33 arguidos do 18/98 são presos e 6 saem em liberdade sob fiança
Xabier Otero, Iñaki Zapiain, Alberto Frías, Sabino Ormazabal, Fernando Olalde e Mario Zubiaga sairão em liberdade nas próximas horas, assim que paguem as fianças de 20 000 euros estipuladas esta noite pela Audiência Nacional. Para os outros 33 detidos, Ángela Murillo decretou prisão, situação em que já se encontravam outros três processados. No que toca à sentença, o Gara pôde saber que não será transmitida na segunda-feira, como previsto.
Depois da suspensão a que se viu forçada a audiência de segunda-feira à tarde, em que compareceram 15 dos arguidos, o resto dos detidos do Processo 18/98 compareceu ontem à tarde numa nova sessão, na qual se assistiu às mesmas irregularidades e vulnerabilidades processuais. Não obstante, os presos tomaram a palavra para responder aos juízes: “somos bascos e não impedireis que, seja como for, continuemos a trabalhar em prol da independência do nosso país”.
Na sessão de ontem, como na véspera, também se registaram irregularidades nas garantias jurídicas. De começo, todas as comparências voltaram a levar-se a cabo em grupo, extremo que a própria legislação espanhola impossibilita. E, se a lei estabelece que as audiências devem levar-se a cabo com intervalos de não mais de 72 horas, para a de ontem já tinham passado mais de cem. E para tudo isto se deve acrescentar que o preso político Iker Beristain, também arguido no Processo 18/98, não foi levado a Madrid.
A defesa nem sequer foi informada que na segunda-feira à tarde Beristain foi retirado da prisão de Teruel para ser transferido para o tribunal desta capital aragonesa, com vista a uma audiência excepcional. O jovem negou-se a participar nesta sessão e denunciou que, apesar de exigir a presença de um advogado de confiança, foi representado por um advogado indicado.
A advogada de defesa Arantza Zulueta informou este jornal que, na sessão de ontem na Audiência Nacional, os advogados dos detidos denunciaram “as evidentes irregularidades” que impregnaram todo o processo jurídico, e responsabilizaram o tribunal pela tomada de decisões com base “numa estratégia política concreta que nada tem a ver com decisões jurídicas”.
Uma acusação que for reafirmada pelos próprios detidos quando tomaram a palavra no encerramento da sessão. Denunciaram o impulso político em que se sustenta, tanto este Processo como a sua própria detenção, e avisaram que não constituirá obstáculo algum para que continuem o seu trabalho pela independência de Euskal Herria.
Por outro lado, familiares de Paul Asensio disseram que, com mandato, a Polícia espanhola revistou todos os bens que haviam sido confiscados na casa do jovem em Barrika, entre outras coisas, a caderneta de poupanças.
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Mais 15 detidos!
A polícia espanhola deteve, esta manhã, 15 jovens à frente das instalações da Audiência Nacional quando se deslocaram ali por requisição do juiz.
Esta semana já são mais de meia centena, os cidadãos bascos detidos pelo Estado espanhol.
em Gara
Esta semana já são mais de meia centena, os cidadãos bascos detidos pelo Estado espanhol.
em Gara
Hora de responder como Povo
Adere ao manifesto de solidariedade com os presos do Processo 18/98 em 1898erantzuna@euskalerria.org (são aceites adesões individuais e colectivas)
Hora de responder como Povo
Manifesto
Desde o auto-encarceramento que realizámos no passado mês de Junho em Gernika, nós, as 52 pessoas julgadas no Processo 18/98, continuamos a trabalhar para tentar transformar a solidariedade face ao castigo judicial em trabalho conjunto, em elkarlana.
A sentença que ditará o tribunal da Audiência Nacional será especialmente importante para Euskal Herria. E não só pelas penas de prisão que imporá, mas também pela incidência que terá na materialização dos direitos civis e políticos da cidadania basca.
A vulnerabilidade dos direitos que se cria no 18/98 e nos restantes processos ficará consolidada com este julgamento. Durante muitos anos, a transição no Estado espanhol, reduziu direitos civis e políticos, assim como direitos humanos básicos, do conjunto da cidadania basca, mediante legislações de excepção.
A sentença do 18/98 aprofundará essa negação de direitos e assentará bases renovadas para criminalizar as pessoas e colectivos que trabalham pela construção de Euskal Herria.
O Julgamento 18/98 não foi um passo isolado. É a continuação da perseguição a que foi submetido durante muitos anos o movimento político independentista de Euskal Herria. No fundo, há uma agressão estrutural contra os direitos civis e políticos das bascas e dos bascos, que atinge cada vez mais grupos e actividades.
Aí está o julgamento contra as organizações juvenis e as consequentes condenações. Depois do nosso julgamento virão outros nos meses seguintes (Udalbiltza, Egunkaria, GGAA-Askatasuna e Batasuna), acumulando acusações e condenações. A sentença do 18/98 terá influência directa nestes casos e nas possibilidades da cidadania basca viver e desenvolver-se em democracia.
Nas últimas semanas temos visto como o Governo do PSOE utiliza os instrumentos repressivos de que dispõe para castigar ideologias e actividades plenamente legítimas. Mais, porta-vozes do Governo espanhol anunciaram terem decidido continuar este caminho.
Como dizíamos no Manifesto divulgado em Gernika: “Para além das pessoas ou organizações obrigadas a sentar-se no banco dos réus, é a liberdade de pensamento, organização e expressão que estão a ser julgadas e condenadas. É a democracia que está a ser condenada e julgada”.
Desde Gernika, fizemos um chamamento tanto à cidadania como aos agentes sociais e políticos bascos para trabalhar conjuntamente em defesa dos direitos e da democracia. Na nossa opinião, chegou o momento de dar um passo para esse trabalho em comum. Como afirmámos, a sentença do 18/98 transcende o próprio processo. Estão-se a destruir os pilares da construção de Euskal Herria, fecham-se as portas a uma solução democrática e consolida-se a criminalização da opção política a favor da independência.
Por tudo isto, justamente, o momento em que se dite a sentença depois do longo processo 18/98 será o de dar resposta ao conjunto de agressões contra Euskal Herria. Por tudo isto, nós, as pessoas processadas no 18/98, queremos realizar um forte chamamento para fazer frente à sentença e às suas graves consequências.
Assim, queremos anunciar hoje, aqui, que quando se conheça a sentença convocaremos uma Manifestação Nacional, sob o lema «Pelos Direitos de Euskal Herria, Por Condições Democráticas para Todas as Opções Políticas». Aqui reside a questão: em superar a situação de imposição em que vivemos e em que os caminhos da construção de Euskal Herria se possam desenvolver num espaço democrático.
Junto a esta convocatória, pedimos a todos os sectores e agentes sociais que se preparem para fazer frente à sentença e, conscientes da importância da nova agressão contra a democracia que se tornará a sentença do 18/98, que trabalhem, cada um na sua área, no âmago deste caso. Nesse sentido, apelamos a que se realize uma Paragem de Uma Hora, que ampliaria este trabalho comum, especialmente com os sindicatos. Nos próximos dias esperamos ter oportunidade de o especificar com eles.
Valendo-se de tribunais e legislações especiais, quiseram calar a palavra das Bascas e dos Bascos. Quiseram fazer desaparecer agentes, meios de comunicação, instituições e organizações criadas pela própria sociedade basca. O que temos de construir entre todas e todos é uma solução democrática que garanta os direitos de Euskal Herria e dos Bascos. Para que, também, os projectos independentistas possam ser defendidos e materializados em Euskal Herria em igualdade de condições. Para que os direitos civis e políticos de todas as pessoas sejam viáveis. É esta a nossa aposta. A que continuará para além de todas as sentenças e condenações.
Euskal Herria, 04, Novembro de 2007
Processadas e Processados do 18/98
Envia a tua adesão a este endereço: 1898erantzuna@euskalerria.org
Em Askapena:
http://www.askapena.org/berriak/men/karpeta_es/389/ind_aska
Hora de responder como Povo
Manifesto
Desde o auto-encarceramento que realizámos no passado mês de Junho em Gernika, nós, as 52 pessoas julgadas no Processo 18/98, continuamos a trabalhar para tentar transformar a solidariedade face ao castigo judicial em trabalho conjunto, em elkarlana.
A sentença que ditará o tribunal da Audiência Nacional será especialmente importante para Euskal Herria. E não só pelas penas de prisão que imporá, mas também pela incidência que terá na materialização dos direitos civis e políticos da cidadania basca.
A vulnerabilidade dos direitos que se cria no 18/98 e nos restantes processos ficará consolidada com este julgamento. Durante muitos anos, a transição no Estado espanhol, reduziu direitos civis e políticos, assim como direitos humanos básicos, do conjunto da cidadania basca, mediante legislações de excepção.
A sentença do 18/98 aprofundará essa negação de direitos e assentará bases renovadas para criminalizar as pessoas e colectivos que trabalham pela construção de Euskal Herria.
O Julgamento 18/98 não foi um passo isolado. É a continuação da perseguição a que foi submetido durante muitos anos o movimento político independentista de Euskal Herria. No fundo, há uma agressão estrutural contra os direitos civis e políticos das bascas e dos bascos, que atinge cada vez mais grupos e actividades.
Aí está o julgamento contra as organizações juvenis e as consequentes condenações. Depois do nosso julgamento virão outros nos meses seguintes (Udalbiltza, Egunkaria, GGAA-Askatasuna e Batasuna), acumulando acusações e condenações. A sentença do 18/98 terá influência directa nestes casos e nas possibilidades da cidadania basca viver e desenvolver-se em democracia.
Nas últimas semanas temos visto como o Governo do PSOE utiliza os instrumentos repressivos de que dispõe para castigar ideologias e actividades plenamente legítimas. Mais, porta-vozes do Governo espanhol anunciaram terem decidido continuar este caminho.
Como dizíamos no Manifesto divulgado em Gernika: “Para além das pessoas ou organizações obrigadas a sentar-se no banco dos réus, é a liberdade de pensamento, organização e expressão que estão a ser julgadas e condenadas. É a democracia que está a ser condenada e julgada”.
Desde Gernika, fizemos um chamamento tanto à cidadania como aos agentes sociais e políticos bascos para trabalhar conjuntamente em defesa dos direitos e da democracia. Na nossa opinião, chegou o momento de dar um passo para esse trabalho em comum. Como afirmámos, a sentença do 18/98 transcende o próprio processo. Estão-se a destruir os pilares da construção de Euskal Herria, fecham-se as portas a uma solução democrática e consolida-se a criminalização da opção política a favor da independência.
Por tudo isto, justamente, o momento em que se dite a sentença depois do longo processo 18/98 será o de dar resposta ao conjunto de agressões contra Euskal Herria. Por tudo isto, nós, as pessoas processadas no 18/98, queremos realizar um forte chamamento para fazer frente à sentença e às suas graves consequências.
Assim, queremos anunciar hoje, aqui, que quando se conheça a sentença convocaremos uma Manifestação Nacional, sob o lema «Pelos Direitos de Euskal Herria, Por Condições Democráticas para Todas as Opções Políticas». Aqui reside a questão: em superar a situação de imposição em que vivemos e em que os caminhos da construção de Euskal Herria se possam desenvolver num espaço democrático.
Junto a esta convocatória, pedimos a todos os sectores e agentes sociais que se preparem para fazer frente à sentença e, conscientes da importância da nova agressão contra a democracia que se tornará a sentença do 18/98, que trabalhem, cada um na sua área, no âmago deste caso. Nesse sentido, apelamos a que se realize uma Paragem de Uma Hora, que ampliaria este trabalho comum, especialmente com os sindicatos. Nos próximos dias esperamos ter oportunidade de o especificar com eles.
Valendo-se de tribunais e legislações especiais, quiseram calar a palavra das Bascas e dos Bascos. Quiseram fazer desaparecer agentes, meios de comunicação, instituições e organizações criadas pela própria sociedade basca. O que temos de construir entre todas e todos é uma solução democrática que garanta os direitos de Euskal Herria e dos Bascos. Para que, também, os projectos independentistas possam ser defendidos e materializados em Euskal Herria em igualdade de condições. Para que os direitos civis e políticos de todas as pessoas sejam viáveis. É esta a nossa aposta. A que continuará para além de todas as sentenças e condenações.
Euskal Herria, 04, Novembro de 2007
Processadas e Processados do 18/98
Envia a tua adesão a este endereço: 1898erantzuna@euskalerria.org
Em Askapena:
http://www.askapena.org/berriak/men/karpeta_es/389/ind_aska
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
Mais de 25 mil pessoas contra a repressão
Disto ninguém viu na televisão portuguesa porque isto é aquilo que eles não querem que se saiba.
sábado, 1 de dezembro de 2007
Presos no âmbito do Processo 18/98
Video da detenção de jornalista do Gara em plena redacção
Estamos solidários com:
Alberto Frías, Elena Beloki, Txema Matanzas, Jexux Mari Zalakain, Javier Salutregi, Javi Balanzategi, Mikel Korta, Iñaki O'Shea, Joxe Mari Olarra, Juan Mari Mendizabal, Iker Casanova, Manu Intxauspe, Jose García Mijangos, Natale Landa, Olatz Egiguren, Mario Zubiaga, Ruben Nieto, Xabier Alegria, Patxi Gundin, Pablo Gorostiaga, Joxean Etxeberria, Juan Pablo Diéguez, Xabi Otero, Sabino Ormazabal, Fernando Olalde, Isidro Murga, Mikel Egibar, Mirian Campos, Patxo Murga, Txente Askasibar, Mikel Aznar, Karlos Trenor, Paul Asensio, Xabier Arregi e Iñaki Zapiain.
Tiroteio no Estado francês mata Guardia Civil
O ministro espanhol da Administração Interna confirma que dois Guardias Civis estavam a vigiar membros da organização armada ETA. No entanto, os agentes estavam em França. Às 9.00 de hoje, encontravam-se num café, no Estado francês, quando foram baleados por desconhecidos. Um morreu e outro está gravemente ferido. As agências de notícias apontam que pode ter sido a ETA.
em Gara
em Gara
33 detenções até ao momento
Jornalista do Gara foi detido dentro da redacção do jornal
As detenções vão neste momento em 33.
26 detenções nas últimas horas
A Audiência Nacional Espanhola ordena a detenção de 46 processados no mega-processo 18/98
As forças policiais espanholas iniciaram uma operação para prender os cidadãos bascos processados no caso 18/98 que foram condenados pela Audiência Nacional, apesar de que a sentença todavia não se tenha tornado pública. A ordem do tribunal especial afecta 46 implicados, segundo as agências. Às 23h15, sabia-se que tinham sido presas 26 pessoas.
Fonte: Gara
Os implicados convocam manifestação para domingo em Bilbao
Os implicados no processo 18/98 convocam a população a manifestar-se no próximo domingo às 12.00 na praça Aita Donostia de Bilbao, sob o lema "Pelos direitos de Euskal Herria. Condições democráticas para todas nas opções políticas".
Fonte: Gara
Manifesto de convocatória para a manifestação:
HORA DE RESPONDER COMO POVO
http://www.gara.net/agiriak/20071121_1898_manifiesto.pdf
As forças policiais espanholas iniciaram uma operação para prender os cidadãos bascos processados no caso 18/98 que foram condenados pela Audiência Nacional, apesar de que a sentença todavia não se tenha tornado pública. A ordem do tribunal especial afecta 46 implicados, segundo as agências. Às 23h15, sabia-se que tinham sido presas 26 pessoas.
Fonte: Gara
Os implicados convocam manifestação para domingo em Bilbao
Os implicados no processo 18/98 convocam a população a manifestar-se no próximo domingo às 12.00 na praça Aita Donostia de Bilbao, sob o lema "Pelos direitos de Euskal Herria. Condições democráticas para todas nas opções políticas".
Fonte: Gara
Manifesto de convocatória para a manifestação:
HORA DE RESPONDER COMO POVO
http://www.gara.net/agiriak/20071121_1898_manifiesto.pdf
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Liberdade para Unai Lamariano
Liberdade sob fiança para Unai Lamariano
Segundo informação da Askatasuna, o preso político donostiarra Unai Lamariano sairá da prisão de Valdemoro esta tarde, depois de ter sido decretada liberdade sob 10 000 euros de fiança.
Operação da Guardia Civil
A Guardia Civil deteve no passado dia 1 de Abril Unai Lamariano, no polidesportivo municipal do bairro de Antiguo, donde é natural. No mesmo dia e durante a mesma operação policial, foram detidos Sergio Lazkano em Errenteria e Joseba Gonzalez Pabon em Iruñea .
Estas três detenções enquadraram-se na operação que a Guardia Civil iniciou a 28 de Março e que resultou em mais oito detidos (Joseba Lerin, Lorea Irigoien, Iñigo Orue, Juan Carlos Herrador, Arkaitz Agote, Itziar Agirre, Endika Zinkunegi e Julian Larrañaga; este último saiu em liberdade dois dias depois). Saldando-se, assim, esta operação, em 11 detenções.
em Gara.net
Segundo informação da Askatasuna, o preso político donostiarra Unai Lamariano sairá da prisão de Valdemoro esta tarde, depois de ter sido decretada liberdade sob 10 000 euros de fiança.
Operação da Guardia Civil
A Guardia Civil deteve no passado dia 1 de Abril Unai Lamariano, no polidesportivo municipal do bairro de Antiguo, donde é natural. No mesmo dia e durante a mesma operação policial, foram detidos Sergio Lazkano em Errenteria e Joseba Gonzalez Pabon em Iruñea .
Estas três detenções enquadraram-se na operação que a Guardia Civil iniciou a 28 de Março e que resultou em mais oito detidos (Joseba Lerin, Lorea Irigoien, Iñigo Orue, Juan Carlos Herrador, Arkaitz Agote, Itziar Agirre, Endika Zinkunegi e Julian Larrañaga; este último saiu em liberdade dois dias depois). Saldando-se, assim, esta operação, em 11 detenções.
em Gara.net
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Jovens denunciam torturas
Os jovens de Burlata denunciam torturas por parte da Polícia espanhola e da Guardia Civil
Os seis jovens de Burlata que foram detidos entre terça e quarta da semana passada pela Guardia Civil e pela Polícia espanhola denunciaram ter sido torturados durante o período de incomunicação. Depois de terem passado o dia ante Juan del Olmo*, Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses foram encarcerados na prisão de Soto del Real. Entretanto, a Iker Gorriz o juiz impôs una fiança de 25 000 euros e Xabier Urdin foi libertado.
O juiz da Audiência Nacional espanhola Juan del Olmo ordenou no dia 24 a prisão condicional para Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses, aos quais acusa de «delitos de integração em organização terrorista, transporte e posse de artefactos ou substâncias explosivas e incêndio». Os quatro jovens foram conduzidos à prisão de Soto del Real.
A Iker Gorriz, detido na mesma operação policial, o magistrado impôs una fiança de 25 000 euros, ao passo que Xabier Urdin foi liberto sem medidas cautelares. Gorriz pôde ficar em liberdade ontem mesmo ao pagar a fiança recolhida entre os familiares de todos os presos, que se tinham deslocado até Madrid.
Os seis jovens detidos entre terça e quarta em Burlata e Iruñea [Pamplona], acusados de participar em acções de kale borroka, foram declarados incomunicáveis durante todo o dia, e o fiscal Miguel Angel Carvallo pediu prisão incondicional para todos excepto Xabier Urdin, para quem solicitou a libertação.
«Utilizaram a tortura»
Assim que foi libertado, Xabier Urdin relatou que durante o período de incomunicação sofreu maus tratos e torturas. O mesmo disse Iker Gorriz, e também os outros quatro jovens de Burlata. Explicaram que lhes aplicaram a tortura do saco, que lhes bateram, os obrigaram a fazer exercício físico e os impediram de dormir, entre outros tormentos.
A este respeito, Askatasuna sublinhou que estas declarações «confirmam a preocupação e o receio» que, tanto a organização anti-repressiva como os familiares dos detidos revelaram sobre o trato que poderiam estar sofrendo às mãos dos seus captores. «A Guardia Civil e a Polícia utilizaram a tortura enquanto durou a incomunicação para imputar a estas pessoas diferentes acções», denunciou. Sustentou também que o juiz Juan del Olmo, que ordenou a operação, «deu uma cobertura jurídica à tortura», e considerou que «os políticos e o juiz são tão culpados como os torturadores».
Também o movimento juvenil denunciou esta operação policial, bem como as ocorridas nos últimos meses em Araba [Álava], Bizkaia [Biscaia], Lapurdi, Nafarroa Beherea [Navarra Norte] e Gipuzkoa [Guipuscoa]. Em nota, denunciaram que o PSOE, «respondendo à estratégia de estado, detém e criminaliza a juventude que trabalha em favor de outro marco e na construção de Euskal Herria», uma atitude mediante a qual «tenta estabelecer uma nova fraude com o PNV e NaBai, e reprime todos os que possam condicionar essa fraude».
O movimento juvenil denunciou também a «intoxicação comunicativa» que «pretende desfigurar a luta em favor da independência», ao que respondeu destacando a «legitimidade» da luta pela independência deste povo.
Os seis jovens foram recordados em várias das manifestações pela independência que se celebraram dia 24.
FONTE- Gara
ARTIGOS RELACIONADOS:
http://www.gara.net/paperezkoa/20071124/50020/es/Agotan/el/plazo/de/incomunicacion/para/los/seis/jovenes/burlatarras
http://www.gara.net/paperezkoa/20071122/49626/es/Seis/jovenes/incomunicados/tras/otro/arresto/de/la/Guardia/Civil
http://www.gara.net/paperezkoa/20071121/49458/es/Las/FSE/completan/elmapa/de/redadas%BB/con/cinco/nuevos/arrestos
Os seis jovens de Burlata que foram detidos entre terça e quarta da semana passada pela Guardia Civil e pela Polícia espanhola denunciaram ter sido torturados durante o período de incomunicação. Depois de terem passado o dia ante Juan del Olmo*, Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses foram encarcerados na prisão de Soto del Real. Entretanto, a Iker Gorriz o juiz impôs una fiança de 25 000 euros e Xabier Urdin foi libertado.
O juiz da Audiência Nacional espanhola Juan del Olmo ordenou no dia 24 a prisão condicional para Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses, aos quais acusa de «delitos de integração em organização terrorista, transporte e posse de artefactos ou substâncias explosivas e incêndio». Os quatro jovens foram conduzidos à prisão de Soto del Real.
A Iker Gorriz, detido na mesma operação policial, o magistrado impôs una fiança de 25 000 euros, ao passo que Xabier Urdin foi liberto sem medidas cautelares. Gorriz pôde ficar em liberdade ontem mesmo ao pagar a fiança recolhida entre os familiares de todos os presos, que se tinham deslocado até Madrid.
Os seis jovens detidos entre terça e quarta em Burlata e Iruñea [Pamplona], acusados de participar em acções de kale borroka, foram declarados incomunicáveis durante todo o dia, e o fiscal Miguel Angel Carvallo pediu prisão incondicional para todos excepto Xabier Urdin, para quem solicitou a libertação.
«Utilizaram a tortura»
Assim que foi libertado, Xabier Urdin relatou que durante o período de incomunicação sofreu maus tratos e torturas. O mesmo disse Iker Gorriz, e também os outros quatro jovens de Burlata. Explicaram que lhes aplicaram a tortura do saco, que lhes bateram, os obrigaram a fazer exercício físico e os impediram de dormir, entre outros tormentos.
A este respeito, Askatasuna sublinhou que estas declarações «confirmam a preocupação e o receio» que, tanto a organização anti-repressiva como os familiares dos detidos revelaram sobre o trato que poderiam estar sofrendo às mãos dos seus captores. «A Guardia Civil e a Polícia utilizaram a tortura enquanto durou a incomunicação para imputar a estas pessoas diferentes acções», denunciou. Sustentou também que o juiz Juan del Olmo, que ordenou a operação, «deu uma cobertura jurídica à tortura», e considerou que «os políticos e o juiz são tão culpados como os torturadores».
Também o movimento juvenil denunciou esta operação policial, bem como as ocorridas nos últimos meses em Araba [Álava], Bizkaia [Biscaia], Lapurdi, Nafarroa Beherea [Navarra Norte] e Gipuzkoa [Guipuscoa]. Em nota, denunciaram que o PSOE, «respondendo à estratégia de estado, detém e criminaliza a juventude que trabalha em favor de outro marco e na construção de Euskal Herria», uma atitude mediante a qual «tenta estabelecer uma nova fraude com o PNV e NaBai, e reprime todos os que possam condicionar essa fraude».
O movimento juvenil denunciou também a «intoxicação comunicativa» que «pretende desfigurar a luta em favor da independência», ao que respondeu destacando a «legitimidade» da luta pela independência deste povo.
Os seis jovens foram recordados em várias das manifestações pela independência que se celebraram dia 24.
FONTE- Gara
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Violência em Iruñea
Dez jovens detidos violentamente em zona histórica de Iruñea [Pamplona]
Dez jovens, sete deles menores de idade, foram detidos na noite de sexta e na madrugada de sábado em Iruñea [Pamplona], seis às mãos da Polícia espanhola e outros quatro pela Polícia Municipal. Segundo assinala a Delegação do Governo espanhol em Nafarroa [Navarra], a todos se imputam delitos de «desordem pública» e «danos» e, a alguns deles, também um delito de «atentado contra agentes da autoridade».
Os seis detidos pela Polícia espanhola saíram em liberdade às 3h30 da manhã, depois de sofrerem «ameaças, insultos e pedidos de colaboração» na esquadra, segundo denunciou Askatasuna. Sobre os detidos pela Polícia Municipal não foi dada nenhuma informação
Os acontecimentos deram-se quando, depois de uma manifestação em que uma centena de pessoas protestou contra a operação policial de Burlata e Iruñea [Pamplona], várias pessoas colocaram barricadas na Avenida de Gipuzkoa, tendo a Polícia espanhola e a Polícia Municipal carregado sobre elas. Segundo a Delegação do Governo, pelas 23h00, a Polícia espanhola deteve seis jovens, contudo a Askatasuna rebateu esta informação, assinalando que pelo menos um jovem foi preso às 21h45, quando os polícias o tiraram de um bar e o agrediram, mesmo quando já estava no chão, colocando-lhe depois um capuz e levando-o detido. De madrugada voltaram a dar-se confrontos, e foi nessa altura que a Polícia Municipal deteve os outros quatro jovens.
A organização anti-repressiva denunciou «a brutalidade policial» de ambos os corpos policiais.
FONTE- Gara
Dez jovens, sete deles menores de idade, foram detidos na noite de sexta e na madrugada de sábado em Iruñea [Pamplona], seis às mãos da Polícia espanhola e outros quatro pela Polícia Municipal. Segundo assinala a Delegação do Governo espanhol em Nafarroa [Navarra], a todos se imputam delitos de «desordem pública» e «danos» e, a alguns deles, também um delito de «atentado contra agentes da autoridade».
Os seis detidos pela Polícia espanhola saíram em liberdade às 3h30 da manhã, depois de sofrerem «ameaças, insultos e pedidos de colaboração» na esquadra, segundo denunciou Askatasuna. Sobre os detidos pela Polícia Municipal não foi dada nenhuma informação
Os acontecimentos deram-se quando, depois de uma manifestação em que uma centena de pessoas protestou contra a operação policial de Burlata e Iruñea [Pamplona], várias pessoas colocaram barricadas na Avenida de Gipuzkoa, tendo a Polícia espanhola e a Polícia Municipal carregado sobre elas. Segundo a Delegação do Governo, pelas 23h00, a Polícia espanhola deteve seis jovens, contudo a Askatasuna rebateu esta informação, assinalando que pelo menos um jovem foi preso às 21h45, quando os polícias o tiraram de um bar e o agrediram, mesmo quando já estava no chão, colocando-lhe depois um capuz e levando-o detido. De madrugada voltaram a dar-se confrontos, e foi nessa altura que a Polícia Municipal deteve os outros quatro jovens.
A organização anti-repressiva denunciou «a brutalidade policial» de ambos os corpos policiais.
FONTE- Gara
Detenções em Navarra
A Polícia francesa detém Josune Arriaga e Jerome Sanchez em Nafarroa Behera
Segundo informou a EFE citando fontes policiais, Arriaga Martínez foi presa em cumprimento de uma ordem de detenção europeia ditada pela Audiência Nacional Espanhola, que a reclama para ser julgada por diferentes feitos de que está acusada no Estado espanhol. A Askatasuna confirmou a sua prisão.
Por outro lado, o organismo anti-repressivo fez saber que Jerome Sanchez foi detido em Urepele, às 6h00 da manhã.
Segundo a Askatasuna, esta última detenção estaria relacionada com a operação* levada a cabo pela Polícia francesa em finais de Setembro.
A Askatasuna convocou uma manifestação para as 19h00 em Garazi para denunciar as detenções.
FONTE- Gara
* - Operação em que a Polícia gaulesa deteve treze pessoas, numa vasta rusga em Lapurdi e Nafarroa Behera, apresentada como consequência da investigação sobre um acto de sabotagem contra o complexo turístico de Alain Ducasse. No entanto, pelo número e conjunto dos detidos, assim como pela revista que foi feita a uma herriko taberna e a um outro espaço abertzale, a operação pareceu ter um objectivo mais amplo: castigar o movimento independentista.
Segundo informou a EFE citando fontes policiais, Arriaga Martínez foi presa em cumprimento de uma ordem de detenção europeia ditada pela Audiência Nacional Espanhola, que a reclama para ser julgada por diferentes feitos de que está acusada no Estado espanhol. A Askatasuna confirmou a sua prisão.
Por outro lado, o organismo anti-repressivo fez saber que Jerome Sanchez foi detido em Urepele, às 6h00 da manhã.
Segundo a Askatasuna, esta última detenção estaria relacionada com a operação* levada a cabo pela Polícia francesa em finais de Setembro.
A Askatasuna convocou uma manifestação para as 19h00 em Garazi para denunciar as detenções.
FONTE- Gara
* - Operação em que a Polícia gaulesa deteve treze pessoas, numa vasta rusga em Lapurdi e Nafarroa Behera, apresentada como consequência da investigação sobre um acto de sabotagem contra o complexo turístico de Alain Ducasse. No entanto, pelo número e conjunto dos detidos, assim como pela revista que foi feita a uma herriko taberna e a um outro espaço abertzale, a operação pareceu ter um objectivo mais amplo: castigar o movimento independentista.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Povo basco em confrontos com fascistas espanhóis
No País Basco, a vergonha continua. Depois da mobilização de fascistas espanhóis para uma marcha em Donostia que levou milhares de jovens bascos a barricar ruas e a combater a polícia que, como sempre, protegia os franquistas, o supremo tribunal basco autorizou a ida de um dos máximos dirigentes da extrema-direita espanhola a Bilbau. Com ele, estavam algumas dezenas de fascistas que vieram de autocarro desde Madrid. A população de Bilbau saiu à rua e combateu a polícia que, mais uma vez, protegeu a extrema-direita espanhola. É incrivel que a maioria das manifestações independentistas bascas sejam proíbidas e que as manifestações de fascistas espanhóis que vão ao País Basco provocar sejam permitidas e protegidas pela polícia.
domingo, 4 de novembro de 2007
Acção de solidariedade na Amadora e em Lisboa

Depois da noite musical de solidariedade com o País Basco realizada na Taberna Ocupada pela Cultura e Habitação na Amadora (TOCA) na sexta-feira, a Associação de Solidariedade com Euskal Herria saiu para as ruas de Lisboa no sábado. Os activistas da ASEH distribuíram panfletos e contactaram com a população e com turistas alertando e denunciando o que se passa no País Basco. A presença de um grupo de jovens músicos bascos chamou também a atenção para a realidade cultural basca.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
terça-feira, 30 de outubro de 2007
domingo, 14 de outubro de 2007
Festival antifascista em Donostia
Vídeo do festival antifascista que se realizou na sexta-feira em Donostia contra a manifestação da Falange Espanhola. Tem também algumas imagens da manifestação antifascista.
sábado, 13 de outubro de 2007
O fascismo não passou!
Na semana passada, o presidente do PP espanhol, Mariano Rajoy, lançou um vídeo na internet incitando à comemoração do dia nacional espanhol, 12 de Outubro, como uma grande demonstração de espanholidade em todo o território.
A Falange Espanhola, organização fascista, apelou a uma manifestação na cidade basca de Donostia [São Sebastião] pela "Espanha una e indivisível". E na verdade, como não há muita gente que se sinta espanhola no País Basco, tiveram de enviar várias camionetas de outros pontos do Estado espanhol.
A manifestação fascista estava marcada para a tarde. Mas a resposta não se fez esperar. Depois de vários dias de mobilização, movimentos da esquerda basca organizaram um festival antifascista na zona onde iria passar a Falange. Perto da hora marcada, a polícia basca começou a dispersar os antifascistas e parecia que se abriria uma passadeira vermelha para receber os fascistas espanhóis.
Mas não. A polícia bem tentou. Usou todos os meios ao seu dispor, naturalmente repressivos. Mas a população não arredou pé. Também com todos os meios ao seu dispor combateu a polícia para impedir a entrada dos fascistas no centro da cidade. Levantaram-se barricadas: contentores a arder, autocarros cruzados no meio da estrada, lançamento de pedras e de foguetes.
A batalha campal paralisou o trânsito e o comércio durante várias horas e os fascistas, cada vez mais aborrecidos, já desabafavam: "voltaremos com o exército!" Parados numa auto-estrada, à entrada de Donostia, viam os seus objectivos fracassados pela acção pronta do povo basco.
Chegaram a desfilar muito depois numa zona afastada do centro da cidade e protegidos por uma forte escolta policial. E partiram como chegaram. Protegidos por uma forte escolta policial.
Mais informações:
Reportagem
Fotografias
quarta-feira, 10 de outubro de 2007
Acção da ETA contra guarda-costas
Gabriel Ginés, natural de Saragoça e membro do Partido Popular, foi alvo de uma acção da ETA na terça-feira. Foi o primeiro atentado da organização independentista basca contra um guarda-costas, neste caso protegia dirigentes do PSE (Partido Socialista Basco). Circulava no seu automóvel quando uma bomba de fraca potência deflagrou junto ao depósito de combustível. Gabriel Ginés dirigiu-se para ambulância pelo seu próprio pé e não corre qualquer perigo de vida.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
sábado, 6 de outubro de 2007
Batasuna: Milhares de pessoas voltam às ruas
Várias pessoas ficaram feridas na sequência de uma carga policial sobre um grupo de manifestantes que hoje se concentrou em Pamplona, ao final da tarde, em protesto contra as detenções de 23 membros do Batasuna.
A delegação do Governo em Navarra confirmou os feridos, referindo que efectivos da Polícia Nacional, equipados com material anti-motim, carregaram sobre os manifestantes para dispersar o protesto.
A manifestação acabou por dispersar depois da carga inicial mas os manifestantes voltaram a concentrar-se frente à Casa Consistorial contra a qual lançaram alguns objectos, o que levou a polícia a realizar uma segunda carga.
Vários contentores de lixo foram incendiados e alguns vidros de lojas atingidos por pedras na zona antiga da cidade.
Estes foram os incidentes mais graves conhecidos até ao momento num dia marcado por protestos que reuniram milhares de pessoas em várias localidades do País Basco, em apoio aos 23 membros do Batasuna, detidos na noite de quinta-feira.
Em Bilbau, cerca de 3.000 pessoas participaram num protesto aberto por um cartaz onde se lia, em basco "Abrir as portas à independência, Viva Euskal Herria (País Basco) livre".
Durante o protesto foi lida uma declaração proferida horas antes por Pernando Barrena, o único porta-voz do Batasuna ainda em liberdade, que considerou as detenções "uma declaração de guerra do governo espanhol ao movimento independentistas basco".
Os protestos repetiram-se em cidades como San Sebastian - neste caso sob forte controlo policial, incluindo um helicóptero - e em Vitoria, onde se ouviram vivas ao Batasuna e à "independência".
ASP.
Lusa/Fim
A delegação do Governo em Navarra confirmou os feridos, referindo que efectivos da Polícia Nacional, equipados com material anti-motim, carregaram sobre os manifestantes para dispersar o protesto.
A manifestação acabou por dispersar depois da carga inicial mas os manifestantes voltaram a concentrar-se frente à Casa Consistorial contra a qual lançaram alguns objectos, o que levou a polícia a realizar uma segunda carga.
Vários contentores de lixo foram incendiados e alguns vidros de lojas atingidos por pedras na zona antiga da cidade.
Estes foram os incidentes mais graves conhecidos até ao momento num dia marcado por protestos que reuniram milhares de pessoas em várias localidades do País Basco, em apoio aos 23 membros do Batasuna, detidos na noite de quinta-feira.
Em Bilbau, cerca de 3.000 pessoas participaram num protesto aberto por um cartaz onde se lia, em basco "Abrir as portas à independência, Viva Euskal Herria (País Basco) livre".
Durante o protesto foi lida uma declaração proferida horas antes por Pernando Barrena, o único porta-voz do Batasuna ainda em liberdade, que considerou as detenções "uma declaração de guerra do governo espanhol ao movimento independentistas basco".
Os protestos repetiram-se em cidades como San Sebastian - neste caso sob forte controlo policial, incluindo um helicóptero - e em Vitoria, onde se ouviram vivas ao Batasuna e à "independência".
ASP.
Lusa/Fim
País Basco livre e socialista!
Arnaldo Otegi fala num comício da esquerda independentista em Abril. Na altura, os independentistas bascos mobilizavam-se para as eleições municipais. Hoje, Arnaldo Otegi e outros 25 dirigentes do Batasuna estão presos mas o comício mostra que o Estado espanhol não terá a capacidade de eliminar a esquerda independentista. São milhares e milhares, os que lutam hoje por um País Basco livre e socialista.
Vídeo sobre repressão
A repressão do Estado espanhol sobre o povo basco não é uma novidade. Um pequeno vídeo que retrata décadas de vergonha.
Barrena: "o País Basco decidirá o seu futuro"
"A esquerda independentista, hoje como ontem e amanhã, tem um compromisso com a solução que este povo necessita. E temos de o dizer a Madrid, com absoluta convicção, que não tem um problema com a esquerda independentista. Madrid tem um problema muito grave com um povo que quer ser dono do seu próprio futuro, com o País Basco."
"O País Basco decidirá o seu futuro livre e democraticamente e fa-lo-á ainda que Madrid prenda milhares de pessoas".
Pernando Barrena
"O País Basco decidirá o seu futuro livre e democraticamente e fa-lo-á ainda que Madrid prenda milhares de pessoas".
Pernando Barrena
Povo basco exige liberdade
Milhares de pessoas saíram à rua ontem, sexta-feira, no País Basco. Em centenas de localidades, o povo basco quis demonstrar a sua indignação por mais um acto de repressão do Estado espanhol. A prisão de 23 membros da direcção do Batasuna configura um ataque à liberdade e aos direitos cívicos do povo basco.
Está já marcada uma manifestação nacional para o dia 12 de Outubro, às 17.00, em Iruñea, na qual se esperam avenidas cheias para exigir a democracia no País Basco e o fim das ofensivas fascistas do Estado espanhol.
Está já marcada uma manifestação nacional para o dia 12 de Outubro, às 17.00, em Iruñea, na qual se esperam avenidas cheias para exigir a democracia no País Basco e o fim das ofensivas fascistas do Estado espanhol.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
Repressão contra Batasuna
Vídeo da detenção de Joseba Permach
http://www.elmundo.es/elmundo/2007/10/05/videos/1191583644.html
http://www.elmundo.es/elmundo/2007/10/05/videos/1191583644.html
Manifestação contra a prisão de membros do Batasuna
O povo basco prepara-se para responder à ofensiva do Estado espanhol. Nas últimas horas, foram marcadas várias acções de luta. A principal será em frente à sede do PSOE [Partido Socialista Obrero Español] em Bilbau, às 19.30.
Libertação imediata dos 23 membros do Batasuna!
Libertação imediata dos 23 membros do Batasuna!
Detenções
Lista de membros do Batasuna detidos nas últimas horas:
Gipuzkoa:
Rufi Etxeberria
Joseba Permach
Mikel Zubimendi
Imanol Iparragirre
Xabier Albisu
Egoitz Apaolaza
Iban Berasategi
Angel Elkano
Juan Joxe Petrikorena
Marisa Alejandro
Bizkaia:
Aner Petralanda
Ana Lizarralde
Joana Regueiro
Ibon Arbulu
Nafarroa:
Patxi Urrutia
Jon Garai
Juan Cruz Aldasoro
Arantxa Santesteban
Araba:
Asier Arraiz
Maite Diaz de Heredia
Maite Fernandez de la Bastida.
Lapurdi:
Haizpea Abrisketa
Nafarroa Beherea:
Jean-Claude Agerre
Gipuzkoa:
Rufi Etxeberria
Joseba Permach
Mikel Zubimendi
Imanol Iparragirre
Xabier Albisu
Egoitz Apaolaza
Iban Berasategi
Angel Elkano
Juan Joxe Petrikorena
Marisa Alejandro
Bizkaia:
Aner Petralanda
Ana Lizarralde
Joana Regueiro
Ibon Arbulu
Nafarroa:
Patxi Urrutia
Jon Garai
Juan Cruz Aldasoro
Arantxa Santesteban
Araba:
Asier Arraiz
Maite Diaz de Heredia
Maite Fernandez de la Bastida.
Lapurdi:
Haizpea Abrisketa
Nafarroa Beherea:
Jean-Claude Agerre
Estado espanhol tenta calar independentistas bascos
Há poucas horas, o Estado espanhol mandou encarcerar 22 membros do Batasuna. Estabeleceram um cerco à localidade basca de Segura, onde se realizava uma assembleia da organização da esquerda independentista e iniciaram uma operação de detenção dos vários dirigentes. Poucos dias depois da prisão de Joseba Alvarez, responsável internacional da organização e que participou em várias acções de solidariedade com o povo basco e português no nosso país, demonstra-se a vontade inequivoca do Estado espanhol em promover a guerra.
Estamos solidários com a luta do povo basco pela sua autodeterminação e condenamos as vagas repressivas lançadas pelo governo espanhol. Denunciamos a tentativa de silenciar todas as formas de organização da esquerda independentista. Exigimos a imediata libertação dos presos políticos bascos e reafirmamos o nosso apoio a quem luta por um País Basco independente e socialista.
Estamos solidários com a luta do povo basco pela sua autodeterminação e condenamos as vagas repressivas lançadas pelo governo espanhol. Denunciamos a tentativa de silenciar todas as formas de organização da esquerda independentista. Exigimos a imediata libertação dos presos políticos bascos e reafirmamos o nosso apoio a quem luta por um País Basco independente e socialista.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Solidariedade internacionalista
A solidariedade internacionalista com o povo basco tem várias caras. Na Irlanda, Catalunha, Madrid, Escócia, Itália, França, Portugal, etc.
sábado, 23 de junho de 2007
ASEH no País Basco
Há vários dias que cidadãos bascos, arguidos no processo 18/98, se encontravam encerrados na Casa de Juntas de Guernica. Ontem, uma acção de protesto que juntou centenas de pessoas mostrou o seu repúdio contra a acusação de que tudo o que é independentista faz parte da ETA e que, como tal, deve ser criminalizado. Durante o protesto, os cidadãos bascos terminaram o encerramento simbólico.

A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) esteve presente na manifestação, levou a solidariedade da organização portuguesa e teve a oportunidade de contactar com os processados. Uma delegação da ASEH está presente no País Basco para participar nas Jornadas Internacionalistas organizadas pela Askapena.
Hoje, pela tarde, em Bilbau, a nossa delegação estará presente na manifestação promovida pela Acção Nacionalista Basca. Espera-se que milhares de pessoas percorram as ruas e avenidas de Bilbau por um processo democrático que devolva o poder de decisão ao povo basco e o fim das acções repressivas dos Estados espanhol e francês.
Numa cerimónia que se realiza este fim-de-semana, as delegações solidárias com o povo basco de vários pontos do mundo entregarão milhares de assinaturas de cidadãos dos seus países que quiseram mostrar a sua solidariedade com um processo de paz que conduza à autodeterminação do povo basco. A delegação da ASEH levará a voz de centenas de portugueses que exigem o reconhecimento dos direitos cívicos e políticos dos bascos.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) esteve presente na manifestação, levou a solidariedade da organização portuguesa e teve a oportunidade de contactar com os processados. Uma delegação da ASEH está presente no País Basco para participar nas Jornadas Internacionalistas organizadas pela Askapena.
Hoje, pela tarde, em Bilbau, a nossa delegação estará presente na manifestação promovida pela Acção Nacionalista Basca. Espera-se que milhares de pessoas percorram as ruas e avenidas de Bilbau por um processo democrático que devolva o poder de decisão ao povo basco e o fim das acções repressivas dos Estados espanhol e francês.
Numa cerimónia que se realiza este fim-de-semana, as delegações solidárias com o povo basco de vários pontos do mundo entregarão milhares de assinaturas de cidadãos dos seus países que quiseram mostrar a sua solidariedade com um processo de paz que conduza à autodeterminação do povo basco. A delegação da ASEH levará a voz de centenas de portugueses que exigem o reconhecimento dos direitos cívicos e políticos dos bascos.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
População exige democracia
Centenas de pessoas acorreram às Câmaras Municipais bascas onde as candidaturas da esquerda independentista foram ilegalizadas para exigir o reconhecimento dos seus votos. Em muitas destas localidades, houve uma maioria de votos da esquerda independentista anulados que dariam para a eleição de presidentes destas listas. O não reconhecimento dos seus votos levou a população a manifestar-se e a interromper dezenas de sessões de tomada de posse nos centros de poder locais.
quinta-feira, 14 de junho de 2007
O que aconteceu nos bastidores?
Que aconteceu nos bastidores?
Askapena - 14.06.07
No dia 22 de Março de 2006, a organização armada basca ETA anunciava um cessar-fogo indefinido que entraria em vigor a 24 de Março. Catorze meses depois, na madrugada de 5 de Junho de 2007, a ETA anuncia o fim do cessar-fogo e a abertura de todas as frentes a partir da meia-noite do dia 5 de Junho. Damos hoje a conhecer o que sucedeu nos bastidores durante os meses em que em que esteve em vigor o nonato processo de normalização.
Cronologia da nova intentona falhada
Os antecedentes
Desde 2000 que a esquerda basca e o PSOE mantinham um diálogo não oficial. Nos ditos encontros, ambas as delegações partilhavam a análise de que se tratava de um conflito de índole política que reclamava soluções igualmente políticas.
O cessar-fogo indefinido
Como resultado destas conversações, e para facilitar o processo de conversações iniciado, a ETA declarou o cessar-fogo indefinido. Pela lógica, o cessar-fogo devia constituir um passo para um diálogo honesto entre os interlocutores. Infelizmente, não sucedeu assim, bem pelo contrário. Uma vez desactivada a confrontação armada, tanto o PSOE como o PNV puseram em prática uma estratégia anteriormente urdida: desvirtuar o processo, transmitindo a mensagem de que se tratava de um mero processo técnico (desarmamento da ETA – resolução do assunto dos presos) e, ao mesmo tempo intensificar o acosso judicial e policial contra a esquerda basca. Dessa maneira, negava-se a igualdade de condições aos interlocutores. Uma vergonhosa manipulação da boa fé da outra parte para a desgastar, encostá-la às cordas e, se possível, liquidá-la.
A primeira crise
Esta mudança de atitude por parte do PSOR e do PNV após a declaração de tréguas da ETA deu lugar a que o processo ficasse bloqueado em dois meses. Em Maio de 2006, as conversações conheceram a sua primeira e grave crise. Para a ultrapassar, a esquerda basca promove uma primeira iniciativa de reactivação dos encontros. Nesse contexto há que colocar uma reunião muito publicitada que mantiveram o PSOE e Batasuna num hotel de Bilbau. O PSOE deu o seu acordo para que se avance na fase de negociação. No entanto, a projecção sobre o acordo alcançado é nefasta. Na conferência de imprensa seguinte ao encontro – que foi positivo – os representantes do PSOE enganam os cidadãos. Não comentam o que foi feito para resolver a crise, mas para recordar ao Batasuna que tem ”somente deveres”. Apesar desta desinformação tão grosseira, o objective foi cumprido, já que a crise foi superada.
A segunda crise
Acontece no mês de Agosto de 2006. Na publicitada reunião de 6 de Julho, tanto o PSOE como o Batasuna se comprometem a alcançar um pré acordo antes de 31 de Julho. Ultrapassaram-se as datas marcadas mas não se alcança o objectivo. Os porta-vozes do Batasuna aparecem publicamente a falar de crise e de bloqueio. Um pouco mais tarde, tanto os executivos do PSOE como do PNV dão luz verde para que se avance na concretização de um pré acordo que seria posteriormente debatido por todos os agentes bascos. A crise fica resolvida com esta que marca um salto qualitativo: pela primeira vez constitui-se entre os três interlocutores uma verdadeira mesa de negociação política com um mesmo objectivo: encontrar uma solução política definitiva para um velho conflito político.
Tempo de diálogo e as duas minutas
Em Setembro de 2006, tal como se tinha acordado, intensifica-se a três. Mantém-se três reuniões em Setembro, seis em Outubro e três em Novembro. Foi uma experiência de grande importância pelo nível das análises que mantém os três interlocutores: Batasuna, PSOE e PNV. As discussões tiveram dois pontos centrais: bases políticas necessárias para um acordo futuro e o estabelecimento de um esquema geral para o desenvolvimento do processo. Abordaram-se quatro questões que requeriam consenso: a concepção de Euskal Herria como nação, o direito a decidir, a aceitação de todos os direitos e a estruturação institucional. Trataram-se também aspectos de forma: método e calendário do diálogo multilateral (previamente PSOE e Batasuna tinham acordado avançar com reuniões multipartidárias em Outubro de 2006). O intenso trabalho destes meses deu lugar a duas minutas. A primeira delas acabou-se em Setembro; a partir desta minuta, o mês mais produtivo foi Outubro, já que se pôde avançar de forma substancial. No final deste mês acabou-se uma segunda minuta, que continha as bases que levariam a uma resolução.
A hora dos compromissos
A sexta e última reunião foi decisiva. Nela, cada um dos interlocutores devia definir a sua postura. Batasuna alertou que a minuta enformava de vícios e ambiguidades que poderiam tornar muito perigosa a sua aplicação. Os dois primeiros itens sobre o reconhecimento de Euskal Herria como nação e a aceitação de todos os direitos concitaram a aceitação geral. Os relativos ao direito a decidir e à estruturação institucional provocavam desacordos; Batasuna reclamava uma maior concretização para que não houvesse fraude no momento de formalizar uma mudança de modelo que os três, nas conversas privadas, achavam necessário.
Importante proposta política da esquerda basca
A fim de resolver o novo bloqueamento, o Batasuna põe sobre a mesa uma proposta política de enorme importância, que pressupõe um importante esforço da sua parte: um Estatuto de autonomia para os quatro territórios do sul de Euskal Herria que contemple o direito do povo decidir e que não exclua a opção independentista, se assim o decidirem os cidadãos. A proposta aproxima-se do discurso do PNV e coincide com as posições que o PSOE teve não há muitos anos.
As contribuições nunca chegaram, já que os interlocutores abandonaram a mesa.
O bloqueio
Depois de conhecer a proposta, os interlocutores comprometem-se, em finais de Outubro, a redigir as suas contribuições à proposta que o Batasuna apresentou.
Nunca fizeram o seu trabalho. Durante as três reuniões de Novembro, o PNV reiterou que não mudaria uma vírgula da segunda minuta e o PSOE apresentou importantes reservas sobre o conteúdo das duas minutas. Sobre a nova proposta do Batasuna, tanto o PSOE como o PNV se recusaram a levá-la em conta. Face a esta negativa, o Batasuna abandonou a sua exigência e propôs uma linha de acção partilhada que aproximasse gradualmente a situação a um cenário de autonomia que não excluísse a independência. Tampouco esta readequação da proposta foi tomada em conta. O PSOE e o PNV responderam com uma segunda negativa que deixava bloqueado o processo. O Batasuna continuava à espera das contribuições prometidas que nunca chegaram. Os seus interlocutores tinham abandonado a mesa de conversações, a que nunca mais regressaram.
Euskal Herria, 11 de Junho de 2007
Este documento foi publicado em www.askapena.org
Tradução de José Paulo Gascão em http://odiario.info
Askapena - 14.06.07
No dia 22 de Março de 2006, a organização armada basca ETA anunciava um cessar-fogo indefinido que entraria em vigor a 24 de Março. Catorze meses depois, na madrugada de 5 de Junho de 2007, a ETA anuncia o fim do cessar-fogo e a abertura de todas as frentes a partir da meia-noite do dia 5 de Junho. Damos hoje a conhecer o que sucedeu nos bastidores durante os meses em que em que esteve em vigor o nonato processo de normalização.
Cronologia da nova intentona falhada
Os antecedentes
Desde 2000 que a esquerda basca e o PSOE mantinham um diálogo não oficial. Nos ditos encontros, ambas as delegações partilhavam a análise de que se tratava de um conflito de índole política que reclamava soluções igualmente políticas.
O cessar-fogo indefinido
Como resultado destas conversações, e para facilitar o processo de conversações iniciado, a ETA declarou o cessar-fogo indefinido. Pela lógica, o cessar-fogo devia constituir um passo para um diálogo honesto entre os interlocutores. Infelizmente, não sucedeu assim, bem pelo contrário. Uma vez desactivada a confrontação armada, tanto o PSOE como o PNV puseram em prática uma estratégia anteriormente urdida: desvirtuar o processo, transmitindo a mensagem de que se tratava de um mero processo técnico (desarmamento da ETA – resolução do assunto dos presos) e, ao mesmo tempo intensificar o acosso judicial e policial contra a esquerda basca. Dessa maneira, negava-se a igualdade de condições aos interlocutores. Uma vergonhosa manipulação da boa fé da outra parte para a desgastar, encostá-la às cordas e, se possível, liquidá-la.
A primeira crise
Esta mudança de atitude por parte do PSOR e do PNV após a declaração de tréguas da ETA deu lugar a que o processo ficasse bloqueado em dois meses. Em Maio de 2006, as conversações conheceram a sua primeira e grave crise. Para a ultrapassar, a esquerda basca promove uma primeira iniciativa de reactivação dos encontros. Nesse contexto há que colocar uma reunião muito publicitada que mantiveram o PSOE e Batasuna num hotel de Bilbau. O PSOE deu o seu acordo para que se avance na fase de negociação. No entanto, a projecção sobre o acordo alcançado é nefasta. Na conferência de imprensa seguinte ao encontro – que foi positivo – os representantes do PSOE enganam os cidadãos. Não comentam o que foi feito para resolver a crise, mas para recordar ao Batasuna que tem ”somente deveres”. Apesar desta desinformação tão grosseira, o objective foi cumprido, já que a crise foi superada.
A segunda crise
Acontece no mês de Agosto de 2006. Na publicitada reunião de 6 de Julho, tanto o PSOE como o Batasuna se comprometem a alcançar um pré acordo antes de 31 de Julho. Ultrapassaram-se as datas marcadas mas não se alcança o objectivo. Os porta-vozes do Batasuna aparecem publicamente a falar de crise e de bloqueio. Um pouco mais tarde, tanto os executivos do PSOE como do PNV dão luz verde para que se avance na concretização de um pré acordo que seria posteriormente debatido por todos os agentes bascos. A crise fica resolvida com esta que marca um salto qualitativo: pela primeira vez constitui-se entre os três interlocutores uma verdadeira mesa de negociação política com um mesmo objectivo: encontrar uma solução política definitiva para um velho conflito político.
Tempo de diálogo e as duas minutas
Em Setembro de 2006, tal como se tinha acordado, intensifica-se a três. Mantém-se três reuniões em Setembro, seis em Outubro e três em Novembro. Foi uma experiência de grande importância pelo nível das análises que mantém os três interlocutores: Batasuna, PSOE e PNV. As discussões tiveram dois pontos centrais: bases políticas necessárias para um acordo futuro e o estabelecimento de um esquema geral para o desenvolvimento do processo. Abordaram-se quatro questões que requeriam consenso: a concepção de Euskal Herria como nação, o direito a decidir, a aceitação de todos os direitos e a estruturação institucional. Trataram-se também aspectos de forma: método e calendário do diálogo multilateral (previamente PSOE e Batasuna tinham acordado avançar com reuniões multipartidárias em Outubro de 2006). O intenso trabalho destes meses deu lugar a duas minutas. A primeira delas acabou-se em Setembro; a partir desta minuta, o mês mais produtivo foi Outubro, já que se pôde avançar de forma substancial. No final deste mês acabou-se uma segunda minuta, que continha as bases que levariam a uma resolução.
A hora dos compromissos
A sexta e última reunião foi decisiva. Nela, cada um dos interlocutores devia definir a sua postura. Batasuna alertou que a minuta enformava de vícios e ambiguidades que poderiam tornar muito perigosa a sua aplicação. Os dois primeiros itens sobre o reconhecimento de Euskal Herria como nação e a aceitação de todos os direitos concitaram a aceitação geral. Os relativos ao direito a decidir e à estruturação institucional provocavam desacordos; Batasuna reclamava uma maior concretização para que não houvesse fraude no momento de formalizar uma mudança de modelo que os três, nas conversas privadas, achavam necessário.
Importante proposta política da esquerda basca
A fim de resolver o novo bloqueamento, o Batasuna põe sobre a mesa uma proposta política de enorme importância, que pressupõe um importante esforço da sua parte: um Estatuto de autonomia para os quatro territórios do sul de Euskal Herria que contemple o direito do povo decidir e que não exclua a opção independentista, se assim o decidirem os cidadãos. A proposta aproxima-se do discurso do PNV e coincide com as posições que o PSOE teve não há muitos anos.
As contribuições nunca chegaram, já que os interlocutores abandonaram a mesa.
O bloqueio
Depois de conhecer a proposta, os interlocutores comprometem-se, em finais de Outubro, a redigir as suas contribuições à proposta que o Batasuna apresentou.
Nunca fizeram o seu trabalho. Durante as três reuniões de Novembro, o PNV reiterou que não mudaria uma vírgula da segunda minuta e o PSOE apresentou importantes reservas sobre o conteúdo das duas minutas. Sobre a nova proposta do Batasuna, tanto o PSOE como o PNV se recusaram a levá-la em conta. Face a esta negativa, o Batasuna abandonou a sua exigência e propôs uma linha de acção partilhada que aproximasse gradualmente a situação a um cenário de autonomia que não excluísse a independência. Tampouco esta readequação da proposta foi tomada em conta. O PSOE e o PNV responderam com uma segunda negativa que deixava bloqueado o processo. O Batasuna continuava à espera das contribuições prometidas que nunca chegaram. Os seus interlocutores tinham abandonado a mesa de conversações, a que nunca mais regressaram.
Euskal Herria, 11 de Junho de 2007
Este documento foi publicado em www.askapena.org
Tradução de José Paulo Gascão em http://odiario.info
segunda-feira, 11 de junho de 2007
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Estado espanhol prende Arnaldo Otegi
Arnaldo Otegi acaba de ser preso. O porta-voz do Batasuna foi encarcerado na prisão de Martutene, no País Basco, quando se dirigia para uma conferência de imprensa. Otegi é acusado de enaltecer o terrorismo através de uma homenagem que fez a "Argala", um dos históricos dirigentes da ETA e um dos principais operacionais da acção que matou o Primeiro-Ministro e sucessor de Franco, Carrero Blanco. O tribunal decretou uma sentença de 15 meses de prisão.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria solidariza-se com Arnaldo Otegi. Também nós, como ele, homenageamos a figura de "Argala" e o seu contributo para o derrubamento do fascismo no Estado espanhol.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria solidariza-se com Arnaldo Otegi. Também nós, como ele, homenageamos a figura de "Argala" e o seu contributo para o derrubamento do fascismo no Estado espanhol.
Estado espanhol faz vingança política
Um dia depois da declaração da ETA, o Estado espanhol decidiu encarcerar novamente Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco, condenado a 3 anos de prisão por escrever dois artigos num jornal (mais 3 anos para além das duas décadas que esteve preso), havia sido hospitalizado por ter levado a cabo uma greve de fome que durou vários meses. Havia também sido decidido coloca-lo em prisão domiciliária aquando da sua alta hospitalar. No entanto, o Estado espanhol num acto de vingança política voltou agora a encarcera-lo numa prisão de Madrid.
terça-feira, 5 de junho de 2007
Comunicado da ETA

A ETA, a organização socialista revolucionária de libertação nacional basca, deseja comunicar aos bascos o seguinte:
São tempos de clarificação. Euskal Herria quer dar os passos para superar a actual divisão institucional e construir um Estado independente. São milhares os votos a favor da mudança política e social, milhares de vozes em prol do futuro deste povo. Também a ETA se posiciona a favor do processo de libertação deste povo, um processo cujo fim, sem dúvida, será um Estado independente denominado Euskal Herria. Mas, para chegar a ele, será necessário conseguir um marco que englobe Navarra, Álava, Biscaia e Guipuscoa e outro que englobe Lapurdi, Baixa Navarra e Zuberoa. Assim, por último, com os sete territórios unidos, construiremos o futuro do nosso povo, mostrado que está que as falsas soluções que se apresentaram até ao presente não nos levaram a lado nenhum. O futuro está nas nossas mãos e conseguiremos.
As máscaras caíram. A ala de Zapatero apostou no fascismo que nega os direitos a partidos e cidadãos. Mas não são os únicos. Também caiu o disfarce aos dirigentes do PNV, cujas ânsias de riqueza são insaciáveis. Infelizmente, a liberdade dos povos encontra-se muitas vezes com a traição. Na defesa de Euskal Herria, na construção do futuro, apenas se recorrerem a enganos cada vez que se devem adoptar decisões firmes. No entanto, nesta ocasião, não convenceram os cidadãos a alimentar o sofrimento deste povo sob a protecção do espanholismo. Só seduziram os responsáveis pelo desrespeito pelos direitos do povo, não os bascos que desejam viver em democracia e liberdade.
Os cidadãos padecem de falta de democracia. As agressões contra Euskal Herria, em vez de desapareceram, intensificam-se e agravam-se. A justiça espanhola deixou de fora destas eleições anti-democráticas a milhares de cidadãos e à esquerda independentista, que é o principal activista do processo. A situação que vivemos em Euskal Herria na actualidade é um estado de excepção. As eleições recentemente celebradas carecem de legitimidade. À suspensão permanente de actividades armadas oferecida pela ETA, o Governo espanhol respondeu com detenções, torturas e perseguições de todo o tipo. Não existem as condições democráticas mínimas que se requerem para se realizar um processo de negociação.
No entanto, as soluções políticas para garantir o presente e o futuro de Euskal Herria são evidentes: a autodeterminação e a territorialidade; e a semente que acabam de semear milhares e milhares de cidadãos trará uma abundante colheita ao nosso povo.
Entretanto, reafirmamos a nossa decisão de defender pelas armas este povo de quem o agride pelas armas.
Apelamos a todos os cidadãos para que confrontem esta falsa democracia e putrefacta e que se envolvam com firmeza na construção do Estado livre denominado Euskal Herria. Cada um nas suas realidades e segundo as suas possibilidades. Com generosidade e construindo a causa comum.
Por último, a ETA quer anunciar que abandona o cessar-fogo permanente e que adoptou a decisão de agir em todas as frentes na defesa de Euskal Herria a partir das 00.00 de 6 de Junho de 2007.
Euskal Herria, Junho de 2006.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
Arte solidária
sábado, 2 de junho de 2007
ASEH saúda resistência do povo basco
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH) saúda a Acção Nacionalista Basca (ANB) pelos seus resultados nas eleições municipais. Apesar da ilegalização do Batasuna e das suas listas, uma grande parte do povo basco mostrou o seu repúdio pelas acções do Estado espanhol e o seu desejo de ser livre. Centenas de candidatos da ANB foram eleitos e as candidaturas ilegalizadas obtiveram milhares de votos.
A tentativa de excluir opções políticas do sistema eleitoral é uma tentativa de calar centenas de milhares de bascos. É uma decisão fascista a que tantos outros Estados recorreram para silenciar os povos que lutavam pela liberdade. O Estado espanhol não quer a paz quando opta por fechar ao povo basco os caminhos pacíficos de actuação. Mais de um ano depois do inicio da trégua, assistimos a ataques cada vez mais violentos do Estado espanhol contra o povo basco. Ainda assim, as organizações da esquerda independentista basca mostram-se à altura dos anseios de paz do seu povo. Mas a paciência esgota-se.
É tempo, de uma vez por todas, de os Estados espanhol e francês reconhecerem o direito legitimo do povo basco à autodeterminação. É tempo de se respeitarem as opções políticas do povo basco.
A tentativa de excluir opções políticas do sistema eleitoral é uma tentativa de calar centenas de milhares de bascos. É uma decisão fascista a que tantos outros Estados recorreram para silenciar os povos que lutavam pela liberdade. O Estado espanhol não quer a paz quando opta por fechar ao povo basco os caminhos pacíficos de actuação. Mais de um ano depois do inicio da trégua, assistimos a ataques cada vez mais violentos do Estado espanhol contra o povo basco. Ainda assim, as organizações da esquerda independentista basca mostram-se à altura dos anseios de paz do seu povo. Mas a paciência esgota-se.
É tempo, de uma vez por todas, de os Estados espanhol e francês reconhecerem o direito legitimo do povo basco à autodeterminação. É tempo de se respeitarem as opções políticas do povo basco.
Acção Nacionalista Basca
Vídeo de campanha da ANV, a organização que viu centenas e centenas dos seus candidatos e das suas listas ilegalizados mas que, ainda assim, obteve um êxito extraordinário em todo o País Basco.
Esquerda basca resiste
Esquerda basca resiste
Apesar de o Tribunal Constitucional espanhol ter proibido 133 candidaturas da Acção Nacionalista Basca (e 260 listas apresentadas pela esquerda independentista), sob a acusação de estarem vinculadas ao ilegalizado partido Batasuna, a ANV conseguiu suplantar os resultados de há quatro anos obtidos pelas plataformas de cidadãos.
De acordo com o jornal Gara, as listas da ANV recolheram 187 mil votos, tendo sido as mais votadas em 54 localidades.
No total, a formação independentista reivindica a eleição de 721 representantes nas quatro províncias espanholas, dos quais apenas 439 foram validados oficialmente, enquanto os restantes 282 foram anulados.
Ainda assim, o Ministério do Interior espanhol reconheceu com válidos 94.825 votos nas listas da ANV, o que se traduz na conquista de 40 municípios, 25 dos quais com maioria absoluta.
Os resultados mais expressivos foram alcançados na província de Guipúscoa, onde foram eleitos 301 representantes, dos quais apenas 193 foram reconhecidos oficialmente.
Em Biscaia, a esquerda independentista elegeu 121 candidatos «oficiais», enquanto outros 126 foram invalidados.
Em Navarra, a ANV elegeu 124 representantes, dos quais 100 são «legais» e 24 foram impugnados.
Finalmente, em Álava, quarta província do País Basco espanhol, a ANV elegeu 47 representantes, sendo oficialmente reconhecidos apenas 23.
A este resultado há que somar o êxito eleitoral da coligação Nafarroa Bai (Navarra Sim), onde participam partidos da esquerda nacionalista basca, que, logo na sua estreia em eleições regionais, se afirmou como a segunda força política, com 12 dos 50 mandatos do parlamento, retirando a maioria absoluta à direita.
em Avante.pt
Apesar de o Tribunal Constitucional espanhol ter proibido 133 candidaturas da Acção Nacionalista Basca (e 260 listas apresentadas pela esquerda independentista), sob a acusação de estarem vinculadas ao ilegalizado partido Batasuna, a ANV conseguiu suplantar os resultados de há quatro anos obtidos pelas plataformas de cidadãos.
De acordo com o jornal Gara, as listas da ANV recolheram 187 mil votos, tendo sido as mais votadas em 54 localidades.
No total, a formação independentista reivindica a eleição de 721 representantes nas quatro províncias espanholas, dos quais apenas 439 foram validados oficialmente, enquanto os restantes 282 foram anulados.
Ainda assim, o Ministério do Interior espanhol reconheceu com válidos 94.825 votos nas listas da ANV, o que se traduz na conquista de 40 municípios, 25 dos quais com maioria absoluta.
Os resultados mais expressivos foram alcançados na província de Guipúscoa, onde foram eleitos 301 representantes, dos quais apenas 193 foram reconhecidos oficialmente.
Em Biscaia, a esquerda independentista elegeu 121 candidatos «oficiais», enquanto outros 126 foram invalidados.
Em Navarra, a ANV elegeu 124 representantes, dos quais 100 são «legais» e 24 foram impugnados.
Finalmente, em Álava, quarta província do País Basco espanhol, a ANV elegeu 47 representantes, sendo oficialmente reconhecidos apenas 23.
A este resultado há que somar o êxito eleitoral da coligação Nafarroa Bai (Navarra Sim), onde participam partidos da esquerda nacionalista basca, que, logo na sua estreia em eleições regionais, se afirmou como a segunda força política, com 12 dos 50 mandatos do parlamento, retirando a maioria absoluta à direita.
em Avante.pt
sexta-feira, 11 de maio de 2007
Eleições municipais
As eleições municipais aproximam-se. A esquerda independentista apresentou centenas de candidaturas que já foram anuladas pelo Estado espanhol. Mas o povo basco votará na esquerda independentista. Mostrará que não se rende. A democracia espanhola está à vista. Centenas de milhares de pessoas que verão a sua opção política desrespeitada. O fascismo não acabou.
segunda-feira, 23 de abril de 2007
Documentário e debate sobre o País Basco
Documentário e debate sobre o País Basco. Com a presença de um activista basco da organização Askapena. De seguida, jantar. Dia 27 de Abril, Sexta-Feira, às 18 horas, na Taberna Ocupada p'la Cultura na Amadora (TOCA*). Organizado pelo MARCHA e pela ASEH. Não faltes!
O povo basco é um dos mais antigos da Europa, com uma das línguas mais antigas. Nunca se resignou às sucessivas ocupações. Foi independente através do Reino de Navarra. Depois, ocupado pelos Estados espanhol e francês, iniciou uma dura luta pela liberdade.
Hoje, apesar da queda do franquismo, o País Basco vive uma situação de excepção. Existem mais de 700 presos políticos em cadeias espanholas e francesas. Foram assassinadas centenas de pessoas. Há partidos políticos ilegalizados. Organizações juvenis proibidas. Jornais e rádios encerrados. Manifestações brutalmente reprimidas. O direito à autodeterminação não reconhecido pelos Estados espanhol e francês.
Uma realidade tão próxima como longínqua . Apesar da proximidade geográfica, as notícias sobre o País Basco são manipuladas. Pouco se sabe em Portugal do que se passa com o povo basco. Por isso, tão longe de uma realidade violenta. Onde semanalmente se prendem e torturam cidadãos pelo simples facto de lutarem pela liberdade do seu povo. Daí a importância de todos nós conhecermos a verdade do que lá se passa.
*A TOCA encontra-se perto da estação de comboios da Amadora. Na Rua Miguel Bombarda, na freguesia da Mina. Nas traseiras dos Bombeiros Voluntários da Amadora.
O povo basco é um dos mais antigos da Europa, com uma das línguas mais antigas. Nunca se resignou às sucessivas ocupações. Foi independente através do Reino de Navarra. Depois, ocupado pelos Estados espanhol e francês, iniciou uma dura luta pela liberdade.
Hoje, apesar da queda do franquismo, o País Basco vive uma situação de excepção. Existem mais de 700 presos políticos em cadeias espanholas e francesas. Foram assassinadas centenas de pessoas. Há partidos políticos ilegalizados. Organizações juvenis proibidas. Jornais e rádios encerrados. Manifestações brutalmente reprimidas. O direito à autodeterminação não reconhecido pelos Estados espanhol e francês.
Uma realidade tão próxima como longínqua . Apesar da proximidade geográfica, as notícias sobre o País Basco são manipuladas. Pouco se sabe em Portugal do que se passa com o povo basco. Por isso, tão longe de uma realidade violenta. Onde semanalmente se prendem e torturam cidadãos pelo simples facto de lutarem pela liberdade do seu povo. Daí a importância de todos nós conhecermos a verdade do que lá se passa.
*A TOCA encontra-se perto da estação de comboios da Amadora. Na Rua Miguel Bombarda, na freguesia da Mina. Nas traseiras dos Bombeiros Voluntários da Amadora.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
Presos políticos bascos iniciam luta pela amnistia e pela autodeterminação!
O EPPK, Colectivo de Presos Políticos Bascos, iniciou ontem uma nova luta pela amnistia e pela autodeterminação. Na maioria das prisões espanholas e francesas, os presos bascos encontram-se imersos numa nova dinâmica de luta para que se supere o bloqueio que o Estado espanhol leva a cabo contra o processo de paz. De 12 a 18 de Fevereiro, os presos políticos farão a "semana da propaganda", na semana de 19 a 25 será feita uma greve de comunicações. No dia 25 de Fevereiro, a luta culminará com uma manifestação que terá o apoio dos presos.
O EPPK solidariza-se com a luta de Iñaki de Juana Chaos, há 92 dias em greve de fome e exige a sua libertação imediata.
Os integrantes do EPPK reafirma a "Euskal Herria e a todos aqueles que trabalham pelos presos, para que reivindiquem com mais força pela autodeterminação e pela amnistia". "Euskal Herria deve viver e a luta é o caminho!"
O EPPK é composto por cerca de 600 cidadãos bascos dispersos por um total de 81 prisões: 32 do Estado francês, 45 do Estado espanhol e as 4 localizadas em território basco.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria reafirma a sua solidariedade com os presos políticos bascos. Pela autodeterminação e pela amnistia, a luta é o caminho!
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Estado espanhol continua a contribuir para o conflito
- A Audiência Nacional espanhola autorizou que se use a força, nomeadamente sedativos, para alimentar Iñaki de Juana Chaos contra a sua vontade. O Estado espanhol mostra assim o seu mais profundo desrespeito pela luta do preso político basco. Em vez de satisfazer a reivindicação de Iñaki revogando a pena de prisão de 12 anos - por ter redigido 2 artigos de opinião para um jornal - prefere utilizar a força.
- Foi também a Audiência Nacional que impediu que Iñaki de Juana Chaos estivesse com a sua mãe antes do seu falecimento. Um facto também com importância política já que até o regime franquista deu, em determinados momentos, autorização a exilados políticos para que pudessem assistir aos últimos momentos de vida dos familiares mais chegados.
- O processo 18/98 chega também à sua recta final. 53 cidadãos bascos são acusados de "terrorismo". As penas oscilam entre os 19 e os 4 anos de prisão.
- O Batasuna apresenta amanhã uma proposta de paz para a resolução do conflito.
- Para sábado está marcada uma manifestação nacional do movimento juvenil da esquerda independentista como resposta às 19 prisões efectuadas a dirigentes da organização Segi.
segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007
Iñaki de Juana Chaos entrevistado pelo "The Times" diz que a resolução do conflito é mais necessária que nunca.
Estado físico cada vez mais deteriorado de Iñaki de Juana
O diário britânico "The Times" entrevistou Iñaki de Juana Chaos no hospital madrileno 12 de Outubro, onde cumpre hoje 91 dias desde que iniciou a sua segunda greve de fome. O jornal abre a sua edição digital com essa entrevista, ilustrada pela imagem do preso donostiarra na qual se vê uma deterioração física grave, consequência da sua situação.
De Juana afirma que não abandonaria a greve de fome em troca de uma redução da pena e que "a única alternativa aceitável é a liberdade completa e o fim dos ataques brutais à liberdade de expressão que implica este processo ilegal".
O preso basco refere-se também ao processo político e sustém que, depois do atentado de Barajas, a "resolução do conflito é mais necessária que nunca".
Naturalmente, o Instituto Penitenciário espanhol vai investigar as circunstâncias em que se deram a entrevista. Não esperavam os carcereiros que houvesse liberdade para que o preso político basco fosse protagonista de uma entrevista de algum órgão de informação. Afinal, é importante que não se saiba a verdade do seu estado.

Iñaki ergue o punho
Fotos: The Times
Texto: Gara
Devemos denunciar a situação de Iñaki de Juana Chaos. Dos órgãos de comunicação social portugueses, nem uma palavra! O preso político basco corre perigo de vida! Há que exigir a sua libertação imediata. Ele está preso porque escreveu dois artigos para um jornal.
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
De Juana afirma que não abandonaria a greve de fome em troca de uma redução da pena e que "a única alternativa aceitável é a liberdade completa e o fim dos ataques brutais à liberdade de expressão que implica este processo ilegal".
O preso basco refere-se também ao processo político e sustém que, depois do atentado de Barajas, a "resolução do conflito é mais necessária que nunca".
Naturalmente, o Instituto Penitenciário espanhol vai investigar as circunstâncias em que se deram a entrevista. Não esperavam os carcereiros que houvesse liberdade para que o preso político basco fosse protagonista de uma entrevista de algum órgão de informação. Afinal, é importante que não se saiba a verdade do seu estado.
Iñaki ergue o punho
Fotos: The Times
Texto: Gara
Devemos denunciar a situação de Iñaki de Juana Chaos. Dos órgãos de comunicação social portugueses, nem uma palavra! O preso político basco corre perigo de vida! Há que exigir a sua libertação imediata. Ele está preso porque escreveu dois artigos para um jornal.
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domingo, 4 de fevereiro de 2007
O fascismo não acabou no Estado espanhol!
Jovens independentistas percorrem as ruas de Bilbau
Concentração dos jovens independentistas testemunhada pelos
órgãos de comunicação social
Os 19 jovens procurados pela polícia junto à parede, atrás de
centenas dos seus camaradas
Ertzaintza de costas para os jovens independentistas
Antes de serem presos, os jovens despedem-se dos camaradas,
familiares e amigos
Jovens que estiveram escondidos nos últimos dias começam a
ser presos
Erguem os punhos cerrados com a certeza de que um dia chegará
a liberdade do seu povo
Não é democracia...É FASCISMO!
Que se espante aquele que achou que aqui ao lado morava um Estado democrático. O Estado espanhol sempre negou o direito do povo basco à autodeterminação e sempre usou a repressão como forma de agrilhoar todos os que se organizam para reclamar esse mesmo direito. É uma luta desigual. O governo espanhol tem a polícia, o exército, os tribunais, a comunicação social. O governo espanhol ilegalizou o partido da esquerda independentista, o Batasuna; ilegalizou a organização juvenil Segi; encerrou os jornais Egin e Egunkaria e a rádio Ekin; proibiu a associação de apoio aos presos políticos bascos, as Gestoras Pro-Amnistia e a Askatasuna; há cerca de 700 presos políticos bascos; a Comissão contra a Tortura da ONU denunciou que a polícia espanhola tortura regularmente os muitos cidadãos bascos presos.
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com o povo basco em http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina o abaixo-assinado em solidariedade com a organização juvenil SEGI em http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Amaia Arrieta González
Ugaitz Elizaran Aguilar
Olatz Dañobeitia Cevallos
Olatz Carro Goado
Ibon Meñika Oruetxebarria
Aiboa Casares Etxebarria
Iker Frade Bilbao
David Lizarralde Palacios
Igor Ortega Susundegi
Garikoitz Etxeberria Uria
Garazi Viteri Izagirre
Ion Markel Ormazabal Gaztañaga
Asier Iñigo Egizurain
Unai González Azúa
Gartzen Garaio Atxurra
Ainara Frade Bilbao
Xabier Gojenola Goitia
Aiora Epelde Agirre
Gorka Betolaza Villagrasa
Asier Otxoa de Retana Simón
Arkaitz Martínez de Albéniz López de Subijana
Xabier Abasolo Osinaga
Igor Chillón Barbadillo
Estes são os 23 nomes dos jovens presos por um único delito, o de lutarem pela liberdade do seu povo.
Assina em solidariedade com a organização juvenil da esquerda independentista basca, a SEGI.
http://aurrera.gaztesarea.net/index_cas.html
Actualizando a notícia anterior que dava conta de muitas centenas de jovens encerradas num espaço em Bilbau, várias informações dão conta de várias cargas policiais. O espaço está cercado pela Ertzaintza (polícia basca). Os 19 jovens procurados pela polícia estão no meio de todos os jovens. A polícia procura à força prende-los. Os jovens resistem pacificamente. Os manifestantes estão acompanhados por vários dirigentes do Batasuna. Um dos procurados, Ibon Meñika, responsabiliza Zapatero pela situação que vivem os jovens bascos.
Neste momento, saem algumas notícias em órgãos de comunicação social, pouco esclarecidas, sobre uma manifestação da Segi em Bilbau. Diz-se que mais de 400 jovens se encontram concentrados com os 19 jovens procurados pela polícia. Há notícias de que a Ertzaintza está a identificar todos os manifestantes, outra notícia indica que há cargas policiais. Esperamos por mais informações.
Abaixo-assinado dos jovens independentistas - Assina em http://aurrera.gaztesarea.net
Abaixo-assinado dos jovens independentistas - Assina em http://aurrera.gaztesarea.net
Liberdade para os jovens independentistas!
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Iñaki de Juana Chaos, 87 dias de luta
Manifestação de solidariedade com Iñaki de Juana
Um grupo de representantes da cultura basca visitou Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco há 87 dias em greve de fome disse que continuará a greve até que regresse "livre ao País Basco". Os representantes informaram também que Iñaki de Juana se sente muito forte mentalmente.
Liberdade imediata para Iñaki!
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
Aparelhos de escuta e de localização descobertos
O Batasuna descobriu uma série de aparelhos de escuta e espionagem. O acessor da comissão negociadora do Batasuna, Unai Fano, que devia explicar os pormenores do seguimento de que tem sido objecto nos últimos meses, foi retido durante hora e meia pela Guardia Civil. A "democracia" espanhola não quer que se saiba o jogo sujo que executam os seus lacaios.
No seu lugar, foi Arnaldo Otegi quem explicou que há 10 dias encontraram no veículo de Fano um aparelho GPS, dotado de uma antena amplificadora, colocado entre a matricula e o pára-choques. Assim, cada vez que falava através do telemóvel ou recebia uma chamada o sistema de escuta era activado.
O GPS também contava com um cartão telefónico no seu interior, o que facilitava a localização do militante do Batasuna.
Otegi explicou que há umas semanas encontraram também um sistema de escuta mais sofisticado na habitação de um militante independentista que cumpre funções de representação da esquerda independentista em Bruxelas. O aparelho estava colocado entre uma parede e um armário
Gara.net
Este é o contributo para a paz que dá o governo espanhol. Esta é a sua "democracia".
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
sábado, 27 de janeiro de 2007
Morreu a mãe de Iñaki de Juana Chaos
Esperanza Chaos, mãe de Iñaki de Juana Chaos, faleceu hoje em Donostia. A mãe do preso político basco tinha 83 anos. A grave doença de que padecia foi uma das três razões que levaram o advogado de Iñaki a pedir a sua libertação. O tribunal, no entanto, contrariou essa possibilidade. Esperanza Chaos acabou por falecer sem ver o seu filho, que está há mais de 20 anos preso, em liberdade.
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
Iñaki de Juana Chaos, 82 dias de luta
Liberdade para Iñaki de Juana Chaos, há 82 dias em greve de fome!
Força, companheiro. Estamos contigo!
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
"A ETA não queria matar ninguém"
A morte de dois equatorianos no atentado levado a cabo pela ETA no aeroporto de Madrid têm sido fruto de grandes investigações por parte dos meios de comunicação social do Equador. Segundo o jornal Ecuador Universal, a ETA "fez exactamente 7 chamadas de telefone entre as 7:54 e as 8:27 do dia 30 de Dezembro". O jornal do país sul-americano indica ainda que segundo peritos "a ETA queria evitar vitimas a todo o custo". O governo espanhol "já confirmou", segundo o jornal, que a ETA "realizou as 7 chamadas, embora nem todas elas tenham sido atendidas".
em Ecuador Universal
A história trágica de Diego Estacio está bem presente na memória dos equatorianos. O pai, revoltado, não descarta a possibilidade de processar o Estado espanhol. "Se tivessem verificado todo o parque de estacionamento teriam salvo o meu filho", diz Winston Estacio. A namorada do filho avisou a policia com mais de 20 minutos de antecedência de que Diego estava no parque. "Eles tiveram tempo e não o fizeram".
O pai de Diego está convencido de que a ETA não assassinou o seu filho. "Se eles (ETA) anteciparam com mais de 2 horas e meia era para que não houvesse mortes", manifestou. Referiu que é preferível o diálogo e que se há acordos não haverá mais mortos a lamentar.
em Ecuador Universal
Ver vídeo das declarações do pai de Diego Estacio
em Ecuador Universal
A história trágica de Diego Estacio está bem presente na memória dos equatorianos. O pai, revoltado, não descarta a possibilidade de processar o Estado espanhol. "Se tivessem verificado todo o parque de estacionamento teriam salvo o meu filho", diz Winston Estacio. A namorada do filho avisou a policia com mais de 20 minutos de antecedência de que Diego estava no parque. "Eles tiveram tempo e não o fizeram".
O pai de Diego está convencido de que a ETA não assassinou o seu filho. "Se eles (ETA) anteciparam com mais de 2 horas e meia era para que não houvesse mortes", manifestou. Referiu que é preferível o diálogo e que se há acordos não haverá mais mortos a lamentar.
em Ecuador Universal
Ver vídeo das declarações do pai de Diego Estacio
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Vergonha!
Ontem noticiávamos que a Audiência Nacional discutiria hoje uma possível redução de pena ou prisão domiciliária para Iñaki de Juana Chaos. O preso político basco que está há 80 dias em greve de fome, mas sob alimentação forçada, corre o risco de morrer a curto prazo. A decisão foi tomada esta manhã. Iñaki continuará preso.
Depois de lhe acrescentarem mais 10 anos de prisão à de 20 anos já cumprida, por ter redigido 2 artigos para um jornal, o Estado espanhol mostra não ter qualquer vergonha e decide mantê-lo preso, apesar das condições graves em que se encontra o preso político basco.
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Repressão sobre solidariedade internacional
Na manhã de ontem, a polícia vasculhou as instalações da Rádio Pays - Rádio Txalaparta, rádios solidárias com os presos de París. Realizam programas dedicados a eles e lá trabalha também o jornalista solidário com o povo basco, Sebas, que está preso em Madrid.
Em 15 dias, para além da sua detenção, tortura e encarceramento. Sebas, companheiro do Comité de Solidariedade com Euskal Herria de París, teve a casa sob buscas policiais e, no fim-de-semana, foram detidos companheiros e amigos que estavam num acto de protesto em solidariedade com Sebas. Durante 4 horas, estiveram na esquadra com mãos e pés atados.
Como dissemos há uns dias, é clara a intenção de amedrontar todos aqueles que se mostram solidários com o povo basco. Deseja-se criminalizar a solidariedade internacionalista.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria está solidária com Sebas, com a Rádio Txalaparta e com os companheiros franceses solidários com o povo basco. Os Estados espanhol e francês demonstram a mesma determinação em violar os pressupostos democráticos que dizem defender. Mas a verdadeira democracia está na prática e não na teoria propagada pela comunicação social que os sustenta.
Gora Euskal Herria askatuta!
Gora Euskal Herria sozialista!
Viva o País Basco livre!
Viva o País Basco socialista!
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
Em 15 dias, para além da sua detenção, tortura e encarceramento. Sebas, companheiro do Comité de Solidariedade com Euskal Herria de París, teve a casa sob buscas policiais e, no fim-de-semana, foram detidos companheiros e amigos que estavam num acto de protesto em solidariedade com Sebas. Durante 4 horas, estiveram na esquadra com mãos e pés atados.
Como dissemos há uns dias, é clara a intenção de amedrontar todos aqueles que se mostram solidários com o povo basco. Deseja-se criminalizar a solidariedade internacionalista.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria está solidária com Sebas, com a Rádio Txalaparta e com os companheiros franceses solidários com o povo basco. Os Estados espanhol e francês demonstram a mesma determinação em violar os pressupostos democráticos que dizem defender. Mas a verdadeira democracia está na prática e não na teoria propagada pela comunicação social que os sustenta.
Gora Euskal Herria askatuta!
Gora Euskal Herria sozialista!
Viva o País Basco livre!
Viva o País Basco socialista!
Assina em solidariedade com o povo basco! http://www.petitiononline.com/aseh2007
Iñaki de Juana Chaos, 79 dias de luta
A Audiência Nacional espanhol pronunciar-se-á amanhã sobre uma possível redução da pena de Iñaki de Juana Chaos. Outra opção é o cumprimento da pena em prisão domiciliária. O preso político basco está há 79 dias em greve de fome. Nos últimos dias, os médicos informaram que o independentista basco corre grave risco de vida.
Iñaki de Juana Chaos está preso há mais de 20 anos. Depois de ter cumprido a sua pena, o Estado espanhol arranjou um pretexto para o manter encarcerado. Dois artigos no jornal Gara foram o suficiente para o condenar a mais 10 anos de prisão efectiva. Depois de ter finalizado uma greve de fome contra a possibilidade de vir a ser condenado por escrever num jornal, Iñaki recomeçou outra contra a decisão. Há mais de 79 dias sem se alimentar, o Estado espanhol amarrou-o a uma cama e submeteu-o a alimentação forçada.
Assina pela paz, pelo diálogo e em solidariedade com o povo basco: http://www.petitiononline.com/aseh2007
Iñaki de Juana Chaos está preso há mais de 20 anos. Depois de ter cumprido a sua pena, o Estado espanhol arranjou um pretexto para o manter encarcerado. Dois artigos no jornal Gara foram o suficiente para o condenar a mais 10 anos de prisão efectiva. Depois de ter finalizado uma greve de fome contra a possibilidade de vir a ser condenado por escrever num jornal, Iñaki recomeçou outra contra a decisão. Há mais de 79 dias sem se alimentar, o Estado espanhol amarrou-o a uma cama e submeteu-o a alimentação forçada.
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Repressão espanhola
Vídeo que ilustra a repressão vivida no País Basco
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segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Mandado de captura internacional para jovens da Segi
Acção da Segi realizada há poucas semanas
No sábado passado, a Audiência Nacional decretou uma ordem de detenção internacional para os 19 jovens da Segi condenados no caso das organizações juvenis independentistas bascas ilegalizadas e consideradas "terroristas". Cinco dos 24 jovens condenados a penas de prisão foram já encarcerados pela polícia espanhola. Os outros não foram localizados.
A Associação de Solidariedade com Euskal Herria reafirma o seu apoio aos jovens militantes da Segi.
SEGI AURRERA!
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domingo, 21 de janeiro de 2007
Imagens do comício proibido da Askatasuna
Imagens gravadas pela polícia
Há duas semanas, noticiámos o comício convocado pela Askatasuna, organização anti-repressiva. O acto político foi proibido. As pessoas manifestaram-se e sentaram-se bloqueando as ruas. Depois, a polícia carregou sobre os cidadãos bascos. Nesse dia foi torturado Sebas, o solidário francês, que se encaminhava para o comício. Mais uma vez, não poderão ver estas imagens na comunicação social portuguesa.
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Jovens da Segi perseguidos
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A situação agravou-se no País Basco. A decisão repressiva do Supremo Tribunal em considerar a Segi, organização juvenil independentista basca, como terrorista foi mais um golpe dado pelo Estado espanhol contra um possível processo de paz. A indignação percorre o povo basco e nem o Partido Nacionalista Basco teve coragem de apoiar a decisão do Supremo Tribunal. Todos condenam a decisão menos o PSOE e o PP.
Neste momento, há um mandado de captura para 23 jovens da Segi. 4 destes jovens foram presos nos últimos dias. Os outros fugiram e estão escondidos. O Estado espanhol lança jovens para a clandestinidade. Como um Estado fascista mostra a sua face grotesca. Aos jovens presos, [Olatz Carro Boado, Amaia Arrieta Gonzalez, Igor Ortega Sunsundegi, Ikor Frade] e aos que fogem às garras da repressão, mostramos a nossa mais profunda solidariedade. Estamos convosco.
Nas ruas bascas, a resposta faz-se sentir. Manifestações e concentrações reprimidas pela polícia. Confrontos com a polícia. Barricadas levantadas com contentores do lixo. Pedras, cocktails molotov e foguetes. Várias sedes do PSOE foram alvo de ataques. Os bancos também foram alvo da revolta dos jovens. Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Não lemos nada disto na comunicação social portuguesa. Seria importante que todos nós fizéssemos chegar os nossos protestos. Afinal, os que tanto valor dão às palavras de Zapatero não noticiam o que se passa neste momento. É o critério dos opressores que dominam os nossos jornais, rádios e televisões.
Nós estamos solidários com os jovens que neste momento respondem às agressões fascistas do Estado espanhol. A luta é o único caminho para travar a repressão e conquistar a liberdade.
Viva a Segi!
Gora Segi!
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A situação agravou-se no País Basco. A decisão repressiva do Supremo Tribunal em considerar a Segi, organização juvenil independentista basca, como terrorista foi mais um golpe dado pelo Estado espanhol contra um possível processo de paz. A indignação percorre o povo basco e nem o Partido Nacionalista Basco teve coragem de apoiar a decisão do Supremo Tribunal. Todos condenam a decisão menos o PSOE e o PP.
Neste momento, há um mandado de captura para 23 jovens da Segi. 4 destes jovens foram presos nos últimos dias. Os outros fugiram e estão escondidos. O Estado espanhol lança jovens para a clandestinidade. Como um Estado fascista mostra a sua face grotesca. Aos jovens presos, [Olatz Carro Boado, Amaia Arrieta Gonzalez, Igor Ortega Sunsundegi, Ikor Frade] e aos que fogem às garras da repressão, mostramos a nossa mais profunda solidariedade. Estamos convosco.
Nas ruas bascas, a resposta faz-se sentir. Manifestações e concentrações reprimidas pela polícia. Confrontos com a polícia. Barricadas levantadas com contentores do lixo. Pedras, cocktails molotov e foguetes. Várias sedes do PSOE foram alvo de ataques. Os bancos também foram alvo da revolta dos jovens. Quem semeia ventos, colhe tempestades.
Não lemos nada disto na comunicação social portuguesa. Seria importante que todos nós fizéssemos chegar os nossos protestos. Afinal, os que tanto valor dão às palavras de Zapatero não noticiam o que se passa neste momento. É o critério dos opressores que dominam os nossos jornais, rádios e televisões.
Nós estamos solidários com os jovens que neste momento respondem às agressões fascistas do Estado espanhol. A luta é o único caminho para travar a repressão e conquistar a liberdade.
Viva a Segi!
Gora Segi!
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sábado, 20 de janeiro de 2007
Solidário francês preso e torturado
Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007Há umas semanas, a Askatasuna preparou um grande comício no Estádio de Anoeta em Donostia. Milhares de pessoas acorreram para demonstrar a sua solidariedade e o seu apoio aos presos políticos bascos. Nessa altura, noticiamos a proibição decretada pelo Estado espanhol. Impedidos de realizar o comício, milhares de pessoas percorreram as ruas de Donostia. Depois de uma violenta carga policial, a população reagiu e houve confrontos com a polícia. Também noticiamos a prisão de Sebas Bedouret.
Sebas Bedouret é jornalista da rádio Txalaparta em París. Trabalha em solidariedade com o povo basco e foi nessa condição
que se dirigiu ao comício de Donostia. Foi interceptado por uma barreira policial espanhola. Nunca chegou ao destino. Foi preso, levado para Madrid e torturado.
Sebas Bedouret não é basco, nem está envolvido na esquerda independentista. É um cidadão francês que, como nós portugueses, luta solidariamente pelo povo basco. Por isso, o seu testemunho é ainda mais gritante. Não porque haja tortura com maior ou menor sentido. Nenhum acto de tortura faz sentido. Mas é gritante e demonstrativo de que qualquer pessoa pode ser presa e torturada pelo facto de se solidarizar com a causa independentista basca. É mais um exemplo da política fascista do Estado espanhol em relação ao País Basco.
Nós estamos solidários com Sebas Bedouret. O Estado espanhol pretende amedrontar os comités de solidariedade com Euskal Herria. Não contente com reprimir os cidadãos bascos, pretende agora alarga-la à solidariedade internacionalista. Não terá senão o contrário do que pretende. O reforço da solidariedade para com a justa luta do povo basco pela independência e pelo socialismo.
Relato da prisão e tortura de Sebas Bedouret
Liberdade para Sebas Bedouret!
Viva o País Basco livre e socialista!
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Urgente: Supremo Tribunal declara que a Segi é "terrorista"
Assina em solidariedade com o povo basco, pelo diálogo e pela negociação: http://www.petitiononline.com/aseh2007
A manhã acordou mais cinzenta no País Basco. Ontem, o Supremo Tribunal espanhol declarou que a organização juvenil da esquerda independentista, a Segi, é "terrorista". Os juízes, usando a velha tese de que tudo o que mexa e seja basco é da ETA, assim decidiram. Vários jovens foram condenados a pesadas penas de prisão. Estão encarcerados por lutarem pelo seu povo, como o fazem milhões de jovens por todo o mundo.
A decisão é grave. Mas clara. O Estado espanhol prossegue a sua política repressiva contra a luta do povo basco, mesmo quando ela é pacífica. É certo e sabido que existem muitas interrogações sobre a viabilidade da luta armada. Mas que vias abre o Estado espanhol para a paz quando ilegaliza jornais e rádios, quando proíbe manifestações e reuniões, quando classifica de terrorista organizações juvenis, quando impede partidos políticos de participarem activamente na sociedade e nas eleições? Estamos a falar de milhares de jovens lançados para a acção clandestina. Porque, evidentemente, nenhum deles irá baixar os braços ou desistir da luta por um País Basco livre e democrático. Porque não são terroristas. São heróis anónimos da juventude e do seu povo.
Associação de Solidariedade com Euskal Herria
Mais artigos sobre o assunto:
O TS espanhol declara "terrorista" a organização independentista Segi
Jovens começam a ser presos
Opiniões: "Grave política de vingança"
Protestos nas ruas e na televisão contra decisão do tribunal
Sabotagens em solidariedade com a Segi
A manhã acordou mais cinzenta no País Basco. Ontem, o Supremo Tribunal espanhol declarou que a organização juvenil da esquerda independentista, a Segi, é "terrorista". Os juízes, usando a velha tese de que tudo o que mexa e seja basco é da ETA, assim decidiram. Vários jovens foram condenados a pesadas penas de prisão. Estão encarcerados por lutarem pelo seu povo, como o fazem milhões de jovens por todo o mundo.
A decisão é grave. Mas clara. O Estado espanhol prossegue a sua política repressiva contra a luta do povo basco, mesmo quando ela é pacífica. É certo e sabido que existem muitas interrogações sobre a viabilidade da luta armada. Mas que vias abre o Estado espanhol para a paz quando ilegaliza jornais e rádios, quando proíbe manifestações e reuniões, quando classifica de terrorista organizações juvenis, quando impede partidos políticos de participarem activamente na sociedade e nas eleições? Estamos a falar de milhares de jovens lançados para a acção clandestina. Porque, evidentemente, nenhum deles irá baixar os braços ou desistir da luta por um País Basco livre e democrático. Porque não são terroristas. São heróis anónimos da juventude e do seu povo.
Associação de Solidariedade com Euskal Herria
Mais artigos sobre o assunto:
O TS espanhol declara "terrorista" a organização independentista Segi
Jovens começam a ser presos
Opiniões: "Grave política de vingança"
Protestos nas ruas e na televisão contra decisão do tribunal
Sabotagens em solidariedade com a Segi
sexta-feira, 19 de janeiro de 2007
Assina em solidariedade com o povo basco!
Abaixo-assinado a decorrer
Está a decorrer um abaixo-assinado a nível internacional. Vários comités de solidariedade estão nas ruas de vários países sensibilizando e recolhendo assinaturas de cidadãos solidários com o desejo de diálogo e de negociação do povo basco. Cidadãos e cidadãs que se solidarizam e exigem também eles um processo negocial que promova o fim do conflito e o respeito pelas decisões que tome o povo basco.
Em Portugal, a ASEH fará recolhas públicas de assinaturas e lança, na internet, o abaixo-assinado para que todos tenham acesso e possibilidade de o assinar.
Assina aqui: http://www.petitiononline.com/aseh2007
Está a decorrer um abaixo-assinado a nível internacional. Vários comités de solidariedade estão nas ruas de vários países sensibilizando e recolhendo assinaturas de cidadãos solidários com o desejo de diálogo e de negociação do povo basco. Cidadãos e cidadãs que se solidarizam e exigem também eles um processo negocial que promova o fim do conflito e o respeito pelas decisões que tome o povo basco.
Em Portugal, a ASEH fará recolhas públicas de assinaturas e lança, na internet, o abaixo-assinado para que todos tenham acesso e possibilidade de o assinar.
Assina aqui: http://www.petitiononline.com/aseh2007
País Basco pelo diálogo e pela negociação
O processo para a resolução do conflito político entre o País Basco e os Estados espanhol e francês é hoje mais necessário que nunca. O objectivo deste processo deve ser criar as bases democráticas para superar a confrontação, envolvendo todas as opções políticas da sociedade basca, em torno de duas mesas de negociação. Uma dos partidos políticos, sindicatos e organizações sociais com o objectivo de se chegar a um acordo conjunto sobre os elementos-chave do conflito, ou seja, o direito do povo basco a decidir o seu próprio futuro e a relação interna entre os territórios bascos. A outra mesa seria composta pela ETA e pelo Governo espanhol para promover a desmilitarização do país e solucionar a situação dos exilados e dos presos políticos bascos.
A superação do conflito é possivel. Para o progresso das negociações, é necessária a criação de condições democráticas básicas e a participação de todos os agentes na luta por uma solução democrática para os direitos do povo basco.
Por estas razões, nós, abaixo-assinado, fazemos um apelo a todas as partes implicadas para que, apesar das dificuldades, se comprometam realmente no processo de diálogo e negociação política, aceitando que no final sejam os bascos a decidir o seu futuro.
Associação de Solidariedade com Euskal Herria(ASEH)
http://paisbasco.blogspot.com
segunda-feira, 15 de janeiro de 2007
Opressores organizam manif pela paz
Sob a campanha exaltada da comunicação social espanhola contra a ETA, milhares e milhares de pessoas saíram à rua em todo o Estado espanhol. No País Basco, o governo convocara uma manifestação pela paz. O Batasuna anunciou a sua participação. O PSOE de Zapatero recusou desfilar ao lado do Batasuna. O que, de certa forma, fazia sentido. O Batasuna trabalhou durante os 9 meses da trégua pela paz. O PSOE limitou-se a apoiar a repressão executada pelo Estado espanhol governado pelos "socialistas". Mas claro, adivinhou-se a chantagem. Ou o Partido Nacionalista Basco mudava o lema da manifestação para uma mensagem contra a ETA ou não participava. O PNV, que guardou há muito a independência na gaveta, cedeu e alterou o lema. Agora, se o Batasuna quisesse participar tinha de condenar a única organização que durante 9 meses cumpriu o prometido, a ETA. O Batasuna recusou, claro, recusou. E o PSOE lá foi, hipocritamente, atrás da faixa pela paz e contra a ETA.
domingo, 14 de janeiro de 2007
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Políticas penitenciárias
Primeira parte
Segunda parte
Resumo das diferentes políticas penitenciárias levadas a cabo pelos Estados espanhol e francês ao longo das últimas três décadas.
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