quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

[Vídeo] Burlata: «Estamos orgulhosas dos nossos filhos»

Familiares dos cinco jovens de Burlata que serão julgados proximamente na Audiência Nacional espanhola falam da operação policial de há cinco anos atrás.
Familiares dos cinco jovens de Burlata que serão julgados proximamente na Audiência Nacional espanhola, acusados de acções de kale borroka, recordam a operação policial de há cinco anos, afirmando que os seus filhos foram torturados pela Guarda Civil e pela Polícia espanhola para se incriminarem a si mesmos e a terceiros. Falam também das suas preocupações sobre o que se possa vir a passar no julgamento. / Fonte: ateakireki.com

«O Eleak lança manifesto e campanha de recolha de assinaturas em defesa dos direitos civis e políticos» (ateakireki.com)
Tendo em conta o julgamento de quatro jovens de Burlata que irá ter lugar na Audiência Nacional espanhola nos dias 18, 19 e 20 de Fevereiro, bem como todos os outros que estão agendados, o movimento Eleak elaborou um manifesto em defesa dos direitos civis e políticos e contra os julgamentos políticos. «Pretendemos alcançar o máximo de apoio possível, tanto a nível individual como colectivo, para pararmos toda esta injustiça», afirma o Eleak. Para subscrever o manifesto, envia um e-mail para mugimenduanafarroa@gmail.com, indicando nome e sobrenome, se és trabalhador (tipo), estudante ou desempregado e de onde escreves; se o desejares, podes enviar um comentário.

Ernesto Prat vai ser julgado na AN espanhola a 9 de Abril
O natural de Elizondo (Baztan, Nafarroa) foi detido em Urruña (Lapurdi) em Janeiro de 2012, sendo extraditado para o Estado espanhol no mês seguinte. Foi posto em liberdade em Abril - depois de pagar uma fiança de 25 000 euros - e ficou a aguardar julgamento. Acusam-no de ser militante do Ekin. / Fonte: ateakireki.com e arranbela [notícia mais desenvolvida]

Vários ondarrutarras serão julgados entre Fevereiro e Março
Diversos habitantes de Ondarroa (Bizkaia) irão ser julgados em Espanha, França e Inglaterra em Fevereiro e Março. Estejam atentos às mobilizações! Adi egon!
5 de Fev.: audiência de Urtza, Ibon e Asier. / 8 de Fev., 18h30: conferência de imprensa na Alameda. / 11 de Fev. (julgamento de Zunbeltz Larrea) / 18-20 de Fev.: julgamento de Ibon Iparragirre e de Asier Badiola. / 18 de Fev.-18 de Mar. (início do julgamento de Aitzol Etxaburu e de outros nove cidadãos em Paris) / 3-4 de Mar.: autocarro parte de Ondarroa com destino a Paris. / 27 de Mar., em Londres, audiência relativa ao recurso apresentado por Kemen Uranga contra a extradição para o Estado espanhol. / Mais informação em turrune

22 euros por esta merda? A fraude da privatização das cozinhas do Complexo Hospitalar de Navarra


A comida que a Mediterranea de Catering dá a cada paciente no Hospital Virgen del Camino custa no mínimo 22 euros por dia. Quisemos mostrar o que se pode comer em Iruñea/Pamplona num dia inteiro com 22 euros, e mostrar assim a fraude da privatização das cozinhas levada a cabo pelo Governo de Navarra e a Mediterranea de Catering. / Fonte: labsindikatua.org

Comités de empresas em luta convocam duas manifestações em defesa do emprego
Representantes dos comités de empresa de AENA (Noaingo aireportua), AENA (Forondako aireportua), Alfa, AP 68 Araba, AP 68 Bizkaia, Auzolagun Bizkaia, Auzolagun Gipuzkoa, Cementos Lemonako langileen asanblada, Corrugados Azpeitia, Eurest, Fundiciones San Eloy, Incoesa, Lanbideko Bizkaiko komitea, Lea Artibaiko Mankomunazgoa, Laminaciones Arregui, Holtza, Panda e Sunsundegui anunciaram a convocatória de duas mobilizações, uma em Iruñea e outra em Bilbo, para dia 9 de Março. Terá como lema «Ni despidos, ni reformas, ni imposiciones. Enplegua defenda dezagun». [Nem despedimentos, nem reformas, nem imposições. Vamos defender o emprego]

Na conferência de imprensa em que deram a conhecer a iniciativa, afirmaram que «pretendem unir trabalhadores e trabalhadoras de diferentes sectores de Euskal Herria, para juntar forças na luta pela defesa dos seus postos de trabalho». «O nosso objectivo é unir todas estas lutas, partilhá-las e multiplicar as nossas forças», afirmaram; para tal, convocaram duas manifestações para dia 9 de Março, uma em Bilbo e outra em Iruñea.

Perante um cenário de emergência, em que o «desemprego atingiu níveis insuportáveis», em que «o patronato anuncia que vai continuar a despedir trabalhadores em 2013», em que os governos não dão sinais de apostar numa política de defesa do emprego - pelo contrário, «despedem mais funcionários públicos, pioram a qualidade dos serviços e destroem postos de trabalho» - e em que os «trabalhadores expulsos do mercado de trabalho estão a ficar sem prestações sociais», dizem que «não podem ficar de braços cruzados».

Fizeram também um apelo ao envolvimento de toda a sociedade nesta iniciativa. Divulgaram ainda a criação de um e-mail para receberem adesões à iniciativa e de um blog para a sua divulgação: e-mail: enpleguadefendadezagun@gmail.com / blog: http://enpleguadefendadezagun.wordpress.com / Fontes: boltxe.info e LAB Sindikatua

Já é conhecido o percurso da Korrika 18: bagoaz!

2013ko Martxoaren 14tik 24ra, Andoaindik Baionara.
De 14 a 24 de Março de 2013, de Andoain a Baiona.

Percurso da Korrika [Mapa] / Percurso da Korrika [Localidade / Dia / Hora]

O que é a Korrika?
A Korrika é uma corrida a favor do euskara que percorre todo o País Basco, organizada pela Coordenadora de Alfabetização e Euskaldunização AEK. A corrida tem por objectivo promover a consciencialização relativamente ao euskara e juntar fundos para que seja possível levar a cabo o trabalho diário nos centros de aprendizagem de euskara da coordenadora.

Desde a primeira edição, que se realizou em 1980 entre Oñati (Gipuzkoa) e Bilbo, a Korrika tornou-se um dos eventos mais importantes em prol do euskara, pelo número de pessoas que consegue reunir. Já se realizaram 17 edições nos últimos 32 anos, e no dia 14 de Março de 2013 uma nova edição terá início em Andoain, percorrendo mais de 2000 quilómetros ao longo de 11 dias, sem nunca parar e com a participação de centenas de milhares de pessoas de todas as idades e condições, antes de chegar a Baiona, no dia 24.

Durante a corrida, os participantes levam um testemunho que passam de mão em mão a cada quilómetro. Dentro do testemunho vai uma mensagem, que será lida no final da corrida, e que, como tal, só se torna pública no último momento. / Fonte: korrika.org

Ver também: «Apprendre le basque au XXIe siècle», de C.V. (Lejpb)
L'apprentissage du basque au XXIe siècle, son usage au quotidien. La Korrika culturelle propose une table ronde ce vendredi au Musée basque, autour de témoignages d’anciens élèves.

Solidariedade com o povo saaraui na concentração da última sexta-feira do mês em Gasteiz

Dezenas de militantes internacionalistas denunciaram o julgamento de 24 presos políticos saarauis na concentração da última sexta-feira do mês realizada em Gasteiz.

Na habitual concentração do Herrira em solidariedade com as presas e presos políticos bascos, denunciou-se a situação dos 24 militantes saarauis do acampamento de Gdeim Izik que estão a ser julgados por um tribunal militar em Rabat (Marrocos).

Neste blog pode-se seguir a situação deste julgamento-farsa. / Ver fotos da acção solidária com povo saaraui e da brigada da Askapena de 2012. / Fonte: askapena.org

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Ministério Público solicita o arquivamento do «caso Anza» sem esclarecer o que se passou nos dias em que esteve desaparecido

De acordo com a informação divulgada pelos jornais do Grupo Vocento, o Ministério Público francês solicitou o arquivamento do caso sobre a morte de Jon Anza, militante da ETA desaparecido no dia 18 de Abril de 2009 e cujos restos mortais foram localizados no dia 11 de Março de 2010 numa morgue de Tolouse.

Tendo por base esta informação, para descartar a hipótese de um caso de sequestro parapolicial, em que tivesse sido submetido a maus-tratos, a Procuradoria afirma que Jon Anza teve uma «morte natural», mas continuando a não esclarecer o que se passou entre os dias 18 (quando desapareceu) e 29 de Abril (quando foi internado num hospital de Toulouse).

De acordo com o relatório da Procuradoria, a morte de Anza ficou-se a dever a uma embolia pulmonar provocada pelo cancro. O seu delicado estado de saúde é o único aspecto em que coincidem todas as partes, incluindo a representação da família do falecido. / Ver: naiz.info e kazeta.info

A advogada da família afirma que não houve respostas sobre o desaparecimento de Anza
Num comunicado de imprensa, Maritxu Paulus-Basurco, pergunta por que é que o corpo de Jon Anza permaneceu dez meses na morgue de Toulouse sem ser identificado e sem ser autopsiado. Diz que as autoridades francesas se preparam para encerrar o caso sem que a família tenha recebido qualquer resposta sobre o desaparecimento de Anza e acusa as autoridades francesas de não quererem esclarecer este assunto, que continua a ser «um mistério». (naiz.info) / Communiqué de presse de Maritxu Paulus-Basurco

O donostiarra Ekaitz de Ibero não vai «bater à porta da prisão»

Acusado de participar numa acção de kale borroka, Ibero foi condenado a quatro anos e três meses de prisão, e, de acordo com a ordem emitida pela justiça espanhola, devia-se apresentar hoje numa prisão para cumprir a pena. Numa nota emitida por quinze jovens de Donostia acusados de pertencer à Segi e condenados pela AN espanhola, estes anunciam que Ekaitz de Ibero «não irá bater à porta da prisão».

«Exigimos o direito a viver livre e legalmente em Euskal Herria e, como tal, o Ekaitz não vai fugir, fica em Euskal Herria, mas não acatando as ordens de um tribunal espanhol», afirmam.

Por outro lado, no dia 13 deste mês o Supremo Tribunal vai examinar a sentença decretada pela Audiência Nacional espanhola contra quinze jovens donostiarras (incluindo também Ekaitz de Ibero) acusados de pertencer à Segi e condenados a seis anos de cadeia. Assim, a partir de dia 13, caso a sentença seja confirmada, estes jovens podem ser encarcerados a qualquer momento.

Para fazer frente a esta situação, estes jovens vão iniciar uma ronda de contactos com agentes sociais, sindicais e políticos, com o propósito de expor o seu caso e de procurar apoio para a defesa dos direitos civis e políticos. Para além disso, convocaram também uma concentração para dia 13, às 19h00, na Artzai Onaren plaza, em Donostia, sob o lema «Euskal gazteria libre eta legala! Torturarik ez!». / Fonte: naiz.info [Nota na íntegra em topatu.info]

Na foto de baixo: alguns dos quinze jovens donostiarras condenados pela AN espanhola a seis anos de prisão, cujo caso será examinado pelo Supremo a 13 de Fevereiro, deslocaram-se hoje às Juntas Gerais de Gipuzkoa, onde receberam o apoio dos representantes dos partidos que compõem a coligação Bildu, bem como o do deputado-geral de Gipuzkoa, Martin Garitano. Na sessão plenária, Bildu, PNV e Aralar aprovaram uma proposta em que se defende o fim dos julgamentos «com propósito político» e a revogação da Lei dos Partidos. PP e PSE votaram contra. (Ver: Berria)

O Herrira vai exigir o fim da política de excepção dia 20 de Março em Estrasburgo

Quando passa um ano sobre a sua criação, o movimento Herrira afirmou que a situação dos presos bascos não é melhor que há um ano atrás, dando como exemplos disso o primeiro acidente provocado pela dispersão em 2013 e as mais recentes aplicações da «doutrina Parot».
Numa conferência de imprensa que ontem deram em Bilbo, os porta-vozes do Herrira Jon Garay e Nagore García afirmaram que, numa altura em que o movimento cumpre o seu primeiro aniversário, os presos políticos bascos continuam a ver os seus direitos violados. Recordaram o acidente de viação sofrido na semana passada por três amigos do preso Mitxel Turrientes (Lasarte, Gipuzkoa) - o primeiro deste ano, porventura não o último - e enfatizaram a «necessidade de revogar» a doutrina 197/2006.

Segundo referiram, em Julho do ano passado o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem posicionou-se contra a doutrina 197/2006 no caso da presa Inés del Río (Tafalla, Nafarroa). Como o Governo espanhol recorreu, o TEDH irá tomar uma decisão definitiva no próximo dia 20 de Março.

Na sua sentença, o Tribunal de Estrasburgo considerou que a doutrina do Supremo 197/2006 «viola a Convenção Europeia dos Direitos do Homem» e decretou a libertação «imediata» de Del Río. Contudo, o Supremo Tribunal espanhol não acatou a sentença, e nos últimos meses tem aplicado a doutrina 197/2006 a mais presos políticos, segundo afirmou o Herrira. Entre outros, Raúl Alonso (Bilbo) e Ramón Aldarsoro (Otxandio, Bizkaia) viram as suas penas prolongadas.

Assim, no dia 20 de Março, diversos membros do Herrira estarão em Estrasburgo, para deixar claro que a «maioria da sociedade basca é a favor da decisão de Estrasburgo» e para transmitir à Europa o mandato que lhes foi atribuído pela sociedade a 12 de Janeiro, ou seja, o da defesa dos direitos humanos, da solução e da paz.

Para além disso, decidiram reunir-se com diversos agentes políticos, sindicais e sociais, tanto com os que aderiram à Mobilização Geral Popular, como com aqueles que lá não estiveram, para poder levar uma mensagem clara à Europa de que é «fundamental alterar a política penitenciária».

Por último, anunciaram que o Herrira irá convocar mobilizações para dia 20 de Março em todas as localidades de onde são naturais presos a quem foi aplicada a doutrina 197/2006; sobre estas mobilizações darão mais detalhes nos próximos dias. / Fonte: BilboBranka / Ver: herrira.org

20 de Março, Estrasburgo: uma luz ao fundo do túnel?
Declarações de Jon Mirena Landa (professor de Direito Penal na UPB) e de Amaia Izko (advogada de presos políticos bascos).

Sabino Cuadra Lasarte: «Corrupción, divino tesoro»

Todo lo anterior, en cualquier caso, es pura anécdota. La corrupción es algo innato al sistema en el que vivimos. Cuando el motor de la economía es el ánimo de lucro y el medre personal, la democracia un mero un celofán electoral y los cargos electos se convierten en una casta política con intereses propios, la corrupción pasa de ser un hecho excepcional a algo cotidiano. [O autor é abogao e deputado da Amaiur.] (Gara)

«Algo pasa con la CAN», de Beñat ZALDUA (naiz.info)
La otrora todopoderosa Caja de Ahorros de Navarra, que en su día llegó a manejar el 43% del dinero privado de Nafarroa, se ha visto diluida primero en Banca Cívica y luego, y sobre todo, en Caixabank. Por el camino han aparecido órganos secretos, dietas desmesuradas, corruptelas como la de Pejenaute y escándalos sin aclarar como el de Cervera. Y de fondo, una desvalorización de más de 1.000 millones de euros en apenas tres años. [Com múltiplas ligações para o desenvolvimento judicial e político do «Caso CAN»]

«Brujas en la noche», de Miguel HUERTAS MAESTRO (BorrokaGaraiaDa)
Al igual que la historia de los pueblos luchadores, la historia de las mujeres luchadoras es invisibilizada por la clase dominante. Es nuestro deber recuperar nuestra historia, la historia de las que no se rindieron. Mujeres luchadoras procedentes de pueblos luchadores, como las Brujas de la Noche, no pueden ser olvidadas. Deben ser ejemplo.

«A invasão real da África não está nos noticiários – Uma licença para mentir como prenda de Hollywood», de John PILGER (resistir.info)
Uma invasão da África de grandes proporções está em andamento. Os Estados Unidos estão a instalar tropas em 35 países africanos, a começar pela Líbia, Sudão, Argélia e Níger. Isto foi informado pela Associated Press no Dia de Natal, mas ficou omisso na maior parte dos media anglo-americanos. / A invasão pouco tem a ver com «islamismo» e quase tudo a ver com a aquisição de recursos, nomeadamente minérios, e com um acelerar da rivalidade com a China.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Absolvidos os dois habitantes de Erromo julgados por causa de fotos de presos políticos

Josu Iturburu, presidente da Branka kultur elkartea, de Erromo (Bizkaia), e Jagoba Agirre, ex-presidente da comissão de festas da mesma localidade foram absolvidos pelo tribunal de excepção espanhol. Foram ambos ali julgados no passado dia 10 de Dezembro, por causa das fotos de dois presos políticos bascos que apareceram num anúncio publicado no folheto das festas de 2011.
Na sequência da queixa apresentada pelo PP de Getxo no dia 3 de Agosto de 2011, o MP acusou-os de «enaltecimento do terrorismo» e pediu 18 meses de prisão e sete de inabilitação para cada um; contudo, durante o julgamento, não se conseguiu provar quem foi responsável pela decisão de publicar o anúncio, nem que o objectivo fosse o de louvar o jovem detido por alegadamente pertencer à Segi ou o preso da ETA.

Os arguidos souberam ontem a notícia, mas ainda não receberam a sentença. E, seja como for, sabem que a sentença não é firme, «porque o magistrado pode apresentar recurso», disse Agirre ao ukberri.net.
Não deixou por isto de ser uma óptima notícia, ainda para mais tendo em conta que hoje iam ser julgados três habitantes de Erandio (Bizkaia) num caso com contornos bastante semelhantes. [Na foto, manifestação solidária com os arguidos em Erromo, dia 9 de Dezembro]. / Mais informação: ukberri.net

Mobilizações pelos presos em Otxarkoaga e Iruñea
No sábado passado, mais de uma centena de pessoas participaram numa jornada de mobilização no bairro bilbaíno de Otxarkoaga, que incluiu uma concentração e um almoço, em defesa dos direitos do preso político Sebas Prieto. O bilbaíno, actualmente encarcerado em Curtis, a mais de 500 km de casa, continua na prisão apesar em Agosto último ter cumprido 3/4 da pena a que foi condenado. Para além disso, tal como denunciou o Herrira, aplicaram-lhe a doutrina que implica o prolongamento da pena. (Gara e herrira.org)

Como é habitual à segunda-feira, ontem à tarde um grupo de pessoas (58) concentrou-se frente à sede do PP na capital de Nafarroa para reclamar o direito dos presos políticos bascos a viver livres em Euskal Herria. Nas faixas que exibiram lia-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira» e «La dispersión mata» (ateakireki.com)

Forças policiais em Euskal Herria: não há caso igual na Europa

Zaldieroa (Berria) [Vão-se embora!]
Em Euskal Herria há 1 polícia por 165 habitantes; 6 por 1000 habitantes (três vezes mais do que os 2 recomendados pela UE). É, de longe, o território da União Europeia com maior densidade policial.

Polícia espanhola, Guarda Civil, Ertzaintza, Polícia francesa, Gendarmerie e Polícia Foral de Nafarroa compõem o puzzle das polícias em Euskal Herria. Mais concretamente, há 4800 guardas civis e cerca de 2000 agentes da Polícia espanhola no País Basco Sul; em Araba, Bizkaia e Gipuzkoa há 8000 ertzainas; em Nafarroa, a Polícia Foral tem 1100 agentes; e no País Basco Norte há cerca de 2200 gendarmes e agentes da Polícia francesa.

Sem contar com os soldados do Exército - 1200 no País Basco Sul - e os polícias municipais, há 18 100 polícias em Euskal Herria. Destes, cerca de 9000 são agentes de forças policiais espanholas e francesas. / Fonte: Berria [Só sobre a CAB, ver Gara]

1- Ontem, a conselheira da Segurança de Lakua, Estefania Beltrán de Heredia, exigiu «com firmeza» ao Governo espanhol a «retirada» das Forças de Segurança do Estado (FSE), considerando que a actual conjuntura é «propícia» para tal. (sic) (naiz.info)

2 - Hoje, em resposta às palavras da conselheira, o delegado do Governo espanhol na Comunidade Autónoma Basca, Carlos Urquijo, disse que defenderá «com firmeza» a continuidade das Forças de Segurança do Estado na CAB e que as FSE «estão no País Basco por direito próprio sem necessidade de pedir autorização a ninguém». (naiz.info)

3 - Também hoje, a esquerda abertzale respondeu às declarações do delegado do governo espanhol na CAB em defesa das forças armadas espanholas que operam em Euskal Herria: «As forças armadas trazidas para fazer a guerra não têm lugar no nosso país» (eus / cas)

Leitura:
«Opresión sin conflicto o conflicto resolutivo», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La represión no simplemente se queda en lo superficial, aparente o ataque directo sino que responde a una estrategia integral de opresión de Euskal Herria independientemente de la respuesta. Y la represión más dura y efectiva es la causada por el miedo y no tiene forma física, la otra tampoco se descarta.

Jovens abertzales de esquerda: encontros e debates a norte e a sul

O encontro não lhes passou ao lado: 120 participaram nos debates da parte da manhã; várias centenas estiveram presentes no acto ao fim da tarde.
Decorreu no sábado, em Ezpeleta (Lapurdi), o Gazte Eguna (Dia da Juventude), e os jovens abertzales de esquerda lançaram uma nova dinâmica no País Basco Norte. Durante o discurso final, os promotores da iniciativa «Gazte orain dun/k tenorea... Ça se passe maintenant !» congratularam-se com a afluência e convidaram todos os jovens presentes a organizarem-se a nível local para construir o futuro movimento juvenil.

Gazte Zukgua em congresso
Paralelamente a esta iniciativa, os responsáveis da dinâmica Gazte Zukgua, no País Basco Sul, anunciaram que o congresso fundador duma nova organização terá lugar no dia 2 de Março, em Lizarra (Nafarroa).

Cerca de 2500 jovens de 180 localidades participaram nos debates preliminares, estabelecendo duas linhas de trabalho principais: construção de novos modelos de vida, assentes nos princípios do socialismo, do feminismo e da ecologia; desenvolvimento do trabalho ideológico e prático em prol da soberania. Independência, socialismo e feminismo marcam o projecto da nova organização juvenil. / Fonte: Lejpb e naiz.info

Ipar Euskal Herriko Gazte Eguna 2013
Ezpeleta, Lapurdi, EH.

Absolvidas três pessoas acusadas de colocar entraves à realização das obras de Arantzadi

As acções de protesto contra as obras que estavam a decorrer na zona das Hortas de Arantzadi já estão ser julgadas nos tribunais e hoje foi conhecida a sentença que absolve três das pessoas que participaram nessas acções.

Como se recordará, foram muitas as pessoas que expressaram a sua oposição ao projecto do Município de Iruñea para Arantzadi, impedindo o trabalho das máquinas quando se preparavam para destruir as hortas.

Amanhã, realiza-se mais um julgamento, e, frente ao tribunal, haverá uma concentração de protesto. / Ver: ateakireki.com

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Perante o julgamento iminente dos jovens de Burlata, o Eleak faz um apelo à mobilização

Já passaram cinco anos desde que cinco jovens de Burlata (Nafarroa) foram detidos numa operação policial decretada por um juiz da Audiência Nacional espanhola. «Utilizando os depoimentos arrancados sob tortura» aos jovens, depois de passarem cinco dias incomunicáveis, o juiz deu-lhes ordem de prisão. Isto ocorreu em 2007, e, na sequência destes factos, alguns dos jovens passaram mais de um ano em prisão preventiva; saíram em liberdade condicional depois de pagarem milhares de euros de fiança. Desde então, são obrigados a apresentar-se todas as semanas em tribunal e estão impedidos de sair do Estado espanhol. Estiveram seis anos a aguardar pela realização do julgamento, que terá lugar nos dias 18, 19 e 20 de Fevereiro.

Agora, tendo por base os depoimentos em que se deram como culpados e incriminaram terceiros nos calabouços das esquadras, David, Aitor, Iñaki, Iñigo e Jotas (este encontra-se actualmente numa prisão francesa por questões não relacionadas com este processo e será julgado mais tarde) enfrentam penas que ultrapassam os 53 anos de prisão e os 50 000€ por danos e prejuízos, no âmbito de mais «uma tentativa, por parte do Estado, de criminalização do compromisso político da juventude basca», denuncia o Eleak.

Para o movimento de defesa dos direitos civis e políticos, este tipo de julgamentos «evidencia a atitude negativa do Estado relativamente ao processo de paz» iniciado em Euskal Herria. «Ignorando a vontade dos milhares que no passado 12 de Janeiro encheram as ruas de Bilbo e a opinião da maioria deste povo sobre o novo cenário criado em Euskal Herria, continua ancorado à sua estratégia repressiva». E a prova disso é, para o Eleak, a detenção dos três jovens de Oarsoaldea, para que cumpram 6 anos de prisão, depois de terem sido condenados «pela sua militância política».

Para «denunciar firmemente» todo este processo, organizou-se uma jornada de mobilização para o próximo dia 9 em Burlata, que inclui diferentes actividades. Às 19h30, uma manifestação parte da Praça das Askas; às 21h00, actuação de Izaki Gardenak na sociedade Axular; às 22h00, jantar na Axular (10€). A partir da 0h30, na peña Euskal Herria, concerto com os grupos Proiekto pez + Nekez + Akatu (último concerto desta banda). / Notícia completa: ateakireki.com

Aplicam a «doutrina Parot» aos presos Ramon Aldasoro e Raul Alonso

Com o recurso à aplicação da doutrina 197/2006, a Audiência Nacional espanhola prolongou a pena a mais dois presos políticos bascos: Ramon Aldasoro e Raul Alonso, que se encontram há mais de dezasseis anos na prisão.

Aldasoro (Otxandio, Bizkaia) foi encarcerado em 1997, e marcaram-lhe a data de saída para 27 de Outubro de 2017; no entanto, com a aplicação da «doutrina Parot», a saída foi adiada para 2027. Encontra-se na prisão de Castelló II-Albocasser (Países Catalães).
Alonso (Bilbo) foi encarcerado em 1991, e a data de saída era 25 de Março de 2015; agora, prolongaram-lhe a pena em mais seis anos. Também se encontra em Castelló II-Albocasser.

De acordo com a Etxerat, são agora 93 os presos políticos bascos que, por via da doutrina 197/2006, foram condenados a «penas de prisão perpétua». Destes, 73 ainda continuam na prisão.

Em Julho último, o Tribunal Europeu dos Direitos do Homem pronunciou-se contra a «doutrina Parot» no caso da presa Inés del Río. O Governo espanhol recorreu da sentença, e, em Março, o TEDH vai tomar uma decisão definitiva. / Mais info: Berria

O MP continua a pedir penas de prisão por se mostrar fotos de presos na última Korrika
O magistrado da AN espanhola Jesús Alonso continua a pedir um ano e três meses de prisão para quatro habitantes da região guipuscoana de Debagoiena, que acusa de «enaltecimento do terrorismo» por exibirem imagens de presos em Abril de 2011, quando a Korrika passava por Bergara.

Os quatro arguidos admitiram que levaram as imagens, e disseram que as fotografias iam passando de mão em mão, que eles não fizeram as pancartas e que se tratou de uma acção «rápida e espontânea» durante a corrida. Defenderam ainda a natureza linguística da reivindicação, realçando o facto de que os presos também são falantes da língua basca.
O magistrado alegou que a intenção era política e que se tratou de uma acção organizada. [Na foto, mobilização no sábado passado em Bergara, onde cerca de mil pessoas protestaram contra o julgamento.] / Fonte: naiz.info

O Herrira de Lesaka pediu às pessoas que escreveram a Beñat Atorrasagasti
O preso político Beñat Atorrasagasti foi extraditado esta semana para o Estado francês, tendo sido encarcerado na prisão de Fleury. Detido na Escócia a 13 de Julho último, Beñat teve de enfrentar um longo processo de extradição; agora, deu entrada na referida prisão parisiense, para cumprir uma pena de cinco anos. O Herrira de Lesaka (Bortziriak, Nafarroa) publicou um cartaz com o endereço de Beñat e faz um convite a toda a gente para que lhe escreva. / VER: herrira.org

LAB: «Comienza el año con una nueva marca historica del paro, con un repunte especialmente virulento en Nafarroa»

En Hego Euskal Herria, una de cada dos personas desempleadas no recibe ningún tipo de prestación y debido a la grave situación, se están produciendo auténticos problemas de supervivencia. LAB exige no demorar por más tiempo la revisión de los régimenes tributarios forales de los cuatro territorios. (labsindikatua.org)

«Casa Blanca», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La verdadera «comunidad internacional» que más interesa es precisamente aquella que no forma parte del bloque hegemónico capitalista ya que es ella la que por una parte puede dar cobertura de cara a un proceso emancipador y con la que se puede desplegar un internacionalismo que puede llegar a ser eficaz.

«El año de los tiros», de Maité CAMPILLO (insurgente.org)
Durante el año de los tres ochos, no solo cayó la gran nevada, que paralizó el aliento de animales y seres. Al sur corrieron litros de sangre, mientras tres cuartas partes de la población, de norte a sur y de este a oeste era analfabeta, y, más de esas tres cuartas partes hundidos en la miseria.

«Txakur gutxiago eta 7Katu gehiago», de Urtzi UGALDE (BilboBranka)
Zenbat lagun, irribarre eta borroka partekatu diren bertan, zenbat kontzertu, ikastaro eta kalejira egin diren. Zenbat hanka sartze eta garaipentxo. Hainbeste kolpe jasan arren (kontua kasik galdu arte ere) oraindik bizirik irauten du. Sei urte bete dira zapiarekin aurpegia estali eta okupa-banderola zintzilikatu zenetik.

Ciclo de conferências sobre a conquista, em Gares

Organizado pelo Nafarroa Bizirik Ilzarbe Taldea, com a colaboração da CM de Gares, da Biblioteca Pública de Gares e da Info7 Irratia, o ciclo de conferências sobre a conquista de Nafarroa teve início no dia 25 de Janeiro, na Vinculo Etxea, com a projecção do documentário Memoria gune baten bila / En busca de un lugar en la memoria e a dissertação de Sergio Iribarren (membro da Nafarroa Bizirik) sobre as actividades desta plataforma e sobre a história de Nafarroa, perante uma boa assistência. [Ver notícia em gareskoauzalan.com]

O ciclo prossegue no próximo dia 8 de Fevereiro, às 20h30, com a conferência «Sistema defensivo del Reino de Nabarra», a cargo de Iñaki Sagredo Garde (historiador e investigador do sistema defensivo navarro). Para dia 22 de Fevereiro está programada a conferência «Mas allá de 1512», de Floren Aoiz Monreal (historiador e escritor). / Fontes: gareskoauzalan.com e 1512-2012 Nafarroa Bizirik

Benito Lertxundi - «Altabizkarko kantua»

Do álbum Altabizkar-Itzaltzuko bardoari (1981). [Hitzak / Letra]

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Milhares de pessoas exigem em Iruñea que se investigue a gestão da CAN

Apesar do mau tempo (frio e chuva), milhares de pessoas - 5000, de acordo com o Gara - participaram ontem à tarde na manifestação convocada pela associação Kontuz! e por dezenas de organizações políticas, sindicais e sociais, exigindo nas ruas da capital navarra que sejam apuradas responsabilidades e se saiba «toda a verdade» sobre o que se passou na Caja Navarra (CAN).

A mobilização partiu do cinemas Golem e terminou no Passeio de Sarasate, onde Miguel Sánchez-Ostiz leu um comunicado. [O texto pode ser lido aqui.]
Fonte: ateakireki.com / Mais fotos: ekinklik.org

Crónica: «Cresce a exigência de investigação sobre a má gestão da CAN», de Aritz INTXUSTA (Gara)

Terminou a I Semana contra o Desemprego em Iruñerria

Como acto final da I semana de luta contra o desemprego, organizada pela Assembleia de Pessoas Desempregadas de Iruñerria [Comarca de Pamplona], uma corrente humana «andou à chuva», percorrendo as sedes dos principais responsáveis pela crise em Nafarroa e no Estado espanhol: PP, PSOE, UPN, Caja Navarra e Governo.
Ao longo da semana, organizaram-se debates e assembleias com o objectivo de trazer a questão do desemprego para o primeiro plano. / Fonte: ateakireki.com / Mais fotos: ekinklik.org

Ver também: «O LAB participou na semana de mobilização contra o desemprego convocada pelo Colectivo de Pessoas Desempregadas de Iruñerria» (boltxe.info)

La Haine entrevista Miguel Nicolás, combatente galego, que será julgado em breve

Miguel Nicolás Aparicio é um jovem galego, recentemente excarcerado e que sofreu cadeia polo facto de defender os direitos das e dos trabalhadores. Prontamente vai ser julgado junto a Telmo Varela, para os que a fiscalia pede altas condenas de prisom.

La Haine Galiza mantivemos com Miguel umha conversa arredor da sua luitas, sua situaçom...

«A carência dum referente político claro na Galiza, com a força de tirar pra frente em todas as luitas operárias e populares, contribue à fragmentaçom e à espontaneidade da maioria dos protestos, conseguir conjugá-los numha estratégia realmente decidida a mudar esse estado de cousas é um dos nossos maiores reptos como povo trabalhador galego.

Entrementres, o desemprego, a precariedade e a emigraçom continuam a ser a sangrante realidade destes dias, e que nalgúm momento tem de estoupar, nom sabemos por onde vai prender a mecha nem quando há ser, mas a classe trabalhadora está farta e começa a perder o medo.» / Entrevista em galego e castelhano: lahaine.org

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Milhares de pessoas juntaram-se em Hendaia para apoiar as ikastolas de Iparralde

Milhares de pessoas participaram na manifestação convocada pela Seaska em defesa das ikastolas de Iparralde, que partiu da estação ferroviária de Hendaia (Lapurdi) com cerca de um quarto de hora de atraso. À cabeça da manifestação seguia a faixa com o lema «Ikastola herri eskola», levada, entre outros, por Kotte Ezenarro, antigo autarca de Hendaia, Koldo Tellitu, presidente da Ikastolen Elkartea, e Paxkal Indo, presidente da Seaska.

Tendo por base um lei do séc. XIX, o subprefeito de Baiona proibiu a Câmara Municipal de Hendaia de subvencionar uma ikastola da Seaska. A aplicação dessa lei poria em causa a sobrevivência das ikastolas, impedindo-as de receber ajudas financeiras, e a convocatória da Seaska surge então como forma de protesto contra a atitude do subprefeito. Na mobilização, um dos lemas ouvidos foi: «Hollande, entzun: ikastolak kexu». [Hollande, ouve: a preocupação/chateação das ikastolas]

Diversos representantes políticos juntaram-se à marcha; por exemplo, Jean Baptiste Salaberri, autarca de Hendaia, Michel Iriarte, autarca de Biriatu, Martin Garitano, deputado-geral de Gipuzkoa, Laura Mintegi e Maribi Ugarteburu, deputadas do EH Bildu, Juan Karlos Izagirre, autarca de Donostia, Xabier Mikel Errekondo, deputado da Amaiur, e Pello Urizar, secretário-geral do EA. Estiveram ainda em Hendaia o secretário-geral do Kontseilua, Paul Bilbao, e Julen Madariaga.

Antes do início da manifestação, Hur Gorostiaga, director da Seaska, pediu «protecção legal» para as trinta ikastolas da associação. A marcha demorou cerca de uma hora a chegar à Câmara Municipal. No final, Paxkal Indo agradeceu aos eleitos de Hendaia e, em especial, ao presidente da Câmara. «Não vamos deixar uma única criança de fora, condenando-a a ser monolíngue francês», disse Indo. / Notícia completa: Berria / Fotos: Iparraldeko ikastolen aldeko manifestazioa

Política de dispersão provoca primeiro acidente deste ano

De acordo com a informação divulgada pela Etxerat, o primeiro acidente provocado pela criminosa e vingativa política de dispersão ocorreu ontem à noite, envolvendo três amigos do preso político basco Mitxel Turrientes (Lasarte, Gipuzkoa) que o iam visitar à prisão de Herrera (Espanha).
Com o gelo e o granizo, perderam o controlo da viatura junto a Burgos. Nenhum dos ocupantes ficou ferido, mas o carro ficou em mau estado, pelo que tiveram de desistir da visita e regressar a casa.

De acordo com os dados apresentados pela Etxerat, em 2012 a política de dispersão esteve na origem de treze acidentes de viação, e, desde que esta política foi implementada, dezasseis pessoas perderam a vida na estrada. A Etxerat pediu o fim «imediato» da dispersão, «porque põe as nossas vidas em risco». Reclamou ainda o repatriamento dos presos políticos bascos, como é seu direito. / Fonte: naiz.info

Marcha solidária com os jovens de Oarsoaldea presos em Martutene
O Movimento Juvenil de Oarsoaldea organizou uma marcha até à prisão de Martutene (Donostia), em solidariedade com Xabier Lujanbio, Maitane Linazasoro e Arkaitz Anza, que ali se encontram encarcerados. Recorde-se que estes três jovens de Orereta (Gipuzkoa) estiveram um mês escondidos e foram detidos no dia 19 de Janeiro, depois de se juntarem a uma manifestação convocada pelo Eleak e se acorrentarem ao hotel Maria Cristina.

Para além de expressarem a sua solidariedade a estes jovens, os presentes também quiseram denunciar a situação de Aitor Franco e de Jon Aitor Alberdi, que foram julgados e condenados no âmbito do mesmo processo e têm de se apresentar no Tribunal de Donostia até dia 13 de Fevereiro, bem como a situação de todos os outros jovens bascos que se encontram nas mesmas circunstâncias. / Nagore VEGA / Ver: oarsobidasoa.hitza.info / Vídeo: Euskal gazteriaren aldeko ekimena Martutenen

O julgamento de Jon Rosales prossegue na quarta-feira
Esperava-se que o julgamento de Jon Rosales Palenzuela e de mais oito cidadãos bascos, que começou na segunda-feira na AN espanhola, terminasse na quarta-feira passada. Nesse dia, soube-se que a audiência de terça-feira se prolongara até às 21h00 e que o juiz Fernando Grande-Marlaska adiara o processo até ontem. Contudo, ontem ao final na tarde, na concentração pelos direitos dos presos e refugiados políticos bascos que decorreu em Telletxe (Algorta, Bizkaia), em que participaram 80 pessoas, soube-se que o juiz decidiu prosseguir com a audiência na quarta-feira que vem. A esquerda abertzale de Algorta-Getxo chamou a atenção para as próximas mobilizações.

Acusado de ajudar a ETA, Rosales pode apanhar 10 anos de prisão, sendo que o único fundamento da acusação é o depoimento que lhe arrancaram durante o período de incomunicação, quando foi barbaramente torturado. Jone Lozano Miranda, natural de Leitza (Nafarroa) e habitante de Algorta, apesar de também ser imputada neste processo, não será julgada agora, por se encontrar presa no cárcere de Lyon-Corbas (Frantzia). [Na foto, manifestação de segunda-feira passada em Algorta.]

Utzi Jon bakean! Jone askatu! Euskal preso eta iheslari politikoak herrira! / Fonte: algortaHerrira

Deustuibarra recordou Yolanda González 33 anos depois de o BVE a ter assassinado

A Praça de Ribeira de Deustua (Bilbo) foi ontem palco da homenagem que um grupo de habitantes tributou a Yolanda González Martín, militante do PST que há 33 anos foi sequestrada, torturada e morta em Madrid, numa acção atribuída ao Batalhão Basco-Espanhol (BVE).

No acto evocativo estiveram presentes familiares da vítima, que então tinha 19 anos e se destacava pela sua activa militância política. Foi esse compromisso e o facto de ser basca, destacaram os organizadores, que levou Emilio Hellín Moro, José Ricardo Prieto, Félix Pérez Ajero e Ignacio Abad Velázquez a sequestrá-la à porta de sua casa, em Vallecas (Madrid), no dia 1 de Fevereiro de 1980. O cadáver da cidadã basca viria a aparecer, com três disparos na cabeça, na valeta de uma estrada na localidade madrilena de San Martín de Valdeiglesias.

Depois da txalaparta, do aurresku e da entrega de flores aos seus familiares, bem como das palavras de homenagem a esta vítima dos grupos parapoliciais, os presentes dirigiram-se às instalações da Bekoerri Kultur Gunea, onde se expõem diferentes documentos da época e foi exibida parte de um documentário em que se está a trabalhar. / Fonte: Gara

Jon Garay: «Carta a las prisiones y al exilio»

Nosotras somos optimistas. Y no porque el elefante nos inspire ninguna confianza. Somos optimistas porque creemos en esta sociedad, y aquí nadie se imagina un futuro de resolución y paz que no incluya vuestra vuelta a casa. Habrá muchas diferencias sobre el punto de partida, cada cual tendrá sus matices en cuanto al recorrido, pero la meta que tenemos es la misma: cerrar las heridas, articular un proyecto de convivencia en el que todos y todas vamos a salir ganando. [O artigo é também de Nagore García, Ane Zelaia, Ibon Meñika e Emilie Martin, membros do Herrira] (Gara)

«Can-kutx-Tos», de Xabier SILVEIRA (lahaine.org)
Las arcas públicas saqueadas, la educación y la sanidad pisoteadas, miles y miles de casas que conforman ciudades fantasma, ni pan para hoy ni nada de nada. Y mientras unos tanto y otros tan tontos, ellos continúan luciendo papada, ahí, que se note, que se note que son la crème de la crème, lo muy muy y lo más más de lo que algún día fue el lugar donde todo sobraba.

«A roda do povo», de Bruno CARVALHO (kontra-korrente)
Declaram ao mundo que se submetem à lei única dos que ousam sobreviver entre as agruras das serranias e dos penedos. Para nove meses de Inverno e três de inferno, as gentes barrosãs inventaram uma forma muito própria de viver. De hábitos e tradições ancestrais, com aroma a fumeiro, a urze e a carqueja, repetem que para lá do Marão mandam os que estão.

Negu Gorriak - «Esan ozenki»


Do álbum Negu Gorriak (1990). [Letra] Euskalduna naiz eta harro nago!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A Lau Haizetara Gogoan faz queixa de Azkuna por manter a simbologia franquista em Bilbo

A Lau Haizetarra Gogoan apresentou hoje uma queixa no Tribunal de Contencioso Administrativo de Bilbo para que o Município bilbaíno seja obrigado a cumprir a Lei da Memória Histórica de 2007.

A Lau Haizetara Gogoan, coordenadora que reúne diversos colectivos memorialistas e organizações históricas, apresentou hoje num tribunal de Bilbo uma queixa contra a Câmara Municipal da capital biscainha pelo facto de esta não cumprir a Lei 52/2007 (conhecida como «Lei da Memória Histórica»), mantendo em edifícios e ruas diversos elementos (escudos, placas, monumentos, etc.) que contribuem para a exaltação do regime franquista e dos seus responsáveis.

Na conferência de imprensa que representantes da Lau Haizetara Gogoan deram depois de apresentarem a queixa, referiram-se aos seguintes elementos: passeio dedicado a Rafael Sánchez Mazas, fundador da Falange Espanhola e ministro da ditadura nos anos de maior intensidade repressiva; monumento no Cemitério Municipal de Bilbo (situado em Derio) aos «Caídos por Dios y por España», ou seja, aos que morreram apoiando a sublevação militar de 18 de Julho de 1936; símbolo de exaltação franquista (águia imperial) no edifício das Finanças da Praça Moyua; Praça de Touros da Vista Alegre; numerosas placas do Ministério da Habitação franquista que incluem simbologia característica da ditadura, como o jugo e as flechas falangistas.

O cumprimento da Lei 52/2007 é obrigatório, pois sobrepõe-se a qualquer regulamento que a Câmara Municipal possa criar sobre esta matéria. Passados cinco anos sobre a aprovação da lei, a edilidade não agiu por iniciativa própria, tendo mesmo o autarca, Iñaki Azkuna, manifestado publicamente que não faz tenção de levar a cabo qualquer iniciativa nesse sentido. Para abordar esta questão, a Lau Haizetara Gogoan tentou, por diversas vezes, reunir-se com representantes municipais, e o silêncio foi a única resposta. / Fonte: SareAntifaxista

Ver também: «Familiares de fuzilados reclamam ao Parlamento uma Lei de Memória Histórica para Nafarroa» (naiz.info)
A Associação de Familiares de Fuzilados de Nafarroa pediu ao Parlamento foral que se envolva «a fundo» no «fim de um drama que atinge a nossa história e os nosso presente» e aprove uma Lei de Memória Histórica.

A AN espanhola vai julgar três habitantes de Erandio por causa de fotos de presos

Os erandiotarras Iñaki Doñabeitia, José Ángel Torre «Txantxel» e Mikel Urriz vão comparecer na próxima terça-feira perante o juiz Grande-Marlaska, na Audiência Nacional espanhola, e incorrem numa pena de um ano e meio de prisão e oito anos de inabilitação pela alegada prática do crime de «enaltecimento do terrorismo».

A acusação do magistrado baseia-se num anúncio publicado pela Hegoalde Kultur Elkartea no programa de festas de San Agustin em 2011. No anúncio aparecia a foto de Erika Bilbao, presa erandiotarra entretanto libertada, juntamente com a imagem de um arrano beltza. Por terem permitido a publicação do anúncio com «tais coisas», Grande-Marlaska indicia «Txantxel» e Mikel Urriz, enquanto responsáveis da Hegoalde, e Doñabeitia, presidente da comissão de festas.

Ambas as associações consideraram «absurdo» o processo que o tribunal de excepção espanhol lhes moveu, na medida em que «no anúncio citado não há qualquer mensagem insultante ou vexatória para ninguém». Consideraram ainda que o processo constitui «um sério ataque contra o direito à liberdade de expressão».

Em solidariedade com os arguidos, foi convocada uma manifestação para hoje às 19h30, com o lema «Adierazpen askatasuna. Utzi Erandio Bakean» [Liberdade de expressão. Deixem Erandio em paz]. / Fonte: Gara

O Reino Unido aprovou a extradição de Antton Troitiño
Foi detido em Junho do ano passado em Londres. Antes disso, tinha passado 24 anos na prisão; depois de ser libertado, prolongaram-lhe a pena.
Um tribunal britânico aprovou a extradição do ex-preso basco Antton Troitiño (Donostia, 55 anos), segundo foi divulgado hoje. Tinha sido detido em Londres em Junho do ano passado. A audiência relativa ao pedido de extradição emitido pelo Estado espanhol teve início a 14 de Janeiro último.
Troitiño foi libertado em Abril de 2011, depois de ter cumprido uma pena de 24 anos em prisões espanholas. Cinco dias depois, a AN espanhola aplicou-lhe a doutrina 197/2006, conhecida como doutrina Parot, e emitiu um mandado de captura e detenção com o objectivo de o voltar a mandar para a prisão, mais seis anos. Mas não o encontraram. / Fonte: Berria

Várias iniciativas solidárias com os presos políticos bascos programadas pelo Herrira
Amanhã, sábado, kalejira e almoço na Alde Zaharra de Bilbo
A kalejira parte às 12h30 da Etxebarrieta anaien plaza; seguir-se-á um almoço. Na Parte Velha de Bilbo, ainda falta trazer 23 presos para casa. (herrira.org)

No domingo, almoço a favor dos presos em Izpura
O Herrira de Garazi-Baigorri organiza um almoço a favor dos presos políticos bascos em Izpura, que terá lugar este domingo, dia 3 de Fevereiro, na Herriko Gela / Sala Municipal da localidade baixo-navarra. A partir do meio-dia, haverá um aperitivo, a que se seguirá o almoço, com a animação a cargo da banda Nat eta Watson e de trikitilaris e bertsolaris. (herrira.org)

O Herrira de Amasa-Villabona organiza un festival de bertsos en Villabona
No dia 17 deste mês, o Herrira de Amasa-Villabona organiza um festival de bertsos, que terá lugar no pavilhão polidesportivo Olaederra de Villabona (Gipuzkoa) e contará com a presença de Maialen Lujanbio, Andoni Egaña, Jon Maia, Amets Arzallus, Amaia Agirre e Julio Soto. As entradas estão à venda em diversos locais. [Hemen duzue informazio osoa.] (Gara)

Ver também: «Em Burlata, UPN, PSN, PP e UIB impedem a solidariedade com os jovens que vão ser julgados na AN» (crónica de burlataHerria via ateakireki.com)

Em Atarrabia, foi aprovada uma moção contra a utilização de balas de borracha

Todos os grupos municipais com excepção da UPN manifestaram o seu repúdio pelas balas de borracha. Uma concentração frente à Câmara Municipal exigiu que se acabe com este material antimotim.

Em sessão de Câmara, o município de Atarrabia (Nafarroa) aprovou uma moção contra a utilização das balas de borracha, com os votos favoráveis de todos os grupos com representação municipal excepto a UPN (que se absteve).
Como estarão recordados, a Polícia Nacional espanhola e a Polícia Foral carregaram de forma brutal e indiscriminada contra milhares de pessoas que participavam no comício sindical na Greve Geral de 26 de Setembro de 2012, em Iruñea. Esta carga provocou numerosos feridos; no caso do habitante de Atarrabia Aingeru Zudaire, os ferimentos foram graves, pois, ao ser atingido por uma bala de borracha, perdeu quase toda a visão num dos olhos.
A sessão de Câmara de Villava-Atarrabia exige, entre outras coisas, o esclarecimento dos factos e o apuramento de responsabilidades, e o material antimotim referido seja posto de parte, dado o alto risco que lhe está associado. / Fonte: ateakireki.com via lahaine.org

Habeas Corpus - «Mano de hierro, guante de seda»


Da Madrid de que a gente gosta.