segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Zaragata com pikolos em Altsasu foi há um ano: perseguição e solidariedade não param

Na madrugada de 15 de Outubro de 2016, ocorreu uma zaragata num bar da localidade navarra de Altsasu entre vários jovens e dois guardas civis. Numa terra normalmente acossada pela Polícia espanhola e a Guarda Civil e que denuncia esse facto, o circo mediático montado em torno da zaragata foi tal que os jovens acabaram acusados de terrorismo. Três deles continuam na cadeia, em prisão preventiva.

Uma semana depois, mais de 2000 pessoas vieram para as ruas de Altsasu, em protesto contra a presença asfixiante da Guarda Civil na localidade navarra e a abordagem mediática aos acontecimentos do fim-de-semana anterior.

A marcha, convocada pelos habitantes da localidade do vale de Sakana, partiu e terminou na Praça dos Foros, sob o lema «Muntai polizialik ez. Utzi pakean Altsasu» [não às montagens policiais. Deixem Altsasu em paz]. O acosso da Guarda Civil e o tratamento mediático dado a um confronto num bar foram elementos em destaque no comunicado lido na praça no final da mobilização.

A marcha decorreu sem incidentes, pese embora a tensão gerada pela presença no local dos protegidos da extrema-direita espanhola. No entanto, o povo de Altsasu estava avisado para a possibilidade de provocações e não caiu no engodo.

Mesmo a terminar a mobilização, ouviu-se «Gora Altsasu eta gora Altsasuko gazteria!» [viva Altsasu e viva a sua juventude de Altsasu], seguido de um sonoro «Gora!» e uma grande salva de palmas. / Ver: aseh

Protesto em Altsasu contra circo mediático, político e policial Esta foi a primeira de muitas mobilizações que, ao longo deste ano, tiveram lugar dentro e fora de Euskal Herria para denunciar a manipulação mediática e apoiar os jovens altsasuarras. / Mais vídeos aqui / Fotos: @ekinklik / Mais info: ahotsa.info

GORA ALTSASU ETA GORA ALTSASUKO GAZTERIA!

«Espanha é uma estaca»

[De António Santos] Conta o rei Juan Carlos que, dias antes de morrer, Franco o mandou chamar e lhe disse: «majestade, peço-lhe apenas que preserve a unidade de Espanha». Eis os dois nós que aguentavam todas as cordas da promessa de que deixava «tudo atado e bem atado». Desde a guerra de 36, as cordas da unidade de Espanha e da monarquia seguram o fascismo e o capitalismo.

Não surpreende portanto que, quando democratas e fascistas se sentaram a mesa para negociar como seria a «transição», a unidade de Espanha e a monarquia tenham ficado constitucionalmente blindadas contra a democracia. A Constituição de 1978 não admite nenhum caminho democrático para a auto-determinação nem para a república.
[...]
Por todas estas razões, o que está a acontecer na Catalunha não se resume à independência. A crise catalã é indissociável, em primeiro lugar, da crise económica do sistema capitalista que fez estalar divisões entre alguns sectores da pequena e média burguesia catalã e a grande burguesia espanhola. Quem acredita que é a grande burguesia catalã a mexer as cordas do independentismo não percebeu nada da consulta falhada de Artur Mas, não reparou que seis dos sete maiores grupos económicos catalães retiraram as sedes da Catalunha ou, pura e simplesmente, não sabe o que é a grande burguesia. Nada disto quer dizer que o independentismo catalão seja comandando pela classe trabalhadora, socialista ou sequer de «esquerda». Oferece-lhes, contudo, condições únicas para explorar a fractura na burguesia. (manifesto74)

«Vitória expressiva para o chavismo nas eleições regionais»

Ao divulgar os resultados preliminares das eleições dos 23 governadores dos estados da Venezuela, a presidente do Poder Eleitoral, Tibisay Lucena, destacou «o ambiente de paz, tranquilidade e civismo» que presidiu à realização do acto eleitoral, informam a Prensa Latina e a AVN.

Afirmou que a participação foi de 61,14%, ou seja, mais de 10 milhões dos eleitores inscritos votaram, o que, sublinhou Lucena, é um número elevado para umas eleições regionais.

De acordo com os resultados anunciados pelo Poder Eleitoral, o GPP obteve 54% dos votos e a governação em 17 dos 23 estados (75%). Destaca-se a conquista, pelos chavistas, dos estados do Amazonas e, sobretudo, de Miranda e Lara, que, governados por Henrique Capriles e Henri Falcón, respectivamente, eram tidos como bastiões da oposição de direita.

Diosdado Cabello, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), principal força política do GPP, afirmou na Venezolana de Televisión que «o povo fez pagar à direita a factura da violência» – Lara e Miranda são precisamente dois dos estados que mais sofreram as consequências da agenda violenta implementada pela chamada Mesa da Unidade Democrática (MUD) entre Abril e Julho deste ano. (Abril)

«Síria exige retirada imediata e incondicional das tropas turcas»

Em comunicado, divulgado pela agência Sana, as autoridades sírias condenaram este sábado, de forma veemente, a entrada de unidades do Exército turco na província de Idlib, no Noroeste do país, classificando a «incursão» turca como uma «violação flagrante da soberania e da integridade territorial» do país, bem como «uma violação flagrante do Direito internacional».

Neste sentido, a República Árabe da Síria exige «a retirada imediata e incondicional das tropas turcas» do seu território.

No documento, as autoridades sírias acusam as tropas turcas de entrarem no na província de Idlib «acompanhadas pelos terroristas da Jabhat al-Nusra», facto a que, em seu entender, devia ser dada mais atenção por parte comunidade internacional. (Abril)

domingo, 15 de outubro de 2017

Lasa e Zabala, há 34 anos

A 15 de Outubro de 1983, foram sequestrados em Baiona (Lapurdi, EH) os refugiados tolosarras Joxean Lasa e Joxi Zabala, na primeira acção dos GAL. (Euskal Memoria)
Foram torturados, assassinados e enterrados em cal viva. Os seus restos mortais só foram identificados em 1995.

«Manifestación por la Okupación, la Autogestión y la Resistencia»

Cientos de personas se han movilizado en Bilbao la tarde de este sábado 14 de octubre convocadas por la Red de Gazte Asanbladas de Bilbao (GAS) con el lema de «Seguiremos defendiendo nuestras casas» para reivindicar la autogestión, la okupación y la resistencia.

En estos últimos años el PNV tanto el ayuntamiento de Bilbao han tomado una dinámica de destrucción de los espacios autogestionados. Prueba de ello son los desalojos de Izarbeltz Ateneoa en Irala y Etxarri Gaztetxea en Rekalde. Por otra parte, han dejado claro sus siguientes puntos amenazados: por un lado el Gazte Lokala de Deusto y por otro, Karmela en Santutxu. / Ver: Ecuador Etxea

«O imperialismo existe»

[De Bruno Carvalho / texto de 5/10/2014] Os discursos de Thomas Sankara eram verdadeiras lições de dignidade. À antiga colónia Alto Volta, o jovem capitão decidiu propor que se chamasse Burkina Faso, terra de homens íntegros. As transformações operadas naquele país foram tão profundas que o imperialismo não teve outra opção. Numa sessão da Organização da Unidade Africana, posteriormente União Africana, deixou em cima da mesa a proposta de suspender o pagamento da dívida e apelou a que todos o seguissem. Se ele fosse o único presidente a fazê-lo, a probabilidade de não estar vivo na seguinte sessão seria elevada.

Thomas Sankara surgiu-me há dias na minha nuvem mental quando recordei um discurso que fez nos anos 80 em Ouagadougou. «Há gente que me pergunta o que é o imperialismo», contava à assistência, «olha simplesmente para o prato que comes. O milho e o arroz importado, isso é o imperialismo. Não há que ir mais longe. Aquele que te alimenta impõe a sua vontade sobre ti». (manifesto74)


Discurso de Thomas Sankara

«Desigualdade: mulheres trabalham de borla até ao fim do ano»

Em comunicado emitido esta semana, a Intersindical destaca a grande diferença existente, em Portugal, no ganho médio mensal entre homens e mulheres: 21,8%, um valor que, traduzido em dias, «significa 79 dias de trabalho das mulheres, num ano, sem remuneração».

Tendo por base os últimos dados oficiais divulgados (em Outubro de 2016, pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento, do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social), a Inter pode afirmar que 13 de Outubro é o último dia do ano com igualdade nos ganhos médios mensais entre homens e mulheres; a partir daí, as mulheres trabalham de borla. (Abril)

sábado, 14 de outubro de 2017

«Contra la UE luchábamos mejor y lucharemos mejor»

[De Borroka Garaia] Prepararse contra la UE, allanar el camino para la salida de la UE es algo que no solo es simplemente necesario para dar paso a otra Europa (que no otra UE, no puede haber otro capitalismo), sino que también es munición que ayudará de cara a la independencia. Un pueblo sin dependencia psicológica a la UE no tendrá miedo al chantaje de la UE cuando intenta o intente afincar la dependencia hacia estados opresores. Estar contra la UE en Euskal Herria es prepararse seriamente para la independencia y para abrir las puertas al socialismo.

La semana pasada la organización internacionalista Askapena cumplió 30 años que se dice pronto. Después de muchos años, ha sido la primera organización de toda la izquierda abertzale en mucho tiempo que habla claro en relación a la UE poniéndose como objetivo su desaparición de Euskal Herria y la apuesta por otra Europa, una socialista, internacionalista y feminista, y no otra UE reformada (BorrokaGaraiaDa)

«Isto é tudo uma grande média»

[De Ricardo M Santos] Esta dinâmica capitalista dá a ilusão de que não há classes, mas apenas uma classe. Uma enorme classe média que varia de indivíduo para indivíduo consoante a sua percepção da realidade. Talvez por isso, alguns que se afirmam marxistas consigam conceber que há um paralelo entre capitalismo e marxismo e que é possível, humanizando o primeiro, chegar ao segundo. Só que, lá está, a ausência de uma percepção individual de classe não é a ausência de classes.
[…]
a classe média, ou aquilo a que os media chamam classe média, é, nem mais nem menos, composta por pessoas que não têm noção da sua condição de classe, acreditam que a sua condição de proletário, que nada tem para além da sua força de trabalho, é um estado temporário até ao dia em que o sistema lhe proporcionará a riqueza que o faz desejar, todos os dias, a riqueza dos 1%, que são os mesmos que controlam o sistema. E assim se fecha o círculo. (manifesto74)

Jorge Zabalza: «Se ha perdido el discurso que revelaba las contradicciones antagónicas de la sociedad y que te obligaba a ser revolucionario»

[Entrevista de Carlos Aznárez] Jorge «Tambero» Zabalza está bastante más delgado de lo que siempre fue. Es «normal», ya que ha sobrevivido a una importante operación que lo puso al borde de la muerte y esta le ha pasado factura. Sin embargo, Zabalza no es hombre de rendirse nunca. No lo hizo en los tiempos en que andaba armado junto a sus compañeros tupamaros, menos lo va a hacer ahora que tiene claro que sus sueños revolucionarios aún no encontraron un puerto para atracar. Crítico acérrimo del actual Frente Amplio («le arrebató las banderas a la derecha») y de la deriva claudicante en que cayeron varios de su propia tribu, Zabalza sigue creyendo en la Revolución, en las ideas impostergables de Artigas y Raúl Sendic (padre), y orienta desde su experiencia a quienes puedan leerlo desde otra generación.

Estas son las respuestas del Tambero, obtenidas en Montevideo en una tarde relativamente fresca de la primavera rioplatense, en un octavo piso del barrio La Aguada, desde donde podía verse el puerto montevideano. (Resumen Latinoamericano)

«As tarefas imediatas do poder soviético» [Escuela de Cuadros]

À medida que se aproxima o centenário da Revolução de Outubro, o programa de formação marxista «Escuela de Cuadros» tem vindo a sugerir a divulgação de diversas obras de V. I. Lénine, no caso As Tarefas Imediatas do Poder Soviético (1918), que foi analisada na edição 159, com a ajuda do professor cubano Rubén Zardoya.


Las tareas inmediatas del poder soviético (Lenin)O programa «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros e @escuela_cuadros.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Ibon Iparragirreren osasun egoera hil ala bizikoa dela esan dute

[O preso político ondarrutarra Ibon Iparragirre, doente com Sida, está à beira da morte] Preso ondarrutarrari egin dizkioten azken analisietan Iparragirrek 20 defentsa baino ez dituela jakin ahal izan dute; «hilzorian» dagoela esan dute. «Espetxeko forenseak ezin du ziurtatu bi hilabeteko bizitza gelditzen zaionik», esan dute senideek. Presoak beste pneumonia bat harrapatuz gero hil egingo dela esan du forenseak.

Egoera horren harira, domekan [urriak 15] elkarretaratze informatiboa egingo dute Ondarroan, 13:00etan Alamedan. Presoaren osasun egoeraren berri emateaz batera, egin beharreko mobilizazioen zirroborroa aurkeztuko dute.

Iparra Galdu Baik plataformak ondokoa esan du: «Egia da, lapurretak, irainak eta jipoiak jasan izan dituenean ere erabili izan dugula ‘muturreko’ hitza bere egoera azaltzeko. Oraingo honetan, bere osasun egoera da azken mugara ailegatzen ari dena, eta ez gabiltza txantxetan. Ez badugu zerbait egiten, eta bizkor, Ibon bertan geldituko zaigu». / Irakurri gehiago: lea-artibaietamutriku.hitza.eus

«ANC e CUP pedem a Puigdemont que proclame a república catalã»

Na missiva enviada esta manhã a Carles Puigdemont, a Candidatura de Unidade Popular (CUP) considera que não existe esperança de «mediação internacional», depois de a comunidade internacional ter tolerado os enormes contingentes policiais e militares enviados para o território autonómico e as graves acusações judiciais contra independentistas, para além de se ter mantido impassível perante as cargas policiais e militares que tentaram impedir milhares de pessoas de votar no referendo de dia 1 de Outubro, provocando cerca de 900 feridos.

Para a CUP, responder ao requerimento de qualquer outro modo significaria «apoiar todas e cada uma das suas ameaças, o seu desprezo e a sua repressão», bem como «regressar à legalidade constitucional espanhola» com a qual a maioria dos catalães decidiu romper. (Abril)

Leitura: «Perigos» (odiario.info)
[De Jorge Cadima] As mesmas potências imperialistas que fragmentaram e destroem Estados, da Jugoslávia até à Líbia, manifestam preocupação face à actual crise catalã e apoiam a acção repressiva e violenta do governo de Madrid. Semearam ventos e agora colhem tempestades. É mais um elemento de uma muito perigosa situação internacional, todos os dias atiçada pela irresponsável clique no poder nos EUA.

«Porto Rico: Segunda invasão gringa?»

[De Berta Joubert-Ceci] Porto Rico é há mais de um século uma colónia dos EUA. A dominação económica tem vindo a acentuar-se, nomeadamente com a lei aprovada durante a administração Obama que impôs a Porto Rico o pagamento de uma dívida pública ilegítima de $74 mil milhões.
Agora, a pretexto de «ajudar» face à destruição provocada pelo furacão Maria, aumenta igualmente a presença militar. (odiario.info)

«Pyongyang reconoce a Crimea como parte de la Federación de Rusia»

«La República Popular Democrática de Corea (RPDC) respeta los resultados del referéndum celebrado en Crimea sobre la adhesión de la península a la Federación de Rusia, considera sus resultados legítimos y en conformidad plena con las normas jurídicas internacionales», indica la embajada norcoreana en dicha red social.

De esta manera, Pyongyang ha desvelado su posición en relación con Crimea ante la Organización de las Naciones Unidas (ONU). Crimea se incorporó en 2014 a la Federación de Rusia.

La península en cuestión se escindió de Ucrania y se reincorporó a Rusia tras celebrar en marzo de 2014 un referéndum en el que la aplastante mayoría de votantes, más del 96 por ciento, avaló esa opción. (diario-octubre.com)

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Em Bilbo, exigiu-se que as forças de ocupação abandonem Euskal Herria

Durante a manifestação desta tarde, ouviram-se também palavras de ordem a favor da independência, do socialismo e da amnistia. A mobilização foi convocada pelo Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão no âmbito do Dia da Hispanidade, que os espanholistas hoje celebram.

Excerto do comunicado: Sin embargo, no tenemos que retrotraernos 80 años para ver la acción represiva del franquismo y de sus Fuerzas Armadas opresoras. Es suficiente observar la historia reciente de Euskal Herria para comprobar los asesinatos, las torturas, las violaciones, los secuestros y un largo etcétera, llevados a cabo por la Guardia Civil y la Policía Española (y también los cipayos), y darnos cuenta de que siguen imponiéndonos la españolidad por medio de una violencia salvaje.

El proceso independentista que actualmente desarrolla Catalunya ha vuelto a dejar al descubierto la cara más oscura del españolismo. Ha dejado al descubierto que el fascismo sigue vivo y dominante y que amolda su nivel de represión a cada situación. El autoritarismo de un estado no se mide por los métodos coercitivos que usa en el momento, sino por los que está dispuesto a usar.

A pesar de que el pueblo catalán, en su camino para lograr la libertad nacional, tan solo ha utilizado herramientas pacíficas y de que su reivindicación principal ha sido la del derecho a realizar un referéndum, el Estado español prohibió votar y apaleo al pueblo de Catalunya.

El Estado español ha suspendido algunas de las pocas competencias que tiene Catalunya, ha llenado las calles de hombres y mujeres con armas, ha abierto paso al artículo 155 de la Constitución española y ha fomentado los ataques fascistas. No han convencido mediante la razón pero quieren vencer mediante la fuerza al pueblo de Catalunya. / Ver: amnistiAskatasuna

«Sobre la pérdida del carácter político. Sobre el arrepentimiento»

[De Jon Iurrebaso Atutxa] Y es mentira que las salidas individuales de los PPV ayuden al proceso independentista. Asumir la ley del enemigo para de ahí partir hacia la independencia, es sencillamente una entelequia. Lo mismo que, al final, es el Estado el único poseedor de la violencia, queramos o no, lo mismo que no se mira de reojo a la ley de partidos, si no que se practica la misma escrupulosamente.

Si nuestros enemigos ponen como condición para que seamos normales españoles o vasco-españoles el sometimiento, el arrepentimiento y la asunción de su ley ¿cómo es que ese arrepentimiento de lo que somos, de lo que hemos luchado podrá ser algo positivo para construir una Euskal Herria Socialista? (lahaine.org)

Nines Maestro: «O elemento determinante do processo catalão é a irrupção do povo organizado»

Prosseguindo com a série de entrevistas que o Canarias-semanal tem vindo a dedicar à análise do processo político na Catalunha, bem como à crise do regime espanhol que este desencadeou, falamos nesta ocasião com a dirigente da Red Roja Ángeles Maestro.

Alguns tópicos da entrevista:
- «Na Catalunha não há uma revolução social, mas uma importante revolução política»
- «A repressão contra os catalães deixou a nu o Regime de 78, com Pedro Sánchez a apoiar o Governo de forma cobarde»
- «A única unidade possível é a dos povos livres, querer impor a unidade pela força é ridículo»
- «CC.OO e UGT voltaram a demonstrar na Catalunha que fazem parte do Regime da Transição»
- «O papel de Podemos e IU para com a Catalunha foi vergonhoso»
- «O Regime da Transição é o que gera o confronto entre os povos»

Entrevista a Ángeles Maestro sobre a Catalunha [cas.]Via: lahaine.org

«Venezuela celebra Dia da Resistência Indígena»

Antes da Revolução Bolivariana, neste dia assinalava-se a chegada de Cristóvão Colombo ao continente americano – ou seja, o início da colonização espanhola destas terras e o extermínio da sua população indígena.

Vingava a noção de «descobrimento» ou «descoberta», e 12 de Outubro chegou a ser celebrado como «Dia da Raça». Contudo, na Venezuela revolucionária, um decreto do presidente Hugo Chávez, datado de 10 de Outubro de 2002, instaurou o Dia da Resistência Indígena. Desde então, a 12 de Outubro assinala-se a gesta heróica dos povos aborígenes da América e o reconhecimento da luta pela sua dignidade, diversidade cultural e humana.
[…]
Por seu lado, o chefe de Estado boliviano, que em múltiplas ocasiões instou os governantes mundiais a empreender acções colectivas para defender o direito dos povos indígenas ao desenvolvimento, mantendo a sua cultura e costumes, denunciou o facto de «actualmente ainda se esconderem os crimes do imperialismo contra os povos indígenas». (Abril)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

«La élite institucional se salta lo acordado y deja sin efecto la independencia de Catalunya»

[De Borroka Garaia] Dirigentes de PDCat sin resistencia por parte de ERC y de espaldas a la CUP, sin previo aviso a la sociedad catalana y al movimiento soberanista, deciden suspender por su cuenta la declaración de independencia una hora antes de estar acordada su proclamación saltándose el acuerdo previo entre PDCat, ERC y CUP además de la ley del referéndum.

El cambio a última hora del guión no haciendo efectiva la independencia se decidió ese mismo día en el Palau de la Generalitat en un almuerzo entre varios consejeros del PDECat, Artur Mas y la coordinadora general de la formación, Marta Pascal.

El supuesto objetivo para dejar sin efecto la declaración de independencia sería intentar abrir vías de dialogo y negociación con el Estado español.El papel firmado fuera del parlamento tras incumplir el mandato del referéndum no se publicará en el Diari Oficial de la Generalitat de Catalunya ni tendrá ninguna validez jurídica. (BorrokaGaraiaDa)

«EUA "fingem combater Daesh no Iraque" e terroristas passam para a Síria»

«A chegada constante de terroristas provenientes do Iraque levanta sérias questões sobre os objectivos reais das operações antiterroristas levadas a cabo na região pelos caças dos EUA e da chamada "coligação internacional"», disse Konashenkov. Isto num contexto em que o Ministério russo da Defesa verificou a existência de «tentativas diárias» para transferir novos reforços do Iraque para o teatro de guerra de Al-Mayadin, incluindo «mercenários estrangeiros» em «viaturas blindadas e jipes com armas de grosso calibre», informa a RT.

Neste sentido, Konashenkov exigiu que «as acções do Pentágono e da coligação» sejam explicadas, e perguntou se as suas prioridades na Síria são «complicar o mais que puderem» a operação do Exército Árabe Sírio, apoiado pela Força Aérea Russa, para libertar o território a leste do rio Eufrates. (Abril)

«Amar pelos dois»

[De Bruno Carvalho] Nem uma só palavra [sobre o massacre de Tumaco] da esmagadora maioria da comunicação social portuguesa, que não é mais do que um disco riscado das agências internacionais de notícias. A mesma que tratou de silenciar a greve dos mineiros que paralisaram Neves Corvo.

Mais importante que a luta dos trabalhadores por condições dignas é, por exemplo, a incessante procura de casa em Lisboa por parte da Madonna. Não é casual. (Abril)

Inadaptats - «Perquè vull»

Letra aqui.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

«Alde hemendik! ¡Que se vayan!», manifestação em Bilbo no Dia da Hispanidade

[De Movimento pró-Amnistia] En octubre de 1987 decretaron por medio de una ley que dicho día sería la «festividad nacional», y en su único artículo decían lo siguiente:

«La fecha elegida, el 12 de octubre, simboliza la efeméride histórica en la que España, a punto de concluir un proceso de construcción del estado a partir de nuestra pluralidad cultural y política, y la integración de los reinos de España en una misma monarquía, inicia un período de proyección lingüística y cultural más allá de los límites europeos.»

Así define el Estado español los asesinatos, las torturas, las violaciones, los saqueos y la limpieza étnica y cultural, y además celebra la efeméride. Esto, en cambio, no es de extrañar, ya que la proyección lingüística y política de España no se puede explicar sin la utilización que ésta ha hecho de la violencia. Y así se entiende mejor que el 12 de octubre también sea el día de las Fuerzas Armadas, porque lo uno y lo otro son elementos inseparables.
[...]
Por todo lo expuesto, el Movimiento Pro Amnistía y Contra la Represión hace un llamamiento a reivindicar que las Fuerzas de Ocupación se vayan de Euskal Herria, y para ello ha organizado una manifestación ese día partiendo a las 12:00 desde la Plaza Elíptica. ¡El 12 de octubre no tenemos nada que celebrar! ¡Fuera las fuerzas de ocupación! / Ver: amnistiAskatasuna (euskaraz hemen)

«Marcos» da Revolução: dos antecedentes à Conferência Estatal de Moscovo

Ocurrieron muchas cosas de febrero de 1917 a octubre de 1917 que permitieron la Revolución Socialista de Octubre de 1917. Y también en las semanas y meses posteriores al Octubre de 1917. Una revolución, al fin y al cabo, es la liberación de todas las energías de las clases sociales progresistas de una nación y debido a esto, y también a la relación dialéctica que se establece con las clases reaccionarias, los acontecimientos se suceden unos detrás de otros.

Mediante esta sección queremos explicar la evolución histórica que tuvo Rusia en 1917, ordenando los acontecimientos y explicando sus motivos. Creemos que esto ayudará a la lectora y al lector.

LER DIVERSAS ENTRADAS em castelhano e euskara

«España es mentira»

[De Josemari Lorenzo Espinosa] España ocupó Catalunya en el siglo XVIII. Arrasó ciudades, saqueó pueblos… Los mercenarios borbónicos de Felipe V, acabaron con la vida de miles de resistentes. Las leyes propias fueron suprimidas, la lengua y la cultura perseguida. Toda una serie de atropellos, que suelen seguir a las invasiones en la Historia. Que se repitió, corregido y aumentado, en la guerra de 1936. Pero recordar esto, como hacía el franquismo, ya no prestigia a sus autores. Ni a los actuales poderes, sucesores directos de los autores de estas masacres históricas. Que se aprovechan de sus concecuencias. Por eso la alianza hispanófila no lo menciona nunca. Lo que pasa hoy es consecuencia de lo que pasó en Catalunya en el s. XVIII. O en Euskadi en el XIX. Y mucho antes en Galiza, Canarias etc.

El gobierno español ya lo sabe. Y su la banda de la porra, seguirá hablando de leyes y mandando a sus marines contra los pueblos oprimidos. Los medios tóxicos seguirán vendiendo la dictadura constitucional «que nos hemos dado», aunque solo la hayan votado menos del 40% del actual censo electoral.

Y si alguien no lo remedia, en Nochebuena tendremos que apagar el televisor. Otro año mas. Para no escuchar una vez mas hablar de la mentira España. (BorrokaGaraiaDa)

«English para inglês ver»

[De António Santos] Mas usar bordões em inglês no meio de uma frase em português não faz de ti um poliglota. Faz de ti um monoglota americanizado. Dizer officer, management, touch screen, buzz, environment e knowledge não é falar inglês. É falar Zeinal Bava. E só faz de ti um cidadão do mundo na medida em que a McDonalds é mundial.

Línguas são línguas e, intenções à parte, sempre que usas desnecessariamente um estrangeirismo, estás a ferir, não menos desnecessariamente, duas línguas de uma só cajadada cultural. (Abril)

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Askapena festejou 30 anos com baterias apontadas à União Europeia

No sábado, 7, a organização internacionalista basca comemorou os seus 30 anos de existência em Berriozar (Nafarroa).

Em ambiente de festa e com as reivindicações de sempre presentes, representantes da Askapena anunciaram que vão continuar a fomentar o internacionalismo, mas, de agora em diante, fazendo da Europa o objectivo principal, de modo a reforçar a massa crítica contra a União Europeia.

Ao longo do comício, que contou com diversas intervenções e momentos culturais, houve várias expressões de solidariedade com os Países Catalães.

Festa e comício dos 30 anos da AskapenaVer: ahotsa.info

«A recentralizaçom que vem»

[De Maurício Castro] Com sustento num irracionalismo largamente espalhado nas massas alienadas espanholas, com claras componentes fascistas, o Estado espanhol parece disposto a aplicar a violência que for necessária para retomar o controlo de aquelas que já Franco considerara «províncias traidoras».
[...]
Dito todo o anterior, e sem podermos adiantar o desfecho do atual confronto entre o povo catalám e o Estado espanhol, todo indica que os seus efeitos abalarám o regime espanhol, que aprofundará o que já era umha clara deriva autoritária e recentralizadora. (Diário Liberdade)

«Assim é o Che»

Passam hoje 50 anos sobre o assassinato de Che Guevara, na selva da Bolívia. Poucos dias depois de divulgada a execução, a 18 de Outubro teve lugar em Havana, na Praça da Revolução, uma velada solene, na qual Fidel Castro evocou e louvou a figura multifacetada do seu companheiro de luta, guerrilheiro, escritor, médico, estadista, diplomata, internacionalista. «Sejam como o Che», pediu Fidel à multidão.
[...]
«Che não caiu a defender outro interesse, outra causa que não a causa dos explorados e oprimidos neste continente; Che não caiu a defender outra causa que não a causa dos pobres e dos humildes desta Terra. E, perante a História, os homens que agem como ele, os homens que fazem tudo e dão tudo pela causa dos humildes agigantam-se a cada dia que passa, a cada dia que passa entram mais profundamente no coração dos povos», sublinha Fidel.

E acrescenta: «Os inimigos imperialistas começam a dar-se conta disso e não tardarão a verificar que a sua morte será, com o tempo, como uma semente de onde brotarão muitos homens decididos a emulá-lo, muitos homens decididos a seguir o seu exemplo.» (Abril)

«Colombia. ¿Qué cambió con la dejación de armas de las FARC?»

[De Eduardo Sogamoso] Esa Paz de la cual hablan el gobierno, los ricos y las empresas multinacionales, le es ajena a la sociedad en general. Porque el hecho de que uno de los actores armados deponga o entregue sus armas no ha propiciado que las condiciones de vida de la gente mejoren, ni que se resuelvan los problemas más sentidos. Por el contrario, esa ilusión ha sido aprovechada por todos ellos (el gobierno, los ricos del país y las multinacionales) para afirmarse en el poder en el campo político, social, cultural, económico, religioso, etc., para garantizar que seguirán acumulando riqueza y apropiándose del territorio para sus intereses. (Resumen Latinoamericano)

domingo, 8 de outubro de 2017

«Ante las pintadas fascistas aparecidas en Barakaldo»

[De Movimento pró-Amnistia] No sabemos si los autores de estos ataques son compañeros del comando Piolín de Barcelona destinados en el macro-cuartel de Lasesarre o si, por el contrario, son un par de chavales fervientes seguidores de la selección española, radicalizados por la impotencia que les causa la legítima determinación que ha tomado el pueblo catalán hacia la independencia. De lo que estamos seguros es que tanto unos como otros, así como el amplio abanico de partidos políticos desde la socialdemocracia a la derecha «vasca» y española, cumplen su función de sostén del régimen capitalista español.
[...]
Estos ataques nacional-fascistas españoles a la memoria de Periko, a la lucha de las presas políticas vascas y al derecho de autodeterminación de Euskal Herria no pueden quedar impunes. No podemos quedarnos de brazos cruzados esperando a que las mismas instituciones que les permiten organizarse y actuar impunemente saquen una nota de condena estéril. Al fascismo se le combate en las calles. / Ler: amnistiAskatasuna (euskaraz hemen)

«De las últimas barreras a sortear»

[De Borroka Garaia] Es muy real la frase de solo el pueblo salva al pueblo, y cuando este pueblo delega parte de su energía en decisiones ajenas de ciertas «élites» que no siempre velan por sus intereses el fracaso aparece no tanto por la intervención del enemigo sino por las auto-limitaciones que al final a veces ni se sabe muy bien de donde llegan.
[...]
Pese a todo el ruido que los medios españoles intentan meter, estos días han pasado desapercibidos ciertos datos que en verdad son los que indican en que momento se está o no de cara a ejecutar la independencia. (BorrokaGaraiaDa)

«Brancos, ricos e perigosos»

[De António Santos] O recente massacre de Las Vegas é apenas mais um. Nos EUA houve 1515 ataques deste tipo nos últimos 1735 dias. Só em 2016, foram 383 tiroteios, mais do que um por dia, contra vítimas aleatórias, fazendo mais de 15 mil mortos num só ano. No que já vai de 2017, as estatísticas não são menos sombrias: 273 tiroteios em massa, quase todos sem razão aparente e levados a cabo por «lobos solitários». A questão é que 273 «lobos solitários» são uma alcateia. (avante.pt via odiario.info)

Che: «O Socialismo e o Homem em Cuba» [Escuela de Cuadros]

A 50 anos do assassinato do Che (9 de Outubro de 1967, em La Higuera, Bolívia), divulgamos a edição n.º 161 do programa venezuelano de formação marxista «Escuela de Cuadros».

Este programa, que conta com a participação de Sergio Guilli, é dedicado ao estudo do texto «El socialismo y el hombre en Cuba» (1965), de Ernesto Che Guevara.

Ler texto em português aqui e em castelhano aqui.

«El socialismo y el hombre en Cuba» (Che)
O programa «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados e domingos, 22h00). Os programas podem ser vistos também em www.youtube.com/escuelacuadros e @escuela_cuadros.

domingo, 1 de outubro de 2017

Plataforma de Iruñerria diz «não» ao TGV, pelo comboio público e social

A «Plataforma Cuenca de Pamplona-Iruñerria por el Tren Público y Social. TAV NO» deu-se a conhecer, esta quinta-feira, no Parque Gladys de Ororbia, no município navarro de Oltza Zendea.

Ali, foi divulgado o manifesto da plataforma, criada por um grupo de pessoas de Oltza Zendea, Itza, Egillor (Ollaran) e Orkoien, com o objectivo de debater o modelo de transporte - contando para isso com a «participação efectiva dos cidadãos» - e de dar visibilidade à oposição da região àquilo que designam como projecto do Comboio de Altas Prestações (CAP).

Este movimento surge na sequência do aparecimento de outras plataformas contra o CAP e a favor do comboio público e social, nomeadamente na Erribera e na Zona Média de Nafarroa.

A plataforma de Iruñerria alerta para o grave impacto ambiental, acústico e electromagnético do projecto do CAP na região, e propõe alternativas reais, como a recentemente apresentada pela Fundação Sustrai, em defesa do comboio público e social.

Um modelo que dá resposta ao transporte de pessoas e mercadorias, com o menor custo possível, na medida em que mantém o traçado actual, duplicando a via e acrescentando um terceiro carril, que permitiria a circulação de comboios de bitola ibérica e europeia. Isto, em vez dos inúmeros túneis, viadutos e espaços com entulho previstos com o TGV.

A plataforma, que tem andado a divulgar o seu projecto em Oltza Zendea e Itza, informou que vai manter contactos com as várias freguesias e municípios de Iruñerria, para que aderiram ao debate sobre o modelo de transporte na região e se oponham ao CAP. / Ver: lahaine.org

«Rusia, la verdadera cara antiterrorista en Siria»

[De Antonio Rondón García] Al cumplirse hoy dos años de la participación de Rusia en el conflicto sirio, queda claro que Moscú fue la verdadera cara del antiterrorismo en ese país levantino.

Cuando Damasco llamó a filas a Moscú para el apoyo con su fuerza aérea, las tropas gubernamentales estaban casi orilladas entre Damasco y Latakia, pese a supuestas operaciones de una coalición internacional contra el grupo Estado Islámico (EI).

Ahora, cerca del 89 por ciento del territorio sirio fue recuperado por el Gobierno de manos del EI y otras formaciones afines, que en el último quinquenio recibieron respaldo permanente desde el extranjero. (prensa-latina.cu)

«CGTP-IN: 47 anos a valorizar o trabalho e os trabalhadores»

A criação da Intersindical Nacional, no dia 1 de Outubro de 1970, constituiu um marco de grande significado no percurso do movimento operário e sindical, força de progresso social e de emancipação dos trabalhadores.

A CGTP-IN, pela sua natureza de organização sindical de classe, pelos seus princípios (unidade, democracia, independência, solidariedade, sindicalismo de massas) e objectivos programáticos por que se orienta, pela acção desenvolvida ao serviço dos trabalhadores e do país, pelos valores internacionalistas que defende e pratica, afirma-se, justamente, como legítima herdeira e continuadora das melhores tradições do movimento operário e sindical português, da sua longa e heróica luta contra a exploração, pelo direito ao trabalho e ao trabalho com direitos, pela construção de um Portugal verdadeiramente soberano e independente, em que a democracia, a justiça social e o progresso sejam uma realidade em toda a sua plenitude. / Ver: cgtp.pt

Che Guevara: discurso nas Nações Unidas [excerto]

Excerto do discurso que Ernesto Guevara, representando Cuba, pronunciou na Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, a 11 de Dezembro de 1964.«Patria o Muerte».

sábado, 30 de setembro de 2017

«La patria de los obreros»

[De Carlo Frabetti] En ciertos sectores de la izquierda todavía persiste la idea -tan absurda como conveniente para los poderes establecidos- de que el independentismo y el internacionalismo son incompatibles, por no decir antagónicos. El internacionalismo une a los pueblos, mientras que el independentismo los divide, argumentan algunos, ya sea de forma ingenua o tendenciosa. De forma tan ingenua o tan tendenciosa que olvidan incluso algo tan elemental como que, por definición, el internacionalismo presupone la existencia de diversas naciones -y nacionalismos- capaces de interrelacionarse solidariamente.

Lo que, a su vez, supone entender el nacionalismo no como la exaltación arrogante de determinadas peculiaridades culturales ni como la reivindicación excluyente de privilegios arbitrarios, sino como la pura y simple afirmación de la propia identidad y de la propia soberanía frente a quienes las niegan o las limitan. Y en una época en la que el capitalismo adopta la forma de un imperialismo avasallador que intenta arrebatarles a los pueblos su identidad para poder arrebatarles todo lo demás, la defensa de la soberanía y el derecho de autodeterminación se convierte en un aspecto fundamental de la lucha anticapitalista.

Así lo han entendido la mayoría de los cubanos, para quienes «socialismo o muerte» y «patria o muerte» se han convertido en lemas equivalentes, puesto que tienen muy claro que la defensa de su soberanía nacional y la defensa de su proceso revolucionario son una misma cosa. Así lo ha entendido una buena parte del pueblo vasco, cuya lucha contra la opresión de los estados español y francés se funde y se confunde con la lucha de clases. Y así lo han entendido también diversas organizaciones independentistas catalanas, gallegas, castellanas, aragonesas, andaluzas… Y así empiezan a entenderlo, por fin, algunas formaciones de izquierdas de ámbito estatal.

Sin embargo, el incontenible clamor soberanista que en estos días sacude Catalunya ha provocado el paradójico rechazo de una parte de la izquierda, esa que repite como jaculatorias ciertas consignas marxistas que, sacadas de contexto, dejan de tener sentido o, lo que es peor, se prestan a todo tipo de tergiversaciones. Y una de las más equívocas de esas consignas descontextualizadas (que llevaron al propio Marx a decir «Yo no soy marxista»), invocada recurrentemente por quienes se oponen al independentismo, es «Los obreros no tienen patria».

En el marco del ‘Manifiesto comunista’, la frase tiene pleno sentido, pues lo que dicen expresamente Marx y Engels es que el proletariado no puede identificarse con el modelo de nación burgués -basado en la explotación de unas personas por otras y de unos países por otros- y ha de construir su propio modelo solidario; fuera de ese contexto, la frase se ha utilizado a menudo para cuestionar las reivindicaciones identitarias y soberanistas de los pueblos oprimidos, y la izquierda institucional no puede hacerse cómplice de esta manipulación.

Cuando en América Latina y en Oriente Próximo los desheredados del mundo libran una batalla decisiva contra el imperialismo, las privilegiadas izquierdas europeas tienen la insoslayable responsabilidad política e histórica de unirse en un frente común, en una quinta columna que desde el propio interior de los países ricos, desde el corazón de la bestia, contribuya a desbaratar los planes de expolio y exterminio de un capitalismo exasperado que también entre nosotros, y hoy más que nunca en Catalunya, está mostrando su rostro más brutal. (BorrokaGaraiaDa)

Milhares nas ruas de Bilbo e Compostela em apoio ao referendo na Catalunha

Pela segunda vez em quinze dias e na véspera da realização do referendo catalão, cerca de 30 mil pessoas responderam ao apelo da plataforma Gure Esku Dago [está nas nossas mãos], enchendo as ruas do centro da capital biscainha em solidariedade com a Catalunha - onde se vive um verdadeiro estado de excepção - e em defesa da liberdade para decidir.
Em Compostela, a manifestação convocada pela Plataforma Galiza com Catalunya juntou vários milhares de pessoas, que tornaram pequena a Praça das Praterias e as ruas adjacentes. «Assistimos a um estado de excepção não declarado», denunciaram os convocantes, que defenderam o direito de autodeterminação. / Mais info: Sermos Galiza

A 33 anos da morte em combate do internacionalista basco Pakito Arriaran

Pakito Arriaran, militante basco natural de Arrasate (Gipuzkoa), integrava as fileiras da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional (FMLN), em El Salvador, quando, a 30 de Setembro de 1984, morreu em combate com o Exército salvadorenho, na frente de Chalatenango. Tornou-se um símbolo da entrega e da militância internacionalista na luta anti-imperialista. «Tenho dois povos para amar e um mundo pelo qual lutar», afirmou.

Sobre a sua juventude em Gipuzkoa, a sua militância na ETA, a sua fuga para a Venezuela e, fundamentalmente, a sua integração e acção na guerrilha salvadorenha, ler aqui e aqui excertos de Pakito Arriaran. De Arrasate a Chalatenango, obra da autoria de Ricardo Castellón e Nicolás Doljanin, publicada pela Txalaparta em Maio de 2008.

«Por que razão a Coreia Popular "ameaça" o Japão e o "mundo"?»

[De Giovani Leninster] Nem com a eleição de Donald Trump, que deveria levar a um maior cuidado com certo tipo de afirmações e insinuações para evitar o ricochete, os meios de comunicação «ocidentais» deixaram de dar a imagem de Kim Jong-un como um louco ou um imbecil a brincar com armas atómicas.
No texto que hoje publicamos não se rebate apenas essa postura irresponsável, também se comprova a falsidade da tese de que a Coreia é uma ameaça à paz mundial, nomeadamente aos seus ‘pacifistas’ vizinhos. O Japão e a Coreia do Sul. (odiario.info)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Grande adesão à greve na Siemens-Gamesa de Asteasu

Os trabalhadores da Siemens-Gamesa, em Asteasu (Gipuzkoa), estão em greve desde o dia 24. O protesto, que deve prolongar-se até dia 1 de Outubro, tem origem no despedimento de um colega que estava de baixa.

Na quinta-feira, 27, a adesão foi praticamente total na fábrica. Nos escritórios, rondou os 40%, informa o sindicato LAB.

De acordo com o sindicato, a mobilização é permanente, com piquetes, concentrações, pancartas e cartazes. Às 5h30 da madrugada, realizam-se plenários, todos os dias, com cerca de 20 trabalhadores.

Como a empresa não dá sinais de querer mudar o seu posicionamento, os trabalhadores vão reunir-se na próxima semana, para decidir iniciativas futuras. / Ver: LAB

Paralisações na Rothenberger de Abadiño e Gasteiz
Os trabalhadores da Rothenberger em Abadiño (Bizkaia) e Gasteiz estão a efectuar paralisações de quatro horas diárias, em defesa de condições dignas de trabalho. Estas acções de luta, convocadas pelos sindicatos CCOO, LAB e ELA, tiveram início no passado dia 25.

Para esta sexta-feira está agendada uma greve de 24 horas e uma concentração frente às instalações da empresa fabricante de ferramentas em Abadiño. / Ler comunicado das ORT aqui

Quase 50 colectivos firmam manifesto de apoio aos jovens de Altsasu

Organizações sociais e culturais de Nafarroa pronunciaram-se a favor dos oito jovens de Altsasu acusados de «terrorismo» na sequência de uma zaragata com dois guardas civis num bar da localidade, na madrugada de 15 de Outubro. três dos jovens estão em prisão preventiva há mais de 300 dias.

Os signatários, que se manifestam preocupados com o caso, rejeitam o facto de a juíza Carmen Lamela ter classificado os factos como «crimes de terrorismo», as penas de prisão solicitadas, que oscilam entre 12 e 62 anos (375 anos no total), bem como a permanência de três jovens em prisão preventiva, de modo arbitrário, há dez meses.

No documento, solicita-se o fim da classificação dos factos como «terrorismo», o levantamento das medidas cautelares de prisão preventiva e que o caso regresse ao Tribunal de Iruñea.

Pedem ainda à sociedade que expresse o seu repúdio por esta violação de direitos e se envolva na defesa dos princípios democráticos de um Estado de Direito. / Mais info: ahotsa.info

«Algunas consideraciones sobre el referéndum catalán y la coyuntura actual»

[De Antonio Torres] El presente artículo se divide en tres partes, la primera, se trata de ver la cómo ese sentido común –de clase dominante– ha afectado a las posiciones de importantes sectores de la izquierda española respecto al referéndum convocado en Catalunya para el próximo 1 de octubre, en la segunda trataremos de analizar los posibles escenarios, aunque sea esquemáticamente, post 1 de octubre, y, finalmente, poner en relación el referéndum catalán con la coyuntura política andaluza, especialmente con la del espacio político de la izquierda soberanista andaluza. (BorrokaGaraiaDa)

O povo de Berga canta «Els segadors»

No início da Festa da Patum, em Berga (Barcelona, Catalunha).

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Imanol Vicente foi libertado hoje e Nahikari Otaegi é amanhã

Os donostiarras Imanol Vicente e Nahikari Otaregi, acusados de pertencer à organização juvenil, independentista e de esquerda basca Segi, foram presos há quatro anos. Vicente, do bairro de Amara Berri, foi libertado hoje; Nahikari Otaegi, de Amara, sai amanhã.

Dos oito jovens donostiarras condenados por pertencer à Segi, seis foram presos pela Ertzaintza no chamado Aske Gunea [Espaço livre] do Boulevard. Não foi esse o caso de Imanol Vicente e de Nahiakari Otaegi, que, por diversas questões, se apresentaram na cadeia.

Otaegi apresentou-se na prisão de Aranjuez em Abril de 2013. Entrou na cadeia com uma filha de sete meses e, cá fora, teve de deixar o filho de três anos. As boas-vindas são amanhã, às 19h00, em Amara.

Imanol Vicente entrou na cadeia de Martutene a 24 de Abril de 2013 e foi libertado hoje, tendo saído da cadeia de El Dueso (Espanha). O acto de boas-vindas, no seu bairro, estava marcado para as 19h00. / Ver: irutxulo.hitza.eus

Orson Welles: «The Land of the Basques» [doc]

Documentário filmado em Euskal Herria pelo realizador norte-americano Orson Welles. Em 1955, a BBC pediu a Welles que realizasse uma série de documentários de viagens intitulada Around the World with Orson Welles. Este vídeo de 44 minutos gravado em Ziburu (Lapurdi) faz parte desse conjunto de documentários.
Espanhóis? Franceses? Bascos. Têm seguramente influência de ambos, são dominados e aculturados por ambos, mas são bascos. Euskaldunak. Euskalherrikoak.

«A Catalunha e os fantasmas de Espanha»

[De José Goulão] O franquismo assumiu, por isso, as rédeas da transição fazendo o rei Juan Carlos suceder a Franco assim que este morreu e, com excepção de poucos, incipientes e colaboracionistas intervalos assegurados depois por «terceiras vias» socialistas, mantém-se à frente do Estado, chame-se o presidente do governo Aznar ou Rajoy e o Bourbon de turno Juan Carlos ou Felipe.

Em síntese: a chamada transição para a democracia foi viciada através da reactivação abusiva da monarquia, regime rejeitado em referendo pelos povos de Espanha.
[...]
É importante notar, contudo, o empenhamento da União Europeia em travar a simples manifestação democrática de opinião do povo da Catalunha sobre a independência ou não independência.
[...]
Esta União Europeia, no entanto, é a mesma que não teve qualquer hesitação em acolher no seu regaço, apressadamente, sem rigor nem exigências impostas a outros Estados membros, nações separatistas como a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Eslovénia, a Croácia; uma União Europeia que não se privou de, à boleia da NATO, sujar as mãos com sangue de centenas de milhares de inocentes para esfrangalhar a Jugoslávia (Abril)

«A morte da história»

[De John Pilger] Um dos mais louvados «eventos» da televisão americana, The Vietnam War, arrancou agora na rede PBS.

Os directores são Ken Burns e Lynn Novick. Aclamados pelos seus documentários sobre a Guerra Civil, a Grande Depressão e a história do jazz, Burns diz acerca dos seus filmes sobre o Vietname: «Eles inspirarão nosso país a começar a conversar e pensar acerca da guerra do Vietname de um modo inteiramente novo».

Numa sociedade muitas vezes destituída de memória histórica e sob o domínio da propaganda do «excepcionalismo», a guerra do Vietname «inteiramente nova» de Burns é apresentada como «trabalho histórico épico». Sua luxuosa campanha publicitária promove o seu grande apoiante, o Bank of America, o qual em 1971 foi incendiado em Santa Barbara, Califórnia, como símbolo da odiada guerra no Vietname. (resistir.info via Diário Liberdade)