quarta-feira, 9 de outubro de 2019

Meia centena de personalidades acusadas de sedição por alertarem Modi

Agentes da cultura indiana escreveram, em Julho, uma carta a Narendra Modi a alertar para o discurso de ódio crescente no país e exigindo o fim imediato dos linchamentos de muçulmanos e dalits [oprimidos, trabalhadores braçais, «impuros»]. De acordo com a acusação, os signatários «mancharam a imagem do país e minaram o desempenho impressionante do primeiro-ministro», além de terem «apoiado tendências secessionistas», refere o indiatoday.in.

Os comunistas indianos, que recordam o seu posicionamento contra a figura jurídica da sedição (usada com abundância nos tempos da Índia submetida à coroa britânica), sublinham que «escrever uma carta ao primeiro-ministro a expressar opiniões […] não pode ser definido como um crime ou designado como anti-nacional».

«Isto é o equivalente a castigar todos aqueles que têm uma opinião divergente sobre as políticas do actual governo», lê-se na nota, que sublinha que o caso constitui «a negação completa dos direitos democráticos e reflecte o autoritarismo crescente no país». (Abril)

terça-feira, 8 de outubro de 2019

«Movimiento feminista postmoderno: el modelo de militancia y la política del espectáculo»

[De Nahia Santander / eus: Mugimendu feminista postmodernoa: militantzia eredua eta ikuskizunaren politika] Al mismo tiempo, busca ser compatible con el resto de los aspectos de la forma de vida capitalista: el trabajo asalariado, las distintas instancias de socialización burguesas… Por eso, lejos de ser una militancia integral, que aspira a abarcar todos los ámbitos de nuestra vida y a subvertir el régimen social imperante, se convierte en una institución más que regula nuestra reproducción social: que nos socializa para que interioricemos una serie de preocupaciones, para que neguemos la voluntad colectiva… / Ver: lahaine.org

Mantêm-se os protestos no Equador e Moreno muda-se para Guayaquil

Em várias cidades do Equador – e com particular incidência na capital, Quito – vivem-se momentos de grande tensão, com os manifestantes a exigirem nas ruas o fim do chamado «paquetazo» neoliberal imposto pelo governo de Lenín Moreno, um conjunto de reformas tributárias e laborais que estão de acordo com as habituais «medidas austeritárias» receitadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Com as ruas de Quito num estado de caos – os manifestantes têm recorrido a pedras, garrafas, paus e pneus queimados –, as autoridades divulgaram, esta segunda-feira, que tinham efectuado 477 detenções, mas não publicaram dados sobre o número de feridos e falecidos nos protestos, nem dados concretos sobre a brutalidade policial – que tem sido possível constatar em vídeos publicados nas redes sociais. (Abril)

EUA largam «amigos» curdos e reabrem caminho à agressão turca no Norte da Síria

A agência estatal síria SANA lembra que a preparação da agressão militar turca ao Nordeste do país é feita em conluio com os EUA – que deixam de lado as promessas feitas às milícias das FDS, que instrumentalizaram na «guerra terrorista contra a Síria e o seu povo».

A agência síria afirma igualmente que Ancara e Washington são «patrocinadores do terrorismo» e «inimigos do povo sírio desde o início» da guerra de agressão, lembrando, a este propósito, que a Turquia é «um dos principais patrocinadores de organizações terroristas na Síria, tendo aberto as suas fronteiras à passagem de dezenas de milhares de mercenários de diversos pontos do mundo e permitido a sua entrada em território sírio para cometer massacres». (Abril)

«OIT, o antes e o depois – A esperança reside nas nossas lutas»

[De George Mavrikos, secretário-geral da Federação Sindical Mundial] Desde 1960, o bloqueio contra Cuba continua. O que fizeram as organizações internacionais?
Em Soma, na Turquia, em 13 de maio de 2014, 301 trabalhadores foram mortos. O que fizeram as organizações internacionais?
Na fábrica de Rana Plaza, no Bangladesh, em 24 de abril de 2013, 1132 meninas e mulheres foram assassinadas. O que fez a OIT?

Na Colômbia, nos últimos três anos, 600 militantes sindicais foram assassinados. Quem foi punido por esses crimes?
No Chile, o governo mina, com métodos antidemocráticos, o funcionamento independente do CAT. O que fez o gabinete responsável da OIT?
O que fizeram as organizações internacionais para proteger os trabalhadores da Palestina, da Síria, do Iraque e do Iémen dos imperialistas? Só palavras. É este o quadro. (resistir.info)

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

Miguel Castells: «Hay que reivindicar la amnistía»

[Entrevista de Sin Permiso] Miguel Castells (Busturia, Bizkaia, 1931) es un histórico abogado de procesados políticos. Ejerció, entre otros juicios, en los consejos de guerra de diciembre de 1970 en Burgos contra activistas de ETA y en el de septiembre de 1975 contra militantes del Frente Revolucionario Antifascista y Patriota (FRAP). Senador por Guipúzcoa durante la primera legislatura del régimen constitucional de la monarquía reinstaurada (1979-1982), por la coalición Herri Batasuna (HB), es autor de numerosas obras sobre represión político-judicial

[En la Audiencia Nacional española (AN)] se utilizan como «pruebas periciales» informes de la Guardia Civil y de la policía española. La AN es el tribunal en que abundan más los jueces con ideología más derechista. Además, tiene un efecto llamada: los jueces más radicales de la derecha piden ir ahí, para actuar como jueces en lucha. Un juez no puede juzgar como juez en lucha, porque pierde la ponderación, el equilibrio, la serenidad y la ecuanimidad imprescindibles en la función judicial. / VER: BorrokaGaraiaDa

«El FMI gobierna hoy en el Ecuador»

[De Edgar Isch L] las medidas tienen el carácter de las recetas neoliberales: debilitar el Estado y fortalecer las grandes empresas; obligar a los pobres a pagar la crisis que causaron los poderosos y los benefició; hambrear a un pueblo entero para garantizar el pago de la deuda externa.

Ello se enmascara en discursos de transparentar las finanzas, de «poner la casa en orden» y, por supuesto, de sacrificarnos «todos» para lograr días mejores. Los gobiernos neoliberales en el momento de tomar medidas de este tipo dicen que hay que apretarse los cinturones por un tiempo, pero que a la vuelta está el paraíso. Este, pretende que no hay que apretarse los cinturones, que el incremento del precio de gasolinas y del transporte de alimentos y personas, no afectará a la población. (CubaDebate)

Manuel Loff: «O fascismo não morreu»

Entrevista de AbrilAbril ao historiador Manuel Loff sobre um tema que domina: o fascismo. Passa em revista temas da actualidade, nomeadamente o que respeita àquilo que, nos movimentos fascistas actuais, representa a continuidade com movimentos dos anos 1920 e 1930 e o que se formula de forma diferente, bem como a imigração ou a questão do «Museu Salazar».

«Sobre a imigração vale a pena dizer que um dos modismos que a extrema-direita portuguesa descobriu, e que podia ter saída em Portugal, é a discussão em torno do outro. No caso português é simultaneamente a imigração e os ciganos. Mas no caso da imigração existe um problema de fundo: o luso-tropicalismo mitifica a ideia de que os portugueses seriam uma excepção na história colonial à escala mundial e que teriam demonstrado uma capacidade de relacionamento pacífico com os povos coloniais.» (Abril)

Banda Bassotti – «Mockba 993»

A banda é romana. O tema é do álbum Avanzo de cantiere (1995). [Letra]

domingo, 6 de outubro de 2019

No Dia de Espanha e da Guarda Civil, manifestação em Iruñea contra as forças de ocupação

O Dia Nacional de Espanha – 12 de Outubro – é agora oficialmente designado como Festa Nacional de Espanha, ainda que continue a ser conhecido como Dia da Hispanidade ou Dia da Raça. Trata-se de um dia de afirmação do «espanholismo nacionalista», a que países latino-americanos – como a Venezuela ou a Nicarágua – responderam com a instituição do Dia da Resistência Indígena. No Estado espanhol, também há «resistência».

12 de Outubro é também o dia da padroeira da Guarda Civil, pelo que é hábito haver mobilizações em vários pontos do Estado espanhol para afirmar que, em tal data, «não há nada para celebrar», e exigir às forças ocupantes e repressivas do Regime de 78 que se vão embora da Galiza, da Catalunha e do País Basco (e não só).

No caso de Euskal Herria, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão agendou para esse dia uma mobilização para Iruñea (Pamplona), às 13h00, a partir da Errekoletako plaza, que tem como lema «Alde hemendik! Indar okupatzaileak kanpora!» (Vão-se embora! Forças de ocupação rua!).

«Chega de privatizações e de ataques ao povo trabalhador!»

[De Comitê Regional do PCB no Estado do Rio de Janeiro] O Brasil vive a conjuntura mais difícil e complexa desde o final da ditadura, com uma ofensiva contra os direitos e garantias dos trabalhadores, além de uma crise econômica e social que é responsável por mais de 26 milhões de trabalhadores desempregados.
E ainda temos um presidente que conta com o apoio da burguesia para promover a retirada de direitos da classe trabalhadora – reforma da previdência e flexibilização e fragilização das relações de trabalho. (PCB)

Pompeo go home: thousands demonstrated against the visit of U.S. Secretary of State in Greece

Thousands of workers (…) participated in today's demonstrations in Athens, Thessaloniki and other Greek cities against the visit of the U.S. Secretary of State Mike Pompeo (...) with slogans like «Neither soil nor water to the murderers of people» and «Close down the bases, noparticipation in NATO's wars».

Marching towards the U.S. Embassy, the demonstrators threw red paint at the statue of war criminal Harry Truman. (…) When the rally reached the Embassy, the protsters set U.S. And NATO's flags on fire. / Ver: idcommunism.com

«Elite UK military unit secretly trained by leftist regime-change advocate Gilbert Achcar and other academics»

[De Ben Norton] Among these UK military collaborators is the scholar Gilbert Achcar, a frequent contributor to Jacobin Magazine and Democracy Now who teaches international relations at the University of London’s School of Oriental and African Studies.
[...]
Borrowing rhetoric familiar to neoconservatives, Achcar was careful to point out that, «when I say ‘regime,’ I am actually referring to the Russia-Iran-Assad axis.» While attacking what he described as «campist ‘anti-imperialism’ (which by the way is exclusively anti-American, and often even pro-Russian),» Achcar has even defended US military intervention in Syria.

«There are in fact cases,» Achcar claimed in a 2018 interview with a Trotskyite publication, «where the United States supports, as in Syria today, a progressive force in its fight against a reactionary enemy.» That same year, Achcar joined a who’s who of regime-change activists in signing an open letter published in the New York Review of Books that demanded that the «The World Must Act Now on Syria.» (thegrayzone.com)

sábado, 5 de outubro de 2019

Joxe Migel Etxeandia preso-ohiaren gorpua aurkitu dute Gorbeian

Larrialdi zerbitzuak eta lagunak 59 urteko larrabetzuarraren bila zebiltzan azken egunetan. Ostegun goizean aurkitu dute haren hilotza, Gorbeiako Itxina inguruan. Etxeandia 2003tik 2015era izan zuten espetxean eta buruko eritasun larria jasan zuen.

Etxeandia 2003an atxilotu zuten Mexikon eta Espainiako Poliziari entregatua izan ondoren hamabi urtez izan zen espetxean. Denbora horretan gaixotasun psikiko larria jasan zuen, baina Espainiako espetxe arduradunek ez zuten isolamendutik atera 2011 arte. / Ver: argia.eus / Ver tb: «Agur eta ohore, Joxemi» (amnistiAskatasuna)

Fortes protestos no Equador contra o «paquetazo» neoliberal de Moreno

Este pacote ao gosto do FMI, que o executivo equatoriano caracteriza como «para bem da economia» e com o qual pretende «poupar» 1400 milhões de dólares por ano, teve como resposta uma onda de mobilizações.

Além de transportes parados e escolas encerradas, registaram-se inúmeros bloqueios de estradas com pneus queimados em vários pontos do país, houve cargas policiais em Quito e foram destacados militares para a sede do governo, o Palácio de Carondelet. (Abril)

Ver tb.: «Ecuador. El país paralizado» (Resumen Latinoamericano)

Al-Qusair acolhe mais famílias deslocadas, com o apoio das autoridades sírias

Entre o dia 2 e esta sexta-feira, milhares de civis regressaram à cidade que o Exército Árabe Sírio e o Hezbollah libertaram do terrorismo em Junho de 2013.

Ontem, as autoridades anunciaram a chegada de um quarto grupo de deslocados à cidade, localizada na província de Homs, perto da fronteira da Síria com o Líbano, sublinhando que tal é o resultado do esforço para pôr a funcionar os serviços essenciais ao regresso das pessoas, incluindo o fornecimento de electricidade, o abastecimento de água, as linhas telefónicas e o sistema de saneamento. (Abril)

Nova legislatura deve rejeitar o chamado «Museu Salazar»

Está em curso a recolha de assinaturas de uma nova petição, lançada pela URAP, para que o novo Parlamento tome medidas contra o revisionismo histórico e o saudosismo em torno da ditadura fascista.

Com esta nova petição pretende-se que os novos deputados e o novo presidente da Assembleia da República se venham a pronunciar contra esta iniciativa ou outras semelhantes e que «efectuem as diligências necessárias, no respeito pelos valores inscritos na Constituição da República, para que tal ofensa aos portugueses em geral, e em particular à memória dos milhares de vítimas do regime fascista do "Estado Novo", seja definitivamente travada e abandonada». (Abril)

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

«Es histórico lo que se está consiguiendo en el Metal de Bizkaia»

[De LAB / eus: «Historikoa da Bizkaiko Metalgintzako langileak egiten ari direna»] Por unas condiciones laborales dignas y un convenio de Bizkaia nuevo, hoy es un día muy grande, el quinto día de huelga de esta semana y la decima en total. En casi todos los centros de trabajo la producción ha estado parada como nadie nos lo podíamos haber imaginado (el seguimiento ha estado sobre el 80% todos los días); y FVEM, con el único objetivo de esconder el éxito de estas huelgas, ha tenido que mentir, amenazar, utilizar la represión y sacar a la palestra a sus políticos. / VER: lab.eus

«Informe sobre las afectaciones del Bloqueo a Cuba del año 2019»

El bloqueo económico, comercial y financiero impuesto contra Cuba continúa representando un freno para el desarrollo de todas las potencialidades de la economía cubana

Desde abril de 2018 hasta marzo de 2019, período que abarca el presente informe, el recrudecimiento del bloqueo continuó siendo el eje central de la política del gobierno de los Estados Unidos (EE.UU.) hacia Cuba, con efectos cada vez más notables en su aplicación extraterritorial. La estrategia estadounidense se enfocó en consolidar la confrontación y la hostilidad, tanto en el plano declarativo como en la ejecución de medidas de agresión económica contra el país. (Granma)

Agronegócio domina regiões desmatadas e queimadas na Amazónia

Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, o fogo é usado para limpar áreas previamente desflorestadas. Ali, impõe-se o modelo predatório do agronegócio e aumentam os «conflitos no campo».

Esta relação entre queimadas e desmatamento não é de agora, sublinha a reportagem, explicando que as queimadas «são uma prática primitiva de limpar terras desmatadas» para as tornar próprias para a prática da agropecuária. «Queimadas e desmatamento [são] práticas bem conhecidas na dinâmica da agricultura extensiva do agronegócio», lê-se no portal brasileiro. (Abril)