panorama socio-político (nada nuevo bajo el sol por otro lado), asistimos a un despliegue de medios poco común en torno a la figura de quien al parecer es la única víctima de la violencia conocida en el estado español, Miguel Ángel Blanco.
[...]
El patrón propagandístico se repite una y otra vez. Los «buenos» contra «los malos», indios contra vaqueros. Pero obvian que los buenos distan mucho de serlo, y los ¿malos? no asumen ciertas posturas por puro placer. Decía el eterno Comandante en Jefe Fidel que «La lucha armada no es el camino que hayan escogido los revolucionarios, sino que es el camino que los opresores le han impuesto a los pueblos. Y los pueblos entonces tienen dos alternativas, o doblegarse o luchar». (lahaine.org)

«1917-2017: a Revolução Russa» estudada no Escuela de Cuadros

No canal de YouTube do «Escuela de Cuadros», programa de formação marxista, podes aceder a vários programas relacionados com a Revolução Russa. Clica aqui.
A título de exemplo, deixamos aqui o programa em que se estuda o capítulo I da obra fundamental O Estado e a Revolução, de V. I. Lénine.

«O Estado e a Revolução» (parte I)Podes aceder ao texto, em português, em marxists.org.

«Venezuela e Democracia»

[De Ângelo Alves] Os cemitérios ou valas comuns deste mundo estão pejados de cadáveres das lutas pela «democracia» do imperialismo. E vale mesmo tudo. Apesar de não conseguirem esconder o autêntico flop que foi a farsa provocatória apelidada de «plebiscito», a comunicação social dominante apressa-se a gerir os danos e a apresentar os resultados como uma reafirmação do apoio a Capriles. Pelo meio oculta-se que as actas dessa farsa eleitoral foram queimadas e escondem-se os testemunhos, inclusive em vídeo, que demonstram a encenação com «eleitores» a «votarem» várias vezes em várias «urnas» de voto. (avante.pt)

«Sanções da UE contra a Síria são apoio directo a grupos terroristas»

As sanções, aplicadas sem que tenha sido concluída a investigação solicitada sobre o alegado ataque, «reflectem a imprudência dos dirigentes da UE, bem como a sua insistência em apoiar os grupos terroristas e confundir a opinião pública internacional».

Sublinhando que a Síria não possui qualquer tipo de armamento químico, nem o usou em nenhuma circunstância, o representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros disse ainda que estas sanções evidenciam «a falta de padrões morais e éticos, por parte da UE, no que toca à abordagem das crises actuais, particularmente no que respeita à guerra universal contra o terrorismo». (Abril)

quarta-feira, 19 de julho de 2017

«Las cloacas de Interior» [documentário]

Estado espanhol. A Polícia e o chamado Estado de Direito podres até às entranhas. O «Ministerio del Interior», revelado pelo jornal Público (espanhol) em Junho de 2016, passa a documentário. Alertamos os espectadores para a presença e os depoimentos de algumas figuras tóxicas, como o juiz Baltasar, o mágico.

«Las cloacas de Interior»

«Las malas prácticas y la corrupción en el Ministerio del Interior [espanhol] a partir de las grabaciones entre el ministro Jorge Fernández Díaz y Daniel de Alfonso que reveló el diario Público en junio de 2016.
Con testimonio en exclusiva de dos comisarios y un sargento de la guardia civil, desvela una red de intereses y corruptelas que va más allá de la persecución a los enemigos políticos, que configura una trama de favoritismos y corruptelas que implica a policías, jueces, fiscales y empresarios: una estructura dentro del estado que ofrece sus servicios a los más poderosos.
El documental repasa también las malas prácticas en el Ministerio del Interior desde el inicio de la transición.» / Via: elperiodistacanalla.net

«Estradiziorik ez! Nekane libre!»

[De Askapena] Nekane Txapartegik bizi duen egoera salatzeko batu gara gaur hemen. Dena 1999an hasi zen, Baltasar Garzon epailearen aginduz «dean ETA da» tesipean Guardia Zibilak atxilotu zuenean. Nekane torturatua izan zen: elektrodoak, poltsa eta horiez gain tortura sexista ere pairatu zuelarik, atxilotuak izan diren ia euskal emakume guztiak bezala. 2006an epaitu zuen Auzitegi Nazionalak, 18/98 sumarioaren Xaki atalean. Ondoren, estatu espainiarretik alde egin zuen, berriro atxilotua edota torturatua izateko arriskutik ihesi.
[...]
Beraz, erabakia guztiz arbuiatu eta salatzera etorri gara gaurkoan. Eta ez soilik hemen, Bilbon, izan ere hamaika dira Nekanerekin elkartasunez egindako ekimenak Suitzan, Euskal Herrian edota Argentinan. Aipamen berezia merezi du Nekaneren askatasunaren inguruan sortutako FreeNekane plataformak, hasiera hasieratik erakutsitako babes eta determinazioarengatik. Horrelako ekimenek argi erakusten dute euskal preso politikoak ez daude bakarrik.

Amaitzeko, gaurkoan gure elkartasun eta besarkadarik sentituena helarazi nahi diogu Nekaneren inguruari eta Nekaneri, berari, nola ez. Ez zaude bakarrik, Nekane, bai Suitzan eta baita Euskal Herrian ere sortu diren babes eta elkartasun sareak josten jarraituko ditugu. Elkartasun feminista eta internazionalistari esker, lortuko dugu! / Ver: askapena.org

«Rendiciones y arrepentimientos»

[De Petri Rekabarren] La historia ha condenado al PNV por rendirse a los fascistas en 1937 en Santoña, hace ochenta años. Desde entonces este partido realiza un esfuerzo sistemático para quitarse ese estigma, para lavar su putrefacta imagen. El PNV ha traicionado al pueblo vasco al que dice defender siempre que ha visto en peligro la propiedad, las empresas, los capitales y las acciones, las tierras y los barcos de su clase, de la burguesía a la que representa. Pero la rendición de Santoña, como toda entrega de armas a ejércitos invasores, tiene una carga simbólica cualitativamente más grave porque supone la entrega al invasor del pueblo desarmado y derrotado moralmente. Solo hay otra traición que pueda comparársele a esta: ayudar al ocupante a reprimir la resistencia de su pueblo, sea cual fuere, desde la resistencia contra la explotación asalariada hasta la lucha por la independencia y el socialismo, pasando por la antipatriarcal, la lingüístico-cultural, la ecologista… (boltxe.eus)

«A Lenín Moreno parece urgente distanciar-se de Rafael Correa»

[De Dax Toscano Segovia] Já em Fevereiro deste ano, em Nota dos Editores, odiario.info manifestava apreensão acerca da evolução da situação no Equador após as eleições presidenciais. O candidato de Alianza País, a força política a que pertence Rafael Correa, venceu Guillermo Lasso, candidato da direita. Mas o seu desempenho como presidente parece até ao momento confirmar as apreensões então manifestadas.

«A Lenín Moreno parece urgente distanciar-se de Rafael Correa. Marcou território. É a hora da tolerância, do respeito e de acabar com os autoritarismos, disse. Há que ouvir o outro, dialogar e reconciliar o país. Com ele, não contem para o ódio, expressou o actual mandatário. Neste novo cenário, o presidente Moreno quer aparecer como politicamente correcto. Ele não é um troglodita. Amor e paz é o que declarou, impelido pela sua fé cristã e seus conhecimentos quânticos.» (odiario.info) [em castelhano: lahaine.org]

terça-feira, 18 de julho de 2017

Liher Aretxabaleta e Alaitz Aramendi condenados pela AN espanhola

O tribunal de excepção espanhol condenou os biscainhos Liher Aretxabaleta e Alaitz Aramendi a 535 anos de cadeia. O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) denuncia de forma veemente a política repressiva levada a cabo pelos estados espanhol e francês contra Euskal Herria.

Alaitz Aramendi, de Orozko (Bizkaia), encontra-se na cadeia há dez anos e, pelo menos até há pouco, era normal ver-se pintadas na localidade a exigir a sua liberdade. O bilbaíno Liher encontrava-se em liberdade, mas, assim que foi divulgada a sentença, a Guarda Civil prendeu-o.

Nos últimos meses têm vindo a público notícias de pesadas penas e pedidos de prisão elevados, sendo os processos contra os jovens de Altsasu (Nafarroa) e Orereta (Gipuzkoa) os que tiveram maior repercussão - os estados mostram que a repressão é a única resposta que sabem dar a quem não se dobra frente à opressão, destaca o MpA, que lembra que estes estão longe de ser casos únicos e dá exemplos do «alastramento» da repressão.

«Por outro lado, vimos que rebaixar o discurso político não serve para suavizar a repressão», afirma o MpA. Mostra disso é que «a despolitização do caso de Altsasu ou a atitude mostrada pelos familiares dos de Orereta contra a violência popular» não salvaram os jovens. E o mesmo se pode dizer de Sara Majarenas e Antton Troitiño, que, embora tenham rejeitado o recurso à violência, cada qual numa carta enviada aos juízes, continuam presos.

Para o MpA, a concretização da amnistia «é a única medida que pode garantir que nunca mais haja presos e presas políticos, sendo a amnistia entendida como a libertação dos presos e como a superação da opressão nacional e social que é a base da sua existência». / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«El posconflicto o tomar al gato por liebre»

[De Borroka Garaia] Que en Euskal Herria no hay proceso de paz es indiscutible, de la misma manera que tampoco existen negociaciones entre las partes implicadas en el conflicto. Esto es una realidad cristalina.

Tan cristalina como que los motivos de la existencia del conflicto en Euskal Herria no han desaparecido y siguen siendo hoy los mismos que ayer. Para una parte importante de este pueblo en la que me incluyo, el conflicto es que Euskal Herria no es libre, tiene el derecho de autodeterminación secuestrado y esa es la raíz que explica toda extensión del conflicto. Una raíz que se hunde en el terreno de los intereses del capital.
[…]
Estamos lejos, más que en las últimas décadas, de una situación en la que el conflicto se pueda solventar y mucho más estaremos si la conciliación de clases y la coexistencia normalizada con la opresión acaban por enquistarse. Las condiciones que harán posible tal resolución y tal paz con justicia solo vendrán generadas si el proceso de liberación nacional y social crea las suficientes contradicciones como para quebrar precisamente los intereses de clase que mantienen a Euskal Herria y su clase trabajadora bajo la misma bota de siempre. (BorrokaGaraiaDa)

«Sem justiça não há paz»

[De Lúcia Gomes] Mas passaram dois anos. Se o despacho não tivesse esta dimensão teria sido uma «queda acidental». A IGAI não seria beliscada e os polícias permaneceriam na mesma esquadra, onde, aliás, estiveram nestes dois anos. Teria existido uma tentativa de invasão. Alguns jornais e televisões permaneceriam na difusão de estereótipos e preconceitos sem pejo nem agravo. E isto deve preocupar-nos. O Ministério Público não deixou passar. Desta vez. Mas todas as outras vezes que deixa? Todas as outras pessoas que não conseguem pagar e enfrentar os processos judiciais (que este só foi possível dada a solidariedade dos muitos que se juntaram)? Todas as agressões e abusos que se vão passando longe dos jornais mas presentes no quotidiano?

Bombeiros, INEM, IGAI, PSP, CIG, ACM, Provedoria de Justiça, comunicação social (CMTV e agora TVI), Governo - todos falharam, todos viraram as costas. Todos. A sociedade falhou. O Estado falhou. E não é porque todos falharam que vamos deixar de dizer a verdade e de tentar vencer. Mas a que custo? (manifesto74)

KOP - «Ciutat morta»

Da Catalunha, KOP. // «Aquí només, només callen els morts! / Queden moltes mentides per desmuntar, / queden moltes batalles per sortir a guanyar! / Prenem els carrers d'aquesta ciutat morta! / Recuperem els carrers d'aquesta ciutat morta!»

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Orereta vai exigir a liberdade dos 4 jovens presos a 11 de Março

Passaram mais de quatro meses desde que quatro jovens da localidade guipuscoana de Orereta foram presos, em Iruñea, no contexto de uma manifestação realizada para denunciar os diversos «casos repressivos» tanto em Euskal Herria como no Estado espanhol, sob o lema «Errepresioari Autodefentsa».

Três deles - Asier, Endika e Ruben - estão em prisão preventiva, enquanto o quarto detido, menor de idade, se encontra em liberdade. Asier, Endika e Ruben estão na cadeia de Iruñea desde 11 de Março, sob a falsa acusação de terrorismo e correndo o risco permanente de serem transferidos para Madrid, o que agravaria a já de si má situação que vivem.

Para exigir a sua libertação, a plataforma Oreretako 4ak askatu promove no próximo sábado, 22, uma manifestação, que parte às 20h00 do espaço das txosnas de Orereta, com o lema Oreretako lauak askatu (Liberdade para os quatro de Orereta). / Ler comunicado (eus./cas.) de Oreretako 4ak askatu em: lahaine.org

«La "falta de garantías" en Catalunya»

[De Borroka Garaia] Para desatar un nudo hay que saber cómo está hecho, y el régimen del 78, hijo del fascismo, está construido en base a la negación de los derechos de las naciones y a la hegemonía de la burguesía. Es decir, a medida de los intereses de clase de aquellos que ganaron la guerra del 36, dispusieron de una dictadura de medio siglo que pasó plenamente impune y diseñaron la «democracia española».
[...]
La legitimización del derecho de autodeterminación ha sido una batalla larga y ardua para la izquierda internacional y los pueblos oprimidos. El derecho de autodeterminación está por encima de toda legalidad ya que es previo a ésta. Precisamente el derecho de autodeterminación se especificó para que así fuera ya que eran las diversas legalidades las que lo negaban. Pero no solo tiene prioridad ante cualquier legalidad sino que el Comité de Derechos Humanos lo hace requisito necesario para la plena efectividad de los derechos humanos individuales.

Es decir, en un contexto donde se niega la autodeterminación no existen libertades ni derechos. La izquierda institucional española alega que el referéndum planteado en Catalunya no tiene garantías, que hace falta cambiar las leyes españolas y entonces sí, que se haga uno con garantías. Precisamente el derecho de autodeterminación se instituyó para estos casos, donde un estado niega los derechos de un pueblo. Y es solo ese pueblo el que se puede autodeterminar, porque sí fuera dependiente de factores externos para hacerlo ya no se estaría autodeterminando ya que la soberanía sería exterior a él. Es lógica básica. (BorrokaGaraiaDa)

«Maduro: ensaio geral é preâmbulo da "grande vitória" de dia 30»

Centenas de milhares de venezuelanos participaram, este domingo, no Ensaio Eleitoral para a Assembleia Constituinte. O chefe de Estado, Nicolás Maduro, sublinhou que a alta participação prenuncia a «vitória esmagadora» que o povo venezuelano alcançará no dia 30.
[...]
O ministro venezuelano da Comunicação e Informação, Ernesto Villegas, criticou o diário espanhol El País, por deturpar a realidade do país e confundir a opinião pública internacional. No canal Venezolana de Televisión, Villegas acusou o jornal espanhol de «usar fotografias da grande participação do povo no Ensaio Eleitoral Constituinte» para fazer referência ao plebiscito – não constitucional – ontem promovido pela oposição, de direita.

«Ignorar um povo que é maioria e se identifica com a Constituição da República Bolivariana da Venezuela, com Chávez e a Revolução pode ter consequências terríveis para a construção do diálogo e da paz no país», sublinhou Villegas. (Abril)

«Membros das FARC indultados continuam a ser assassinados» (Abril)
Um membro das FARC-EP, indultado, foi morto a tiro quarta-feira passada no departamento de Antioquia. É o sexto em menos de três meses. Entretanto, 1300 presos do grupo guerrilheiro continuam em greve de fome nas cadeias colombianas, exigindo que lhes seja aplicada a Lei da Amnistia.

«As costas da democracia»

[De Ricardo M Santos] Os últimos dias foram bastante profícuos em casos de imbecilidade extrema. Médicos que acham a homossexualidade uma doença, psicólogos que acham que a erva deixas as pessoas homossexuais e uma advogado que é só o espelho dos partidos que representa, PSD e CDS, despejando ódio e preconceito sobre ciganos e negros. O direito de gente como esta encher páginas nos media dominantes não pode ser encarado como uma coisa normal, apenas sujeita a critérios editoriais. A democracia burguesa abre caminho a estas posturas, ao palco para medíocres, ao afunilar opiniões, procurando uma aceitação fácil que possa render alguma exposição a um título chamativo nas redes sociais. (manifesto74)

domingo, 16 de julho de 2017

A 19 anos do encerramento do diário «Egin»

Jabier Salutregi, último director do diário basco Egin, saiu da da prisão (de Burgos) a 29 de Outubro de 2015, depois de ter passado sete anos e meio na cadeia e ter cumprido pena em três fases diferentes. Foi libertado em Outubro de 2015, apesar de em Maio de 2009, mais de seis anos antes!, o Supremo espanhol ter deixado sem efeito a declaração de ilicitude das actividades e a dissolução da Orain SA e das demais empresas dedicadas à edição do Egin e da Egin Irratia.
 
O ataque ao projecto jornalístico – que foi um ataque aos seus trabalhadores, à liberdade de expressão e ao País Basco – foi concretizado a 15 de Julho de 1998, no âmbito de uma operação policial decretada pelo fascista Baltasar Garzón, hoje envernizado por aqui e por aí, e contou com o apoio dos lacaios do PNV. Outros, no País Basco, abertzales de gema e paladinos do reformismo, se encarregaram de enterrar o projecto definitivamente.

Em Dezembro de 2007, Jabier Salutregi foi condenado a 12 anos de prisão, no âmbito do processo 18/98. As penas mais altas foram para alguns dos que haviam sido incriminados na parte relativa às empresas do grupo Orain, que era a editora do diário.

1998, 2009, 2015
Em Junho de 2008, à beira de se cumprir o décimo aniversário do encerramento do Egin, Salutregi foi libertado sob fiança. No entanto, quando o Supremo Tribunal espanhol reduziu as penas e deixou sem efeito a declaração de ilicitude das actividades e a dissolução da Orain SA e das demais empresas dedicadas à edição do diário, em Maio de 2009, Salutregi e os seus colegas já estavam outra vez na cadeia, tendo sido presos antes mesmo de ser conhecida a sentença definitiva do Alto Tribunal.

Depois de o Supremo declarar que não havia motivos para mandar fechar o diário basco, Salutregi ainda teve de passar seis anos na cadeia.

Desde 1998, a inquisição espanhola ferrou o dente em vários meios de comunicação social bascos, mandando encerrá-los e prender alguns dos seus dirigentes e trabalhadores – que, nalguns casos, foram torturados. Egin, Egin Irratia, Ardi Beltza, Egunkaria, Kale Gorria, Apurtu, Gaztesarea, Ateak Ireki são exemplo dessas tentativas de silenciamento, de ataques contra a liberdade de expressão, o euskara e os trabalhadores. / Sobre o Egin, mais info: IgorMeltxor

«Apoyo de Herritar Batasuna a represaliados/as y trabajadores/as»

[De Herritar Batasuna / em euskara: «Herritar Batasuna errepresaliatu eta langileekin»] Mediante el presente documento, queremos hacer llegar nuestra solidaridad a los jóvenes represaliados de Altsasu y Tolosaldea, a sus familiares, amigos y al conjunto de la clase trabajadora de Euskal Herria

La primera semana de julio, tribunales extranjeros solicitaron para ellos/as hasta 62 años de prisión. Otros cinco jóvenes de Tolosaldea serán juzgados por los mismos tribunales. La misma semana, 3 trabajadores morían en su puesto de trabajo y varios cientos se enteraban de que en breve perderían sus empleos.

Estos hechos amparados bajo la denominación de «Estado de derecho». Estado de derecho heredado de la dictadura franquista y su tribunal de excepción, la audiencia nacional española. Este tribunal que ampara y apuntala condenas totalmente desproporcionadas y arbitrarias, con objetivos muy claros, atemorizar a los ciudadanos vascos en general y a los jóvenes en particular. (lahaine.org)

«Después de Alepo liberada (I)»

[De Diego Sequera] No es por capricho volver a Alepo para darle medida al momento actual en Siria. La liberación de la ciudad, a finales del año pasado ha sido el punto de partida del viraje que ha tomado la guerra transnacional contra Siria, y su impacto geopolítico. Pero también por cómo se puede narrar el movimiento interno de esa sociedad frente a la agresión.
[...]
La maquinaria occidental, sus medios, narraban la especie de que no había solución en Alepo, el complejo industrial de ONGs, la ONU y los milicianos mediáticos alertaban sobre una hipertrofiada crisis humanitaria que borroneaba al igual de aquejado oeste, ocultaba el férreo control sobre la ayuda humanitaria que ingresaba al este, inflaba los números de civiles, de hospitales, de escuelas, magnificaba y deformaba el papel de las incursiones de la fuerza aérea siria y rusa, lanzando campañas publicitarias en las grandes capitales europeas exigiendo una zona de exclusión aérea, mientras alertaba el «castigo colectivo» que vendría inmediatamente después de expulsar a los terroristas.

La verdad, imposible de ocultar, fue lo contrario: la celebración en la calle era indiscutible y la Navidad se celebró, teniendo, tal vez, como símbolo, a la catedral de San Elías, semiderruida, donde se celebró la primera misa cristiana, ahí donde una vulgar caricatura de la sharia, la ley islámica, malvestía una dictadura aplastante. (Misión Verdad)

«Não existe um espaço neutro entre capitalismo e socialismo»

[Enrique Ubieta, jornalista e ensaísta cubano, director da publicação La Calle del Medio, entrevistado por José Raúl Concepción, do Cubadebate] No debate político interno em Cuba manifestam-se correntes «centristas»: querem «juntar ao socialismo o melhor do capitalismo». Esta entrevista analisa em profundidade a questão, e denuncia que por detrás de tais opiniões se desenha um único objectivo contra-revolucionário, fazer Cuba regressar ao pior do capitalismo. (odiario.info)

sábado, 15 de julho de 2017

Familiares e amigos de Erezuma e Monteagudo na AN por um artigo de opinião

Na quarta-feira passada, 12, Jose Luis Herrero, Antton Azkargorta e Errose Erezuma (familiares e amigos de Jon Erezuma e Joan Carles Monteagudo, militantes da ETA mortos pela Guarda Civil) tiveram de comparecer na Audiência Nacional espanhola para prestar depoimento, por causa de um artigo de opinião que foi publicado no diário Gara a 30 de Maio último.

A este propósito, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) afirma que «este tribunal de excepção que assume o papel da Inquisição perpetrou um novo ataque contra a liberdade de expressão, visando impor um relato falso e manipulado sobre o conflito que Euskal Herria mantém com os estados espanhol e francês».

«Os estados procuram apagar a memória daqueles que lutam, distorcendo os seus propósitos legítimos e apresentando aqueles que oprimem Euskal Herria como defensores da liberdade», sublinha o MpA, acrescentando: «Apesar de etimologicamente significar o oposto, o trabalho em prol da amnistia conduz, inevitavelmente, à defesa da memória histórica, chamando opressor ao opressor e lutador ao lutador».

Embora o organismo «fascista» tenha decidido arquivar o processo, o MpA afirma que não reconhece qualquer legitimidade à AN espanhola, que «aprovou, apoiou e encobriu tantos assassinatos, torturas e barbáries».

Expressando toda a sua solidariedade aos imputados, o MpA faz questão de divulgar o artigo por eles escrito. / Ler artigo em amnistiAskatasuna

«¿Qué pinta la guardia civil en Altsasu?»

[De Borroka Garaia] El único motivo por el cual está desplegada la guardia civil en Euskal Herria es imponer mediante las armas que la clase trabajadora vasca no pueda autodeterminarse y esté atada a la voluntad de la burguesía española.
[...]
Por eso ocurre lo que ocurre con los jóvenes de Altsasu, pero también con los de Tolosa u Orereta (Y eso ocurrirá también en Catalunya si se ejerce la autodeterminación). Y seguirá ocurriendo hasta que no se vaya la guardia civil y queden desestructurados y disueltos todos los cuerpos policiales españoles en Euskal Herria incluidos los autonómicos. Y que por tanto nazca una nueva seguridad para la clase trabajadora y no para los ricos, alejada del modelo represivo policial o militar carcelario y entrando en baremos de justicia real e igualdad, siendo esa la mejor defensa. (BorrokaGaraiaDa)

Em Iruñea milhares exigiram a libertação dos jovens de Altsasu
Mais info: EntzunAltsasu

«NATO glorifica colaboracionismo com nazis no Báltico»

No dia 11, a NATO publicou na sua página oficial de YouTube o filme «Forest Brothers. Fight for the Baltics», promovendo o revisionismo histórico e o enaltecimento do fascismo em detrimento da URSS.
[...]
Trata-se de apresentar com visível dose de heroísmo a guerrilha que, entre 1944 e 1953, lutou contra as forças soviéticas pela independência da Lituânia, da Letónia e da Estónia, sem mostrar grande preocupação pelo facto de, nessas forças, estarem integrados muitos legionários das SS nazis ou os que, nos países bálticos, haviam colaborado com as forças invasoras nazi-fascistas. (Abril)

«Hezbollah louva vitória em Mossul e acusa EUA de criar Daesh»

Numa declaração transmitida terça à noite pela televisão libanesa, Sayyed Hassan Nasrallah enalteceu a vitória das tropas iraquianas sobre o Daesh em Mossul. O dirigente do Hezbollah considerou «controversa» a ajuda dos Estados Unidos ao Exército iraquiano e responsabilizou os norte-americanos pela criação do Daesh, afirmando que funcionários daquele país «reconheceram que a administração Obama criou o Estado Islâmico».
[...]
Nasrallah enalteceu, de forma especial, o papel assumido pelas forças paramilitares xiitas iraquianas, conhecidas em árabe como Al-Hashd al-Sha'abi (Unidades de Mobilização Popular, UMP), criadas para apoiar o governo na sua luta contra o Daesh, na sequência de um edicto religioso do Grande Aiatola, Ali al-Sistani.

Milhares de voluntários integraram as UMP, que, juntamente com o Exército iraquiano, foram decisivas para expulsar os terroristas de Mossul. (Abril)

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Quatro trabalhadores mortos em acidentes laborais em 10 dias

O sindicato LAB afirma que a semana passada foi «negra para os trabalhadores bascos», na medida em que três morreram em diferentes acidentes laborais. A maioria dos sindicatos bascos realizou uma concentração de protesto em Bilbo, na quarta-feira, 12, e pouco depois faleceu mais um trabalhador: um iruindarra de 34 anos caiu de um telhado em Aritzu (Nafarroa).

Numa nota, a organização sindical sublinha que este ano 38 trabalhadores morreram em acidentes laborais, nove dos quais em Nafarroa, e pede aos trabalhadores que se mobilizem contra estas situações e em defesa da saúde no trabalho.

«Os acidentes não acontecem por motivos pontuais ou conjunturais», afirma o LAB. «Trata-se de um questão de fundo, estrutural, de modelo, um modelo que põe em causa a saúde e a vida dos trabalhadores, com perda de vidas». Por isso o LAB reitera o apelo à classe trabalhadora para que lute pelos seus direitos, nomeadamente no que respeita à saúde no trabalho. / Ver: LAB

«O pensamento de Lénine» [vídeo]

Na edição n.º 204 do programa «Escuela de Cuadros», Néstor Kohan apresenta o pensamento revolucionário de Lénine a partir do seu livro Lenin, la pregunta del viento.

«El pensamiento de Lenin» (com Néstor Kohan)O programa «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros e @escuela_cuadros.

«Actualidade de Treblinka»

[De José Goulão] O poderoso e sufocante documentário inspirado no campo de extermínio de Treblinka que Sérgio Tréfaut acaba de nos oferecer, e que entra directamente no lote restrito de produções capazes de nos reconciliarem com a arte do cinema, tem como maior virtude a sua temível actualidade.
[...]
Há que registar obrigatoriamente, para memória presente e futura, que os herdeiros dos esbirros de Treblinka estão vivos, actuantes, e nas mesmas regiões. Bastariam as evocações dos comportamentos de dirigentes como os que desempenham actualmente funções na Polónia pré-fascista, na Hungria, na Eslováquia, na Croácia, nos Estados do Báltico que o neoliberalismo «libertou» ressuscitando forças que, não apenas saudosas de Hitler, tentam fazê-lo reviver. Mas tal não esgota a realidade.

Existe o case study da Ucrânia: nunca será excessivo recordá-lo porque continua a ser escandalosa e significativamente mistificado. (Abril)

Kashbad - «Txo!»

De Orereta (Gipuzkoa). Álbum Kashbad (1996). [Letra e tradução aqui]

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Os «3 de Intxurre» não vão ter de cumprir pena

Decorreu esta manhã, em Donostia, o julgamento dos três tolosarras conhecidos como os «3 de Intxurre», incriminados no contexto dos incidentes ocorridos no Carnaval de Tolosa de 2016.

Os jovens, organizados na plataforma Gazteak Kalean e apoiados pela plataforma Garden, composta pelos pais de incriminados em vários processos repressivos, organizaram uma mobilização, ontem, em Donostia. Muito participada, percorreu as ruas do centro: no Boulevard, realizou-se ainda um acampamento, em que participaram cerca de 50 jovens.

Esta manhã, houve uma concentração frente ao tribunal donostiarra. Já dentro do tribunal, registaram-se alguns momentos de tensão com vários agentes à paisana que acompanhavam o ertzaina da acusação, depois de se saber que o Ministério Público (MP) tinha baixado o pedido de pena de dois anos para seis meses de cadeia.

Dos três ertzainas que integravam a acusação, dois retiraram-se. No final, a defesa e o MP chegaram a um acordo: aos jovens é imposta uma multa de 37 000 euros e uma pena de seis meses de prisão, que não terão de cumprir por não possuírem a antecedentes. / Ver: lahaine.org [com muitas fotos]

«El centrismo en Cuba: ¿anexión disfrazada?»

[De Omar Pérez Salomón] En los momentos actuales en que se acrecienta la lucha ideológica de las fuerzas revolucionarias contra el imperialismo no es casual que aparezcan tendencias reaccionarias como el centrismo o la teoría de la tercera vía.

Hay quienes se han quejado de que en los últimos tiempos es excesivo la cantidad de materiales sobre el tema publicados en los llamados sitios oficiales; pero creo que obedece a que los revolucionarios han tomado la ofensiva en el combate cotidiano para explicar, esclarecer y hacer conciencia en la ciudadanía cubana acerca de la esencia y los objetivos de esa corriente política pagada y alentada por el imperialismo. (la pupila insomne)

«Um pequeno incidente no condado Cobb»

[De António Santos] Mas dentro da mochila de Brian Easley não há bombas, nem explosivos, nem pistolas, nem armas químicas, nem ditaduras. Há uma pedra. Não uma pedra certeira, como a que judiciosamente abateu Golias; não uma pedra mágica, como as filosofais que conferem imortalidade aos alquimistas que as levam na mochila; não uma pedra que mudasse o mundo, como o Onfalo embrulhado em roupas que tragou Cronos julgando devorar um filho; não uma pedra que gritasse por justiça e rugisse à polícia como a Lia Fáil dos reis irlandeses; nem sequer uma pedra grande, como o Uluru esculpido por milenárias serpentes aborígenes. Só uma pedra. Normal, igual a todas. (manifesto74)

«Reforma Trabalhista: burguesia declara guerra à classe trabalhadora»

[Comissão Política Nacional do PCB] O maior atentado aos direitos trabalhistas acaba de ser celebrado pelo Congresso. Nessa terça-feira, 11 de julho, o Senado Federal aprovou por 50 votos a favor e 26 contrários, o texto da Reforma Trabalhista que rasga definitivamente as conquistas e garantias que ainda restavam aos trabalhadores(as) brasileiros(as).
[…]
Seguida à legalização da terceirização irrestrita, à aprovação da PEC dos gastos públicos e à Reforma do Ensino Médio, todas votadas por um Congresso inescrupuloso, composto por uma quadrilha de lobistas e mafiosos de toda estirpe, com raríssimas exceções, a aprovação da Reforma Trabalhista sela mais um capítulo repulsivo da série de ataques às mínimas garantias que a classe trabalhadora ainda possuía frente à voracidade do capital em acumular cada vez mais riqueza às custas da exploração e da miséria dos(as) trabalhadores(as). A tudo isso ainda se soma o sucateamento e desmonte progressivo dos serviços públicos, aprofundando as privatizações e visando à total insolvência e subordinação do Estado ao sistema financeiro. (PCB)

quarta-feira, 12 de julho de 2017

«Orereta, Altsasu y los post conflictos»

[De Boltxe Kolektiboa] Este país idílico, que sufrió un conflicto, pero que ahora ya no existe, vive sin embargo, una realidad que se empeña en desmentir las palabras de dicho representante institucional. El conflicto sigue, con toda crudeza, golpeando a decenas de jóvenes y no tan jóvenes y recordándonos cotidianamente que la represión, la negación de derechos, las injusticias continúan ahí, donde estaban y donde están desde hace generaciones.
[...]
Quien parece no tenerlo claro son esos representantes institucionales que nos hablan de post conflicto. Viven en sus mundos idílicos, alejados de la realidad, ignorándola y pretendiendo que la juventud, el pueblo trabajador vasco crea en esa realidad ficticia que han creado, haciéndole creer que únicamente a través del trabajo institucional conseguirá doblegar a los opresores y represores, conseguirá sacar a las presas y presos políticos vascos de las cárceles. Para ellas y ellos, una juventud que se mueve al margen de su institucionalismo, es una juventud molesta. (lahaine.org)

Entrevista a Boltxe Kolektiboa de el blog «El bloque del este»

1. ¿Qué es Boltxe y de donde nace?
Boltxe es un colectivo comunista vasco, que nos declaramos feministas, independentistas y comunistas. Tenemos detrás nuestro una historia de más de veinte años en los que han pasado por nuestras filas decenas de personas, que han aportado su granito de arena en pos de nuestros ideales. Tras la implosión de la URSS, un grupo de militantes del MLNV que nos identificábamos con las ideas comunistas empezamos a publicar un fascimil, y mediante la ironía reivindicábamos las ideas de Marx, Engels, Lenin, etc.

Durante estos años, hemos realizado un sinfín de actividades. Nos dirigimos al pueblo trabajador vasco, a ese sector de Euskal Herria oprimido por los Estados capitalistas francés y español, pero también por las diferentes administraciones autonómicas tanto del norte de Euskal Herria como del sur de nuestra nación, que no está de más recordar es una de las mas antiguas de Europa.

Mediante la publicación de facsímiles primero y revistas después, la elaboración de una web que es ya el tercer formato del que hemos tenido, cursos de formación y decenas de charlas en lugares tan dispares como León, Compostela, Torrelavega, Barcelona, Quito, La Habana, además de en la práctica totalidad de Euskal Herria. Es uno de los útiles que utilizamos para difundir nuestras ideas.

Pensamos que el movimiento popular vasco es el ámbito idóneo de donde han salido y saldrán los mejores cuadros que ejercerán labores de dirección para la consecución del Estado feminista, socialista vasco, reunificado y euskaldun.

Uno de los actos más importantes que realizamos es el Lenin Eguna en el cual organizamos una charla-debate. Siempre ha sido un día dedicado, sobretodo, al internacionalismo, pero desde hace unos años nos hemos centrado más en analizar la situación por la que pasa Euskal Herria y la Izquierda Abertzale en particular. Pensamos que teorizar en nuestro país sobre lo que ocurre hoy día, ver las maneras de organizar al pueblo trabajador vasco es la forma más adecuada de recordar y homenajear la revolución de Octubre. / Ler: boltxe.eus

Kohan: «Sobre los focos violentos de la derecha escuálida en Venezuela» [vídeo]

[Entrevista a Néstor Kohan na TeleSur] sobre los focos violentos en Venezuela de la derecha escuálida (contrarrevolucionaria, gorila, gusana y varios otros sinónimos) contra el chavismo.

Kohan na TeleSur¿Qué muestran las TVs burguesas, la CNN y cuál es la realidad? ¿Qué papel juega el entrenamiento paramilitar colombiano en la lucha callejera (guarimbas)? ¿Y la CIA?

¿Los «ciudadanos descontentos» (supuestamente inocentes y pacifistas, defensores de la república y la institucionalidad) suelen utilizar... armas largas, francotiradores, granadas, queman viva a la gente que piensa de otro modo? ¿Cómo terminó la CIA con Salvador Allende en Chile? ¿Qué hicieron los contras en la Nicaragua sandinista? ¿No les suena conocido el libreto? (lahaine.org)

«La evolución de las relaciones del PKK/PYD con el gobierno sirio»

La frontera de Siria con Turquía la dibujaron los imperialistas hace 100 años de tal manera que Siria pasó de constituir un país dominado por el Imperio Otomano a serlo por el imperio francés, mientras los kurdos quedaron al otro lado de la frontera, además de Irak e Irán, prácticamente en su totalidad.

La presencia significativa de los kurdos en Siria es muy reciente, consecuencia de la llegada del capitalismo al Kurdistán turco en los años setenta y de refugiados políticos a partir de la década siguiente.

Para los kurdos, Siria ha sido siempre un lugar de acogida y Turquía el enemigo común de ambos. La lucha de las organizaciones kurdas en Siria nunca tuvo un relieve propio; ha sido un eco de las entabladas contra Irak y, sobre todo, Turquía. (Movimiento Político de Resistencia)

terça-feira, 11 de julho de 2017

Apoio aos presos políticos saarauís presente em Bilbo

Esta terça-feira, a Diáspora Saharahui en Bizkaia (DISABI) promoveu, em conjunto com diversas associações, sindicatos e partidos políticos bascos, uma concentração na capital biscainha de apoio aos presos políticos de Gdeim Izik.
A mobilização, que teve lugar frente ao Consulado de Marrocos em Bilbao, visou também denunciar o julgamento reiniciado em Rabat contra os presos políticos de Gdeim Izik.
O julgamento dos 24 activistas saarauís presos e encarcerados na sequência do desmantelamento do acampamento da dignidade, em 2010, pode estar perto do seu final e o movimento solidário com o Saara Ocidental, também em Euskal Herria, mostra-se preocupado com a situação dos presos políticos, exigindo ao Governo marroquino a sua libertação imediata e incondicional, no respeito pelos direitos dos acusados. / Ver: Ecuador Etxea

«La razón occidental: carta abierta a Juan Manuel Hidalgo, director de La 2 de TVE»

[De Manuel Navarrete] Como aficionado a la historia, he venido siguiendo la serie de documentales «La evolución del mal», donde, con tan admirable y bíblico lenguaje, asistimos a retratos de figuras tan variopintas como Hitler, Mussolini, Hideki Tojo o Papa Doc. O como Bin Laden, Sadam Hussein o Gadaffi. O como Stalin, Mao o Kim Jon Il, que de todo hay en la viña del Señor. Todos ellos unificados bajo este concreto membrete: el mal.
[...]
Porque si, como cabe temer, finalmente va a resultar que los únicos «malos» de la historia son los enemigos del imperialismo estadounidense o del europeo, algunos llegaremos a la conclusión –por lo demás obvia- de que en los documentales televisivos no podemos encontrar más que propaganda en defensa de una idolatrada «democracia» occidental que, en realidad, y como los sueños de Goya, solo produce monstruos. (insurgente.org)

«Cumplicidades dos media com o golpismo na Venezuela»

[De Alfredo Maia] Tão lestos a fazer as contas dos «prejuízos» de um dia de greve geral em qualquer outro país, os media não mostram quaisquer esforços para avaliar os danos extensos e profundos da destruição causada pela violência propagada pela direita.
[…]
Não admira que a direita neoliberal e revanchista, apoiada em larga escala pelos media nacionais e internacionais, se oponha violentamente à nova Assembleia Constituinte, cujos objectivos passam, entre outros, pelo aperfeiçoamento do sistema económico nacional, pela constitucionalização das missões criadas pela Revolução Bolivariana e das comunas e conselhos comunais, instrumentos essenciais à participação popular. (Abril)

«Marrocos: Uma nova onda revolucionária?»

[De Chawqui Lofti] Ignoradas pelos grandes meios de comunicação social em Portugal, importantes lutas de massas vêm-se realizando em Marrocos. Têm uma muito alargada base popular, e vêm colocando em dificuldades o retrógrado poder centrado na figura do rei. Combinam uma crise social com uma crise política, e nem a repressão, nem os espantalhos sobre ingerência externa, nem as tentativas de divisão e de falso diálogo têm conseguido desmobilizar o protesto. Um processo que justifica atenção e solidariedade. (odiario.info)

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Três identificados em Iruñea por uma T-Shirt de apoio aos jovens de Altsasu

A Polícia Nacional espanhola identificou três jovens altsasuarras, ontem, em Iruñea, isto porque um deles levava uma T-Shirt com a inscrição «Altsasukoak aske» [os de Altsasu, livres]. A Polícia ameaçou-o e disse que o ia multar em 600 euros, na medida em que a peça de roupa era «ilegal». Ao fim da tarde, realizou-se uma concentração de protesto em Altsasu.

No domingo de manhã, um grupo de rapazes da localidade do Vale da Sakana passava frente à esquadra da Polícia espanhola na capital navarra quando um deles foi interpelado por três agentes, que lhe pediram os documentos e lhe disseram que iam fazer queixa dele por trazer vestida a T-Shirt com a inscrição «Altsasukoak Aske Muntai polizialik ez STOP montajes policiales».

O rapaz, surpreendido, perguntou se a peça era ilegal, e os polícias «responderam-lhe que sim. Então, aproximaram-se cinco amigos do interpelado, também de Altsasu, e dois acabaram por ser identificados, após alguma tensão. Os agentes continuaram a «picá-los»: «Vocês são terroristas. Andam sempre em grupo».

Os polícias ainda tiraram uma fotografia à T-Shirt e disseram ao que a trazia que ia ser multado em 600 euros.

Para denunciar estes factos, a repressão constante de que a localidade navarra é alvo e exigir que «deixem Altsasu em paz», cerca de 200 pessoas participaram numa concentração, ontem, ao final da tarde, na localidade navarra. Frente à repressão sublinharam a necessidade de «organização».

A Delegação do Governo espanhol em Iruñea confirmou as identificações, mas disse que a multa será por «falta de respeito aos polícias» e não pela T-Shirt. / Ver: EntzunAltsasu e argia

Suíça confirma extradição de Nekane Txapartegi

Txapartegi foi presa em Zurique, em Abril de 2016, na sequência de um pedido de extradição pelas autoridades espanholas. Em Março último, a Justiça suíça aprovou a extradição e, na semana passada, confirmou a decisão.

A presa política de Asteasu (Gipuzkoa) pediu asilo à Suíça, argumentando que foi torturada e violada pela Polícia espanhola, quando da sua detenção, em 1999. Mas o pedido foi indeferido, porque os suíços não acharam que Nekane tenha conseguido provar a tortura. A defesa de Nekane, que considera que a Justiça suíça não quis entrar no fundo da questão, tem dez dias para recorrer.

Txapartegi foi condenada a 11 anos de cadeia, em 2007, por pertença à ETA, mas a pena foi reduzida para seis anos e nove meses, em 2009, considerando o Supremo espanhol que se tratava de um caso de colaboração. Em Fevereiro último, a pena voltou a ser reduzida, para três anos e meio de cadeia. / Ver: argia

«Libertação LGBT na Revolução de Outubro»

[De António Santos] A maioria dos historiadores atribui a libertação LGBT ocorrida na Rússia e na Ucrânia na década de 20 ao colapso do edifício judicial do czarismo, à desordem da guerra civil, à circunstância embrionária das primeiras leis soviéticas ou, mais frequentemente, a um acaso fortuito da História. Nada mais equivocado.
[...]
Mesmo na cosmopolita Inglaterra, em plena década de 60, as pessoas LGBT eram punidas com duras penas de prisão. E, há cem anos, a Rússia de Lénine era o primeiro país a, no século XX, abolir todas as leis contra a homossexualidade: a revolução bolchevique legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, reconhece às pessoas LGBT liberdade e direitos políticos, autoriza a mudança de sexo nos passaportes e documentos de identificação e financia estudos científicos, pioneiros e descomplexados, sobre a homossexualidade. (Abril)

«Elogio do protesto»

[De Martina Kaniuka] Na Argentina de Macri a violência das políticas antipopulares desencadeia o protesto popular.
E avançam as tentativas para criminalizar o protesto e a acção de rua, com penas que poderão chegar aos 10 anos de prisão.
Que pena seria adequada para uma política que empobrece e exclui a grande massa do povo? (odiario.info)

domingo, 9 de julho de 2017

«A cuenta de la decisión del Colectivo»

[De Jon Iurrebaso Atutxa, ex-preso da ETA / em euskara: «Kolektiboak hartutako erabakiaren inguruan»] Esta decisión de acatar y acogerse a la legislación de nuestros enemigos marca un antes y un después pero también condiciona de alguna manera el futuro. El futuro de nuevos y nuevas militantes vascos y vascas que serán encarcelados por defender y luchar por una Euskal Herria socialista.
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Gure etsaien legeriari men egin eta heltzeko erabakiak iraganaren eta geroaren arteko mugarria ekartzeaz gain, etorkizuna baldintzatzen du nola edo hala, alegia, Euskal Herria sozialistaren alde borrokatzeagatik espetxeratuak izango diren euskal militante berrien etorkizunaz ari gara. (lahaine.org)

«A austeridade fere e mata»

[De Carlos Drummond] Doenças e óbitos crescem mais onde é maior o ataque às redes de proteção social dos indivíduos mais frágeis.

O total de desempregados subiu para 14,3 milhões no Brasil em março, um recorde histórico segundo o IBGE, e atingirá 201 milhões no mundo este ano, prevê a Organização Internacional do Trabalho.

Aqui e no exterior ainda predominam, entretanto, as mesmas políticas recessivas e de austeridade causadoras das demissões em massa, ou soluções incapazes de reverter a situação, constatam vários economistas.
[…]
O perigo real para a saúde pública não é a própria recessão, mas os cortes radicais de gastos públicos, exatamente por destruírem a rede de proteção social dos cidadãos fragilizados pelos colapsos da economia. «As recessões podem causar danos, mas a austeridade mata», disparam Stuckler e Basu. (Carta Capital via PCB)

«Notícias da Frente Leste»

[De José Goulão] Nesta paz criativa que nasceu da guerra fria uma simples faúlha pode provocar uma hecatombe cujos preliminares não constam das mistelas dadas a consumir pela propaganda que insiste em designar-se comunicação social.

Pode ser uma simples investida de um caça norte-americano pintado com a águia polaca contra um qualquer alvo russo; pode ser mais uma proeza do golpista nazi Andriy Parubiy, presidente do Parlamento ucraniano e comandante das milícias hitlerianas do Batalhão Azov, grande interlocutor da NATO na região; pode ser a invocação do célebre artigo 5.º da Carta do Atlântico logo que a Ucrânia entre formalmente na NATO, ainda que interpretado retroactivamente a propósito do regresso da Crimeia à soberania russa – referendado pela população do território.

Pode ser um incidente que ninguém imagina. Fácil será provocá-lo. Difícil é fazer retroceder tão monstruoso aparelho militar aos quartéis.

São alarmantes as notícias da Frente Leste de uma guerra que não existe. (Abril)

Kortatu – «Don Vito y la revuelta en el frenopático»

Grande tema da inolvidável banda de Irun (Gipuzkoa), incluído no álbum Kortatu (1985). Gora G.O.R.A.!

sábado, 8 de julho de 2017

Centenas recordaram Germán Rodríguez 39 anos depois

A 8 de Julho de 1978, faz hoje 39 anos, a Polícia Armada Espanhola atacou centenas de pessoas em plenas festas de San Fermin, provocando inúmeros feridos - alguns dos quais a tiro - e matando Germán Rodríguez, jovem militante da Liga Comunista Revolucionária. Centenas de pessoas juntaram-se hoje, em Iruñea, para o homenagear e exigir «verdade, justiça e reparação».

Passaram 39 anos desde que os cinzentos mataram a tiro Germán, e ninguém foi julgado ou investigado por aqueles factos, como denunciou, hoje, a plataforma Sanfermines 78 Gogoan!, frente ao monumento evocativo de Germán. Também criticou o facto de Rodolfo Martín Villa, ministro da Governação na altura, no «3 de Março de Gasteiz» e na semana pró-amnistia, ter sido - recentemente - condecorado.

Os iruindarras recusam-se a deixar cair tudo isto no esquecimento; por isso, centenas juntaram-se na Avenida de Orreaga, junto ao monumento que recorda Rodríguez. Para os representantes da Sanfermines 78 Gogoan!, o que se passou em 1978 enquadra-se na violência exercida pelo Estado durante a «Transição», com um objectivo claro: «impor um determinado modelo de Estado e consolidar o projecto político de uma direita que nunca rompeu com o regime franquista».

Em seu entender, a situação actual «não mudou», tendo justificado esta afirmação com a Lei da Mordaça e as últimas alterações introduzidas no Código Penal. Também mencionaram o processo dos jovens de Altsasu e o caso dos jovens de Orereta presos numa manifestação em Iruñea.

No acto, não foi esquecido Joseba Barandiaran (morto pela Polícia a 9 de Julho de 1978, em Donostia, quando protestava contra a morte de Germán), nem o facto de, no ano que vem, passarem 40 anos sobre estas mortes. «Lutemos para que, daqui a um ano, quando nos voltarmos a encontrar, possamos dizer que avançámos no sentido do pleno reconhecimento daquilo que se passou», afirmaram. / Ver: Berria [Em baixo: imagem via Igor Meltxor]