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quarta-feira, 26 de agosto de 2020

EUA isolados no Conselho de Segurança na tentativa de ataque ao Irão

Na semana passada, 13 dos 15 países-membros do CSNU, incluindo os signatários do JCPOA, rejeitaram a proposta norte-americana no sentido de levar o organismo mundial a re-impor sanções contra o Irão, tendo argumentado que os EUA perderam o direito legal a solicitar a reactivação de sanções depois de terem abandonado o acordo nuclear firmado com o país asiático.

Esta derrota diplomática segue-se a outra, em que o CSNU se recusou a prolongar o embargo de armas convencionais ao país asiático. No âmbito do acordo firmado em 2015, o embargo seria levantado ao fim de cinco anos, um prazo que expira em Outubro deste ano e que os EUA tentaram prolongar.

No entanto, apenas a República Dominicana votou a favor do prolongamento do embargo de armas ao Irão para lá de 18 de Outubro. Rússia e China votaram contra. Os outros 11 membros abstiveram-se. (Abril)

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Irão e Venezuela rompem bloqueio e inauguram supermercado em Caracas

Na inauguração do espaço, o vice-ministro iraniano da Indústria, Issan Rezaei, destacou a importância da complementaridade entre países que são alvo de sanções e manifestou a intenção do governo de Teerão de importar madeira, manga, cacau, café e banana da Venezuela.

Por seu lado, a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, afirmou que «não há bloqueio que valha quando a vontade dos povos está centrada, decidida e determinada na independência, na liberdade e na defesa da soberania». (Abril)

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Após acosso a voo civil, Irão agirá legalmente contra «acto de terrorismo» dos EUA

Num comunicado hoje emitido, a Organização da Aviação Civil do Irão afirmou que irá «perseguir seriamente» o acosso, por parte dos caças norte-americanos, do voo 1152 da Mahan Air no espaço aéreo da Síria, esta quinta-feira.

O organismo iraniano instou a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês) a abordar imediatamente a questão, que é «uma clara violação do direito internacional e das normas e padrões da aviação», refere a PressTV. (Abril)

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Acordo Irão-Síria, primeiro passo para superar as sanções dos EUA

Numa entrevista que concedeu sexta-feira passada ao canal de TV iemenita Al Masirah, Bothaina Shaaban disse que Damasco tem muitas outras opções para fazer frente às restricções norte-americanas e que a Síria, tal como o Irão, pode transformar o cerco imposto numa oportunidade.

«Temos muitas opções para derrotar a Lei César», disse a conselheira política e de imprensa do presidente sírio. «A assinatura do acordo militar Irão-Síria é o primeiro passo neste sentido», acrescentou, citada pela PressTV e a Al Manar. (Abril)

sexta-feira, 3 de julho de 2020

EUA tentam impedir entrega de mais combustível iraniano à Venezuela

Procuradores federais norte-americanos apresentaram, num tribunal do Distrito de Columbia, um processo civil de confisco da gasolina que segue em quatro navios iranianos com destino ao país sul-americano. A acção visa igualmente impedir futuras entregas de combustível iraniano à Venezuela, bem como travar o fluxo de receitas que o Irão obtém com a venda de petróleo.

Este conjunto de quatro navios segue-se a outra frota iraniana de cinco, carregada com 1,53 milhões de barris de gasolina e aditivos para processar combustível, que esta semana tem estado a chegar à Venezuela. (Abril)

segunda-feira, 22 de junho de 2020

Navio iraniano com alimentos já entrou em águas venezuelanas

O navio Golsan, com uma carga destinada a abrir o primeiro supermercado iraniano na Venezuela, entrou esta madrugada em águas venezuelanas, desafiando as sanções de Washington impostas a ambos os países.

Apesar de possuir as maiores reservas petrolíferas do mundo, a Venezuela vê-se incapaz de levar a cabo as operações de refinaria, e a escassez de gasolina no país é notória, em função do bloqueio e do endurecimento das sanções por parte de Washington.

Tal como a Venezuela, o Irão também está sujeito à política norte-americana de «máxima pressão», que visa asfixiar o país economicamente com medidas que se intensificaram após a saída dos EUA, em 2018, do acordo nuclear entre o Irão e seis potências mundiais. (Abril)

segunda-feira, 25 de maio de 2020

Autoridades venezuelanas agradecem ao Irão: «um passo em frente pela dignidade»

Vários governantes agradeceram a ajuda do Irão após a chegada do primeiro petroleiro com combustível e aditivos a águas territoriais venezuelanas. «É tempo de solidariedade», disse o ministro da Defesa.

No passado dia 16, o Fortune, o Petunia, o Forest, o Faxon e o Clavel partiram do país asiático, tendo atravessado o Estreito de Gibraltar carregados com combustível e aditivos para a produção de gasolina no país caribenho, que passa por uma crise de falta de gasolina devido às medidas coercitivas e unilaterais que lhe são impostas pelos Estados Unidos.

O presidente da Assembleia Nacional Constituinte, Diosdado Cabello, sublinhou a importância deste passo face ao imperialismo: «Dois povos atacados pelo imperialismo decidem dar um passo em frente pela dignidade», sublinhou numa mensagem em microblogging. (Abril)

sábado, 2 de maio de 2020

Síria, Iémen e Irão condenam «submissão» da Alemanha a Washington e Telavive

O Hezbollah integra o conjunto de forças aliadas que, na Síria, combateram o terrorismo alimentado ao longo da guerra de agressão imperialista pelos EUA, as potências ocidentais, as petro-ditaduras do Golfo, a Turquia e Israel.

Logo na quinta-feira, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros, Israel Katz, louvou efusivamente a decisão alemã, que classificou como «muito importante», insistindo na necessidade de os outros países da UE fazerem o mesmo.

O movimento de resistência libanês goza de grande prestígio – e popularidade – no mundo árabe e fora dele, entre outros aspectos, pelo papel decisivo que teve na luta contra o terrorismo na Síria e no Médio Oriente, e por ter expulsado o todo poderoso Exército israelita do Sul do Líbano, em 2006. (Abril)

sábado, 28 de março de 2020

Sanções afectam «mais de um terço da humanidade» e dificultam combate à pandemia

China, Rússia, Irão, Síria, Coreia do Norte, Cuba, Venezuela e Nicarágua enviaram uma carta conjunta ao secretário-geral das Nações Unidas, exortando-o a solicitar o levantamento imediato das sanções.

Em plena «pandemia global resultante da Covid-19», o «impacto negativo no bem-estar» dos povos «está-se a agravar e a multiplicar ainda mais» com a «promulgação e aplicação de medidas coercitivas unilaterais», que «afectam mais de um terço da humanidade», denunciam. (Abril)

sexta-feira, 20 de março de 2020

Síria apela ao levantamento das sanções, também para fazer frente à pandemia

A diplomacia síria critica os EUA e a UE por manterem as sanções ilegais contra diversos países, «alguns dos quais estão a sofrer enormemente com a propagação do vírus», e denuncia aquilo que classifica como uma «violação flagrante dos direitos humanos e dos valores e princípios humanos mais básicos», lê-se na nota, divulgada pela agência SANA.

O texto sublinha a completa solidariedade da Síria para com «o Irão, a Venezuela, Cuba e todos os estados em que a pandemia se espalhou ou que enfrentam o risco da sua propagação e estão sujeitos a sanções, num momento em que todos os esforços devem estar unidos» no combate ao surto. (Abril)

quarta-feira, 18 de março de 2020

EUA impõem novas sanções ao Irão em pleno surto de Covid-19

O Secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, declarou esta terça-feira, numa conferência de imprensa, que Washington passou a incluir na sua «lista negra» nove entidades com sede na África do Sul, Hong Kong e China continental, bem como três cidadãos iranianos, «por participarem em transacções significativas» para negociar produtos petroquímicos iranianos.

Em Maio de 2018, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a retirada dos EUA do acordo sobre o programa nuclear iraniano […] e assinou um memorando que repôs «de imediato» as sanções económicas que tinham sido retiradas após o acordo, visando estrangular a economia iraniana através de um autêntico bloqueio, que atinge igualmente as empresas estrangeiras que tenham presença ou negócios com o Irão. (Abril)

domingo, 2 de fevereiro de 2020

US government censorship? Social media giants disappear accounts of Iranian and Venezuelan academics, journalists

«Red Lines» host Anya Parampil talks with Professor Mohammad Marandi of the University of Tehran. Professor Marandi’s Facebook and Instagram accounts were recently shut down without warning as part of a US campaign to remove so-called «pro-Iranian content» from the social media sites.

Social media giants disappear popular Iranian & Venezuelan accounts Anya also discusses Twitter’s recent decision to suspend an account belonging to Venezuelan citizen journalist, Orlenys, and asks Professor Marandi to comment on recent developments in the region including President Trump’s unveiling of the «Deal of the Century» for Israel and Palestine. (thegrayzone.com)

quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

O eixo da resistência disse «não» ao «acordo da rendição a Israel»

De Cuba, da Venezuela, da Síria, do Irão, do Líbano surgiram declarações claras de condenação e repúdio ao «plano de paz» para o Médio Oriente que Donald Trump apresentou na terça-feira, ao lado de Netanyahu.

O Hezbollah acusa a administração dos EUA de, «depois de décadas a apoiar o inimigo, a ocupação, a agressão e os massacres contra os países árabes, hoje estar a tentar eliminar os direitos históricos e legítimos do povo palestiniano», refere a HispanTV.

O anúncio de Donald Trump deixa claro que «a única opção para libertar os territórios ocupados é resistir», defende o movimento de resistência libanês, que denunciou a normalização das relações entre Telavive e alguns estados árabes, nomeadamente a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein. (Abril)

domingo, 19 de janeiro de 2020

«Trump y la apoteosis de la barbarie»

[De Atilio Boron] No contento con esta criminal violación de la legalidad internacional y de las propias leyes de Estados Unidos, Trump ordenó que se le negara a Mohammad Javad Zarif, Ministro de Asuntos Extranjero de Irán, la visa de entrada para informar de lo ocurrido ante el Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas en Nueva York. O sea, cero debate, cero información: basta con la versión del imperio, reproducida impúdicamente por la prensa hegemónica. [...]

Para su imborrable deshonra el portugués António Guterres, Secretario General de Naciones la ONU, el guardó cómplice silencio ante el asesinato de Suleimani y también frente al ilegal veto a la llegada del ministro iraní. El hombre se preocupa por su chequera y nada más. Cobra su sueldo y no ve, no escucha, no habla. Esta es la clase de funcionarios internacionales que Estados Unidos necesita para administrar su imperio sin preguntas incómodas. (insurgente.org)

«Vassalos»

[De Anabela Fino] O assassinato do general iraniano Qassem Soleimani por ordem de Trump veio uma vez mais pôr a nu a hipocrisia que reina na comunicação social dominante e a desonestidade intelectual de governantes e instituições, ONU incluída, que se dizem democráticos. Sempre prontos a intervir em nome da «democracia» ou da variante «direitos humanos», uns e outros metem a viola no saco quando o prevaricador tem assento na Casa Branca.
[…]
«Condenação» mesmo só mereceu a resposta iraniana ao assassinato do seu dignitário, como prontamente fez saber o senhor Silva, que também é Santos, que até aí estava apenas no inconsequente estado de «preocupação» com o terrorismo de Trump. (avante.pt)

terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Síria atribui a mais alta distinção ao general Qassem Soleimani

O general iraniano, morto no passado dia 3 num ataque dos EUA em Bagdade, foi condecorado por Bashar al-Assad com a Ordem do Herói da República Árabe da Síria, a mais elevada distinção do país.

A medalha que corporiza a distinção foi entregue esta segunda-feira, em Teerão, pelo ministro sírio da Defesa, Ali Abdullah Ayoub, ao seu homólogo iraniano, Amir Hatami, noticia a agência SANA.
Hatami agradeceu às autoridades sírias a solidariedade expressa ao governo e ao povo do Irão. Acrescentou que a resistência vai continuar e que, se não fossem os sacrifícios feitos pelos heróis do eixo da resistência, incluindo o Exército Árabe Sírio, o Daesh teria controlado vastas áreas na região.

Apoio a Soleimani censurado nas redes Instagram e Facebook
Na edição digital, o diário Granma destacava ontem que as redes sociais Instagram e Facebook «procederam à eliminação de todas as publicações que expressavam apoio ao general iraniano», assassinado em Bagdade por ordem directa de Donald Trump.
Além de Instagram e Facebook, o Twitter também não tem sido parco em censuras e encerramentos de contas – órgãos de imprensa não afeitos ao imperialismo, figuras políticas venezuelanas, o serviço de imprensa da Presidência Síria, são muitas e variadas as contas censuradas. (Abril)

«Augusto e seus senhores»

[De Gustavo Carneiro] O ministro Santos Silva e o seu governo conduzem uma política internacional servilmente alinhada com o imperialismo norte-americano.
Qualquer que seja a questão, seja ela a Venezuela ou o Irão ou outra qualquer, a sua posição soa sempre a memorando da embaixada dos EUA. (odiario.info)

domingo, 12 de janeiro de 2020

«Duas semanas que arrepiaram o mundo»

[De José Goulão] O general Soleimani não era apenas um general admirado no seu país. Ficou conhecido como brilhante estratego do combate travado internacionalmente contra o – praticamente dizimado – Estado Islâmico e a Al-Qaeda –, em vias de sofrerem uma esmagadora derrota na Síria e em fase de transferência para a Líbia.

O assassínio de Qassem Soleimani confirma, portanto, a tendência norte-americana para ajustar contas com pessoas, entidades e organizações que combatem o terrorismo oriundo do tronco comum afegão. O que não surpreende, porque o Estado Islâmico e a Al-Qaeda desempenharam – e desempenham – funções de braços armados dos Estados Unidos e da NATO em guerras como as do Iraque, da Síria e da Líbia. (Abril)

sábado, 11 de janeiro de 2020

«A Armadilha de Tucídides»

[De António Santos] A mais recente agressão do imperialismo contra o Irão e o Iraque revela dramaticamente essa inevitabilidade. Nenhum perito consegue explicar qual é a estratégia de Trump. Para além de uma cortina de fumo entre os eleitores e os escândalos domésticos que enfrenta, a provocação ao Irão parece evadir qualquer razoabilidade militar. Um sinal para os povos que não se submetem? Uma manobra de diversão para ofuscar o impeachment e ganhar as eleições? Uma tentativa de saquear recursos naturais? Pura incompetência? Mesmo dentro do aventureirismo que sempre caracteriza o imperialismo, a conduta errática e desnorteada da Casa Branca, que chegou ao ponto de anunciar «por erro» a retirada das tropas de ocupação do Iraque para logo a seguir se retratar, tem algo de extraordinário, cujo significado histórico se tornou visível à luz do dia. (avante.pt)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

Olaortua: «Irán mostró al Occidente que no va a tolerar más injerencias»

El ataque de Irán a EE.UU. es un claro aviso al Occidente y sus vasallos que Teherán no va a tolerar más injerencias ni asesinatos en la zona, remarca un experto.En un análisis que han presentado este miércoles a HispanTV los analistas en temas internacionales Pablo Jofré y Aritz Saidi Olaortua, este último ha recalcado que, desde hace muchos años, ningún pueblo se ha atrevido a dar a EE.UU. un golpe, tal como le ha dado esta madrugada Irán en represalia por el asesinato del teniente general Qasem Soleimani.

El politólogo ha valorado la valentía y la firmeza de las autoridades iraníes en su ataque con misiles a dos de las bases militares que tiene EE.UU. en el exterior y que se consideran las más importantes en el mundo, según Olaortua.