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quarta-feira, 29 de julho de 2020

«Ele está no meio de nós»

[De Ricardo M Santos] O fascismo e os seus símbolos nunca foram extirpados depois da Revolução. E o racismo é filho dele. A expressão do «país de brandos costumes» perdura ainda hoje, o mito dos colonizadores amigos, o esconder do que foi a brutalidade do regime português em África, no Brasil, os milhares e milhares de escravos, os massacres durante a guerra para onde foi arrastada uma geração de esfomeados […]

Ainda assim, há algumas coisas que não precisam de esperar pelo julgamento, porque as sentenças, numa sociedade capitalista, não são mais do que a interpretação de leis feitas pela classe dominante à sua medida.
[…]
O racismo existe em Portugal, está no meio de nós, como existe em todas as sociedades capitalistas, porque lhes é inerente. (manifesto74)

terça-feira, 30 de junho de 2020

«Cómo nos ha engañado el capitalismo»

[De Urko Apaolaza Avila / trad. de «Nola engainatu gaituen kapitalismoak» por A. Bas] Este mundo redondo se nos ha puesto patas arriba y buscamos respuestas en todas partes, no podemos tomar la medida de la emergencia sanitaria, del insostenible estado ecológico y del colapso de la economía global. ¿Cómo hemos llegado hasta aquí? Mirando atrás, nos hemos dado cuenta de que la quema del sistema actual tiene su origen en un profundo engaño historiográfico: el capitalismo es incompatible con la democracia. Se basa en la desigualdad y la violencia, en la esclavitud, en definitiva.

En la forma de una serpiente, la esclavitud es un fenómeno cambiante que ha cambiado la piel a lo largo del tiempo, que ha adoptado muchas formas y colores, y no siempre con ese nombre. Olvida las imágenes clásicas; antes estaba ahí y ahora también está aquí. Es multinacional. Apenas se menciona en los libros de historia de Euskal Herria, pero estudios recientes han demostrado que hemos avanzado con la expropiación de cuerpos a través de los mares, gracias a los cuales hemos recogido los antiguos escudos y las industrias actuales. ¿Está usted dispuesto a conocer esta incómoda historia capitalista vasca? (lahaine.org)

sábado, 20 de junho de 2020

«Escravaturas»

[De Correia da Fonseca] E é possível, quase inevitável, que ao falar-se das escravaturas do passado, as que são lembradas por estátuas de pretéritos escravizadores ou escravizados, pelo menos em certos meios sejam recordadas as escravizações do presente, que não são poucas nem sempre de ligeiro peso, ainda que tenham passado de moda as grilhetas nos pés.

[…] Percorra-se com olhos de ver e cabeça de entender esta nossa sociedade civilizada e democrática e não demorará que encontremos formas específicas e peculiares de escravatura, a mais óbvia das quais é a remuneração do trabalho prestado com pagamentos muito aquém não apenas do esforço desenvolvido mas também da riqueza por ele produzida. (avante.pt)

terça-feira, 12 de maio de 2020

Índia: turnos de 12 horas e abolição da legislação laboral são receita contra o vírus

Para «salvar a economia» e «aumentar a produção», em diversos estados indianos a semana de trabalho passou a ser de 72 horas. Uttar Pradesh e Madhya Pradesh suspenderam as leis laborais por três anos.

«Os trabalhadores na Índia enfrentam uma crise que promete fazer recuar as suas vidas um século, tornando-os escravos dos tempos modernos», denuncia o portal indiano Newsclick, destacando que «este ataque selvagem aos trabalhadores», por via de alterações efectuadas na legislação que os protege, «tem o patrocínio e o apoio do governo central, liderado por Narendra Modi». (Abril)

domingo, 26 de abril de 2020

A 7 años del derrumbe de una fábrica textil en Bangladesh que hacía ropa para Primark, Inditex, El Corte Inglés

En el accidente murieron 1127 personas y unas 3000 fueron heridas. Todos eran trabajadores en condiciones de semi-esclavitud, ganando apenas 25€ al mes por coser ropa para marcas occidentales como Primark, El Corte Inglés o Inditex. Tras estos 7 años, ninguna de las empresas implicadas ha pagado ni un solo euro a las víctimas ni se han depurado responsabilidades.

El peor accidente en la historia de la industria textil puso temporalmente en el punto de mira a un sector marcado por la explotación laboral y la falta de seguridad. / Ver: insurgente.org

quarta-feira, 20 de março de 2019

«Libia de la opulencia a la mayor pobreza»

[De Hedelberto López Blanch] Libia se ha transformado completamente, pero no para bien, sino para mal pues sus ciudadanos, que antes de la invasión y destrucción por países occidentales de esa nación árabe, solían disponer de un alto estándar de viva, hoy se encuentran en medio de guerras entre facciones, padeciendo pobreza y desatención económico-social.

El que fue el país más desarrollado y próspero del continente africano, con más de 2 000 000 de inmigrantes integrados en su aparato de producción y gran riqueza petrolera, es hoy el centro mundial de la esclavitud, la tortura, la violación y del terrorismo, todo debido a la política occidental y en especial la de Estados Unidos en aras de intentar controlar unilateralmente al mundo. (aporrea.org)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

«El infierno libio»

[De Higinio Polo] La mayoría de la población se encuentra en la miseria, y la economía del país está en ruinas y depende por completo de la venta de petróleo. La situación sigue siendo desesperada: en medio de una maraña de siglas y de grupos armados, la extorsión, los secuestros, los asesinatos, el tráfico de drogas, los asedios a ciudades, los inmigrantes atrapados en las redes de negreros, y los mercados de esclavos, definen un país que, antes del ataque de la OTAN, tenía el PIB per cápita más alto de África, y ahora es un infierno. (lahaine.org)

domingo, 27 de janeiro de 2019

«Haiti: a Revolução que mudou o mundo»

[De Messias Martins] Em janeiro comemoram-se os 228 anos da Revolução Haitiana, única revolução de escravizados que não só conseguiu pôr um fim à escravidão como também proclamou a independência, formando o primeiro estado negro fora da África.

Em toda a América escravagista rumores de uma revolução de escravos fazia os brancos ficarem com o famigerado «cu na mão», e o medo de uma haitinização se espalhava. Em 1845, para citar apenas um dos diversos exemplos no continente, era preso em Recife o ex-escravizado Agostinho Pereira do Nascimento, chamado pelos seus mais de 300 seguidores de Divino Mestre, com a acusação de ensinar negros e negras a ler e escrever. Em sua posse estava o ABC do Haiti, livro que contava em verso de A a Z a vitória dos revolucionários haitianos. Não há mais registros dele após ser detido pelas autoridades da época (PCB)

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Migrantes e refugiados passam por «horrores inimagináveis» ao atravessar a Líbia

Entre os «horrores referidos», contam-se casos de execução extrajudicial, torturas, detenções arbitrárias, violações em grupo, escravidão e trabalho forçado, denunciam ambos os organismos das Nações Unidas, sublinhando que «o clima de anarquia» que se vive actualmente no país africano é «terreno fértil para as actividades ilícitas, como o tráfico de pessoas e o contrabando».

«Aqueles que conseguem chegar à costa e, no final, tentam empreender a perigosa travessia do Mediterrâneo são interceptados de forma crescente pela Guarda Costeira da Líbia (GCL), que os leva de volta para a Líbia, onde muitos são novamente submetidos ao esquema de abusos de que acabaram de escapar», alerta o relatório. (Abril)

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Mão-de-obra infantil e trabalho escravo contaminam a produção cacaueira do Brasil

Cerca de 8000 crianças e adolescentes brasileiros trabalham na cadeia produtiva do chocolate, de acordo com um relatório apresentado no final do mês passado, em Brasília. O informe resulta de uma pesquisa realizada pela Papel Social, entre Julho de 2017 e Junho de 2018, por encomenda da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Ministério Público do Trabalho (MPT).

O Brasil é o sétimo produtor de cacau no mundo (o primeiro é a Costa do Marfim) e o segundo da América Latina (depois do Equador). No Brasil, a produção ocorre em oito estados, com destaque para a Bahia (responsável por 45,1% do volume total) e para o Pará, que é responsável por 49,3% da produção. É também nestes dois estados que se encontram os dois maiores municípios produtores de cacau do país: Ilhéus (na Bahia) e Medicilândia (no Pará).

No estado do Pará, o sector é responsável por 255 mil empregos, sendo que o principal pólo produtor se encontra localizado ao longo da Rodovia Transamazónica, onde se concentra 62,7% da produção estadual e 25,1% da produção do Brasil. (Abril)

sexta-feira, 29 de junho de 2018

«El decreto del régimen de Trump no oculta la pauta histórica de crueldad en EEUU»

[De Jimmy Centeno, Don T. Deere e Frederick B. Mill] Seamos sinceros acerca de lo que está ocurriendo ante nuestros ojos. El cruel e inhumano encarcelamiento de niños separados de sus padres es una respuesta fascista de un gobierno narcisista que halaga su ego afirmando ser la mejor nación del mundo. Sin embargo, esta grandeza la reivindica un régimen que lleva a cabo guerras interminables en el extranjero y en casa implementa una limpieza étnica y el control social. Ayer era el gobierno Obama el que forzaba la maquinaria de deportación masiva y preparaba así el camino para el racista furibundo Trump, cuyo programa de internamiento de niños ya ha asfixiado las vidas de niños inocentes, que son rehenes de una banda de políticos criminales matones. Los sociópatas que tuvieron la cara dura de acudir a la televisión nacional para justificar este programa de «Tolerancia Cero» están dispuestos a violar de forma irreparable la dignidad e inocencia de los niños.

La separación de familias no es una patología social nueva, sino que forma parte de una cadena histórica de incidentes que se remontan a los tiempos de la esclavitud cuando se separaba a las familias africanas y se vendían en los mercados de esclavos de modo que nunca se volvían a reunir. Las personas nativas estadounidenses conocen esta dolorosa separación de su comunidad cuando en algunos casos se les quitó a sus hijos, que fueron enviados a internados para ser atendidos (civilizados) y adoctrinados en «los modos de vida angloestadounidenses», una forma cínica de purgarlos de sus propias tradiciones y prácticas. En este sentido también es relevante la experiencia japonesa. Durante la Segunda Guerra Mundial se envió a miles de familias japonesas a campos de internamiento. Estas personas fueron detenidas y separadas de la población general con el argumento racista de considerarlas una amenaza nacional. (lahaine.org)