sábado, 26 de outubro de 2013

Iruñea: grande manifestação em defesa da ikurriña e das liberdades

Respondendo à convocatória da iniciativa Iruñea Askatasunez, centenas de pessoas manifestaram-se hoje ao meio-dia nas ruas da capital navarra. Denunciaram a «criminalização de pessoas e ideologias políticas» levada a cabo pelo Governo navarro, considerando que esta atitude constitui «um obstáculo à convivência e ao futuro» de Iruñea, e exigiram respeito por «todos os direitos dos cidadãos».

Na sua opinião, as detenções realizadas há algumas semanas por causa da exibição da ikurriña no txupinazo de 2013 são utilizadas para esconder escândalos urbanísticos e casos de corrupção.

Recordaram ainda que no dia 18 de Novembro treze habitantes de Iruñea serão julgados pelos incidentes que ocorreram durante o txupinazo dos sanfermines de 2010, quando a Polícia Municipal tentou impedir que mostrassem uma ikurriña na Praça do Município.

Em protesto contra este julgamento, foi convocada uma manifestação para 9 de Novembro; foi também anunciada uma iniciativa para acabar com a «Lei dos Símbolos». Ver: Berria e ateakireki.com

Asier Guridi: «Prisionero en un país "amigo"»

En 31 días he podido hablar una vez con mi madre, dos veces con Mariale y una vez con mi amigo Mikel de Oñati, todas llamadas vigiladas y con la presión de que sólo son 3 minutos. (aporrea.org)

Iniciativa Garzón en Argentina: «Garzón desechó investigar a militares españoles entrenados en la ESMA»

En el año 1998, el Ministerio de Defensa español remitió a su juzgado en el marco de la causa por los vuelos de la muerte, un listado parcial de altos oficiales españoles entrenados por la dictadura. Víctor Basterra, fotógrafo secuestrado en la ESMA y hoy director del Instituto para la Memoria, señaló ante Garzón a otro militar más al que reconoció como partícipe de los grupos de tareas del gobierno de facto. El ex juez desechó actuar contra ellos.

Baltasar Garzón tuvo en sus manos una lista de militares españoles que hicieron cursos de formación con sus pares argentinos y que participaron activamente en la represión durante la última dictadura militar, y decidió no citarlos ni tampoco investigar sobre tan graves hechos. Esta información fue cubierta por varios medios de comunicación argentinos y españoles, entre ellos los diarios Página 12, La Nación, Clarín y El País de Madrid. / VER: lahaine.org

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O LAB coloca a ikurriña e a navarra no Parque dos Bombeiros de Iruñea

O LAB pendurou uma ikurriña e uma bandeira navarra no Parque dos Bombeiros dos Trinitarios, em Iruñea, em solidariedade com dois bombeiros que estão imputados no caso «Pescadores Barbudos». Na ocasião, o porta-voz do LAB em Nafarroa, Igor Arroyo, efectuou declarações à comunicação social, acompanhado por Iñigo Balbas e Natxo Barriuso, imputados no caso da ikurriña gigante no txupinazo deste ano. Arroyo considerou que a perseguição à ikurriña está ligada ao regresso a certas práticas do tempo do franquismo que a UPN e o PP levam a cabo com o objectivo de desmobilizar a sociedade navarra.

«No franquismo, os navarros tinham de subir aos campanários para poderem mostrar a ikurriña; a partir de 1975, a ikurriña passou a aparecer na Câmara Municipal de Iruñea; mas nas últimas décadas a UPN e o PP moveram-lhe uma perseguição impiedosa, retirando-a dos gabinetes dos grupos municipais, batendo naqueles que a queriam mostrar no txupinazo das festas, atacando um vereador por levar uma T-shirt com a bandeira estampada e, agora, gastando enormes recursos [do erário público] para identificar e punir os "Arrantzale Bizardunak"».

Face às atitudes antidemocráticas de UPN e PP, o LAB enfatizou o direito dos navarros a exibirem os seus símbolos e a reivindicarem a sua identidade, e fez um apelo à participação na kalejira que amanhã terá lugar ao meio-dia na capital do país. / Fonte: LAB via ateakireki.com  

MOBILIZAÇÃO EM IRUÑEA A FAVOR DAS LIBERDADES E CONTRA A REPRESSÃO SOBRE «TUDO O QUE É BASCO»
Os seis detidos denunciaram «a caça às bruxas» da UPN contra «tudo o que é basco» e a violação dos seus direitos neste processo. Os seis detidos acusados de serem os «arrantzale bizardunak / pescadores barbudos» que colocaram uma ikurriña gigante frente à Câmara Municipal de Iruñea, no txupinazo das festas de San Fermin deste ano, denunciaram «a caça às bruxas» da UPN contra «tudo o que é basco» e a violação dos seus direitos neste processo.
Para além disso, expressaram a sua solidariedade aos jovens acusados de terem levado uma ikurriña para a praça no txupinazo das festas de 2010 e convidaram as pessoas a participar na marcha deste sábado em Iruñea, que partirá às 12h00 da Deputação. / Fonte: ateakireki.com

Dia 9 de Novembro, em Gernika, será apresentado o «novo trajecto» da defesa dos direitos dos presos

Ontem, em Bilbo, várias figuras conhecidas da sociedade basca - da cultura, da política, do desporto ou do sindicalismo - divulgaram o acto que irá ter lugar no Centro Cultural Astra, em Gernika, no dia 9 de Novembro, com o lema «Ur jarioa» (água abundante). A partir daí será estruturada a enorme mobilização a favor dos direitos dos presos - assim o prevêem - de 11 de Janeiro em Bilbo.

A advogada Begoña Zabala e o escritor Juan Ibarrondo leram o manifesto da convocatória, que já recebeu o apoio de mais 40 cidadãos de diversas áreas da sociedade. Estiveram presentes, entre outros, a antiga futebolista do Athletic Eba Ferreira, o teólogo Félix Placer, o antigo deputado Jesús Pérez de Viñaspre, o ex-conselheiro da Justiça Joseba Azkarraga, o padre Román Landera ou a professora universitária Amaia Nerekan. Para além de afirmarem que a operação policial contra o Herrira foi uma «injustiça», avisaram que é impossível «atar» o mar.
Pensam que, se Espanha continuar a violar os direitos humanos, é possível que surjam mais sentenças como a de Estrasburgo sobre a Doutrina Parot. Pediram que os direitos dos presos sejam respeitados, considerando que tal se afigura essencial para a resolução do conflito. / Ver: Berria e ateakireki.com  

Etxerat: Conferência de imprensa sobre a sentença relativa à doutrina 197/2006 (eus / cas / fra)  

A AN DECRETA LIBERTAÇÃO DE JUAN MANUEL PIRIZ E ADIA DECISÃO SOBRE JOXEPA ERNAGA
A Audiência Nacional espanhola decretou a libertação do preso Juan Manuel Piriz (Portugalete, Bizkaia) e adiou para 8 de Novembro a decisão sobre Joxepa Ernaga (Erroibar, Nafarroa). A partir dessa data, o plenário do tribunal especial reúne-se todas as sextas-feiras para resolver os recursos contra a doutrina 197/2006, invalidada pelo Tribunal de Estrasburgo. Piriz saiu da cadeia de Botafuegos (Algeciras, Cádis) hoje à tarde, depois de passar 29 anos e 8 meses na prisão. (naiz.info)  

O TRIBUNAL DE CASSAÇÃO ADIA PARA 30 DE OUTUBRO DECISÃO SOBRE JOKIN ARANALDE
A mais alta instância judicial no Estado francês devia ter-se pronunciado esta quinta-feira sobre o caso de Jokin Aranalde, depois de a sua defesa ter recorrido da aprovação da sua extradição para o Estado espanhol, a 25 de Setembro último, pelo Tribunal de Pau. Contudo, a decisão sobre o mandado europeu foi adiada para 30 de Outubro.

Aranalde foi detido a 24 de Junho, pouco depois de ter sido nomeado porta-voz do Colectivo de Refugiados Políticos Bascos (EIPK) e ter estado presente num acto em Biarritz (Lapurdi) em que estes tornaram pública a sua contribuição para o processo de paz. / Ver: naiz.info

Inaugurado em Gasteiz um enorme mural sobre o 3 de Março

Depois de semanas de trabalho árduo em equipa, hoje a Martxoak 3 elkartea apresentou um mural impressionante que evoca os acontecimentos de 3 de Março de 1976, no bairro de Zaramaga, em Gasteiz.

Segundo recordaram, o trabalho visa reflectir a dignidade da classe trabalhadora de Gasteiz e manter viva a memória dos cinco trabalhadores que foram mortos pela Polícia quando participavam numa assembleia - houve ainda mais de cem feridos.

A associação pretende que o mural contribua para manter viva a memória no bairro onde os acontecimentos se deram, transmitindo e sociabilizando aquilo que a versão oficial quis esconder e distorcer.

Para além disso, o mural dá forças a quem trabalha na luta pela verdade, justiça e reparação. / Ver: naiz.info / Ver também: SareAntifaxista [com mais fotos] e BorrokaGaraia

Boltxe Kolektiboa: «Conociendo las luchas: 2- Colombia y la Marcha Patriótica»

Ya comentamos que periódicamente publicariamos artículos y trabajos enviados a Boltxe por compañeros y compañeras de otros pueblos, en los cuales nos informarian y hablarian de su lucha de cara a que esta fuese más conocida en Euskal Herria. Hemos estado recientemente con los camaradas de Marcha Patriótica de Colombia y nos ha parecido interesante que dichos compañeros de lucha nos hablen de su pueblo, de Colombia y de la lucha que estan desarrollando. En ese sentido publicamos dos trabajos que nos han remitido.

Queremos aprovechar para trasladar la máxima solidaridad hacia el heroico pueblo colombiano y nuestras simpatias y apoyo a su larga lucha por la libertad y un futuro de dignidad.

Sin más os dejamos con los trabajos enviados por los camaradas de Marcha Patriótica. / VER boltxe.info

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Jovens abandonam a sala e não assistem aos depoimentos dos «seus torturadores»

O julgamento de 36 jovens independentistas prosseguiu hoje de manhã sem a presença dos acusados. Os jovens, que hoje traziam vestidas T-shirts negras com a inscrição «Stop Tortura», recusaram-se a estar presentes na sessão em que iam depor os polícias e os guardas civis que os torturaram enquanto estiveram detidos, segundo denunciaram. O tribunal especial espanhol aceitou e os jovens abandonaram a sala, depois de a presidente lhes ter pedido que permanecessem no exterior, à disposição do tribunal.

Os arguidos consideraram que o facto de o tribunal lhes ter permitido não ter de ouvir os depoimentos dos polícias e guardas civis evidencia «que tem noção de que fomos torturados».
Apesar disso, «os torturadores depuseram, mentiram sobre a forma (o modo como os detidos foram tratados) e sobre o fundo (a criminalização do movimento juvenil basco)».

«Se o tribunal sabe que nos torturaram, se sabe que a investigação policial e a instrução judicial que se seguiu não são conformes aos princípios dos direitos humanos, então devia invalidar todo o processo de instrução e arquivar o caso de imediato».

Recorde-se que 30 dos 40 acusados neste processo afirmaram ter sido torturados depois de terem sido detidos e ficado incomunicáveis. Nalguns casos, os jovens apresentaram queixa e há processos judiciais a decorrer. O julgamento, já com a sala vazia, prosseguiu com os depoimentos dos primeiros guardas civis. / Ver: naiz.info / Vídeo: momento em que abandonam a sala (Ateak Ireki)

«Hoje depõem os nossos "Billy el Niño" e isso é uma vergonha» Os jovens independentistas que estão a ser julgados na Audiência Nacional espanhola denunciaram a utilização da tortura no Estado espanhol como forma de conseguir depoimentos incriminatórios, que depois são utilizados como prova para os condenar. / Fonte: ateakireki.com

Ver: «Manifestação em Madrid contra os julgamentos políticos dos jovens bascos» (boltxe.info)
No sábado, acção solidária com a juventude basca em Madrid: manifestação contra os julgamentos políticos e contra a criminalização da juventude (Praça Tirso de Molina, 18h30).

O LAB acusa o patronato espanhol e as sucursais bascas de provocarem miséria e empobrecimento

Numa nota emitida recentemente, o sindicato abertzale afirma que as últimas declarações e propostas efectuadas pela Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE) «não podem passar em branco», acusando o patronato de querer «esticar ainda mais a corda», apostando em «mais miséria e empobrecimento» e levando «milhares de pessoas para o abismo da pobreza».

«O grande capital e o patronato não conhece limites quando se trata de aumentar o nível exploração. A natureza anti-social faz parte da sua identidade», afirma-se na nota, que depois se refere, em concreto, a várias propostas do patronato, como passar a idade da reforma para os 70 anos; 40 anos de descontos para ter direito a 100% da reforma ou 20 anos para 50% da reforma; diminuição do subsídio de desemprego.

O LAB, sindicato combativo de classe do País Basco, considera que as propostas do patronato espanhol são «criminosas», quando, «num contexto social desolador», este volta a «propor a redução das pensões e o incremento da coacção sobre as pessoas desempregadas, diminuindo o período de protecção». «Para manter e aumentar a sua riqueza», o patronato «precisa de nos empobrecer; para que aceitemos condições laborais deploráveis, precisa de nos levar à miséria», afirma na nota.

Para o LAB, a CEOE e as suas sucursais em Euskal Herria mostram um comportamento «tirânico»: «provocaram a crise, socializaram as perdas dos bancos, alteraram as leis para baixar os salários e despedir livremente, abriram as portas à privatização do público, cortaram nas despesas sociais». Torna-se claro que não têm como objectivo a «recuperação de direitos sociais, o emprego de qualidade ou o reforço dos serviços públicos», mas sim «aumentar a riqueza de uma minoria», provocando «desigualdade e pobreza».

Perante as imposições do grande capital - empobrecimento e precariedade, exploração e destruição de direitos sociais fundamentais -, o LAB considera «necessária e urgente a convergência de forças, a mobilização e a construção de alternativas» a este modelo económico e social, no qual as «pessoas venham em primeiro lugar». / Ver: LAB Sindikatua

A Polícia carrega em protesto de estudantes contra reforma educativa em Iruñea

Ontem, os jovens cortaram uma estrada no bairro da Txantrea (Iruñea), em protesto contra uma reforma educativa que, entre outras coisas, quer «espanholizar» os estudantes. Para hoje, vários sindicatos convocaram uma jornada de luta no sector da Educação em todo o País Basco - que incluía greves, concentrações e mobilizações - contra a Lei Wert. Ao meio-dia, houve concentrações em Gasteiz, Donostia e Bilbo. Ao final da tarde, houve manifestações em Tutera (Nafarroa) e Iruñea.
Esta última reuniu cerca de 10 mil pessoas, de acordo com os organizadores. Para dia 31, estão convocadas concentrações junto aos centros de ensino. / Ver: ateakireki.com

Arkaitz Artola, da Gaztesarea, foi absolvido

O jovem donostiarra Arkaitz Artola foi julgado no tribunal de excepção espanhol a 24 de Setembro último, sendo acusado de colaboração com «organização terrorista» por participar no projecto comunicativo do movimento juvenil Gaztesarea. Apesar das acusações formuladas contra ele e dos seis anos de prisão pedidos pelo Ministério Público, o tribunal espanhol absolveu-o.

A Guarda Civil acusou a Gaztesarea de colaborar com a organização juvenil revolucionária Segi por divulgar o resultado de sorteios de rifas para o financiamento da organização.

A Gaztesarea nasceu a 1 de Março de 2003, pretendendo ser um instrumento comunicativo do movimento juvenil; no dia 29 de Julho de 2009, a Guarda Civil entrou na sua sede, em Andoain (Gipuzkoa), e prendeu várias pessoas, sendo uma delas Arkaitz Artola. Nove pessoas foram constituídas arguidas, mas só Artola acabou por ir a julgamento. / Ver: topatu.info

PARLAMENTO DE GASTEIZ PEDIU LIBERTAÇÃO DOS PRESOS DO «CASO BATERAGUNE»
O EH Bildu apresentou uma proposta em que se pede a libertação de Arnaldo Otegi, Rafa Díez, Sonia Jacinto, Miren Zabaleta e Arkaitz Rodríguez, que foi aprovada com os votos da coligação soberanista e do PNV. PSE-EE, PP e UPyD votaram contra.

Assim, o Parlamento pediu a libertação dos cinco; solicita também ao Governo de Lakua que tome as medidas necessárias para esse efeito. PSE, PP e UPyDk criticaram o PNV-EAJ por ter votado a favor. / Fonte: Berria

«Venezuela, guerra económica»


Reportaje: Venezuela, guerra económica from Red ALBATV on Vimeo.
«Depois da derrota eleitoral de 14 de Abril de 2013 e de esgotar as acções desestabilizadoras para não reconhecer os resultados, a extrema-direita venezuelana, assessorada por agentes estado-unidenses, mudou de táctica. Repete-se "o guião" do Chile de Allende (1973), iniciando-se uma sabotagem económica com vista ao derrube do Governo, nas vésperas das eleições municipais (8 de Dezembro). As forças reacomodam-se e o Governo procura, através das suas instituições, uma aliança com os trabalhadores e o povo organizado, para enfrentar o açambarcamento e a especulação, como factores principais da actual guerra económica que tem lugar na Venezuela.» / Fonte: Albatv.org via pakitoarriaran.org

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Com a sentença de Estrasburgo, «ganhou toda a sociedade basca e também a espanhola»

Numa conferência de imprensa na capital navarra, agentes políticos, sindicais e sociais avaliaram a sentença de Estrasburgo, sublinhando, em primeiro lugar, que chega tarde, «cinco anos no caso de Inés del Río, e 203 anos se se tiver em conta as dezenas de presas e presos políticos bascos afectados»; afirmaram ainda que a judicatura espanhola sabia que estava a agir à margem do Direito.

Num comunicado acordado por agentes políticos, sociais e sindicais lido por Eva Aranguren, vereadora do Bildu na Câmara Municipal de Iruñea, e Xabier Barber, membro do sindicato ESK, exige-se ao Governo espanhol que «não arme esquemas, que cumpra a sentença de forma imediata e que permita a libertação das 56 presas e presos bascos que mantém retidos há vários anos depois de terem cumprido a pena a que foram condenados».

Defenderam também que é preciso fugir dos esquemas de vencedores e vencidos. «Queremos salientar a resposta serena e madura que Euskal Herria está a dar a esta sentença. Aqui, não ganhou Inés del Río, a ETA ou uma determinada opção política. Aqui, impuseram-se os direitos humanos e os princípios básicos do ordenamento jurídico, sendo, para além do mais, uma notícia que alimenta o processo de resolução e nos aproxima da paz. Portanto, quem ganhou foi toda a sociedade basca, e também a sociedade espanhola e a comunidade internacional. Aqui, ganhámos todos e todas».

«Em suma, o que pedimos é que se respeitem os direitos humanos, que se alivie o sofrimento de muitas pessoas, que todas as partes dêem passos com vista a alcançar a resolução. O que pedimos é que dêem uma oportunidade à paz em Euskal Herria», afirmaram.

Realçaram também o facto de a sentença de Estrasburgo ser «um novo puxão de orelhas» ao Estado espanhol, «uma nova condenação internacional das políticas de excepção» que aplica aos presos bascos, pelo que reclamaram a libertação dos presos doentes e o fim da dispersão. «Duas medidas de excepção que são também uma questão de direitos humanos e que provocam uma dor desnecessária a que temos de pôr fim».

O texto foi subscrito por partidos como EA, Sortu, Aralar e Alternatiba, os sindicatos ELA, LAB, ESK e STEE-EILAS e organizações como Ernai, Etxerat, Esait, Eleak e EPPK, entre outras. / Ver: naiz.info e Berria  

Agentes bascos fazem uma leitura da sentença de Estrasburgo [Ateak Ireki]  
Ver: «A AN decide na sexta-feira como resolver os pedidos de libertação que recebeu» (naiz.info)
E o Supremo Tribunal vai reunir-se nos próximos dias para determinar a sua posição sobre a doutrina 197/2006.

Processo 26/11: jovens consideram «inadmissível» que os seus torturadores deponham em nome do Estado de Direito

Amanhã, dia 24, e na quarta-feira da próxima semana, dia 30, é a vez de os polícias e os guardas civis deporem na Audiência Nacional espanhola no âmbito do processo 26/11, em que 36 jovens independentistas (quatro recusaram comparecer em tribunal) estão a ser julgados pela sua militância política.

Num texto enviado ao Gara e ao Berria, os jovens consideram inaceitável que, «não tendo sido esclarecidas as denúncias de torturas, seja dada a palavra» àqueles que os torturaram. É «inadmissível que, enquanto perdura o manto de impunidade que protege a tortura, aqueles que a põem em prática possam depor em nome do Estado de Direito. Não o podemos aceitar», enfatizam.

Afirmam que Espanha não toma medidas para evitar a tortura, e descrevem assim a «cadeia de impunidade»: «incomunicação para permitir a tortura policial, falta de investigação ou investigações frágeis para impedir as condenações judiciais, e, caso existam, indultos governamentais para evitar que os torturadores cumpram pena».

Essa «cadeia de protecção» mostra que, mais do que o fulano tal «com gel», o tipo «com 1,80 m» ou «o jovem com rastas», quem os torturou foi o Estado: «a tortura é uma decisão do Estado, e acabar com ela também o será».

Os jovens exigem que todos os casos de tortura sejam investigados e que Espanha cumpra os protocolos internacionais para evitar a sua prática. «Enquanto assim não for, não vamos tolerar as acusações dos nossos torturadores em tribunal. Será essa a nossa posição esta quinta-feira».

Torturatzaileen txanda Auzitegi Nazionalean [topatu.info] Ver: Berria e topatu.info / Texto: Gara e Berria

Iñaki Gil de San Vicente: «¿Porqué hablar de la represión nos da miedo?»

[Texto para o debate que se realizou no Zirika! Herri Gunea, em Bilbo, organizado pelo Boltxe Kolektiboa.]
La conciencia política organizada nos preparará para dominar el necesario instinto del miedo y para comprender que la libertad, además de tener un precio alto, consiste en la superación consciente de la necesidad, es decir, en la superación históricadel capitalismo. (boltxe.info)

Mikel Laboa - «Dialektikaren laudorioa»

«Elogio da Dialéctica», de Bertolt Brecht Se não estamos em erro, o tema aparece nos álbuns Lau Bost (1980) e Lekeitioak (1988; em CD, 2007).

Guerrilheiras das FARC-EP: «Declaración Pública»

Ser guerrilleras significa tomar la decisión de luchar, de asumir la responsabilidad por nuestros actos, de liberarnos de un destino preestablecido, de esos roles definidos por una sociedad injusta y excluyente. Nuestro ingreso a filas representa de por sí un acto de rebeldía y liberación; es hacer parte de un colectivo donde ser hombre o mujer está rebasado por la condición de combatientes revolucionarios por un mundo justo. [...]
Lanzamos esta página Web, farianas, puerta abierta al mundo guerrillero de las FARC-EP, con sus dolores y sus alegrías, en su praxis constructora de una sociedad mejor, exaltando sus vivencias desde nuestra perspectiva de mujeres que amamos a Colombia y creemos firmemente en la posibilidad real de alcanzar la Paz con Justicia Social. / Ler texto aqui.  

As guerrilheiras das FARC criaram uma página na Internet: mujerfariana.co

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Inés del Río deixou a prisão de Teixeiro, depois de passar 26 anos na cadeia

Inés del Río deixou a prisão de Teixeiro (Curtis, Galiza) por volta das 16h15, algumas horas depois de a AN espanhola ter decretado, por unanimidade, numa sessão plenária extraordinária, a sua libertação imediata, dando cumprimento à sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem que anulou a doutrina 197/2006. O tribunal especial bloqueou o pagamento dos 30 000 euros de indemnização decretados pelo TEDH. 

Familiares e amigos da presa de Tafalla (Nafarroa) e as advogadas Amaia Izko e Ainhoa Baglietto esperavam-na no exterior da cadeia. Assim que saiu, partiu em direcção a Euskal Herria.

A sentença de Estrasburgo deve conduzir à libertação de 56 bascos que neste momento se encontram presos em virtude de lhes ter sido aplicada a doutrina anulada. Terá também consequências para várias dezenas de presos cuja data de saída se aproximava e cujas penas o Estado iria prolongar, como o fez desde Fevereiro de 2006.  

«Não existe margem para os manter na prisão»
Ontem, Amaia Izko e Ainhoa Baglietto, porta-vozes da equipa de advogados que defenderam Del Río, pediram a libertação da sua cliente e fizeram saber que iriam exigir a libertação de todos os outros presos que, «depois de ter cumprido as suas penas na íntegra, estão na prisão de forma injusta». «Do ponto de vista jurídico, não há margem para os manter na cadeia», afirmaram.

«Agora, é preciso libertar imediatamente todos aqueles a quem foi aplicada retroactivamente a doutrina Parot. Cada minuto que continuam na prisão é um minuto de violação e desprezo pelos direitos fundamentais», salientaram. / Ver: naiz.info  

TRIBUNAL SUPERIOR DE LONDRES DECRETA LIBERDADE CONDICIONAL DE ANTTON TROITIÑO
O Tribunal Superior de Londres ordenou, esta tarde, a liberdade condicional de Antton Troitiño. O tribunal decretou ainda que o preso de Intxaurrondo (Donostia) seja libertado o mais rapidamente possível, tal como foi pedido pela defesa; terá, no entanto, de se apresentar diariamente numa esquadra da capital britânica. As autoridades espanholas dispõem de um prazo de 7 dias para comunicar às britânicas de mantêm o pedido de extradição.

Troitiño, de 56 anos, foi libertado em Abril de 2011, depois de ter cumprido uma pena de 24 anos de prisão. Pouco depois, a AN ordenou a sua detenção, para que lhe fosse aplicada a doutrina 197/2006 de forma retroactiva, ontem chumbada pelo Tribunal de Estrasburgo, e só saísse em 2017.

Troitiño fugiu e foi detido a 29 de Junho de 2012 em Londres, a pedido das autoridades espanholas, permanecendo desde então em prisão preventiva. Em Junho, o Tribunal Superior de Londres aprovou a sua extradição para o Estado espanhol, mas a defesa quis levar o caso para o Supremo, a máxima instância judicial na Grã-Bretanha. / Ver: naiz.info

Ver também: «Auzitegi Nazionalak aho batez erabaki du Ines del Rio aske uztea» (Berria)

«Del Rio espetxetik atera da, eta Euskal Herrira bidean da jada» (Berria)

Entrevista:
ALFONSO ZENON [advogado de Inés del Río]: «A doutrina está acabada, mas a violação de direitos humanos continua» (Info7 Irratia)

Prossegue no tribunal especial o julgamento relativo ao processo 35/02 ou das «herriko tabernas»

[Tasio, Gara]

Informação, via naiz.info e Gara: Primeira sessão (17/10) / Segunda sessão (18/10) / Terceira sessão (21/10) / Quarta sessão (22/10).

Mais informação: libre.epaiketarikez.org (eus / cas)

No sábado há uma manifestação nacional em Bilbo, às 17h30, a partir do Sagrado Coração, contra os processos políticos, com o lema «Libre. Epaiketa politikorik ez» [Livre. Não aos julgamentos políticos].

TGV: Prossegue a campanha solidária com os tartalaris de Barcina

O movimento Mugitu! prossegue com a campanha de denúncia do julgamento, marcado pela AN espanhola para 18 de Novembro, das quatro pessoas incriminadas pela acção de «entartamento» a Yolanda Barcina, em protesto contra o TGV. De acordo com o Mugitu! AHT gelditzeko, o manifesto solidário com os arguidos, divulgado por este movimento, tem estado a receber grande apoio da parte de colectivos e de pessoas a título individual, tanto de Euskal Herria como doutros povos do Estado espanhol e da Europa.

No manifesto, além de se exigir a paralisação das obras do TGV e o arquivamento do processo aberto na AN espanhola, afirma-se que «acções populares como o "entartamento" de dirigentes que, como Yolanda Barcina, são responsáveis pela imposição do TGV escondendo as suas consequências nocivas e mentindo sobre o seu verdadeiro impacto ecológico e social, são perfeitamente legítimas e compreensíveis enquanto forma de protesto justa contra o TGV».

Por outro lado, denuncia-se a gravidade e desproporção das penas de 5 a 9 anos de prisão pedidas para estas quatro pessoas, que adoçaram a cara de Barcina. «Queremos que o fim deste processo propicie uma tomada de consciência sobre o carácter desnecessário e prejudicial do TGV e de outras infra-estruturas igualmente megalómanas e destrutoras», termina o texto.

O manifesto está disponível na página www.tavtazo.org, na qual há informação sobre as várias actividades que estão a ser desenvolvidas para denunciar este processo.

Próximas iniciativas:
No âmbito da campanha de protesto do Mugitu! contra o processo movido aos tartalaris, realiza-se esta semana, de 22 a 26 de Outubro, um ciclo de debates em vários centros sociais e associativos de Madrid; em simultâneo, estão a ser preparadas diversas iniciativas informativas e solidárias em Euskal Herria: Iruñea, Tafalla, Donapaleu, Irun, Lezo, Orereta-Errenteria, Donostia, Tolosa, Azpeitia, Durango e Gasteiz.

Convocatória de mobilizações:
-7 de Novembro: concentração (13h00) frente à sessão plenária da Comunidade de Trabalho dos Pirinéus (CTP) que se realiza no Baluarte de Iruñea. (Recorde-se que foi numa sessão da CTP de há dois anos, em Toulouse, que se levou a efeito a acção contra o TGV por via do «entartamento» de Yolanda Barcina.
-12 de Novembro: jornada de acções e convocatórias descentralizadas.
-16 de Novembro: manifestação em Iruñea pela paralisação do TGV e em solidariedade com os tartalaris. / Mais informação: Mugitu! via boltxe.info

UdazkenFest: acordes solidários em Araba para fazer frente à dispersão

É a «noite [musical] solidária de Araba». Realiza-se a 31 de Outubro na velha cúpula de Zurbano, junto ao pavilhão do Baskonia, em Gasteiz.

O UdazkenFest, festival de Outono solidário com os presos políticos, foi apresentado no final de Setembro e nasceu com o propósito de «acabar o mais depressa possível». A ideia é apoiar economicamente os familiares dos presos políticos, ajudando-os a fazer frente às despesas que a política de dispersão implica. Dos cerca de 600 presos dispersos pelas prisões espanholas e francesas, 53 são de Araba. Cada família gasta cerca de 20 mil euros por ano por causa da dispersão penitenciária.

O cartaz, de nível, conta com quatro bandas do herrialde: Mandoilek (Amurrio) Arramazka e Gatillazo (Agurain) e Soziedad Alkoholika (Gasteiz). De fora, vêm os bem conhecidos Ze Esatek! e Tximeleta. Os concertos começam às 18h30 e as entradas custam 15 euros (compradas antes) ou 20 euros (na bilheteira).  

Udazkenfest-aren aurkezpena Mais informação: Gara e udazkenfest.org / Vídeo: Nondik nora (GazteIraultza)

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Estrasburgo rejeita a doutrina 197/2006 e decreta a libertação de Del Río

O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem (TEDH) indeferiu o recurso do Governo espanhol contra a decisão favorável à presa política Inés del Río que divulgara em Julho do ano passado, considerando que a doutrina 197/2006 viola a Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

Estrasburgo decidiu por 15 votos contra dois que «houve violação do artigo 7.º» da Convenção Europeia dos Direitos do Homem («não há pena sem lei» que a sustente). Para além disso, confirmou, por unanimidade, que a queixosa foi alvo de uma detenção «não legal» desde 3 de Julho de 2008, o que configura uma violação do artigo 5.1 (direito à liberdade e à segurança).

Por 16 votos contra um, a Grande Sala afirma que, «vista a necessidade urgente de pôr fim às violações constatadas», corresponde às autoridades espanholas «garantir» a libertação da presa «o mais brevemente possível».

De acordo com a sentença, Del Río «não podia prever» que a jurisprudência seria alterada com a chamada doutrina Parot, nem que «a Audiência passasse a aplicar os benefícios penitenciários a cada uma das penas impostas de forma separada e não à pena máxima de 30 anos».

Indemnização de 30 000 euros
Por dez votos contra sete, a Grande Sala ordena ao Estado espanhol que pague, num prazo de três meses, uma indemnização de 30 000 euros a Inés del Río, por «danos morais».
Por unanimidade, ordena ao Estado espanhol que pague à queixosa o montante de 1500 euros por custas judiciais.

Primeiro recurso que chega a Estrasburgo
O recurso interposto por Inés del Río foi o primeiro contra a sentença 197/2006, conhecida como «doutrina Parot», que chegou ao TEDH.
A medida referida foi aplicada à presa de Tafalla em Junho de 2008. A sua defesa recorreu para Estrasburgo invocando o artigo 7.º da Convenção Europeia dos Direitos do Homem e denunciando a aplicação retroactiva da jurisprudência do Supremo Tribunal.

Defendeu que a sua permanência na prisão violava o artigo 5.º, apelou para o artigo 14.º, e considerava que a nova jurisprudência foi aplicada pelos tribunais espanhóis com um objectivo político e para atrasar a libertação das pessoas condenadas por «terrorismo».

A tafallesa foi detida a 5 de Julho de 1987; está há 25 anos na prisão. A AN espanhola anunciou que irá estudar amanhã a sua libertação. / Ver: naiz.info / Ver: Berria

Doutrina Parot: Cronologia / Lista de 56 presos que devem ser libertados  

Sentença do TEDH (ing / fra) / Comunicado de imprensa do tribunal  

OS ADVOGADOS DE INÉS DEL RÍO VÃO PEDIR A LIBERTAÇÃO DOS OUTROS 55 PRESOS
Numa conferência de imprensa em Bilbo, Amaia Izko e Ainhoa Baglietto, porta-vozes da equipa de advogados de Inés del Río, anunciaram que vão pedir, nas próximas horas e dias, a libertação imediata dos outros 55 presos bascos afectados pela doutrina 197/2006. Depois da decisão do Tribunal de Estrasburgo, estes advogados consideram-na «morta». / Ver: naiz.info e Berria

VITÓRIA DA DETERMINAÇÃO DE UM POVO
Em comunicado, a organização juvenil Ernai manifestou a sua satisfação com esta decisão judicial e afirmou que é «uma vitória da determinação deste povo». Considera, no entanto, que a decisão «chega tarde» e que é essencial «prosseguir com a luta», pois, para além da doutrina 197/2006, o Estado espanhol aplica outras medidas de excepção aos presos bascos, como a dispersão ou a permanência na cadeia daqueles que estão doentes. / Ver: topatu.info  

FOTOS: MILHARES NAS CONCENTRAÇÕES
Milhares de pessoas participaram nas concentrações que hoje se realizaram nas capitais de Hego Euskal Herria para receber a sentença de Estrasburgo. Para o final da tarde, foram convocadas concentrações para as 19h30 em Bilbo, Donostia e Gasteiz e para as 20h00 em Iruñea. (naiz.info)  

Etxerat: «La asociación Etxerat valora la resolución de Estrasburgo sobre el caso de Ines del Rio» (lahaine.org)
Primero, queremos mostrar nuestra alegría y queremos felicitar a la sociedad vasca por todo el trabajo que ha realizado en contra de la doctrina 197/2006. / Aunque no podemos olvidar que los derechos de nuestros familiares y amigos siguen siendo vulnerados. Y ante esto será necesario el trabajo y la implicación de toda la sociedad

Borroka Garaia: «Sin bajar la guardia» (BorrokaGaraiaDa)
Hay motivos para que la sociedad vasca esté satisfecha tras lo ocurrido en Estrasburgo pero los mismos o más para mantener el nivel de alerta o incluso incrementarlo. La lucha a favor de los derechos de los presos y la presión social tiene que aumentar. / Ines eta besteak etxera!

Elkartzen: «Contra la pobreza. Convicción para la acción y organizarse»

La situación es demasiado grave como para que la clase trabajadora y los sectores populares sigamos tragando con la mentira de que todos debemos remar en la misma dirección y apretarnos el cinturón. Las personas y los pueblos estamos siendo estrujados cada vez más en beneficio del capitalismo. Hoy en día el 15% del planeta (que controla el 71% del PIB mundial) vive gracias a la explotación que ejerce sobre el 85% restante. / Continuar a ler em lahaine.org

Representantes dos EHL reafirmam o compromisso com Euskal Herria no encontro anual da Askapena

Eram 40 ou 45 pessoas, mas representavam muitas outras. Tratava-se de representantes dos Euskal Herriaren Lagunak (Amigos do País Basco) que foram até ao País Basco para participar no encontro anual organizado pela Askapena.

Uns chegaram na sexta-feira, outros no sábado de manhã, de avião, autocarro ou carro, fazendo centenas de quilómetros para estar presentes neste fim-de-semana em que se partilharam as experiências solidárias no dia-a-dia do compromisso com Euskal Herria e os seus perseguidos políticos, mas sobretudo para ganhar novas forças, para continuar a denunciar, de múltiplas formas, os julgamentos, a repressão, a manipulação mediática a que o povo basco é submetido.

Ao longo do fim-de-semana, houve contactos e troca de experiências com representantes do sindicato LAB, do Sortu, da associação de familiares de presos políticos Etxerat. Participaram também em diversas concentrações, com uma faixa em que se lia «Amigos y amigas del pueblo vasco con lo presos y sus familiares».

Este ano, o encontro organizado pela Askapena realizou-se em Bilbo, na sexta-feira, e no Vale de Arratia, em Lemoa, no sábado. Aqui, foram muitas as emoções vividas e partilhadas, tanto na kalejira internacionalista, em que todos cantaram juntos, como no acto político, durante o qual os habitantes da localidade biscainha aplaudiram longamente os amigos e amigas de Euskal Herria.

Também emocionantes foram os momentos em que se ouviram as mensagens que chegaram de outros continentes, como a carta enviada de Cabo Verde pelo refugiado político Tomás Linaza, natural de Lemoa, ou a mensagem de vários representantes dos Euskal Herriaren Lagunak da Argentina.

A jornada terminou com um jantar popular de homenagem e com uma festa internacionalista no Gaztetxe. / Ler crónica na íntegra em askapena.org

Dax Toscano: «A un año de los diálogos de paz en Colombia. ¿Quiénes ponen los obstáculos para su consecución?»

¿Cuál es el modelo económico que está defendiendo el gobierno? El modelo neoliberal, privatizador, explotador. ¿Cuál es la doctrina militar que no quiere modificar el régimen de Santos? La doctrina de la seguridad «democrática», que se caracteriza por el ejercicio de la represión brutal de la oposición política de izquierda, por la criminalización de la lucha social y, fundamentalmente, por la pretensión de doblegar militarmente a la insurgencia colombiana con la ayuda de fuerzas extranjeras, principalmente de EEUU e Israel. (lahaine.org)  

«Colômbia: Estagnação nas conversações de Havana», de Miguel URBANO RODRIGUES (ODiario.info)
A Delegação de Paz das FARC divulgou em Havana, sede dos Diálogos, um primeiro balanço sobre «o estado das conversações». De 200 propostas mínimas para resolver problemas do campo e da participação politica que apresentaram, somente foi possível chegar a 25 acordos parciais com o governo de Juan Manuel Santos. / Não é de admirar: o governo colombiano participa nos Diálogos porque não teve condições políticas para o recusar. Mas a sua aposta permanece na guerra, não na paz [em castelhano: insurgente.org]

domingo, 20 de outubro de 2013

Grupo de jovens denuncia julgamento de Imanol González e apresenta iniciativa «Imanol Libre»

Um grupo de jovens deu ontem uma conferência em Bilbo para denunciar a situação de Imanol González, jovem de Karrantza (Bizkaia) que vai ser julgado na AN espanhola a 13 de Janeiro, e apresentar a iniciativa «Imanol Libre». O jovem foi detido e encarcerado em Setembro de 2012 por alegadamente ter participado na sabotagem de um autocarro na greve geral de 29 de Março.

Os jovens ontem reunidos em Bilbo criticaram a detenção e este processo judicial, que entendem como um ataque à actividade política em que Imanol estava então envolvido - no processo ZukGua, do qual haveria de surgir a organização juvenil revolucionária Ernai. «O objectivo do principal instrumento de repressão do Estado espanhol, a Audiência Nacional, é julgar a dissidência política e social», afirmaram.

«Quando a maioria política e social deste país decidiu dar passos firmes em prol da resolução do conflito político, o Estado mantém-se na sua posição imobilista», recorrendo à repressão.

E prosseguiram com a alusão a vários episódios dessa repressão, para além do de Imanol: os julgamentos dos grebalaris de Bilbo, as detenções de Luis e Xapo, a operação contra o Herrira, os macro-processos políticos contra a Segi e o Batasuna, que estão a decorrer na AN, ou a detenção, esta semana, de seis navarros por exibirem uma ikurriña no txupinazo das festas de San Fermin.

No final, fizeram um apelo à participação na manifestação de dia 26, em Bilbo, contra os julgamentos políticos. / Fonte: topatu.info / VÍDEO: Conferência de imprensa - «Imanol libre» (eus / cas)

O preso de Gasteiz Xabier Agirre foi libertado

O gasteiztarra Xabi Agirre foi libertado na sexta-feira à tarde. Estava na prisão de Daroca (Saragoça) e chegou à capital alavesa por volta das onze da noite.

Agirre foi detido em Outubro de 2011 na Bélgica, numa operação em que também foi preso o refugiado Ventura Tomé. Em Dezembro desse ano, um tribunal de Bruxelas aprovou a sua extradição para o Estado espanhol.

Em Maio deste ano, Agirre foi preso em Gasteiz para cumprir quatro meses de pena. De acordo com informação proveniente da capital alavesa, devia ter saído a 20 de Setembro, ou seja, passou mais um mês na cadeia. / Ver: naiz.info

Mariló Gorostiaga ganhou recurso e foi posta em liberdade
Foi deferido o recurso interposto pela presa Mariló Gorostiaga (Iruñea) contra o prolongamento de sete meses da sua pena, que lhe foi imposto em Agosto. O tribunal admite agora que devia ter sido libertada então.

O prolongamento da pena ocorreu quando se sabia que a presa iruindarra estava doente havia oito anos - em 2005 foi-lhe diagnosticado cancro, razão pela qual em 2008 passara para o regime de prisão domiciliária.

Ao cabo de 19 anos na cadeia e em prisão domiciliária, Mariló Gorostiaga está em liberdade. / Ver: Gara e ateakireki.com  

Ongi etorri a Mariló Gorostiaga A ex-presa política basca, habitante da Alde Zaharra de Iruñea, recebeu um ongi etorri caloroso no seu bairro, depois de passar 15 anos na cadeia e 4 em prisão domiciliária por doença. / Fonte: ateakireki.com

Milhares de pessoas apoiam o euskara e a ikastola Argia na Nafarroa Oinez de Tutera

Milhares de pessoas foram hoje até Tutera para participar na edição deste ano da Nafarroa Oinez, a festa das ikastolas navarras, organizada pela ikastola Argia com o lema «Taupadaz bat egin!».

A edição deste ano da festa das ikastolas de Nafarroa teve como principal objectivo juntar fundos para apoiar a ikastola Argia, que se encontra em situação económica difícil. O dinheiro que se juntar destina-se à construção de um pavilhão desportivo, necessário para que na ikastola possa haver aulas de ensino secundário, e ajudará as famílias com as despesas de transporte e refeitório.

A Argia Ikastola foi fundada a 5 de Novembro de 1984, é a mais meridional de Nafarroa e conta actualmente com 22 professores e cerca de 220 alunos residentes na região de Erribera. É a terceira Nafarroa Oinez que organiza, depois das de 1995 e 2002.

A sessão de abertura da Nafarroa Oinez contou com a presença de membros de partidos políticos e colectivos sociais de toda Euskal Herria, como a presidente da Udalbiltza, Mertxe Aizpurua, o deputado-geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, os deputados Sabino Cuadra (Amaiur) e Uxue Barkos (Geroa Bai), e diversos deputados do Parlamento navarro.

Na sessão de abertura, a Argia Ikastola, que se encontra numa zona onde o euskara não é oficial, reclamou apoio institucional. Fez também questão de homenagear todas as pessoas que apoiaram estes centros educativos e agradeceu aos colectivos euskaltzales da região da Erribera pelo seu trabalho, bem como à Mondragon Unibertsitatea.
Homenageou ainda Izaskun Arratibel pelo seu trabalho à frente da Federação das Ikastolas de Nafarroa durante cinco anos.

A festa contou com um percurso de seis quilómetros, dividido em quatro áreas (Piskerra, Muskaria, Landazuria e Txirimendia), para as quais foram programados concertos, actividades e jogos infantis, e nas quais houve oferta gastronómica variada. / Ver: naiz.info / Programa: nafarroaoinez.net / Fotos: Nafarroa Oinez 2013

Catalunya: a Esquerra Independentista reclama a independência «para mudar tudo»

Ontem à tarde, cerca de 15 mil pessoas, de acordo com os organizadores, manifestaram-se pelas ruas de Barcelona numa mobilização nacional convocada no âmbito da campanha «Independencia per canviar-ho tot», na qual se afirmou que a independência é «imprescindível», mas que não basta por si mesma: tem de servir «para mudar tudo».

A manifestação foi convocada por várias organizações e colectivos da esquerda independentista catalã, sob um lema que visa atribuir conteúdo social e de ruptura ao processo de emancipação que o país vive.

A marcha, que partiu da Praça da Universidade e terminou na Praça da Catedral, reuniu vários milhares de pessoas e contou com a presença de várias organizações sectoriais e de núcleos locais de organizações da esquerda independentista e de outros colectivos de esquerda. À frente, seguiam os deputados da CUP David Fernández e Quim Arrufat, o escritor Julià de Jòdar, bem como David Companyon, da ICV.

Enquanto porta-voz da campanha, Aitor Blanco disse a vários órgãos de comunicação que o propósito subjacente à manifestação era ligar o processo de independência «à mobilização das classes populares, com o objectivo de conduzir a sociedade a um outro modelo, a uma ruptura». «A independência não pode ser uma simples mudança de bandeiras, tem de servir para desencadear todo o tipo de debates, incluindo sobre questões como a União Europeia».

Esta campanha teve início em Julho e tem estado a decorrer em todo o país. A ideia é que é possível iniciar, em todos os Países Catalães, uma dinâmica política de ruptura com os estados espanhol e francês e, em simultâneo, com o sistema socioeconómico imperante. No centro do debate estão os próprios Países Catalães, a mobilização popular e a soberania económica. / Fontes: llibertat.cat via boltxe.info e naiz.info

sábado, 19 de outubro de 2013

Milhares de pessoas manifestam-se contra a reforma das pensões

Muitos milhares de pessoas manifestaram-se esta tarde nas quatro capitais do País Basco Sul, convocadas pelos sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, HIRU, CNT e CGT e diversas organizações sociais, em protesto contra a reforma das pensões aprovada pelo Governo espanhol.

As manifestações começaram às 17h30 em Bilbo e Donostia, às 18h00 em Gasteiz e às 19h00 na capital navarra, e tiveram como lema «Pentsioen murrizketarik ez. Por un modelo propio en Euskal Herria» [Não ao corte nas pensões. Por um modelo próprio para Euskal Herria].

Em declarações à comunicação social, na mobilização de Bilbo, o secretário-geral do ELA, Txiki Muñoz, pediu aos políticos «que saiam da limusina e se ocupem das reivindicações sociais».

Exigiu aos partidos bascos «que acordem» da sua atitude «passiva» perante a reforma que o Executivo de Mariano Rajoy está a aplicar, afirmou que a reforma do sistema de pensões «é um presente para a banca» porque procura «levar as pessoas a contratar seguros privados» e recriminou partidos e instituições bascas por «aceitarem tudo o que vem de Madrid».

Em Donostia, a secretária-geral do LAB, Ainhoa Etxaide, criticou a reforma, «que visa destruir o sistema público e alimentar o privado, a favor do sistema financeiro».

Exigiu às instituições bascas que dêem passos para a criação de um sistema de pensões próprio para Euskal Herria que «seja viável e garanta prestações dignas». Pediu-lhes também que não se escondam atrás do «isto é Madrid que decide», pois «aqui há muito que fazer», como a aprovação de medidas que «complementem» as pensões.

As manifestações terminaram com a leitura de um comunicado no qual os convocantes afirmam que as pensões «são um direito, não um negócio», e reclamam pensões «dignas para todas as pessoas».

Rejeitam ainda os cortes da reforma, que «reduzem as novas pensões e o poder de compra» e exigem que a legislação sobre as pensões «seja decidida em Euskal Herria». / Ver: naiz.info e Berria

Apoiantes do Baskonia e militantes internacionalistas denunciam em Gasteiz a política criminosa do sionismo

Hintxas do Baskonia protestaram contra as políticas sionistas-terroristas do Estado de Israel e contra o Maccabi de Telavive pela sua cumplicidade.

A denúncia da política criminosa de apartheid praticada por Israel contra o povo palestiniano e da cumplicidade de uma equipa de basquetebol que é um verdadeiro embaixador desportivo dessas políticas racistas assumiu diversas formas esta semana em Gasteiz, por ocasião da visita do Maccabi de Telavive ao Baskonia Basket.

Na quarta-feira, realizou-se um debate; e na quinta, para além das acções de protesto no decorrer do jogo, houve uma concentração no centro da capital alavesa, com o lema «Maccabi is not welcome. Mossad go home». / Ver: askapena.org

Fer «Apoa» - «La soledad española»

La ausencia de actividad armada de E.T.A. deja entrever cada vez de una manera más nítida de donde parte la violencia que genera el problema vasco y catalán, o habría que llamarlo el Problema Español, y que no es sino de la negación por parte del Estado del Derecho a decidir. Derecho a decidir en este y en todos los aspectos de la vida de la gente. Con Franco o sin El el Estado siempre ha sido un padre agresivo, violento y autoritario. (boltxe.info)

«Asier. Otra libertad truncada», de Freddy GUTIÉRREZ TREJO (lahaine.org)
Los representantes de Juan Carlos de Borbón lo han privado de la libertad en Venezuela, pero aquí hay quien lo defienda. [...] Afortunadamente la acción de sus familiares, de sus amigos en Venezuela, de sus compatriotas del mundo que viven en carne propia la diáspora vasca y de venezolanos que entienden la significación histórica del Derecho de Asilo como una conquista de la humanidad y de la política en su sentido más comprometido y profundo, han impedido hasta este momento que se ejecute el disparate de la extradición.

«Vergonha», de Manuel LOFF (ODiario.info)
Centenas de mortos que se juntam a outros 20 mil, contados desde 1990, cujos restos estão no fundo do Mediterrâneo. Gente que tenta chegar às costas europeias, fugindo da miséria, da perseguição, da guerra, ou simplesmente exercendo o seu direito de querer mudar de vida, exactamente como fizeram mais de cem milhões de europeus ao longo dos últimos 150 anos, incluídos milhões de portugueses. Miséria e conflitos dos quais, recorde-se, a Europa, vários países europeus, é co-responsável.

Muitos milhares nas marchas «por Abril, contra a exploração e o empobrecimento»

Muitas dezenas de milhar de trabalhadores marcharam hoje, dia 19 de Outubro de 2013, nas duas principais cidades do nosso país e nas ilhas da Madeira e dos Açores, por Abril, contra a exploração e o empobrecimento e exigindo a demissão do governo. Um governo que aplica uma política de violenta austeridade com brutais e acelerados cortes de salários e pensões, enquanto beneficia desavergonhadamente os grandes grupos económicos e financeiros e obedece de forma submissa à «troika» internacional, que impõe um doloroso garrote ao nosso povo e ao nosso país. / Continuar a ler: cgtp.pt / Muitas fotos e vídeo aqui.  

Leitura: 
«19 de Outubro, poderoso passo na luta pela demissão do governo», de Os Editores de ODiario.info
A miserável dupla campanha de chantagem e ameaça que empreenderam, por um lado tentando condicionar a intervenção do Tribunal Constitucional, por outro lado tentando contrariar a realização desta acção de massas, tem um significado claro: temem cada vez mais a luta dos trabalhadores e do povo português, odeiam os direitos sociais e democráticos que a lei fundamental consagra, são incompatíveis com o Portugal democrático que Abril configurou.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Agentes sociais e políticos esperam decisão favorável de Estrasburgo sobre a doutrina Parot e convocam mobilizações

Numa conferência de imprensa que hoje teve lugar em Donostia, agentes políticos, sociais e sindicais anunciaram a convocatória de mobilizações para esta segunda-feira, 21, nas quatro capitais do País Basco Sul; nesse dia, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem vai divulgar a sentença sobre a doutrina 197/2006, tendo por base o caso da presa Inés del Río.

As mobilizações realizar-se-ão de manhã e à tarde. Das 11h00 às 13h00, concentrações na Praça Elíptica de Bilbo, na Praça da Virgem Branca de Gasteiz e no Boulevard de Donostia. Em Iruñea, há uma assembleia na Arrano Kultur Elkartea a partir das 10h30.

Às 19h30, mobilizações na Praça Elíptica de Bilbo, na Praça Bilbao de Gasteiz e no Boulevard donostiarra; em Iruñea, concentração às 20h00 frente à sede do PP.

Na conferência de imprensa, Rosa Lujanbio e Mikel Button falaram em nome de EA, Aralar, Alternatiba, Sortu, Antikapitalistak, Gorripidea, Eusko Ekintza, Ezker Gogoa, LAB, STEE-EILAS, Ernai, Gazte Abertzaleak, Etxerat, Esait, EPPK Bitartekaritza, Goldatu, Elkartea, Eusko Lurra Fundazioa, Plataforma vasca por la querella de Argentina, Bilgune Feminista, EHE, Bai Euskal Herriari e Erabaki han.

Depois de denunciarem a operação contra o Herrira e a violação dos direitos civis, humanos e políticos das 20 pessoas imputadas, disseram que, para eles, «já existe uma sentença» para o caso da presa de Tafalla. «Tem uma vertente jurídica, tomada por unanimidade pelo Tribunal de Estrasburgo em Julho de 2012; e também uma vertente social, a da grande maioria dos cidadãos que pedem uma política penitenciária que contribua para a resolução e a paz», salientaram.

Esperam que o Alto Tribunal confirme a resolução anterior e «invalide definitivamente a doutrina 197/2006». Mas, acima de tudo, independentemente disso, confiam na «vontade maioritária do país». Em seu entender, a «chave» para ultrapassar as medidas de excepção «continuará a ser a activação social, diga o que disser o tribunal europeu». / Ver: naiz.info e Berria  

O Supremo Tribunal mantém «doutrina Parot» aplicada a Juan Mari Gabirondo
O ano passado, o preso de Itziar (Deba, Gipuzkoa) Juan Mari Gabirondo, que se encontra a cumprir pena há 21 anos, recorreu da decisão da aplicação da doutrina 197/2006, que lhe acrescentou seis anos à pena imposta, até 2016. Hoje, o Supremo espanhol indeferiu o recurso, mantendo a aplicação do prolongamento da sentença. Gabirondo está no cárcere de A Lama (Galiza). / Ver: naiz.info

Testemunhos do exílio

«Pela primeira vez, refugiadas e refugiados bascos na Venezuela contam publicamente como as suas vidas foram atingidas pela repressão política dos estados imperialistas espanhol e francês, que perseguem e criminalizam quem luta pela liberdade». Fonte: pakitoarriaran.org

[Vídeo] Miren Etxezarreta: «Sistema de pensões públicas é sustentável e imprescindível»

Miren Etxezarreta, catedrática da Universidade Autónoma de Barcelona e membro do Seminário de Economia Crítica Taifa, esteve em Iruñea a convite do sindicato LAB.
Depois de uma sessão de trabalho com a equipa de Política Social do sindicato, à tarde Etxezarreta deu uma conferência nos cinemas Carlos III, à qual assistiram cerca de 250 pessoas. Na ocasião, sublinhou que o sistema de pensões públicas é perfeitamente sustentável e que o ataque de que está a ser alvo obedece aos interesses do Capital, que pretende privatizar esta área, transformando-a num negócio lucrativo para os bancos e ruinoso para as camadas populares.
Entre a sessão de trabalho e a conferência, Etxezarreta respondeu às questões do INFO LAB. / Fonte: LAB via ateakireki.com

Seis pessoas julgadas em Durango: LAB defende direito à greve e denuncia perseguição sindical

Seis pessoas foram ontem julgadas no Tribunal de Durango (Bizkaia) pela participação na greve geral de 29 de Março de 2012. No decorrer do julgamento, o Ministério Público pediu a absolvição dos arguidos, pelo facto de não existirem provas contra eles.

Para denunciar a «criminalização» do sindicalismo, o LAB concentrou-se frente ao tribunal enquanto se celebrava a audiência. Num comunicado, a central sindical afirmou que este não é um caso virgem nos últimos anos, tendo apontado os exemplos de Busturialdea, Bilbo e Iruñerria (três entre muitos), onde várias pessoas foram julgadas pela sua participação em greves gerais.

Para o sindicato, estes julgamentos têm um objectivo claro: «deslegitimar, isolar, excluir aqueles que enfrentam o modelo que nos está a ser imposto».

Depois de se referir ao ataque a «reivindicações legítimas» por parte de todo o «aparelho de propaganda do sistema», o sindicato afirma ainda que nos últimos anos se tem assistido ao «"vale tudo" para desvirtuar» as convocatórias de greve: decretando-se serviços mínimos de forma «interessada», «escondendo» as razões subjacentes às convocatórias e «criminalizando» os piquetes informativos.

Face a isto, o LAB recorda que a greve é um direito e sublinha que nas paralisações convocadas desde 2009 a adesão tem sido bastante grande e marcada pela ausência de distúrbios. E afirma: «querem-nos intimidar e desmobilizar a todos, mais sai-lhes o tiro pela culatra: em Euskal Herria a luta dos trabalhadores está forte [...] e não é a criminalização, as ameaças ou os tribunais que a vão travar».

Assim, o LAB exigiu o fim das «montagens policiais» e o respeito pelo direito à greve. / Fonte: LAB e Gara