quinta-feira, 24 de julho de 2008

Eguzki, 20 anos a defender a Terra - ‘Ama Lurra’

Para ficar a conhecer melhor a Eguzki – Euskal Herriko Talde Ekologista (uma associação ecologista de referência no País Basco) e os seus 20 anos de activismo face às agre$$õe$ e impo$içõe$ de um capitali$mo cada vez mais voraz.

Vídeo em euskara: Eguzki_20_urte

Arquivam também a denúncia de tortura de Xabier Oleaga

Vídeo sobre o encerramento do diário Egunkaria (de que Xabier Oleaga foi subdirector e Iñaki Uria, conselheiro), há cinco anos, no qual se podem ver também os grandes protestos que se seguiram, as alegações de tortura pela voz de Martxelo Otamendi – à saída do inferno! – e um excerto de reportagem sobre a cerimónia evocativa que decorreu este ano, a 20 de Fevereiro, em Andoain, EH.

Na terça-feira ficou-se a conhecer a decisão relativa à denúncia de Iñaki Uria. Ontem foi emitido o mesmo parecer sobre a de Xabier Oleaga: arquivamento definitivo nos tribunais ordinários espanhóis. Em ambos os casos, os juízes retiram qualquer credibilidade aos relatos de tortura.

O Torturaren Aurkako Taldea (TAT) criticou ontem “a irresponsabilidade” dos tribunais de instrução espanhóis, ao mesmo tempo que exigiu “que se investiguem tanto estes como os restantes casos de tortura” denunciados por cidadãos bascos.
O motivo dessa apreciação residia na decisão da Sala 2 da Audiência Provincial de Madrid, que decretou o arquivamento definitivo da investigação das torturas denunciadas pelo ex-responsável do Egunkaria, Xabier Oleaga, um dos detidos na operação de 2003 que levou ao encerramento político-policial desse diário.
Como recordou o TAT, Oleaga foi detido pela Guarda Civil e permaneceu sob incomunicação, período no qual, como ficou registado no Tribunal número 50 de Madrid, foi sujeito a torturas por parte dos agentes da instituição armada. Esse tribunal ordenou o arquivamento do processo a 19 de Setembro de 2006, o que levou a representação legal de Oleaga a apresentar os recursos correspondentes.

Agora, a Audiência Provincial uniu esforços com o Tribunal de Instrução, afirmando que a investigação dos factos denunciados se efectuou conforme a legalidade e que “não existem indícios de tortura”.
Na terça-feira ocorreu o mesmo com a tramitação da denúncia efectuada por Iñaki Uria, detido, mantido sob incomunicação e torturado às mãos da Guarda Civil, como relatou na altura. Factos que o levaram a fazer a denúncia correspondente e que, numa primeira fase, foram apreciados no Tribunal de Instrução número 1 de Donostia. A defesa dos guardas civis acusados conseguiu que o caso fosse transferido para Madrid, onde foi decidido o seu arquivamento.

Fonte: Gara

Júbilo em vez de reflexão

À enésima desarticulação de uma estrutura da ETA sucede-lhe, de forma indefectível, uma cascata de reacções de satisfação. Voltamos, pois, a ouvir que os militantes são cada vez mais jovens e inexperientes; que o tempo que medeia entre o ingresso na ETA e na prisão se reduz a cada dia que passa; que é assim que se fazem as coisas e não com preços políticos; que os membros dessa organização, como no inferno de Dante, devem perder toda esperança para lá de uma condenação penal que já transformaram em perpétua. Também voltamos a ouvir as palavras de alento e felicitação à Guarda Civil e o júbilo de quem proclama – também pela enésima vez – o isolamento e o repúdio social pelo independentismo basco. E os jornais especializados em contra-insurreição voltarão a encher páginas com novos organigramas, com nomes de guerra e perfis cozinhados nos departamentos mais sinistros dos serviços de espionagem.

Voltarão, pois, por onde estavam acostumados, no afã de animar a sua clientela e tornar a vender um romance que, como os de Marcial Lafuente Estefanía, é uma cópia do anterior e do anterior ao anterior. Quantos comandos ou “complexos” desarticularam? Quantas “cúpulas” desbarataram? Quantos “números um” caíram? Quantos chefes do “aparato militar”, da “logística”, das “finanças”? E, contudo, a realidade, teimosa, apresenta-nos outra imagem. Quarenta anos depois de um grupo de jovens ter pegado em armas em demanda de liberdade, a renovação geracional não se interrompeu nem um instante e, com os altos e baixos próprios desse tipo de organizações, a ETA continua aí, com a sua prática armada, a sua proposta política e uma oferta que alguns de nós cremos sincera, para pôr fim à confrontação mediante as únicas armas que deviam ser efectivas em política: a negociação e o reconhecimento dos direitos de um povo que resiste a ser assimilado até à sua anulação.

Melhor fariam os que andam a repicar sinos se reflectissem sobre tudo isto. Mesmo que seja só para pôr fim a tanto sofrimento. O de todos.

Martin GARITANO

Fonte: Gara

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Ofensiva contra a esquerda ‘abertzale’: AN convoca mais de 30 independentistas a declarar como acusados

AN convoca mais de 30 independentistas a declarar como acusados, no sumário para ilegalizar o EHAK (Tasio_Gara)

Numa conferência de imprensa concedida hoje em Bilbau, Tasio Erkizia e Idoia Ibero, acompanhados por pessoas representativas da esquerda abertzale, deram informações sobre o novo ataque que a Audiência Nacional espanhola planeia contra a esquerda abertzale.
De acordo com Erkizia, mais de 30 independentistas foram convocados para prestar declarações como acusados a 1 de Setembro. Os participantes na conferência situaram estas convocatórias dentro da ofensiva que o PSOE está a levar a cabo contra a esquerda independentista. Além disso, Erkizia recordou que o Supremo Tribunal fez de Agosto um mês laboral para “comunicar” a sentença de ilegalização da EAE-ANV [Acção Nacionalista Basca] e do EHAK [Partido Comunista das Terras Bascas], porque, segundo disse, a decisão já está tomada pelo Governo, e os juízes limitar-se-ão unicamente a pôr o “celofane jurídico”.
E lembrou que são várias as causas pendentes para Setembro, entre as quais estão o processo contra o Movimento Pró-Amnistia ou a Udalbiltza.
Erkizia insistiu em que, apesar de tudo, o Governo não vai conseguir acabar com a esquerda abertzale – é que lhe vai acontecer o mesmo que a Felipe González, que “criou os GAL com o objectivo de fazer desaparecer a esquerda abertzale” e não o conseguiu, e isto porque, como disse, os problemas políticos nunca podem ser solucionados pela via policial.

«Caça às bruxas»

Fez ainda referência à reunião de hoje entre Mariano Rajoy e o presidente do Governo espanhol, e mostrou-se bastante seguro de que um dos temas a tratar seria “um novo pacto contra a esquerda independentista”. Nesse sentido, acrescentou que “encontrarão aqui um colaborador muito valioso, o PNV, que demonstrou, pese todo o enfrentamento fictício (aludindo ao projecto de lei de consulta), ir de mão dada com o PSOE”.
Porquê esta caça às bruxas contra a esquerda abertzale?”, questionou-se. “Porque a esquerda abertzale tem um projecto factível e possível: a Proposta de Marco Democrático”, disse, insistindo na ideia de que o PSOE e o presidente do Governo espanhol vão “fracassar” se pretendem acabar com a esquerda independentista através do “GAL jurídico”.
Na sequência disto, Erkizia recordou que “30 anos de autonomismo não serviram para resolver o conflito nem desenvolver Euskal Herria como povo, nem o «Amejoramiento» e o Estatuto são instrumentos válidos para tal”.
“O que conseguiram foi que todos os aparelhos franquistas continuem a subsistir, e de muito boa saúde”, finalizou.

«Guerra de tribunais»

A Askatasuna considera que a convocatória de 30 militantes independentistas corresponde à “guerra de tribunais” que o Governo do PSOE está a levar a cabo no contexto da “estratégia repressiva” contra o independentismo basco.
No seu parecer, a Audiência Nacional é “a maior garantia das violações de direitos que se verificam em Euskal Herria”, pelo que esta “guerra de tribunais não tem nenhuma legitimidade para convocar, interrogar e julgar cidadãos bascos”.
Como tal, exige a “extinção imediata” deste tribunal, e pediu à cidadania que mostre o seu “apoio e a sua solidariedade” a todas as pessoas que são “atacadas” pela Audiência Nacional.

Fonte: Gara

Presidente do Governo espanhol anuncia acordo com líder da oposição contra militantes ‘abertzales’


O presidente do Governo espanhol, do PSOE, anunciou em conferência de imprensa, em Madrid, após reunião de duas horas com o líder da oposição, do PP, um acordo que, entre outros pontos, inclui a solicitação às administrações públicas da retirada de símbolos estabelecidos em lembrança de militantes abertzales, bem como uma reforma da lei relacionada com o património destes últimos.
Fonte: Gara

É o regime de incomunicação que possibilita a tortura



As imagens da operação da Guarda Civil na Bizkaia, na Galiza e na Andaluzia fazem lembrar as de tantas outras operações anteriores. Sem ir mais longe, os empurrões para meter os detidos nos veículos da instituição militar lembram os das inspecções dos domicílios de Igor Portu e Mattin Sarasola, em Lesaka, por exemplo. Para além disso, as declarações dos diferentes responsáveis políticos parecem cópias de outras feitas naquelas ocasiões. Por exemplo, as realizadas depois de cada operação contra o denominado «comando Bizkaia».

No exacto momento em que grupos especiais da Guarda Civil se preparavam para assaltar os domicílios dos detidos ontem de madrugada, chegavam notícias do âmbito jurídico referentes a casos de torturas ocorridos em operações como as mencionadas. Por um lado, um tribunal de Madrid determinava que no caso do conselheiro-delegado do Egunkaria, Iñaki Uria, a imputação de quatro guardas civis ordenada por uma juíza de Donostia não tinha fundamento e, como tal, que a denúncia ficava definitivamente arquivada. Por outro lado, o Tribunal Constitucional espanhol sentenciava recentemente que, no caso do jovem navarro Mikel Soto – do mesmo modo que ocorreu anteriormente com Alberto Viedma, ambos detidos na mesma busca policial –, o juiz que tinha instruído a sua denúncia não tinha realizado todas as provas possíveis e pertinentes antes de arquivar a sua acusação de tortura.

Esses casos tiveram grande repercussão social na sua época, e o sinal contrário dessas sentenças não irá alterar o convencimento da grande maioria das cidadãs e dos cidadãos bascos, que crê firmemente que em todos esses casos, e em muitos outros, os detidos sob a «lei antiterrorista» foram torturados. E, entre outras razões, acreditam que o foram porque essa lei estabelece um sistema opaco em que se permite tudo o que garanta que, excepto em raras ocasiões, esses maus tratos e essas torturas não possam ser provados. Nem que seja só por isso, os responsáveis políticos conscientes deste facto deveriam moderar um pouco mais os seus relatos de guerra.

Fonte: Gara

Sete dos nove detidos de ontem foram transferidos para Madrid

De acordo com um canal basco, a Guarda Civil teria realizado a noite passada novas inspecções em Getxo e Ezcaray (La Rioja), relacionadas com a operação policial contra a ETA ontem levada a cabo. Para além disto, e citando fontes da agência Vasco Press, a Euskadi Irratia informou que a Guarda Civil estaria à procura de uma décima pessoa, que tentou deter ontem no seu domicílio, em Getxo, mas sem a ter encontrado.

Protocolo especial
De acordo com informações avançadas pelo Torturaren Aurkako Taldea (TAT), o juiz da Audiência Nacional espanhola Baltasar Garzón teria ordenado a aplicação aos detidos do protocolo especial, por ele mesmo criado em 2006, cujo objectivo seria prevenir a ocorrência de qualquer abuso durante o seu cativeiro, enquanto permanecem em regime de incomunicação.
Com esta medida os familiares dos detidos deveriam estar informados a todo o momento, os detidos teriam que receber todos os dias a visita do seu médico de confiança, e todo o período de incomunicação deveria ser gravado com videocâmaras.
As mesmas fontes referiram que os médicos de confiança já se encontram em Madrid à espera de prestar atendimento aos presos. Estas visitas realizar-se-ão na companhia dos médicos forenses da Audiência Nacional, que, até ao momento, já fizeram duas.

Detidos
Sete dos detidos encontram-se já em dependências policiais de Madrid, enquanto se espera que os outros dois também cheguem. Todos eles permanecem em regime de incomunicação, sob a alçada da Guarda Civil. A Askatasuna e o Torturaren Aurkako Taldea (TAT) alertaram ontem para o perigo de tortura que essa prática implica.

Um detido na sequência da mobilização de Algorta
A Ertzaintza deteve ontem, após a mobilização ocorrida em Algorta, um homem de 42 anos, a quem acusa de lançar pedras, segundo informou a Askatasuna.
O detido relatou que, quando a Ertzaintza começou a empurrar as pessoas para que estas abandonassem o lugar, ele se encontrava no passeio. As pessoas começaram a correr, mas ele continuou a andar, e foi quando um ertzaina lhe disse “tu, corre”, e lhe deu com o cacetete nas costas. Posteriormente, atiraram-no para o chão e continuaram a bater-lhe. Levantaram-no, e um dos agentes disse “detenham-no”, e levaram-no, “assim, sem mais”.
Durante a noite, teve que ser transportado para o Hospital de Cruces, para receber tratamento, e já hoje de manhã recebeu a visita de um forense. Saiu em liberdade condicional, algumas horas depois. A Ertzaintza acusa-o de um delito de “atentado à autoridade”, pelo qual será julgado.

Fonte: Gara

terça-feira, 22 de julho de 2008

Fernand David não era um polícia espanhol

Há alguns dias morreu o comissário Juan Antonio Gil Rubiales, responsável pela detenção e pelas torturas sofridas por Joxe Arregi, em 1981. Foi condenado por esses factos, mas logrou esquivar-se à sua responsabilidade, foi condecorado e premiado, e prosseguiu com a sua carreira. Quando o enterraram, acompanhou o seu féretro uma guarda de honra policial. Gil ingressou na polícia espanhola em 1971, no franquismo. Como todos os outros polícias da ditadura, não teve problemas para se converter em polícia da “democracia”. As forças policiais não foram depuradas, ninguém foi julgado e, claro, todos os crimes do franquismo ficaram impunes.

Um final muito diferente do de Gil Rubiales foi o de Fernand David, o responsável pela primeira Brigada Especial francesa, colaboradora dos ocupantes nazis de Paris. Os seus homens – e ele mesmo de um modo especialmente cruel – espalharam o terror entre os resistentes à invasão. Dizem que até a Gestapo aprendeu com eles técnicas de tortura, algumas das quais aparecem, significativamente, nas denúncias de detidos pelas diferentes polícias espanholas nos últimos anos.

Fernand David não sobreviveu à derrota do nazismo. Não é que a depuração das forças de segurança francesas após a libertação tenha sido perfeita, mas pelo menos chegou a prender, julgar e condenar monstros como David. Foi fuzilado pelos seus crimes, e não houve guarda de honra no seu funeral.

Em vão procura alguém um caso similar ao de David no pós-franquismo espanhol. Mais ainda, os polícias da ditadura que foram atacados por organizações como a ETA são oficialmente considerados “vítimas do terrorismo”. Como o que foi considerado a “eminência cinzenta” do regime, Carrero Blanco, ou o famoso Melitón Manzanas.

Também as autoridades alemãs da França ocupada e os colaboracionistas falavam de terrorismo. Eles eram a lei e prendiam terroristas sanguinários. Os militares alemães mortos pela Resistência eram, desde o seu ponto de vista, vítimas do terrorismo. Em todo o caso, fica claro que, caso tivesse sido um polícia franquista, David nunca teria sido fuzilado.

Floren AOIZ
www.elomendia.com

Fonte: Rebelión

O PNV abandona Euskal Herria


O documento público do PNV que o GARA apresenta, e que forma parte do debate estratégico que o EBB está a desenvolver através da campanha «Think Gaur Euskadi» [Pensa Hoje Euskadi], não deixa lugar a dúvidas sobre a sua concepção da nação basca e o seu projecto para este povo. Nesse texto, o PNV abandona o conceito de Euskal Herria, da nação basca e o objectivo de juntar num território soberano os sete herrialdes que o conformam. O marco político em que se situam os jelkides [os do PNV] é “Euskadi”, sinónimo de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa. Assim, Nafarroa faz parte dos “arredores” desses territórios bascos e o seu interesse deriva da sua menção no Estatuto de Gernika. Ipar Euskal Herria [País Basco Norte] é uma entidade unida a esses territórios genuinamente bascos só por interesses “transfronteiriços” e vestígios culturais. Toda uma declaração de princípios, um striptease ideológico completo que obrigam a reflectir sobre o sentido dos adjectivos que qualificam esse partido: nacionalista e basco.

Cada qual é livre de situar o desmoronar ideológico do PNV num ponto histórico concreto. Alguns considerarão que é a separação entre Aberri e Comunión o que marca esse devir; outros recordarão a cobardia mostrada durante o franquismo; muitos situarão a traição em Txiberta; e outros verão no “espírito do Arriaga” a certidão de óbito do seu projecto abertzale. Mas muitos outros, entre os quais estão bastantes militantes e simpatizantes jelkides, situarão essa reviravolta em bases puramente regionalistas – e até abertamente espanholistas –, no golpe dado por aqueles que Arzalluz fez subir até à cúpula e que logo o traíram. Aquele golpe acarretou, além de uma mudança nas estruturas do poder interno, uma nova divisão de funções entre partido e governo.

E é que o documento mencionado apenas poderia ter justificação se se tratasse de um documento de governo e falasse de competências. Como documento de partido que é, reflecte a incompetência dos seus dirigentes, que vão a caminho de perder não só os princípios, mas até esse mesmo governo. Medite quem assume os seus vetos a Nafarroa e a Ipar Euskal Herria.
Fonte: Gara

TC pede que se investigue a denúncia de tortura de Mikel Soto


O Tribunal Constitucional espanhol admitiu o recurso interposto por Mikel Soto contra a decisão de arquivar a denúncia de tortura que apresentou depois da sua detenção pela Guarda Civil, em Fevereiro de 2002.
O tribunal considerou que, após a denúncia, não se levou a cabo “uma investigação judicial suficiente”.
Neste sentido, a sentença refere que, “mesmo quando se empreendeu prontamente uma investigação judicial, com um conteúdo que adicionou dados de valor substancial, esta se encerrou, contudo, quando ainda não se tinham eliminado por completo as razoáveis suspeitas de que podiam ter existido os maus tratos denunciados e havia ainda meios de investigação para as aclarar”.
O representante do TAT [Torturaren Aurkako Taldea / Grupo Contra a Tortura de Euskal Herria] Aiert Larrarte valorizou positivamente o que definiu como um “marco”. E recordou que este não é um caso único nos últimos meses, porque já em Abril o TC ordenou que se procedesse à investigação da denúncia de tortura de Alberto Viedma, por não ter sido investigada de forma “eficaz”.
O membro do TAT lamentou, ainda assim, todas as denúncias similares que foram arquivadas.

Fonte: Gara
Para conhecer denúncias e testemunhos de tortura em EH: TAT

Responderão nas ruas à atitude de “desprezo” por parte de Paris


O organismo para a normalização do euskara Euskal Herrian Euskaraz esclareceu que a atitude de desprezo que Paris mantém relativamente ao euskara não é mais do que a continuação da prática que os governos jacobinos têm desenvolvido ao longo de séculos.
É por isso que, para além de elaborar uma apresentação com a recompilação dos ataques sofridos nos últimos meses a partir do Governo francês e de outros agentes jacobinos, fizeram um apelo à mobilização. Mediante este protesto, pretendem reclamar a oficialidade para todas as línguas que actualmente sofrem a tragédia do menosprezo e da opressão. O encontro será a 3 de Agosto na cidade de Baiona (Lapurdi). Às 11h30, na praça situada frente à igreja de Santo André (Baiona Ttipia).

Fonte: HerriKolore

[Nota: recorde-se que já ontem o euskara se viu reconhecido como “património de França”, estatuto equivalente ao de todas as outras línguas minoritárias do país. É um avanço. Mas, como dizia aqui há tempos um euskaldun de Iparralde [País Basco Norte], património são os castelos, as pedras… e a França continua a ser um país de uma só língua oficial.]

Etxerat: conferência de imprensa em Donostia e balanço relativo a Junho

Os familiares de presos e exilados políticos bascos, exibindo cartazes em que se lia “Já chega!”, ofereceram hoje uma conferência de imprensa em Donostia. Fizeram uso da palavra Manu Errazkin, pai de Oihana Errazkin, presa política basca morta pela dispersão, e Zutoia Mitxel, nora de Argi Iturralde e cunhada de Iñaki Balerdi, mortos na sequência de um acidente provocado pela política de dispersão.
Estiveram acompanhados, entre outras, por Irati Aranzabal, companheira de Iñaki de Juana; Salvadora Arranz, que, com os seus 87 anos, é obrigada a viajar até à Galiza, à Andaluzia e a Paris para poder visitar os seus filhos e sobrinho encarcerados pelos estados espanhol e francês; Lurdes Gorrotxategi, em nome da família Gorrotxategi-Artola, que tem embargadas as suas contas bancárias desde há cinco anos por ter ajudado economicamente os seus familiares, exilados por razões políticas, Axun Gorrotategi e Jon Artola; e Mari Luz Sebastian, companheira do preso político basco gravemente doente Juanjo Rego.

“Depois de terem morto 16 de nós, os estados espanhol e francês continuam a empurrar-nos para a morte, obrigando-nos a percorrer, semana após semana, milhares de quilómetros.
Depois de terem morto 22 dos nossos familiares, presos políticos bascos, os estados espanhol e francês continuam a empurrar para a morte os presos políticos bascos, mantendo-os durante anos isolados em celas diminutas. Não libertando quem padece de doenças graves. Não libertando - apesar de terem cumprido as penas impostas - quem não conseguiram destruir física e politicamente durante largos anos de cativeiro. Não nos enganemos. Procuram matar os que já cumpriram as suas penas – e que se recusam a libertar. Procuram matar os presos políticos bascos gravemente doentes – e que se recusam a libertar. Sem a motivação política dos nossos familiares, muito poucos poderiam suportar durante um ano aquilo que os nossos familiares, presos políticos bascos, aguentam durante largos anos. Gatza encontra-se encarcerado há já 28 anos. São sobreviventes de uma política penitenciária criminosa.

Estamos a fazer frente a uma verdadeira sangria económica para poder realizar os milhares de quilómetros que os estados nos obrigam. Para poder fazer frente às fianças que impõem aos nossos familiares. Pelas multas que nos impõe as instituições que nos deveriam proteger.
Como se não bastasse, essas mesmas instituições atingem-nos por denunciar toda esta crueldade, como ocorreu a 12 de Julho em Zornotza, por pedirmos a liberdade de Jose Mari Sagardui Gatza, há 28 anos na prisão.
E agora começam a embargar-nos os andares.
Perante toda esta barbaridade, hoje dirigimo-nos unicamente à sociedade basca: para acabar com toda esta crueldade, necessitamos do amparo, do compromisso e da pressão da sociedade basca. Necessitamos de todo o tipo de dinâmicas nas localidades, como as concentrações e manifestações que se irão realizar este domingo nas praias de Euskal Herria. Apelamos à sociedade basca para que participe activamente. Para acabar com a impunidade dos estados, a insolência dos políticos e a crueldade contra nós e os nossos familiares, pedimos à sociedade basca que saia à rua. ‘Igandean denok hondartzetara!’ [No domingo, todos para as praias!]”

Fonte: Etxerat

Balanço da repressão - Junho_(cas)

Ian Tabar, jovem de Iruñea, vai ser julgado


Ian Tabar, jovem de Iruñea [Pamplona] ligado ao movimento pró-autogestão, poderá ser condenado a um ano de prisão num julgamento que terá lugar no próximo dia 29. Ian encontra-se em liberdade condicional devido a uma outra pena que a Audiência Provincial lhe impôs, em virtude dos incidentes ocorridos nas comemorações do Privilégio da União (1), em 2004. Se vier a ser condenado, poderá ingressar na prisão.

O juiz Fermin Otamendi terá que ouvir as únicas testemunhas existentes, neste caso todos polícias municipais, que asseguram que Ian Tabar os agrediu quando estava a colar cartazes. A plataforma Iruñerria Piztera Goaz denuncia que é tudo uma montagem policial e que querem punir este jovem “porque uma noite saiu de casa para colar cartazes”. Recordam que esta não é uma situação isolada, já que em Iruñea há 76 pessoas processadas, sobre quem pendem petições de 2 a 4 anos de prisão, por tomarem parte em actividades ou acções públicas e pacíficas em defesa dos gaztetxes [centros juvenis].

Concentração de apoio
No dia do julgamento, 29 de Julho, às 8h45, uma concentração apoiará Ian Tabar em frente à Audiência Provincial, e denunciará toda esta repressão. Haverá depois um almoço, em Aranzadi, às 15h.

Fonte: Apurtu

Imagem: denúncia da situação de Ian Tabar nas festas de San Fermin.
(1) Privilégio da União - Batasunaren Pribilegioa: diz respeito ao documento, assinado pelo rei navarro Carlos III em 1423, no qual se promulgou a união dos três burgos até então existentes em Iruñea (Nabarreria, San Nikolas e San Zernin). Nesse sentido, é considerado um tratado fundador da cidade de Iruñea [Pamplona]. Celebra-se a 8 de Setembro.

Nove pessoas detidas esta madrugada na Bizkaia, na Galiza e em Málaga

O número de pessoas detidas pela Guarda Civil em Bilbau, Getxo, Elorrio, Pontevedra e Fuengirola ascende a nove. Vinculam-nos todos à ETA. Os detidos são Arkaitz Goikoetxea, que foi preso juntamente com Maialen Zuazo Aurrekoetxea e Ana Belen Prieto Furundarena, Gaizka Jareño, Adur Aristegi, Iñigo Gutierrez, Libe Agirre, Mikel Saratxo e Aitor Kotano. De acordo com a Askatasuna, os agentes militares inspeccionaram uma garagem situada na rua Mazustegi, na capital biscainha.

A Askatasuna informou que em Elorrio foram presos Gaizka Jareño Ugarriza e Adur Aristegi Aragón; em Algorta, Iñigo Gutierrez e Mikel Saratxo; em Nigrán (Pontevedra), o algortarra Aitor Kotano Sinde e em Fuengirola (Málaga), a elorriotarra Libe Agirre Mazaga.
Por seu turno, em Bilbau foram detidos Arkaitz Goikoetxea, Maialen Zuazo Aurrekoetxea e Ana Belen Prieto Furundarena, numa habitação onde os agentes teriam encontrado uma pistola e um revólver, segundo a Europa Press. À saída dos detidos, um grupo de moradores que ali se tinham juntado incentivou-os com gritos de apoio.

Mobilizações
Para denunciar as detenções de hoje, moradores de Algorta irão juntar-se às 20h em Telletxe. Em Santutxu, por seu lado, convocaram uma mobilização para as 20h30. E em Elorrio, para as 19h30.

Notícia completa: Gara

domingo, 20 de julho de 2008

A vocação para colaborar na construção de Euskal Herria mantém-se bem viva

O Ministério do Interior fomenta a utilização das novas tecnologias entre o seu pessoal, mais concretamente o iPod (Tasio_Gara)
O papel dos meios de comunicação como termómetro do estado de saúde das democracias ocidentais tem-se vindo a transformar nas últimas décadas. Essa mudança não se pode entender como um processo biológico, isto é, como a inevitável consequência da irremediável passagem do tempo. Não, o que aconteceu é que “o quarto poder” tem vindo a esfumar-se, até formalmente, para passar a converter-se, no melhor dos casos, numa espécie de oposição não parlamentar ao governo em exercício. A imprensa, em muitos dos estados ocidentais, já nem sequer aspira a criar opinião, mas apenas a ser uma eficiente correia de transmissão da opinião estabelecida pelos agentes mais influentes do poder político-económico; dependendo do sector da cidadania a que se dirige em especial, cada meio de comunicação opta por realizar esse trabalho com etiquetas distintas: uns são “mais moderados”; outros, “politicamente incorrectos”. Mas a maioria tende a alinhar com o partido no poder em questões-chave. Para o comprovar, basta ler de vez em quando os seus editoriais.

As nossas leitoras e os nossos leitores sabem que esta iniciativa jornalística nasceu com uma vocação muito clara. Com a ferida ainda aberta pelo fechamento político-policial do Egin, de que se cumpriram dez anos esta semana, o GARA expressou no seu primeiro número que tinha, e mantém, “a vocação de ser a voz do entendimento de quem, a partir do respeito pela pluralidade da sociedade basca, considera que todos os projectos devem poder defender-se em igualdade de condições, e que o aprofundamento da democracia exige depositar nos cidadãos bascos a última palavra no que respeita à conformação do seu futuro, palavra que deve ser respeitada pelos estados espanhol e francês”.

Como é lógico, esses princípios editoriais chocam com os interesses de quem defende com unhas e dentes o actual statu quo no Estado espanhol, com quem nega a Euskal Herria os seus direitos nacionais e persegue a sua cidadania na medida em que esta avança no caminho do exercício do seu direito à autodeterminação. Por isso, desde o primeiro momento, este projecto informativo tem sido atacado pelo aparelho do Estado, que, à data de hoje, é dirigido pelo Governo do PSOE. A constatação das escutas policiais na nossa sede de Iruñea [Pamplona] não foi uma surpresa, mas também não vamos subtrair importância a uma atitude que, para além de ser ilegal, reflecte a falta de legitimidade que o Estado espanhol tem em Euskal Herria e a falta de escrúpulos com que, desde sempre, encara a sua particular cruzada contra o independentismo basco.

Aprofundar a democracia

Neste contexto político e jornalístico, o GARA continuará a trabalhar para que a democracia se instale realmente em Euskal Herria e para que os direitos de todos os seus cidadãos e de todas as suas cidadãs sejam respeitados, sejam quais forem os projectos políticos que defendam em cada momento. E, enquanto considerarmos que o nosso esforço particular contribui para alcançar esse horizonte, não nos cansaremos de denunciar a violação de direitos que o nosso país sofre por parte dos estados francês e espanhol.

Continuaremos a realizar esse trabalho face a quem nega as evidências, como o fez o Governo espanhol através de uma nota policial, no caso das escutas denunciadas pelo GARA esta semana, e face a quem considera que, nesta batalha, o seu papel é “desinformar”, como ficou patente nos principais cabeçalhos mediáticos de Madrid e Barcelona, ao ocultarem a denúncia da editora deste diário e a breve nota oficial em que, no dia seguinte, a Direcção-Geral da Polícia e da Guarda Civil negava as acusações de espionagem. Os mesmos meios de comunicação que, a 11 de Março de 2004, depois dos trágicos atentados de Madrid, levaram a mentira oficial nas suas primeiras edições, em grandes titulares – talvez os maiores que alguma vez publicaram. Fizeram-no porque consideravam que o seu trabalho era esse: transmitir a “verdade oficial”, em vez de procurar a verdade, e nada mais.

Então, ficou claro que há redacções que têm linha directa tanto para os mais altos gabinetes da polícia e da Guarda Civil como para a Presidência do Governo espanhol, e que através desses fios telefónicos se redige uma boa parte das informações sobre o conflito ou sobre a estratégia do Estado respeitante a Euskal Herria. Também o GARA, segundo foi detectado agora, tem linha directa para essas instâncias, mas tal acontece para nosso prejuízo.

Nestas circunstâncias, quando uma denúncia de escutas policiais num meio de comunicação põe a nu uma vez mais as vergonhas de quem se apresenta a si mesmo como o campeão da democracia em Euskal Herria, parece no mínimo chocante escutar o Governo de Lakua a reclamar justiça, em nome da “sociedade basca”, aos membros do Tribunal Constitucional espanhol e a acusar o Executivo de José Luis Rodríguez Zapatero de mover a seu bel-prazer os fios do Poder Judicial para travar o “autogoverno basco”. Nestes tempos, sobram os eufemismos: nem o Parlamento de Gasteiz nem o Governo de Lakua são sedes da soberania basca. E não o são porque há quem prefira acatar a imposição espanhola a construir a sua própria nação.

Centenas acorrem a Sartaguda para homenagear fuzilados


Dois meses depois da inauguração “oficial” do Parque da Memória em Sartaguda, a esquerda abertzale realizou uma manifestação e um acto político, seguidos por um almoço popular, para “homenagear os fuzilados por parte dos que ainda mantêm as suas ideias”.

No dia 10 de Maio foi inaugurado “oficialmente” o Parque da Memória em Sartaguda, em lembrança das centenas de navarros que foram fuzilados e mortos durante o franquismo.
Naquele dia, não obstante, nenhum membro da esquerda independentista, nem da Associação Terra das Viúvas, nem o próprio vereador da EAE-ANV no Município de Sartaguda Gabriel Martínez puderam participar naquela cerimónia, pelo que ontem fizeram sua a homenagem a essas pessoas que perderam a vida durante os anos da ditadura.
Às 12h, partiu da Câmara Municipal da localidade uma manifestação com uma faixa em que se lia «Atzo, gaur eta beti askatasunaren alde borrokan» [Ontem, hoje e sempre em luta pela liberdade], e onde se viam muitas ikurriñas e bandeiras republicanas. À frente de todos, os joaldunak (1).
Uma hora mais tarde o cortejo chegou ao Parque da Memória, onde, entre outros, Santi Kiroga e Gabriel Martínez leram comunicados em que enalteceram a luta que mantiveram todos aqueles que faleceram às mãos do franquismo, e também todos aqueles que hoje em dia dão sequência a essa luta.
Depois desta cerimónia, participaram no almoço quase 400 pessoas.

Fonte: Gara
(1) Joaldunak ou zanpantzarrak: figuras do carnaval basco, originárias do Norte de Navarra, nomeadamente das povoações de Zubieta e Ituren, e geralmente reconhecidas pelos grandes chapéus cónicos, as peles de ovelha que os cobrem e os grandes chocalhos que trazem às costas. Se antes a função primordial era despertar a Terra da sua letargia invernosa, hoje cabe-lhes despertar muito mais, sendo um dos símbolos da identidade de Euskal Herria.

«Factos como o da espionagem ao GARA mostram que vivemos num estado de excepção»


A descoberta de um novo caso de espionagem neste país, sobre o GARA, neste caso, continua a despertar reacções. Na sexta-feira, tanto a Askatasuna como as porta-vozes da esquerda abertzale Marian Beitialarrangoitia e Mariné Pueyo consideraram que as escutas que a polícia espanhola realizou à redacção deste diário em Iruñea [Pamplona] “demonstram que em Euskal Herria vivemos num estado de excepção”.
O organismo anti-repressivo tornou público um comunicado em que considera que as escutas “são parte da estratégia que o Governo espanhol está a desenvolver para acabar com qualquer voz dissidente”. “Vale tudo para acabar com a dissidência, especialmente em Euskal Herria”, refere a Askatasuna, para recordar que “já anteriormente tínhamos conhecido casos de perseguição policial e judicial contra meios de comunicação, que até acabaram com o encerramento de alguns”.

«Não é um caso isolado»

A este respeito, denuncia “a total impunidade que a estrutura do governo do PSOE, a estrutura que criou os GAL, portanto, tem para fazer o que quer, sem nenhum tipo de controlo”, porque, para a Askatasuna, “este não é um caso isolado, mas antes a ponta do icebergue”. “Denunciámos, mais do que uma vez, a perseguição que sofrem diferentes sectores e agentes de Euskal Herria”, acrescenta a nota, citando a espionagem política, as perseguições, os interrogatórios ilegais, os espancamentos...
Por este motivo, o organismo anti-repressivo apela à sociedade para que, “face a essa perseguição e a essa impunidade”, se continue a mobilizar e a organizar.
Pueyo e Beitialarrangoitia, na conferência de imprensa oferecida na sexta-feira em Donostia, consideraram que as escutas ao GARA “atentam directamente contra direitos fundamentais, como é a liberdade de expressão”.
“É verdade que, na esquerda abertzale, já nos familiarizaram demasiado com estas questões e com a impunidade que as ampara, mas não é por isso que vamos deixar de as denunciar e de tentar trabalhar com todas as nossas forças, pondo todos os meios necessários à disposição, para que estas situações não se repitam”, manifestaram as porta-vozes independentistas.
Este novo caso de espionagem, que o Ministério do Interior desmentiu na quinta-feira, através de uma curta nota, foi descoberto na sequência de um pedido de mudança de local de linha, feito pela delegação do GARA em Iruñea à companhia Telefónica.
Fonte: Gara

Denunciam “grave perseguição” que movem a Iñaki de Juana

As porta-vozes da esquerda abertzale Marian Beitialarrangoitia e Mariné Pueyo referiram-se na sexta-feira à greve de fome empreendida por Iñaki de Juana, para confrontarem, “mais do que a greve de fome em si mesma, que parte de uma decisão por ele livremente tomada, a necessidade de analisar o que se está a passar à volta do seu caso, a grave perseguição de que está a ser objecto por parte de alguns meios, inclusivamente por parte da classe política”.
Aludiram, neste sentido, “àqueles que têm a boca cheia de direitos humanos”, aos quais perguntaram “se, uma vez cumprida a pena imposta, Iñaki de Juana – que o PP de Donostia quer declarar persona non grata – não tem direitos, assim como a sua família, porque parece que esta também não os possui”.

Questionaram ainda, pensando no “futuro que se tem de construir neste país”, se “alguns não o querem alcançar deixando de fora um sector da cidadania ou fazendo perseguições deste género”.
No contexto da política penitenciária, referiram que "poderiam seguramente dizer muitas coisas sobre o caso de Iñaki de Juana, e que até o próprio Governo basco dizia esta semana que se ultrapassaram todos os limites". E acrescentaram: "Há muito que se ultrapassaram os limites, não foi nesta última semana".
De acordo com as representantes independentistas, “continua-se a tentar que este país se vá construindo por meio de uma política penitenciária que, mais do que preservar os direitos das pessoas, os viola sistematicamente, e a verdade é que essas não são as bases de que este país necessita para o seu futuro”.

Por outro lado, houve diversas mobilizações em defesa dos direitos dos presos: em Gasteiz, 485 pessoas; 240 em Donostia; 225 em Iruñea; 215 em Errenteria; 170 em Ondarroa; em Bergara, 69; em Lazkao, 68; 65 em Algorta; 60 em Etxarri-Aranatz; 41 em Deba; 40 em Lezo; em Ugao 34; 31 em Lizarra; 25 em Elizondo; 23 em Mundaka; e 13 em Gatika.

Fonte: Gara

‘Kale borroka’ em Getxo e quatro bombas de fraca potência na zona costeira da Cantábria


De acordo com um canal_basco, um artefacto de fabrico caseiro explodiu às 5h da última madrugada numa dependência bancária situada na avenida Neguri, em Getxo, causando danos na entrada do edifício e na caixa automática, e provocando um incêndio de fraca intensidade, a que os bombeiros responderam prontamente. De acordo com a Ertzaintza, foram escassos os danos provocados a terceiros e não há feridos a lamentar.

Ainda segundo a mesma fonte noticiosa, que cita os Bombeiros de Trapaga (Bizkaia), estes últimos terão recebido hoje uma chamada gravada em nome da ETA, por voltas das 10h30, alertando para a colocação de quatro bombas na zona costeira da Cantábria e avisando que a sua explosão teria lugar entre as 12h e as 15h.
Dois dos artefactos explodiram no passeio marítimo de Laredo, um outro na praia de Ris (município de Noja) e um quarto no campo de golfe desta localidade. As explosões ocorreram entre as 12h e as 14h55, havendo apenas a considerar alguns danos materiais e a lamentar um ferido sem gravidade.

Todas estas informações carecem, naturalmente, de confirmação por parte de fontes que consideramos credíveis.
Foto: Reuters (violência urbana em Getxo)

sábado, 19 de julho de 2008

KenZazpi – «Zapalduen Olerkia»

«O Poema dos Oprimidos», canção dos KenZazpi, banda de Gernika-Lumo (Bizkaia, EH).