terça-feira, 5 de novembro de 2019

«O despertar dos povos»

[De José Goulão] Parece inegável que em pontos muito diferentes do globo há povos que despertam contra a ditadura económica globalizante do neoliberalismo e as suas trágicas consequências sociais.

«Multiplicam-se os focos de contestação popular em zonas diversificadas do mundo. Mas será um erro avaliá-los segundo uma bitola única, além de ser profundamente desaconselhável deixar-nos conduzir pelos conteúdos e sistematizações que brotam da comunicação social dominante.» (odiario.info)

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

«Somos una organización de clase que tenemos como objetivo intervenir en la problemática juvenil»

[Entrevista do Resumen Latinoamericano à Gazte Koordinadora Sozialista (GKS)] Este es el resultado de un cuestionario entregado por Resumen Latinoamericano a los jóvenes de GKS (Gazte Koordinadora Sozialista), con la idea de saber el porqué de su formación como nuevo nuclemiento de la izquierda revolucionaria vasca y sus objetivos. Su nacimiento es reciente pero sin duda muchos y muchas de sus militantes provienen del duro trajinar del enfrentamiento juvenil con dos Estados opresores, España y Francia. (lahaine.org)

La unidad antimperialista es la táctica y la estrategia de la victoria

Una emocionante jornada se vivió este domingo en La Habana durante la sesión de clausura del Encuentro Antimperialista de Solidaridad, por la Democracia y contra el Neoliberalismo

Rodolfo Machaca, integrante por 12 años de la Confederación Sindical Única de los Trabajadores y Campesinos de Bolivia y miembro de la Dirección del Movimiento al Socialismo (MAS), y María de Lourdes Santiago, vicepresidenta del Partido Independentista de Puerto Rico, dieron lectura frente al auditorio a la declaración final de este encuentro.

«Se abren tiempos de esperanza. La unidad es vital y constituye un deber, la movilización un grito de orden, la organización popular una tarea inminente y la integración una estrategia que nos llevará a la victoria», recoge el preámbulo. (Granma)

«Carta aberta a um fascista de 17 anos»

[De Lúcia Gomes] Vou dizer-te uma coisa, Manuel Bourbon Ribeiro: o país não precisa de ti. Nem precisa das tuas reflexões. O país teve décadas de gente como tu, ainda os tem, em lugares de poder. No teu caso, nem sequer se pode falar em meritocracia porque o que tu tens é a conta bancária dos papás e um família que enriqueceu à custa da apropriação da mais-valia criada por outros e assim construiu a sua fortuna. Sabes, Manelinho, essa grandiosidade de que falas e que gabas ao longo da tua composição, foi feita à custa da escravização dos povos. Do nosso e dos povos africanos, dos povos indígenas da América Latina. À custa da espoliação das riquezas naturais que lhes pertenciam e que nós dissemos serem nossas, desbaratando-as nesse império de tão grandes feitos e deixando algumas remanescências naquilo que alguns chamam museus mas que eu gosto de chamar arquivos do imperialismo. (manifesto74)

[Brasil] Na cadeia produtiva do café há trabalho escravo

O Brasil é responsável por 1/3 da produção global de café, mas nem tudo é «aroma, sabor, intensidade e prazer». Há violações sistemáticas, que incluem formas contemporâneas de escravidão, denuncia a Conectas.

Numa peça hoje publicada no portal Brasil de Fato, Marques Casares, especialista em comunicação e semiótica, e director da agência Papel Social, centrada na investigação em cadeias produtivas, lembra que «seis multinacionais foram denunciadas por financiar trabalho escravo em fazendas de café no Brasil»: Nestlé, Jacobs Douwe Egberts, McDonald’s, Dunkin’ Donuts, Starbucks e Illy.

Além de «aroma, sabor, intensidade e prazer», a bebida «tem também algo que você paga, mas não gostaria de consumir: trabalho escravo, violência, descaso com seres humanos», critica. (Abril)

terça-feira, 22 de outubro de 2019

«Crear comunas para ganar la calle»

[De Iñaki Gil de San Vicente // Lecciones de la historia / Crítica del posibilismo / Construir territorio comunal / Resumen] Roberto Perdía ha publicado un texto muy oportuno sobre cómo combatir el capitalismo y a la vez sobre cómo avanzar en la prefiguración del socialismo en la medida de lo posible teniendo en cuenta que nos hacen malvivir en una prisión a la que el capital llama «democracia».
[...]
Ganar la calle exige autoorganizar el nuevo territorio material y simbólico en el que el pueblo obrero recrea su autoconciencia, sobre las cenizas del anterior que el capital destruyó con su contraofensiva mundial lanzada en los ’80 del siglo pasado. Si pudiéramos hacer ahora una síntesis de la historia de los movimientos revolucionarios desde finales del siglo XVIII, conectándolos con las luchas populares de las ciudades y comunas medievales desde el siglo XIV, y con toda la experiencia de las comunas precapitalistas, volveríamos a ver la importancia decisiva del territorio material y simbólico en el que la humanidad explotada se autoorganiza. Llamémosles comités, asambleas, anteiglesias, concejos, ayuntamientos, casas-grandes, comunas, consejos, soviets, repúblicas…, por debajo de esas diferencias fluye la vitalidad del territorio social en el que se autoorganiza el poder de los y las explotadas por la propiedad privada. (BorrokaGaraiaDa)

«As lições da Grande Depressão de 1929»

[De António Avelãs Nunes] As crises cíclicas são um fenómeno inerente ao capitalismo, e há factores estruturais que vêm tornando a ocorrência de crises uma possibilidade cada vez mais forte, e que vêm gerando crises cada vez mais prolongadas e mais profundas, acentuando as dificuldades do capitalismo em lidar com elas. O seu estudo constitui um instrumento essencial na luta anti-capitalista.

«A Grande Depressão de 1929-1933 foi precedida de um período caracterizado por intensa actividade especulativa liderada pelo grande capital financeiro e por uma enorme desigualdade. O mesmo se verificou agora. Desde meados dos anos 1980, os ricos foram ficando cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. Entre 2000 e 2007, os 1% do topo arrecadaram 75% da riqueza criada nos EUA. Em 2007, a elite dos mais ricos (0,1%) tinha um rendimento 220 superior à média dos 90% da base.» (odiario.info)

Novo responsável pelo instituto da reforma agrária no Brasil é latifundiário

O novo presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária, responsável pela promoção da reforma agrária no Brasil, é fazendeiro e herdeiro de uma das maiores fortunas do Rio Grande do Norte.

«O recém-nomeado presidente do Incra é a cara desse governo. É latifundiário, é escravocrata e criminaliza a luta social. Ele rasga a Constituição e os direitos dos trabalhadores. Cabe a nós organizar, resistir e lutar pela reforma agrária», disse ao Brasil de Fato Alexandre Conceição, da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
[...]
Gerson Justino, da direcção regional do MST no Rio Grande do Norte, defendeu que «as perspectivas não são boas após a nomeação de um pecuarista e latifundiário para o comando do Incra», mais ainda tendo em conta «o poder político e económico da família Melo na região, onde é tensa a questão das terras onde estão os acampamentos dos sem-terra». «Inclusive, ameaçam as famílias com jagunços», denunciou. (Abril)

KOP – «Ciutat morta»

Da Catalunha, KOP. Videoclip do tema incluído no álbum Radikal (2016).

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

«¿Qué significan las decenas de detenciones de los últimos días en Euskal Herria?»

[De Borroka Garaia] El número es demasiado alto y no concuerda con la en apariencia normalidad política vasca.
[…]
Claro que los problemas aparecen cuando no solo la juventud trabajadora empieza a despertar sino cuando lo hace el resto de la clase también. Y esa será una de las claves. Entonces es cuando aparecen revueltas y conflictos que se suelen evaporar si no hay detrás bases materiales que lo sustenten. Es decir, un poder obrero y juvenil, un poder nacional de clase. Pero todo esto lo saben ellos mejor que nadie y por eso disparan a las alas preventivamente, no vaya a ser que se empiece a volar. (BorrokaGaraiaDa)

A Polícia «autónoma espanhola» protege o Vox e carrega sobre os antifascistas

Este domingo, em Bilbo, os agentes da Polícia «autonómica do PNV» voltaram a proteger os fascistas espanhóis – no caso, do Vox – e a carregar sobre os manifestantes antifascistas. Nada de novo para as bandas da Sabin Etxea [sede do PNV], refere o portal lahaine.org.

O PNV de Urkullu (e o mesmo acontecia nos tempos de Ibarretxe) voltou a mandar um forte contingente da Ertzaintza para lidar com quem protestava contra a presença do fascista Abascal na capital biscainha. Os agentes não se pouparam a esforços, tendo carregado por diversas vezes e efectuado mais de duas dezenas de detenções.

De acordo com o portal, centenas de pessoas mobilizaram-se frente ao Palácio Euskalduna, em Bilbo, onde o Vox realizou um comício. Quando o conhecido dirigente do Vox Javier Ortega Smith (que pediu à Ertzaintza que dissolvesse a manifestação), se tentou aproximar dos manifestantes, os ânimos exaltaram-se e houve incidentes. Segundo o lahaine.org, pelo menos 21 pessoas foram detidas. / Ver: lahaine.org

Ver tb.: «Ante el ataque contra el antifascismo», de MpA (amnistiAskatasuna 1 e 2)

EUA transportam centenas de terroristas do Daesh da Síria para o Iraque

Desde o início da ofensiva turca em território sírio, a 9 de Outubro último, as «tropas de ocupação dos EUA» transportaram centenas de terroristas do Daesh e seus familiares de território sírio para o Iraque. A SANA precisa que, a partir da base ilegal referida, os membros do Daesh e as suas mulheres foram levados de helicóptero para o país árabe vizinho em seis grupos.

Colaborações frequentes
As tropas norte-americanas e a chamada «coligação internacional» liderada pelos EUA foram reiteramente acusadas de transportar militantes do Daesh, «salvado-lhes a pele» em situações de aperto e dando-lhes «novo uso». (Abril)

«El pueblo en lucha contra el capitalismo y su barbarie»

[De Cecilia Zamudio] El problema es el sistema, y por supuesto no se subsana el empobrecimiento causado por el saqueo capitalista con mayor saqueo. Los «préstamos» del FMI son un mecanismo depredador: las sumas se destinarán al pago de las necesidades en infraestructura de las multinacionales extractivas (para incrementar el saqueo que ya perpetran), al pago de los intereses usureros de deudas precedentes, a los bolsillos de la burguesía; y será el pueblo el que tenga que pagar los préstamos y sus intereses, en esa esclavitud aberrante que muele vidas y ecosistemas.

El alza del precio del transporte ha sido la gota que ha desbordado el vaso, en un país en el que la mitad de la población malvive con un pírrico salario mínimo, del cual tiene que destinar casi un 15% al pago de transportes. (Resumen Latinoamericano)

domingo, 20 de outubro de 2019

Em Madrid denunciou-se a repressão do Regime de 78 e exigiu-se a amnistia total

Cerca de 4000 pessoas participaram, este sábado, na mobilização convocada pelo Movimento Anti-repressivo de Madrid (MAM) pela «amnistia total», pela liberdade de todos os presos políticos, pela defesa «dos direitos e das liberdades democráticas». Na convocatória, o MAM anunciava: «Vemo-nos nas ruas! Contra a repressão deles seremos um punho unido e organizado».

A mobilização decorreu entre Atocha e a Praça do Sol, onde um representante do MAM exigiu a libertação de todos presos políticos, dos que começam a encher as cadeias por defenderem os seus direitos e dos que lá se encontram há 40 anos.

Lembrou a repressão do Regime de 78 (o actual regime espanhol) sobre os independentistas que exercem o direito à autodeterminação; sobre aqueles que, com as suas letras, denunciam as injustiças; sobre os sindicalistas que defendem os direitos dos trabalhadores ate às últimas consequências; sobre aqueles que, à entrada dos prédios, resistem para que milhares de famílias não sejam expulsas de suas casas. Assim, exigiu o direito ao exercício de autodeterminação, à liberdade de expressão e a melhores condições de trabalho e a uma vida digna.

Antes de concluir, lembrou a situação de luta na Catalunha, a luta antifascista, a necessidade de libertar os presos políticos das cadeias – sem que tenham de renunciar às suas ideias – e exigiu a amnistia total.  
Polícia carregou com violência no final
No final da mobilização, na confluência entre a Gran Vía e Callao, a Polícia interveio com grande brutalidade – como o tem feito na Catalunha ao longo desta semana, como o faz no País Basco há muito anos – sobre os jovens que ali se concentraram. Também foram agredidos transeuntes e jornalistas. Num comunicado já hoje emitido, o MAM afirma que foram detidas 11 pessoas (duas delas menores) e que mais de 100 foram identificadas. Ver: @AntirrepreMad

«En torno a la violencia y los infiltrados de estos días»

[De Miquel Díaz] Y por supuesto, ellos [PdeCat y ERC] son los primeros interesados en difundir estos bulos, que por suerte cada vez se cree menos gente. Y por cierto, si alguien ha provocado disturbios cuando una manifestación estaba transcurriendo pacíficamente, esta ha sido la policía al llegar y comenzar a cargar.

Esto no va de infiltrados, esto va de un Govern que tras un periodo de cierto desacato al estado está volviendo al redil para ser lo que ha sido siempre: el representante del Régimen del 78 en Catalunya, con todo lo que ello implica en estos momentos. (Red Roja)

Thomas Sankara: «...e naquele dia mataram a felicidade» (doc.)

Um documentário de Silvestro Montanaro, produzido pela Rai 3 (emissora pública italiana) em 2013. [No passado dia 15 de Outubro cumpriram-se 32 anos sobre o assassinato de Sankara, «o homem íntegro», herdeiro «das revoluções do mundo», na sequência de um golpe de Estado auspiciado pela França, então liderada por Mitterrand e Chirac.]Um pequeno homem de pele negra desafiou os poderosos do mundo. Ele disse que a política fazia sentido somente se trabalhava para a felicidade dos povos. Ele afirmou, com o seu próprio exemplo pessoal, que a política era serviço, não poder ou enriquecimento pessoal.

Thomas Sankara (Yako, 21 de Dezembro de 1949-Ouagadougou, 15 de Outubro de 1987) foi um militar, revolucionário marxista, pan-africanista e líder político do Burkina Faso.

Ver tb.: «Sankara, un revolucionario africano que Occidente no podía soportar» (Canarias Semanal via insurgente.org)

«Um Outubro que foi Fevereiro»

[De Atilio Boron] Não demorará muito para que as massas populares do Equador, não apenas os povos indígenas, mas também as camadas pobres da cidade e do campo, os setores médios empobrecidos e sem poder, enfim, a maioria da população do Equador percebam o grande golpe perpetrado por Moreno e seus conselheiros obstinados, com a imperdoável cumplicidade da liderança da CONAIE, e decidam tomar as ruas novamente. (PCB) [em castelhano: Cubadebate]

sábado, 19 de outubro de 2019

Manifestação nacional a favor da amnistia, dia 30 de Novembro, em Bilbo

Numa conferência de imprensa que hoje deram na capital biscainha, representantes do Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão fizeram uma leitura da actual situação repressiva e abordaram questões relativas à sua linha política, tendo explicado, nomeadamente, as razões da campanha «Borrokatzea zilegi delako» [Porque lutar é legítimo]. Neste contexto, agendaram para dia 30 de Novembro uma manifestação nacional em Bilbo, sob o lema «Borrokatzea zilegi delako, amnistia osoa!» [Porque lutar é legítimo, amnistia total!]. Parte às 18h30 do Sagrado Coração.

«Igualmente, queremos denunciar otra vez el intento por robar el carácter político de determinados presos y presas, y debemos decir que de ninguna de las maneras aceptamos la definición del concepto de «preso político» que están haciendo desde los sectores progres y socialdemócratas. No aceptamos marginaciones según el modelo de lucha utilizado.
[…]
Queremos recordar que lo que convierte en político a un preso no es el no haber utilizado la violencia, sino estar en la cárcel por su defensa activa de las libertades colectivas, sobre todo si no ha renegado de su carácter político y no perjudica con su recorrido a las condiciones de vida del resto de presos.» / Ler comunicado na íntegra: amnistiAskatasuna 1 e 2

Eleição da Venezuela para o Conselho de Direitos Humanos é «histórica»

A Venezuela foi eleita como membro do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em representação da América Latina e Caraíbas. Jorge Arreaza e Samuel Moncada classificaram a eleição como «histórica».

Jorge Arreaza lamentou ainda que a «diplomacia costa-riquenha tenha incorrido no erro histórico de apresentar a candidatura do seu país para impedir que a Venezuela entrasse no Conselho dos Direitos Humanos», na sequência das manobras levadas a cabo nesse sentido pelo chamado Grupo de Lima, os EUA e a União Europeia, revela a Prensa Latina.

O triunfo é também do povo venezuelano, «da sua heróica resistência face às agressões coloniais, da sua dignidade perante aqueles que se humilham pedindo invasões estrangeiras e violações dos direitos humanos de milhões de inocentes com cruéis extorsões chamadas "sanções"», frisou Samuel Moncada. (Abril)

También estalla la revuelta en Chile. Gobierno decreta el estado de emergencia

[Resumen Latinoamericano] Pese a que el presidente derechista Sebastián Piñera presumía hace solo algunos días de que su país era una especie de «oasis» en América Latina, la capital chilena se encuentra paralizada tras una jornada de protestas que han desbordado a las autoridades. La red de metro de Santiago de Chile se ha convertido en el escenario de inéditas manifestaciones por el aumento de costo del pasaje, por lo que ha cerrado por completo. En diferentes sitios de la ciudad se han producido enfrentamientos entre los manifestantes y carabineros. (BorrokaGaraiaDa)