quarta-feira, 5 de julho de 2017

«O Festival de Teatro de Almada não pode associar-se ao Estado de Israel»

[De MPPM] O Festival de Teatro de Almada programou a apresentação, no próximo dia 12 de Julho, de um espectáculo com a companhia israelita Kamea Dance Company. Esta apresentação é patrocinada pelo Estado de Israel através da sua embaixada em Portugal.

O MPPM não pode deixar de condenar a associação, por esta via, do Festival de Teatro de Almada ao Estado de Israel.

Para o MPPM não está em causa a necessária e justa autonomia de uma organização cultural na definição da programação de uma iniciativa, nomeadamente do Festival de Teatro de Almada, evento de reconhecida importância nacional e internacional. De igual modo não está em causa a relação entre agentes e produtores culturais, nem a relação entre entidades de índole cultural.

O que está em causa com este facto é a colaboração, mesmo que involuntária, numa operação que — independentemente das intenções dos organizadores do referido Festival — objectivamente contribui para «normalizar» e legitimar um governo e uma política de Estado baseados na limpeza étnica da população palestina, na ocupação ilegal e universalmente condenada de territórios palestinos, na expulsão de populações de cidades e territórios por motivos racistas e numa política de Estado que, de forma sistemática, visa a destruição da existência nacional e da identidade cultural do povo palestino. (odiario.info)

EH Sukarra - «Argi ibili»

A banda é de Eibar (Gipuzkoa). Tema [sempre actual] incluído no álbum Galtzailearen egunak (2002). [Letra / tradução] [Presta atenção e usa a cabeça!]

terça-feira, 4 de julho de 2017

MP pede 375 anos de cadeia para os jovens de Altsasu

A Procuradoria da AN espanhola pede 375 anos de prisão para os oito jovens de Altsasu (Nafarroa) que foram incriminados na sequência de uma zaragata, em Outubro do ano passado, com dois guardas civis. Para um deles pede 62 anos de cadeia; para outros seis 50 anos de prisão para cada um; e para um outro ainda 12 anos e meio.

De acordo com a informação divulgada pela agência Europa Press, o magistrado José Perals acusa sete dos incriminados de quatro crimes de «ofensas corporais terroristas» e pede 12 anos e meio de cadeia por cada um dos alegados crimes – o que dá 50 anos no total.

A um destes sete acusa-o ainda do crime de «ameaças terroristas», pelo que, no seu caso, o pedido de pena sobe para 62,5 anos de cadeia.

Para um oitavo jovem incriminado, também acusado de «ameaças terroristas», pede 12 anos e meio de cadeia. O magistrado solicita ainda que os guardas civis sejam indemnizados em 41 100 euros.

Ser pikolo e palhaço em Sakana
O Vale de Sakana, em que a localidade de Altsasu se integra, é há muito alvo da acção danosa dos «pikolos e palhaços». Quando não é a cacetada, são as multas, os insultos, as ameaças, os controlos nos montes e à entrada das localidades.

Altsasu e Sakana não são caso único em Euskal Herria, mas têm a sua dose. Os jovens criaram o movimento Ospa! [Baza!], que, de modo consistente, com muito convívio e imaginação à mistura, foi denunciando os abusos das forças militares de ocupação. Foi alvo, desde o início de uma intensa campanha de criminalização na comunicação social.

No Estado espanhol (não exclusivamente), sai barato ser corrupto, explorador ou fascista de «toda la vida», um GALindo, um Martín Villa ou moço janota de extrema-direita. Ainda correm o risco de serem condecorados.

Se denunciarem a acção da Guarda Civil e se se envolverem numa bulha num bar com pikolos, então, sim, pode cair-lhes a «Lei» em cima. A dos fachos. E são classificados como «terroristas».

A denúncia - bem como a solidariedade - é inteiramente justificável e necessária. Agora, não nos movem nada as «revoltas» de espantados e reformistas. Andam a fazer a vossa cama.

«Reflexiones en torno al tema kurdo»

[De Iñaki Urrestarazu // Reflexiones en torno al tema kurdo al hilo de los últimos acontecimientos y del articulo «YPG-YPJ. ¿Revolucionarias o peones del sistema?», de Marcel Cartier, del sitio «Rojava Azadi Madrid»] La alianza con el imperialismo no es justificable de ninguna manera y en ninguna circunstancia. El imperialismo es el peor enemigo de las clases trabajadoras y de los pueblos, representa el poder supremo del capitalismo, su máxima jerarquía. Un pueblo jamás de los jamases podrá ser libre y soberano en alianza con el imperialismo. El imperialismo es absolutamente incompatible con la soberanía de los pueblos y de las clases trabajadoras. Pensar como pueden pensar los kurdos de la órbita del YPG que su alianza con los EEUU es táctica y que podrán prescindir de ella, es un gran engaño, una gran falacia, un gravísimo error. Su estrategia conduce irremisiblemente a convertirse en lacayos de los EEUU, a ser totalmente colonizados por ellos. (lahaine.org)

«A despesa de saúde das famílias aumentou, o negócio privado da saúde disparou»

[De Eugénio Rosa] A despesa com saúde em Portugal diminuiu mas a despesa pública com saúde reduziu-se ainda mais, o que determinou que a despesa suportada directamente pelas famílias tenha subido. A redução da despesa total com a saúde em Portugal atingiu os 13% em termos reais, e essa redução teve custos acrescidos para os portugueses de rendimentos mais baixos. Entre 2000-2015 a despesa privada com saúde aumentou 71,2%, mas a despesa com hospitais privados subiu 213,2%. A saúde é um bem cada vez mais caro para os portugueses, e quem não tem dinheiro tem cada vez menos acesso a ele. Mas negócio privado com saúde está em alta. (odiario.info)

Oliba Gorriak – «Ogi gogorrari, hagin zorrotza!»

De Markina-Xemein (Lea-Artibai, Bizkaia, EH). [Para pão duro dente afiado] Tema do álbum homónimo (2005).

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Contra a Lei da Mordaça, em Gasteiz e Donostia

Faz agora dois anos que a Lei da Mordaça entrou em vigor e, por esse motivo, o Eleak-Libre agendou mobilizações para sábado, dia 1, em conjunto com o movimento popular. Em Gasteiz, realizou-se uma manifestação e em Donostia um cordão humano.

Os manifestantes denunciaram que esta lei viola direitos civis e políticos fundamentais, acrescentando que, só nestes dois anos, serviu para «expandir o clima de medo e intensificar a repressão».

Na conferência de imprensa em que se convocou as mobilizações, afirmou-se que, em Euskal Herria, foram instaurados mais de 11 mil processos: mais de 8000 na Comunidade Autónoma Basca e de 3000 em Nafarroa.

Os manifestantes solicitaram a anulação desta lei, tendo em conta que «a maioria social e sindical se posicionou contra ela», e pediram às autoridades locais que não a apliquem, sublinhando a necessidade da desobediência. / Ver: argia

«Martín Villa, la transición y los sucesos de Sanfermines de 1978»

[De membros da Sanfermines 78 Gogoan!] En ningún momento se ha cuestionado la legalidad judicial, penal y penitenciaria del régimen golpista, un régimen que hizo de la coerción y de la represión sistemática los ejes fundamentales de su entramado ideológico y político, desmontando completamente la legalidad republicana anterior, dando origen a un estado de paz social impuesta por los aparatos policiales y judiciales que se ha ido manteniendo hasta nuestros días.

La realidad es que nunca se ha conseguido revisar una sola sentencia dictada por un consejo de guerra por un denominado «delito político», ni de los miles de juicios sumarísimos de la guerra, la posguerra o de la dictadura. Con lo que se consolida la idea de que aquellos juicios fueron legales.
[...]
Entre octubre de 1975 y diciembre de 1983 fueron asesinadas 188 personas por parte de aparatos policiales y parapoliciales, a lo que hay que añadir las detenciones arbitrarias, torturas, multas, cargas policiales, exilio y otras violaciones de los derechos y libertades. Los sucesos del 8 de julio de 1978 en Iruñea/Pamplona son un ejemplo de ello. (SareAntifaxista)

«Corrupção e capitalismo: duas faces da mesma moeda»

[De José Renato André Rodrigues] Se temos a sensação de que a corrupção é maior no Brasil, é porque não estamos a olhar para o sistema como um todo, não estamos a trabalhar a noção de totalidade dialéctica, o famoso «pensar dialecticamente» para tentar entender a dialéctica. Ao olhar para o fenómeno da corrupção sistémica no capitalismo, devemos ir além da superfície. Não se resume apenas a um acto moral, isolado, deste ou aquele indivíduo. Se a luta contra a corrupção não estiver associada à luta contra o capitalismo e os problemas gerados por este modelo de sociedade, de nada vão adiantar as denúncias e as leis anti-corrupção. (PCB via odiario.info)

«El cine ruso se convierte en la estrella de Argelia durante una semana»

A partir del martes, el cine ruso será la estrella en la filmoteca de Orán, Argelia, donde celebran la semana cinematográfica, un evento que la ciudad desarrolla conjuntamente con Argel.
[...]
El martes el acto de apertura de la semana estará presidido por el director de La batalla de Sebastopol, Serguei Mokritski, y el actor Serguei Puskepalis.

La película de Mokritski relata la extraordinaria biografía de Ludmila Pavlichenko, una de las grandes heroínas de la Segunda Guerra Mundial. Fue una joven estudiante ucraniana que, durante la ocupación nazi, se alistó en el Ejército Rojo como francotiradora. Además de diestra con el fusil, era intrépida y veloz. (Movimiento Político de Resistencia)

domingo, 2 de julho de 2017

Sobre o acidente sofrido por familiares de um preso político de Altsasu

Um grupo de familiares de Adur Ramírez de Alda, preso político de Altsasu (Nafarroa), sofreu um acidente rodoviário no regresso de uma visita na cadeia de Aranjuez, na passada quinta-feira, 29, perto de Burgos. O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) lembra que se trata do segundo acidente provocado pela dispersão em poucos dias, depois do que envolveu um amigo de Iker Lima.

Num comunicado, o MpA sublinha que «a política de dispersão provocou 16 mortos e centenas de feridos» – mortes que, afirma, não surgem do acaso, «mas são o resultado das decisões tomadas por diversos partidos políticos».

«Embora tenha sido utilizada antes, toda a gravidade da dispersão é subsequente ao Pacto de Ajuria Enea, com o PNV e o PSOE a serem os principais impulsionadores desta medida», diz o texto.

Actualmente, estes dois partidos dizem que «a dispersão dos presos já não faz sentido», pelo que o MpA lhes pregunta se a dispersão alguma vez fez sentido e se, para conseguir o arrependimento dos presos, valia a pena assassinar os seus familiares.

«PP, PSOE e PNV são os grandes responsáveis pela dispersão e pelos acidentes dos familiares e amigos dos presos politícos, e é preciso que isso fique escrito na história deste povo», afirma o MpA. / Ver: amnistiAskatasuna

Mesmo ensopado, o pessoal não desanimou no «Zapato Azule»

Choveu muito, mas na forte e bela Ondarroa pesqueira (que já o foi muito e agora é, por aí, uma amostra do que foi) voltou a cumprir-se a tradição do «Sábado Azul». Costuma ser no último sábado de Junho, mas este ano calhou no primeiro de Julho: centenas participaram na Dinamartxa (corrida de bicicleta) e milhares encheram de animação e festa a Alde Zaharra (Parte Velha), vestidos com o azul tradicional da gente do mar.

Como sempre, a solidariedade com os presos políticos bascos fez-se sentir nesta terra biscainha «alegre e combativa», que tantos filhos deu à luta pela libertação nacional de Euskal Herria e pelo socialismo – uma exigência que alguns ali continuam a deixar visível nas paredes das casas, pese embora andar fora da moda.
A lembrança dos presos, a exigência do seu regresso a casa e da amnistia é tão comum como os copos, as cantorias e o convívio que na festa também há, organizada há muitos anos pela Radixu Irratia.
«Zapato Azule 2017» [Lea-Artibai Hitza]Mais info e fotos: Turrune! e Lea-Artibai Hitza

«El ZAPATO AZULE, cuya traducción al castellano es "sábado azul", es una fiesta popular que se festeja el último sábado de junio, organizada anteriormente por la asociación Bolo-bolo y en la actualidad por Radixu Irratia. Se hace la Dina Martxi (marcha en bicicleta de Tolosa a Ondarroa en honor a Dina Bilbao, deportista campeona de triatlón que desapareció en junio de 1997 en una travesía en catamarán en el Atlántico), y se organiza la feria de camisetas de Euskal Herria. La gente viste camisas de mahón (las tradicionales de la gente de la mar), en medio de un buen ambiente festivo en la parte vieja.» (Fonte: Wikipedia)

«Venezuela: Expectante, rabioso…»

[De Reinaldo Iturriza] En cualquier otra circunstancia de nuestra historia, y en particular en el país que nos tocó vivir antes de Chávez, los crímenes y las provocaciones (sobre todo el asedio a bases militares en varias ciudades del país) de esa porción del antichavismo que está en la calle desde el 1 de abril habrían sido respondidos con una brutalidad tal, que la cantidad de víctimas mortales sería considerablemente mayor a la ya escandalosa cifra acumulada durante los últimos tres meses. Por muchísimo menos, el viejo Estado habría impuesto su orden y su paz a sangre y fuego, como ya lo hizo cuando quienes hoy son oposición eran Gobierno, y como lo volvería a hacer.

Es lo que hubiera ocurrido en cualquier otra circunstancia de nuestra historia y, valga la importante acotación, es lo que ha ocurrido en cualquier otro país donde el Gobierno de EEUU ha promovido alguna de las múltiples variantes de desestabilización política y económica, desde la guerra de perros hasta las revoluciones de colores.

Hasta ahora, Venezuela ha sido un hueso durísimo de roer, imposible de quebrar. Y esto ha sido así en la medida en que no han sido capaces de lograr su principal cometido: terminar de doblegar moralmente al chavismo. (lahaine.org)

«La domesticación del pensamiento»

[De Marcos Roitman Rosenmann] Pensar, anticipa medir las acciones, enjuiciarlas y contrastarlas por sus resultados. No es posible aceptar la injusticia, el hambre, la esclavitud, el tráfico humano, la explotación, la desigualdad. Menos aún justificar guerras, levantar muros fronterizos.

Sin embargo el miedo se ha ido apoderando lentamente de nuestra existencia. Cambiamos derechos y libertades por seguridad. Asesinatos, secuestros, robos, violaciones, catástrofes provocadas, crisis inducidas, guerras étnicas. No hay espacio público que no se encuentre tocado por la inseguridad y el miedo. Tampoco en la esfera privada. La dualidad público-privado ha perdido su significado en un mundo en el cual se nos exige sumisión completa al poder. (La Jornada via lahaine.org)

sábado, 1 de julho de 2017

«Cuatro distintas muertes»

[De Josemari Lorenzo Espinosa // este texto faz parte de um livro que vai aparecer em breve] Quatro mortes no contexto do chamado «conflito basco», diferentes atitudes do poder e diferentes abordagens da chamada «comunicação social».

Desde 1997, casi ningún medio de comunicación se ha referido a esta emboscada, sin mas sentido y utilidad que la pura venganza. Los miembros de ETA, incluso muertos, siguen estando perseguidos por las leyes de excepción, que forman parte del derecho de conquista de todos los tiempos. (BorrokaGaraiaDa)

«O call center saiu à rua num dia assim» [Portugal]

[Reportagem de António Santos] Irina (nome fictício) trabalha há 15 anos para a PT-MEO mas, apesar disso, a PT-MEO não a quer contratar: é mais lucrativo recorrer a empresas de trabalho temporário e outsourcing. «Foi com a minha voz, com o meu trabalho que, no ano passado, tiveram lucros de 279 milhões de euros. Não há desculpa para estarmos décadas a ganhar praticamente o salário mínimo, sem estabilidade nenhuma. Têm de nos integrar nos quadros. Isto tem de acabar», explicou ao Manifesto74. E foi para «acabar com isto» que ontem, ainda de madrugada, Irina partiu de Santo Tirso num autocarro rumo a Lisboa. Fez greve e foi à sede da PT-MEO, acompanhada por cerca de outros 200 trabalhadores de call centers de todo o país, exigir o fim da precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho. (manifesto74)

«Milhares se mobilizam no dia da Greve por Direitos em todo o país» [Brasil]

Em todo o país, milhares de pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira (30) no dia da Greve por Direitos. Movimentos populares e centrais sindicais que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram diversos atos pelo país. Os trabalhadores ocuparam, desde cedo, vias e rodovias em mais de uma centena de cidades brasileiras.

Os atos criticavam as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo golpista de Michel Temer, pediam a saída do peemedebista aos gritos de Fora, Temer! e clamavam por eleições gerais e diretas.

Entre os pontos criticados pelos manifestantes estavam lei da terceirização. Aprovada na Câmara dos Deputados em março de 2017 e sancionada pelo presidente golpista Michel Temer, a lei permite a terceirização «ampla e irrestrita», ou seja, a contratação de qualquer funcionário terceirizado por qualquer empresa. (Brasil de Fato)

Ver tb.: «Brasil tem segunda greve geral contra o governo golpista de Michel Temer» (Diário Liberdade)

«É tempo de solidariedade com o povo da Venezuela»

Num comunicado divulgado recentemente, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) alerta para o facto de a Venezuela estar a ser alvo de «uma acção de ingerência e desestabilização que, explorando reais problemas económicos, visa paralisar a acção do seu legítimo governo, confrontar a Constituição venezuelana e atacar o processo bolivariano e as suas realizações».

Neste sentido, defende que este é o momento de expressar a sua «solidariedade às forças progressistas e ao povo venezuelano», e apela a todos para que se associem às comemorações do dia da independência da Venezuela, no próximo dia 5, às 11h30, junto à estátua de Simón Bolívar, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. (Abril)

Gregory Palencia, Zapato MC y Dejavu - «No volverán»
Em Abril de 2013.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Águas da Bizkaia corta abastecimento a mulher desempregada com 2 filhos

A Berri-Otxoak, plataforma contra a exclusão social e pelos direitos sociais, denunciou esta terça-feira, 27, às portas do Consórcio de Águas Bilbau Bizkaia, em Bilbo, a prática comum desta empresa de cortar o abastecimento de água às famílias com mais dificuldades económicas na Bizkaia. Lembrou, em particular, o caso de uma mulher, desempregada e com dois filhos.
Na concentração, os presentes exibiram uma faixa «em defesa da água pública» e denunciaram o caso de uma mulher de 42 anos, desempregada e com dois filhos, a quem foi cortado o abastecimento de água, há meses. A Berri-Otxoak sublinha que o consórcio não quis saber da situação de carência económica desta família, a quem não propôs alternativas.

Desde 2015, a empresa cortou a água a 1130 famílias – os dados são da própria empresa, que não publicou os referentes a 2016. No final, a mulher de 42 anos conseguiu recuperar o abastecimento de água, graças às ajudas obtidas – mas isto é só um caso, pelo que a Berri-Otxoak defende o fim dos cortes e o direito das famílias a uma quantidade fixa por dia. / Ver: Herrikolore e Berri-Otxoak

«Ni con castigos económicos conseguirán detener la solidaridad en Altsasu»

[Hitzondo] Queremos dejar en evidencia las diferentes estrategias represivas que el estado español ha llevado y lleva a cabo contra los y las ciudadanas de Altsasu. Altsasu como pueblo solidario que ha sido y sigue siendo, ha conocido a lo largo de su historia diferentes modelos represivos por parte de los cuerpos y fuerzas de seguridad del estado español, tales como detenciones, montajes, torturas, controles abusivos… y la más utilizada últimamente, la represión económica.

Una represión silenciosa pero no por ello menos sangrante e hiriente. Somos solo una pequeña representación de toda la gente y muy diversa del pueblo que ha sido multada por muestras de solidaridad. Tristemente esta última oleada de multas que nos han llegado se ha convertido en algo habitual en los últimos años. Calculamos que por la realización de diferentes actos, el pueblo de Altsasu ha tenido que pagar unos 30.000€ en multas. 30.000€ que de unja forma conjunta el pueblo ha tenido que sufragar. (BorrokaGaraiaDa)