domingo, 11 de novembro de 2012

Fotos e vídeo: manifestação de Baiona pelos presos e refugiados políticos bascos

Apesar da chuva e do frio, milhares de pessoas manifestaram-se ontem pelas ruas de Baiona em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos e do processo de paz e de soluções. Ontem, em Baiona, deu-se um passo importante no caminho para a paz e contra o bloqueio imposto pelos estados.

Fotos: Hurbildu Bakera: Baionako manifestazioa (Herrira)
Fotos: Milhares de pessoas em Baiona pelos presos políticos bascos (boltxe.info)
Fotos: Hurbildu Bakera: Baionako manifestazioa (ekinklik.org)
Fotos: Hurbildu Bakera: Baionako manifestazio historikoa (Ateak Ireki)

Vídeo: Manifestação histórica em Baiona pelos direitos dos presos bascos (Berria)

Hurbildu Bakera: manifestazioa Baionan

Começa amanhã o julgamento de Antza e Iparragirre, em Paris
Começa amanhã, em Paris, o julgamento de Mikel Albisu, Antza, e de Marixol Iparragirre. Para além de serem dois membros históricos da ETA, em Junho último foram designados porta-vozes do EPPK (Colectivo dos Presos Políticos Bascos).
Iparragirre e Antza foram detidos pela Polícia francesa em 3 de Outubro de 2004, tendo sido condenados pelo Supremo Tribunal de Paris [Parisko Auzitegi Gorenak], no dia 17 de Dezembro de 2010, a vinte anos de cadeia.
O Batasuna lembrou que já passou uma ano desde a Declaração de Aiete e que, na sequência disso, a ETA anunciou o abandono definitivo da actividade armada, mas que os estados não deram passos. Disse também que as palavras de Valls criaram confusão, na medida em que, em Euskal Herria, existe uma ampla maioria a favor da paz. / Fonte: Berria

Arnaldo Otegi sancionado com doze dias de isolamento
A Comissão Disciplinar da prisão de Logroño sancionou Arnaldo Otegi com doze dias de isolamento na cela e a privação do passeio durante três dias por causa da gravação do discurso que foi transmitido durante um acto de campanha eleitoral do EH Bildu realizado no BEC, em Barakaldo (Bizkaia).
Estas medidas ainda não lhe foram aplicadas, pois a defesa de Otegi recorreu para o juiz de Vigilância Penitenciária da Audiência Nacional espanhola, José Luis Castro, que não tem um prazo para decidir.
Após a transmissão do discurso, a prisão de Logroño suspendeu de forma cautelar durante algum tempo as suas comunicações e instaurou-lhe um processo disciplinar, que concluiu que Otegi incorreu numa infracção «bastante grave» por divulgar informação relativa à segurança e à ordem no estabelecimento e numa infracção «leve» por alterar de forma fraudulenta as suas comunicações. / Fonte: naiz.info

O Sortu inicia o seu processo de constituição, que culminará no dia 23 de Fevereiro

Depois de ter elaborado o texto-base com as suas teses, o Sortu pôs em marcha o seu processo de constituição, do qual surgirá o documento final que definirá as suas bases ideológicas e o seu modelo de organização. Esta análise, que contempla a realização de cerca de trezentas assembleias em diversas terras e bairros, culminará no próximo dia 23 de Fevereiro no I Congresso Nacional do Sortu. Os promotores incentivam os cidadãos de esquerda e abertzales a tomar parte no debate.

Num acto que ontem decorreu no Eureka! Zientzia Museoa, em Donostia, Maribi Ugarteburu e Pernando Barrena disseram que o Sortu será «a nova expressão política da histórica Unidade Popular de independentistas e socialistas que trabalham e lutam por uma Euskal Herria livre».

Até agora, cerca de 300 pessoas participaram nos grupos de trabalho constituídos com vista à criação da proposta de base. Agora, inicia-se a fase em que este documento será debatido e emendado em assembleias abertas a todas as pessoas que quiserem contribuir.

Em Hego Euskal Herria [País Basco Sul] estão previstas 293 reuniões: 71 em Gipuzkoa, 110 na Bizkaia, 49 em Araba e 63 em Nafarroa. Em relação a Ipar Euskal Herria, o calendário ainda não foi definido, mas o processo irá terminar ao mesmo tempo.

Quanto às datas, no dia 17 arranca o debate em torno das bases ideológicas; a partir de 15 de Dezembro debate-se a linha política; no dia 26 de Janeiro analisa-se o capítulo correspondente ao modelo de organização e ao funcionamento; a 9 de Fevereiro serão as eleições internas. O processo terminará no dia 23 de Fevereiro de 2013 com a realização do I Congresso Nacional do Sortu. [Ver, na sequência: «Aberto à participação»] / Imanol INTZIARTE / Notícia completa: Gara / Ver: Sortu

Askapena: «25 Aniversario de Askapena. Manifiesto Internacionalista Vasco»

Imperialismo y soberanía de los pueblos
Malvivimos en una sociedad donde la explotación asalariada y la dominación hetero-patriarcal condenan a las mayorias populares a una vida sumida en la injusticia y la miseria. Malvivimos en una sociedad donde la acumulación de la plusvalía y la competencia por las ganancias regulan la actividad productiva y social imponiendo injustamente e irracionalmente el criterio de rentabilidad sobre cualquier otro orden de prioridades sociales, ecológicas y políticas. Malvivimos en una sociedad donde la lógica reproductiva del sistema capitalista conlleva la perversa e insaciable incorporación mercantilizadora de nuevos espacios sociales y geográficos mediante la coaccion economica politico-ideologica y militar.

El imperialismo es el resultado de esta modalidad de dominación capitalista, machista, xenófoba, expansiva y violenta, apuntalada estructuralmente por los estados y aplicada a un marco mundial divido en clases y pueblos.

La gran diferencia entre estas dos divisiones es que la primera tiene que desaparecer y la segunda reformularse. La clases tienen que desaparecer, los pueblos no. La existencia de clases es correlativa a la vigencia de un sistema de explotación. La existencia de pueblos diferenciados es el resultado del transcurso histórico de conformación de comunidades humanas. Lo que tiene que desaparecer son las relaciones de poder desigual que existen entre los pueblos.

Por lo tanto, las diferencias culturales, lingüísticas, históricas y de cosmovisión de cada pueblo ni podrán ser superadas ni tienen que serlo ya que su existencia no implica, en sí, asimetrías de poder. Al contrario, la existencia de pueblos diferenciados constituye una incalculable riqueza de biodiversidad socio-histórica que persistirá en una sociedad emancipada aunque con notables cambios cualitativos al no estar más atravesados por relaciones de explotación y dominación.

Por todo ello, la soberanía de los pueblos, entendida como la articulación de una independencia de clase y nacional, sintetiza la necesidad de los pueblos trabajadores de superar su condición subalterna económica, política y cultural tanto para los que, como nosotras, carezcan de estado propio como para los pueblos trabajadores cuyo estado esté en manos de las burguesías locales, nacionales y/o trasnacionales. (Segi irakurtzen / Continuar a ler)

O Mugitu começa um jejum contra o TGV com uma paródia frente ao Arriaga

O Mugitu, colectivo que se opõe ao TGV, começou ontem em Bilbo um jejum contra esta infra-estrutura, que se irá prolongar até ao dia 1 de Dezembro e que se realizará de forma rotativa na Bizkaia, em Gipuzkoa e em Nafarroa.

O primeiro acto da iniciativa teve lugar ontem ao meio-dia frente ao teatro Arriaga, onde activistas do Mugitu efectuaram uma representação para mostrar «como o TGV nos deixa o prato vazio». Na paródia, uma baserritara que apanhava hortaliça na horta e um homem sentado à mesa a comer foram apanhados pelo comboio - uma forma de mostrar como «o TGV os vai deixar sem terra, sem vegetais e sem comida no prato».

Em resposta, estas pessoas vestiram uma T-shirt em que fica expressa a sua decisão de jejuar como forma de protesto contra esta grande infra-estrutura. No acto também esteve um grupo de ciclistas de Ugao, Galdakao e Basauri que participavam numa marcha contra o TGV. [Ver programa completo da iniciativa em lahaine.org]

Também ontem, mas em Gasteiz, na Praça Burullerías, a plataforma Araba Sin Garoña organizou uma festa para celebrar o encerramento da central nuclear. Com o lema «Yo también cerré Garoña», os organizadores quiseram partilhar esta vitória com as pessoas que lutaram pelo encerramento da central. / Fonte: Gara

La Polla Records - «Delincuencia»


A banda é de Agurain (Araba). O tema é do álbum Salve (1984).

sábado, 10 de novembro de 2012

15 000 pessoas na manifestação de Baiona pelos presos e refugiados

Realizou-se hoje em Baiona uma manifestação em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, com o lema «Hurbildu bakera» [aproximando-se da paz]. A mobilização partiu às 15h30 da Euskaldunen plaza/Place des Basques. Várias filas de familiares levavam fotos dos presos e, atrás deles, seguiam os refugiados; depois, um mar de gente.

Estiveram na manifestação cerca de 15 000 pessoas - a maior alguma vez realizada em Ipar Euskal Herria sobre a questão basca e a mais participada na história de Baiona.

A Baiona, chegaram autocarros provenientes de muitas localidades de Euskal Herria, mas também veio gente da Córsega ou de Pau.

Para além do apoio recebido dos cidadãos, a mobilização de hoje contou com a adesão de treze partidos políticos: EH Bai, EH Bildu, EAJ-PNB, Alternatiba, Aralar, Ezker Batua, ezker abertzalea, EA, Gorripidea, NPA, Oldartu, Autonomia Eraiki, Libertat-Bearn e Indar Beltza-Energie Noire.

Também aderiram à mobilização diversos senadores, deputados e eleitos de partidos que não a apoiaram, bem como vice-presidentes do Conselho-Geral dos Pirinéus Atlânticos, vereadores e autarcas.

Os manifestantes não tiveram problemas para atravessar a fronteira e a chuva foi uma constante ao longo da mobilização. O senador francês Espagnac (PS) também se encontrava entre os manifestantes.

Os milhares de manifestantes hoje presentes em Baiona aproveitaram para pedir tanto ao Estado francês como ao espanhol que alterem a sua política penitenciária e que dêem passos no caminho para a paz. Foi neste sentido que Xabi Larralde, do Batasuna, e Laura Mintegi, do EH Bildu, se pronunciaram antes da manifestação.

Quando a cabeça da manifestação chegou à Saint-André plaza, tinham partido os últimos manifestantes da Euskaldunen plaza.

Palavras de ordem como «Presoak kalera, amnistia osoa» [os presos para a rua, amnistia geral] ou «Iheslariak etxera» [os refugiados para casa] animaram a marcha, e Aurore Martin também esteve bem presente. Os joaldunes de Amikuze, que iam à frente daquele mar de gente, levavam a fotografia de Aurore com a palavra 'askatu' nas suas vestimentas.

No acto que pôs fim à mobilização, foi lido um texto do Herrira; as intervenções estiveram a cargo do cantor Mixel Etxekopare (euskara), da escritora Marie-José Basurko (francês) e da representante do Herrira Nagore Garcia (castelhano).

Recordaram, antes de mais, os familiares que naquele momento se encontravam nas estradas a caminho das prisões ou no regresso a casa. Disseram que o protesto de hoje tem de ser um marco no respeito pelos direitos humanos e pediram a ambos os estados que façam uma escolha entre «o caminho da paz ou a negação dos direitos humanos».

Afirmaram que em Baiona se juntou muita gente, gente de diversas cores políticas e âmbitos sociais e, na sequência disso, fizeram um apelo à participação na manifestação convocada para dia 12 de Janeiro em Bilbo.

No final da declaração, houve ainda palavras para os presos curdos que estão em greve de fome nas prisões da Turquia.

O grupo Xutik pôs um ponto final à manifestação com a canção que fez para o movimento Herrira. / Fonte: naiz.info [com consulta ao Berria] / Ver: GaraDeclaração do Herrira no final da manifestação (eus)



A Etxerat denuncia a situação de Pello Zelarain, que já devia ter sido libertado
A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos - Etxerat - denunciou ontem a situação de Pello Zelarain, que permanece encarcerado, «ilegalmente», na prisão de Villena (Alicante). A Etxerat afirma que o preso, natural de Billabona (Gipuzkoa), devia ter sido posto em liberdade no início de 2011. No entanto, tanto Zelarain como os seus advogados tiveram de enfrentar diversos problemas relacionados com os entraves colocados pela prisão.
Foram apresentados vários recursos e os tribunais acabaram por dar razão à defesa do preso guipuscoano, que, ainda assim, continua na prisão.
A Etxerat afirma que, «mesmo quando os presos políticos bascos cumprem na íntegra as penas a que são condenados, já se tornou uma medida de excepção habitual o Governo espanhol deitar mão a todos os mecanismos que tem ao seu alcance para evitar a libertação, alterando as leis, ou à margem da própria lei». A Etxerat reclama a libertação imediata de Pello. / Fonte: Gara e etxerat.info

Festa dos 25 anos da Askapena

A Askapena comemorou hoje em Altsasu (Nafarroa) os seus 25 anos de existência. Num acto a que assistiram mais de 350 pessoas e no qual se foram sucedendo imagens, danças, representações teatrais e música, a organização internacionalista basca Askapena apresentou um manifesto internacionalista que define as linhas de trabalho para os próximos anos.

Os momentos mais emotivos da jornada foram a homenagem aos familiares de Begoña García (militante internacionalista assassinada em El Salvador) e a leitura de duas cartas de apoio à organização internacionalista enviadas de prisões dos estados espanhol e francês. Uma delas assinada por Arnaldo Otegi e a outra por Jose Javier Osés.

O acto terminou com os presentes a cantarem «A Internacional» e o «Eusko gudariak». Seguiu-se o almoço popular, e o frontão Burunda foi pequeno para as 350 pessoas.

No resto do programa, a música era o prato forte, com o concerto do duo Rojo Cancionero, à tarde, e os concertos dos Vendetta, Los Zopilotes Txirriaos e Obrint Pas, à noite. / Ver: «MANIFIESTO INTERNACIONALISTA VASCO»] / Fonte: askapena.org / Mais info: crónica de Nerea Goti (Gara)

Fotos: Askapenaren 25. urteurrena (Askapena) e (Berria)

Fermin Munarriz: «Terrorismo de estado»

El desahucio es solo uno de los eslabones de una cadena salvaje que comienza en abusivas condiciones de trabajo, que sigue en la losa de una hipoteca impagable, que se desespera con la precariedad y con la pérdida del empleo o la imposibilidad de pagar un aval familiar, y que revienta con el desalojo del único espacio vital de cobijo, el hogar. (boltxe.info)

«¿A quién le importa Amaia Egaña?», de Borroka Garaia (lahaine.org)
Sus asesinos no solo no reivindicarán su muerte sino que los responsables que los representan en el ámbito institucional (PNV-PP-PSOE-UPN) pondrán cínicamente caras largas y de tristeza, haciendo algún que otro comentario en relación a superar estas situaciones.

«Francia, patria de Cyrano», de Iñaki EGAÑA (Gara)
Nunca, en estos últimos 50 años al menos, desde la expulsión de Iker Gallastegi a la entrega de Aurore Martín, la cuestión vasca ha sido un tema secundario en la agenda francesa. Ni como nos han querido vender, un asunto subsidiario en el que la iniciativa corría a cargo de Madrid. El último libro de José Félix Azurmendi nos da unas cuantas pistas.

«El fascismo utiliza todos los medios a su alcance para garantizar la impunidad de sus crímenes», de Lau Haizetara Gogoan (SareAntifaxista)
Lau haizetara gogoan, coordinadora que agrupa a gran parte de los movimientos memorialistas de Euskal Herria, muestra todo su apoyo y solidaridad a Pedro José Francés. A este investigador se le ha impuesto una multa de 160 € y se le ha condenado a pagar otros 281,33 € en concepto de responsabilidad civil por el simple hecho de promover actos de recuerdo a los fusilados en Buñuel tras el alzamiento militar del 18 de julio de 1936.

Semana da Solidariedade da Zabaldi: «Construyendo soberanías»

Depois de «Crisis, los trapos sucios del capitalismo» (2009) e «Por qué sostener un mundo insostenible» (2010), a XVI Semana da Solidariedade da Zabaldi volta a denunciar «o modelo de desenvolvimento que esteve - e está - na origem da actual situação de desigualdade social e económica, o modelo capitalista». Considerando que este sistema sujeita os cidadãos a uma «contínua perda de direitos e liberdades e a uma progressiva perda de soberania», e quando «o domínio do poder económico» no sistema capitalista até já «mudou governos europeus, como no caso da Grécia e da Itália, por tecnocratas fiéis aos seus interesses», a semana da Solidariedade da Zabaldi vai abordar a questão da soberania. «À esquerda, apresenta-se a necessidade imperiosa da defesa da soberania política (...) e da soberania económica, baseada na soberania alimentar e energética».

«Mas, face ao processo de globalização e do triunfo do capital especulativo, os povos podem ser soberanos? Como podemos alcançar a nossa soberania em pleno século XXI? Existe vida para lá da Comunidade Europeia ou do euro?» Tudo isto irá ser abordado na XVI Semana de Solidariedade da Zabaldi, em Iruñea.

Programa:
12 de Novembro, 19h30: «Estados sin soberanías. Alternativas independentistas», por Peres Puges (Asamblea Nacional Catalana) e Garbiñe Bueno (Independentistak sarea)
13 de Novembro, 19h30: «Una propuesta de soberanía energética en Navarra», por Pablo Lorente (Fundación Sustrai)
15 de Novembro, 19h30: documentário Homenaje a Cataluña II. Apresenta: Auzolan Euskal Herria
16 de Novembro, 19h30: «¿Es viable la salida del Euro?», por Astor García (FOIC: Fundación Obrera de Investigación y cultura) e Ricardo Molero (Grupo Economía Crítica)
Fonte: ateakireki.com e zabaldi.org [onde se pode ler o texto de apresentação na íntegra]

A Korrika 18 já mexe: começa dia 14 de Março em Andoain

A 18.ª edição da Korrika começa dia 14 de Março no Martin Ugalde Kultur Parkea, em Andoain (Gipuzkoa), e termina dez dias mais tarde em Baiona (Lapurdi).

O lema desta grande corrida em defesa do euskara é «Eman euskara elkarri» [à letra: dar euskara uns aos outros], porque «o euskara deve ser a língua que os cidadãos bascos usam para viver juntos. A língua que usam para falar uns com os outros. Para se ouvirem e entenderem uns aos outros».

A Korrika 18 foi apresentada em Bilbo por Edurne Brouard, responsável da Korrika, Mertxe Mugika, coordenadora-geral da AEK, e por membros da Direcção da AEK.

Segundo disseram, querem homenagear todas as pessoas que estão a aprender euskara e a alfabetizar-se; «porque com o seu empenho estão a criar possibilidades de viver em euskara e, assim, a criar possibilidades de convivência». / Fonte: naiz.info e Gara

Korrika 18 (euskaraz)


Korrika 18 (em castelhano)

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Capitalismo: uma mulher suicidou-se em Barakaldo quando a iam despejar de sua casa

A banca fez mais uma vítima em Euskal Herria. Uma mulher, que ia ser despejada de sua casa, em Barakaldo (Bizkaia, EH), subiu para uma cadeira e atirou-se da janela (no quarto andar), tendo falecido de imediato.

Idoia Mendia, porta-voz do Governo de Lakua, fez saber que a falecida é Amaia Egaña, de 53 anos, esposa do ex-vereador do PSE em Barakaldo José Manuel Asensio.

De acordo com as agências noticiosas, o caso deu-se pelas 9h20 no n.º 11 da Rua Escuela de Artes y Oficios, na altura em que uma delegação judicial, encarregada de efectivar o despejo, chegava ao edifício. Depois da ocorrência, uma ambulância deslocou-se de imediato para o local, mas já não foi possível salvar a vida da mulher.

Mobilizações de protesto
A Stop Desahucios de Bizkaia convocou uma concentração para as 21h00, frente ao prédio onde ocorreu o suicídio, «contra o terrorismo financeiro». A mesma plataforma convocou, para a mesma hora, uma concentração para Gasteiz (Andra Mari Zuriaren Plaza). Em Donostia (Bulebar) e Iruñea (Gaztelu Plaza), as concentrações estão marcadas para as 19h00.

A associação Berri-Otxoak, de Barakaldo, convocou uma manifestação para as 19h30, que partirá do Tribunal de Barakaldo, segundo divulgou o Herrikolore. De acordo com a Berri-Otxoak, só em 2012 já houve 137 despejos em Barakaldo.

Entretanto, o grupo municipal do Bildu em Barakaldo emitiu uma nota, na qual diz claramente que se tratou de um assassínio e que há responsáveis.

Proposta do EH Bildu
Em declarações efectuadas na Câmara de Gasteiz, a candidata do EH Bildu à Lehendakaritza, Laura Mintegi, disse que a primeira proposta da coligação no Parlamento de Lakua se destinará a parar os despejos e que aquilo que hoje se passou em Barakaldo é «consequência grave de uma política económica que põe os interesses dos bancos acima dos interesses das pessoas».

A proposta do EH Bildu para parar com as acções de despejo foi apresentada durante a campanha eleitoral. A coligação propõe que as casas nestas condições sejam postas nas mãos de uma instituição pública, que deverá garantir a todos aqueles que não são capazes de pagar a hipoteca a possibilidade de permanecerem nos seus apartamentos, a troco do pagamento de uma renda social, que nunca exceda 15% dos rendimentos. Quando a situação económica dessas pessoas melhorar, então proceder-se-á a uma nova negociação da hipoteca com a banca. / Fonte principal: BilboBranka [com acrescentos de várias fontes] / Ver: lahaine.org e naiz.info


«[Fotos] Histórica manifestação em Barakaldo, em protesto contra o capitalismo e os seus crimes» (boltxe.info)

Nota: «LAB llama a la movilización contra la alarmante situación generada por los deshaucios», de LAB Sindikatua (labsindikatua.org)
Los desahucios llevados a cabo por el sector bancario, el mismo que ha sido rescatado con dinero público, han matado a esta persona. El asesinato tiene responsables: por un lado están los bancos y cajas y por otro los partidos políticos que permiten la legislación que ampara estos hechos y que además, con recortes sociales cada vez mayores, están dejando sin protección social a la ciudadanía.

A manifestação de Baiona vai ser grande! Denok Baionara!

A manifestação de Baiona, no caminho para a paz e para uma solução integral do conflito, na rota de Aiete, que não pode passar sem o respeito pelos direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, vai ser grande. De acordo com os dados avançados ontem pelo Herrira e noticiados pelo diário Gara, de Nafarroa partirão pelo menos 17 autocarros; 7 de Araba; 23 da Bizkaia; 22 de Gipuzkoa - sendo que deste último herrialde, por uma questão de proximidade, haverá também muita gente a deslocar-se de automóvel.

A queixa de Beatriz Etxebarria, que afirmou ter sido barbaramente torturada, foi levada a Estrasburgo
O TAT (Torturaren Aurkako Taldea - Grupo contra a Tortura) e o Giza Eskubideen Behatokia (Observatório de Direitos Humanos) levaram o caso de Beatriz Etxeberria a Estrasburgo. Etxebarria foi detida pela Guarda Civil no dia 1 de Março de 2011 e viria a afirmar ter sido ameaçada, espancada e violada durante o período em que permaneceu incomunicável em poder dos polícias.

«Apesar das queixas claras e repetidas destas vítimas, os órgãos judiciais do Estado recusaram-se a fazer qualquer investigação, com a aprovação do Tribunal Constitucional», argumentam TAT e Behatokia no apelo para Estrasburgo.

Criticam a passividade de Espanha, e afirmam que os «torturadores» actuam com toda a impunidade. No dia 16 de Outubro, o mesmo tribunal europeu condenou Espanha no caso de Martxelo Otamendi, por considerar que o Estado espanhol não investigou de forma eficaz [não disponibilizou todos os recursos necessários à investigação] a queixa apresentada por Otamendi, na qual afirmava ter sido torturado.

Em casos desta natureza, só dois tinham tido, até então, uma sentença favorável ao queixoso: Aritz Beristain, no dia 8 de Março de 2011, e Mikel San Argimiro, no dia 28 de Setembro de 2010. O caso de Otamendi foi o terceiro. O ex-director do Egunkaria disse que sai barato torturar [em Espanha].

No caso de Beristain, o tribunal condenou Espanha a pagar 20 000 euros, também pela falta de uma investigação profunda e eficaz, pela violação do artigo 3 da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e por danos morais. No de San Argimiro, Espanha teve de pagar 23 000 euros ao queixoso, pelas mesmas razões. / Fonte: Berria / Testemunho de Beatriz Etxebarria (aseh)

Manuel Navarrete: «El cáncer oportunista»

El poder no se combate creando una isla felizmente salvada, al margen y fuera de la realidad, sino creando un contrapoder popular cada vez más fuerte que algún día pueda enfrentar al poder capitalista y asaltar el poder estatal. / La conclusión de todo esto es que las consignas no deben ser sólo propagandísticas, ni sólo revolucionarias; las consignas deben ser principalmente pedagógicas. (insurgente.org)

«Hacia la mayoría social vasca», de Mati ITURRALDE (Gara)
«Aparecen síntomas de debilitamiento», observa la autora en relación al espacio electoral de Bildu, y tras plantear la pregunta «¿a qué se debe?» analiza las razones de esa evolución mirando en el espejo de los resultados electorales de las últimas elecciones en la CAV. Se centra en la pérdida del ímpetu electoral del cambio de estrategia y de las alianzas que lo acompañaron, la falta de articulación de una propuesta política lo suficientemente atractiva y la necesidad de crear nuevas referencias políticas. Ha echado en falta «temas» como el de los presos y la solución del conflicto y concluye animando a aprender de los errores y a trabajar, «orgullosos de lo que somos», sin prisa pero sin pausa.

«Veinticinco años juntos», de Amparo LASHERAS (askapena25)
El 10 de noviembre el internacionalismo abertzale cumplirá años y recuerdos de acontecimientos, guerras, conferencias, brigadas, fechas y nombres que lo dieron todo. En el camino, queda para todos, amistad, militancia y la revolución social e inacabada de «liberar el mundo».

DJ Balpore's - «Demicratie» // Aurore Martin»


Canção solidária de DJ Balpore's com Aurore Martin. Aurore askatu!

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Manifestação de Baiona: o Herrira diz que será «um novo passo» na defesa dos direitos dos presos

Numa conferência de imprensa que decorreu hoje de manhã em Bilbo, o movimento Herrira fez um último apelo à participação na manifestação nacional que no sábado irá percorrer as ruas da capital de Lapurdi. Parte às 15h30 da Euskaldunen plaza / Place des Basques. Na ocasião, Ane Zelaia e Nagore Garcia realçaram a importância da mobilização e o grande apoio conseguido pela convocatória.

Tendo em conta, precisamente, todo esse apoio e as adesões recebidas até ao momento, o movimento Herrira considera que a manifestação de sábado será histórica e que nela se dará um «novo passo para que os presos políticos bascos sejam senhores dos seus direitos». / Ver: naiz.info e herrira.org / Lista de adesões à manifestação / Manifesto do Herrira (eus / cas)

Ver também: «Un groupe de chrétiens lance un appel pour la paix en Pays Basque», de Giuliano CAVATERRA (Lejpb)

Em Iruñea, concentração semanal frente à sede do PP para reclamar soluções
82 pessoas participaram na concentração que, como todas as segundas-feiras, se realiza em Iruñea frente à sede do PP. Reivindicaram o direito dos presos políticos bascos a viverem em Euskal Herria, com os seguintes lemas: «La dispersión mata. Etxean nahi ditugu» [Queremo-los em casa] e «En la cárcel por su actividad política. Euskal Presoak Euskal Herrira» [Os presos bascos para o País Basco]. / Fonte: ateakireki.com

Um órgão de comunicação social francês afirma que François Hollande deu luz verde à entrega de Aurore Martin

O portal digital Mediapart afirma na sua edição de hoje que o presidente francês, François Hollande, deu luz verde à entrega de Aurore Martin às autoridades espanholas e que o Eliseu confirmou «oficiosamente» que a sua detenção não foi um acaso, como defende o ministro do Interior.

«O presidente da República deu o seu aval à extradição da militante basca a Espanha», afirma na sua edição de hoje o portal digital Mediapart.

De acordo com este meio de comunicação, o Eliseu confirmou «oficiosamente» que a detenção de Aurore Martin pelos gendarmes «não foi fortuita», como referiu o ministro francês do Interior, Manuel Valls.

O Mediapart afirma que antes de se executar a entrega foram feitas «consultas ao mais alto nível», que incluíam ministros e o presidente, François Hollande.

Na terça-feira à noite, o titular da pasta do Interior insistia perante a Assembleia Nacional francesa que não interveio na detenção e que se tratou de uma decisão judicial.

Contudo, o Mediapart, citando «informações do Eliseu», indica que a detenção «não foi fortuita» e que «as boas relações do presidente com as autoridades espanholas e a vontade de reforçar a luta antiterrorista facilitam este tipo de operações».

Convém recordar que Hollande, quando era candidato à presidência, pediu «clemência» e a busca de uma solução para o caso de Aurore Martin. / Fonte: naiz.info

«O Ministério francês da Justiça nega o envolvimento do Governo na detenção de Aurore Martin» (naiz.info)

La Parisienne Libérée - «Si Aurore Martin vous fait peur»

Informação e letra (naiz.info) [zorionak!]

Jesús Valencia: «Internacionalistas hasta la muerte»

Jesús Valencia ha preparado este trabajo, basado en su libro La ternura de los pueblos, Euskal Herria Internacionalista, en el que nos presenta a esas personas que siendo vascas dieron su vida acompañando la lucha de otros pueblos, o, siendo de otros pueblos, dieron su vida acompañando la lucha de Euskal Herria:

«El internacionalismo supone colocarse del lado de los oprimidos y colaborar en la defensa de sus derechos frente a las estructuras de poder que se los niegan. Éstas combaten con la misma saña tanto a los explotados que se revelan como a las gentes solidarias que les apoyan. Askapena, en su veinticinco aniversario, quiere homenajear a quienes, sin ser vascos, nos defendieron hasta la muerte y a quienes, sin olvidarse de su Euskal Herría natal, encontraron la muerte apoyando a otros pueblos. De todos ellos se pudiera decir: "Se acercaron conscientemente a un conflicto que trataron de resolver y que acabó con ellos. Cada uno intentó a su manera proteger la causa de los humildes con los que se había alistado. La brutal violencia del poder los envolvió en su torbellino y se los llevó" (Jesús Valencia, La ternura de los pueblos. Euskal Herria Internacionalista, Ed. Txalaparta, p. 198)». (askapena25)

«Internacionalistas hasta la muerte» (y II), de Jesús VALENCIA (askapena25)
En la entrega anterior se ha recordado a quienes encontraron la muerte en distintas movilizaciones a favor del pueblo vasco. Y a quienes se inmolaron voluntariamente para que el mundo visualizara el grave atropello que se intentaba cometer contra los patriotas que se habían refugiado en el Estado francés. En este segundo trabajo sobre el internacionalismo y las libertades vascas recordamos de forma escueta a quienes asumieron compromisos más exigentes. Por un lado, evocamos la memoria de quienes, perteneciendo a otros pueblos, adoptaron la arriesgada decisión de comprometerse con nuestra lucha. Por otro lado, la de los voluntarios y voluntarias vascas que se sintieron motivadas por internacionalismo para intensificar el compromiso que ya mantenían con su pueblo.

«Rueda de prensa de Askapena en Donostia llamando a acudir a Altsasu», de Askapena (lahaine.org)
Rueda de prensa de Askapena en Donostia, respaldada por representantes sociales, políticos y sindicales de Euskal Herria: Bilgune Feminista, Ezker Abertzalea, Bai Euskal Herriari, LAB Sindikatua, Ahaztuak, Elkartzen, Euskal Herrian Euskaraz, Etxerat, Herrira, Ikasle Abertzaleak, Alternatiba, Gazte Mugimendua

Pedro José Francés, condenado por evocar os fuzilados de Buñuel em 1936

Pedro José Francés, que promoveu os actos de reconhecimento aos fuzilados em 1936 em Buñuel (Nafarroa), foi condenado pelo Tribunal de Primeira Instância número 3 de Tutera (Nafarroa) por colocar algumas «placas» simbólicas de papel na Câmara Municipal desta localidade da Erribera no passado dia 14 de Abril, durante uma mobilização evocativa da proclamação da II República.

Na realidade, tratava-se de papéis colados com fita adesiva na fachada da Câmara em que se lembrava que o autarca e o secretário, para além de vereadores e outros habitantes, foram fuzilados em 1936. Francés foi condenado a pagar uma multa de 160 euros e mais 281,33 euros ao Município de Buñuel, considerando-se que tem a responsabilidade civil.

A condenação abrange ainda um outro acto evocativo aos fuzilados pelos franquistas em Buñuel, que decorreu no dia 23 de Julho e no qual foram colocadas, frente à Câmara Municipal umas quantas silhuetas de corpos em memória dos 52 habitantes desta localidade mortos pelas balas fascistas.

O autarca de Buñuel, Joaquín Pórtoles (UPN), fez queixa de Francés pela sua participação nestas acções, argumentando que a Câmara Municipal tinha tido de gastar dinheiro na limpeza do edifício após a colocação das «placas» de papel e das silhuetas.

Pórtoles tentou ainda incriminar Francés pela colocação de papéis na cruz que fica à entrada da igreja de Buñuel em memória dos habitantes da localidade mortos em combate no lado franquista.

Buñuel foi uma das localidades navarras que mais duramente sofreram a repressão franquista em 1936, com mais de 50 fuzilados entre os seus habitantes.
Em Agosto de 2011, quando passavam 75 anos da matança, Francés organizou, pela primeira vez, um acto evocativo, relembrando a caravana da morte dos fascistas, que percorreram a terra, casa a casa, para fuzilar os seus habitantes. No ano seguinte, repetiu-se o acto evocativo. Francés é também autor de vários livros sobre a repressão franquista em Buñuel. / Martxelo DÍAZ / Notícia completa: Gara

Herri Komitea / Comité Popular

Herri Komitea * E.H.
O Herri Komitea nasceu como plataforma civil de luta pelos direitos sociais e contra os cortes a que os cidadãos têm vindo a ser submetidos.

Esta plataforma é composta tanto por sindicatos (ELA, LAB, ESK, Hiru) como por partidos (Bildu, Ezker Anitza) e colectivos populares (gaztegunes, okupas, assembleias de desempregados).

A plataforma pretende servir de apoio às lutas que se realizarem, individual ou colectivamente, em defesa dos direitos dos cidadãos.

O portal, fiel à filosofia do HK, está aberto a todos aqueles que lutam por uma sociedade mais digna. Quer servir como órgão de expressão para todos eles e de instrumento de coordenação de todas as acções que se vierem a realizar. / Fonte: SareAntifaxista

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

O Sortu torna público o texto com as suas bases ideológicas e o seu modelo de organização

Depois da paragem forçada pelas eleições de 21 de Outubro, o processo de constituição do Sortu foi retomado com o debate e as decisões sobre as suas teses. A primeira, que contém as bases ideológicas e o modelo de organização, foi hoje publicada na sua página de Internet, tanto em euskara como em castelhano, e constitui o ponto de partida para a redacção do texto definitivo.

No documento, o Sortu afirma que constitui «a expressão organizativa da resolução Zutik Euskal Herria, que designa como referência dos independentistas e socialistas de Euskal Herria na actividade e luta política de massas, ideológica, institucional a desenvolver no processo democrático».

O Sortu afirma que a autodeterminação «não deve ser entendida como um objectivo estático a alcançar num futuro que nunca mais chega», mas que «a partir de agora mesmo, passando pela fase dos acordos para o seu exercício e a implementação dos mesmos, a concretização do direito a decidir de todas as cidadãs e e de todos os cidadãos bascos deve ser entendida como um processo e, ao mesmo tempo, como o núcleo do Processo Democrático».

Para o Sortu, o povo basco deve ir decidindo o seu futuro, «seja através de acordos com os estados, seja de forma unilateral». A força política, que faz seu o projecto político «que historicamente defendeu a esquerda abertzale», aposta numa Euskal Herria «independente e socialista com estruturas de Estado» e euskaldun, por forma a «garantir a sobrevivência de Euskal Herria e o seu pleno desenvolvimento».

O seu objectivo é, de acordo com a proposta, «articular Euskal Herria numa única estrutura política» e «culminar o projecto político que há-de reunificar os sete territórios», por considerar que este é «o âmbito geográfico adequado para alcançar no futuro a liberdade plena e preservar a identidade nacional».

O calendário abrange quatro meses, nos quais serão debatidas as teses ideológicas, a linha política e o modelo de organização e de funcionamento. No dia 9 de Fevereiro, haverá eleições internas, e o processo terminará no dia 23 desse mês, com a realização do congresso constituinte. / Notícia completa: naiz.info / Ver também: SareAntifaxista

Manifestação de Baiona: «Ipar Euskal Herria jamais assistiu a movimento solidário desta dimensão»

Numa conferência de imprensa hoje de manhã em Baiona, em que deu a conhecer os últimos detalhes relativos à manifestação do próximo sábado em defesa dos direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, o movimento Herrira mostrou-se bastante optimista: «Ipar Euskal Herria jamais assistiu a tal onda solidária».

Partidos políticos, sindicatos, associações, agentes culturais e desportivos... centenas de representantes de diversas áreas da sociedade fizeram um apelo à participação na manifestação convocada pelo Herrira.

Na conferência de imprensa, o Herrira exigiu aos governos francês e espanhol que respeitem os direitos dos presos e dos refugiados políticos bascos, incluindo a «aplicação da sua própria legislação».

Nas palavras de Emilie Martin, que esteve na conferência de imprensa acompanhada por outro membro do Herrira, Gabi Mouesca, a «manifestação de sábado será um testemunho popular da defesa do processo de paz». / Ver: Berria [tradução a partir de uma versão anterior da notícia] / Texto da conferência de imprensa (fra)

Os presos Izaskun Lesaka e Joseba Iturbide encontram-se isolados
A Etxerat fez saber que os presos políticos bascos Izaskun Lesaka e Joseba Iturbide se encontram isolados, «por ordem de um juiz de Paris». Lesaka está na prisão de Fresnes e Iturbide na de Fleury (ambas em Frantzia). Foram ambos detidos no dia 28 de Outubro pela Polícia francesa, em Macon, por ligação à ETA.

No dia 5 deste mês, todos os presos bascos que se encontram em Fresnes expressaram a sua solidariedade a Lesaka, e, por causa disso, os homens foram levados para o mitard (cela de castigo); as mulheres ficaram confinadas às suas celas, como medida de punição, divulgou a Etxerat.
«Apesar de o isolamento ser uma medida orientada para situações muito concretas, é aplicada aos nossos familiares e amigos de forma habitual. Actualmente, há treze familiares e amigos nossos em situação de isolamento; isto é, sem qualquer companheiro», afirma a associação numa nota de imprensa, em que exige o respeito pelos direitos dos presos políticos bascos. / Fonte: Berria / Ver: etxerat.info

Urquijo manda para a Procuradoria da AN a moção aprovada em Sopela a favor dos presos doentes
A estratégia de criminalização das iniciativas em defesa dos direitos dos presos políticos bascos conheceu mais um avanço, com a decisão do delegado do Governo espanhol na CAB, Carlos Urquijo, de enviar à Procuradoria da Audiência Nacional espanhola uma moção aprovada na Câmara Municipal de Sopela a favor da libertação dos treze prisioneiros doentes.

A medida causa surpresa, uma vez que foram muitas as instituições que tomaram posições similares nos últimos anos, a diferentes níveis, e também se se tiver em conta que aquilo que se reivindica é uma libertação ao abrigo das própria legislação penitenciária, posta em prática recentemente no caso de Iosu Uribetxeberria, não sem uma intensa polémica política a antecedê-la e com a devida mobilização da sociedade. Urquijo afirma que apenas dá conhecimento da moção à Procuradoria «para o caso de poder incorrer num delito».

A decisão do delegado foi tomada mal teve conhecimento da moção aprovada, que, embora aprovada na quarta-feira da semana passada, só foi divulgada à comunicação social esta segunda-feira. No seu texto, Carlos Urquijo refere que a citada moção - que contou com os votos a favor do Bildu, a abstenção do PNV e foi rejeitada por PSE e PP - «poderia infringir o que está previsto nas Leis de Reconhecimento, Protecção e Reparação às Vítimas do Terrorismo».
Na moção, pede-se que seja decretada a liberdade condicional a treze presos políticos bascos com doenças graves ou incuráveis, depois de referir o caso revelador de Uribetxeberria. / Fonte: Gara

Ainda ontem noticiámos a aprovação da moção, depois de termos conhecimento disso pelo algortaHerrira; hoje, fica a ligação para a notícia em que o mesmo portal dá conta da aberração: «Preso gaixoen alde Sopelan onartutako mozioa ikertzea agindu du Urquijok» (algortaHerrira)

Juanjo Peciña: «Solo la fuerza conjunta de los pueblos organizados conseguirá cambiar la sociedad»

[Juanjo Peciña, membro fundador da Askapena, entrevistado por Beñat Zaldua]
Juanjo Peciña fue uno de los impulsores, hace medio siglo, de Askapena. Aprovechando el aniversario, le preguntamos sobre los primeros años de la organización internacionalista y sobre los retos que afronta hoy en día la solidaridad entre los pueblos que habitan el planeta. (naiz.info)

«Os Estados Unidos largam o Conselho Nacional Sírio e dedicam-se apenas a armar a "Al Qaeda na Síria"», de Tony CARTALUCCI (ODiario.info)
Os EUA continuam a movimentar os seus fantoches na Síria. Ao que parece, abandonam a frente política aliada na mais recente jogada para apressarem a mudança de regime há muito empatada. O chamado “Conselho Nacional Sírio” está a ser marginalizado, visto ser geralmente considerado como ilegítimo tanto pelos sírios como pelo mundo em geral. No discurso, o imperialismo quer demarcar-se do extremismo terrorista. Mas no terreno é de todo o género de aventureiros, mercenários e criminosos que continua a servir-se.

«El arma del silencio mediático», de Manlio DINUCCI (boltxe.info)
Se dice que el silencio es oro. Lo es, sin lugar a dudas, pero no solamente en el sentido del proverbio. Es sobre todo importante como instrumento de manipulación de la opinión pública: si en los periódicos, en las noticias de la televisión y en los debates televisados no se habla de un acto de guerra, no existe en el espíritu de los que están convencidos de que sólo existe lo que aparece en los medios de información.

Lenin Eguna, novamente em Otxarkoaga

O bairro popular e operário de Otxarkoaga, em Bilbo, vai voltar a receber o Lenin Eguna, evento já com uma trajectória vincada no calendário militante basco.

No próximo dia 17 de Novembro, praticamente coincidindo com o aniversário da primeira revolução socialista triunfante da história, os comunistas abertzales bascos vão-se reunir, «não para evocar nostalgicamente os revolucionários de ontem, mas para abordar as tarefas dos revolucionários e comunistas de hoje», na Euskal Herria que desejam independente e socialista.

A jornada inicia-se às 10h00 no centro cívico de Otxarkoaga, onde terá lugar o debate central do Lenin Eguna deste ano.
Às 14h00, realiza-se uma oferenda floral junto à estátua de Marx e Lénine na Praça Kepa Enbeitia, em Otxarkoaga.
Antes do encerramento da jornada, haverá um almoço popular (15h00) que, como o próprio nome indica, terá preços populares.

Quem se quiser inscrever no almoço só tem de enviar um e-mail ao Boltxe, utilizando o endereço boltxekolektiboa@gmail.com.

Na nota de apresentação do Lenin Eguna 2012, o Boltxe Kolektiboa incentiva as pessoas a estar presentes, a participar no debate e a aproveitar toda a jornada popular, num bairro tão especial como Otxarkoaga. Agradece ainda à Pa Yá Konpartsa pela sua colaboração e entusiasmo. / Fonte: boltxe.info