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domingo, 6 de setembro de 2020

«O negócio do hidrogénio»

[De Demétrio Alves] Quando, finalmente, poderia haver uma sensível e notória baixa regulatória nas tarifas, poderá instalar-se um novo ciclo de financiamento aos privados a propósito do hidrogénio e da transição em geral.
[…]
As grandes petrolíferas, gasistas, carboníferas e elétricas, não estão preocupadas com o tipo de energia primária que exploram. Aquilo em que estão concentradas é no lucro. Se fizerem melhores negócios com o sol e o hidrogénio, adaptam-se e mudam de ramo. Até porque o ciclo levará décadas. (resistir.info)

sábado, 29 de agosto de 2020

«Chantagem na Saúde»

[De Manuel Gouveia] Uma realidade que igualmente implica que, se o Estado deixasse de financiar o sector privado, este entraria em colapso imediato, tramando os capitalistas da saúde. Porque em Portugal não existe simplesmente o «mercado» capaz de alimentar os apetites por lucros dos grandes grupos monopolistas (e onde esse mercado existe, como nos EUA, ele assenta na capacidade do Estado de manter dezenas de milhões afastados do acesso à saúde, e outros tantos completamente esmagados pelos custos do mesmo). (avante.pt)

sábado, 22 de agosto de 2020

Trabalhadores dos Correios no Brasil em greve pelos direitos e contra a privatização

No contexto da pandemia, os trabalhadores perderam direitos e salários. Com o apoio da Justiça, a administração revogou ou retirou parcialmente 70 das 79 cláusulas vigentes no Acordo Colectivo de Trabalho.

A administração da empresa estatal alega que a situação se impõe em função da «crise financeira ocasionada pela pandemia», mas a Federação sindical lembra outras contas, referindo que os Correios registam um maior volume de rendimentos devido ao crescimento das entregas durante a quarentena, e estimando que, até ao fim do ano, os Correios tenham um lucro de 800 milhões de reais (mais de 121 milhões de euros). (Abril)

Ver tb.: «STF vota contra apelo dos trabalhadores e greve dos Correios continua» (Brasil de Fato)

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Oposição bielorrussa: nacionalismo e privatizações para lá das «caras simpáticas»

A Bielorrússia está na berlinda mediática, mas não para explicar o programa da oposição: privatizações, perda de direitos laborais, integração nas estruturas ocidentais... O jornalista Bojan Tsonev leu as propostas.

«A situação económica, já de si difícil devido à pandemia de Covid-19, agravar-se-ia», defende Bojan Tsonev ao ser confrontado com o conteúdo das propostas da oposição, alertando que a Bielorrússia poderia ficar condenada a repetir experiências já ocorridas na Europa de Leste: «privatizações selvagens, descida do nível de vida, criminalidade, crescendo do nacionalismo, do conservadorismo e do anticomunismo, aumento da emigração, servilismo económico, entre muitos outros efeitos adversos». (Abril)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

«Prou governar per a les elits! Hi ha una altra manera de viure»

[De Endavant / CAS: «Basta de gobernar para las élites! Hay otra manera de vivir»] La pandèmia de la Covid-19 ha fet evident que el capitalisme és incompatible amb la vida. En un moment en el qual era necessari dur a terme mesures valentes per tal que la factura social no recaigués en les treballadores, el règim borbònic del 78 ―i, per conseqüència, les autonomies― han salvaguardat el sistema econòmic per sobre de les necessitats de les classes populars.

Així doncs, hem vist com, en lloc d’agafar el control de la sanitat privada i passar recursos cap a la pública, s’ha fet just el contrari: els governs autonòmics han liquidat milers d’euros a la sanitat privada. / Ver: lahaine.org

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Chile: Manifestações denunciam política da morte de Piñera

Em entrevista exclusiva, a sindicalista Amália Pereira, da CUT-Chile, assinalou que a massiva mobilização ocorrida no exato momento em que Piñera realizava sua «prestação de contas ao Congresso», destacou «a determinação do povo chileno de defender a sua vida e o seu patrimônio, ameaçado de privatização e desnacionalização, e garantir que seja colocado a serviço dos interesses de todos».

É este o clamor que explica as barricadas que se ergueram de Norte a Sul, com o protesto se vestindo de luto – com mantos pretos – e «rechaçando o pacote de medidas neoliberais, em meio ao agravamento das condições sanitárias e da multiplicação dos mortos por covid-19», sublinhou Amália Pereira. (vermelho.org.br)

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O golpe na Bolívia e a luta do povo de Uyuni para salvar o lítio

O governo de Morales assumiu uma posição de cautela com as reservas de lítio, tendo deixado claro que o precioso recurso não devia ser entregue às multinacionais, que os lucros deviam partilhados com o povo boliviano e que qualquer acordo deveria passar pela Comibol, a empresa mineira nacional, e com a Yacimientos de Litio Bolivianos (YLB), a empresa nacional de lítio.

Quando se deu o golpe apoiado pelos EUA, a Bolívia estava a iniciar a industrialização do processamento dos produtos finais, pela mão da empresa nacionalizada YLB. Revertendo as orientações anteriores, o governo golpista já anunciou que pretende convidar inúmeras empresas multinacionais para o Salar de Uyuni, os grandes planaltos de sal, na região de Potosí, onde ficam as reservas do metal precioso. (Abril)

quarta-feira, 22 de julho de 2020

«A comercialização da violência nos EUA»

[De Alberto Piris] A sociedade dos EUA é há muito fortemente militarizada. O papel central assumido pelo complexo militar-industrial ajuda a compreender esse fenómeno: a guerra e a violência armada são componentes nucleares do imperialismo EUA. O que vem surgindo com maior nitidez nos últimos tempos é que a grande burguesia EUA, que vem privatizando parte dos instrumentos da violência de Estado, tem montado um dispositivo de guerra contra o seu próprio povo. (odiario.info)

quinta-feira, 16 de julho de 2020

«Comisión de Reconstrucción de la Sanidad: aún ahora, la privatización avanza»

[De Ángeles Maestro e Juan Antonio Gómez Liébana] La privatización de la sanidad, la que no es citada ni una vez en las Conclusiones de esta Comisión, insistimos, goza de buena salud. Como muestra, en el periodo 2014-2018, el crecimiento de la facturación de los hospitales privados no benéficos fue de casi 1.000 millones de euros, un crecimiento del 16,71%. Al mismo tiempo, los seguros privados han aumentado el número de pólizas en casi un 15% entre 2015 y 2019, llegando a superar ya los 10 millones, mientras el volumen de las primas de las compañías ha crecido un 20%.

La Coordinadora Antiprivatización de la Sanidad lleva desde 2004 luchando por la incompatibilidad absoluta entre sanidad pública y negocio privado y exigiendo un sistema público planificado en función de objetivos de salud con participación de la población. (lahaine.org)

quinta-feira, 11 de junho de 2020

«El capitalismo ha transformado la medicina en un negocio sometido a las leyes del mercado, no de la salud»

[De Juan Manuel Olarieta] Los abigarrados protocolos de la FDA (Food and Drug Administration) imponen lo que es una droga que hay que prohibir, lo que es un alimento que se puede ingerir y lo que es un fármaco que se debe prescribir. Dicen lo que es sano y lo que es pernicioso; lo que deben hacer y lo que no, tanto los médicos y pacientes como los gobiernos; lo que es salud y lo que es enfermedad, siempre basándose en criterios que sólo son realmente científicos si coinciden con los intereses económicos de las empresas farmacéuticas. (insurgente.org)

segunda-feira, 25 de maio de 2020

«EUA despedem médicos e encerram hospitais»

[De António Santos] O sistema nacional de Saúde dos EUA, geneticamente injusto e deficitário, encontra-se agora à beira do colapso. Porque este sistema assenta em seguros de saúde privados contratados pelos patrões, os trabalhadores só têm acesso à saúde se estiverem empregados.

Contudo, o que empurrará para o precipício todo o sistema de saúde é a sua própria natureza. Em plena pandemia, num momento em que os profissionais de saúde nunca foram tão necessários, o número de médicos e enfermeiros desempregados atingiu o valor mais alto de sempre desde a Grande Depressão. (avante.pt)

sábado, 23 de maio de 2020

«Mão invisível»

[De Jorge Cadima] Nos EUA, expoente máximo do capitalismo, a perversidade desse modo de produção é tal que, em plena pandemia, «uma das surpreendentes vítimas empresariais da crise do coronavírus podem vir a ser algumas das empresas que fornecem mão de obra para os hospitais».

O ‘mercado’ está de novo a meter a sua ‘mão invisível’ no nosso bolso. Querem usar a pandemia para agravar brutalmente a concentração de riqueza e a exploração. A verdadeira cura será o enterro definitivo dessa gigantesca sanguessuga que parasita o planeta. E que tem nome: capitalismo. (odiario.info)

quinta-feira, 7 de maio de 2020

«O Unicórnio»

[De Manuel Gouveia] Era tão bom encontrar um unicórnio. Fosse azul como o do Pablo Milanes, ou de outra cor qualquer, como os da Ally Mcbeal.

Da mesma forma, eu seria o primeiro em saudar o facto de se ter – finalmente – encontrado esse extraordinário Ministro que seria simultaneamente do PS e praticante de uma política de esquerda.

O último candidato a tal maravilha chama-se Pedro Nuno Santos, e este semana apareceu a defender a nacionalização da TAP na sequência do inevitável apoio que esta terá de receber para sobreviver.

Mas qualquer caçador de unicórnios sabe que é muito fácil pintar um cavalo de azul e colar-lhe um corno na cabeça. Também no caso dos Ministros é preciso raspar a superfície mediática da coisa. (avante.pt)

sábado, 2 de maio de 2020

«Parásitos»

[De Ángeles Maestro] La gran cantidad de muertes evitables de las últimas semanas ha permitido que muchas personas tomen conciencia - y esa es una de las pocas cosas que hay que agradecer a la actual epidemia – de las enormes carencias de la sanidad pública y de que éstas son el resultado de un largo proceso de desmantelamiento. Y es obvio que el mortífero virus no es responsable de ello.
[…]
¿Puede soñar el capital algo mejor que contar con financiación pública, tener la clientela asegurada, poder imponer condiciones de precariedad laboral, supeditar los recursos ofertados a la obtención de beneficios y seleccionar pacientes rentables? (lahaine.org)

quarta-feira, 29 de abril de 2020

EUA: trabalhadores da saúde denunciam resposta à pandemia de Covid-19

Trabalhadores da saúde, sobretudo enfermeiros, dos EUA apresentaram 40 queixas, esta terça-feira, em que afirmam ter sido obrigados a trabalhar com equipamentos defeituosos e a racionar máscaras e batas.

As queixas foram formuladas por membros da secção de Saúde da Federação Americana de Professores (AFT, na sigla em inglês), que representa cerca de 112 mil profissionais da Saúde, mais de metade dos quais enfermeiros, e foram apresentadas junto da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA, na sigla em inglês) para denunciar que as entidades patronais foram incapazes de proteger os trabalhadores «na linha da frente» da luta contra a pandemia de Covid-19. (Abril)

quinta-feira, 9 de abril de 2020

«Dez razões para uma catástrofe americana»

[De António Santos] Quando Marx escreveu que «há algo podre na essência de um sistema que aumenta a riqueza sem diminuir a miséria», não poderia ter imaginado o engenho com que esse sistema conseguiria esconder tanta miséria sob a casca da riqueza.
[…]
De costa a costa, somam-se sinais de uma veloz desagregação: nunca a taxa de desemprego cresceu tanto em tão pouco tempo — em duas semanas dez milhões de pessoas perderam o trabalho; nunca os índices de criminalidade aumentaram tão rapidamente — só na última semana, o número de crimes aumentou 20 por cento e nunca se venderam tantas armas em tão pouco tempo — uma explosão de 80 por cento num só mês. (avante.pt)

terça-feira, 7 de abril de 2020

«Ataúdes llenan calles de Guayaquil porque familiares no pueden pagar elevados gastos funerarios»

Las imágenes de los féretros en las calles de Guayaquil, en Ecuador, en medio de la pandemia mundial, han impactado al mundo entero que, por asociación de ideas, supone que habrán muerto de lo único que se mueren hoy las personas: por culpa del coronavirus.

Los medios van de un engaño a otro. Hace ya un año, al menos, que los vecinos decidieron abandonar los ataúdes de sus difuntos en las calles porque la muerte es otro negocio privado y la población no puede pagar los exorbitantes gastos funerarios. / Mais info: MPR

segunda-feira, 30 de março de 2020

«Agarrem-me senão vou-me a eles!»

[De Miguel] Ora, Costa sabe tão bem quanto eu que o «projecto europeu» não tem leis de solidariedade, não tem mecanismos de unidade e de partilha popular, não tem circuitos de mercado para produtos dos modos de produção não capitalistas, não tem espaço para a legislação laboral determinada pelo sindicato, não tem espaço para a intervenção estatal a não ser que para salvar monopólios, financeiros e não financeiros.
[…]
A resposta da União Europeia a esta crise, ainda que possa vir a ser concertada e planificada no plano da saúde pública, será sempre no sentido de salvaguardar os interesses da classe que a domina: a grande burguesia. As medidas desta União não podem ser outras, caso contrário, esta seria outra União. (manifesto74)

domingo, 29 de março de 2020

«Dois discursos, uma vacina»

[De Filipe Diniz] Nas actuais circunstâncias há dois discursos que é indispensável denunciar. Um é o da «emergência generalizada» que – sendo o patronato português o que é – serve de pretexto para uma roda livre contra os direitos dos trabalhadores. E – sendo a reacção portuguesa o que é – inspira cavalarias mais altas na restrição de direitos e liberdades.

Para a UE, as liberdades básicas do capital têm prioridade sobre o direito básico à saúde. O resultado está à vista.

Queira ou não Augusto Santos Silva, não há «estado de emergência» que oculte o desinvestimento e a privatização, ou a alienação de instrumentos de política económica e monetária sem os quais não haverá saída nacional para a crise. (avante.pt)

sábado, 28 de março de 2020

«Hipócritas»

[De Anabela Fino] Face à pandemia, ouvimos políticos como Macron a falar de «guerra sanitária» e a moblizar o exército para levar doentes para hospitais de campanha, sem um resquício de arrependimento por ter suprimido em três anos 4172 camas em 3000 serviços de saúde pública, dando de resto seguimento à política do seu antecessor François Hollande, que suprimiu 17 500 camas em 95 centros de saúde. (avante.pt)