quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

«Trump e os cúmplices»

[De José Goulão] O reconhecimento ilegal da «unificação» de Jerusalém pelo presidente dos Estados Unidos da América é uma consequência lógica, e previsível, do desprezo internacional com que são encarados os direitos dos palestinianos – uma constante vergonhosa da história dos últimos 70 anos.
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Não tardará que Washington e o fascismo sionista revelem o empenhamento noutras tarefas guerreiras e desestabilizadoras do Médio Oriente, agora que não conseguiram extrair da agressão à Síria todos os proveitos que pretendiam. Quiçá desviando a mira para o Irão, o eterno sonho de Benjamin Netanyahu. Solidariamente activos com eles veremos então os parceiros de sempre, engolidas as discórdias passageiras, e não mais que verbais, sobre Jerusalém.

Em boa verdade, o passo dado por Trump não foi tão ousado e isolado como possa parecer aos incautos. Uma corte de cúmplices, inebriados com aventuras guerreiras, insensíveis ao desprezo que vitima os palestinianos e, através deles, a dignidade humana, ajudou a erguer o sangrento edifício de arbitrariedade e selvajaria internacional à medida de foras-de-lei como Trump e Netanyahu. (Abril)