sexta-feira, 21 de novembro de 2014

A Ertzaintza prendeu Juan Carlos Estevez, «Melli», em Donostia

O ex-preso político natural de Orereta (Gipuzkoa) encontrava-se em casa com os pais, no bairro donostiarra de Altza, quando os ertzainas o foram prender. Depois de passar 16 anos na cadeia, foi libertado em Fevereiro deste ano. Contudo, a AN foi desencantar um outro processo e condenou-o a mais três anos de cadeia, tendo decretado a ordem de prisão a 11 de Novembro.

Gerou-se uma onda de revolta e solidariedade, sobretudo no seio da esquerda abertzale, que afirma que estes «16 + 3» só se entendem à luz da política de vingança do Estado espanhol. Já houve concentrações e mais estão agendadas para amanhã, em Donostia.

A Ertzaintza já tinha tentado prender Melli há uma semana, mas não o encontrou em casa. O ex-preso político foi detido pela primeira vez em França em 1995, sendo extraditado para Espanha uns anos mais tarde. Nessa altura, Melli passou 33 dias em greve de fome. Libertado, voltou a ser detido numa operação policial em Junho de 2004. Passou 16 anos na cadeia. / Ver: Berria

PRESAS BASCAS EM FLEURY LUTAM E CONSEGUEM ACORDO
Numa nota, a Etxerat afirma que, quando, em Setembro, chegou uma nova directora à cadeia parisiense, as condições das presas políticas bascas pioraram. Depois, face à decisão de transferir Ana Ozaeta de uma cela normal para uma com grades, as restantes presas entraram em luta e foram levadas para a «solitária». Por fim, a 23 de Outubro, a direcção prisional aceitou as condições exigidas pelas presas.

Na mesma nota, a Etxerat denuncia a aplicação da política de dispersão, referindo que o preso político Sergio Polo (Sopela, Bizkaia) foi transferido da cadeia de Córdova para a de Algeciras e que a presa gasteiztarra Ana Sáenz de la Cuesta irá passar da cadeia de Logroño para a de Castelló I. / Ver: kazeta.info e etxerat.info

Pela liberdade dos 28, Libre e Eleak organizam deslocação à AN a 18 de Dezembro

O julgamento dos 28 jovens independentistas bascos acusados de pertencer à Segi, que tem estado a decorrer em Madrid, termina a 18 de Dezembro. A dinâmica Libre e o movimento Eleak decidiram organizar mobilizações e fazer um apelo à sociedade basca para que, nesse dia, se desloquem até à Audiência Nacional espanhola, para ali reivindicarem «Konponbidea bai, epaiketarik ez» [sim à solução, não aos julgamentos].

Na conferência de imprensa que hoje deram em Gasteiz, membros de Eleak e Libre anunciaram que vão organizar autocarros para a viagem a Madrid; afirmaram ainda que a sociedade basca não quer «julgamentos políticos», mas sim encontrar uma solução para o conflito. «Vamos a Madrid dizer que, da mesma forma que os 40 jovens antes julgados foram absolvidos, agora os 28 também o devem ser», salientaram.

Em solidariedade com os jovens, foram agendadas diversas mobilizações e actos para as próximas semanas. Ainda em Novembro: a 28, haverá uma manifestação em Burlata (Nafarroa); já em Dezembro: a 13, realiza-se uma mobilização à volta do tribunal de Bergara (Gipuzkoa); a 19, a corrida Libre em Donostia; a 20, a Herritarren Martxa em Gasteiz. / Ver: Berria

Manuel Navarrete: «La Duquesa ha muerto, saquen sus pañuelos»

A juzgar por lo que dice la tele, no hay en toda la empobrecida Andalucía ni una sola persona que tenga la menor crítica hacia la figura de la mayor terrateniente del Estado español. Sí sí. Por lo visto todos estamos muy afligidos y a punto de llorar ahora mismo. Y si lo dice la tele, es verdad. [...]
Porque claro, ¿qué pueblo no querría tener a una esperpéntica Duquesa, a medio camino entre la aristocracia de Alicia en el país de las maravillas y la nobleza de Los juegos del hambre, para llorarla cuando se muera de vieja, entre lujos y con tanto dinero que necesitaría resucitar siete veces para poder gastar la mitad? (insurgente.org)

«Absurdo sem limites», de Jorge CADIMA (odiario.info)
O cantor e humorista norte-americano Tom Lehrer notabilizou-se nos anos 50 e 60 pelas suas canções satíricas progressistas. Anos mais tarde deixou de cantar. Interrogado sobre as razões, declarou que «a sátira política tornou-se obsoleta no dia em que [no final da guerra do Vietname] atribuíram o Prémio Nobel da Paz a Henry Kissinger». Desde então, a procissão do absurdo percorreu um longo caminho.

«Há 30 anos sem Santi Brouard e Pablo González», de Bruno CARVALHO (manifesto74)
Há três anos, o jornal i dava destaque às revelações feitas por Rogério Carvalho da Silva. Depois de ter sido preso como membro das FP-25, foi contratado para segurança da embaixada dos Estados Unidos. A seguir, um colaborador dos serviços secretos portugueses recruta-o para matar independentistas bascos. É o próprio que afirma ao diário que foi «acusado da morte de etarras em França num processo que também envolveu o comandante e o vice-comandante dos serviços secretos militares, o então chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, general Lemos Ferreira, e o primeiro-ministro nessa altura, Aníbal Cavaco Silva».

Kortatu - «Hernani 15/6/84»

Do álbum Kortatu (1985). [Letra]

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Cravos vermelhos para Santi Brouard e Josu Muguruza

Faz hoje 30 anos que Santi Brouard, destacado dirigente da esquerda abertzale, foi assassinado pelos GAL no seu consultório de pediatria, em Bilbo; na mesma data, cinco anos mais tarde, em 1989, outro destacado dirigente político da esquerda abertzale, Josu Muguruza, foi morto a tiro num hotel de Madrid, numa «acção parapolicial», quando se preparava para assumir o cargo de deputado do Herri Batasuna no Congresso espanhol. Recorde-se que 20 de Novembro é uma data importante para alguns nacionalistas espanhóis, pois foi neste dia que Primo de Rivera (fundador da Falange), em 1936, e Franco, em 1975, morreram.

Com o assassinato de Santi e Josu, 20 de Novembro tornou-se também um marco incontornável para o Movimento de Libertação Nacional Basco, para todos os que aspiram à liberdade de Euskal Herria, à independência e ao socialismo, à paz com justiça.

Como é habitual neste dia, Brouard e Muguruza foram evocados em Bilbo, tendo havido oferendas florais e actos de homenagem a ambos em Ametzola, onde existe um monumento em memória de Santi Brouard, e em Errekalde, onde há um monumento que recorda Muguruza. Entre as centenas de pessoas presentes nos dois locais, estiveram familiares, representantes da esquerda abertzale e de outras forças políticas. / Mais informação: uriola.info

Leituras:
«Estrellas en el firmamento», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Tanto Santi como Josu y las cientos de personas que han muerto a consecuencia de la acción represiva y asesina del estado, siempre tuvieron en mente un escenario de paz y libertad para Euskal Herria y por ello lucharon. Nunca las olvidaremos.

«Ante el aniversario del asesinato de Santi Brouard y Josu Muguruza», de Ateneo Popular de Solidaridad entre los Pueblos (lahaine.org)
Desde el Ateneo Popular de Solidaridad entre los Pueblos queremos mostrar, en esta fecha tan señalada como es el 20N, nuestro más sincero respeto y reconocimiento por las figuras de los políticos vascos Santi Brouard y Josu Muguruza asesinados vilmente, por el terrorismo de Estado, un 20N de 1984 y 1989 respectivamente.

1984: Santi Brouard assassinado pelo Estado espanhol1989: greve geral em EH após o assassinato de Josu Muguruza Herriak ez du ahaztuko!

Sindicatos do Osakidetza denunciam «violação do direito à greve» em Gipuzkoa

A paralisação de hoje no sector da saúde em Gipuzkoa, que se enquadra num conjunto de acções de luta em defesa do emprego, da melhoria das condições de trabalho e de um serviço de saúde público de qualidade na Comunidade Autónoma Basca, ficou marcada pelos «serviços mínimos abusivos». Num comunicado conjunto, os sindicatos afirmam que a possibilidade de fazer greve assumiu um carácter «excepcional» e que se tentou silenciar «quem quer que a saúde pública tenha mais força».

Uma representante do SATSE afirmou que apenas 20% dos funcionários podiam fazer greve, tendo em conta os serviços mínimos decretados, e que, mesmo assim, se contratou mais pessoal do que em qualquer outro dia, para substituir quem fazia greve. A administração do Osakidetza disse que a adesão à greve era de apenas 6,7%, mas o LAB contestou o número, considerando-o muito afastado da realidade, por apenas ter em conta a «pequena parcela de trabalhadores que podiam fazer greve».

Ao meio-dia, os trabalhadores manifestaram-se pelas ruas de Donostia. O LAB sublinha que a jornada de luta teve grande impacto no herrialde e denuncia as diversas manobras para a boicotar: marcação de operações inadiáveis - mas que iam sendo adiadas - para «hoje» ou o elevado número de contratações que, «também hoje», se fizeram (o sindicato sugere até que se mantenha o ritmo...).

Estão agendadas novas greves para dia 27 (na Bizkaia) e 4 de Dezembro (em toda a CAB). Sobre a reunião sectorial marcada para dia 24, o LAB diz que o Osakidetza «já não engana ninguém», que a sociedade basca «sabe quem está a destruir o serviço público de saúde» e que é uma oportunidade de ouro para, de forma responsável, se chegar a um acordo. / Ver: Berria e LAB / Ver também: aseh

Jovens da Aitzina intimados a depor pelos gendarmes decidem não comparecer

Numa conferência de imprensa dada hoje, dia 20, o movimento juvenil Aitzina! fez saber que dois jovens foram intimados a depor por causa de uma acção levada a cabo a 14 de Julho - dia nacional de França - contra sinais que indicavam os nomes das terras bascas em francês. «Para serem interrogados sobre o roubo dos sinais», um tinha de comparecer na esquadra de Ustaritze e o outro na Hazparne (Lapurdi), mas ambos decidiram não se apresentar à Polícia, pois «não vão entrar no jogo deles».

«Deviam aproveitar o tempo e o dinheiro que gastam a andar atrás de nós para euskaldunizar os sinais das nossas terras», afirmaram os membros do Aitzina! na conferência de imprensa, na qual denunciaram os «esquemas habituais» do Estado francês «dividir e criminalizar» a juventude.

Para discutirem a situação, bem como a dinâmica a desenvolver no futuro, agendaram um encontro para dia 22, às 14h00, no Ttattola gaztetxea, em Hazparne.

Recorde-se que, na sequência da acção de 14 de Julho, a Polícia prendeu um membro do movimento juvenil de Iparralde e efectuou buscas na sede da Aitzina! em Baiona, a 15 de Outubro. No dia seguinte, numa conferência de imprensa altamente participada, os jovens reafirmaram a via da desobediência. / Ver: topatu.info e kazeta.info

James Petras: «A estratégia dual do regime Santos»

Impunidade militar, violentos esquadrões de morte, grande número de ameaças diárias de morte a ativistas de direitos humanos, mais de nove mil presos políticos e dezenas de assassinatos não resolvidos de líderes camponeses não é compatível com a transição para uma paz democrática. Isto só é compatível com a continuidade de um regime oligárquico autoritário. Uma transição democrática e um acordo de paz exige uma mudança fundamental na cultura política e nas instituições do Estado colombiano. (resistir.info)

«A liberdade de empresa e o dever de enformar», de António SANTOS (manifesto 74)
Se há vinte anos muitos acreditavam que a democracia estava no ADN do capitalismo, hoje essa falácia tem mais buracos que um queijo suíço: a sua liberdade de imprensa é liberdade de empresa, a sua formação é enformação, os seus jornalistas são colaboradores e os seus únicos valores de que não abdica são a ganância e o lucro.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Mobilizações contra a dispersão a 10 de Dezembro em Baiona, Iruñea e Gasteiz

Tendo em conta que a 10 de Dezembro se assinala o Dia Internacional dos Direitos Humanos e que «os direitos dos presos políticos bascos e dos seus familiares e amigos continuam a ser violados de forma sistemática», a Etxerat decidiu trazer para as ruas a denúncia da política de dispersão e pediu às pessoas que, nesse dia, ajudem a formar três cordões humanos, em Baiona, Iruñea e Gasteiz.

Izaskun Abaigar, membro da Etxerat, e Iñaki Gabilondo, companheiro da presa Alicia Sáenz de la Cuesta (que vai ser transferida da cadeia de Logroño para a de Castelló, a 500 km de EH), deram a conhecer a iniciativa numa conferência de imprensa em Gasteiz, hoje de manhã, frente ao Palácio de Ajuria Enea. A acompanhá-los, um grupo de pessoas formava um cordão segurando lenços da Etxerat e mostrava como vão ser as mobilizações. Na ocasião, foram referidos vários exemplos da «política de vingança» que continua a ser aplicada aos presos e aos familiares, sublinhou-se as penosas consequências de 25 anos de «política de dispersão» e recordou-se que só em 2014 essa política já provocou dez acidentes na estrada.

A mobilização, de carácter nacional, realiza-se em três capitais bascas. Em Baiona, o cordão começará a formar-se às 18h30, entre a casa de René Cassin e a Câmara Municipal. Em Iruñea, a iniciativa tem início ao meio-dia, frente ao Parlamento. Em Gasteiz, será formado o cordão mais longo, com início junto à Delegação do Governo espanhol, passagem pelo Palácio de Ajuria Enea (residência oficial do lehendakari) e final junto ao Parlamento. / Ver: Berria / Conferência de imprensa na íntegra: etxerat.info

35 anos depois, a refugiada Mari Angeles Artola regressou a Azpeitia

Depois de passar 35 anos longe da terra natal, a refugiada política basca Mari Angeles Artola regressou a Azpeitia (Gipuzkoa) no domingo passado, dia 16. Foi recebida com sorrisos e lágrimas, por volta das 19h00, pela multidão que se juntara na Erdi Kalea.
Na Orkatz, Artola disse algumas palavras, tendo afirmado estar «muito contente». Ao mesmo tempo, chamou a atenção para a «má» situação dos presos e refugiados: «Encontram-se numa situação cada vez pior, e nós temos de fazer frente a isso.»
Artola fugiu para Iparralde em 1979, onde viria a ser detida, juntamente com o marido. Em 1984, foi deportada de França para a Venezuela. Agora, deverá permanecer três meses em Azpeitia. / Ver [com mais fotos]: uztarria.com

«A FORÇA DO POVO A PARIS»
Com o lema «Herri indarra Parisera», realiza-se no dia 29, no Kilika gaztetxea, em Azkaine (Lapurdi), uma «noitada solidária» com os sete militantes bascos que estão a ser julgados em Paris desde o dia 10, acusados de fazerem parte do «aparelho logístico da ETA». Aquilo que se juntar servirá para pagar as despesas com o «autocarro» que irá à capital francesa apoiar os militantes bascos. / Ver: kazeta.info

Borroka Garaia: «Tontolnabos de ayer y hoy»

El objetivo en primera y última instancia supone enfrentar a la clase trabajadora entre sí, enfrentar al pequeño comercio entre sí y es que además lo hacen precisamente los que potencian los grandes centros comerciales, los que esquilman a la clase trabajadora y los que en definitiva han creado la crisis y quieren que la clase trabajadora se degolle entre ella y no les señale como responsables. ¿Qué mejor arma que el racismo populista para que gracias a la ignorancia política de una parte de la clase trabajadora la haga ponerse al servicio de esta cuadrilla de burgueses impresentables?. (BorrokaGaraiaDa)

«Tratados de Comércio Livre (TTIP e TPP): quem tira proveito da ira popular», de Walden BELLO (odiario.info)
Os EUA negoceiam actualmente – em segredo – com a UE e com 11 países asiáticos dois tratados de «comércio livre». O conteúdo negativo das intenções de tais tratados vai muito para além das questões económicas. Os seus aspectos geopolíticos e ideológicos definem um quadro de subordinação dos Estados à estratégia das principais potências imperialistas.
Walden Bello, um dos mais destacados críticos da globalização neoliberal e empresarial, identifica qual é a estratégia global que sustenta os dois acordos. O jornalista e activista italiano Thomas Fazi entrevistou-o para a página Open Democracy.

BDS Bizkaia denuncia presença do autarca de Bilbo no congresso do sector imobiliário israelita

O núcleo biscainho da BDS (campanha de boicote, desinvestimento e sanções contra o Estado de Israel) emitiu uma nota em que critica de forma veemente a viagem que o presidente da Câmara de Bilbo, Ibon Areso (PNV), está a fazer a Israel, onde é convidado de honra no Congresso Anual do Sector Imobiliário israelita, organizado pelo Israeli Building Center.

A nota sublinha a «contínua e imparável política colonialista e expansionista» que o Estado sionista leva a cabo nos territórios ocupados da Palestina, onde hoje existem mais de 800 000 colonos, e considera que, com a sua presença neste congresso, o autarca bilbaíno «está a ser cúmplice da colonização e, ainda, a fomentá-la».

«Israel é, desde a sua criação, um país que viola constantemente os direitos humanos do povo palestiniano e as leis internacionais. Este Verão perpetrou um massacre em Gaza, assassinando quase duas mil pessoas, dois terços das quais eram mulheres e crianças», afirma a BDS Bizkaia, que condena a visita do presidente da Câmara Municipal de Bilbo a Israel e pede à população basca que se una à denúncia. / Ver: Komite Internazionalistak

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Trabalhadores do Osakidetza em Gipuzkoa fazem greve esta quinta-feira

De acordo com o pré-aviso, a paralisação convocada começa às 8h00 e termina às 22h00. Os trabalhadores exigem a recuperação do emprego destruído, o fim das cargas de trabalho inaceitáveis, a eliminação das discriminações salariais entre funcionários e a melhoria da prestação do serviço público de saúde na Comunidade Autónoma Basca.

As paralisações e mobilizações agendadas pelos sindicatos que representam os trabalhadores no Osakidetza - Serviço Público de Saúde na CAB - prosseguem esta semana. Desta vez, são os trabalhadores de Gipuzkoa a fazer greve, na quinta-feira. O Osakidetza não mostra «vontade de negociação», afirmam os sindicatos, que acusam a administração de «mentir» quando diz que estas mobilizações visam «o aumento salarial e a redução da jornada laboral».

Os representantes dos trabalhadores voltaram a manifestar a sua disponibilidade para negociar, mas também se mostraram dispostos a continuar a luta enquanto as condições de trabalho não melhorarem. Para esta quinta-feira, os sindicatos convocaram também uma manifestação, que partirá do Boulevard donostiarra ao meio-dia.

No dia 27, o pré-aviso de greve abrange os trabalhadores da Bizkaia - os de Araba fizeram greve no dia 13. No dia 4 de Dezembro, são chamados à greve os trabalhadores do Osakidetza nos três territórios.

Uma das principais reivindicações dos trabalhadores relaciona-se com a recuperação do emprego «perdido» nos últimos quatro anos: desde 2010, o Osakidetza destruiu mais de 3000 postos de trabalho, o trabalho precário generalizou-se, pelo que é necessário voltar a apostar na criação de emprego público de qualidade. / Ver: Berria

«Barcina y Sanz se reunieron con PP y PSOE en Madrid el día antes de la renuncia de Barcina»

[Conferência de imprensa dada ontem, dia 17, pela Kontuz! - Associação navarra de Utilizadores, Consumidores e Contribuintes] Domingo 9 de noviembre. Mientras todos miramos a Cataluña, Yolanda Barcina está en Madrid. También Miguel Sanz. ¿Qué hacían los líderes de los dos sectores de UPN allá un día antes del sorpresivo anuncio de Yolanda Barcina de que no encabezará las listas regionalistas en mayo?
[...]
Nuestras fuentes hablan de encuentros y conversaciones de alto nivel con líderes del PP y del PSOE... Nos suena a trabajo de cocina que ha de ocultarse a la ciudadanía navarra porque Navarra es cuestión de Estado...

[Patxi Zamora, porta-voz da Kontuz! (ahotsa)] Ler mais: lahaine.org

Concentração pelos direitos dos presos frente à sede do PP em Iruñea

57 pessoas juntaram-se, esta semana, na habitual concentração das segundas-feiras frente à sede do PP na capital navarra para reivindicar o direito dos presos políticos bascos a viverem em Euskal Herria.

Nas faixas que exibiam, podia ler-se «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira», «La dispersión mata» e «Epaiketa politikorik ez / No a los juicios políticos». / Ver: lahaine.org

Ramón Aldasoro «afastado» de EH
Ontem, a associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos, Etxerat, fez saber que o preso Ramón Aldasoro, natural de Otxandio (Bizkaia), foi transferido da cadeia de Castelló, a 580 km do território basco, para a de Múrcia, que fica a 760 km.

A ETXERAT PUBLICA «RELATÓRIO DE OUTUBRO»
Entre as diversas questões abordadas no mensário, que, como é habitual, dizem respeito aos prisioneiros e aos seus familiares, dá-se destaque ao «Direito à Saúde» e, neste âmbito, a três casos particulares: os de Joxe Miguel Etxeandia, Ibon Iparragirre e Ibon Fernández Iradi. / Ver relatório mensal aqui.

«La lucha hondureña y de Euskal Herria: testimonios de sus propias resistencias»

Berta Cáceres, la referente del COPINH (Consejo Cívico de Organizaciones Populares e Indígenas) y figura relevante de la resistencia hondureña, evidenció este viernes en la Taberna Internacionalista Vasca de Buenos Aires la represión que sufren los movimientos indígenas, campesinos y populares en Honduras a través del actual gobierno, que consolida las doctrinas del régimen golpista. No dejó de lado la injerencia de Estados Unidos, con sus aliados Israel y Colombia, como tampoco la relación de las trasnacionales, el poder y el narcotráfico.
[...]
En la misma cita de la Taberna Internacionalista Vasca de Buenos Aires se reivindicó la lucha en Euskal Herria. En esta oportunidad se ahondó en la situación del movimiento social juvenil e hicieron conocer sus experiencias dos jóvenes vascos: Iker Eizagirre Zufiaurre, de la organización internacionalista vasca Askapena, y Rayco Sánchez, rapero del grupo Norte Apache, con su música vinculada a los movimientos sociales. / Crónica de Ana Guillermina Roca Iturralde em Resumen Latinoamericano

«Comunicado» (14-11-2014), de FARC-EP (Diário Liberdade)
Mente finalmente o general Lasprilla quando pretende que suas tropas possam perseguir, reprimir, bombardear, metralhar, assassinar, sequestrar, ameaçar e realizar todo tipo de ações criminosas contra a inconformidade popular e a insurgência armada, mas condena a legítima resposta que se levanta heroicamente pelo povo da Colômbia.
«Comunicado» (17-11-2014), de FARC-EP (pazfarc-ep.org)
La soberbia de la oligarquía la lleva a pensar que incluso en medio del proceso de paz, posee el derecho de matar y despedazar colombianos, de aterrorizarlos y aplastarlos, sin que estos tengan el menor derecho a responder a sus violencias. Sin cese bilateral de fuego, las que el Presidente llama reglas del juego, no pueden operar solo para las fuerzas del Estado.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Jovens de Ezkerraldea denunciam interrogatórios ilegais e pedidos de colaboração da Polícia

Numa conferência de imprensa realizada, dia 14, frente ao Palácio da Justiça de Barakaldo (Bizkaia), o movimento juvenil de Ezkerraldea (comarca da Margem Esquerda) manifestou a sua firmeza face às diversas práticas ilegais que, denunciou, as forças repressivas têm levado a cabo nos últimos meses.

Os visados são jovens, que são parados na rua por agentes policiais e a quem são feitos interrogatórios ilegais ou é pedida colaboração ou, ainda, que são alvo de perseguição. Para o movimento juvenil, o objectivo destas acções é claro: conseguir informação sobre outros jovens organizados.

O movimento juvenil de Ezkerraldea afirmou que não se irá «acobardar» perante a situação e que responderá com firmeza «à violência deles», continuando «a lutar pela construção de um futuro melhor». Diversas associações da comarca, bem como o sindicato LAB, a Ernai e o Sortu expressaram o seu apoio aos jovens.

Juventude de Ezkerraldea firme! Stop à repressão! [Herrikolore] Ver: topatu.info e argia

O comité solidário de Paris recordou o assassinato de Jon Anza

O Comité de Solidariedade com o Povo Basco de Paris (CSPB - Paris) solidarizou-se este fim-de-semana com os presos da «guerra social» de Villiers-le-Bel (bairro popular nos arredores da capital francesa) e com «todas as vítimas da Polícia». A iniciativa, que incluiu debates, workshops de pintura mural e concertos, contou com a presença de várias associações, de que são exemplo colectivos solidários com o povo palestiniano e colectivos anticolonialistas.

No seu espaço, o CSPB - Paris recordou o assassinato de Jon Anza, bem como a violência policial e prisional contra os militantes de Euskal Herria.

Tendo em conta que, neste momento, sete militantes bascos estão a ser julgados em Paris, o comité revelou que irá organizar uma concentração e um concerto em solidariedade com os presos políticos bascos nos dias 28 e 29, na capital francesa. [Notícia e comunicado aqui.] / Mais informação: askapena.org

Federico Piña: «Contra a crise, organização e acção proletária»

No México o massacre de Ayotzinapa, somado a um longo e trágico historial de violência estatal e mafiosa, despertou uma profunda cólera popular e deu lugar a amplas mobilizações de massa. Manifestam-se sinais de uma crise geral para a qual o actual poder, com o programa e os meios de que dispõe, não tem solução. Mas está ainda em construção a força organizada, revolucionária e de massas, capaz de abrir caminho a uma solução. (odiario.info)

«¡Abajo el régimen! … eh ¿pero qué régimen? (y II)», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
En Nafarroa Garaia hay posibilidad de quebrar una forma de gestionar el poder y los partidos políticos deberían ponerse al servicio de ello y amoldarse para llevarlo a cabo siendo la clase trabajadora navarra la que se ponga al frente, no sola y meramente en un proceso electoral sino en uno de cambio real, para acabar con la impunidad de la clase burguesa y terrateniente

«Baltasar Garzón quiere cerrar esta web» (baltasargarzon.es)
la web Baltasargarzon.es es un repositorio de documentos e informaciones públicas que detallan acciones u omisiones del ex magistrado que evidencian aspectos ocultados en la biografía oficial de Garzón, y que lo dejan alejado de su imagen de defensor de los derechos humanos. Particularmente se detallan en esta plataforma hechos de corrupción, omisión de actuación en materia de torturas a detenidos y colaboración con gobiernos repudiados por sus violaciones a los Derechos Humanos, el último de ellos, el Reino de Marruecos, algo que en los próximos días será publicado.

Manifestaçom em Compostela em defesa da língua

Na manhá de hoje [ontem], e sob um amplo dispositivo policial, dezenas de pessoas manifestarom-se em Compostela para denunciar as políticas linguísticas da administraçom espanhola e galega e exigir a absolviçom das 6 pessoas condenadas a um total de onze anos de prisom por terem participado nos atos de repulsa à manifestaçom espanholista de Galicia Bilingüe na capital galega em 2009.

Minutos depois do meio-dia, a manifestaçom unitária partiu da Alameda compostelana, encabeçada por umha faixa com a legenda «Paremos as políticas de extermínio da nossa língua». Durante o percurso polo centro da cidade, coreárom-se palavras de ordem em defesa da língua e pola independência do nosso país, sempre sob umha forte vigiláncia policial.

A mobilizaçom concluiu na praça do Toural, com a intervençom de Xiana Rodrigues e Óscar Gómez, do organismo popular antirrepressivo Ceivar, quem denunciou a situaçom de retrocesso em que se encontra a nossa língua, que pola primeira vez na história é falada como primeira língua por menos de 50% da populaçom galega, após anos de perda paulatina de falantes. Aliás, pediu a absolviçom das 6 pessoas condenadas por «causar distúrbios» contra a manifestaçom espanholista convocada por 'Galicia Bilingüe' em 2009, para as quais se pede um total de 11 anos de prisom e importantes sançons económicas. Após as intervençons, como fecho, foi entoado o Hino Nacional. / Mais informação: Diário Liberdade / Ver também: lahaine.org

domingo, 16 de novembro de 2014

Debate intenso e homenagem no Lenin Eguna 2014

A Kultur Etxea do bairro operário e combativo de Otxarkoaga, em Bilbo, quase encheu para as celebrações do Lenin Eguna. O debate foi apaixonante e intenso, tendo havido inúmeras intervenções de camaradas e amigos sobre a questão central que se discutia.

Este ano, o debate incidiu na necessidade de criação de uma organização revolucionária no MLNV [Movimento de Libertação Nacional Basco] que faça frente ao reformismo e à social-democracia, e teve como base de discussão o texto «Lenin, contexto y organización» [aqui], de Petri Rekabarren. «A melhor forma de homenagear Lénine é debater sobre uma das bases do marxismo, a análise concreta da realidade concreta», afirma, a propósito, o Boltxe Kolektiboa.

Seguiu-se, como é habitual, a oferenda floral junto ao monumento a Marx e Lénine, que orgulha o bairro de Otxarkoaga. O momento terminou com os presentes a cantarem o «Eusko Gudariak» e «A Internacional», antes do convívio no almoço popular.

O Boltxe salienta a presença, no Lenin Eguna deste ano, de dois amigos irlandeses do Irish Republican Socialist Party (IRSP), «partido revolucionário e socialista que alguma coisa sabe do reformismo», e agradece à comparsa Pa Ya! toda a ajuda prestada.

O Lenin Eguna não terminou com a jornada de ontem em Bilbo, pois estão agendados encontros para Iruñea, Gasteiz e Donostia. / Ver: boltxe.info

Nota: no portal do Boltxe, há várias fotos associadas à notícia, distintas das que aqui se apresentam; estas foram enviadas à ASEH por camaradas que participavam no «Dia de Lénine».

Bilbo clamará pela liberdade dos presos doentes

Um grupo de pessoas que consideram «muito preocupante» a situação dos presos políticos bascos com doenças graves deram ontem, 15, uma conferência de imprensa na capital biscainha para anunciar uma mobilização a favor da sua libertação.

Sublinhando a necessidade de vir para a rua fazer frente à situação em que se encontram os presos com doenças graves e incuráveis, os organizadores da iniciativa convocaram a mobilização para dia 29. Revelaram que a marcha parte às 17h30 do Sagrado Coração e terá como lema «Giza eskubideak errespetatu, heriotza gehiagorik ez. Gaixo dauden presoak, etxean eta bizirik!» [Respeito pelos direitos humanos, mais mortes não. Os presos doentes, em casa e vivos!]. / Ver: Turrune!

Ver também: «O preso político gravemente doente Ibon Iparragirre transferido para a cadeia de Alcalá-Meco» (etxerat.info)

Solidariedade com o Donbass em Bilbo

Na próxima quinta-feira, dia 20, um membro do Comité Basco de Solidariedade com o Donbass dará uma conferência sobre o fascismo na Ucrânia e sobre a resistência popular e antifascista na região do Donbass.

A iniciativa, com início previsto para as 19h00 no Deustuko Gazte Lokala, em Bilbo, é organizada por diversas associações: Komite Internazionalistak, Boltxe kolektiboa, Sare Antifaxista, Askapena, Ernai, Uribarritzen e EH-Donbass Elkartasun Komitea. / Ver: SareAntifaxista

Morreu Jul Bolinaga, fundador dos RIP

Jul Bolinaga morreu ontem à noite, de forma súbita, quando tocava com os The Potes no gaztetxe de Bergara (Gipuzkoa). Jul actuava num concerto de comemoração dos 30 anos da Txapa Irratia, sentiu-se indisposto e caiu desamparado em palco, por volta das 19h30. Os serviços de emergência já não o conseguiram reanimar.

Com o irmão, Txerra Bolinaga, Jul era um dos dois sobreviventes dos Doble Cero, que pouco depois se transformaram nos RIP. No seu período de esplendor, nos anos 80, esta banda de Arrasate (Gipuzkoa) foi pioneira naquilo que ficou conhecido como Rock Radical Basco e teve seguidores em todo o mundo.

Para além de Jul (guitarra) e Txerra (bateria), o quarteto fundador dos RIP era composto por Eduardo Mancebo, Portu (baixo) e Carlos Agirreurreta, Mahoma (voz).

RIP - 25 anos. História viva do punk. Entrevistas Ver: boltxe.info e naiz.info

Leitura: «Siempre está en mi mente!!», de Juanra KOP (lahaine.org)
«Perros que imponen sus putas leyes en las comisarias / Curas predicando mentiras para ganarse la vida / Ministros incontrolados engañan al personal / Y tú que eres un imbécil les sigues por detrás» [...] Eran otros tiempos, me dicen ahora, y yo sonrío porque pienso que pertenecer a una misma clase, trabajadora y combativa no es una cuestión de tiempos que cambian...

sábado, 15 de novembro de 2014

A plataforma «Kalea Denona Da» mobilizou-se contra a repressão e as multas em Nafarroa

Cerca de 200 pessoas participaram esta manhã numa manifestação na Avenida Carlos III, na capital navarra, para protestar contra a repressão a as multas impostas a pessoas e colectivos em Nafarroa. No último ano, o valor das multas ascendeu a 250 000 euros - «uma verdadeira sangria económica», denunciou a plataforma «A Rua é de Todos», que sublinhou também a falta de defesa em que se encontram muitos dos visados.

Entre os multados, há gente que participou em diversas mobilizações, mas também pessoas que se limitavam a estar perto de uma mobilização, sem participar de forma activa.
Vários membros da plataforma deslocaram-se até à Delegação do Governo espanhol em Nafarroa para entregar uma carta à delegada, Carmen Alba, na qual se pede o arquivamento das várias multas.

Denúncia no Parlamento navarro
Ontem, dia 14, representantes da Kalea Denona Da foram ao Parlamento de Nafarroa com o propósito de denunciar a repressão económica que a Delegação do Governo espanhol está a impor a quem se manifesta nas ruas, pelas mais variadas razões. Ver: lahaine.org e ahotsa.info

Dia 23, a Txantrea manifesta-se contra os julgamentos políticos

Dezenas de habitantes do bairro iruindarra (pamplonês) da Txantrea deram hoje uma conferência de imprensa para convidar o povo a participar na manifestação contra os julgamentos políticos que convocaram para dia 23.

A mobilização parte às 17h30 da Praça Sabicas sob o lema «Por el derecho de hacer política en libertad. Izaskun, Ander, Arantza eta auziperatu guztiak libre». [Pelo direito a fazer política em liberdade. Izaskun, Ander, Arantza e todos os arguidos livres] Pediram às pessoas que apareçam com roupas cor-de-laranja e elementos reivindicativos dessa cor: cartazes, faixas, balões, etc.

Lembraram que a 22 de Setembro começou na AN espanhola o julgamento de 28 jovens, dois deles do bairro - Izaskun Goñi e Ander Maeztu -, para quem se pede seis anos de prisão por alegada pertença à Segi. Esta semana, soube-se «que uma outra moradora do bairro, Arantza Santesteban, será julgada a partir de 12 de Janeiro, pela sua ligação ao Batasuna. Há ainda mais três pessoas no bairro imputadas - Floren Aoiz (no processo das herrikos), David Soto (da Askapena) e Sergio Labayen (do Herrira) - que também querem mandar para a cadeia».

Para além disso, a AN decretou o embargo dos bens da Zurgai Herriko taberna e dezenas de habitantes da Txantrea continuam a ser alvo de coacção, seguimentos e espionagem por parte da Polícia, recordaram.

Sublinhando o papel da AN espanhola como tribunal de excepção, bem como o facto de, com estes julgamentos, se estar a criminalizar as ideias, afirmaram: «Não podemos consentir que as pessoas sejam perseguidas por trabalharem num partido político ou no movimento popular.» / Ver: Txantreako Herri Harresia e naiz.info

Pepe Escobar: «O mistério de Kobane»

Em Kobane trava-se um combate desesperado entre os curdos sírios e o Estado Islâmico (ISIS). O que está em causa não é apenas a resistência contra esta força fundamentalista e fascista. É a defesa de uma experiência de gestão política dirigida fundamentalmente pelo PYD, o ramo sírio do PKK turco. E isso explica a traição da «comunidade internacional» a essa resistência. (odiario.info)

«Un enfoque determinante en Palestina», de Txente REKONDO (Resumen Latinoamericano)
Como apuntaba recientemente un periodista británico, la actual fotografía nos puede mostrar en un futuro cercano «un pueblo ocupado, que ante la destrucción sistemática de su país y la negación de sus derechos, ha decidido utilizar la violencia».

«Homeland»: surf, cultura e língua bascas

Curta-metragem de 2013
Homeland from www.KORDUROY.tv on Vimeo.
Homeland é uma curta-metragem do surfista e realizador norte-americano Cyrus Sutton sobre a cultura e a língua bascas, as suas origens e idiossincrasias. Hoje, o surf também faz parte dessa cultura ligada ao mar, e o norte-americano mostra-o nesta peça, gravada ao longo de 15 dias por toda a costa basca, de Biarritz a Bilbo. O documentário, realizado no âmbito do Dia Internacional do Euskara, contou com o apoio do Instituto Basco Etxepare. / Mais informação em surfilmfestibal.com e margruesa.com

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Penas de prisão e multas para participantes no «muro popular» de Ondarroa

Cinco participantes no chamado muro popular da ponte (zubi harresia), que se formou em Ondarroa em Maio de 2013 para apoiar Urtza Alkorta e dificultar a sua detenção, foram julgados no tribunal da Rua de Buenos Aires, em Bilbo. Quatro eram acusados de «atentado à autoridade» e um de «desordens públicas». Os primeiros foram condenados a um ano de cadeia (que não têm de cumprir por falta de antecedentes). Para além disso, os cinco têm de pagar multas que ascendem a 4830 euros.

O julgamento começou a 23 de Setembro e foi adiado a 13 de Outubro por falta de comparência de dois ertzainas. Na altura, o Ministério Público pediu dois anos de cadeia para quatro dos arguidos e uma multa de 8850 euros para os cinco.

No julgamento, os visados pela repressão dos agentes ao serviço do capitalismo basco-espanhol afirmaram que resistiram de forma passiva e que as imagens daquele dia «não podiam ser mais esclarecedoras». O movimento Eleak, por seu lado, critica a sentença e responsabiliza o Governo de Gasteiz pelo processo judicial, ainda para mais assente em mentiras. Diversas pessoas que participaram em muros populares encontram-se à espera de julgamento; o caso mais recente é o de Loiola, no qual foram imputadas duas pessoas.

MAIS REPRESSÃO BASCO-ESPANHOLA
A Ertzaintza foi hoje a casa do ex-preso político Juan Carlos Estévez, Melli, no bairro Altza (Donostia) para o prender, mas não o encontrou, revelaram a Ernai e o movimento Eleak. O natural de Orereta (Gipuzkoa) passou 16 anos na prisão, nos estados espanhol e francês, e agora o Supremo Tribunal espanhol confirmou a pena de três anos a que foi condenado no âmbito de outro caso. A Ernai afirmou que «estes esquemas jurídicos de vingança» não levam a lado nenhum e o Eleak criticou a Ertzaintza por «continuar a fazer o trabalho sujo da AN».

Xabier Fernández de Gamarra, detido em Gasteiz
Ontem, a Ertzaintza prendeu o gasteiztarra Xabier Fernández de Gamarra para cumprir sete meses de pena, facto que o Eleak denunciou. Em Abril, Xabi foi condenado a dois anos e meio de cadeia na AN espanhola; o recurso que apresentou foi indeferido. / Ver: topatu.info, Berria e argia

Os presos do EPPK vão apresentar queixas individuais na AN contra a dispersão

Os membros do Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK na sigla em basco) vão recorrer a uma nova via para solicitar a aproximação a prisões de Euskal Herria, informou a Radio Euskadi. É a primeira vez que um grupo de presos recorre à via judicial, apresentando queixas individuais ao juiz de Vigilância Penitenciária, José Luis de Castro, nas quais denunciam a dispersão como uma violação dos direitos humanos.

De acordo com a EiTB, numa primeira fase serão 50 os presos a apresentar este tipo de queixas; cada um envia o seu próprio documento, no qual dá a conhecer o seu caso e explica por que a dispersão viola os seus direitos, e solicita a aproximação a Euskal Herria. A estes primeiros 50 dever-se-ão juntar outros presos do Colectivo numa fase posterior.

Entre Março e Junho, os presos políticos bascos fizeram uma primeira investida individualizada contra a dispersão, solicitando ao director de cada prisão a transferência para a cadeia de Zaballa (no caso dos encarcerados no Estado espanhol) e para cadeias mais próximas do País Basco (no caso do Estado francês). As respostas que receberam foram todas negativas. / Ver: argia e Berria

Ver também: «Advogados dos presos: "Não pedem benefícios, mas direitos"» (pakitoarriaran.org)
Iñaki Goioaga e Haizea Ziluaga, dois dos advogados dos presos políticos bascos que recorreram à via judicial contra a dispersão, explicaram a iniciativa esta manhã em Bilbo, acompanhados por alguns familiares dos presos.

CGTP-IN: «13 de Novembro - Um momento alto da luta contra a exploração e o empobrecimento»

A intervenção dos trabalhadores na discussão e definição das reivindicações e decisões quanto às acções a desenvolver foi determinante para o impacto que este dia teve na generalidade das empresas envolvidas.
Neste quadro, para além das adesões significativas verificadas na esmagadora maioria dos locais de trabalho, é de realçar os resultados entretanto obtidos, como o aumento dos salários e a marcação de reuniões, nos próximos dias, com administrações de várias empresas. Ver [com documento de balanço e fotos]: cgtp.pt

«Que todos os muros gritem: viva o camarada Prestes!», de PCB/RS (pcb.org.br)
Sob o pretexto de «comemorar» a queda do Muro de Berlim, algumas dezenas de pessoas se reuniram, no último sábado, em frente ao Memorial Luiz Carlos Prestes (ainda não inaugurado), em Porto Alegre. Empunhavam faixas e cartazes pedindo a volta da ditadura empresarial-militar, a derrubada do Memorial, ofensas como «assassino» a Prestes, além de inscrições como a suástica e símbolos de organizações de extrema-direita brasileira

Su Ta Gar - «Gau iluna amaitu da»

Gravado ao vivo no Plateruena, em Durango (2009). Gora Euskal Herria askatuta! [Hitzak / Letra]

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Não abranda a luta dos trabalhadores do Osakidetza

A 13 de Outubro, os sindicatos que representam os trabalhadores do serviço público de saúde da Comunidade Autónoma Basca decidiram marcar cinco dias de greve, em defesa do emprego público de qualidade e contra a política de cortes e de desinvestimento no sector. A primeira jornada de luta teve lugar há uma semana nos três territórios da CAB. Hoje, fizeram greve os trabalhadores de Araba.

Numa nota, o LAB faz uma avaliação muita positiva da greve nos hospitais e centros de saúde públicos do território de Araba e dá exemplos disso; afirma, contudo, não poder avançar com dados concretos relativos à adesão, em virtude dos abusivos serviços mínimos impostos e não tendo ainda conhecimento do que se passava no turno da tarde; revela que foi forte a participação nas concentrações convocadas para outros herrialdes.

Em causa está a destruição de 3000 postos de trabalho nos últimos anos, o aumento da precariedade, a degradação das condições de trabalho e o aumento da carga laboral. Os sindicatos exigem uma outra política para o sector da saúde, com maior investimento e a criação de emprego público de qualidade.

De manhã, realizou-se uma manifestação em Gasteiz e houve várias concentrações nos territórios de Gipuzkoa e da Bizkaia, que recebem o testemunho da luta (greves de 24 horas) nos dias 20 e 27, respectivamente. Se nada mudar no figurino negocial, que parece estar num impasse, realiza-se ainda uma greve de 24 horas no dia 4 de Dezembro em todos os territórios da CAB. / Ver: Berria, LAB e aseh

Em Nafarroa: «Trabalhadores do CHN fizeram paralisação "para denunciar penosas condições de trabalho"» (ahotsa.info)
Dezenas de trabalhadores do Complexo Hospitalar de Navarra concentraram-se, hoje, às 14h00, frente ao edifício Príncipe de Viana, aderindo à paralisação de uma hora convocada pelo sindicato LAB.

UPN entrega Medalha de Ouro de Nafarroa ao «construtor» do Vale dos Caídos

O Governo da UPN vai entregar, a título póstumo, a Medalha de Ouro de Nafarroa a Félix Huarte, figura com estreitas ligações ao franquismo e a cuja empresa Huarte y Compañía, acusada de ter crescido à custa do trabalho escravo dos presos do fascismo, foi adjudicada a construção do Vale dos Caídos. A distinção será partilhada com Miguel Javier Urmeneta, que lutou contra os soviéticos na Divisão Azul, ao lado dos nazis, e foi presidente da Câmara de Iruñea durante o franquismo.

O Governo da UPN justifica a atribuição do galardão, que será entregue às famílias dos distinguidos a 3 de Dezembro, Dia de Nafarroa, com o facto de ambos terem sido promotores de um plano de industrialização do território. / Mais informação: Gara

ROUBADA A PLACA EM MEMÓRIA DE MIKEL ARREGI
Mikel Arregi, vereador do Herri Batasuna em Lakuntza, foi morto a tiro pela Guarda Civil, a 11 de Novembro de 1979, quando viajava de automóvel entre Etxarri-Aranatz e Bakaiku (Nafarroa). Familiares seus aperceberam-se de que a placa em sua memória fora roubada quando foram ao local colocar um ramo de flores, na terça-feira, por ocasião do 35.º aniversário do assassinato.

Tanto a placa como o monumento do escultor José Ramón Anda, também evocativo do acontecimento e existente na mesma praça de Etxarri, foram alvo de diversas acções de sabotagem. A placa agora roubada foi ali colocada o ano passado, depois de a anterior também ter sido roubada. A escultura foi atacada por diversas vezes, duas delas com recurso a artefactos explosivos. / Ver: SareAntifaxista / Mais informação: ahotsa.info e guaixe.net

Maité Campillo: «Lenin, el águila de las montañas»

En la fecha señalada me encontraba en Moscú, acompañaba un grupo numeroso, mayoría gipuzkoanos, bizkainos y mas culturas; aún se podía disfrutar en determinados ambientes un oxígeno que pudo haber sido en tiempos de Lenin, y conocer lo que aún merecía la pena conocer por su rebosante sensibilidad receptiva y cariño: al pueblo moscovita, su historia, su cultura; en una palabra, lo que aún quedaba del glorioso octubre rojo (boltxe.info)

«Enaltecimiento y encubrimiento del fascismo», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
«Intento comunicar, pero nadie contesta. Deben estar en la iglesia peleándose como leones. ¡J-3 para J-1! ¡J-3 para J-1! Manden fuerza para aquí. Ya hemos disparado más de dos mil tiros. ¿Cómo está por ahí el asunto? Te puedes figurar, después de tirar más de mil tiros y romper la iglesia de San Francisco. Te puedes imaginar cómo está la calle y cómo está todo. ¡Muchas gracias, eh! ¡Buen servicio! Dile a Salinas, que hemos contribuido a la paliza más grande de la historia. Aquí ha habido una masacre. Cambio. De acuerdo, de acuerdo. Pero de verdad una masacre». [Excerto das comunicações entre grises no Massacre de 3 de Março de 1976]

«Los poetas Roque Dalton y Alejandro Haddad recordados en la Taberna Internacionalista Vasca»

[Título completo da crónica: «Los poetas Roque Dalton y Alejandro Haddad fueron recordados en una emotiva actividad en la Taberna Internacionalista Vasca»] Con la proyección del excelente documental «Fusilemos la noche», realizado por Tina Leisch, que historia la riquísima vida del poeta y guerrillero salvadoreño Roque Dalton, comenzó el viernes pasado una nueva convocatoria de Cátedras Bolivarianas en la Taberna Internacionalista Vasca. Organizado por Resumen Latinoamericano, el evento reunió al escritor y filósofo Néstor Kohan, a la actriz salvadoreña Isabel Quinteros, y a los jóvenes poetas argentinos Juan Manuel Piñeyro y Marliese Muro Cash, quienes abordaron a Dalton desde sus distintas facetas. / Ler: EHL Argentina

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Programa da HispanTV sobre os protestos contra Garzón na Argentina

Existe um número crescente de pessoas na Argentina e noutros países da América Latina que denunciam a sua participação na repressão sobre os povos basco e catalão, a sua colaboração com o regime colombiano de Álvaro Uribe, a sua responsabilidade no encerramento de meios de comunicação e no encarceramento de jornalistas O antigo juiz espanhol Baltasar Garzón aparece hoje ao mundo como um jurista reconhecido e de renome. Participou em várias processos de grande relevância internacional relacionadas com os direitos humanos. É o defensor de Julian Assange e assessor de vários governos.

No entanto, existe um número crescente de pessoas na Argentina e noutros países da América Latina que denunciam a sua participação na repressão sobre os povos basco e catalão, a sua colaboração com o regime colombiano de Álvaro Uribe, a sua responsabilidade no encerramento de meios de comunicação e no encarceramento de jornalistas.
A HispanTV convidou duas delas para irem ao programa «Continentes» falar sobre estas práticas, este lado menos conhecido e não revelado pelos grandes meios. / Ver: askapena.org

Noticias relacionadas:
Escrache a Garzón (16/09/2013) / Escrache a Garzón (21/09/2013)

Escrache a Garzón (20/10/2013) / Escrache a Garzón (30/11/2013)

Distribuição de panfletos na entrega do «Prémio à Liberdade de Expressão» a Garzón

Reportagem da HispanTV sobre os escraches a Garzón

Blog com informação sobre a figura de Garzón

Começa a 12 de Janeiro o julgamento dos incriminados na operação de Segura

A Audiência Nacional espanhola marcou para 12 de Janeiro o início do julgamento de 35 pessoas incriminadas na sequência da operação contra a esquerda abertzale levada a cabo pela Polícia espanhola, em Outubro de 2007, em Segura (Gipuzkoa), e decretada pelo juiz-estrela Baltasar Garzón.

A operação contra a esquerda abertzale que teve início a 4 de Outubro de 2007 com a detenção de 23 pessoas, após uma reunião realizada em Segura (Gipuzkoa), foi o começo de um processo que se arrastou mais sete anos até ao julgamento no tribunal de excepção, agora anunciado, e no qual são arguidas 35 pessoas.

Acusados de pretenderem «reconstruir» a mesa nacional do Batasuna e da prática de «actividades ilegais», os imputados devem ser julgados ao longo do mês de Janeiro, em oito sessões, agendadas para os dias 12, 13, 14, 19, 20, 21, 29 e 30. É, contudo, previsível que o julgamento se prolongue para lá das datas marcadas pela AN espanhola.

A operação foi decretada por Baltasar Garzón, estando no governo o PSOE - Zapatero era o primeiro-ministro e Rubalcaba o ministro do Interior. / Ver: naiz.info e Berria

«KUTXABANK, la batalla continúa»

[Leitura realizada pela Plataforma contra a privatização do Kutxabank, numa conferência de imprensa que hoje teve lugar em Bilbo] El objetivo de semejante expolio es que el capital privado se apropie de la mayor parte de las acciones de Kutxabank. Si esto ocurre, más de 40.000 millones de euros del ahorro vasco serán gestionados en función de los intereses de accionistas especuladores. Para facilitar este camino, se ha arrebatado el control público y social sobre las decisiones de Kutxabank, su política de inversiones y su modelo de integración en el tejido económico y social vasco.
[...] Hay que revertir de inmediato el proceso que nos ha llevado a este callejón sin salida, porque se puede hacer, hay margen para ejecutarlo y la sociedad y la economía vasca lo necesitan con urgencia

Em Bilbo e Gernika, encontro de exilados perseguidos pelo Estado e o paramilitarismo colombiano

Começa amanhã, 13, e prolonga-se até dia 15, em Bilbo e Gernika, o encontro de exilados perseguidos pelo Estado e o paramilitarismo colombiano, no âmbito do qual se realizarão as Primeiras Jornadas Constituintes pela Paz com Justiça Social, coordenadas a nível europeu, e se irá debater a situação dos exilados na Europa.

Para este efeito serão formados diversos grupos de trabalho e haverá diversos debates e conferências. No dia 15, o programa da tarde, que inclui um almoço popular, o acto político final e concertos, terá lugar em Gernika. / COMUNICADO dos exilados políticos e PROGRAMA do encontro: askapena.org

ENTREVISTA ao refugiado político Alberto Pinzón Sánchez
O programa «Kalegorrian» de hoje centrou a sua atenção nos diálogos de paz que há vários meses as FARC-EP e o Governo colombiano mantêm em Havana e no encontro de exilados perseguidos pelo Estado e o paramilitarismo colombiano que amanhã começa em Bilbo. (Info7 Irratia)

terça-feira, 11 de novembro de 2014

O jovem Imanol González, de Karrantza, foi absolvido pelo Supremo espanhol

O caso de Imanol assume natural destaque: o natural de Karrantza (Bizkaia) foi condenado, pela AN espanhola, a um ano de cadeia, em Janeiro deste ano, sendo acusado de colocar um artefacto explosivo num autocarro na greve geral de 29 de Março de 2012. O Ministério Público pedia cinco anos. Hoje, o Supremo Tribunal absolveu-o, considerando que o jovem foi condenado sem provas - apesar de a Ertzaintza «ter arranjado» inúmeras. Com a decisão do Supremo, razão foi dada a quem, desde o início, denunciou a «montagem policial».

Imanol foi detido a 18 de Setembro de 2012 em Balmaseda (Bizkaia) e recebeu ordem de prisão. Foi libertado em Janeiro de 2013, depois de pagar 30 000 euros de fiança. Houve muitas mostras de apoio a Imanol (do mundo sindical, da esquerda abertzale, do movimento juvenil) e, a dada altura, foi constituída a plataforma «Imanol Libre».

Membros desta plataforma solidária com o jovem denunciaram o facto de que todo o processo era uma «montagem policial» e sublinharam que Imanol se tornou um alvo porque estava incluído nas chamadas «listas negras». «Os ertzainas associaram Imanol ao explosivo através dos seus antecedentes pessoais», afirmaram os que assistiram ao julgamento. «Durante um mês, seguiram-no de forma apertada, esperavam-no de manhã e à tarde à entrada de casa».

Para além disso, sublinharam contradições de monta por parte dos polícias no julgamento e anotaram alguns dos seus depoimentos... ilustrativos:
- «Tinha um pau com uma inscrição da Segi ou da ETA, não sei. Ou talvez fosse Ernai.» [Esta última organização nem sequer existia, mas era uma coisa ou outra... ou outra ainda.]
- «Tinha paus de incenso em casa para usar como retardador em artefactos incendiários.»
- «Em 2007 foi identificado quando afixava cartazes da Segi. Já era suspeito.»
- «Com os amigos que tem, era suspeito.»
- «Era do meio radical. Afixava cartazes da Jarrai.» [A Jarrai dissolveu-se em 2000; Imanol nasceu em 1988.]
- «Encontrámos parafusos em sua casa, material que pode ser usado como metralha.»
- «A estrela vermelha de cinco pontas sempre foi da Segi.» / Ver: topatu.info

Iñaki Gil de San Vicente: «Debate sobre cuatro cuestiones urgentes»

La ideología burguesa es la ideología dominante porque el capitalismo, sobre todo el Estado burgués, dedican ingentes recursos de toda índole para marginar la ideología obrera, atacando al socialismo, falsificando la historia y reprimiendo cualquier lucha obrera y popular que pueda vencer y así demostrar que el socialismo es factible. Pero, además, la ideología burguesa cuenta con el inestimable apoyo de su versión pequeño burguesa, o si se quiere de la ideología pequeño burguesa que es una versión de la de su hermana mayor, la burguesía, pero adaptada a las condiciones de la hermana menor. (BorrokaGaraiaDa)

«Sobre o ataque à Linha Justa a pretexto do combate ao sectarismo», de João VILELA (odiario.info)
«Chegar às pessoas» é um dever dos anticapitalistas: se for para as mobilizar, as organizar, e as levar a tomar em mãos a tarefa histórica de construir o socialismo. Chegar a elas para lhes arrebanhar o voto, vendendo a ilusão em reformas, vendendo a ilusão em remendos, vendendo a tese de que um qualquer Governo lhes entregará o socialismo já feito sem nunca lhes termos sequer falado em socialismo tem um nome, e esse nome é oportunismo.