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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Congresso chileno responsabiliza Carabineiros e governo por morte de jovem mapuche

Com 65 votos a favor e 61 contra, a Câmara dos Deputados aprovou a investigação levada a cabo por uma comissão especial do organismo, cujas conclusões estabelecem que os Carabineiros (Polícia militarizada) são os responsáveis directos pelo assassinato do jovem Mapuche Camilo Catrillanca.

As responsabilidades políticas pelo facto são atribuídas ao ministro do Interior, Andrés Chadwick, aos subsecretários do Interior e da Segurança Pública, e ao governo de Sebastián Piñera, refere a TeleSur.

A votação na Câmara traz de novo para a ribalta o caso de Camilo Catrillanca, indígena mapuche de 24 anos, assassinado no dia 14 de Novembro de 2018, na região da Araucânia, por agentes do Grupo de Operações Policiais Especiais (GOPE) dos Carabineiros, que afirmaram que a morte ocorrera durante uma troca de disparos. (Abril)

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Argentinos exigiram «justiça», 2 anos depois do desaparecimento de Maldonado

Ontem, milhares de pessoas manifestaram-se na capital do país para exigir justiça e a reabertura do processo judicial. Na Praça de Maio, falou um dos irmãos do falecido, Sergio Maldonado, que dirigiu fortes críticas ao governo argentino, em especial ao presidente, Mauricio Macri, a quem chamou «máximo responsável», pelo seu «silêncio e indiferença».

A outra particular visada foi a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, por ser «responsável pelo destino de Santiago» e ter «dado cobertura à impunidade» das forças policiais e a «administradores do Estado», informa o portal infobae.com. (Abril)

sábado, 20 de abril de 2019

Comunistas chilenos rejeitam alterações de Piñera à Lei Indígena

Embora tenham dito sempre que a Lei Indígena em vigor não basta para defender os seus direitos, as comunidades indígenas viram de imediato o perigo contido nas propostas de Piñera, pelo que, nas reuniões que realizaram, o repúdio foi praticamente total. Para os Mapuche, que reivindicam o direito de autodeterminação e o reconhecimento dos territórios indígenas ancestrais, a proposta significa um claro retrocesso.
[...]
«Estas alterações à lei, visando promover a realização de negócios florestais, agrícolas e imobiliários em terras indígenas, impedem o desenvolvimento dos direitos sociais e culturais do povo Mapuche», denuncia o PCC, destacando que, «em vez de corrigir a limitada legislação indígena actual, se pretende restringir os direitos colectivos dos povos originários, atingindo um dos direitos mais importantes, como é o do acesso à terra, aos territórios e aos recursos naturais». (Abril)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

«Povo Mapuche: o novo "inimigo interno" no Chile e na Argentina»

[De Silvia Beatriz Adoue] O povo mapuche vem sendo apontado como inimigo interno por ambos países, alinhados com a doutrina das «novas ameaças» ou «ameaças assimétricas» que pautam a crescente militarização no Cone Sul.
A articulação entre os Estados visa aplanar o caminho para a integração desses territórios, fronteira dinâmica de avanço das cadeias produtivo-extrativas na região (PCB)

sábado, 24 de fevereiro de 2018

«Dialéctica de la liberación nacional»

[De Iñaki Gil de San Vicente] Darío Aranda se pregunta sobre porqué la nación mapuche es atacada tanta virulentamente, respondiendo que la razón es la propiedad de la tierra.

Cita a Diana Lenton, docente en Universidad de Buenos Aires, que sostiene que la violencia contra este pueblo tiene dos causas: la común que padecen otras naciones originarias, como el Pueblo Qom, que defienden los mismos derechos sobre la tierra, y el racismo exacerbado contra los mapuches porque los blancos no toleran su dignidad que mira de igual a igual a los blancos: «La mirada racista no tolera que un indígena se posicione de igual a igual», sostiene la antropóloga. Un racismo al alza en la burguesía argentina.

La dignidad forma parte de la cultura del pueblo. Para acabar con la resistencia que nace también de esta cultura, el invasor ha de destruirla encarcelando a quienes recrean la cultura espiritual. La resistencia mapuche también nace de la cultura porque interactúan tierra y cultura: «los grupos de resistencia mapuche tienen por objeto organizar acciones de autodefensa, resistencia, recuperación y ocupación de sus tierras ancestrales que les fueron robadas».

Según Llanca Marín tierra, cultura y mujer son una unidad: «El rol de la mujer ha sido fundamental y protagónico en la lucha por los derechos del pueblo Mapuche. No se puede negar e invisibilizar esto al interior del movimiento. Lo primero que debe erradicarse es la inequidad interna a través de la modificación de aquellos usos y costumbres (quizás adquiridos) que perjudican a las mujeres, entenderse que la mujer mapuche ha estado a la par con los hombres, gestando el movimiento, luchando por la consecución de los derechos como integrantes de la sociedad y sobre todo como mujeres. (...)» / Ver: lahaine.org