quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Nos 30 anos do assassinato de Kattu, a EH Bai pede explicações a Paris sobre a guerra suja

Faz hoje 30 anos que os GAL mataram Ramon Oñaedera, Kattu, e a EH Bai pediu explicações ao Governo francês tanto sobre o seu caso como sobre os de outros militantes bascos desaparecidos, como Jon Anza e Lasa e Zabala.

No dia 19 de Dezembro de 1983 os GAL mataram a tiro Ramón Oñaederra, Kattu, no bar Kaietenea, em Baiona ttipia. Dois meses antes, a 15 de Outubro, Lasa e Zabala tinham sido sequestrados (sendo depois torturados e mortos).

A coligação abertzale afirma que, apesar dos trinta anos passados sobre o assassinato de Kattu, subsistem ainda muitas questões sem resposta, e recorda o caso de Jon Anza. «O Estado francês tem a sua dose de responsabilidade, porque participou nestes acontecimentos da guerra suja». «É impossível compreender a existência de tantos mortos e feridos, com toda a impunidade, sem a colaboração de representantes do Estado francês», acrescenta.

A EH Bai destaca também a entrevista a José Amedo publicada pelo site Mediapart, na qual se refere à intervenção directa da Polícia francesa. «Para além disso, confirma que o atentado contra Xabier Manterola se realizou a pedido dos franceses», diz a coligação.

Assim, a EH Bai pergunta: «Que sabe sobre esta questão o primeiro-ministro de então e membro do actual Governo Laurent Fabius?». A coligação pede «coragem» ao Executivo de François Hollande, «que olhe para o futuro da sociedade basca neste novo contexto político, que dê passos firmes com vista à investigação e ao esclarecimento das consequências do conflito, porque deve a verdade a Euskal Herria». / Ver: naiz.info / Ver também: Berria / Vídeo: Kattu assassinado pelos GAL há 30 anos (askatasun taupadak)

Oskorri & Albert Pla - «Euskal Herrian euskaraz»

Tema do álbum 25 kantu urte, inteiramente gravado no concerto de celebração dos 25 anos dos Oskorri, no qual participaram muitos músicos bascos e de outras paragens. Foi, de acordo com vários testemunhos, um concerto de antologia. Incluía-se na programação do Getxoko Nazioarteko Folk Jaialdia / Festival Internacional de Folk de Getxo (Bizkaia) de 1996. [hitzak / letra]

Ver: «Dia 28, grande ManiFesta em Baiona para denunciar a "grave situação" das ikastolas» (kazeta.info)
Na apresentação da mobilização, o presidente da federação de ikastolas de Iparralde, Paxkal Indo, chamou a atenção para o «ataque» a estas instituições de ensino por parte do Estado francês, expressou a sua oposição à privatização do Ensino e afirmou que de nada serve o Primeiro-Ministro francês, Jean-Marc Ayrault, mostrar-se disposto a ratificar a Carta Europeia quando se pretende destruir o «sistema imersivo».

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

15 mil pessoas manifestam-se em Iruñea em defesa do modelo D e contra a «intoxicação política»

Milhares de pessoas participaram hoje em Iruñea numa manifestação com o lema «Hezkuntzan kolore guztiak» [Na Educação, todas as cores], em defesa do modelo educativo D, em euskara, e contra «os ataques a esse modelo».

A marcha foi convocada pelos sindicatos LAB, Stee-Eilas, ELA e Ikasle Abertzaleak e pela federação de pais Sortzen, com o apoio de diversos partidos, colectivos sociais e figuras públicas, como o levantador de pedras Iñaki Perurena, os futebolistas Patxi Puñal, Oier Sanjurjo, Asier Riesgo ou Eneko Satrustegi e o cantor Enrique Villarreal, entre outros.

A manifestação partiu do Parque Antoniutti por volta das 18h15. Ao longo do percurso, os manifestantes gritaram palavras de ordem como «Hemen gaude D ereduaren alde!», «el euskera es la lengua de todos» ou «dejar trabajar a los profesores», e pediram a demissão de Yolanda Barcina e do conselheiro da Educação, José Iribas.

Pouco antes, Amaia Zubieta (Stee-Eilas) disse aos jornalistas que, «depois de toda a intoxicação e dos ataques que os docentes do modelo D e o mundo do euskara em geral têm sofrido, é altura de nos juntarmos todos».

Gorka Bueno (LAB) disse que, depois das declarações do ministro do interior e da chefe do Executivo de Nafarroa sobre este assunto, «fica bem claro que, por mais que digam o contrário, estão a criminalizar o modelo D».
«Estão a espiar as pessoas enquanto trabalham e aquilo que estão a planear é uma limpeza ideológica dentro do modelo D e do sistema educativo navarro em geral», defendeu. / Ver: Diario de Noticias

Milhares de pessoas vieram paras as ruas em defesa do modelo D Ver também: «O Governo navarro revê o material didáctico do modelo D que "manipula a realidade"» (naiz.info)

«Muniáin - Governo navarro - diz que o informe sobre os docentes "faz parte de uma investigação sobre a ETA"» (naiz.info)

«Barcina vangloria-se em Madrid de ter conseguido travar as matrículas em euskara promovendo o inglês» (Diario de Noticias)

[Vídeos] Solidariedade com os trabalhadores em greve na TCC

As pessoas que participaram no protesto incentivaram os passageiros a não pagar o bilhete das villavesas enquanto durar o conflito laboral. Entraram em vários autocarros sem pagar bilhete e explicaram as razões subjacentes ao protesto; a Polícia Municipal obrigou-os a descer em diversas ocasiões. Vídeo da Ateak Ireki via Sanduzelai_Leningrado

Sobre a greve na TCC [CGT] Patxi Goñi, da central CGT, fala sobre o conflito laboral nos transportes urbanos da Mancomunidade de Iruñerria [Comarca de Pamplona], adjudicados à TCC.

Solidariedade com os presos políticos bascos em Barakaldo

No âmbito da campanha «Denak ala inor ez» [Ou todos ou ninguém] Mural feito no BEC [Bilbao Exhibition Centre], em Barakaldo (Bizkaia), no qual se reclama o regresso dos/as presos/as políticos/as bascos/as. / Ernai Barakaldo via boltxe.info

A dinâmica «Denak ala inor ez» tem como objectivo fundamental divulgar a situação dos presos e dos refugiados políticos bascos, através do compromisso dos jovens, que põem em prática múltiplas iniciativas para esse efeito - e que não se limitam a pichagens e murais, como aqui se anuncia.

Conferência sobre a dispersão no Gaztetxe de Ondarroa
No âmbito da campanha contra a política de dispersão penitenciária, Estanis Etxaburu dará uma conferência intitulada «Dispertsiñoi noiz arte?» [Dispersão, até quando?] no gaztetxe da localidade costeira biscainha [a gloriosa].
É esta sexta-feira, 20, às 18h00. / Ver: Turrune!

Dia 28, homenagem à Audiência Nacional e ao Sr. Governador do Reino de Espanha em Terras Vascongadas

Recorrendo ao humor e à ironia, membros do Gasteizko Herri Harresia [Muro Popular de Gasteiz] deram a conhecer, numa conferência de imprensa ontem realizada na capital alavesa, os actos que convocaram para dia 28 de Dezembro no âmbito da mui particular «homenagem» que querem brindar à Audiência Nacional e ao delegado do Governo espanhol na CAB, Carlos Urquijo.

Tendo em conta a forte «deslegitimação» que têm sofrido nos últimos meses, os convocantes consideram que está na «hora de passar da solidariedade ao compromisso» com o tribunal especial e com o «Sr. Governador do Reino de Espanha em Terras Vascongadas».

«Não podemos permitir que se ofenda as boas práticas e a honra dos nossos tribunais excepcionais e do nosso magnânimo governador», afirmou o representante do Movimiento cívico MPPMLMNVUVG, Muro PoPular de la Muy Leal y Muy Noble Villa de Vitoria y Únicamente Vitoria -que no de Gasteiz (que organiza o evento com outras organizações, como a AOEMA, Asociación de Odontólogos por la Extracción de Muelas sin Anestesia, ou a FRPCPD, Fundación por la Resolución Pacífica de los Conflictos y por una Paz Duradera Doctor Menguele).

O acto político central, que terá como lema «¡Viva el mal, viva la audiencia nacional! ¡Viva el dolor, viva el señor gobernador!», realizar-se-á às 13h00 na «Plaza ¡España!». À noite (21h00), terá lugar a «Cruzada para a reconquista cristã das cocheiras do bispo (Gaztetxe)», seguida do «guateque [baile, festa] constitucional em memória de El Fary e Manolo Escobar». / Ver: naiz.info / Texto da conferência de imprensa [a não perder!]gazteiraultza.info

Grande festa na apresentação do «Euskal Herria-Venezuela Pa'lante!», em Bilbo

Decorreu este sábado, 14, no gaztetxe bilbaíno 7Katu a apresentação do CD Euskal Herria-Venezuela Pa´lante!, disco de hip hop publicado pelo Komite Internazionalistak e a Taupaka, em apoio ao processo de transformações que está a ocorrer no país das Caraíbas.

Num gaztetxe cheio até rebentar, foi grande a festa solidária com a revolução bolivariana, no decorrer da qual foram exibidos alguns videoclips dos artistas venezuelanos que participaram no disco, foi distribuído um boletim especial sobre a Venezuela, e foi possível comer arepas. O prato forte da noite foi o concerto da Askapen Sound Sistema, acompanhado por muitos dos MC bascos que participaram neste disco especial.
Julián Conrado e o refugiado basco Asier Guridi não foram esquecidos. / Ver: komite_internazionalistak / Fotos: EH-Venezuela no 7Katu

MC Anarkía - «Guerreras unidas» Faixa 4 do CD.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Entrevista: «El Estado español tiene miedo a la paz con el País Vasco, asegura Arnaldo Otegi»

A pesar de las dificultades de la comunicación y de estar sometido a un régimen carcelario en el que le prohíben visitas ajenas a su familia y a su entorno, Otegi respondió a La Jornada un cuestionario en el que reconoce que el cese de la violencia es irreversible y definitivo, y que no tiene esperanzas de que el Tribunal Constitucional anule la condena por la que está en prisión. / Ler entrevista em La Jornada (México)

A propósito: Borroka Garaia: «El proceso vasco» (BorrokaGaraiaDa)
Dejando de lado el idealismo, la metafísica, los intereses de la «industria de la paz» hablemos realmente de lo que es un proceso de paz en términos históricos y más pegados a la realidad.

DIA 20, CELEBRA-SE O DIA DOS ESTUDANTES PRESOS
Na sexta-feira, 20, os estudantes presos serão lembrados em diversas localidade e bairros de Euskal Herria. Para o efeito, foram organizados programas variados. A título de exemplo, em Gasteiz haverá uma conferência a cargo da Etxerat (8h00, no gaztetxe), seguida de um bertso-afaria (jantar com bertsos); em Lizarra, a festa começa ao meio-dia com um almoço popular, e à tarde (18h45) há uma kalejira pelas ruas da localidade navarra. Em Iruñea, a jornada solidária começa às 10h00 e será intensa. / Ver cartazes: topatu.info / [Ikasle presoak klasera! Os estudantes presos para as aulas!]

FOI LIBERTADO PATXI ARISTI, DEPOIS DE 22 ANOS PRESO
Patxi Aristi, preso de Zumaia (Gipuzkoa), foi libertado hoje de manhã. Saiu da prisão de Topas, em Salamanca, por volta das nove horas. Tem 56 anos e passou os últimos 22 na cadeia, desde que foi preso na localidade francesa de Angers (em Dezembro de 1991).
Cumpriu dois anos em Fleury-Merogis (Paris) e foi extraditado para o Estado espanhol, onde passou duas décadas nas prisões de Carabanchel, Valdemoro, Cáceres, Martutene e Topas. (naiz.info)

Organizações sociais apoiam greve na TCC e defendem o transporte público

Várias organizações sociais afirmam, em comunicado, que, «face ao conflito laboral existente na TCC», estão solidárias com a luta dos trabalhadores e trabalhadoras «que esta segunda-feira, 16 de Dezembro, iniciaram uma greve por tempo indeterminado em defesa das suas condições laborais».

«Aderimos a esta luta também numa perspectiva social, pois entendemos que a defesa do transporte público é algo que diz respeito a todos e a todas. O transporte público cumpre uma função social», prossegue o comunicado.

As organizações solidárias com a luta dos trabalhadores da TCC reivindicam «condições laborais dignas» para eles, ao mesmo tempo que fazem questão de reivindicar «um serviço de qualidade».

Exigem que «grupos especialmente afectados pela situação de empobrecimento tenham garantido este serviço, através de passes sociais». Exigem ainda que o serviço prestado pela TCC volte a ser público, «retirando-o dos parâmetros do mercado», pois «já ficou demonstrado que a privatização deste tipo de serviços acarreta a sua deterioração» e que são os utentes e os trabalhadores que acabam por pagar, «mais cedo ou mais tarde», os custos dessa política.

Assim, fazem um apelo a «um #Sinpa colectivo», que começa esta quarta-feira e se prolongará enquanto o conflito durar».

«Junta-te à luta; se tocam num de nós, tocam em todos», termina o comunicado, antes de fazer a defesa de um transporte público e de qualidade, social, ecológico, com condições laborais dignas, bem como um apelo ao não pagamento do bilhete nos serviços mínimos. / Ver: Sanduzelai_Leningrado

Partidos de esquerda e movimentos sociais subscrevem documento contra Baltasar Garzón na Argentina

Num acto que decorreu este sábado frente ao edifício do antigo Campo de Concentração da ESMA (*), em Buenos Aires, condenou-se a acção «impune» do ex-juiz Baltasar Garzón e procedeu-se à leitura de um documento do Encuentro Memoria, Verdad y Justicia, no qual se repudia a supracitada figura por dar o aval à repressão e à tortura de militantes bascos.
O texto centrou-se numa crítica severa ao uso que o Governo argentino dá àquilo que foi a ESMA, organizando eventos e festas que pouco têm a ver com a história de terror e resistência que esse edifício alberga. Subscrevem a declaração dezenas de organizações de direitos humanos, partidos de esquerda e movimentos sociais, entre os quais se contam os EHL (Amigos do País Basco) da Argentina e os Euskaltzaleak. [(*) Escuela Superior de Mecánica de la Armada, usada como centro de detenção e tortura.]

O documento foi lido por Enrique Fuckman, ex-detido-desaparecido na ESMA, no final do acto. Estiveram presentes várias Madres de Plaza de Mayo, lideradas por Elía Espén e Mirta Baravalle, que discordam do actual Governo de Cristina Kirchner. Também aderiram militantes dos HIJOS da cidade de La Plata.

O ex-juiz Garzón, que conta com os favores do poder governamental, é o actual subsecretário dos Direitos Humanos e possui um gabinete no local da antiga ESMA, onde funciona uma das suas últimas invenções: o Centro Internacional para a Promoção dos Direitos Humanos. A sua presença naquele espaço tem levado a que algumas organizações que trabalham no mesmo âmbito se manifestem desfavoravelmente.

«O facto de Garzón estar instalado num local onde foram torturados e assassinados milhares de militantes é um insulto, depois de ter dado o aval a experiências semelhantes no País Basco e na Catalunha», afirmou um dos organizadores do acto.

Por outro lado, um porta-voz dos EHL Argentina sublinhou a importância de o nome de Garzón aparecer numa declaração de repúdio subscrita pelas mais importantes organizações anti-repressivas, humanitárias e partidárias da esquerda argentina, o que se fica a dever à oposição crescente à sua acção. «Mas é também o resultado da campanha de acções de repúdio e denúncias várias que põem a descoberto a verdadeira história do ex-magistrado da AN espanhola», concluiu o membro dos EHL.

No acto deste fim-de-semana, os militantes solidários com o povo basco exibiram ikurriñas e cartazes condenando Garzón, e gritaram bem alto: «Alerta que camina, Garzón represor, por las calles de Argentina». [Na sequência, ler: «ESMA: la memoria es del pueblo»] / Fonte: askapena.org

Rebeca Bravo: «Espanha é a nossa ruína, na versom monárquica e na republicana»

No passado dia 30 de novembro, NÓS-Unidade Popular reuniu pola sétima vez desde a sua constituiçom em 2001 o seu máximo organismo, reelegendo Rebeca Bravo como porta-voz Nacional.

Nesse encontro assemblear, NÓS-UP reafirmou a sua linha histórica independentista, socialista e feminista, apostando em simultáneo por apoiar os espaços de confluência com outras correntes da esquerda nacional na tentativa de forçar umha verdadeira ruptura democrática com o antidemocrático regime capitalista espanhol.

O Diário Liberdade conversou com a dirigente da esquerda independentista galega sobre esse processo interno, assim como sobre outras questons da atualidade política galega, com destaque para as dinámicas de parcial unidade de açom entre os diferentes setores da esquerda nacional. / Diário Liberdade via lahaine.org [gal / cas]

EH Sukarra - «Hamar urte kartzelan»

Euskal preso eta iheslariak etxera! [Hitzak / Letra]

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

O processo de criação da Carta de Direitos Sociais de Euskal Herria já abrange 70 municípios

Ontem, realizou-se em Bilbo a IV Assembleia Nacional da Carta de Direitos Sociais de Euskal Herria.

Num comunicado, o Grupo Promotor afirma que «prossegue a bom ritmo o processo de criação da Carta de Direitos Sociais de Euskal Herria. O grande número de sindicatos e organizações sociais que ontem se reuniram em Bilbo é um bom exemplo do modo como se tem avançado "com firmeza" desde que, a 25 de Maio, teve lugar a I Assembleia Nacional em Eibar (Gipuzkoa)».

O processo tem tido grande acolhimento em Euskal Herria, abrangendo neste momento 70 municípios. «Foram criados grupos de dinamização do debate em municípios e comarcas (70), e em bairros (22). Por herrialdes, estes grupos distribuem-se da seguinte forma: 21 em Gipuzkoa, 27 na Bizkaia, 3 em Araba e 19 em Nafarroa», afirmam.

Para além disto, «realizaram-se 29 apresentações públicas da Carta em vários municípios bascos (11 em Gipuzkoa, 8 na Bizkaia, 1 em Araba e 9 em Nafarroa)».

Nesta IV Assembleia Nacional, «discutiram-se os passos a dar a partir de agora, trabalhando-se sobre a proposta de calendário apresentada pelo Grupo Promotor».

No final do texto, os sindicatos e as organizações sociais que estão a desenvolver este processo sublinham «a necessidade da mobilização como instrumento para a mudança social». Por isso, consideram «imprescindível promover a mobilização da sociedade durante todo o processo de debate e de criação da Carta», concluem. / Ver: boltxe.info e topatu.info

Arguidos da Segi e do Batasuna fazem balanço dos julgamentos e denunciam a sua natureza política

Mikel Totorika, arguido no processo contra a juventude independentista, e Karmelo Landa, arguido no processo contra o Batasuna, fizeram uma leitura dos julgamentos que têm estado a decorrer em Madrid, numa conferência de imprensa hoje em Bilbo. Ficou claro que se estão a julgar «actividades políticas», afirmaram. Consideram que já «ganharam este julgamento a nível das razões políticas e sociais» e têm toda a confiança que o mesmo irá acontecer «pelas razões jurídicas». [Foto de arquivo.]

Sobre o julgamento relativo ao processo 26/11, Mikel Totorika disse que há ainda três fases: os depoimentos dos peritos, as conclusões de ambas as partes e a palavra dos réus. As sessões irão decorrer nos dias 16, 17, 30 e 31 de Janeiro.
Totorika afirmou que os arguidos deixaram claro, nos seus depoimentos, «que o problema não é com uma sigla em particular, mas sim com a toda a juventude, com todo um povo», e realçou o facto de terem reivindicado a sua militância política.

O jovem de Sestao (Bizkaia) recordou que, para denunciar o julgamento, no primeiro dia os jovens lançaram balões cor de laranja para o ar, e também que quatro deles decidiram não comparecer.

Destacou ainda, a «decisão histórica» tomada no tribunal de excepção: «Nós, arguidos, não fomos obrigados a estar na sala enquanto os nossos torturadores depunham. Desta forma, os juízes deixaram em evidência que admitiam, implícita ou explicitamente, que tínhamos sido torturados».

Karmelo Landa, por seu lado, disse que as acusações contra os arguidos no processo 35/02 se «diluíram», e que, por isso, o Governo, o Ministério Público «estão a inventar» novas acusações.

Landa deu especial destaque à tentativa de criminalização das herriko tabernas, «com um único propósito»: confiscar [os bens d]estas associações culturais. Para Landa e Totorika, uma sentença condenatória seria «inaceitável» e teria «um único fundamento político: a vontade de perpetuar o conflito».

Por último, fizeram um apelo ao povo e aos agentes bascos para que continuem a denunciar este julgamento, e que adiram às iniciativas que se realizarem no âmbito da dinâmica Libre!. / Ver: naiz.info e libre.epaiketarikez.org / Reportagem: Hamaika Telebista

Andoni Baserrigorri: «Cartones y pescado podrido»

Bonitos anuncios publicitarios y escaparates, a un lado la realidad de la Europa capitalista es que es un monstruo de cartón y su condimento es pescado podrido. Menos para la burguesía y los sectores favorecidos que siguen explotándonos y matándonos de diversas maneras. (lahaine.org)

«Ofensiva para Catalunya», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
El problema no es lo que digan los partidos españoles sino que tienen razón. Es una consulta ilegal, va en contra de la constitución española, no respeta los artículos principales y fundamentales que los franquistas bajo el ruido de sables insertaron en la constitución.

Documentário: «Camilo: el cura guerrillero» [Colômbia]

Sobre a vida de Camilo Torres, desde a infância até à sua integração na guerrilha. Realização de Francisco Norden. [1973] / Fonte: askapena.org

domingo, 15 de dezembro de 2013

Centenas de pessoas manifestaram-se em Tafalla pelo direito a estudar em euskara

Mais de mil pessoas, provenientes de diversos pontos do herrialde, manifestaram-se ontem, véspera do aniversário da Ley del Vascuence, pelas ruas de Tafalla para reivindicar o direito a viver e estudar em euskara em toda Nafarroa.

A mobilização, convocada pela plataforma recentemente criada «Euskaraz bizi eta ikasi» [Viver e aprender em euskara], partiu às 17h00 da Praça de Nafarroa. No final, membros da plataforma tomaram a palavra para recordar que «todos os dias mais de 1400 crianças têm de fazer longas viagens para estudar em euskara, com as despesas e os perigos daí decorrentes».

Reivindicaram o direito de todos os cidadãos de Euskal Herria a viver e a aprender em euskara, «também nas zonas que o Governo de Nafarroa definiu como mistas ou não bascófonas». Assim, exigiram o fim imediato da chamada Ley del Vascuense, bem como a oficialização do euskara em todo o território.

A manifestação contou com a presença de algumas figuras conhecidas, como Bakartxo Ruiz, Maiorga Ramírez e Víctor Rubio (deputados do Bildu no Parlamento de Iruñea); Xabier Mikel Errekondo e Iker Urbina (deputados da Amaiur no Congresso espanhol); Marisa de Simón (deputada da Izquierda-Ezkerra no Parlamento de Iruñea); o porta-voz do sindicato LAB em Nafarroa, Igor Arroyo; ou Garbiñe Petriati, directora do Behatokia (Observatório de Direitos Linguísticos), entre outros. / Ver: naiz.info e Diario de Noticias

Concentração do LAB: «Listas Negras na Educação navarra: 1936-2013»
Com o propósito de denunciar a actual «campanha totalitária de UPN e PP contra a Educação em Nafarroa», um grupo de representantes do sindicato LAB concentrou-se esta sexta-feira frente à sede da UPN em Iruñea. Exibiram uma enorme faixa com uma extensa lista de quase 300 docentes que foram alvo de repressão em 1936. / Ver: LAB [Vídeo: naiz.info]

Ver também: «Baztan Uemako 71. udalerria bihurtu da» (Berria)
[Baztan tornou-se o 71.º município da UEMA]
De acordo com os últimos dados, 75% da população de Baztan fala euskara, e 12% entende a língua mas não a fala. Para a autarca de Baztan, tendo em conta os «obstáculos» colocados pelo Governo de Nafarroa à possibilidade de se viver em euskara, «é imprescindível estar em organizações como a Uema».
[UEMA: Udalerri Euskaldunen Mankomunitatea / Mancomunidade de Municípios Euskaldunes (onde mais de 70% da população fala euskara)]

Marcha à prisão de Lannemezan em solidariedade com os presos políticos bascos

Cerca de 200 pessoas participaram na marcha solidária organizada pelo movimento Herrira (legal no Estado francês) até à prisão de Lannemezan, onde se encontram seis presos políticos bascos.

Para além de expressarem a sua solidariedade a todos os presos, os organizadores destacaram os casos de Ibon Fernández de Iradi (com uma doença grave e incurável) e de Frederik Txistor Haranburu (na cadeia há 24 anos), tendo exigido a sua libertação e o fim da política de dispersão. Entregaram ainda uma carta à direcção do presídio, dirigida à ministra da Justiça francesa, Christiane Taubira.

Ao longo do dia, houve várias actividades (bertsos, txalaparta, gravação de um flashmob). Os autocarros tinham partido de Donibane Garazi, Baiona e Donibane Lohizune (localidades de Iparralde ou País Basco Norte). / Ver: kazeta.info e boltxe.info [com várias fotos]

Não à extradição de Asier Guridi. Asilo político já!

«No a la extradición de Asier Guridi. Asilo político ya!»
Este blog [asilopoliticoya.blogspot.com] tiene la finalidad de informar, a la opinión pública de Venezuela y del Pais Vasco, sobre el revolucionario Asier Guridi Zaloña, que puede ser objeto de una eventual petición de extradición. Informando sobre las actividades de Asier Guridi en los movimientos sociales y políticos de Euskal Herria, que fueron los detonantes de que durante años haya tenido que padecer torturas, palizas, humillación, aislamiento, persecución, amedrentamiento, seguimientos «de incontrolados», exilio... 
NO A LA EXTRADICIÓN!!!
SI AL ASILO POLÍTICO!!!
Ver: boltxe.info

Carlo Frabetti: «Conciencia de clase»

Mucho antes que Marx y Engels, ya lo dijo Platón: «En todas las ciudades, grandes y pequeñas, hay dos bandos en guerra permanente: los ricos y los pobres». Y en esta «guerra permanente» entre clases enfrentadas e irreconciliables vieron la clave del funcionamiento social los autores del Manifiesto Comunista, que no en vano empieza diciendo que la historia de todas las sociedades humanas, hasta hoy, es una historia de lucha de clases. (insurgente.org)

«Mandela, africano, revolucionario, humanista», de Miguel URBANO RODRIGUES (boltxe.info)
Hoy los sacerdotes del capital simulan olvidar que el humanista Mandela fue un revolucionario consecuente, omiten que el Mandela dialogante no fue un Gandhi africano. Iluminan la imagen del estadista de la concordia entre negros y blancos, mas ocultan la del defensor de la lucha armada contra el apartheid.

«Comunicat d’Endavant OSAN sobre la proposta de data i pregunta», de Endavant (lahaine.org) [cat / cas]
El único acto de responsabilidad es estar al pie del cañón en la defensa de los derechos nacionales y sociales de los Países Catalanes. El camino hecho hasta ahora ha obligado a entreabrir las puertas de la libertad. Ahora hace falta que la fuerza del pueblo las abre de par en par.

sábado, 14 de dezembro de 2013

A Gure Esku Dago espera juntar 100 mil pessoas no cordão humano pelo direito a decidir

Os responsáveis da plataforma Gure Esku Dago [Está nas nossas mãos] apresentaram hoje na capital navarra o cordão humano pelo direito a decidir que no dia 8 de Junho de 2014 irá unir Iruñea e Durango. Os organizadores afirmaram que são necessárias cerca de 50 000 pessoas para unir as duas localidades, mas esperam mobilizar 100 000.

Ao longo dos últimos meses, a Gure Esku Dago tem-se dado a conhecer em diversas terras, e é agora que o cordão humana começa de verdade, e, com ele, a possibilidade de criar um movimento social de massas e eficaz. «A decisão está nas nossas mãos, só nas nossas mãos», sublinharam na apresentação.

Neste lançamento em Nafarroa estiveram presentes diversas figuras conhecidas do espaço político, como Carlos Garaikoetxea, Txelui Moreno ou Asun Fernández de Garaialde, mas os organizadores salientaram o facto de que se trata, acima de tudo, de uma iniciativa de cidadãos e que «o direito a decidir é algo demasiado importante para ser deixado apenas nas mãos dos políticos».

Zelai Nikolas, porta-voz da plataforma, disse aos meios de comunicação que, com este cordão humano, se pretende «fazer pedagogia a favor do direito a decidir que Euskal Herria tem enquanto povo» e que, para tal, querem «reunir diversas sensibilidades em torno da iniciativa».

Nikolas disse que para cobrir os 123 quilómetros de distância entre Iruñea e Durango são necessárias cerca de 50 000 pessoas, mas que são «mais ambiciosos» e tentarão chegar às 100 000.

O cordão humano de 8 de Junho já faz mexer milhares de pessoas. Na apresentação, tomaram a palavra um habitante de Etxarri-Aranatz, um dantzari da Iruña Taldea e um joaldun da peña San Fermin. Mikel San José, jogador navarro do Athletic, falou via vídeo.

Para financiar os custos da iniciativa, na página da Gure Esku Dago podem-se comprar quilómetros a cinco euros. / Ver: naiz.info / VÍDEOS: Gure Esku Dago: apresentação (eus / cas)

[Vídeo] Diego Cañamero (SAT): «Temos legitimidade para derrubar governos que não cumprem a palavra»

A Ateak Ireki aproveitou a visita de Diego Cañamero a Iruñea para falar longamente com ele sobre a situação económica, política e social no Estado espanhol. [Entrevista em castelhano.] Cañamero, porta-voz nacional do Sindicato Andaluz dos Trabalhadores, afirma que a terra «não é uma mercadoria», mas um bem que deve estar «ao serviço de todos os seres humanos».

Depois de recordar que foi detido tanto na ditadura como em todos os governos da chamada «democracia», afirma que «a repressão sobre o povo que luta não mudou», mas que «a justiça dos povos» foi sempre mais forte que a repressão.

O representante do SAT sublinhou ainda que «uma sociedade que não se revolta contra a injustiça é sua cúmplice» e que neste momento «a unidade é o grande desafio da esquerda transformadora».

Afirma também que «as pessoas, com o seu voto, não autorizaram o aumento da idade da reforma, que seja dado dinheiro aos bancos, que seja retirado o cheque bebé, que se retirem os subsídios aos funcionários ou se baixem as pensões»; por isso, considera que «o povo tem legitimidade para derrubar governos» que não cumprem a sua palavra.

Anunciou que sindicatos e movimentos sociais estão a preparar «grandes colunas de marchas para abarrotar e entupir Madrid». / Ver: ateakireki.com

Acção solidária com o povo saarauí junto à sede do PP em Donostia

No dia 13 de Dezembro, a Askapena de Donostialdea levou a cabo uma acção solidária com o povo saarauí junto à sede do Partido Popular em Donostia, no bairro de Amara.

Esta semana a União Europeia e Marrocos assinaram um novo acordo pesqueiro, no qual se inclui a pesca nas águas do Saara Ocidental. Numa nota, a Askapena de Donostialdea afirma que este acordo se configura como uma «clara violação» da legislação internacional, na medida que Marrocos não possui a soberania sobre as terras e águas do Saara, tal como foi estabelecido pela ONU.

A organização internacionalista basca da região de Donostia considera que este acordo «dá carta branca à espoliação e ao roubo» das riquezas saarauís, violando os direitos deste povo, e critica de forma veemente a atitude da União Europeia e, em especial, a do Estado espanhol («maiores beneficiários do roubo de recursos naturais do Saara Ocidental») e a dos eurodeputados do PP (que muita pressão fizeram para que este acordo fosse alcançado). / Ver: lahaine.org e topatu.info

Herri Denda: a feira dos movimentos populares decorre até 6 de Janeiro em Bilbo

A Herri Denda, feira dos movimentos populares, realiza-se este ano de 16 de Dezembro a 6 de Janeiro, no espaço Zirika! herri gunea (Erronda kalea, 12), em Bilbo.

Nela estarão presentes cerca de 30 movimentos sociais que ao longo do ano lutam por um «mundo novo» em diferentes áreas: ecologia, internacionalismo, feminismo, comunicação livre, presos políticos, cultura, imigração ou antimilitarismo. Para além da feira propriamente dita, a Herri Denda será também sinónimo de conferências, debates e diversas actividades.

Quem aparecer no n.º 12 da Erronda kalea poderá encontrar informação sobre o trabalho que estes colectivos realizam ao longo do ano, bem como o material que põem à venda para conseguirem subsistir em regime de autogestão (livros, T-Shirts, calendários, cadernos, chapas, CD, DVD, etc.).

«A Herri Denda é um espaço de colectivos que lutam contra a sociedade capitalista, um espaço criado pelos movimentos sociais através do trabalho conjunto e que serve para mostrar que existem alternativas à sociedade de consumo desenfreado que a época do Natal promove». / Ver: komite_internazionalistak e boltxe.info

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Contra a imposição da reforma das pensões, o Gune defende um modelo próprio para Euskal Herria

Numa conferência de imprensa que ontem teve lugar em Bilbo, a plataforma Gune, que integra os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEE-EILAS, EHNE, HIRU, CNT e CGT, bem como múltiplos colectivos sociais, convidou os cidadãos bascos a participar nas concentrações convocadas para dia 18 frente aos parlamentos de Gasteiz e Iruñea, para denunciar a reforma das pensões que o Governo espanhol vai aprovar no dia 19, e defender um sistema próprio para Euskal Herria, que garanta pensões dignas às pessoas.

Para os sindicatos e colectivos integrados no Gune, a reforma das pensões que Madrid quer impor a Euskal Herria enquadra-se no «roubo organizado» desta crise e implicará a «transferência» para o capital de milhares de milhões que deviam ser pagos aos pensionistas.

O movimento social e sindical basco acusa as instituições em Euskal Herria de «cumplicidade, quando não total sintonia» com um modelo que ataca o sistema público de pensões e o deixa nas mãos da banca e das companhias de seguros, exige-lhes que estejam ao serviço de quem vive e trabalha em Euskal Herria e que promovam «políticas» que garantam pensões dignas aos pensionistas de hoje e de amanhã. / Ver: LAB [Na foto, em primeiro plano: Bea Martxueta (LAB), Xabier Isasi (Pentsionistak Martxan) e Mikel Noval (ELA)]

CONCENTRAÇÃO DE APOIO A JOVEM GREVISTA JULGADA EM BILBO
Realizou-se ontem, no Tribunal de Menores de Bilbo, o julgamento da jovem Irantzu Yaldabere, acusada de participar em incidentes ocorridos na Greve Geral de 29 de Março de 2012. Outros três jovens foram também acusados e julgados por estes factos em Setembro último, mas o seu processo foi separado do de Irantzu em virtude de esta ser menor na altura em que os incidentes alegadamente ocorreram.

Para protestar contra o julgamento, apoiar Irantzu e exigir a absolvição de todos, cerca de cem pessoas, convocadas pela plataforma Grebalariak Aske!, formaram um cordão humano na Done Petri plaza, no bairro de Deustu, de onde partiu em direcção ao tribunal.
Ali realizou-se uma concentração, com o lema «Grebalariak aske! Muntaia polizialik ez!» [Grevistas livres! Não às montagens policiais!], na qual se denunciou o facto de estes jovens serem usados como «bodes expiatórios» por lutarem por um outro modelo socioeconómico e para criminalizar e silenciar o protesto social. / Ver: LAB e grebalariak_aske

Dois cidadãos de Altsasu foram a tribunal por causa do Ospa Eguna

A autarca de Altsasu, Garazi Urrestarazu (Bildu), e Avelino González, habitante desta localidade, foram ontem depor como arguidos à Audiência de Iruñea, acusados da alegada prática do crime de «injúrias aos corpos e forças de segurança do Estado» por causa da celebração do Ospa Eguna [Dia do Baza] a 31 de Agosto último. Urrestarazu já antes teve de depor por factos semelhantes na AN espanhola, sem consequências.

Urrestarazu deu ao aval à realização dos actos programados pelos organizadores para aquela jornada, uma vez que não violavam a legislação municipal. Contudo, a Delegação do Governo espanhol em Nafarroa decretou a suspensão da iniciativa, que visava denunciar a ocupação policial e militar asfixiante em Altsasu e no vale de Sakana e pedir a essas forças que «bazassem».

O Ministério Público acusa-os de estar relacionados com fallas [bonecos de papel, cartão, etc. para queimar] susceptíveis de «injuriar os corpos e forças de segurança do Estado». A advogada de defesa, Jaione Karrera, sublinhou que as ditas fallas não saíram para a via pública em virtude da proibição decretada pela virreina. Os arguidos não têm nada a ver com os meios que divulgaram a notícia e, para além disso - salientou -, não é possível provar a sua ligação aos bonecos satíricos que eram para ter sido queimados.

O Sortu denuncia a «criminalização»
O Sortu denunciou a «criminalização dos habitantes de Altsasu pelo simples facto de darem a sua opinião» e sublinhou que «pedir que a Guarda Civil abandone Altsasu e Euskal Herria não é um crime, é um acto democrático».

Fez ainda um apelo às restantes forças políticas para que iniciem o debate necessário sobre o modelo policial em Nafarroa, e realçou a despesa associada à presença da Guarda Civil no herrialde, quando se aplicam cortes nos serviços sociais, na educação e na saúde. / Ver: naiz.info

Ez zaituztegulako nahi, ez zaituztegulako behar... ospa!
Porque não vos queremos, nem precisamos de vocês... bazem!

Sabino Cuadra: «El roble y el ombú»

El roble es el árbol que suele simbolizar a Euskal Herria, al igual que el ombú lo hace con Argentina. «El roble y el ombú» es el título de un bonito zortziko ya centenario, cantado a ambos lados del océano, en el que se canta a la libertad y se relatan las nostalgias de la emigración vasca en aquellas tierras.

Viene esto a cuento del reciente viaje a Argentina realizado por una delegación de la Coordinadora estatal de Apoyo a la Querella Argentina contra los crímenes del franquismo (CeAQUA) a la que acompañé durante nueve días. Veintiocho personas de todo el Estado, entre ellas catorce nuevos querellantes, acudimos allí para prestar nuevos testimonios, impulsar el proceso judicial y recabar apoyos sociales e institucionales. (boltxe.info)

Goienetxe anaiak - «Astez aste»

Do álbum Heriotz Artio (2010).

Sevilla II-ko espetxeko zuzendariari gutun bat idatzi
Escreve ao director da prisão Sevilha II 
Sevilla II-ko euskal preso politikoek bizi duten egoera ez da inondik inora aldatu!
A situação dos presos políticos bascos em Sevilha II não se alterou!
(Ver: etxerat.info eus / cas)

Ver também: «A Etxerat exige o envolvimento dos partidos políticos para acabar com a dispersão» (boltxe.info)

Hertzainak - «564» «Bostehun eta hirurogeitalau taupada / Gehiago gure bihotzean» [Hitzak / Letra]

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Reformados navarros concentraram-se em Iruñea para apoiar os presos políticos bascos

Membros da Sasoia (Nafarroako Jubilatuen Elkartea / Asociación de Jubilados de Navarra) concentraram-se hoje junto à Delegação do Governo espanhol em Iruñea, exibindo uma faixa em que se lia «Euskal presoen eskubideen alde / Por los derechos de los presos vascos». Sebastián Rosino, porta-voz da associação, apelou à participação na mobilização de dia 11 de Janeiro em Bilbo. No texto da convocatória a associação de reformados destaca o facto de a sentença de Estrasburgo ter sido mal aceite pelo Governo espanhol, que «se virou contra os que estão na prisão, agravando ainda mais a sua situação». Dá como exemplo o que se está a passar em Sevilha II, onde «os direitos humanos não são respeitados», mesmo depois da dura luta que foi «a greve de fome que durou um mês».
Afirma que «quem está cá fora tem de continuar a criar a grande maré humana de protesto que há-de pôr cobro ao que se está a passar dentro das prisões».
Por último, sublinha que a dispersão dos presos políticos é «um dos castigos mais duros», tanto para os presos como para os familiares, «sobretudo os idosos, condenados a não poder viajar pela idade ou por questões de doença». / Fontes: Ateak Ireki e lahaine.org

MARCHA À PRISÃO DE LANNEMEZAN, NO SÁBADO
O movimento Herrira organizou uma marcha ao presídio francês para este sábado, 14, com o lema «Presoen eskubideen defentsan denak Lannemezanera!» [Em defesa dos direitos dos presos, todos a Lannemezan!]. Estão ali seis presos bascos: Didier Aguerre, Txistor Haranburu, Iñaki Esparza, Ibon Fernandez Iradi, Jose Ramon Lete e Joseba Segurola. Com esta iniciativa, o Herrira pretende chamar a atenção sobretudo para os casos de Fernandez Iradi (com uma doença grave e incurável) e de Haranburu (na cadeia há 24 anos e cuja liberdade condicional solicitam).

Com esta marcha, «queremos marcar a nossa presença frente à cadeia, por um lado, para interpelar a França e as autoridades penitenciárias, e, por outro, para transmitir toda a nossa solidariedade aos presos», afirmou o movimento popular. Os autocarros partem de Donibane Garazi, Baiona e Donibane Lohizune. [Ver locais, horas e contactos em kazeta.info] [Na foto: manifestação pela libertação dos presos doentes.]

Trabalhadores dos transportes urbanos de Iruñerria em luta contra cortes salariais e reforma laboral

Os trabalhadores, que já realizaram várias jornadas com paralisações parciais, ameaçam entrar em greve por tempo indeterminado se a empresa mantiver a sua posição. A empresa Transporte Urbano Comarcal (TCC), à qual a Mancomunidade de Iruñerria [Comarca de Pamplona] adjudicou o serviço de transporte urbano, anunciou que iria reduzir em 5,38% os salários dos funcionários (cerca de 450).

Contra os cortes, a aplicação da reforma laboral e pela defesa de um acordo colectivo em que vejam asseguradas as suas condições de trabalho, os funcionários da TCC levaram a cabo diversas paralisações parciais (a 19, 21, 26, 28 de Novembro e 9 de Dezembro) e ontem fizeram greve o dia todo. «Pedimos desculpa pelo incómodo. Estamos a evitar que vos roubem a vocês e nos roubem a nós», lia-se nos cartazes dos trabalhadores em greve, que organizaram concentrações, manifestações, caravanas de automóveis, piquetes, afixaram cartazes e distribuíram panfletos para denunciar a sua situação.

Numa nota, o LAB afirma que, se a empresa mantiver a mesma atitude, os trabalhadores iniciarão uma greve por tempo indeterminado
na segunda-feira, 16.
«É muito importante que a sociedade saiba que nos últimos três anos a TCC teve 3.943.492,82 euros, quase 4 milhões de euros de lucros», diz ainda o sindicato abertzale, que responsabiliza a Mancomunidade pela situação e a acusa de não ter feito nada pelos trabalhadores. / Ver: LAB e ateakireki.com

Um grupo ecologista «sequestrou» o «Sereio» de Getxo

Um grupo ecologista «sequestrou» a fotografia intitulada «Sireno», do artista argentino Marcos López e que se exibia no Algortako Portu Zaharra [Porto Velho de Algorta, no município biscainho de Getxo]. Num vídeo, os autores da acção expõem as condições para o «libertarem». Assim, exigem que nos próximos dias sejam cumpridas certas premissas: «não construir novas habitações, fábricas ou estradas enquanto houver casas desocupadas ou espaços industriais não usados no município; proceder à distribuição de mil rebentos de árvores autóctones pela população».

Na sua declaração, os autores do «sequestro», que aparecem encapuzados e com pistolas de água, mostram-se bastantes críticos com o actual rumo de Getxo e referem-se a diversas questões: o facto de Getxo ter o cabaz de compras e as rendas mais caros de Euskal Herria; as constantes inundações do rio Gobela; um campo de golfe «que serve para quatro ricaços»; o endividamento municipal; as inúmeras antenas para telemóveis «sem qualquer tipo de controlo, com as consequências» daí decorrentes para a saúde pública; uma estação de metro «super-moderna e vazia».

Afirmam que «o capitalismo é injusto e antidemocrático», e, no final, sublinham: «Vivemos num mundo cujos recursos naturais são finitos, e o crescimento é ilimitado». / Ver: lahaine.org / VÍDEO: Onde está o Sereio de Getxo?

Ler também: «Secuestran en Algorta al "Sireno" del argentino Marcos López en una acción política y poética», de Fakun Aznarez

Kukutza: juiz decreta reabertura do processo relacionado com agressão a advogado do gaztetxe

A Audiência Provincial da Bizkaia ordenou pela segunda vez ao Tribunal de Instrução Número 1 de Bilbo que reabra o processo contra os agentes da Ertzaintza que alegadamente agrediram o advogado Iñaki Carro quando este exercia as funções de defensor na acção de despejo do Kukutza, no bairro de Errekalde, em 2011.

O grupo de apoio ao Kukutza recorda que no passado mês de Fevereiro, a titular do Tribunal de Instrução decidiu arquivar provisoriamente o processo pela primeira vez, por entender que não era possível identificar os agentes responsáveis dos factos, que agiram encapuzados e sem exibir qualquer tipo de placa nos seus uniformes. Voltou a mandar arquivar o processo, e agora a Audiência decreta novamente a sua reabertura, insistindo na ideia de que não foram efectuadas todas as investigações possíveis e necessárias com vista ao esclarecimento da autoria dos factos.

O movimento de apoio ao Kukutza considera a decisão positiva, e espera que sirva para desautorizar quem procurou «deturpar» o que se passou e quis «imputar ao movimento social e do bairro de Errekalde e de Bilbo a responsabilidade da violência». Segundo afirmam, do despejo do gaztetxe resultaram pelo menos 103 relatórios médicos por lesões e cerca de cinquenta processos judiciais, a maioria dos quais arquivados pela impossibilidade de identificar os agentes responsáveis. / Ver: SareAntifaxista via boltxe.info

Borroka Garaia: «No se puede entregar al horror a Asier Guridi»

Cuando Asier Guridi fue detenido en Venezuela un profundo sentimiento de tristeza se apoderó de los internacionalistas vascos. No era para menos. La querida revolución bolivariana tenía preso a un revolucionario vasco. A un perseguido por la injusticia española. Esa misma que quería hacer callar a Hugo Chávez. [...]
el imperialismo español, en su chantaje permanente a la soberanía venezolana no va a cesar en sus intentos de apresar a Asier. El peligro de extradición sigue presente. Solo el derecho de asilo y el estatus de refugiado podrán evitar que los estados español y francés en un proceso lleno de irregularidades lleven acabo su infame plan. (BorrokaGaraiaDa)

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

[Vídeo] Onda popular a favor dos presos políticos, em Durango

«Tantaz tanta itsasoa gara» / «Gota a gota somos mar» Centenas, milhares de pessoas participaram na iniciativa organizada pela plataforma Tantaz Tanta no sábado passado, em Durango (Bizkaia), em defesa dos direitos dos presos políticos bascos. Com imagens de gotas nas mãos, formaram uma grande onda que derrubou os muros das prisões. Hoje, a Tantaz Tanta lançou um vídeo com imagens dessa iniciativa.

Foi uma espécie de ensaio geral para uma mobilização semelhante que terá lugar no dia 11 de Janeiro em Bilbo. Não se trata de uma manifestação, como voltaram a afirmar hoje alguns dos organizadores no registo oficial da mobilização - não há um percurso estabelecido, faixa ou comunicado final. É antes «um mar formado por dezenas de milhares de gotas para pedir o fim da dispersão», que começará a tomar forma a partir das 17h30. Para além disso, haverá diversos tipos de actos ao longo do dia, das 11h00 até às 22h30, sobretudo centrados no Arenal.
Os organizadores também deixaram claro que não se trata de uma acção promovida por um determinado bloco político, e que visa abranger todos os cidadãos. Terá como lema «Giza eskubideeak. Irtenbidea. Bakea. Euskal presoak Euskal Herrira» [Direitos humanos. Resolução. Paz. Euskal presoak Euskal Herrira]. / Ver: Berria e tantaztanta.info

O EH Bildu declara a Confebask «zona livre de direitos» pela aplicação da reforma laboral

Cerca de vinte membros e simpatizantes da coligação realizaram uma acção simbólica frente à sede do patronato em Bilbo, para denunciar a aplicação da reforma laboral por parte da Confebask; acusaram o Governo de Lakua de «olhar para o lado» quando confrontado com esta realidade.

Na acção, em que se vedou a entrada do edifício com uma fita amarela com a inscrição «Zona libre de derechos laborales» e se exibiu uma faixa a exigir novas políticas orçamentais, participaram, entre outros, os deputados do EH Bildu Dani Maeztu e Maribi Ugarteburu.

Maeztu afirmou que, cinco meses depois da implementação da reforma laboral espanhola no País Basco (os acordos de negociação colectiva perderam efectividade a 7 de Julho), «o patronato está a aplicar a reforma na sua totalidade com a cumplicidade do Governo basco, gerando um desequilibro a favor da parte mais forte», o que se traduz no aumento da jornada laboral e na diminuição dos salários «em cerca de 60%».

Maeztu acusou ainda o Executivo autonómico de «olhar para o lado» e de apresentar um orçamento que «visa aplicar no sector público os cortes que o patronato quer», um orçamento que «fomenta a precariedade laboral, marcando o caminho a seguir pela elite empresarial basca, que depois aplica estas políticas no sector privado».

Neste ponto, Maeztu contrapôs o modelo de Gipuzkoa ao dos restantes herrialdes, para afirmar que «é possível» enfrentar a reforma laboral a partir das instituições bascas. / Ver: naiz.info

Dois cidadãos de Altsasu vão a tribunal por causa do «Ospa Eguna»

Tal como aconteceu há dois anos com a paródia «El discurso del Rey», a celebração do Ospa Eguna [Dia do Baza], a 31 de Agosto último, também trouxe consigo consequências judiciais.

Amanhã, Garazi Urrestarazu, autarca de Altsasu, e um outro cidadão da localidade do vale de Sakana (Nafarroa) terão de ir depor, como arguidos, à Audiência Provincial de Nafarroa (Iruñea), segundo revelou o portal Hitzondo. São acusados do crime de «injúrias aos corpos e forças de segurança do Estado».

Para a tarde (18h30), o movimento Ospa convocou uma concentração frente ao edifício da Câmara Municipal de Altsasu, para «denunciar este ataque à liberdade de expressão». / Ver: naiz.info e hitzondo.net

Alfredo Serrano Mancilla: «El chavismo vence a la guerra económica»

Es cierto que el chavismo tiene todavía grandes desafíos estructurales en materia económica, pero esto no debe –ni puede– eclipsar los logros alcanzados que permiten preocuparse por el largo plazo gracias a haber resuelto muy satisfactoriamente las urgencias sociales y económicas del corto plazo. (Página12 via Sanduzelai_Leningrado)

«Cinco apuntes sobre las elecciones municipales de Venezuela», de Alejandro FIERRO (boltxe.info)
La figura de Hugo Chávez ha sido más utilizada por la derecha que por el propio chavismo. Los dirigentes opositores que lo fustigaron en vida, ahora lo alababan para minusvalorar a sus sucesores. Maduro no es Chávez, repetían. Sin embargo, el chavismo ha demostrado ser un bloque político sólido que ha trascendido a su fundador y ya es parte sustantiva e inamovible del panorama político.

«Estátuas», de António SANTOS (manifesto74)
Não se depreenda daqui qualquer simpatia pela sinistra figura de Putin, pela sua tirania cleptocrata ou pelo brenhoso capitalismo oligarca que hoje reina a Rússia com a mesma mão férrea de todos os séculos. As manifestações que na Ucrânia pedem a adesão à UE não merecem a nossa solidariedade porque o povo ucraniano não merece o mesmo destino de Portugal, da Grécia e de Espanha: a troika, a miséria e o desemprego aliados à destruição das conquistas sociais

«Madrid estudia medidas para evitar que "terroristas se infiltren en las aulas"» (naiz.info)
El ministro del Interior, Jorge Fernández Díaz, ha dicho que el Gobierno español está estudiando medidas legislativas para «evitar que la función docente sea usurpada por quienes quieren ponerla al servicio del fanatismo terrorista y tergiversar con su relato lo que ha sucedido históricamente».

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Juan Lorenzo Lasa Mitxelena foi libertado, depois de passar 28 anos na cadeia

O preso de Orereta-Errenteria (Gipuzkoa) saiu da prisão de Sevilha II ontem a meio da tarde. Tinha-lhe sido aplicada a doutrina 197/2006, prolongando-lhe a pena até 2022.

Juan Lorenzo Lasa Mitxelena, Txikierdi, foi libertado ontem à tarde, por volta das 17h00. A Audiência Nacional espanhola tinha decretado a sua libertação de manhã, mas depois o processo demorou algumas horas, por falta de algum documento na prisão, ao que parece.

Txikierdi encontrava-se na cadeia de Sevilha II (Morón de la Frontera) e participou na greve de fome que os presos políticos bascos levaram a cabo contra as condições de vida e os maus-tratos neste centro penitenciário.

Lasa Mitxelena foi preso em 1985 pela Polícia francesa. Cumpriu sete anos de pena em cadeias francesas e, em 1992, foi extraditado para o Estado espanhol.
Foi, durante muitos anos, um dos interlocutores nomeados pelo Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK). / Ver: naiz.info

CONTRA A DISPERSÃO, CONCENTRAÇÃO FRENTE À SEDE DO PP EM IRUÑEA
Ontem à tarde, como é habitual às segundas-feiras, um grupo de pessoas concentrou-se frente à sede do PP em Iruñea [Pamplona] para reivindicar o direito dos presos políticos bascos a viverem em Euskal Herria. Juntaram-se 65 pessoas, que exibiam faixas com as inscrições: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez - No a los juicios políticos». (lahaine.org)

Mural de apoio aos presos políticos bascos em Belfast [Sortu] Vídeo breve sobre a criação de um mural de apoio à libertação do dirigente abertzale Arnaldo Otegi e dos restantes presos políticos bascos, em Belfast (Norte da Irlanda).

Grevista bilbaína é julgada esta quinta num tribunal de menores

Irantzu Yaldebere será julgada esta quinta-feira no tribunal de menores de Bilbo, acusada de participar nos incidentes ocorridos na Greve Geral de 29 de Março de 2012 na capital biscainha. Para esse dia, a plataforma Grebalariak Aske! convocou diversas mobilizações de apoio a Yaldebere e aos outros grevistas [no cartaz].

Com Irantzu foram acusados outros três grevistas, mas, como a jovem era menor na altura dos factos imputados, o seu processo foi encaminhado para um tribunal de menores. Os outros três grevistas bilbaínos foram julgados a 11 de Setembro. Urtzi Martínez e Jon Telletxea foram condenados a 15 meses de prisão, acusados de «desordens públicas»; Aitor Fernández foi absolvido.
No entanto, há algumas semanas ficou-se a saber que o Ministério Público e a acusação particular recorreram da sentença. Os membros da plataforma Grebalariak aske! já fizeram saber que não aceitam outro veredicto que não seja a absolvição de todos. / Fonte: topatu.info via lahaine.org

Reafirmação da luta do povo basco na Taberna Internacionalista de Buenos Aires

Interveio Sabino Cuadra, deputado da Amaiur, e prestou-se uma homenagem ao dirigente sindical Igor Urrutikoetxea.

Finda a exibição do documentário 31 Urte, sobre Jose Mari Sagardui, Gatza, «o Mandela basco», libertado em 2011, depois de passar 31 anos na cadeia, o deputado da coligação independentista Amaiur, Sabino Cuadra Lasarte, efectuou um relatório minucioso sobre a luta popular e institucional que tem sido desenvolvida em Euskal Herria, no âmbito das «Cátedras Bolivarianas» da Taberna Basca de Buenos Aires.

Apresentado pelo director do Resumen Latinoamericano, Carlos Aznárez, Cuadra destacou os esforços feitos pela esquerda independentista no sentido de se avançar no caminho da paz e da resolução do conflito, bem como a atitude inflexível do Governo espanhol, que não só não deu passos em prol da resolução como ainda aumentou a repressão, fechando as portas ao diálogo.

O deputado da Amaiur no Congresso espanhol referiu-se também à situação dos/as presos/as bascos/as (mais de 500), que continuam a ser usados/as como reféns pelos governos espanhol e francês. Falou da grande jornada de mobilização pelos presos que em Janeiro terá lugar em Bilbo: «Trata-se de ocupar Bilbau e criar um mar de solidariedade». Por outro lado, está a ser preparada uma jornada pelo direito de autodeterminação, semelhante à realizada pelos catalães há pouco tempo. «Será um cordão humano de 160 quilómetros entre as localidades de Durango e Iruñea (Pamplona)» e realizar-se-á em Junho.

Homenagem a Igor Urrutikoetxea
Para recordar o recentemente falecido Igor Urrutikoetxa, os sindicalistas Fernando Cardozo (CTA) e Héctor Carrica (ATE) juntaram-se a Cuadra e Aznárez na mesa, tendo evocado a trajectória do ex-secretário de Relações Internacionais do LAB. A presidir à homenagem esteve uma ikurriña e uma bandeira do LAB oferecidas por Igor.

Muitos dos presentes lembravam-se de Igor a falar na Taberna, o ano passado, sobre a luta sindical em Euskal Herria. Fernando Cardozo, da secretaria internacional da CTA, fez um panegírico completo do militante falecido, desde a sua participação no LAB até intervenções que realizou em múltiplos fóruns internacionais, vincando sempre a posição de luta pela independência e a libertação social do seu povo.

Falou também do seu papel internacionalista e recordou a intervenção de Igor no último Congresso da Confederação Latino-americana de Trabalhadores Estatais (CLATE), que se realizou em Buenos Aires em 2012.

Héctor Carrica, que está à frente da Secretaria dos Direitos Humanos da Associação de Trabalhadores do Estado, recordou Igor como um basco comprometido com as causas da libertação nacional e social, e destacou o seu exemplo de coerência nos laços que manteve com camaradas da Argentina e do resto da América Latina. Depois de se referir a vários momentos dos seus encontros com o dirigente do LAB, terminou dizendo, emocionado: «Compañero Igor, presente!».

Por último, Aznárez elogiou o papel de Igor como sindicalista e internacionalista, e, dirigindo-se aos companheiros do LAB, disse que «neste país, que soube gostar do camarada que hoje evocamos, dizemos-lhes que não baixamos a guarda, continuaremos a defender Euskal Herria, continuaremos a denunciar personagens nefastas como o ex-juiz Baltasar Garzón, que tanto mal nos fez a nós, bascos e bascas independentistas, e dizemos a Igor na sua própria língua: "Egin, egingo dugu" (Continuamos, continuaremos)».
[Ver, na sequência: «Recordando Mandela e abraçando o canto popular latino-americano»] / Fonte: askapena.org

«Euskal Herria-Venezuela Pa'lante»: festa de apresentação, dia 14, em Bilbo

O 7Katu Gaztetxea (Bilbo) será o palco da apresentação do disco lançado no passado dia 4, em solidariedade com a revolução bolivariana. Depois de no dia 4 ter vindo a lume o CD de hip hop Euskal Herria-Venezuela Pa'lante - ponte musical entre dois povos, com 14 canções de resistência e solidariedade com a revolução bolivariana -, a Taupaka e o Komite Internazionalistak agendaram para este sábado, 14, a festa de apresentação do disco, que terá lugar no gaztetxe 7Katu, na capital biscainha.
A festa começa às 21h30 e prolonga-se pela noite fora, com a exibição de videoclips dos temas realizados na Venezuela para este projecto, muita música (com a Askapen Sound Sistema e vários DJ), muita dança, comes e bebes (arepas e mojitos), troca de informações e surpresas. / Ver: komiteinternazionalistak.org