quinta-feira, 10 de março de 2016

«Bem-vindo a França, Orwell – mais uma vez!»

[De Finian Cunningham] A França está em vias de uma «guerra secreta» na Líbia – em insolente violação do direito internacional. Mas relatar este acto criminoso é considerado uma ofensa! Bem-vindo ao mundo orwelliano de pensamento dúplice em que o Estado francês entrou.
(...)
Os «poderes de emergência» do Estado francês permitiram que milhares de lares franceses fossem invadidos sem mandatos nos últimos meses, desde os ataques de terror em Paris em 13 de Novembro. Os governantes franceses dão-se poderes fascistas contra cidadãos num caso de ataque ao terrorismo – terrorismo que eles criaram em grande parte através de ilegalidade internacional.

Agora o estado patrocinador do terrorismo que destruiu a Líbia dá a si próprio carta branca para voltar à Líbia – sob o pretexto do «combate ao terrorismo» – para pilhar e bombardear aquele país com forças especiais. (resistir.info)

quarta-feira, 9 de março de 2016

Dezenas pediram em Azpeitia que não se arquive o caso da «emboscada de Pasaia»

No dia 4, dezenas de pessoas participaram numa concentração na Praça de Azpeitia (Gipuzkoa) para solicitar o esclarecimento e o não arquivamento do caso da «emboscada de Pasaia».

A mobilização foi convocada por familiares dos azpeitiarras Dionisio Aizpuru, Kurro, e Pedro Mari Isart, Pelitxo, que a Polícia matou a tiro na baía de Pasaia, a 22 de Março de 1984. Familiares de ambos seguravam uma faixa em que se lia «Auzia ez artxibatu. Pasaiako sarraskia argitu». A Câmara Municipal aprovou por unanimidade uma moção apresentada pelas famílias, e expressou o seu apoio à concentração.

Há algumas semanas, um tribunal de Donostia comunicou aos familiares dos mortos o arquivamento do processo, mas tanto aqueles como a Câmara de Azpeitia interpuseram um recurso contra a decisão judicial. Militantes dos Comandos Autónomos Anticapitalistas, os quatro emboscados apareceram mortos com mais de cem balas nos corpos. / Ver: urolakosta.hitza.eus

Municípios de Lea Artibai reclamam o «repatriamento» do preso Ibon Iparragirre

Os municípios da região biscainha de Lea Artibai vão enviar uma carta conjunta à Direcção das Instituições Penitenciárias a solicitar a aproximação imediata [«acercamiento inmediato» (sic)] do preso político de Ondarroa Ibon Iparragirre, que tem uma doença grave. Também pedem que possa ser atendido pelo seu médico de confiança.

Estas solicitações estão incluídas numa moção apresentada pelo EH Bildu e que já foi aprovada em Ondarroa, Lekeitio, Berriatua, Etxebarria, Ziortza-Bolibar e Mendexa. Nos próximos dias, prevê-se que seja abordada noutros municípios. Não é a primeira iniciativa que os municípios de Lea Artibai tomam sobre a questão. Se em Outubro todas as Câmaras Municipais manifestaram a sua preocupação quanto à situação de Iparragirre, agora decidiram «dar mais um passo» face ao agravamento do seu estado.

De acordo com a notícia veiculada por órgãos como naiz, argia e lea-artibai hitza, o passo consiste em solicitar que o preso ondarroarra – que tem Sida e sofre de várias complicações dela decorrentes – seja transferido para uma cadeia de Euskal Herria.

Por iniciativa da Askapena, conferências do argentino Andrés Ruggeri em Bilbo

Andrés Ruggeri (Buenos Aires, 1967) é antropólogo social (UBA) e dirige desde 2002 o programa «Facultad Abierta», uma equipa da Faculdade de Filosofia e Letras da Univ. de Buenos Aires que apoia, assessora e investiga as empresas recuperadas pelos trabalhadores.

O argentino encontra-se em Euskal Herria e, por iniciativa da Askapena, amanhã, dia 10, vai dar duas conferências em Bilbo.

A primeira, às 11h30, terá lugar na Sala de Conferências da Biblioteca Central do campus de Leioa da Univ. do País Basco, sob o título «Latinoamerikan neoliberalismoaren aurrean Herri boterea eraikiz» [construindo o poder popular face ao neoliberalismo latino-americano].

A segunda – «Autogestión obrera y Poder Popular en Sudamérica» – é às 19h00 na Ekoetxea. / Ver: askapena.org

Jon Kepa Preciado: «Tampoco en mi nombre»

Imposible autoexcluirse cuando ya se hizo, como imposible es escribir sobre lo escrito o decidir sobre lo ya decidido. Ante ello lo más efectivo y coherente es decir NO EN MI NOMBRE. En mi nombre no quiero que de los objetivos históricos solo se escriban sus nombres, y se olviden en la lucha diaria y estratégica, o simplemente se olvide la lucha por esos objetivos. En mi nombre no quiero que se potencie solamente la lucha institucional, sabiendo los límites y su ineficacia muchas veces.

En mi nombre no quiero que se cambie Revolución por Pragmatismo, que se ignore la fuerza, la aportación, el compromiso, la sangre y valentía de los hombres y mujeres de nuestra tierra en las últimas décadas para convertirnos en «aceptables», en bien vistos por nuestros perseguidores, torturadores y verdugos, no, no en mi nombre. (lahaine.org)

«Agora Galiza no 10 de Março: A luita é o único caminho!» (Diário Liberdade)
Porque a verdade sempre é revolucionária. Só mediante a luita conquistaremos um futuro sem reformas laborais, desemprego, precariedade, emigraçom, pensions de miséria, corruçom geralizada, despejos, deterioramento da sanidade e a educaçom.
Estratégia de luita onde combinemos as reivindicaçons sociais com a intransigente defesa da independência e soberania nacional da Galiza. Eis a melhor homenagem a Daniel Niebla e a Amador Rei, 44 anos após o seu assassinato pola polícia espanhola.
Viva a classe e a luita obreira!

terça-feira, 8 de março de 2016

Juiz considera «fraude à lei» exibir ikurriña nos txupinazos de localidades navarras

Um juiz do Tribunal de Iruñea aceitou o recurso apresentado pelo Ministério Público (MP) espanhol contra a colocação da ikurriña nas Câmaras Municipais de Iruñea, Lizarra, Leitza, Etxarri-Aranatz, Oteitza e Lakuntza nos seus respectivos txupinazos [inícios de festa, com lançamento de foguete (txupin)].

De acordo com a sentença, estes municípios, que foram condenados a pagar as custas do processo, incorreram numa «fraude à lei». A sentença é passível de recurso e hoje mesmo a Câmara de Iruñea já recorreu para o Supremo Tribunal de Justiça de Nafarroa.

A Lei dos Símbolos navarra proíbe a colocação da ikurriña nos varandins municipais. De «forma excepcional», admite que outras bandeiras possam ser içadas, sempre que se trate de «um acto de cortesia para com autoridades de um país, comunidade ou entidade» oficialmente convidados.

O município de Iruñea argumentou que a exibição da ikurriña tinha a ver com a visita de dois de deputados do Parlamento da Comunidade Autónoma Basca, mas o juiz afirma que estes não estavam numa visita oficial e que ambos foram convidados «para dar cobertura a uma acção que, sem eles, seria ilegal».

Sentenças contraditórias
No final de Fevereiro, um outro juiz indeferiu o recurso do MP relativamente a Berriozar, considerando que a exibição da ikurriña nas festas era «para respeitar todas as sensibilidades». A perseguição à ikurriña em território navarro, a que está associada a Lei dos Símbolos, vem de longe e parte dos sectores reaccionários. Na semana passada, o Parlamento navarro comprometeu-se a mudar a lei. / Ver: euskalerria irratia, argia e naiz

Gasteiz, 3 Março: juventude em luta

No passado dia 3 de Março, em que se assinalava o 40.º aniversário do «massacre de Gasteiz», os estudantes e a juventude revolucionária basca deixaram claro que não esquecem a história do seu povo e, no caso, da luta dos trabalhadores.

Sob o lema «M3 – oroimena, justizia eta borroka! Iragana ardatz, geroa lanabes!» [3 de Março – memória, justiça e luta! Eixo do passado, ferramenta do futuro!], centenas de jovens concentram-se de manhã junto à universidade para homenagear os cinco trabalhadores mortos a 3 de Março de 1976 na capital alavesa, bem como Juan Gabriel Knafo e Vincente Ferrero, ambos mortos em acções de protesto contra a repressão em Gasteiz – o primeiro em Tarragona (Catalunha), a 6 de Março, e o segundo em Basauri (Bizkaia), a 8 de Março.

Ao fim da tarde, uma enorme coluna de jovens juntou-se à manifestação que ligou a Praça da Virgem Branca e a Praça 3 de Março, em Zaramaga, na qual mais de 10 mil pessoas reclamaram o fim da impunidade para o massacre e afirmaram que a melhor homenagem aos trabalhadores é continuar a luta.

Martxoak 3 – Oroimena, justizia eta borroka! (Gazte Iraultza)

Ver também: «La Ertzaintza identifica a dos aficionados de Indar por una pancarta de recuerdo al 3 de marzo» (SareAntifaxista)

No 8 de Março: «Rosas e Fuzis, mulheres das FARC-EP»

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, a guerrilha de mais longa duração no continente sul-americano, sempre contaram com a participação da mulher combatente. Quem são estas mulheres? Porque arriscam as suas vidas pelos ideais do socialismo e a libertação nacional num país sob as botas dos Estados Unidos? Qual é o seu papel no actual processo de paz?

Rosas e Fuzis, gravado em Havana com as mulheres da Delegação de Paz das FARC-EP, abre uma janela que mostra a vida de compromisso e luta das guerrilheiras farianas: as razões que as levaram a ingressar na insurgência bolivariana, a sua vida quotidiana nas montanhas da Colômbia e a visão de paz com justiça social que move a sua acção política no campo de batalha e na mesa de diálogo. O documentário é, também, uma meditação sobre a condição da mulher colombiana e o seu papel na revolução social.

Documentário: Rosas y Fusiles, mujeres de las FARC-EPRealização: Vilma Kahlo / Produção: Escuela de Cuadros / Fontes arquivísticas: A noite dos lápis («La noche de los lápices»), A Insurgência do Século XXI («La Insurgencia del Siglo XXI»), Iluminados pelo fogo («Iluminados por el fuego») e diversos materiais da teleSUR, HispanTV e Dick Emanuelsson. / Ver: Escuela de Cuadros e PCB

Leitura:
«Resistência também é nome de mulher», de Bruno Carvalho (manifesto74)
É, pois, importante denunciar aqueles que à boleia de supostas primaveras democráticas abriram caminho à barbárie no Médio Oriente. As mulheres que hoje estão condenadas à escuridão mais absoluta ou à fuga desesperada à guerra vivem infinitamente pior. Reclusas da estratégia imperialista ou refugiadas à mercê do tráfico, da prostituição e da violência, as mulheres árabes não têm outra opção que a de resistir e nós não devíamos ter outra opção que a de as apoiarmos. Não é estranho, pois, que nas fileiras da resistência curda as mulheres assumam a dianteira da luta. Elas sabem que mais do que ninguém têm tudo a perder.

«A história inexplicável do povo do Vietnam contemplada e evocada por Wildfred Burchett»

[De Miguel Urbano Rodrigues] O grande jornalista australiano Wilfred Burchett conheceu profundamente a história e o povo vietnamita e os seus mais destacados dirigentes do nosso tempo. As condições e características históricas que permitiram que tivesse sempre resistido e vencido agressões externas e a ocupação do seu país constituem uma notável singularidade desse povo heróico, e o longo antecedente do seu mais glorioso feito: a derrota militar imposta à mais poderosa potência imperialista, os EUA. Um exemplo e um património que todo o revolucionário sincero deve procurar conhecer, na sua singularidade e na sua universalidade. (odiario.info)

segunda-feira, 7 de março de 2016

Multas em San Mamés por se levar símbolos pró-amnistia

Numa nota, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) denuncia um caso ocorrido no sábado, 5, no estádio de San Mamés, quando se disputava a partida entre o Bilbao Athletic e o Córdova (2.ª divisão espanhola).

Os seguranças de San Mamés retiraram dois jovens do campo e deixaram-nos nas mãos da Ertzaintza, por levarem uma bandeira a favor da amnistia. A ambos foi aplicada a lei da «prevenção da violência no desporto» e, além da interdição de acesso a espaços desportivos por um período que vai de três meses a um ano, os jovens podem vir a ser multados entre os 300 e os 60 000 euros.

O MpA expressa a sua solidariedade e dá o seu apoio político aos dois jovens. Para além disso, critica atitude de «cipaios» dos vigilantes, da Ertzaintza do PNV e da direcção do Athletic Club.

O MpA recorda que não é a primeira vez que a repressão atinge supporters nos campos de futebol bascos por levarem bandeiras a favor da amnistia ou por expressarem outras reivindicações populares, e lembra o caso recente dos Indar Gorri, torcida do Osasuna.

Historicamente, as mobilizações e os militantes pró-amnistia foram perseguidos. Logo após a morte de Franco, nas marchas da amnistia de 1977 a Polícia matou sete pessoas. Depois, as Gestoras pró-Amnistia e a Askatasuna foram ilegalizadas e dezenas de militantes foram presos, torturados e encarcerados, recorda o MpA, insistindo na ideia de que a reivindicação da amnistia não se confina à liberdade dos presos, dos refugiados e dos deportados, mas visa acabar com os pilares da opressão no país. / Ver: BorrokaGaraiaDa

Ariznabarreta, Azkona e Ladron julgados a 18 de Março

Depois de serem presentes a um juiz, Ainara Ladron e Aritz Azkona foram enviados para a prisão de Martutene, em Donostia. Na mesma cadeia está, desde quinta-feira passada, Naroa Ariznabarreta. O juiz comunicou-lhes que o seu julgamento – e o dos outros dois jovens envolvidos no corte de estrada em 2007 – tem nova data: 18 de Março, às 10h00.

Ainara Ladron e Aritz Azkona foram presos no sábado pela Ertzaintza – a primeira em Zarautz (Gipuzkoa) depois de uma conferência de imprensa e o segundo em Fruiz (Bizkaia) quando jogava futebol. Naroa Ariznabarreta tinha sido presa na quinta-feira por agentes da Polícia espanhola à paisana.

Estes três jovens recusaram-se a comparecer no dia 2 no Tribunal de Donostia, onde iam ser julgados, juntamente com Saioa Zerain e Asier Alberdi, por terem participado numa acção de protesto em Janeiro de 2007 na auto-estrada A-8, com a qual quiseram reivindicar o direito da juventude basca à militância política e chamar a atenção para as graves consequências que a classificação da Segi como «terrorista» traria para a juventude e para a luta de libertação de Euskal Herria. O Ministério Público pede dois anos e meio de cadeia para cada um dos cinco envolvidos na acção. / Mais info: topatu.eus, argia e aseh

«Os direitos das mulheres não podem esperar»

[De Movimento Democrático de Mulheres] O século XX foi um século de grandes lutas pelos direitos das mulheres e de conquistas difíceis que motivaram a luta das mulheres do mundo e que hoje correm sérios riscos de colapso com retrocessos nos direitos. Tal como no passado, as mulheres não permitirão que tais retrocessos ofusquem as suas perspectivas de terem uma condição social digna. As mulheres e o País precisam de políticas que anulem as medidas gravosas e que promovam o aprofundamento de direitos retomando os caminhos para a igualdade, o desenvolvimento, o progresso e a paz.
A Constituição da República Portuguesa, desde a sua aprovação em 1976, consagra e valoriza as conquistas sociais, económicas, políticas e culturais das mulheres.
O dia 8 de Março mantém hoje relevância nacional e internacional, embora surja, muitas vezes, desligado da sua origem histórica e da importância do papel, da participação e da luta das mulheres, perpetuando-se a invisibilidade das discriminações e desigualdades a que ainda estão sujeitas. (mdm.org.pt)

«Gora borroka feminista», de Elkartzen (elkartzen.org)
El patriarcado se asienta en la estructura ideológica política y económica de las sociedades, manifestándose mediante la explotación, opresión y dominación de la mujer. Así, la división sexual del trabajo es irrenunciable e utilizada por el capitalismo para su supervivencia. La ideología patriarcal se impone en todas las esferas de nuestras vidas, de tal forma que hombres y mujeres, no sufrimos de igual forma las consecuencias de la precarización. Si en 1996 por cada hombre en situación de pobreza había 3 mujeres, hoy en 2015, por cada hombre en situación de pobreza hay 5 mujeres!

«O impasse da conciliação e o caminho da luta»

[Nota do PCB sobre o agravamento da crise política] Os indícios de envolvimento do ex-presidente Lula em esquemas de corrupção são mais um capítulo da grave crise brasileira, marcada pelo esgotamento do governo Dilma e a degradação política e ideológica do Partido dos Trabalhadores (PT) e seus satélites. Diante de uma conjuntura econômica de recessão e redução das taxas de lucro, acompanhada de uma grave crise social aprofundada pelo ajuste fiscal – com o crescimento do desemprego, que já alcança cerca de 10 milhões de pessoas –, a burguesia passou a executar um plano, articulado com setores da grande mídia, do Congresso Nacional e do Judiciário, para tirar o PT do Palácio do Planalto e lançar as bases de um possível governo fundado na aproximação do PSDB com o PMDB. (pcb.org.br)

«Asesinato del camarada del FPLP Omar Nayef», de Jamal HALAWA (redroja.net)
El informe de autopsia facilitado por los búlgaros no deja lugar a duda de que Omar fue golpeado y tirado desde el tercer piso de la embajada palestina en Sofía que carecía de ninguna medida de protección, a pesar de que el FPLP y Omar habían exigido al embajador y al ministerio de asuntos exteriores palestino tomar unas mínimas medidas de seguridad ante la amenaza de que «Israel» actúe a través del Mossad para asesinar a nuestro camarada.

domingo, 6 de março de 2016

Movimento pró-Amnistia apresenta-se em Donostia e agenda manifestação para Bilbo

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) agendou para dia 2 de Abril, em Bilbo, o Amnistia Eguna [Dia da Amnistia], que terá como ponto culminante a manifestação que parte da Praça de Errekalde. No dia 19 deste mês, dar-se-á a conhecer em Donostia.

Em meados de Fevereiro, o MpA anunciou que iria realizar uma manifestação em defesa da amnistia, em Bilbo, no dia 2 de Abril. No fim do mês, deu a conhecer um programa com actividades para o dia todo, muitas das quais têm lugar no Etxarri Gaztetxea, no bairro de Errekalde.

Ali, haverá uma conferência sobre a situação actual da luta pela amnistia (11h00), seguida de uma exposição de cartazes e fotos e a exibição de um vídeo (13h30). O almoço é às 15h00 e às 16h30 há música ao vivo.

A manifestação começa às 18h30, na Errekalde plaza, prevendo-se que o acto político tenha lugar uma hora depois. Às 20h00, novamente no gaztetxe, têm início os concertos, que contam com a participação de Habemus Papam, Vomitando Desperdizios e Pablo Hasél. Os bilhetes estão à venda em vários locais de Bilbo, Portugalete, Basauri (Bizkaia) e Laudio (Araba).

Apresentação em Donostia
No próximo dia 19, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão da região de Donostialdea dar-se-á a conhecer no gaztetxe Txantxarreka, no bairro de Antigua. A sessão, que tem início às 10h00, inclui uma abordagem ao percurso [à evolução; o termo é «bilakaera»] histórico do Movimento pró-Amnistia. / Ver: amnistiaaskatasuna: 1, 2 e 3

Excerto da intervenção de Otegi em Anoeta

Ontem, na sessão de boas-vindas e comício de Donostia. A selecção é da responsabilidade do camarada galego Oscar Valadares.

Arnaldo Otegi Anoetako Belodromoan
VÍDEO: intervenção na íntegra de Otegi [eus. e cas., intercalados]

«Angola – 55 anos do início da luta armada»

[De Carlos Lopes Pereira] «O 4 de Fevereiro de 1961, arranque da luta armada de libertação nacional, não aconteceu por acaso.
No começo dos anos 60, em contexto mundial favorável – a emancipação dos povos da Ásia e da África avançava com o apoio do campo socialista –, a resistência em Angola ampliava-se. Na clandestinidade, os militantes do MPLA e outros patriotas "forjavam as armas da insurreição". O aparelho colonial era impiedoso, aumentava a violência policial, espalhava-se entre os opressores o medo do contágio patriota com a independência do vizinho Congo, as cadeias angolanas estavam repletas de simpatizantes da causa da liberdade.»
Foi há 55 anos. (odiario.info)

«Pornocracia», de Miguel Tiago (manifesto74)
Dirão os mais atentos: «Ah e tal, mas no socialismo e nas experiências de construção do socialismo também há e houve corrupção», e di-lo-ão certo! A grande diferença é que no socialismo a corrupção é uma anormalidade, um elemento que mina o sistema. E no capitalismo, a corrupção institucionalizada, legalizada, normalizada, é o cerne do funcionamento do sistema.

Sérgio Godinho – «Liberdade»

«Só há liberdade a sério quando houver / A paz, o pão / habitação / saúde, educação / Só há liberdade a sério quando houver / Liberdade de mudar e decidir / quando pertencer ao povo o que o povo produzir / quando pertencer ao povo o que o povo produzir»Do álbum À Queima-Roupa (1974). Abril vencerá!

sábado, 5 de março de 2016

Milhares encheram o Velódromo de Anoeta para receber e ouvir Otegi

Milhares de pessoas juntaram-se hoje em Donostia para participar na sessão de boas-vindas ao dirigente da esquerda independentista basca Arnaldo Otegi, libertado esta semana. O Velódromo de Anoeta foi pequeno para tanta gente e muitos tiveram de assistir à sessão numa tenda montada nas imediações.

No Velódromo de Anoeta, Otegi mostrou que não perdeu a sua capacidade de oratória e traçou as linhas mestras do que, em seu entender, deve ser o futuro do país. Tal como fez desde que saiu da cadeia de Logroño, sublinhou que é preciso olhar para o passado mas, acima de tudo, para o futuro.

Otegi iniciou o seu discurso referindo-se aos quase 400 presos políticos bascos e às suas famílias, sem esquecer os dois jovens hoje presos, Ainara Ladrón e Aritz Azkona. A propósito da muita «autocrítica» com que foi confrontado nos últimos dias, disse que também é preciso sublinhar o que de bom fez uma esquerda abertzale que, em 40 anos nas instituições, não teve um único caso de corrupção.

Disse também que, a partir de agora, é necessário construir um projecto independentista «decente», que permita a quem nele vive e trabalha satisfazer as suas necessidades. E contrapôs esse projecto à actual União Europeia e à forma como lida como os refugiados que fogem da guerra e da fome.

Falou em termos elogiosos do processo catalão e defendeu que se abra «uma segunda frente» em Euskal Herria. Em seu entender, está descartada a possibilidade de uma «evolução política» nos estados espanhol e francês que lhes permita reconhecer Euskal Herria «como nação diferenciada e o seu direito a decidir».

«Nós, independentistas bascos, estamos dispostos a colaborar na democratização do Estado; não cremos que seja possível, mas, se surgir a oportunidade histórica, não temos nenhum inconveniente em participar nesse processo; mas digo-vos que esse processo não se poderá dar», defendeu. O discurso de Otegi durou cerca de três quartos de hora e, no final, o Velódromo em pé brindou-o com uma enorme salva de palmas. / Mais info: naiz e Berria

A Ertzaintza prendeu Ainara Ladron e Aritz Azkona

Ainara Ladron foi detida hoje, ao meio-dia, em Zarautz (Gipuzkoa), depois de uma conferência de imprensa em que denunciou o processo movido contra os cinco jovens que, em 2007, cortaram a auto-estrada A-8 em protesto contra o caso «Jarrai-Haika-Segi». Aritz Azkona foi preso à tarde em Fruiz (Bizkaia).

Na quarta-feira passada, Ainara Ladron, Aritz Azkona e Naroa Ariznabarreta recusaram-se a comparecer no Tribunal de Donostia, onde iam ser julgados, juntamente com Saioa Zerain e Asier Alberdi, pela acção de protesto de Janeiro de 2007 na auto-estrada A-8, com a qual quiseram reivindicar o direito da juventude basca à militância política e chamar a atenção para as graves consequências que a classificação da Segi como «terrorista» traria para a juventude e para a luta de libertação de Euskal Herria.

Na quinta-feira, a Polícia espanhola prendeu Naroa Ariznabarreta em Eibar; hoje, a Ertzaintza deteve os outros dois «desobedientes» - no caso de Ainara Ladron, com um forte dispositivo. Antes, a jovem ainda apontou as razões pelas quais não se apresentaram em tribunal. Aritz Azkona foi preso quando jogava futebol em Fruiz, localidade biscainha vizinha da sua Arrieta. O Ministério Público pede dois anos e meio de cadeia para um dos cinco envolvidos no corte de estrada. / Ver: naiz, Berria e topatu.eus

NOTA: o nome próprio de Ariznabarreta é Naroa, e não Ainhoa, como inicialmente indicámos. Barkatu eragozpenak.

Mobilizações em Iruñea e Tutera nos 30 anos do «não» à NATO

Representantes de organizações internacionalistas, antimilitaristas e ecologistas, entre outras, agendaram para dia 12, em Iruñea, uma mobilização contra a NATO, coincidindo com o 30.º aniversário do referendo em que o povo de Nafarroa disse «não» a essa estrutura político-militar. Na véspera, em Tutera, haverá uma concentração contra o campo de tiro das Bardenas.

No dia 12 de Março faz 30 anos que Nafarroa e o resto de Euskal Herria disseram um claro «não» à NATO (tal como a Catalunha e as Canárias). Ontem, numa conferência que teve lugar na capital navarra, alguns promotores da mobilização afirmaram que «isto foi possível graças à existência de um sentimento antimilitarista, ecologista, solidário, anti-imperialista e soberanista profundamente enraizado no nosso povo».

No dia 12, em Iruñea, além do cordão humano (antiga prisão, 17h30) que renovará os votos de repúdio pelo tratado, haverá uma conferência sobre o TTIP - a que chamaram a «NATO económica» - no Palácio do Condestável. Para o dia anterior está marcada uma concentração na Praça dos Foros de Tutera (20h00) contra o campo de tiro das Bardenas, cuja existência está estreitamente ligada à NATO.

A concluir o «Mês Internacionalista de Iruñerria» organizado pela Askapena e a Ernai, na sexta-feira, dia 10, às 19h30, o gaztetxe de Iruñea será palco de uma conferência sobre a NATO - o que foi, o que fez, o que é - dada por dois membros da plataforma Bardenas Ya!.

30 anos depois, não à NATO [ahotsa]Ver: ahotsa.info e askapena.org

«A oligarquia financeira comparada à aristocracia feudal»

[De Ismael Hossein-Zadeh e Anthony A. Gabb] Sob o modo de produção feudal, permitia-se muitas vezes aos camponeses que cultivassem bocados de terra com base no arrendamento. No entanto, esses arrendatários raramente conseguiam ser senhores da terra com os seus próprios direitos porque grande parte do que colhiam era tomado pelos senhorios, a título de renda, deixando-os com frequência com uma pequena quantidade daquilo que produziam para a subsistência. Quando as colheitas eram fracas, ficavam em dívida. Se os camponeses não conseguissem liquidar as suas dívidas, podiam ser reduzidos à condição de servos ou escravos.

Hoje, nas condições de domínio do mercado pelo capital financeiro parasitário, podemos detectar uma situação semelhante entre os poderosos oligarcas financeiros (os senhores feudais da nossa época), por um lado, e o público em geral (a população de camponeses de hoje), por outro lado. Do mesmo modo que a aristocracia rural do passado extraía a renda em virtude da propriedade monopolista da terra, também hoje a oligarquia financeira extrai juros e outros encargos financeiros em virtude da concentração do grosso dos recursos nacionais nas suas mãos, sob a forma de capital financeiro. / Ler: resistir.info

sexta-feira, 4 de março de 2016

Município de Iruñea reconhece Ángel Berrueta como «vítima de motivação política»

Ontem, membros da plataforma Ángel Gogoan concentraram-se na Praça do Município para reivindicar este reconhecimento, que chegou quase 12 anos depois do assassínio do padeiro do bairro de Donibane.

Uma moção neste sentido foi aprovada em sessão de Câmara, com a oposição dos vereadores da UPN e do PSN – os mesmos partidos que, juntamente com o PP, negaram o reconhecimento tantas vezes solicitado pela família Berrueta Mañas.

No dia 13 de Março, dia em que passam 12 anos sobre o assassínio de Ángel Berrueta, este será homenageado no bairro de Donibane, na Rua Martin Azpilikueta. Berrueta foi assassinado por um agente da Polícia Nacional espanhola e um filho deste, quando estava a trabalhar na padaria, por se ter recusado a colar na vitrina um cartaz contra a ETA, na sequência dos atentados de 11 de Março de 2004 em Madrid [e das mentiras do PP].

No dia seguinte, durante uma manifestação realizada em Hernani (Gipuzkoa) em memória de Berrueta, Kontxi Sanchiz teve um enfarte e morreu após uma carga da Ertzaintza. / Ver: argia e ahotsa.info

O preso Fermin Vila só pôde ver a família uma semana depois da morte do pai

O preso político Fermin Vila (Irun, Gipuzkoa) foi levado até casa da sua família na quarta-feira, 2, uma semana após o falecimento do pai. Pese embora ter solicitado atempadamente a devida autorização, Fermo não pôde despedir-se do pai, Teo Vila, que faleceu na madrugada de 20 de Fevereiro e foi enterrado no dia 22.

Fermin Vila, Fermo, só conseguiu estar com os seus familiares 11 dias depois do falecimento do pai e nove depois do enterro, apesar de tanto ele como a família terem pedido autorização para que o preso e o pai se pudessem despedir. Teo Vila, que se encontrava doente, viria a falecer na madrugada de 20 de Fevereiro, quando o resto da família estava a caminho da prisão de Villena, em Alicante, no âmbito das marchas às prisões organizadas pela esquerda abertzale, de onde tiveram de regressar.

As autoridades prisionais, que até responderam afirmativamente ao pedido do preso, só o transferiram para a cadeia alavesa de Zaballa na sexta-feira, 26, onde ainda teve de esperar cinco dias para poder estar com a família. / Ver: naiz e bidasoa.hitza.eus

LIBERTADO O ELORRIARRA TXABER ARRUABARRENA
O preso político basco Txaber Arruabarrena saiu ontem da cadeia de Valdemoro (Espanha) e ontem mesmo regressou à sua terra natal, Elorrio (Bizkaia), após 16 anos de ausência.

O elorriarra foi detido em 2009 e esteve preso nos estados francês e espanhol. Ontem de manhã foi absolvido num julgamento em que era acusado de participar numa acção em 2000 contra a Guarda Civil, em Bilbo. À tarde saiu da cadeia madrilena e rumou ao seu país. / Ver: naiz e Berria

Borroka Garaia: «Terroristas y “no vascos”»

Al concepto pueblo trabajador vasco (PTV) se le hace un primer acercamiento desde diferentes perspectivas entorno a 1966 en la organización ETA. Desde entonces no fue un debate zanjado y cerrado (y probablemente siga estando sin cerrar) mucho más teniendo en cuenta el «ciudadanismo» actual rampante. En cualquier caso, uno de los puntos principales que intentaba abarcar tal concepto es un proyecto integrador y vertebrador para el conjunto de las clases populares vascas sin importar su procedencia geográfica. Por eso me he ido hasta EAE-ANV también, no solo por ser la primera expresión organizativa sino porque en su génesis se encuentra lo mismo aunque aún no desarrollado teóricamente. La unidad de la clase trabajadora vasca frente al chouvinismo burgués reaccionario jeltzale.

MCD – «Terrorista»Ver: BorrokaGaraiaDa

«Asesinan a Berta Cáceres, líder indígena de Honduras»

La líder indígena trabajó por los movimientos campesinos y luchó por las reivindicaciones de la comunidad lenca en el occidente de Honduras.
La coordinadora del Consejo de Pueblos Indígenas de Honduras (Copinh), Berta Cáceres, fue asesinada en la madrugada de este jueves por parte de sujetos desconocidos.
Fue galardonada en 2015 con el prestigioso Premio Ambiental Goldman para el Sur y Centroamérica por su contribución a la lucha persistente en contra de la construcción de una represa hidroeléctrica que amenazaba con desplazar a cientos de indígenas de Honduras. (Resumen Latinoamericano)

«Ser leal a Hugo Chávez es jugarse por entero para salvar la Revolución»
[De Carlos Aznárez] Porque adivinaba como vendría el futuro no dudó un instante en impulsar las Comunas, abrazado a esa consigna recurrente en tiempos de ofensiva oligárquica: «Sólo el pueblo salvará al pueblo» Hugo Chávez Frías, el nieto de Maisanta, guerrillero montaraz, te estamos invocando en estas apretadas e insuficientes líneas, porque es imposible no hacerlo en los tiempos inciertos que corren. (marcha.org.ar)

quinta-feira, 3 de março de 2016

Luta dos trabalhadores e impunidade do massacre em destaque nas homenagens do 3 de Março

Na parte da manhã, houve várias homenagens, em Gasteiz, aos cinco trabalhadores mortos há 40 anos. Representantes institucionais, de forças políticas e sindicais deslocaram-se até ao bairro de Zaramaga e depositaram flores junto ao monumento da Praça 3 de Março, que há poucos dias apareceu pintado com as cores da bandeira espanhola. Na universidade, centenas de jovens deram início a uma jornada de homenagem e luta.

Hoje, a cor predominante em Zaramaga era o vermelho dos cravos colocados em memória de Romualdo Barroso, Francisco Aznar, Bienvenido Pereda, José Castillo, Pedro María Martínez Ocio, Vicente Antón Ferrero e Juan Gabriel Rodrigo – os dois últimos morreram em Basauri (Bizkaia) e Tarragona (Catalunha) em protestos contra o que se passara em Gasteiz.

Os actos de homenagem seguiram-se a uma recepção às vítimas do 3 de Março na Câmara Municipal de Gasteiz. Numa sessão em que se fizeram representar os sindicatos LAB, ESK, CCOO e SAT, a central sindical abertzale reclamou «verdade, justiça e reparação para as vítimas», e reivindicou uma mudança social e política em Euskal Herria.

No acto organizado pelo EH Bildu, Miren Larrion sublinhou que no dia 3 de Março de 1976 a Polícia Armada não se limitou a atacar os trabalhadores que se encontravam na igreja de São Francisco, mas «toda uma cidade». Acrescentou que há 40 anos «esta praça cheirava a gases lacrimogéneos, aos disparos da Polícia, a medo. Não tinha cor, era cinzenta; cheirava ao sangue de centenas de trabalhadores e trabalhadoras... Mas também cheirava a esperança, a um tempo de liberdade em que fossem respeitados os direitos civis e laborais». Disse ainda que «quem tentou deter a mudança então são os mesmos que hoje impõem a reforma laboral, a Lei da Mordaça, os cortes na Saúde, na Educação ou nos serviços sociais básicos».

Grande manifestação
Ao fim da tarde, milhares de pessoas - mais de 12 mil, de acordo com a HalaBedi irratia - participaram numa manifestação entre a Praça da Virgem Branca, no centro de Gasteiz, e a Praça 3 de Março, no bairro de Zaramaga. Na mobilização, exigiu-se o fim da impunidade para o massacre e, entre muitas palavras de ordem, afirmou-se que, sem a luta, não se avança, e que «a melhor homenagem aos trabalhadores mortos é continuar a luta». / Ver: naiz e topatu.eus

40 anos do 3 de Março: «o povo não esquece, o povo não perdoa»

«40 anos de uma experiência revolucionária. 40 anos de um crime de Estado»Vídeo do realizador Raúl Capin. / Memória da luta dos trabalhadores que é necessária nos dias de hoje. Conferência e debate realizados no dia 19 de Fevereiro na Ágora de Getafe, com a participação de Andoni Txasko, Amparo Lasheras, Imanol Olabarria (Associação 3 de Março) e Ángeles Maestro (Red Roja). / Ver: lahaine.org

LEITURAS: «40 aniversario del 3 de marzo en Gasteiz, la experiencia de una lucha que no debemos olvidar», de Boltxe Kolektiboa (boltxe.eus)

«3 de marzo, tras 40 años», de Iñaki Egaña (lahaine.org)

«Internazionalistok, Martxoak 3an: oroimena, duintasuna eta borroka!», de Askapena (askapena.org)
ÁUDIO: a Polícia na carga à igreja; as patrulhas na tarde de 3 de Março; as patrulhas no dia do funeral (martxoak3.org)

A secretária-geral do LAB esteve no XIII Congresso da CGTP-IN

O sindicato LAB esteve presente no XIII Congresso da CGPT-IN, que se realizou entre 25 e 27 de Fevereiro em Almada. Ainhoa Etxaide, secretária-geral, e Gaizka Zuriarrain, da Secretaria de Relações Internacionais, foram os representantes do LAB.
No dia 25, realizou-se uma conferência sindical internacional sob o lema «Trabalho com Direitos – Contra a Exploração – Pela paz e a solidariedade!».

Nos dias 26 e 27, decorreram os trabalhos do XIII Congresso, em que foram definidas as orientações para a actividade sindical para os próximos quatro anos e se procedeu à eleição do Conselho Nacional que vai dirigir a Intersindical até 2020. Mais tarde, este novo conselho irá eleger a Comissão Executiva da CGTP-IN, bem como o seu secretário-geral.
Refira-se que, para apoiar a CGTP-IN neste seu XIII Congresso, se juntaram em Almada mais de 80 delegações internacionais. / Ver: LAB

Red Roja: «Plan B, una ilusión que anticipa la derrota»

En Europa, como en el propio Estado español, no se puede separar la casta del sistema. El punto débil de este «Plan B» (y también el de Podemos) es que rehuye la realidad, soñando con un plan para cambiar el Eurogrupo… desde dentro. El punto fuerte de la revolución será hacer que el enfrentamiento con la política de recortes de Bruselas y Berlín empuje inevitablemente a la movilización hacia un cuestionamiento del sistema oligárquico capitalista en su conjunto. (redroja.net)

«Os "polícias de trânsito de esquerda" do capitalismo», de KKE (odiario.info)
O governo do SYRIZA defende que não há qualquer caminho para o nosso país fora da União Europeia, fora do capitalismo e acusa o Partido Comunista da Grécia (PCG), dizendo que os seus objectivos são «fantasias», «coisas sem pragmatismo», «de aplicação impossível», etc.. Mais, a sua argumentação chega ao ponto de argumentar que um governo de «esquerda» pode aplicar esta política de forma muito mais efectiva que os anteriores governos «de direita» ou social-democratas.

quarta-feira, 2 de março de 2016

Inaugurado o memorial do 3 de Março no bairro de Zaramaga

O bairro de Zaramaga, em Gasteiz, é a partir de hoje um museu em memória do 3 de Março de 1976. Surgido por iniciativa da Martxoak 3 Elkartea, o memorial é um percurso artístico por vários pontos do bairro onde há 40 anos cinco trabalhadores foram assassinados e mais de cem ficaram feridos e foi hoje inaugurado por familiares das vítimas. As visitas guiadas, de uma hora e meia, irão prolongar-se durante um ano.

O escritor Juan Ibarrondo criou o guião desta iniciativa promovida pela Associação 3 de Março, que conta com trabalhos das artistas Txaro Arrazola, Irantzu Lekue, Sandra Santos, Verónica Werckmeister e Marta Gil – autoras de obras em que estão plasmados valores como a solidariedade, a resistência e a luta operária que caracterizavam o bairro de Zaramaga em 1976 e marcaram os acontecimentos de 3 de Março.

O percurso começa no mural do 3 de Março pintado em 2014 num bloco de apartamentos e que recorda vários episódios ocorridos naquele dia. A palavra «justicia», a vermelho, lembra a que alguém escreveu num passeio de Zaramaga com o sangue dos trabalhadores. O mural também deixa à vista de todos um excerto da gravação policial em que o chefe da operação mandava lançar gases para a igreja e os agentes lhe diziam que tinham disparado mais de 2000 tiros e que tinham contribuído «para a maior tareia da história».

O memorial também recorda o papel principal assumido pelas mulheres no movimento grevista. «As operárias destacaram-se pelo seu espírito de luta e capacidade de resistência», diz-se. / Ver: naiz, gasteizhoy.com [com fotos] e argia

Outro membro da Aitzina intimado a depor por roubo de placas em francês

Esta intimação segue-se à de três outros membros da organização juvenil, abertzale de esquerda de Iparralde, também intimados por terem retirado das estradas do País Basco Norte cem placas em francês e as terem mandado de comboio para Paris – considerando que «aquilo não lhes pertencia» –, no dia 14 de Julho de 2014, dia nacional da França.

Os franceses continuam a ferrar o dente, mais de um ano e meio volvido sobre o caso, afirmou a Aitzina, sublinhando que os «jovens bascos não se vão deixar intimidar».

Recorde-se que, na sequência da acção, em meados de Outubro de 2014, a Polícia francesa prendeu um membro do movimento juvenil e efectuou buscas na sua casa e na sede da organização em Baiona, da qual levou material informático. Em Novembro, foi preso Ieltxu Ostolaza e, em Dezembro, Koldo Etxegarai. Ambos tinham sido intimados a depor e ambos se recusaram a comparecer na esquadra, afirmando que «não iam entrar no jogo deles» e acusando o Estado francês de prosseguir com «o esquema de sempre». Foram postos em liberdade pouco depois. / Ver: argia, kazeta.eus e aseh

«Bolivia post referéndum: De la derrota táctica a la victoria estratégica»

[De Katu Arkonada] 135.154 votos, esa es la diferencia entre los votos a favor del No y del Sí en el referéndum por la repostulación del Presidente Evo Morales.

Pero más allá de la imagen que quieren presentar algunos «analistas» de un país dividido, lo único que demuestra esa escasa diferencia es una campaña electoral de alta intensidad en la que los votos del No carecen de paternidad política, no hay ningún líder o partido político que pueda atribuírselos, mientras que los votos del Sí se pueden contar como un apoyo irrestricto al gobierno de cambio que encabeza Evo. (portalalba.org)

«Siria: una tregua asediada», de Leandro ALBANI (lahaine.org)
La complicidad de Turquía con el Estado Islámico se confirma con el transcurso de los días. La semana pasada, el diario turco Cumhuriyet reveló la existencia de frecuentes llamadas telefónicas entre militares turcos y Mustafa Demir, una figura destacada de Daesh en la frontera sirio-turca. El periódico señaló que «las transcripciones y los documentos de la investigación han revelado que Demir recibió dinero de los contrabandistas de la frontera y cooperó con los oficiales [turcos] en el cruce transfronterizo». Según el diario, en las llamadas el miembro del Daesh consulta con los militares la posibilidad de reunirse con comandantes del Ejército turco.

Marx e as ciências sociais: Atilio Boron, Miguel Vedda e Néstor Kohan

Marx y las ciencias sociales: Atilio Boron, Miguel Vedda y Néstor KohanA teoria crítica marxista face ao capitalismo do século XXI. A concepção materialista da história e a filosofia da praxis face ao fetichismo e à fragmentação dos saberes oficiais.

Apresentação da cátedra «Da teoria social de Marx à teoria crítica latino-americana». Curso de Sociologia, Faculdade de Ciências Sociais, Universidade de Buenos Aires (UBA). / Ver: cipec.nuevaradio.org

terça-feira, 1 de março de 2016

O dirigente abertzale Arnaldo Otegi foi libertado

Arnaldo Otegi saiu esta manhã da cadeia de Logroño (La Rioja), depois de cumprir seis anos e quatro meses de pena. O dirigente independentista foi recebido às portas da prisão por cerca de 300 pessoas, no meio de aplausos e palavras de ordem a defender o regresso dos presos a casa. Ali fez o seu primeiro discurso.

Depois de percorrer um passeio formado por ikurriñas, arrano beltzas e bandeirolas «a favor do repatriamento», onde foi acompanhado por palavras de ordem como «independentzia» e «jo ta ke irabazi arte», o político independentista chegou a um estrado preparado para que ali proferisse o primeiro discurso depois de sair da prisão.

Primeiro discurso de Otegi
No estrado, uma dantzari brindou Otegi com um aurresku de honra. «Gora Euskal Herria askatuta!» [Viva o País Basco livre!] foram as primeiras palavras do natural de Elgoibar, que, primeiro em euskara e depois em castelhano, lembrou a existência de presos políticos no Estado espanhol, pese embora este se recusar a reconhecê-los. «Hoje saiu, como em tantas outras ocasiões, um preso político de uma prisão espanhola», disse. No seu discurso, Otegi não esqueceu os presos sociais, os migrantes e as pessoas que sofreram acções de despejo.

O dirigente abertzale, referência do sortismo, recordou que ele e os seus companheiros foram presos e encarcerados por apostarem na paz, sublinhando que, nestes seis anos e meio, essa aposta foi reforçada. Nesta linha, felicitou os presentes «por terem defendido a aposta na paz, para lá de todas as provocações», salientando que é preciso levar «essa aposta até ao fim» e que é isso que se «propõe fazer com todos».

Disse ainda: «Quando nos meteram na cadeia, foi como bascos, e é como bascos que saímos; foi como independentistas, e é como independentistas que saímos; foi como socialistas, e é como socialistas que saímos».

Numa intervenção que durou cerca de 15 minutos, Otegi lembrou que ainda há perto de 400 presos políticos encarcerados e sublinhou a necessidade de «os trazer a todos para casa». Sobre uma eventual candidatura a lehendakari, disse que «o melhor lehendakari, o melhor autarca é o povo». Para o fim da tarde estava agendada uma recepção/comício em Elgoibar, sua terra natal. / Ver: naiz

LORENTXA GIMON E URKO LABAKA LIBERTADOS
A presa política basca natural de Angelu (Lapurdi) saiu hoje da cadeia de Rennes (Bretanha), depois de no dia 25 de Fevereiro a Justiça francesa ter decidido conceder-lhe a liberdade condicional. Estava encarcerada desde 2003 e sofre da doença de Chron desde 1991.
A liberdade condicional já lhe tinha sido concedida em primeira instância em Novembro de 2015, mas o Ministério Público recorreu de imediato. Nos últimos meses, o seu estado de saúde deteriorou-se bastante, pelo que Lorentxa teve de ser hospitalizada de urgência em diversas ocasiões.

Urko Labaka, do bairro donostiarra de Altza, foi libertado ontem, revelou a Etxerat, depois de cumprir uma pena de seis anos de prisão. Encontrava-se na cadeia de Foncalent (Alicante). / Ver: mediabask e Berria

Atacados monumentos em homenagem aos mortos do 3 de Março

Os monumentos existentes em Gasteiz e Dulantzi (Araba) em homenagem aos trabalhadores mortos pela Polícia espanhola a 3 de Março de 1976, na capital alavesa, apareceram hoje pintados, revelou a HalaBedi irratia.

Em todos os monumentos foi pintada a bandeira espanhola e, num deles, foram afixados autocolantes da Falange. Os trabalhos de limpeza já começaram.

No bairro de Zaramaga, onde o chamado «massacre de Gasteiz» se deu, estes monólitos já existem há algum tempo. O de Dulantzi foi inaugurado no domingo passado. / Ver: argia

«Por una memoria política y social del 3 de marzo»

[Imanol Olabarria Bengoa] Desempolvando recuerdos, avivando los sueños de una lucha que dentro de unos días conmemoraremos en su 40 aniversario: 3 de marzo de 1976.
Éramos 10-12 fábricas de distintas ramas de la producción, bajo una misma tabla reivindicativa, agrupadas en el tiempo por espacio de dos meses. Contra las que gobierno y patronal, tras numerosos y diversos intentos fracasados en romper la huelga, tiraron a matar. Asesinando a cinco compañeros e hiriendo a más de cien, en su mayoría de bala. (BorrokaGaraiaDa)

«La revolución y nosotros que tanto la quisimos» (lahaine.org)
[De Jon Kerejeta] La ideología tramposa de la transversalidad interclasista nos lleva a la renuncia de la lucha de clases y a la trampa etapista de primero independencia y luego… ir del brazo de quienes tienen calculada una salida (a la catalana?) que finalice en autonomía mejorada, por supuesto en los viejos estados y en el sistema.
La acumulación de siglas políticas nos vá conduciendo al lugar común, normalizados en las «democracias» homologadas en España y en la Europa del euro, para cocernos en la «obediente felicidad».
Y no parece que esta monstruosa crisis, ni los gobiernos estatales y regionales, ni sus partidos dirigentes nos lleven de momento a plantearnos el salto cualitativo, para romper al frente de todos los perjudicados con el sistema, con España y con Europa.

Leihotikan – «Bosch»

Do álbum Harold (2012). Som de Iruñea [Pamplona], capital de Euskal Herria.