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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Estados Unidos treinam pilotos dos EAU envolvidos na agressão ao Iémen

Um documento oficial do United States Air Force Central Command, datado de Dezembro de 2017 e obtido pela Yahoo News esta quarta-feira, revela que a Força Aérea dos EUA escoltou seis aviões de F-16 dos EUA e deu treino a 150 pilotos, de modo a prepará-los para operações de combate no Iémen.

O documento, libertado ao abrigo da Lei da Liberdade de Informação [Freedom of Information Act], explica ainda o apoio que a Força Aérea norte-americana deu aos militares dos EAU na base aérea de al-Dhafra, perto Abu Dhabi.

De acordo com o documento, três pilotos norte-americanos ajudaram a formar, durante 323 horas de treino, quatro instrutores e 29 copilotos dos EAU, que «foram imediatamente destacados para operações de combate no Iémen». (Abril)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Armamento alemão continua a alimentar a Arábia Saudita

Apesar de políticos alemães se vangloriarem dos controlos rigorosos do país no que toca à exportação de armamento, a guerra no Iémen é demasiado lucrativa e a Arábia Saudita é um parceiro valioso.

Uma das restrições de que os políticos alemães se gabam é a de que não pode haver exportações de armamento para países directamente envolvidos neste «inferno». No entanto, destaca a DW, a lei alemã garante às empresas que fabricam e exportam armamento a possibilidade de continuarem a vender para esses países, desde que «provem» que o armamento fica nos países para os quais foi exportado. Na prática, trata-se de um buraco na lei, através do qual as armas continuam a cair no Iémen.

Para além disso, há a questão dos componentes. A DW lembra que, quando o Reino Unido abastece a Força Aérea saudita com caças Eurofighters, cerca de um terço dos componentes – de pequena e grande dimensão – é fabricado na Alemanha. (Abril)

domingo, 25 de novembro de 2018

«Tempestade no deserto»

[De Jorge Cadima] O sórdido assassinato de Khashoggi no consulado em Istambul trouxe à ribalta a feroz ditadura pró-americana na Arábia Saudita. Há natural indignação. Mas durante décadas houve silêncio oficial face a uma das mais brutais ditaduras, que nem finge ter liberdades, eleições, partidos ou sindicatos. Que sempre reprimiu, torturou, chicoteou, decapitou e matou impunemente. Que há 3 anos leva a cabo uma assassina guerra contra o Iémen, cujos 30 milhões de habitantes enfrentam uma catastrófica crise humanitária. (odiario.info)

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O Iémen é um «inferno na terra» para as crianças

«O Iémen é hoje um inferno na terra para as crianças. Um inferno não para 50-60% das crianças, mas para cada rapaz e rapariga que vivem no Iémen», afirmou Geert Cappelaere, director regional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) no Médio Oriente e Norte de África, numa conferência de imprensa realizada este domingo em Aman, capital da Jordânia.

«Trinta mil crianças com idades inferiores a cinco anos morrem todos os anos no Iémen de doenças que têm a má-nutrição na sua origem», disse o responsável da Unicef, acrescentando que «uma criança morre, a cada dez minutos, de doenças facilmente evitáveis». (Abril)

terça-feira, 30 de outubro de 2018

«Khashoggi vs. 50.000 crianças iemenitas massacradas»

[De Peter Koenig] Voltando à questão concreta: foi necessário o horrendo assassínio de um famoso jornalista, de nacionalidade saudita e crítico dos sauditas para que os Europeus reagissem – e, não se esqueçam, a contragosto. Prefeririam seguir a linha de Donald Trump: porquê perder a venda de armas aos sauditas no valor de 110 milhares de milhões de dólares por causa do assassínio de um jornalista? Afinal de contas, negócios são negócios. Tudo o resto é uma farsa. (odiario.info)

domingo, 23 de setembro de 2018

Alemanha aprova venda de armamento à Arábia Saudita e aos EAU

Quebrando o compromisso de não vender armas às partes envolvidas na guerra de agressão ao Iémen, a Alemanha aprovou a entrega de material bélico à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes Unidos (EAU).
[…]
Desde Março de 2015 que a Arábia Saudita lidera uma ofensiva militar contra o mais pobre dos países árabes, declarando serem seus objectivos esmagar a resistência do movimento popular Ansarullah e recolocar no poder o antigo presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi, aliado de Riade.

De acordo com as Nações Unidas, a campanha militar provocou milhares de mortos e feridos entre a população civil, foi responsável pela destruição de uma parte substancial das infra-estruturas do país árabe e está na origem de uma situação humanitária que as Nações Unidas classificaram como «catastrófica». Mais de 22 milhões de iemenitas necessitam de ajuda alimentar, sendo que 8,4 milhões são «severamente afectados pela fome». (Abril)

sábado, 15 de setembro de 2018

Espanha «honra acordo» e vende mais 400 bombas à Arábia Saudita

Depois de travar o negócio há dez dias, o governo espanhol anunciou que as bombas seguem para os sauditas. Representantes da ONU no Iémen voltaram a alertar para a situação humanitária no país.

Questionado sobre as garantias que possuía quanto à utilização das bombas pelos sauditas, no sentido de não provocar vítimas entre a população civil, Borrell disse que as bombas guiadas a laser têm «uma extraordinária precisão».

A reviravolta ocorre dez dias depois de a ministra da Defesa, Margarita Robles, ter confirmado que tinha dado início ao cancelamento do contrato celebrado entre ambos os países, relativo à venda de 400 bombas guiadas a laser, acrescentando que Madrid pagaria a Riade 9,2 milhões de euros pelas armas não entregues, informa a RT.

A decisão de cancelar o negócio estaria ligada, de acordo com a RT e a PressTV, às múltiplas críticas internacionais contra o massacre da população civil – mais recentemente em Hudaydah e na província da Sa'ada, onde foi atacado um autocarro cheio de crianças – levado a cabo pela coligação liderada pelos sauditas no Iémen. (Abril)

sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Hezbollah condena novo massacre de crianças no Iémen

O movimento de resistência libanês condenou um novo massacre cometido pela «agressão saudita-norte-americana» em território iemenita, desta vez no distrito de Duraihimi, a sul de Hudaydah.

Informações preliminares, divulgadas pela pela agência Saba, davam conta de que 26 pessoas – 22 crianças e quatro mulheres – perderam a vida, no distrito de Duraihimi, quando o autocarro em que seguiam foi atacado, esta quinta-feira, por aviões da coligação liderada pelos sauditas.

Posteriormente, o canal em língua árabe al-Masirah informou que, como consequência do ataque, pelo menos 31 civis faleceram, referindo, com base em informações divulgadas pelo Ministério da Saúde, que todas as vítimas são deslocados internos.

O ataque desta quinta-feira, em que 22 crianças foram mortas, ocorreu apenas duas semanas depois de a coligação comandada pelos sauditas ter atingido um autocarro escolar na província de Sa'ada, matando 51 pessoas, 40 das quais crianças. Mais de 80 ficaram feridas. (Abril)

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Sauditas aumentam pressão sobre Hudaydah e matam 13 pescadores

Pelo menos 13 pescadores perderam a vida este domingo, depois de os barcos em que navegavam, no Mar Vermelho, terem sido atacados por caças sauditas. A informação foi revelada por fontes militares ao canal de TV em língua árabe al-Masirah. De acordo com a mesma fonte, referida pela PressTV, outros quatro pescadores estão desaparecidos.

Na costa ocidental do Iémen, as milícias leais ao antigo presidente iemenita Abd Rabbuh Mansur Hadi (aliado de Riade), apoiadas pela aviação saudita e dos Emirados Árabes Unidos, lançaram nos últimos dias uma forte ofensiva para conquistar o distrito de Duraihami, a sul da cidade de Hudaydah.

A operação contra esta zona densamente habitada teve início dois dias depois de a coligação liderada pelos sauditas a ter cercado. De acordo com as informações que chegam do local, a população civil tem sido um alvo constante dos ataques aéreos e de artilharia, segundo refere a agência Fars. (Abril)

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Autocarro escolar no Iémen foi atacado com bombas norte-americanas

Fragmentos de bombas MK-82, de fabrico norte-americano, são visíveis nas imagens que um jornalista divulgou do local onde um autocarro cheio de crianças foi atacado pelos sauditas, no Iémen.

Caças da coligação liderada pelos sauditas atingiram, no passado dia 9, um autocarro escolar na zona de Dahyan, na província iemenita de Sa'ada, provocando mais de 50 vítimas mortais – 40 das quais terão sido crianças, de acordo com as autoridades Hutis – e cerca de 80 feridos.

«Restos das bombas dos EUA que mataram as crianças iemenitas no mais recente massacre e crime de guerra saudita-norte-americano, de 9 de Agosto de 2018, em Sa'ada, Norte do Iémen», escreveu Nasser Arrabyee no Twitter [pic.twitter.com/z8bvadwncG – @narrabyee] a acompanhar as fotos dos fragmentos das bombas MK-82 que alegadamente foram retirados do local do bombardeamento contra o autocarro escolar. (Abril)

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Caças sauditas atacam autocarro com crianças no Iémen

Dezenas de crianças perderam a vida depois de caças sauditas terem atacado, esta quinta-feira, o autocarro em que seguiam, na província de Sa'ada, no Noroeste do Iémen.

Mais de cem vítimas civis numa semana
Na quinta-feira passada, caças da coligação liderada pelos sauditas atacaram o Hospital al-Thawra e o porto de pesca na cidade de Hudaydah, provocando cerca de 60 vítimas mortais e mais de 130 feridos. Yusuf al-Hazari, do Ministério da Saúde iemenita, classificou o ataque como «massacre».

Esta quarta-feira, a cadeia al-Masirah registou a ocorrência de mais um raide aéreo saudita no distrito de Harf Sufyan, localizado na província de Amran (Noroeste do Iémen), do qual resultaram sete vítimas mortais civis, segundo refere a agência Fars. (Abril)

domingo, 5 de agosto de 2018

Entre 1.500 y 3.000 mercenarios colombianos más combatirán en Yemen a sueldo de EAU

Las tropas colombianas que ahora están desplegadas en Yemen fueron seleccionadas de entre un grupo de unos 1.800 soldados latinoamericanos estacionados en una base militar en Emiratos Árabes Unidos. Han sido entrenados en el uso de lanzagranadas y vehículos blindados a disposición de las tropas emiratíes en Yemen.

La mayoría de los mercenarios colombianos fueron reclutados por Global Enterprise, una empresa colombiana dirigida por Óscar García Batte, un antiguo comandante de operaciones especiales que actualmente es subcomandante de la brigada de tropas colombianas enviadas por Emiratos Árabes Unidos para luchar en Yemen. (Diario Octubre)

sábado, 14 de julho de 2018

«La lucha de Yemen por su soberanía (III)»

[De Iñaki Urrestarazu] Algunas de las funciones que ha tenido para los EEUU el impulsar al Qaeda y el ISIS en Yemen del Sur, ha sido la desestabilización de Yemen, la creación de un estado de guerra permanente que de pie a intervenciones –como con drones por ejemplo, ya desde 2009 al menos- con Al Qaeda como coartada, para liquidar físicamente la militancia de izquierda, para crear confusión con el alineamiento secesionista oportunista de Al Qaeda al igual que el Movimiento del Sur, para introducir valores wahabistas reaccionarios entre la población, para fomentar el sectarismo y las guerras de religión entre chiíes (hutíes) y suníes, para asegurarse el dominio y el control sobre Yemen como territorio y como pais, como lugar geoestratégico de alta importancia para el control del transporte de hidrocarburos por el Golfo de Aden y el Mar Rojo, convirtiendo a Al Qaeda en uno de los principales guardianes de las reservas petrolíferas y de recursos del Sur para en su día ser utilizados por Arabia Saudita, EAU, EEUU y sus aliados occidentales dentro de los grandes planes de expansión y saqueo que tienen diseñados para la región.

El otro gran aliado que nunca puede faltar para estas tareas, son los Hermanos Musulmanes, el «alma» de Al-Qaeda, los suministradores de militancia para Al Qaeda, y siempre al servicio del imperialismo, y que en el caso de Yemen, se trata de la organización Al-Islah, quienes siempre han colaborado en las tareas represivas contra el chiismo, contra los hutíes y en 1994, en la guerra contra el Sur. (siriarenalde.org)

sexta-feira, 13 de julho de 2018

«La lucha de Yemen por su soberanía (II)»

[De Iñaki Urrestarazu] El 28 de julio de 2016, se constituye el Consejo Político Supremo (SPC por sus siglas en inglés) como organismo ejecutivo de dirección de Yemen formado por Ansarula y el Congreso Popular General de Saleh. Es un organismo compuesto por diez miembros y su presidente será Saleh Ali al-Sammad hasta que es asesinado en un ataque aéreo el 19 de abril de 2018. Cientos de miles de yemeníes, que según algunas fuentes rebasaban el millón, se manifestaron el sábado 20 de agosto de 2016 en Saná, la capital de Yemen, para expresar su fuerte apoyo a un cuerpo político recién formado para gobernar el país frente a la campaña militar saudí dirigida a reinstaurar en el poder al ex presidente Abed Rabbo Mansur Hadi. Un año más tarde, de nuevo, cientos de miles de personas se reúnen en la capital yemení, Saná, para conmemorar el tercer aniversario de la Revolución del 21 de Septiembre de 2014 en el país y condenar la sangrienta guerra saudí contra la nación. (siriarenalde.org)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

«La lucha de Yemen por su soberanía (I)»

[De Iñaki Urrestarazu] A finales de febrero de 2015 el dimitido presidente Hadi escapa de la capital Sanáa a la segunda ciudad más importante, Adén, ciudad que declaró la capital de facto. El 14 de marzo de 2015, los hutíes y otras fuerzas rechazan las conversaciones que quieren realizar en Riad, Arabia Saudita y los países del Consejo de Cooperación del Golfo para tratar de los problemas yemeníes. El 21 de marzo, al dia siguiente de dos atentados con bomba contra dos mezquitas en Yemen que mataron a al menos 142 chiitas, el movimiento revolucionario yemeni Ansarula anuncio una movilización pública y pidió al Ejército y a las fuerzas de Seguridad que hicieran frente al terrorismo takfiri.

Las fuerzas rebeldes, hutíes y fracciones del Ejercito posicionadas a favor del cambio, avanzan rápidamente hacia el control del Sur, tomando primero la tercera ciudad de Yemen, Taiz y luego Adén, el 23 de marzo de 2015, de donde Hadi huye a Arabia Saudita. Las fuerzas contra las que se enfrentan son los sectores suníes de los Hermanos Musulmanes –al Islah- y salafistas muy relacionados con Arabia Saudí, fuerzas de Al Qaeda y seguidores del militar islamista y fanático ultra, Ali Mohsen al-Ahmar, uno de los principales represores de los hutíes, pero que tras su derrota frente al avance de éstos en las inmediaciones del Palacio presidencial, se exilió en Arabia Saudita. De hecho los hutíes señalaron por su parte, que el motivo detrás del avance no era dominar el país, sino unir al país contra Al Qaeda y el ISIS que poseen un considerable poder en la región suroeste del país, liquidar el poder de Hadi y plasmar la Declaración Constitucional, logrado lo cual se retirarían al Norte. (siriarenalde.org)

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Unicef alerta para situação extrema das crianças no Iémen

Num dia em que vários ataques dos sauditas provocaram quase duas dezenas de mortos, a directora executiva da Unicef alertou para as condições extremas que as crianças iemenitas enfrentam.

De acordo com a Unicef, as crianças representam metade dos cerca de 22 milhões de iemenitas que necessitam de ajuda humanitária para sobreviver.

Fore salientou que os receios existentes sobre o colapso dos sistemas de Saúde e de Educação no Iémen «já se concretizaram». «Já ultrapassámos isso», afirmou, precisando que, desde 2015, 1500 escolas foram destruídas na sequência de ataques aéreos e bombardeamentos, as instalações de saúde foram reduzidas a metade, as condições existentes nas actuais são extremamente precárias e muitos docentes e trabalhadores da Saúde não recebem há mais de dois anos. (Abril)

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Hutis contra-atacam em Hudaydah e afirmam ter aeroporto em seu poder

De acordo com a Al-Masdar News, as tropas hutis lançaram uma grande contra-ofensiva, esta quinta-feira, na província de Hudaydah, recuperando várias áreas cujo controlo tinham perdido para as milícias apoiadas pelos Emirados Árabes Unidos (EAU) e pela Árabia Saudita, no contexto da ofensiva que estes lançaram contra Hudaydah há dez dias.

Entretanto, ontem de manhã, militares do Exército do Iémen e do Movimento Ansarullah afirmaram que ainda controlam o aeroporto de Hudaydah, uma cidade estratégica localizada à beira do Mar Vermelho, por onde passa mais de 70% das importações do Iémen e principal via de entrada da ajuda humanitária que chega a um país que há mais de três anos é alvo de uma guerra de agressão, com o apoio do Ocidente, nomeadamente dos EUA, do Reino Unido e da França. (Abril)

quinta-feira, 21 de junho de 2018

UAE officers sexually torture Yemeni prisoners: Report

Hundreds of detainees have suffered torture and sexual abuse by the Emirati officers at the jails Abu Dhabi runs in war-torn Yemen, a report reveals.

Citing victims and witnesses, the Associated Press reported Wednesday that the detainees, who are held without charges, have been sodomized, raped, probed and stripped down in at least five prisons. (PressTV)

terça-feira, 19 de junho de 2018

Sauditas bombardeiam sem parar aeroporto de Hudaydah

De acordo com canal em língua árabe Al-Masirah, os sauditas têm estado a bombardear intensamente as zonas ocidental e norte do aeroporto de Hudaydah. Esta cidade iemenita, localizada junto ao Mar Vermelho, encontra-se em poder do movimento Huti Ansarullah desde 2014 e, segundo a TV referida, as suas tropas ainda se mantêm firmes na defesa das instalações aeroportuárias.

Hudaydah, com cerca de 600 mil habitantes, é considerada uma cidade estratégica, na medida em que por ela passam mais de 70% das importações do país árabe e o seu porto é a principal via de entrada de ajuda humanitária no Iémen.

Por isso, quando, há sete dias, as milícias leais ao antigo presidente Abd Rabbuh Mansur Hadi, apoiadas pela aviação saudita e, no terreno, por tropas sudanesas e dos Emirados Árabes Unidos (EAU), lançaram uma ofensiva sobre Hudaydah, as Nações Unidas deram o alerta: não só os ataques podiam provocar mais de 250 mil mortos entre os residentes na cidade, como a crise humanitária no Iémen, considerada a mais grave do mundo pela ONU, se poderia agravar.

De acordo com Al-Masdar News, os ataques incessantes dos sauditas provocaram enormes danos no aeroporto, mas as tropas hutis continuam a resistir. No entanto, refere a mesma fonte, as milícias iemenitas apoiadas pelos EAU conseguiram avançar noutros pontos do distrito de Hudaydah.

A Reuters e a agência WAM (dos EAU) informam que estas milícias conseguiram entrar, hoje, no aeroporto, após duros combates com as forças do movimento Ansarullah. No entanto, a informação é desmentida por estes últimos, que afirmam ter repelido os ataques e infligido pesadas baixas entre as tropas inimigas, segundo refere a PressTV. (Abril)

domingo, 27 de maio de 2018

ONU alerta para degradação da situação humanitária no Iémen

Após três anos de guerra de agressão, o Iémen vive a pior crise humanitária do mundo. A situação agrava-se com as restrições da Arábia Saudita à importação de alimentos e combustível, denucia a ONU.

O funcionário das Nações Unidas mostrou-se «particularmente preocupado com a diminuição recente das importações comerciais de comida através dos portos do Mar Vermelho», que se situam «em médias bem inferiores às do tempo anterior ao bloqueio».

Recorde-se que a coligação liderada pela Arábia Saudita impôs um bloqueio ao Iémen por ar, mar e terra, alegando querer impedir a importação de armas pelo movimento Ansarullah. Sob pressão internacional, o bloqueio foi levantado, mas as inspecções aos navios «são agora mais apertadas». (Abrilabril)