quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Entrevista a Lorenzo Espinosa, autor do livro «ETA, la historia no se rinde» (cas.)

[De El Bloque del Leste] Josemari Lorenzo Espinosa, historiador y autor del libro ETA. La historia no se rinde. Una entrevista en la que se trata el arco histórico del nacionalismo vasco en Euskal Herria (actualmente las comunidades autónomas de País Vasco y Navarra), el PNV, ETA, su disolución y el fin de la lucha armada.

1.¿Qué era ETA (Euskadi Ta Askatasuna) y dónde se origina esta organización armada?
Era una organización o grupo político que utilizaba la lucha armada, para conseguir o ayudar a conseguir sus objetivos. Nace en Bilbao, en 1958. Primero como un grupo de estudio, dedicado a recuperar la lengua vasca, conocer su Historia y sus leyes antiguas. Luego evoluciona mas radicalmente. A comienzo de los 60, se une a un grupo de disidentes de las juventudes del PNV (EGI) y se empieza a sopesar la utilización de armas.

Siguiendo el modelo del IRA, la revolución cubana o el FLN argelino. Que por entonces, estaban de moda. En la primera Asamblea de 1962, afirman que utilizaran todos los recursos a su alcance para conseguir la independencia de Euskadi. / LER: boltxe.eus

El Tribunal Supremo confirma la condena al periodista Boro LH por la «Operación Araña»

El Tribunal Supremo, presidido por los jueces Pablo Llarena Conde, Carmen Lamela Díaz, Miguel Colmenero Menéndez de Luarca, Juan Ramón Berdugo Gómez de la Torre y Antonio del Moral García desestiman el recurso de Boro LH al Tribunal Supremo por la condena de año y medio por la Operación Araña y reafirman la condena que hace un año le impuso la Audiencia Nacional. (lahaine.org)

Milhares contra a fome e os tarifazos: «nos bairros não se aguenta mais»

Segundo as organizações promotoras, 200 mil pessoas participaram em Buenos Aires e um milhão em toda a Argentina na jornada de luta contra a «fome e os tarifazos», exigindo «pão, casa e trabalho».

«A fome voltou aos bairros. É a pior crise desde 2001», disse Daniel Menéndez, da organização Bairros de Pé, na maior de todas as manifestações que esta quarta-feira tiveram lugar por toda a Argentina. Em Buenos Aires, onde muitos milhares de manifestantes se concentraram em frente ao Ministério do Desenvolvimento Social, exigiu-se uma resposta imediata do governo para a gravidade do «problema alimentar». Dina Sánchez, da Frente Darío Santillán, sublinhou que «nos bairros a situação não se aguenta mais». (Abril)

«Meninos do Flamengo: mais um crime provocado pela ganância»

[De Intersindical] Só quem vive a dura realidade da maioria da população trabalhadora sabe o que significa para um menino ter tanta alegria em poder com seu treinamento/trabalho pagar o aluguel de sua avó. Isso não significa nada para quem se farta nas negociatas do mundo dos negócios do futebol.

O local onde estavam os meninos nem constava no projeto do Flamengo aprovado pela área de licenciamento e, nos últimos anos, foram mais de 30 autos de infração, além de pedidos de interdição. O alvará de funcionamento não foi concedido, pois a direção do Flamengo não apresentou até hoje o certificado do Corpo de Bombeiros para o funcionamento. (PCB)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Dia contra a tortura em EH: a 38 anos da morte por torturas de Joxe Arregi

Hoje, 13 de Fevereiro, passam 38 anos sobre a morte por torturas de Joxe Arregi Izagirrre e assinala-se o Dia Internacional contra a Tortura em Euskal Herria. Neste contexto, foram agendadas para hoje iniciativas em vários pontos do território basco para denunciar a tortura, exigir o fim desta prática e condenar a impunidade que a rodeia - caso de Joxe Arregi, em 1981, é um de muitos exemplos. O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão marcou concentrações para Gasteiz, Bilbo, Iruñea e Donostia. [comunicado aqui.]


13 de Fevereiro é, no País Basco, o Dia Internacional contra a Tortura. A data passou a ser assinalada após a morte por torturas de Joxe Arregi (Zizurkil, Gipuzkoa), em 1981. O militante da ETA foi capturado a 4 de Fevereiro daquele ano e, incomunicável, foi sujeito a torturas brutais durante nove dias, vindo a falecer no Hospital Prisional de Carabanchel, em Madrid, a 13 de Fevereiro.

«Oso latza izan da» [foi muito duro], disse, pouco antes de morrer, a companheiros revolucionários que se encontravam no hospital.

Ao seu assassinato seguiu-se, em Euskal Herria, uma greve geral com ampla adesão, bem como manifestações, fortemente reprimidas pela Polícia espanhola. Estima-se que umas 10 mil pessoas tenham participado no funeral de Arregi, em Zizurkil.

Milhares de bascos foram torturados – durante o franquismo, a mal chamada «transição» e a dita «democracia espanhola».

Uma investigação coordenada pelo médico forense Paco Etxeberria, publicada em Novembro de 2017, documentou 4113 casos de tortura entre 1960 e 2014.

Os casos dizem todos respeito a pessoas nascidas ou residentes na Comunidade Autónoma Basca (ficando de fora Nafarroa e Iparralde). / Ver: aseh

Venezuela insistirá no diálogo e na diplomacia para defender a paz

Arreaza chamou a atenção para as verdadeiras intenções da administração de Trump quando fala de «ajuda humanitária» ao seu país. «Como vamos confiar em quem [nos] impõe sanções e bloqueia activos do povo venezuelano?», perguntou o titular da pasta dos Negócios Estrangeiros, tendo lembrado que a própria Cruz Vermelha Internacional na Colômbia se recusou a participar «nesse show mediático», ao considerá-lo politizado e sem neutralidade.

Arreaza lamentou ainda que a União Europeia e as suas instituições se tenham posto ao lado dos Estados Unidos e tenham «cometido o erro» de reconhecer o deputado Juan Guaidó como «presidente interino» de «um governo autoproclamado numa praça, sem qualquer autoridade que lhe confira validade», informa a VTV. (Abril)

Convenção Internacional contra a NATO, em Florença

Em Florença (Itália), dia 7 de Abril de 2019. No Cinema Teatro Odeon (Piazza Strozzi).

Com a participação de Michel Chossudovsky, do Centre for Research on Globalization (Global Research, Canadá); Gino Strada, fundador de Emergency; Alex Zanotelli, missionário comboniano; Franco Cardini, historiador; General Fabio Mini; Tommaso Di Francesco, co-director de Il Manifesto; Giulietto Chiesa, director da Pandora TV; Manlio Dinucci, jornalista. / MAIS INFO: nowarnonato

«A luta de classes e a saúde mental dos trabalhadores»

[De Gilson Lima] O adoecimento, o sofrimento e a dor, física e mental, fora os «acidentes» e «tragédias», acompanham a história dos trabalhadores. São inclusive um indício de sua posição de classe explorada e oprimida. «A miséria, a insegurança, o excesso de trabalho e o seu caráter forçado destroem o corpo e o espírito do operário», dizia Engels, em meados do século XIX, em seu clássico «A situação da classe trabalhadora na Inglaterra».

Mas nos cabe entender melhor como a saúde do trabalhador se apresenta hoje, em nosso contexto, quais seus determinantes, suas características e as melhores formas de defendê-la. Ora, e quando damos uma olhada nos noticiários do jornal, ou prestamos atenção em nosso local de trabalho, o que nos salta aos olhos é o crescimento do adoecimento mental dos trabalhadores. Como entendê-lo e combatê-lo? (PCB)

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

O Exército espanhol bombardeia de novo as Bardenas com fogo real

A Bardenas Libres denuncia estas novas manobras, que decorrem de 13 a 18 de Fevereiro, e pergunta quantas manobras mais terá de aguentar este ano. «O que sabemos é o que significa o aumento da verba económica que recebem os municípios, que se traduz numa maior dependência económica dos exercícios militares deste campo de treino militar», denuncia.

«Também fica clara a atitude do Ministério [espanhol] da Defesa de continuar a usar estas terras, protegidas do ponto de vista ambiental como Parque Natural e Reserva Natural da Biosfera, para os interesses da NATO, e também para cobrir as necessidades da indústria do armamento», acrescenta.

Incentivam, para além disso, os que mantêm a luta contra o campo de treino militar e contra as guerras a prosseguir essa luta «ainda com mais força, se possível», e a juntar energias com iniciativas como as que foram propostas por alguns grupos municipais, com vista a dedicar o dinheiro recebido à ajuda aos refugiados, «que se vêem obrigados a deixar as suas terras devido às guerras imperialistas que a NATO treina aqui». / Mais info: ahotsa.info

«As nove razões dos EUA para declararem guerra à Venezuela»

[De Nazanín Armanian] Para o imperialismo EUA o que está em causa na Venezuela é bastante mais do que a recolonização do «pátio das traseiras» e o saque (já realizado em relação a muitas toneladas de ouro) das riquezas do país. Tal como no Médio Oriente, é o confronto com Rússia e China e com qualquer país que não se sujeite ao seu domínio. E é também represália pelo dispendioso insucesso na Síria, Iraque, Afeganistão. (odiario.info)

Ver tb: «EUA e Colômbia preparam provocação contra a Venezuela na fronteira» (Abril)
Os governos norte-americano e colombiano querem levar a efeito uma operação de falsa bandeira na fronteira entre a Venezuela e a Colômbia, alertou esta segunda-feira Freddy Bernal, do PSUV.

EUA e Israel lançam novos ataques contra território sírio

Os ataques da aviação da chamada «coligação internacional», liderada pelos Estados Unidos, provocaram pelo menos 90 mortos no Sudeste da província de Deir ez-Zor, segundo indica a Prensa Latina.

A estação de TV Ikhbariya revelou que as forças militares israelitas lançaram, esta segunda-feira à tarde, um ataque contra vários pontos na província de Quneitra, no extremo Sudoeste da Síria, tendo destruído o hospital da cidade de Quneitra, que não se encontrava a funcionar. (Abril)

Kortatu – «El estado de las cosas»

Tema do álbum homónimo (1986) da banda de Irun (Gipuzkoa).

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

«13 de Fevereiro: dia contra a tortura» (cas.)

[De MpA / Concentrações, às 19h30, em Gasteiz (Virgem Branca) e Bilbo (frente ao Governo Civil)] El 13 de febrero se cumplen 38 años desde que que Joxe Arregi muriera en la cárcel de Carabanchel como consecuencia de las heridas causadas por las torturas que la Policía Española le infligió durante el periodo de detención. Desde entonces, esta fecha a adquirido una referencialidad absoluta en Euskal Herria en la lucha contra la tortura.

La tortura en las comisarías no es una actividad casual llevada a cabo por algunos funcionarios que se encontraban fuera de sí, sino el resultado de toda una maquinaria creada por el Estado español para castigar a la disidencia. Son parte de esa maquinaria los policías, pero también lo son los jueces, los fiscales, los médicos forenses de los juzgados, los abogados de oficio que se amilanan ante los policías, los políticos que garantizan toda esta maquinaria y, cómo no, esos medios de comunicación de grandes empresarios que crean corrientes de opinión favorables a la tortura. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«Herri Unibertsitate Nazionala»

[De Herri Unibertsitatea] Argi dugulako, gaur egungo unibertsitatearen bidez barneratzen dugun edukia ez dagoela gure, hots, esplotatuak eta zapalduak garenon, beharretara eraikia.

Ez behintzat unibertsitatea kapitalismoa biziberritzeko funtzioa betetzen duen insitituzioa den heinean. Horregatik eta horretara dator beraz Herri Unibertsitatearen proiektua: Esplotazioan eta zapalkuntzan oinarritutako bizimodura kondenatuak gaudenon askapenerako jakintzaren espazio eta proiektua izatera. Langileon askapenerako tresna izatera, alegia. (BorrokaGaraiaDa)

«"Ayuda humanitaria" como herramienta para destruir países»

[De Eder Peña] Nota editorial: en un contexto donde el discurso de la «ayuda humanitaria» se avisa como una operación a llevar a cabo en Venezuela por parte de Estados Unidos, republicamos la presente investigación de finales de 2017, con el fin de mantener fresca en la memoria la crónica de lo que sucedió en países de los Balcanes, el cuerno de África y el Levante, luego de que se aplicaran operativos «humanitarios» con un carácter visiblemente destructor. Que sirva la historia de otros pueblos como espejo ante lo ocurrido y lo que podría ocurrir en caso de que Washington decidiera invadir territorio venezolano por la fuerza militar, pues los desastres que han derivado de tales «ayudas» traen mayores consecuencias negativas que las previstas. (misionverdad.com)

Milhares defenderam em Compostela a saúde pública e de qualidade

Este domingo, milhares de pessoas manifestaram-se e encheram a Praça da Quintana, na capital galega, respondendo à convocatória de protesto da SOS Sanidade Pública contra a política de privatizações, precarização e cortes no sector promovida pela Xunta da Galiza.

Contra o negócio da saúde e as políticas implementas no sector pelo Governo de direita de Feixoo, os manifestantes vincaram a exigência de um sistema público de saúde galego e a defesa da saúde pública e de qualidade. / Mais info: sermosgaliza.gal

domingo, 10 de fevereiro de 2019

Julen Ibarrola foi libertado, depois de um ano na cadeia por uma pintada

O jovem de Amurrio (Araba) foi libertado esta manhã, tendo saído da cadeia de Basauri depois de cumprir na íntegra o ano de pena a que foi condenado por «enaltecimento do terrorismo», alegadamente, por ter desenhado uma inscrição numa parede com um marcador. Dezenas de pessoas receberam-no de forma calorosa à entrada de Amurrio.

Julen Ibarrola foi condenado pela Audiência Nacional espanhola a um ano de prisão por, alegadamente, ter realizado uma pintada com um marcador, que o tribunal de excepção entendeu ser «enaltecimento do terrorismo». Apesar de as penas inferiores a dois anos não serem, por norma, de cumprimento efectivo no Estado espanhol, Julen teve de a cumprir porque, segundo o tribunal, era «reincindente», revela o portal halabedi.eus.

O caso de Ibarrola provocou grande revolta no País Basco – e também noutros pontos Estado espanhol –, tendo-se sucedido as manifestações de solidariedade e apoio para com o jovem de Amurrio.

Hoje, Julen Ibarrola foi recebido por amigos e familiares à entrada da cadeia de Basauri, por volta das 8h00 da manhã. À entrada de Amurrio, dezenas de pessoas juntaram-se num viaduto e receberam-no de forma calorosa, exibindo faixas e bandeirolas, fazendo estourar foguetes e queimar bengalas. Para o início da tarde estava agendado um ongi etorri na localidade alavesa, refere o aiaraldea.eus.

«Tirem as mãos da Venezuela»

[De Bruno Carvalho] Vivi na Venezuela meio ano e regressei três vezes em diferentes períodos. Estive em 2008, em 2010, em 2015 e há dois meses atrás. Portanto, duas vezes com Hugo Chávez e duas vezes com Nicolás Maduro.

A oposição, que tem partidos legais, que tem jornais, que tem canais de televisão, que faz manifestações legais, que tem cartazes e outdoors e que tem eleitos, diz que é uma ditadura. Sempre que há eleições e perde, a oposição venezuelana diz que as eleições não são livres. Quando ganha, reconhece-as sempre. (Diário Liberdade)

«Sanctions of Mass Destruction: America’s War on Venezuela»

[De Garikai Chengu] American economic sanctions have been the worst crime against humanity since World War Two. America’s economic sanctions have killed more innocent people than all of the nuclear, biological and chemical weapons ever used in the history of mankind.

The fact that for America the issue in Venezuela is oil, not democracy, will surprise only those who watch the news and ignore history. Venezuela has the world’s largest oil reserves on the planet. (globalresearch.ca)

«Os 120 anos do "Pobre B. B."»

[De José Carlos Faria / texto de 2018] «O pobre B. B., vindo das negras florestas para o asfalto das cidades», poeta, dramaturgo, encenador, ensaísta e teórico, viria a revolucionar a arte teatral, propondo e definindo o modelo de uma nova concepção estética, materialista e dialéctica, de empenhamento político visando a transformação da realidade social, operada pela superação da alienação e pelo incremento da consciência crítica dos espectadores.

Dizia:
O pior analfabeto é o analfabeto político. / Ele não houve, não fala, nem participa nos acontecimentos políticos. / Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, / da renda de casa, do sapato e do remédio dependem das decisões / políticas. (avante.pt)