sábado, 21 de setembro de 2013

Escoltado pela Polícia, Baltasar Garzón saiu pela porta traseira de uma rádio em Buenos Aires

Pela segunda vez esta semana, militantes solidários com Euskal Herria protestaram contra a presença de Baltasar Garzón em Buenos Aires, quando participava num programa de rádio. O antigo juiz do tribunal de excepção espanhol teve de abandonar o local escoltado pela Polícia.

De acordo com a crónica e a nota publicadas no site da Askapena, no momento em que o antigo juiz fez referência ao poeta andaluz García Lorca, assassinado pelo franquismo, vários jovens que se encontravam nas instalações da Rádio Nacional da Argentina a assistir ao programa acusaram-no de ser um «repressor dos lutadores bascos».

Um deles disse ao juiz que «é uma vergonha andar a falar de direitos humanos, quando condenou à tortura sistemática e a dezenas de anos de prisão lutadores populares pelo mero facto de serem independentistas».

As manifestações do jovem foram apoiadas por outros militantes que se tinham «camuflado» no meio da audiência e mostraram ikurriñas e uma fotografia da cara de Unai Romano depois ser detido por ordem de Garzón e torturado pela Polícia.

Protesto contra Barzón em Buenos Aires (Barricada TV) O protesto prosseguiu no exterior das instalações radiofónicas, «protegidas» por uma vedação colocada pela Polícia e um grande dispositivo policial. Dezenas de membros de organizações sociais esperaram pela saída de Garzón exibindo bandeiras bascas (ikurriñas) e faixas e cartazes onde se lia «Fuera Garzón de Argentina. No queremos represores del pueblo vasco».

A acção de protesto prolongou-se por várias horas, até que o juiz deixou o local, por uma porta traseira e escoltado por polícias. / Fonte: naiz.info e askapena.org [com extensa informação e muitas fotos]

O LAB e a conjuntura em Euskal Herria: Ainhoa Etxaide

Entrevista da Escuela de Cuadros (Venezuela) a Ainhoa Etxaide, secretária-geral do LAB Ainhoa Etxaide, secretária-geral do sindicato LAB, analisa a actual conjuntura numa Europa marcada pela crise do capital e na qual se impõe (de cima) um novo ciclo de acumulação - uma nova fase no desenvolvimento de um capitalismo cada vez mais selvagem.

Etxaide afirma que só numa Euskal Herria reconhecida e com pleno direito a decidir sobre o seu destino e as suas políticas o povo trabalhador poderá defender os seus interesses contra a crise.

Etxaide destaca o esforço do LAB (Langile Abertzaleen Batzordeak - Comissões de Trabalhadores Abertzales), sindicato sociopolítico basco nascido em 1974, na organização do povo trabalhador basco para disputar o poder ao capital e para acabar com a opressão nacional que o capitalismo impõe. O processo de normalização da política que se está a viver em Euskal Herria, que inclui a resolução do conflito armado, tem de ser acompanhado pelo reconhecimento dos direitos políticos, económicos e sociais da nação basca. / Fonte: Escuela de Cuadros via pakitoarriaran.org

Ahaztuak 1936-1977: «Ante la orden de detención de cuatro criminales franquistas dictada por la jueza argentina Servini de Cubria»

Desde Ahaztuak 1936-1977 y desde la perspectiva que nos da nuestro recorrido de años de trabajo entendemos que debemos tener claro que el principal problema con el que nos enfrentamos no es jurídico sino político. Evidentemente sobran los argumentos jurídicos que nos permiten poner fin a las trabas legales del modelo español de impunidad pero hasta la fecha, los principales garantes de la Impunidad del Franquismo han sido el Parlamento Español y los distintos gobiernos independientemente de cual fuera el partido mayoritario, que este ha sustentado. (ahaztuak1936-1977)  

«Hasta Argentina en búsqueda de Justicia», de Maite UBIRIA (lahaine.org)
Una parte de ese mapa del sufrimiento quedo hoy un poco más al descubierto gracias a la Justicia argentina y a la labor de sensibilización previa que han realizado en ese país golpeado a su vez por la dictadura para que se haga la luz sobre las víctimas del Franquismo. Y ello no ha sido labor fácil. Porque durante años, la «modélica transición» española ha exportado sus virtudes a países desgarrados por el zarpazo del genocidio, como Chile y Argentina.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Grande cordão humano em Barañain, em solidariedade com Goñi e Sagardoi

Centenas de pessoas participaram no cordão humano de 1500 metros que hoje se realizou em Barañain (Nafarroa) em solidariedade com os jovens Xabier Sagardoi e Luis Goñi, que se encontram escondidos. Tomaram essa decisão como forma de protesto contra a sua situação, há cerca de dois meses, no mesmo dia em que o Supremo espanhol os condenou a seis anos de cadeia pela sua militância política, mas antes de conhecerem a decisão judicial.

Um dos propósitos subjacentes a esta iniciativa a favor dos dois rapazes de Barañain era juntar 1500 pessoas nos 1500 metros que ligavam o limite municipal à Praça do Município [Udaletxe plaza], e o número foi ultrapassado. A cor laranja (dos balões, das T-shirts, dos lenços, etc.) era dominante entre os presentes. Havia gente do LAB, membros do grupo de dança, colegas da equipa de râguebi de Luis Goñi, momotxorroak...

No acto que pôs fim à iniciativa, afirmou-se que a «onda laranja» criada em Barañain é uma nova pedra colocada no muro popular, que há-de continuar por toda Euskal Herria.

Depois de recordarem os contributos já anteriormente dados pelo Aske Gunea de Donostia, por Ekaitz Samaniego ou pela «ponte» de Ondarroa, criticaram com veemência o facto de Goñi e Sagardoi serem condenados pela sua militância política, afirmando que penas deste género não têm lugar no actual contexto.

Enfatizaram a necessidade de reforçar o muro popular e assumir compromissos para acabar com os julgamentos e com as punições políticas, e anunciaram mais iniciativas e mobilizações para as próximas semanas, sendo uma delas uma manifestação pelas ruas de Iruñea no dia 5 de Outubro. / Ver: naiz.info / Mais informação: Gara / Fotos: Cordão humano em Barañain

[Vídeo] LAB: «Não é um suicídio, é um homicídio»

Convocada pelo sindicato LAB, uma manifestação percorreu ontem as ruas de Altsasu (Nafarroa) para protestar contra a morte de Jabi Paniagua. E hoje o protesto chegou à sede do patronato navarro. Jabi era filiado do sindicato LAB e foi despedido da empresa Susundegui por duas vezes; depois da segunda, decidiu pôr fim à vida.

O LAB afirma que «as chantagens, as coacções e as agressões do patronato estão a causar grande sofrimento à classe trabalhadora». «Kapitalismoak hiltzen du! [o capitalismo mata] é mais do que um lema, é uma realidade cruel», disse o LAB, que destacou a necessidade de acabar com este «sistema desumano», que «põe os lucros das empresas à frente das vidas das pessoas».
Fonte: LAB e ateakireki.com  

Êxito nos primeiros dias de greve na Faurecia-Orkoien
Apesar da disposição manifestada pelos trabalhadores e trabalhadoras para resolver o conflito através da negociação, a Administração da Faurecia mostra-se intransigente e recusa-se a readmitir os trabalhadores despedidos. Confrontada com a prepotência patronal, a grande maioria do pessoal aderiu à greve por tempo indeterminado. Fonte: LAB e ateakireki.com

Juíza argentina ordena a detenção de quatro torturadores do franquismo

María Servini, a juíza instrutora do processo contra os crimes do franquismo, na Argentina, deu um passo histórico para acabar com a impunidade dos responsáveis da repressão durante a ditadura franquista, ao ordenar esta quarta-feira a detenção de quatro torturadores, para que sejam extraditados e interrogados. Trata-se de três antigos membros da Brigada Político Social da Polícia espanhola (Celso Galván Abascal, José Ignacio Giralte e Juan Antonio González Pacheco, «Billy el Niño») e de um antigo guarda civil, Jesús Muñecas Aguilar.

«Os delitos constituem crimes contra a humanidade, pelo que, num ou noutro caso, a acção e a pena são imprescritíveis e os seus responsáveis sujeitam-se à perseguição através da aplicação do princípio de jurisdição universal», refere a magistrada, que indica que os quatro imputados, acusados de torturas, podem ser condenados a penas entre os oito e os 25 anos de prisão. Agora, não se sabe se o Governo espanhol irá acatar a ordem, detendo e extraditando os imputados para a Argentina para ali serem interrogados. Recorde-se que Madrid pressionou Buenos Aires em diversas ocasiões para que o processo não avançasse.

A juíza receberá as vítimas na Argentina a 20 de Novembro
Os avanços relativos ao processo judicial movido na Argentina contra o franquismo não se limitam à ordem de detenção dos quatro torturadores. No dia 20 de Novembro, data carregada de simbolismo por coincidir com o aniversário do falecimento de Franco, María Servini irá receber em Buenos Aires uma delegação de queixosos, que irão acompanhados por diversos cargos públicos, tanto de Euskal Herria como do Estado espanhol. / Ver: Gara 

 
ENTREVISTA A MARTXELO ÁLVAREZ, membro da Ahaztuak 1936-1977 (Info7 irratia)  

ENTREVISTA A ANDONI TXASKO, membro da Associação 3 de Março e da Plataforma basca contra os crimes do franquismo (Info7 irratia)

Txente Rekondo: «Miles de razones desencadenadas en Catalunya»

El rotundo éxito de la Via Catalana per la Independència es en primer lugar un imponente acto de reafirmación nacional. La sensación que esta es una apuesta de país participada por amplísimas capas de la sociedad catalana y que difícilmente tiene marcha atrás ha quedado profundamente enraizada en el imaginario colectivo de Catalunya (lahaine.org)  

«Autodeterminación amable», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
No hace falta hacer un master para saber cuál es el terreno de juego que nos ha tocado. Tanto el estado español como el francés se oponen a procesos de soberanía de lo que ellos consideran su propiedad, y a los que niegan rango de nación y de derecho de autodeterminación.

«Recuerdos imborrables», Fidel CASTRO RUZ (pakitoarriaran.org)
Hace apenas tres días nos visitó un alto dirigente del Partido Comunista de Vietnam. Antes de marcharse, me trasmitió el deseo de que yo elaborara algunos recuerdos de mi visita al territorio liberado de Vietnam en su heroica lucha contra las tropas yankis en el sur de su país.

«Passos – Portas & companhia – um governo kafkiano», de Miguel URBANO RODRIGUES (Odiario.info)
No último ano a resposta popular contra a política criminosa que vem sendo posta em prática adquiriu amplitude, assumindo características que alarmam o Governo. Os protestos, as manifestações, as greves já não são acções isoladas. Adquiriram carácter permanente, numa interligação das lutas que reflecte a tomada de consciência das massas e a disponibilidade para o combate de novas camadas sociais. As coisas não podem continuar como estão.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Periko Solabarria e Mikel Button negam as acusações na AN espanhola

O porta-voz da Ernai Mikel Button e o histórico militante abertzale Periko Solabarria, de 83 anos, depuseram hoje na Audiência Nacional espanhola durante dez minutos, na presença do juiz Eloy Velasco. Responderam apenas às questões colocadas pela sua advogada, Jone Goirizelaia, e ambos negaram as acusações de «enaltecimento do terrorismo» que lhes são imputadas.

Ambos chegaram à Audiência Nacional espanhola acompanhados por várias pessoas, tanto de Euskal Herria como de Madrid. Entre elas, estavam os deputados da Amaiur Sabino Cuadra e Jon Iñarritu.

Antes de serem presentes ao juiz, Button referiu que não reconhece legitimidade ao tribunal especial para o julgar, sublinhando que vão continuar a trabalhar pela construção de uma Euskal Herria «socialista e feminista». Também teve palavras de elogio para Solabarria, tendo destacado o seu «espírito jovem».

Por seu lado, Sabino Cuadra afirmou que este julgamento é «um disparate», referiu que Euskal Herria «precisa do contrário: paz e democracia», e que irão continuar a defender e a promover o processo democrático.

Para além de Button e Solabarria, foram incriminados mais cinco membros da Ernai. / Ver: naiz.info [Na foto de cima, solidariedade dos camaradas castelhanos da Yesca.]

Irakurri ere: «Epaiketa "fartsa" bat dela salatu dute Buttonek eta Solabarriak Madrilen» (topatu.info)

Ontem, em Barakaldo: Periko, 83 anos de luta! [herrikolore] A concentração de ontem, iniciativa da Barakaldoko Herri Ekimena, teve como lema «Periko eta gazteak libre! Elkartasuna ez da delitua. Aupa Periko! Eskerrik asko» [Periko e os jovens livres. A solidariedade não é um crime. Viva Periko! Obrigado] (boltxe.info)

Mensagem de Luis Goñi, militante independentista que se encontra escondido

«Temos de construir um muro intransponível para o Estado»
Entrevista a Luis Goñi, jovem independentista de Barañain (Nafarroa) condenado pelo Supremo Tribunal espanhol a seis anos de prisão pela sua militância política. Xabier Sagardoi também foi condenado no mesmo processo e ambos se encontram escondidos como forma de protesto contra a sua situação. Goñi agradece o apoio que têm estado a receber e incentiva as pessoas a prosseguirem com o trabalho para fazer frente à política repressiva do Estado espanhol. / Fonte: ateakireki.com

Jon Odriozola: «"Spanish empire"»

Y un imperio, la idea de imperio, aun en decadencia, jamás trata de igual a igual a sus regiones, provincias y colonias. En Catalunya no han aprendido esto y hacen pujos. (Gara)  

«Existe Resistência Galega?», de Armando RIBADULHA (lahaine.org)
A reposta deve ser sim, desde a guerrilha anti-franquista até moncho reboiras, desde a luta das Encrobas até o levantamento pelo desastre ecológico provocado pela negligencia no afundamento do petroleiro prestige, desde a Liga Armada Galega ao EGPGC, existe resistência galega em todos esses monolingues galegos que contra vento é maré resistem uma espanholização imposta desde o regime. / Existe um grupo armado chamado Resistência Galega? Aqui a resposta seria que tudo indica que não.

[Vídeo e fotos] «Um jovem antifascista grego foi assassinado por nazis do Aurora Dourada» (boltxe.info)
Pavlos Fyssas, um antifascista de 34 anos e artista de hip hop «Killah P», foi assassinado ontem à noite por neonazis do Aurora Dourada em Keratsini, um bairro operário da cidade de Pireu.  

[Vídeos e fotos] «Onda de protestos sacode a Grécia: mais de 100 detidos durante marcha antifascista» (lahaine.org)
Milhares de jovens protestam nas ruas contra o assassínio do antifascista grego Pavlos Fyssas.

Dame Pa Matala - «Ahora en el Sur»

Tema do terceiro álbum - Movimiento Latino - do grupo venezuelano.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

O LAB convoca mobilizações na sequência do suicídio de um trabalhador despedido na Sunsundegui

Na sequência do suicídio de um trabalhador que fora despedido na empresa Sunsundegui, o sindicato LAB convocou uma manifestação para amanhã em Altsasu (Nafarroa) e uma concentração para sexta-feira frente à sede do patronato navarro.

O LAB denunciou a morte de Javi Paniagua, de 45 anos, ontem em Altsasu e expressou apoio e solidariedade à sua família, amigos e colegas de trabalho. Paniagua, filiado no sindicato abertzale, suicidou-se ontem.

O LAB recordou que Paniagua fora despedido da Sunsundegui, juntamente com outros trabalhadores, em 2010, tendo a opção de poder reingressar na empresa um ano depois, o que se veio a verificar.

Em Abril deste ano, voltou a ser despedido, com mais 40 trabalhadores, «apesar de existir um acordo na empresa que determinava que aqueles que tinham saído durante um ano seriam os últimos a ser afectados por eventuais acções de despedimento, na medida em que já tinham usufruído de mais de metade do subsídio de desemprego».

Javi Paniagua «foi despedido recebendo metade do subsídio de desemprego de outros trabalhadores», denuncia o LAB, que afirma que, seis meses depois, mais de 50 trabalhadores deram entrada na empresa através de ETT – empresas de trabalho temporário.

A central abertzale sublinha o facto de este caso «não ser um caso isolado», afirmando que todas as reformas laborais «facilitaram o despedimento de trabalhadores». «As reformas que o capital está a levar por diante estão a conduzir milhares de trabalhadores e trabalhadoras à ruína. Os cortes estão a acabar com a protecção social e, no final, nesta sociedade doente são muitos os que põem fim à vida», salientou.

Referindo que o caso de Javi Paniagua «é um e não o único nestes tempos de crise e nesta empresa», o LAB denunciou «a atitude do patronato e as medidas de ajustamento implementadas», pois «são essas medidas que provocam estas situações».

O LAB convocou uma manifestação para quinta-feira, às 19h30 em Altsasu, com o lema «Patronala hiltzailea», e uma concentração para sexta-feira, ao meio-dia, frente à sede da CEN, em Iruñea. / Ver: naiz.info / VER: labsindikatua.org

«Morreu um trabalhador nas obras da passagem de Deskarga» (LAB Sindikatua)
Um acidente provocou hoje a morte a um trabalhador de 33 anos nas obras da passagem de Deskarga, em Antzuola (Gipuzkoa). A ocorrência deu-se quando o camião Dumper que guiava resvalou para um talude de 10 metros e se virou. O sindicato LAB, que expressou o seu pesar e a sua solidariedade à família, aos amigos e a toda a classe trabalhadora, afirmou que se trata da sexta morte provocada por um acidente laboral no curto espaço de um mês.

Leitura: 
«Mierda de Paz», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
La paz y la convivencia es el verdadero proyecto de la clase trabajadora. La paz y la convivencia bajo la injusticia, un proyecto despreciable. Apostar por la no normalización y por la no convivencia mientras esta situación de injusticia siga aferrándose a la realidad vasca es el único pasaporte hacia la verdadera paz basada en derechos y la verdadera convivencia basada en la igualdad.

TGV: Entrevista a dois «tartalaris» de Barcina

Gorka Overejo e Mikel Alvarez, opositores ao TGV Entrevista a Gorka Ovejero e Mikel Alvarez, dois dos «tartalaris» da plataforma Mugitu! que «adoçaram» a cara de Yolanda Barcina na acção de protesto contra a construção do TGV e que serão julgados na AN espanhola a 18 de Novembro.

Tanto o Ministério Público como a acusação particular pedem penas de prisão pesadas para eles. / Fonte: ateakireki.com via boltxe.info

Aplicaram a «doutrina Parot» ao preso Gabriel Urizar

Numa nota de imprensa hoje divulgada pela associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos Etxerat, ficou-se a saber que o preso Gabriel Urizar, que se encontra na prisão de Puerto II (Andaluzia) e está a cumprir pena há 28 anos, tinha data de saída marcada para Janeiro de 2014 mas que, ao ser-lhe aplicada a doutrina 197/2006 (em Julho último), terá de continuar na cadeia até 17 de Setembro de 2016.

Gabriel Urizar Murgoitio, natural de Arrasate (Gipuzkoa), foi detido em Sara (Lapurdi, território basco sob administração francesa) em 1985 e, apesar de só ter sido extraditado para o Espanha em 1988, começou a cumprir a pena a que foi condenado no Estado espanhol logo em 1986, afirma a Etxerat na nota, referindo ainda que, com este caso, a chamada «doutrina Parot» já foi aplicada a 93 presos e presas. Destes, 71 ainda continuam na prisão.

Na nota, a Etxerat critica o Estado espanhol por «continuar a aplicar esta medida cruel», mesmo depois de o Tribunal de Estrasburgo ter deixado claro, na sentença relativa ao caso de Inés del Río, que a doutrina «viola os direitos humanos».
Ao fazê-lo, o Estado espanhol continua a violar o direito dos presos políticos bascos e «também os dos familiares», que têm de «continuar a viajar» pelas estradas da dispersão.
«Também a nós nos prolongam a pena», afirma a Etxerat, que exige o fim da aplicação desta medida e do sofrimento. / Ver: etxerat.info (cas / eus)  

Jovem de Baztan condenado a pagar 2000 euros «por denunciar a tortura»
De acordo com a informação hoje divulgada pelo portal Arranbela, Haritz Gaztelu foi condenado por um tribunal navarro a pagar 2000 euros por ter denunciado a tortura numa representação teatral durante o Carnaval de 2010 em Elizondo (Nafarroa). No mesmo processo, três jovens foram absolvidos.

A Guarda Civil apresentou queixa por causa da peça e em Outubro do ano passado quatro jovens baztandarras foram julgados por injúrias - apesar de, inicialmente, o Ministério Público os acusar de calúnias e pedir oito anos de prisão. No final do julgamento, o magistrado da acusação pediu 5400 euros de multa para cada um dos jovens. Agora, soube-se que três deles foram absolvidos e que Haritz Gaztelu tem de pagar 2000 euros de multa. / Ver: ateakireki.com  

CONCENTRAÇÃO contra política penitenciária frente à sede do PP
Na segunda-feira, 63 pessoas participaram na habitual concentração frente à sede do PP em Iruñea para reivindicar o direito dos presos a viverem livremente em Euskal Herria. Nas faixas que exibiam podia ler-se: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira» e «La dispersión mata». / Fonte: ateakireki.com

«Pela paz! Não à agressão à Síria!» (actos públicos em Lisboa e no Porto)

LISBOA: 19 de Setembro, 18h00, Armazéns do Chiado, com desfile até ao Largo Camões

PORTO: 20 de Setembro, 17h30, Praça da Liberdade (junto à igreja dos Congregados)

Ver comunicado do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) aqui.

EM GASTEIZ: «¡No a la agresión imperialista en Siria!»
Concentração em Gasteiz: 19 de Setembro, 12h00, Praça General Loma (frente ao Parlamento)
Eraso inperialistarik Ez! Ez Sirian, ez inon! / Ver cartaz e notícia: askapena.org

Udazkena badator / Vem lá o Outono

Lugar: Azpilikueta; município: Baztan; herrialde: Nafarroa; país: EH (2007ko abendua / Dezembro de 2007)
Lugar: Alde Zaharra; município: Iruñea; herrialde: Nafarroa; país: EH (2007ko abendua / Dezembro de 2007)

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Internacionalistas argentinos repudiam presença de Baltasar Garzón num colóquio em Buenos Aires

Militantes dos Euskal Herriaren Lagunak denunciam a presença de Baltasar Garzón num colóquio numa faculdade de Buenos Aires. Perante as dezenas de pessoas que iam assistir ao colóquio, explicaram a acção do antigo juiz da Audiência Nacional espanhola contra o independentismo basco.

«Escrache» a Baltasar Garzón numa Faculdade de Buenos Aires Vários militantes dos Euskal Herriaren Lagunak (Amigos do País Basco) impediram ontem que Garzón participasse num colóquio organizado pela Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires com o título «Derechos humanos y procesos de emancipación: la construcción latinoamericana del presente».

De acordo com o Resumen Latinoamericano, o juiz espanhol não apareceu ao aperceber-se da presença dos militantes internacionalistas. Quando a sala já estava cheia, os membros dos EHL tomaram a palavra para denunciar o facto de se convidar para um colóquio deste tipo «um repressor do povo basco, um homem repudiado por ter consentido as torturas de centenas de militantes».

Durante a sua intervenção, repudiaram o facto de se «continuar a receber uma personagem sinistra como Garzón, pois pelo seu tribunal, a Audiência Nacional franquista, desfilaram centenas de jovens que, como os nossos 30 mil irmãos desaparecidos, foram brutalmente torturados, e o senhor Garzón permitiu-o sempre. Mais ainda, multiplicou as detenções e as penas contra os militantes bascos e catalães que lutam pela sua independência do reino fascista de Espanha».

Torturas e encerramento de órgãos de comunicação
Com ikurriñas e bandeirolas que exigiam o fim da dispersão do Colectivo dos Presos Políticos Bascos e gritando «como los nazis le va a pasar, a donde vaya lo iremos a buscar», distribuíram dezenas de panfletos nos quais se resumia a acção de Garzón durante os últimos quinze anos contra o independentismo basco.

No documento, a secção argentina dos EHL afirma que Garzón condenou militantes independentistas bascos a penas até 30 anos de prisão, que recorreu à tortura e que ilegalizou numerosas organizações políticas e culturais bascas, para além de ordenar o encerramento de vários meios de comunicação. / VER: askapena.org / Ver também: Berria e resumenlatinoamericano.org

A Ertzaintza entrou na fábrica da Incoesa em Bedia para a esvaziar

A Ertzaintza entrou na fábrica da Incoesa na localidade biscainha de Bedia. Os trabalhadores tentaram impedir o seu acesso e sete operários foram imputados.

A 30 de Julho último, uma juíza de Durango (Bizkaia) autorizou o acesso da Incoesa às instalações que a empresa tem em Bedia para poder dali retirar todo o produto acabado e os materiais que nela se encontravam. Os 53 operários da fábrica, que produz transformadores eléctricos, ficaram dentro das instalações, aguardando pela eventual operação de esvaziamento da empresa, que teve início esta manhã.

Apareceram no local vários agentes da Ertzaintza e viveram-se momentos de tensão. Sete trabalhadores foram identificados e vão ser imputados por, alegadamente, terem violado a Lei de Segurança dos Cidadãos, quando tentaram impedir a retirada do material do interior das instalações.
A administração da empresa quer transferir a produção para Soria e a Extremadura (Espanha).  

«Não é um ponto final»
Na sequência, ver declarações da Comissão de Trabalhadores, de acordo com as quais a retirada das máquinas pela administração «não é um ponto final» no conflito, pois os trabalhadores vão continuar a mobilizar-se e vão recorrer para os tribunais para manter os seus postos de trabalho.

Juankar Vizán, responsável do sector metalomecânico do LAB em Hego-Uribe Arratia, afirmou que os pouco mais de 50 trabalhadores da empresa iniciaram uma greve por tempo indeterminado a 29 de Maio, permanecendo desde então às portas da fábrica, «fazendo turnos de 24 horas».
Lamentou que as Juntas Gerais da Bizkaia não tenham honrado «o compromisso assumido com os trabalhadores», sendo um deles a divulgação das subvenções recebidas pela Incoesa, pois, de acordo com um regulamento foral de 2007, a empresa teria de devolver tudo o que tivesse recebido». / Ver: naiz.info / Mais informação: LAB e Berria  

Trabalhadores da Faurecia-Orkoien vão entrar em greve contra a «ganância empresarial» O LAB denuncia o facto de a empresa, pese embora estar bem de saúde, ter despedido oito pessoas, afirmando que isto é apenas o início do processo de destruição de postos de trabalho. Os trabalhadores prepararam-se para iniciar uma greve por tempo indeterminado a partir de quinta-feira. / Fonte: LAB via ateakireki.com

O Sortu afirma que a Guarda Civil e a delegada do Governo «estão a mais» em Nafarroa

A esquerda abertzale convoca uma concentração para sábado, 21, às 12h00, frente à Delegação do Governo em protesto contra a intromissão desta instituição na vida política navarra.  

Declarações de Txelui Moreno (cas) [Declarações de Maitane Intxaurraga em euskara aqui]

Txelui Moreno, coordenador do Sortu em Nafarroa, afirmou hoje em conferência de imprensa que «não é aceitável, sob nenhuma perspectiva, que a figura governativa seja utilizada contra o direito de Nafarroa decidir sobre as questões que dizem respeito aos seus cidadãos e cidadãs. É inaceitável que o dinheiro que nos é espoliado seja utilizado para impedir o livre exercício da liberdade de expressão da sociedade navarra e contra as decisões das suas instituições».

«As duas instituições estão a mais. Tanto a Delegação do Governo espanhol em Navarra como a Guarda Civil. Duas instituições que, com a sua presença, só servem para mostrar que Navarra continua ocupada e com os seus direitos sequestrados. Está na hora de iniciar a desmilitarização em Navarra. Está na hora de abrir as portas às soluções e, para tal, é imprescindível que o Estado abandone o seu discurso de quartel e dê passos.

Nafarroa precisa de ser dona do seu presente e futuro. Só assim, sem qualquer ingerência externa, poderá sair da crise e tomar decisões no sentido da mudança que os seus cidadãos desejam. O maior entrave a essa via é o Estado; e isso é cada dia mais claro.

Assim, fazemos um apelo à mobilização. Este sábado, 21 de Setembro, haverá uma concentração ao meio-dia, frente da Delegação do Governo, em Merindades». / Fonte: Sortu Euskal Herria

Isabel Pozueta: «Euskal Herria-Sahara, realidades que confluyen»

Recordamos en particular los testimonios de familiares de quince personas desaparecidas el 25 de diciembre del 2005, o las de familiares de presos políticos (67) que sufren la dispersión y las condiciones infrahumanas en cárceles a lo largo de la geografía del reino alauí. Y nuestra mente se iba a la realidad de lo 700 presos y presas políticas de Euskal Herria, sus familias y los desaparecidos como Mikel Zabalza, Jon Antza... (askapena.org)
[Também assinam Maitane Intxaurraga, Zumai Olalde, Asier Segovia, Nerea Perez de Anuzita, Unai Palacios e Lur Balda (activistas da Askapena)]