Mostrar mensagens com a etiqueta mass merdia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta mass merdia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 6 de setembro de 2020

«E se o Google bloqueasse a BBC?»

[De Raquel Ribeiro] Canais oficiais de notícias de Cuba foram bloqueados pelo Google. O objectivo é sabotar lentamente uma fonte (e uma rede) de notícias que desestabiliza o circuito mainstream de informação. Curioso este apagão da semana passada, também.

Foi precisamente uma «Mesa Redonda» (programa diário de informação, conversa, debate no primeiro canal da televisão cubana e transmitido para a diáspora pelo canal da Cubavisión Internacional no YouTube), em que se ia discutir a nova vacina contra a Covid-19 que Cuba está a desenvolver, o programa abruptamente retirado do ar pelo Google. (Abril)

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

«Uma Festa do Avante! em tempo de crise»

[De Manuel Augusto Araújo] A Festa do Avante! desde sempre foi o centro de ataques de outras forças políticas que não têm capacidade político-cultural, e muito menos de militância, para arquitectarem uma Festa como esta. (Abril)

«Da sanha e do medo»

[De Manuel Gouveia] Ora para que a superação do capitalismo se dê é preciso que muitos daqueles a quem ela interessa em primeiro lugar – aos trabalhadores – se apercebam da necessidade e possibilidade dessa superação, e se organizem politicamente para poderem almejar concretizar esse objectivo político. Pelo que enfraquecer e afastar os trabalhadores dessa organização política (em Portugal, no PCP) é condição necessária de sobrevivência da pequena percentagem da população que vive de se apropriar, no quadro do modo de produção capitalista, da riqueza produzida por esses trabalhadores.

E quanto mais medo eles tiverem, maior será a sanha. (avante.pt)

quarta-feira, 2 de setembro de 2020

«Bielorrússia: a repetição de um guião gasto»

[De Augusto Zamora R.] As manobras do imperialismo não brilham pela originalidade: repetem um guião. O que se passa actualmente em relação à Bielorrússia já foi visto noutros lugares, desde as Filipinas até à Venezuela. Impressiona, em qualquer caso, a forma como a componente mediática da ofensiva finge ignorar essa repetição, e compreende-se porquê: é que todos os antecedentes que tiveram sucesso conduziram aos mesmos trágicos resultados para os respectivos povos. (odiario.info)

A mão americana na desestabilização das relações China-Austrália

De acordo com uma peça publicada esta terça-feira na Australian Financial Review (AFR), intitulada «Os centros de pensamento da China cortam ligações académicas enquanto as hostilidades crescem» [tradução nossa], alguns académicos chineses disseram que se está a tornar «quase impossível colaborar com universidades australianas por causa do crescendo da retórica anti-China».

Da mesma forma que as acusações lançadas contra o Plano dos Mil Talentos partiram do FBI, «a influência norte-americana encontra-se por trás de muita da retórica contra a China na Austrália», refere a Xinhua. (Abril)

sábado, 29 de agosto de 2020

«A polémica já não é sobre a Festa do "Avante!"»

[De Bruno Carvalho] esta ofensiva praticamente inédita, nos últimos anos, contra a Festa do «Avante!» não seria possível sem a instrumentalização do medo das pessoas em relação à pandemia. É a oportunidade perfeita, pensam todos. E daí a aliança política-económica-mediática para meter toda a lenha na fogueira. Não importa sequer que lhes caia a careca quando Marcelo celebra as Feiras do Livro de Lisboa e do Porto, que se aplauda a prova de Fórmula 1 no Algarve com tantos assistentes como a Festa do «Avante!», que haja concertos em vários pontos do país ou manifestações e comícios do Chega.
[…]
Já não se trata de saber se vais ou não à Festa do «Avante!». Trata-se antes de saber se vais estar do lado daqueles que vivem à custa do teu suor ou se vais estar ao lado daqueles suam ao teu lado e que sendo comunistas lutam por ti. (manifesto74)

sexta-feira, 28 de agosto de 2020

«Bielorrússia, o que está em causa»

[De Luís Carapinha] No período mais agreste da correlação de forças mundial, rodeada de um mar capitalista, o pequeno país conhecido como a «oficina de montagem» da URSS, logrou impedir a privatização e destruição dos principais sectores da economia, das cooperativas e explorações agrícolas às grandes empresas industriais. Nos sectores produtivos estratégicos a propriedade pública foi mantida. Modernizou, a pulso, as capacidades produtivas. Em consequência, o PIB per capita bielorrusso é superior ao da Rússia e o dobro do da Ucrânia. O nível de desigualdade social do país é inferior ao de qualquer um dos membros da UE. (avante.pt)

domingo, 23 de agosto de 2020

«Troca-tintas»

[De Filipe Diniz] A hipocrisia e a duplicidade do discurso político oficial nos EUA têm uma longuíssima tradição. Contaminam todos os seus serventuários e vassalos e sobretudo são hoje parte integrante daquilo que os grandes media globais veiculam.
[…]
É assim que destruir a Jugoslávia ou a Líbia e assassinar os seus dirigentes é «ingerência humanitária», mas defender a pátria de armas na mão – como Cuba é obrigada a fazer há mais de seis décadas – é «ditadura». (avante.pt)

sábado, 22 de agosto de 2020

«Um excesso de fraternidade»

[De Irene Sá] São estes os tempos em que a própria fraternidade e a união constituem uma arma de arremesso contra os comunistas. Os comunistas que, de resto, são tão vítimas da situação como o resto do povo
[…]
Combatendo o medo e lutando pela razão, ainda que insultados em muitos sítios, batalhamos pela emancipação do povo português, não fazemos a festa contra ele mas por ele. É esse o nosso excesso de fraternidade. (manifesto74)

sexta-feira, 21 de agosto de 2020

«La vacuna rusa contra el Covid 19, sobre los hombros de la URSS»

[De Ángeles Maestro] Si escribo este artículo es porque creo que nadie está hablando de lo evidente: los equipos científicos rusos han podido llegar a crear la vacuna porque aún existe una potente estructura estatal de laboratorios de investigación que fue desarrollada por la Unión Soviética.

El anuncio de que Rusia tenía disponible una vacuna contra el Covid-19 ha dado lugar a masivas descalificaciones preñadas de carga política y económica.
[…]
En el caso de la vacuna rusa, el rechazo mediático generalizado está engrasado también con los poderosísimos intereses de las multinacionales farmacéuticas. (lahaine.org)

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Oposição bielorrussa: nacionalismo e privatizações para lá das «caras simpáticas»

A Bielorrússia está na berlinda mediática, mas não para explicar o programa da oposição: privatizações, perda de direitos laborais, integração nas estruturas ocidentais... O jornalista Bojan Tsonev leu as propostas.

«A situação económica, já de si difícil devido à pandemia de Covid-19, agravar-se-ia», defende Bojan Tsonev ao ser confrontado com o conteúdo das propostas da oposição, alertando que a Bielorrússia poderia ficar condenada a repetir experiências já ocorridas na Europa de Leste: «privatizações selvagens, descida do nível de vida, criminalidade, crescendo do nacionalismo, do conservadorismo e do anticomunismo, aumento da emigração, servilismo económico, entre muitos outros efeitos adversos». (Abril)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

Lukashenko alerta para o perigo de desaparecimento do Estado bielorrusso

Também ontem, a oposição realizou uma grande manifestação no centro de Minsk para exigir a anulação das eleições e realizar aquilo a que chama «eleições democráticas», no contexto das pressões exercidas por países vizinhos da Bielorrússia – como Polónia, Letónia e Lituânia, exemplos de democracia ocidental, com muito revisionismo histórico, marchas (neo)nazis e tropas da NATO nos seus territórios –, além dos fortes empurrões dados pela União Europeia e os Estados Unidos.

A ingerência nos assuntos internos da Bielorrússia é mais do que clara e faz lembrar exemplos do guião de manipulação aplicado e visto na Ucrânia, na Venezuela ou na Síria. A Radio Free Europe – fundada e paga pelos Estados Unidos – tem sido um dos meios mais activos na transmissão das imagens da «luta pela liberdade» (ver @oriolsabata).

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), uma das organizações de fachada do intervencionismo norte-americano, tem menos pejo que a máquina mediática a impor a «revolução» e não se coíbe de mostrar ao que vai: «Os EUA procuram promover o surgimento de uma Bielorrússia democrática, orientada para o mercado», afirma a USAID Belarus. (Abril)

domingo, 16 de agosto de 2020

«Bielorrusia, prensa alineada, un titular y algunos apuntes al respecto»

[De Carmen Parejo] Tres mujeres contra «el último dictador de Europa». Así titula Público su artículo de defensa de la agresión contra la soberanía de Bielorrusia.

Destacar que estas tres mujeres: Sviatlana Tsikhanouskaya, Veronika Tsepkalo y María Kolesnikova, no tienen ninguna experiencia política, y básicamente son las esposas de tres «referentes» de la «oposición Bielorrusa». La mujer de un bloguero, la mujer de un banquero y la mujer del ex embajador en EE.UU. reconvertido en empresario.

Es decir, estas tres mujeres, que no son ni han sido nada, pero son útiles como comparsa de sus maridos, sirven para representar la verdadera lucha que hay ahora mismo en Bielorrusia, que no es más que una lucha de clases donde los oligarcas que se crearon al amparo de la destrucción de la URSS y sus voceros, quieren tomar el poder para usar al estado como garante de sus ambiciones mafiosas.

[Además continúa lo que ya ocurrió en Ucrania, el intento de Occidente de rodear a Rusia de países títeres] Por no decir, que el uso de sus mujeres es propaganda zafia, que pretende disfrazar de «feminismo» que tres mujeres «florero» defiendan los intereses oligarcas de sus familias. (insurgente.org)

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

«Será que há milhões de uigures detidos na China?»

[De Ajit Singh e Max Blumenthal] As proclamações de que a China deteve milhões de muçulmanos uigures são, em grande parte, baseadas em dois estudos.

Um exame mais aprofundado desses documentos revela o apoio do governo dos EUA, absurdas metodologias e de má qualidade e um investigador evangélico fundamentalista chamado Adrian Zenz. (resistir.info)

quinta-feira, 13 de agosto de 2020

«Outra Hiroshima aproxima-se – se não a travarmos desde já»

[De John Pilger] Hiroshima e Nagasaki foram actos de assassínio em massa premeditados que deram início a uma arma de criminalidade intrínseca.
Foram justificados por mentiras que constituem o fundamento da propaganda de guerra dos EUA no século XXI, lançando um novo inimigo e alvo – a China. (odiario.info)

domingo, 9 de agosto de 2020

«Media, política, ideologia»

[De Fernando Correia] A situação de excepcionalidade criada pela pandemia veio dar oportunidade a que, indo para além das adequadas medidas impostas pela ciência médica, pelo bom senso e pela salvaguarda da saúde das pessoas, alguns tentassem – passando por cima de realidade tão óbvia como as profundas desigualdades sociais expostas pela situação – avançar para objectivos mais profundos e duradouros, promovendo o medo, o alarmismo, o individualismo, o conformismo, a criminalização da luta, o ataque aos direitos dos trabalhadores, as limitações às liberdades democráticas e constitucionais.

A integração dos grupos de comunicação social – através de «noticias», «análises», «comentários», «conselhos», «advertências», etc. – nessa campanha mais ou menos disfarçadamente favorável ao confinamento político e ideológico, para hoje e para amanhã, se possível para sempre, é um bom pretexto, se bem que outros nunca vão faltando, para sistematizar algumas reflexões genéricas sobre os media e a sua actual situação. (O Militante)

Western media’s favorite Hong Kong ‘freedom struggle writer’ is American ex-Amnesty staffer in yellowface

An American man with ties to Amnesty International and key Hong Kong separatist figures has been posing online as a Hong Kong native named Kong Tsung-gan. Routinely cited as a grassroots activist and writer by major media organizations and published in English-language media, the fictitious character Kong appears to have been concocted to disseminate anti-China propaganda behind the cover of yellowface.

An investigation by The Grayzone confirms Kong as a fake identity employed by an American teacher who’s a ubiquitous figure at local protests. (thegrayzone.com)

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

«Os Alegados "Malucos" do Sistema»

[De Ivo Rafael Silva] Trump e Bolsonaro são malucos, sim, mas são-no na estrita medida em que são agentes e defensores do capital. São malucos em estreita relação com as traves mestras desse liberalismo social-darwinista, que tantos ditos moderados defendem.
Quanto mais defensores do liberalismo e do sistema capitalista, mais malucos se tornam. (manifesto74)

terça-feira, 4 de agosto de 2020

Félix Arnaiz, «memória de Erromo», foi assassinado há 51 anos

[Félix Arnaiz foi morto a tiro por um polícia municipal quando participava nas festas do bairro de Erromo/Itzubaltzeta (Getxo, Bizkaia), a 2 de Agosto de 1969. O excerto seguinte é retirado, com alterações, de «Homenagem em Erromo: Félix Arnaiz, um pouco menos esquecido»] Os factos ocorreram no dia 2 de Agosto de 1969, por volta da uma da manhã. Um grupo de jovens cantava e divertia-se frente ao Bar Vega, ao lado da antiga estação ferroviária de Areeta. O então vice-presidente da Câmara Municipal de Getxo, que residia no local, chamou a Polícia Municipal. De acordo com testemunhas, os agentes apareceram no local «bastante alterados».

Confrontados com a situação, os jovens decidiram ir até ao Bar Pako, na Kale Nagusia, perto da Ponte Suspensa. Pouco depois, os jovens regressaram novamente às festas e, quando chegaram à passagem de nível, «apareceu numa esquina um agente da Polícia Municipal de pistola na mão», e apontou-a a um dos jovens. Este agarrou-lhe a mão de forma instintiva, conseguindo assim desviar os dois disparos efectuados pelo polícia. Foi preso de imediato e metido numa viatura policial.

Testemunhas recordam que, pouco depois de o detido ser metido na viatura, se ouviu um disparo, efectuado pelo referido polícia municipal – ao que parece, um antigo agente da Guarda Civil que vivia no bairro. «Encostou a pistola ao peito de Félix Arnaiz e matou-o», dizem as testemunhas. Esta versão não coincide com a das autoridades – a que foi divulgada pelos jornais –, que chegaram a qualificar a morte como «acidente fortuito», dizendo que o polícia municipal tinha disparado a arma numa «disputa» com outra pessoa e que Félix Arnaiz Maeso tinha sido atingido como «mero espectador».

Depois da morte do jovem morador de Erromo/Itzubaltzeta, as festas foram suspensas em sinal de luto, de protesto e solidariedade. / Ver: aseh [na foto: homenagem a Félix em 2017]

domingo, 2 de agosto de 2020

Melitón Manzanas, 52 anos depois (contra o branqueamento de um nazi torturador)

Contra a lavagem da imagem, por certa imprensa espanhola, de Melitón Manzanas, trazemos à tona um excerto da tradução do texto de César Arrondo, «Melitón Manzanas, 40 anos depois», publicado no dia 2 de Agosto de 2008.

A 2 de Agosto de 1968 morre, em consequência do primeiro atentado da ETA, Melitón Manzanas, um emblema da repressão franquista em Euskal Herria. Este polícia espanhol foi chefe da Brigada Político-Social de Gipuzkoa, e considerado o expoente máximo do terror franquista no território basco.

Alguns cronistas afirmam que Melitón Manzanas foi encarcerado em 1936 pelos republicanos, acusado de simpatias com o regime falangista emergente. Uma vez acabada a guerra civil, Franco nomeia-o, em 1941, inspector em Irun, dando-lhe carta livre para realizar todo o tipo de violações dos direitos fundamentais das cidadãs e dos cidadãos bascos. Tudo aponta para que ainda lhe sobrasse algum tempo para se pavonear como um bruto provocador em certos bares e lugares públicos de Gipuzkoa, e também para colaborar com os nazis, especialmente com a Gestapo. Definitivamente, Manzanas foi catalogado como um torturador de extrema brutalidade.

Caíam em saco roto todas as denúncias sobre a barbaridade cometida, bem como sobre os métodos utilizados para arrancar as confissões a uma parte das suas vítimas. Foi a partir dessas «técnicas terroristas» que manteve o estado de terror em Gipuzkoa, convertendo-se no senhor da vida e da morte dos cidadãos e das cidadãs bascas, até àquele 2 de Agosto, quando foi justiçado. Convém lembrar que a notícia da sua morte libertou um clima de satisfação entre a cidadania, sem distinção de proveniências políticas.

O presidente do Estado espanhol em 2001, José María Aznar, em total sintonia com Mayor Oreja, condecorou o torturador, atribuindo-lhe a Real Orden del Reconocimiento Civil a las Víctimas del Terrorismo. / LER texto na íntegra em: aseh