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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Pitu: «EH é um laboratório de repressão e o que aqui funcionou será aplicado no Estado»

[«EH es un laboratorio represivo, y las cosas que aquí les han funcionado las aplicarán en el Estado»; entrevista de David Bou, do meio de comunicação catalão directa.cat]

Pitu es un periodista navarro que pertenece al colectivo comunicativo ahotsa.info. Vecino de Noain pero natural de Iruñea, pasó un año y medio en prisión preventiva por su labor periodística en la página web antirepresiva apurtu.org. Después de pagar la fianza que le impusieron recobró su libertad, en un caso que finalmente no llegó a juicio y acabó archivado por la Audiencia Nacional española. / Ler: ahotsa.info

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Ekinklik: urte bat irudietan / um ano em imagens

2013: urte bat irudietan / un año en imágenes
Un Año En Imágenes 2013 Urte Bat Irudietan from ekinklik argazkiak on Vimeo.
A exposição «Urte bat irudietan», do colectivo fotográfico Ekinklik Argazkiak, encontra-se em exibição até 31 de Janeiro no espaço Kalaska, da Zabaldi, na capital navarra.
Esta sexta, 24, terá lugar a apresentação, às 19h30. / Ver: zabaldi.org e sanduzelai_leningrado

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Os trabalhadores do Apurtu perguntam ao Estado como vão ser ressarcidos

Os quatro detidos na operação policial que implicou o encerramento do Apurtu.org deram hoje uma conferência de imprensa em Iruñea, acompanhados por jornalistas de outros órgãos de comunicação encerrados e representantes do movimento popular, depois de, no sábado passado, a Audiência Nacional espanhola ter decidido arquivar o processo judicial, considerando que não havia provas suficientes para levar o caso a julgamento.

Oihane Odria, Edurne Sauza, Koldo García e Miguel Ángel Llamas, Pitu, recordaram que, quando foram detidos, ficaram sem câmaras de vídeo e fotografias, discos rígidos e material de interesse político e jornalístico, para além de objectos pessoais. Tiveram de pagar uma fiança e comparecer semanalmente em tribunal, e ficaram proibidos de sair do Estado espanhol. Para além disso, Llamas passou 18 meses na cadeia.

«Agora, três anos depois, dizem-nos textualmente que não há elementos suficientes para ir a julgamento. Como é possível encerrar um meio de comunicação, prender as pessoas que nele trabalham e depois vir dizer "lamentamos, mas não temos provas suficientes contra vocês, o caso fica arquivado"?», perguntaram. «Como é que o Estado nos vai ressarcir por toda esta montagem?», insistiram.

Os ex-arguidos criticaram os meios de comunicação que divulgaram amplamente a operação contra o Apurtu.org e que hoje não apareceram na conferência de imprensa para divulgar o arquivamento do processo. No local, havia cadeiras vazias com os nomes dos que participaram na onda de criminalização contra o Apurtu.org e que primaram pela ausência. «Queremos afirmar que esses meios de comunicação seguem os ditames do Governo no que à chamada luta antiterrorista diz respeito, e hoje voltaram a demonstrá-lo», salientaram.

Afirmaram também que a AN espanhola decretou o encerramento da Ateak Ireki tendo por base um informe da Guarda Civil que ligava esta página informativa ao Apurtu.org. «Se agora dizem que não há provas contra o Apurtu.org, exigimos o fim de todas as acções judiciais contra a Ateak Ireki e que este meio de comunicação possa realizar o seu trabalho sem qualquer problema», salientaram, sublinhando também a necessidade de que Nafarroa tenha um meio informativo deste tipo - e por isso deram o seu apoio à campanha Ahotsa Behar Dugu [precisamos de voz].

Para além disso, reclamaram o fim das perseguições por motivos políticos, recordando que, actualmente, há mais de 200 bascos envolvidos em processos judiciais na Audiência Nacional.

Declarações de Pitu Ver: naiz.info e ateakireki.com

sábado, 28 de dezembro de 2013

Arquivado o processo contra o Apurtu.org

Foram retiradas as acusações contra quatro imputados no processo. Miguel Ángel Llamas, Pitu, passou 18 meses na cadeia.

Em Janeiro de 2011, o juiz da AN espanhola Fernando Grande-Marlaska decretou o encerramento da página Apurtu.org. No dia 18 desse mês, a Polícia Nacional espanhola prendeu quatro pessoas, acusando-as de fazer parte do «aparelho de propaganda» da Askatasuna por gerirem a dita página. Um deles, Miguel Ángel Llamas, Pitu, passou um ano e meio na cadeia. Koldo García, Edurne Sauzo e Ohiana Odria eram os outros acusados. O processo foi arquivado sem ter havido julgamento.

Os membros do Apurtu.org já antes tinham denunciado a «criminalização» que lhes era movida. Em 2009, a página foi alvo de um ataque informático que a deixou fora de acção várias semanas. Na sequência do encerramento desta página informativa nasceu o portal Ateak Ireki, que a AN espanhola mandou encerrar a 13 de Novembro último. / Ver: Berria e naiz.info [Muxu bat guztioi.]

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Três militantes independentistas vão ser libertados nas próximas horas

Depois de ontem terem sido libertados sob fiança oito militantes independentistas, detidos em Setembro de 2010, espera-se que nas próximas horas sejam libertados Patxi Arratibel (Etxarri), Iker Moreno (Burlata) e Miguel Angel Llamas, Pitu (Noain).

Arratibel, Moreno e Pitu foram detidos com mais sete pessoas no âmbito de operações levadas a cabo em Janeiro de 2011 pela Guarda Civil e pela Polícia espanhola em Hego Euskal Herria - contra o Ekin e a página apurtu.org, respectivamente.
A operação contra o Ekin, em que participou um grande número de agentes fortemente armados, centrou-se sobretudo em Iruñerria [Comarca de Pamplona] e foi decretada pelo juiz Fernando Grande-Marlaska. Os detidos afirmaram ter sido vítimas de torturas durante o período em que estiveram incomunicáveis. Gorka Mayo, detido no âmbito desta operação policial, ficou em liberdade na terça-feira passada.

Também no dia 18 de Janeiro de 2011 - uma semana depois de a ETA ter declarado o cessar-fogo «permanente, geral e verificável» - a Polícia espanhola deteve quatro pessoas ligadas ao órgão de comunicação apurtu.org, cujo encerramento foi decretado. Dos quatro detidos, só Miguel Angel Llamas, Pitu, se encontrava ainda na prisão. / Fonte: ateakireki.com / Ver também: Berria / Notícia actualizada: Gara

Porque fecharam a apurtu.org?

Fonte: ateakireki.com

A Etxerat afirma que o estado de saúde de Iosu Uribetxebarria é grave
Numa conferência de imprensa que hoje decorreu em Donostia, a Etxerat chamou a atenção para a gravidade do estado de saúde do preso político arrasateara Iosu Uribetxeberria. O seu médico, Endika Intxausti, disse que o preso foi levado há uma semana para o hospital de León (Espanha) e que ainda não recebeu um diagnóstico médico. Tem dois nódulos num pulmão e outro na cabeça. Os familiares conseguiram vê-lo duas vezes, mas apenas por meia hora.

Uribetxeberria tem cancro no rim desde 2005. Foi operado, tendo-lhe sido retirado o rim esquerdo. Em solidariedade com o preso e para denunciar a situação em que se encontra, foi convocada uma manifestação para amanhã em Arrasate (Gipuzkoa). / Fonte: Berria / Ver também: naiz.info

Ondarru! A AN espanhola absolveu cinco pessoas e condenou quatro
A Audiência Nacional espanhola absolveu e decretou a libertação imediata de Zunbeltz Bedialuneta e Igor Martin. Foram julgados este mês e, tal como eles, Jon Iñaki Esnaola, Xeber Uribe e Olatz Lema também foram absolvidos.
Já o mesmo não se passou com Ibon Iparragirre, Asier Badiola, Urtza Alkorta eta Javier Zubizarreta. Iparragirre e Badiola foram condenados a dez anos de prisão, acusados «integração em grupo terrorista» e de dois crimes de «danos terroristas». Alkorta foi condenada a cinco anos de prisão, acusada de «colaboração», e Zubizarreta foi condenado a três anos, acusado de «crime contra a saúde pública». Foram, ainda assim, absolvidos de várias outras acusações. Já passaram dois anos e meio na prisão.
Durante o julgamento, os arguidos afirmaram ter sido brutalmente torturados. Na sentença afirma-se que deviam ter sido aplicadas as medidas solicitadas pela defesa enquanto os detidos se encontravam incomunicáveis, «por forma a facilitar o controlo do período de incomunicação». / Oihana ELDUAIEN / Fonte: BERRIA / Fotos: Ongi etorri a Zunbeltz e Igor (EinDaigunBidi)

Adenda: a defesa de Urtza Alkorta, condenada a cinco anos e com metade da pena cumprida, divulgou hoje que interpôs um recurso com vista à sua libertação preventiva, esperando-se que possa estar cá fora já neste sábado ou, o mais tardar, no domingo (EinDaigunBidi)

Ver também: «Blusas e neskas homenageiam os familiares dos presos políticos em Gasteiz», de Ion SALGADO (Gara)

terça-feira, 24 de julho de 2012

APURTU TELEBISTA


errealitatea beste modu batez ikusteko
uma outra forma de ver a realidade

segunda-feira, 4 de junho de 2012

EPPK-ren adierazpena / Declaração do EPPK


Declaração em euskara (etengabe) / Declaração traduzida para castelhano (boltxe.info)

Leituras:
«A Etxerat fez uma apreciação da declaração do EPPK», de Etxerat elkartea (etxerat.info)
A Associação Etxerat quer dizer que a declaração feita pelo EPPK [Colectivo de Presos Políticos Bascos], composto pelos nossos familiares e amigos, constitui um passo em frente, considerando muito importante tanto o debate interno realizado como as conclusões que agora foram tornadas públicas.

«Es tiempo de lucha – EPPK», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La estrategia penitenciaria española y francesa ha sido superada y desactivada por el colectivo de presos, mientras que es un clamor en la sociedad vasca el cese de las medidas de excepción carcelarias.

«Que puedan volver», de Patxi ERDOZAIN (ateakireki.com)
Quizás la palabra «deportados» no nos diga mucho en estos tiempos. Para muchas personas será una palabra desconocida, para otras será algo de la historia lejana. Pero hoy hay personas de Euskal Herria deportadas.

Em Noain, exigem a libertação de Pitu, na prisão por gerir a página Apurtu.org
Cerca de cinquenta pessoas concentraram-se na sexta-feira em Noain (Nafarroa) para reclamar a libertação do seu conterrâneo Miguel Angel Llamas, Pitu, que foi detido e encarcerado em Janeiro de 2011, sendo acusado de gerir o portal Apurtu.org. À concentração juntou-se a plataforma que organiza os actos comemorativos da Batalha de Noain, com a qual Pitu colaborava antes de ser preso por causa do seu trabalho informativo. / Fonte: ateakireki.com

Contra a prisão perpétua, em Baiona
Na quinta-feira passada, cerca de 60 pessoas juntaram-se frente à Câmara Municipal de Baiona para reclamar a liberdade do seu conterrâneo Ion Kepa Parot, encarcerado há 21 anos. A sua libertação já foi recusada três vezes, e a apreciação de um recurso, que era para ter ocorrido na quinta-feira, foi adiada para dia 18 de Junho. Fonte: Lejpb

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Pitu Etxera! (não vais ficar indiferente)

Era un altavoz para denunciar las torturas, la guerra sucia, los abusos policiales, la dispersión. Y era también un foco de luz sobre este lodazal en el que navegan nuestros derechos civiles y políticos: ilegalizaciones, pucherazos electorales, prohibiciones de actos, cierre de medios de comunicación, multas, agresiones, vetos, censuras…

Tras varias campañas de criminalización, el 18 de enero de 2011 cuatro personas fueron detenidas e incomunicadas por la Policía Nacional acusadas de gestionar esta web, y uno de ellos, Miguel Angel Llamas, Pitu, fue encarcelado y dispersado.

Para redondear el atropello, el juez Grande-Marlaska emitió un auto decretando el «bloqueo preventivo» de la web por espacio de cuatro meses, además de la clausura de los canales de video en Youtube, el perfil de Facebook, la cuenta de Yahoo… De hecho, Apurtu.org desapareció de la red, y las semanas siguientes fueron cayendo el resto de las fichas de la censura.

Fue otro cierre «preventivo» de un medio de comunicación, otro altavoz apagado por el griterío ultra de que «todo es ETA», otro sabotaje al derecho que tenemos todos y todas a informar y ser informadas en un ámbito de libertad de expresión, donde el delito no sea denunciar las torturas sino torturar.

Desde entonces, Pitu sigue encarcelado, dispersado y sin derechos, y eso que ni siquiera ha sido juzgado.

Por eso, desde Ateak Ireki os animamos a gritar por la libertad de expresión y por la libertad de Pitu.

Fonte: lahaine.org

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Familiares pedem o fim dos julgamentos e a libertação dos encarcerados pela sua actividade política

Dezenas de pessoas concentraram-se ontem de manhã frente à sede do PP em Iruñea para pedir o fim dos julgamentos políticos e a libertação dos 29 navarros e navarras que se encontram na prisão por causa da sua alegada militância em diversas organizações: Segi, Batasuna, Ekin, Askatasuna, entre outras.

A convocatória foi feita por vários pais e mães de jovens perseguidos pela sua militância política. Este grupo começou a organizar-se em 2008, quando se tornou pública uma «lista negra» com os nomes de 20 jovens que corriam o risco de ser detidos. E, desde então, têm vindo a trabalhar para «que os deixem em paz e que todas as pessoas possam fazer política em liberdade».

Neste período de tempo, essa lista negra e outras mais transformaram-se em operações contra diversas organizações. Foram detidas 79 pessoas em Nafarroa desde 2007 (61 sob regime de incomunicação), 46 das quais afirmaram ter sido torturadas (algumas chegaram a sofrer abusos sexuais), 51 foram encarceradas, 29 ainda continuam na prisão e centenas de milhares de euros foram pagos em fianças para a libertação dos restantes.

Após a operação policial de Janeiro do ano passado, que se saldou com dez detidos e novas denúncias de tortura, este grupo de pais e mães decidiu concentrar-se todas as semanas frente à sede do PSOE para «exigir o fim da perseguição à juventude». Escolheram a segunda-feira pelo facto de quase todas as operações policiais terem ocorrido na madrugada desse dia da semana.

Com a mudança de governo, a concentração mudou-se para a sede do PP, «porque a triste realidade é que continuam a perseguir as pessoas por fazerem política: detenções, julgamentos, encarceramentos...»

Denunciaram também o recurso «abusivo» à prisão preventiva. «Não existe qualquer razão objectiva para manter estas pessoas na prisão: não há risco de fuga nem de reiteração delitiva, ou possibilidade de ocultar provas. E torna-se ainda mais incompreensível que continuem na prisão se atendermos ao novo cenário político em que vivemos», referiram.

Por isso, encorajaram as pessoas a mobilizar-se pela sua liberdade e a participar na manifestação que terá lugar este domingo em Burlata (12h30, a partir da Askas plaza), na qual vão reclamar a libertação de Iker Moreno, Oihana Lopez e Xabier Arina, habitantes dessa localidade navarra que se encontram há mais de um ano em prisão preventiva por causa do seu trabalho no movimento juvenil. / Notícia completa: ateakireki.com

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Os verificadores internacionais confirmam a vontade da ETA e revelam contactos directos com a organização

A Comissão Internacional de Verificação (CIV) acaba de emitir um relatório, no final da sua visita de dois dias a Euskal Herria. Contrariamente às dúvidas lançadas pelo Governo espanhol, a nota final realça que a «ETA não tem qualquer intenção de cometer ou organizar actos de terrorismo [sic] ou violência no futuro». Como é sabido, o grupo é composto por seis personalidades destacadas no âmbito da resolução de conflitos em todo o mundo. / Mais info: Gara

Comunicado da Comissão Internacional de Verificação (cas) (pdf)

Estrasburgo condena o Estado francês a indemnizar cinco presos políticos por não serem julgados num prazo razoável
O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem condenou o Estado francês a indemnizar cinco cidadãos bascos que não viram respeitado o direito a serem julgados num prazo razoável. Todos eles passaram mais de cinco anos em prisão preventiva antes de serem julgados. Trata-se de Ismael Berasategi, Felix Esparza, Kandido Sagarzazu, Inocente Soria e Lorentxa Guimon. / Ver: Gara / Notícia mais desenvolvida: Gara

Pitu na prisão: «Zaindu maite duzun hori»
[Cuida do que amas] A companheira e a irmã de Miguel Angel Llamas, Pitu, encarcerado por gerir a página Apurtu.org, dizem-nos o que a sua detenção representou para a família, e como convivem com a dispersão. / Documentário feito por Koldo García, uma das quatro pessoas detidas na operação contra esta página de informação online. / Fonte: ateakireki via lahaine.org

Aproximação dos presos: sobre a aprovação de um projecto de lei na Assembleia Nacional francesa

«L’Assemblée nationale fait un pas symbolique vers le rapprochement des prisonniers basques», de Pierre MAILHARIN (Lejpb)

«Los diputados franceses votan una ley que permitirá acercar a los presos», de Arantxa MANTEROLA (Gara)

«¿Ha vuelto Jaime Mayor Oreja al Ministerio de Interior?», de Iñaki IRIONDO (Gara)

domingo, 22 de janeiro de 2012

Porque fecharam a página Apurtu.org?

Pitu askatu! Adierazpen askatasuna!

Para os actos convocados ao longo desta semana, em Noain (Nafarroa), foram editados diversos vídeos. Este foi projectado na sexta-feira, antes de uma mesa-redonda sobre liberdade de expressão que decorreu na sociedade Txarrantxulo. / Fonte: ateakireki.com

Manifestação em Noain (Nafarroa), ontem à tarde, para protestar contra o encarceramento de Miguel Ángel Llamas, Pitu, e das restantes pessoas detidas na operação policial de há um ano, «por fazerem parte da estrutura de propaganda da Askatasuna» e, no caso de quatro deles, por gerirem a página Apurtu.org. (Gara / Iñigo URIZ / ARGAZKI PRESS)

Reportagem: «Un año secuestrado por informar. Adierazpen askatasuna!!» (ekinklik.org via kaosenlared.net)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

A Apurtu.org foi fechada há um ano

Havia uma vez em Nafarroa uma página que assumiu o compromisso de mostrar os trapos sujos desta democracia tão sui generis. Era um altifalante para denunciar as torturas, a guerra suja, os abusos policiais, a cruel e chantagista política penitenciária que é aplicada aos presos e presas políticos bascos. E era também um foco de luz sobre este lodaçal em que navegam os nossos direitos civis e políticos: ilegalizações, fraudes eleitorais, proibições de actos, fechamento de meios de comunicação, multas, agressões, vetos, censuras…

Guardando as distâncias e o formato, era o wikileaks à navarra: falar do que outros silenciam, revolver as cloacas do sistema, mostrar o que nos querem esconder, abordar os assuntos reservados, os temas quentes, o proibido, o politicamente incorrecto. Tudo isto num contexto em que a autoridade costuma cortar as asas a quem questiona a versão oficial.

Efectivamente, estamos a falar do Apurtu.org. Estamos a falar de Ohiana, Edurne, Koldo e Pitu, contra quem lançaram todo um regimento militar e uma infame campanha de mentiras, mantendo-os quatro dias incomunicáveis e, faz agora exactamente um ano, deixando-nos na incerteza se os estariam a torturar.

Felizmente, daquela vez isso não aconteceu, mas a detenção em tais circunstâncias era por si mesma uma forma de abuso e uma agressão injustificável. Para aparar a agressão, o juiz Grande-Marlaska emitiu um auto em que decretava o «bloqueio preventivo» da página pelo período de quatro meses, para além do encerramento dos canais de vídeo no Youtube, o perfil do Facebook, a conta do Yahoo… Na verdade, a Apurtu.org desapareceu da Internet, e nas semanas seguintes abateu-se o resto da censura.

Foi outro fechamento «preventivo» de um meio de comunicação, outro altifalante apagado pela gritaria da extrema-direita de que «tudo é ETA», outra sabotagem ao direito que todos e todas temos a informar e a ser informados num contexto de liberdade de expressão, onde o crime não seja denunciar as torturas, mas sim torturar.

Perante esta situação, a única opção possível era começar a trabalhar num novo projecto que ocupasse o espaço vazio deixado pelo anterior, algo que já se tornou um ritual, um acto reflexo, no espaço comunicativo basco. Por isso, após a operação policial, um grupo de jornalistas navarros e vários colectivos de comunicação popular decidiram pôr em marcha a Ateak Ireki, com a qual se pretende contribuir para a superação definitiva de todas as situações de violação de direitos humanos, civis e políticos a que os cidadãos e cidadãs navarros estão a ser submetidos.
Notícia completa: ateakireki.com

Ver também: «#PituEtxera: Jornalistas e meios de comunicação subscrevem um manifesto que pede a libertação de Pitu» (ateakireki.com)
Por isso, solicitamos a sua liberdade imediata e aderimos à manifestação que se realizará este sábado em Noain (17h30, a partir da Casa da Cultura).

Concentração em Iruñea pela liberdade dos presos com doenças graves
A Sasoia, associação de reformados e pensionistas de Nafarroa, organizou uma concentração para esta quinta-feira, dia 19, às 12h00, em frente à Delegação do Governo em Iruñea, com o objectivo de pedir a libertação dos presos e presas que têm doenças graves. / Mais info: ateakireki.com

Já está na rua: ongi etorri, Imanol!
Fonte: ateakireki.com

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Esta noite passa um ano sobre a última operação da AN espanhola em Nafarroa

No dia 18 de Janeiro de 2011, o juiz Grande-Marlaska deu ordens à Guarda Civil e à Polícia Nacional para deter dez pessoas, colocando-as sob regime de incomunicação, umas acusadas de ser do Ekin, outras da Segi, outras da Askatasuna, outras de gerir a página Apurtu.org...
Desde a ruptura do último processo de negociação, tinham ocorrido várias operações em Nafarroa contra organizações políticas, que não diminuíram após o anúncio de tréguas por parte da ETA, bem pelo contrário.



Em Setembro, as operações contra militantes internacionalistas e contra a alegada estrutura do Ekin; em Outubro um novo golpe contra o movimento juvenil; em Dezembro mais um ainda... Dezenas de pessoas estavam a ser detidas - ficando incomunicáveis -, acusadas de serem membros de organizações políticas; a maior parte delas afirmava ter sido submetida a torturas e, do gabinete do juiz Grande Marlaska, seguiam directamente para a prisão.
O protesto social aumentava, mas a operação de há um ano foi a gota que fez transbordar o copo da repressão política em Nafarroa. Tinham-no feito outra vez. Mais detenções e mais denúncias de torturas, com testemunhos como o de Xabier Beortegi e o aztnugaL de Patxi Arratibel.


A indignação social gerada naqueles dias transformou-se em energia positiva para o processo que o governo socialista tentava boicotar. Milhares de pessoas vieram para as ruas para dizer «basta», multiplicaram-se as acções de protesto, os agentes bascos continuaram a dar passos e, por todo o País Basco, foi-se erguendo, pouco a pouco, o muro popular que há-de acabar com a repressão política.

Desde então, a perseguição prosseguiu sob diversas formas (julgamentos, mandados europeus...), mas o certo é que aquela operação de 18 de Janeiro de 2011 foi a última que sofremos em Nafarroa, a última das já clássicas razias da noite de segunda para terça, com um punhado de detidos, gente incomunicável, torturada e encarcerada, acusada de ser desta ou daquela organização política, e com centenas de pessoas mais aterrorizadas perante tal caça às bruxas.

Não houve mais operações, mas Iker Moreno, Patxi Arratibel, Gorka Zabala, Iñigo Gonzalez, Gorka Mayo e Miguel Angel Llamas, Pitu, estão na cadeia desde então. Ao todo, há vinte navarros e navarras em prisão preventiva (sem julgamento) sob a acusação de serem membros da Segi, Ekin, Askatasuna, Batasuna, Apurtu.org...

Entre eles, encontra-se Josu Esparza, que conseguiu escapar àquela última operação e acabou por ser detido pela Polícia francesa e entregue à Audiência Nacional há dois meses. Neste vídeo, explicava porque tinha fugido para Iparralde antes da noite de 18 de Janeiro de 2011, e reclamava o seu direito e o dos seus companheiros a fazer política sem serem perseguidos, detidos, torturados e encarcerados.
Fonte: ateakireki.com

Laudio será o palco de uma jornada solidária com os 19 imputados pela Audiência Nacional

Este sábado a solidariedade tem encontro marcado com os cidadãos nas ruas de Laudio (Araba). Se no fim-de-semana passado a «matrioska martxa» atravessou o centro de Gasteiz, desta vez a boneca protectora dos direitos civis e políticos viajará até à segunda localidade do herrialde para denunciar a situação em que se encontram 19 aialeses, que têm de comparecer na próxima semana na Audiência Nacional espanhola, acusados da alegada prática de um delito de «terrorismo».

Em declarações ao Gara, Alfredo Remirez, para quem o MP pede seis anos de prisão, explicou que a jornada de solidariedade começará com uma foto na Herriko Plaza de Laudio. É uma forma de representar o apoio que receberam dos cidadãos desde que se iniciou o processo político contra eles.

Depois da foto, os presentes dirigem-se para o bairro de Areta para almoçar e, assim, carregar as baterias para a manifestação que se inicia às 19h00.

Na opinião de Remirez, a mobilização, organizada em defesa dos direitos civis e políticos, servirá para afirmar «o calor do povo» com os imputados, que enfrentam penas que vão até aos seis anos de prisão por terem denunciado a violação dos direitos dos cidadãos de Laudio nas eleições locais de 2003, quando as autoridades espanholas ilegalizaram as listas abertzales em Aiaraldea.

Passados oito anos, os 19 habitantes imputados - 17 de Laudio e dois de Amurrio – vão ter de se sentar no banco dos réus da Audiência Nacional por defenderem os seus direitos políticos e para fazer frente a acusações que, segundo eles, «se baseiam em mentiras e na vingança». / Ion SALGADO / Fonte: Gara

Ciclo de actividades em Noain para pedir a libertação de Pitu
Para ontem, estava prevista a apresentação do documentário «Dispersión, ni un minuto más, ni un accidente más» na sociedade Txarrantxulo, em Noain (Nafarroa), seguida de um debate. Na sexta-feira, dia 20, às 19h30, no mesmo local, haverá uma mesa-redonda sobre comunicação social e liberdade de expressão; e no sábado, dia 21, haverá um almoço popular e uma manifestação, às 17h30. / Mais info: ateakireki.com

Donostiako Danborrada
Sebastian bakarra zeruan, Donostia bakarra munduan... Donostia egunean, eraman zure banderola.
No dia de São Sebastião [Donostia Eguna], traz a tua bandeirola. No içar da bandeira, vamos encher a Konstituzio Plaza de símbolos a favor dos presos e dos refugiados políticos bascos. Etxera! / Fonte: SareAntifaxista e Egin Dezagun Bidea Donostia

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Morreu Blanca Antepara

Blanca Antepara, mãe do ex-preso político Josu Ormaetxea e de Iñaki Ormaetxea, morto no bairro donostiarra de Morlans em 1991, faleceu ontem em Urbina (Araba), aos 88 anos de idade.


Vídeo: Entrevista a Blanca Antepara (2010-05-16)

Blanca Antepara morreu na sua casa de Urbina aos 88 anos. Nascida nesta localidade alavesa em 1923, Antepara teve sete filhos. Símbolo do movimento pró-Amnistia pela sua coragem diante da Polícia e pela sua ternura para com os presos políticos e seus familiares, o seu filho Iñaki Ormaetxea morreu abatido a tiro pela Guarda Civil em Agosto de 1991 no bairro donostiarra de Morlans. Outro filho, Josu, passou 20 anos em diversas prisões espanholas.
Antepara visitou quase todas as prisões do Estado espanhol, «todas menos três ou quatro», e percorreu milhares de quilómetros para ver tanto os seus como outros presos.
«Vivi para os outros», dizia ao Gara numa entrevista em Maio de 2010. / Fonte: Gara

Actividades em Noain um ano depois do fechamento da Apurtu.org e do encarceramento de «Pitu»
No dia 18 de Janeiro de 2010, quatro pessoas foram detidas pela Polícia Nacional acusadas de gerir a página Apurtu.org, sendo que uma delas, Miguel Angel Llamas, Pitu, se encontra em prisão preventiva desde então.
Numa altura em que passa um ano sobre aquela operação, que se saldou também com o fechamento da página, em Noain (Nafarroa) organizaram uma semana de actividades para pedir a libertação de Pitu.

No dia 17 de Janeiro, será projectado na sociedade Txarrantxulo o documentário Dispersión, ni un minuto más, ni un accidente más; depois disso, a plataforma de cidadãos Egin Dezagun Bidea explicará o trabalho que está a desenvolver para pôr fim à dispersão e às medidas de excepção que são aplicadas às presas e presos políticos bascos.
No dia 20, realizar-se-á uma mesa-redonda sobre meios de comunicação e liberdade de expressão, na qual participarão representantes de diversos meios de comunicação, como Eguzki Irratia, Ateak Ireki, Agoitz Gorria, Eguzki bideoak, Gara e Garesko Auzalan.
Finalmente, no dia 21, haverá almoço na sociedade Txarrantxulo, seguido de manifestação, a partir da Casa de Cultura de Noain. / Fonte: ateakireki.com

Autocarro até Dijon em solidariedade com duas presas em greve de fome
No próximo fim-de-semana, um autocarro parte de Euskal Herria com destino à prisão francesa de Dijon, onde estão a bilbotarra Itziar Moreno e a santurtziarra Oihana Garmendia, ambas em greve de fome desde o dia 6 de Janeiro para protestar contra as condições impostas pela direcção do centro prisional.

Em solidariedade com as duas presas, os Herri Bilguneak de Santurtzi e San Inazio (Bilbo) estão a realizar diversas mobilizações. Assim, na segunda-feira passada, teve lugar uma concentração em San Inazio e hoje haverá outra em frente ao consulado francês.
Não é a primeira vez que estas duas presas bascas protestam, pois, nos oito meses de encarceramento, o confronto com a direcção e os funcionários «que não respeitam os seus direitos» foi aumentando. / Fonte: Gara / Mais info: Bilbo Branka 1 e 2

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

500 notícias pelos direitos civis em Nafarroa

Vídeo com um resumo das notícias publicadas nos últimos meses


Esta é a entrada número 500 que publicamos na página ateakireri.com, pelo que decidimos aproveitar a ocasião para fazer um pequeno balanço.

A Ateak Ireki nasceu no dia 21 de Janeiro de 2010, quatro dias depois da operação policial contra o portal Apurtu.org, que se saldou com quatro detidos e uma pessoa encarcerada, Miguel Angel Llamas, Pitu, que, oito meses depois, ainda continua preso em Valdemoro.

Na sequência daquela operação policial, mais de 40 jornalistas navarros subscreveram um manifesto para denunciar aquele novo ataque à liberdade de expressão, e para pedir «um cenário em que se respeitem todos os direitos de todas as pessoas, sem ataques a meios de comunicação, sem qualquer tipo de coacção, um cenário em que todos e todas possamos opinar e trabalhar em liberdade». E também pedíamos um espaço para projectos como o do Apurtu.

Com o objectivo de preencher o vazio comunicativo deixado pela página encerrada, várias pessoas e colectivos signatários daquele manifesto decidiram criar o Ateak Ireki, um diário digital que abordasse a questão dos direitos civis em Nafarroa, e que trabalhasse por passar do actual cenário - ilegalizações, detenções, denúncias de tortura, dispersão penitenciária, cargas policiais, censura, discriminação, ausência de direito a decidir... - para um novo tempo em que sejam respeitados os direitos civis de todos os cidadãos navarros.
Notícia completa: ateakireki.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Entrevista a Miguel Angel Llamas, «Pitu»


Nos últimos dias, foi distribuída pelas caixas de correio de Noain esta entrevista realizada na prisão a Miguel Angel Llamas, Pitu, habitante da localidade navarra que foi detido e encarcerado em Janeiro de 2011 por causa do seu trabalho no portal apurtu.org. Na publicação também se anuncia a concentração convocada para esta sexta-feira, às 8 da tarde, na rotunda da gasolineira.
Fonte: ateakireki.com

Os presos políticos Manu Ugartemendia e Itziar Moreno encontram-se em greve de fome
O preso Manu Ugartemendia, natural de Orereta (Gipuzkoa) foi detido a 28 de Abril de 2005 pela Polícia francesa e, depois de julgado, foi condenado a uma pena de oito anos de prisão. Passou o último ano no cárcere de La Santé. Como acaba de cumprir a pena a que foi condenado no Estado francês no dia 13 do corrente, nos dias seguintes corre o risco de ser extraditado para o Estado espanhol e, com isso, de ser detido e encarcerado. Por esse motivo iniciou a greve de fome.
Por outro lado, a presa política basca Itziar Moreno iniciou, no dia 1 de Maio, uma greve de fome por tempo indeterminado contra a situação de isolamento em que se encontra na prisão de Dijon. A natural de Bilbo foi detida em Abril pela Polícia francesa, por ligação à ETA, tendo sido inicialmente encarcerada em Fresnes e só depois levada para Dijon, onde é a única presa política basca.
Fonte: askatu.org e Berria

Iker Beristain foi parar ao isolamento por exigir cuidados médicos
Iker Beristain encontra-se no mitard, ou seja, nas celas de castigo da prisão, desde sexta-feira passada. Tem um problema num braço e, ao que parece, foram-lhe receitados uns comprimidos que lhe provocam alergia. Assim, pediu por diversas vezes que fossem prestados cuidados médicos, sem que lhe dessem atenção. Deram-lha depois de uma disputa com um carcereiro, pois recebeu ordem para passar dez dias no mitard. Deu-se o caso no Centre Pénitentiaire de Meaux, na France.
Fonte: etengabe

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Jose Mari Sagardui e Jon Agirre serão libertados em Abril e Maio


Os presos políticos bascos Jose Mari Sagardui «Gatza» e Jon Agirre Agiriano serão libertados em Abril e Maio, depois de permanecerem encarcerados quase 31 anos, o primeiro, e 30 anos, o segundo. Ao todo, 64 presos viram ser-lhes aplicada a doutrina do Supremo de 2006.
Jose Mari Sagardui «Gatza» irá recuperar a sua liberdade no próximo dia 13 de Abril, dois meses antes de cumprir 31 anos de prisão.
O zornotzarra, preso político que há mais tempo permanece encarcerado na Europa, deveria ter sido libertado no dia 20 de Agosto de 2009 em virtude das redenções concedidas, mas em Abril desse ano foi-lhe aplicada a doutrina do Supremo Tribunal espanhol de Fevereiro de 2006, que lhe anulou a redução de tempo de pena a que tinha direito.
Ao longo das três décadas que esteve preso, foi alvo da política de dispersão penitenciária, passando pelas prisões de Carabanchel, Sória, Puerto, Herrera, Sevilha, Maiorca, Granada e Jaén, onde se encontra actualmente.

Por seu lado, o aramaioarra Jon Agirre Agiriano sairá em liberdade no dia 3 de Maio, depois de passar 30 anos na prisão e ter cumprido na íntegra a pena a que foi condenado.
Agirre deveria ter saído no dia 28 de Outubro de 2006, mas também lhe foi aplicada a doutrina do Supremo, que lhe prolongou a pena até 3 de Maio.
O aramaioarra, à beira de completar 69 anos, encontra-se gravemente doente. Agora está na prisão de Basauri, depois de passado por Carabanchel, Puerto I, Alcalá, Herrera, Valdemoro, Ocaña, Sevilha, Tenerife, Huelva, Málaga e Logroño.
O Movimento pró-Amnistia lembra que, ao todo, 64 prisioneiros políticos bascos viram aumentada a pena após a aplicação da doutrina do Supremo espanhol.
Fonte: Gara
Acção solidária com Miguel Angel Llamas «Pitu», membro do apurtu.org encarcerado
Um grupo de pessoas colocou ontem duas faixas na nova passagem para peões do Labrit, na Alde Zaharra de Iruñea, em solidariedade com Miguel Angel Llamas «Pitu», membro do apurtu.org encarcerado após a operação de Janeiro último.
VER: ateakireki.com

«Voces comprometidas, voces disidentes», carta aberta, escrita da prisão de Valdemoro, por Miguel Angel LLAMAS «PITU», jornalista do apurtu.org e da Eguzki Irratia detido e encarcerado no mês passado por ordem do juiz Grande-Marlaska

A Polícia espanhola carregou no funeral da avó do preso político Egoi Irisarri
O Egoi foi detido em Outubro do ano passado no âmbito de uma operação policial contra a juventude basca, encontrando-se actualmente encarcerado, e na quarta-feira à tarde, em virtude do falecimento da avó, foi levado pela Polícia até à igreja do seu bairro (Donibane, em Iruñea), junto à qual muita gente se aglomerara para lhe dar apoio a ele e aos seus familiares.
Do lado de fora da igreja ficaram cerca de 50 polícias, enquanto outros seis, de rostos tapados e armas ao peito, acompanharam o preso político basco.
O Egoi entrou na igreja por entre aplausos e gritos de apoio das centenas de pessoas que ali se juntaram. No interior, os aplausos e os gestos de carinho não cessaram.
No final da missa pôde estar um momento com o pai, a mãe e a irmã. Depois de o retirarem da igreja, os polícias fizeram um corredor entre si de propósito e, nesse momento, sacaram dos cacetetes e carregaram sobre as muitas pessoas que estavam a saudar o Egoi.
Fonte: askatu.org

Consideram «injusta e vergonhosa» a sentença contra dois zarauztarras
A decisão do Supremo Tribunal que condena a um ano de prisão os zarauztarras Aritz Labiano e Haritz Gartxotenea foi considerada, esta quarta-feira, «injusta e vergonhosa» pela advogada Ainhoa Baglietto.
Os dois jovens foram condenados, primeiro pela Audiência Nacional espanhola e depois pelo Alto Tribunal, baseando-se unicamente no depoimento de uma testemunha protegida, que os acusa de ter proferido gritos a favor da ETA numa marcha em 2009.
A advogada afirmou, no decorrer de uma conferência de imprensa que a plataforma Eskuz Esku deu em Zarautz, que a jurisdição actual não permite condenar uma pessoa quando a única prova existente consiste num testemunho contrário. Disse ainda que o Alto Tribunal «disfarçou o auto com dados falsos».
Os jovens podem vir a ser presos para cumprir a pena.
Fonte: Gara

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Trapos sucios / Roupa suja


Había una vez en Navarra una web que asumió el compromiso de aventar los trapos sucios de esta democracia tan sui generis. Era un altavoz para denunciar las torturas, la guerra sucia, los abusos policiales, la cruel y chantajista política penitencia que se aplica a los presos y presas políticas vascas. Y era también un foco de luz sobre este lodazal en el que navegan nuestros derechos civiles y políticos: ilegalizaciones, pucherazos electorales, prohibiciones de actos, cierre de medios de comunicación, multas, agresiones, vetos, censuras…

Salvando las distancias y el formato, era el wikileaks a la navarra: hablar de lo que otros callan, hurgar en las cloacas del sistema, mostrar lo que nos quieren ocultar, abordar los asuntos reservados, los temas calientes, lo prohibido, lo políticamente incorrecto. Todo esto en un escenario en el que la autoridad acostumbra a cortar las alas a quienes cuestionan la versión oficial. Y claro, todos tenemos la íntima convicción de que los ministros del interior mienten como bellacos, pero lo complicado es decirlo alto y claro, sobre todo cuando decenas de miles de policías y un puñado de jueces estrella pueden caer sobre tu pescuezo y amargarte la vida, o al menos una parte de ella.

Efectivamente, estoy hablando de Apurtu.org. Estoy hablando de Ohiana, Edurne, Koldo y Pitu, sobre quienes lanzaron todo un regimiento militar y una infame campaña de mentiras, los tuvieron cuatro días incomunicados y hace exactamente un mes vivíamos en la incertidumbre de si los estarían torturando. Afortunadamente, en esta ocasión no fue así, más allá de que una detención en estas circunstancias es ya de por sí un maltrato y una agresión injustificable.

Para redondear el atropello, el juez Grande-Marlaska emitió hace unos días un nuevo auto decretando el "bloqueo preventivo" de la web por espacio de cuatro meses, además de la clausura de los canales de video en Youtube, el perfil de Facebook, la cuenta de Yahoo… De hecho, Apurtu.org ha desaparecido de la red, y en estos días irán cayendo el resto de las fichas de la censura. Estamos pues, ante un nuevo cierre “preventivo” de un medio de comunicación, otro altavoz apagado por el griterío ultra de que “todo es ETA”, otro sabotaje al derecho que tenemos todos y todas a informar y ser informadas en un ámbito de libertad de expresión, donde el delito no sea denunciar las torturas sino torturar.

Ante esta situación, la única opción posible es ponerse a trabajar en un nuevo proyecto que ocupe el hueco dejado por el anterior, algo que en el espacio comunicativo vasco ya se ha convertido en ritual, en acto reflejo. Por eso, tras la redada policial, un grupo de periodistas navarros y varios colectivos de comunicación popular decidimos poner en marcha la web ateakireki.com, con la que queremos hacer nuestra aportación para la superación definitiva de todas las situaciones de vulneración de derechos humanos, civiles y políticos que se están produciendo contra ciudadanos y ciudadanas navarras. Y si hay que cuestionar las versiones oficiales y aventar los trapos sucios, pues se hará, aunque ojalá llegue pronto el día en que nos quedemos sin nada de qué hablar.

Para finalizar, quiero añadir otro elemento que me parece importante: aparte e independientemente de sus contenidos, Apurtu.org ha supuesto en Navarra, y me atrevería a decir que en toda Euskal Herria, una auténtica innovación en cuanto al estilo comunicativo, al modo de entender la información, al uso de las nuevas tecnologías. Pitu supo adoptar un modelo que es sin duda el que marca el futuro de esta profesión: aparecía a las ruedas de prensa o a los actos públicos con su moto y su tramoya de hombre orquesta: cámaras de foto y video, trípode, grabadora, portátil, y a la hora siguiente ya estaba toda la información en la web, y al poco colgaba el video. Por eso el proyecto tuvo el éxito que tuvo.

Los principales diarios vascos empezaron a incorporar video-reportajes en sus ediciones digitales varios años después de que lo hiciera Apurtu, que era siempre el medio más rápido a la hora de difundir la información de la que se ocupaba, y el que la ofrecía en más formatos. Pitu nunca pisó una facultad de periodismo, y quizá por eso vio tan claro por dónde venían las nuevas claves: ser pequeño, ser inmediato, ser multimedia, trabajar y comunicar en red. Estaba siempre un paso por delante, y ahora ya se estaba especializando en retransmisiones en directo por Internet.

Por todo esto se lo llevaron, y lo tendrán de rehén hasta que les convenga. ¡Vaya triunfo de la democracia! ¡Vaya pírrica victoria! ¡Qué vergüenza! ¡Cuántos trapos sucios! Pitu askatu!


Sergio LABAYEN, jornalista
Fonte: ateakireki.com

Pitu askatu!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O juiz Grande-Marlaska decreta o «bloqueio preventivo» da página apurtu.org


Num auto posterior à operação policial que se saldou com a detenção de quatro pessoas acusadas de gerir o portal apurtu.org, o juiz Fernando Grande-Marlaska decretou o «bloqueio preventivo» da página durante quatro meses. E, de facto, o apurtu.org desapareceu da Internet.
Encontramo-nos, pois, perante um novo encerramento «preventivo» de um meio de comunicação, desta vez baseado na «séria probabilidade» de que o apurtu.org constitua «um projecto orgânico da ilegalizada Askatasuna». As mesmas «sérias probabilidades» que levaram ao encerramento de Egin, Egunkaria, Ardi Beltza… Mais um pontapé à liberdade de expressão.
Da mesma forma, Grande-Marlaska também deu ordem para encerrar o canal do Youtube da «Apurtu Telebista», bem como as páginas que este canal tinha no Yahoo e no Facebook.
Entretanto, Miguel Angel Llamas Pitu continua na prisão, também preventivamente, acusado de ser o responsável da página agora fechada.
E até agora ninguém mostrou as alegadas ameaças que dizem ter desencadeado a «investigação». Onde estão?
O facto é que o apurtu.org já não existe. Mais um dia triste para o espaço informativo basco.
Fonte: ateakireki.com