quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Análise de recurso contra a extradição de cidadãos bascos

O Supremo Tribunal de Justiça britânico aceitou analisar o recurso de apelo contra a extradição para o Estado espanhol de Zigor Ruiz, Ana Isabel López e Iñigo Albisu.

LONDRES - Prevê-se que os juízes Andrew Collins e John Dyson emitam um veredicto sobre o recurso depois do Natal, ainda que não haja data confirmada.

Um juiz do Tribunal de Westminster ordenou, no passado dia 17 de Agosto, a extradição para o Estado espanhol de três cidadãos bascos: Zigor Ruiz, Ana Isabel López e Iñigo Albisu.

Na sessão de ontem, o advogado de defesa, Richard Gordon, demonstrou os argumentos para defender o seu apelo perante os juízes do Supremo Tribunal.

Entre outros argumentos, Gordon pediu aos magistrados que tivessem em conta a “inexactidão” e a “pouca clareza” das euro-ordens emitidas pelo juiz da Audiência Nacional espanhola, Baltasar Garzón, em virtude das quais se executaram as detenções do passado 27 de Abril em Sheffield.

Além disso, a defesa considerou pertinente que os juízes tivessem em conta as “provas de tortura” cometidas no Estado espanhol durante os interrogatórios de outros detidos, uma circunstância que viola a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.

Preso militante histórico da esquerda independentista

Prisões em massa no Processo 18/98

A Guardia Civil prende o militante histórico abertzale José Luis Elkoro

O GARA teve conhecimento que dois veículos da Guardia Civil e vários agentes à paisana foram a casa de José Luis Elkoro, em Bergara, e o prenderam, hoje ao meio-dia, por ordem da Audiência Nacional espanhola.

Elkoro tornou-se um dirigente histórico abertzale pelo seu trabalho realizado em prol do independentismo deste país e, apesar dos seus 72 anos de idade, continua a ser uma referência dentro da política abertzale.

Assim, é importante destacar que foi presidente do município de Bergara e presidente de Orain, antiga editora do Egin. Também foi nomeado, em 1989, senador de Gipuzkoa. O seu papel foi fundamental no momento de lutar a favor da independência de Euskal Herria.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Decretada prisão para 33 dos detidos do Processo 18/98

33 arguidos do 18/98 são presos e 6 saem em liberdade sob fiança

Xabier Otero, Iñaki Zapiain, Alberto Frías, Sabino Ormazabal, Fernando Olalde e Mario Zubiaga sairão em liberdade nas próximas horas, assim que paguem as fianças de 20 000 euros estipuladas esta noite pela Audiência Nacional. Para os outros 33 detidos, Ángela Murillo decretou prisão, situação em que já se encontravam outros três processados. No que toca à sentença, o Gara pôde saber que não será transmitida na segunda-feira, como previsto.

Depois da suspensão a que se viu forçada a audiência de segunda-feira à tarde, em que compareceram 15 dos arguidos, o resto dos detidos do Processo 18/98 compareceu ontem à tarde numa nova sessão, na qual se assistiu às mesmas irregularidades e vulnerabilidades processuais. Não obstante, os presos tomaram a palavra para responder aos juízes: “somos bascos e não impedireis que, seja como for, continuemos a trabalhar em prol da independência do nosso país”.

Na sessão de ontem, como na véspera, também se registaram irregularidades nas garantias jurídicas. De começo, todas as comparências voltaram a levar-se a cabo em grupo, extremo que a própria legislação espanhola impossibilita. E, se a lei estabelece que as audiências devem levar-se a cabo com intervalos de não mais de 72 horas, para a de ontem já tinham passado mais de cem. E para tudo isto se deve acrescentar que o preso político Iker Beristain, também arguido no Processo 18/98, não foi levado a Madrid.

A defesa nem sequer foi informada que na segunda-feira à tarde Beristain foi retirado da prisão de Teruel para ser transferido para o tribunal desta capital aragonesa, com vista a uma audiência excepcional. O jovem negou-se a participar nesta sessão e denunciou que, apesar de exigir a presença de um advogado de confiança, foi representado por um advogado indicado.

A advogada de defesa Arantza Zulueta informou este jornal que, na sessão de ontem na Audiência Nacional, os advogados dos detidos denunciaram “as evidentes irregularidades” que impregnaram todo o processo jurídico, e responsabilizaram o tribunal pela tomada de decisões com base “numa estratégia política concreta que nada tem a ver com decisões jurídicas”.

Uma acusação que for reafirmada pelos próprios detidos quando tomaram a palavra no encerramento da sessão. Denunciaram o impulso político em que se sustenta, tanto este Processo como a sua própria detenção, e avisaram que não constituirá obstáculo algum para que continuem o seu trabalho pela independência de Euskal Herria.

Por outro lado, familiares de Paul Asensio disseram que, com mandato, a Polícia espanhola revistou todos os bens que haviam sido confiscados na casa do jovem em Barrika, entre outras coisas, a caderneta de poupanças.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais 15 detidos!

A polícia espanhola deteve, esta manhã, 15 jovens à frente das instalações da Audiência Nacional quando se deslocaram ali por requisição do juiz.

Esta semana já são mais de meia centena, os cidadãos bascos detidos pelo Estado espanhol.

em Gara

Hora de responder como Povo

Adere ao manifesto de solidariedade com os presos do Processo 18/98 em 1898erantzuna@euskalerria.org (são aceites adesões individuais e colectivas)

Hora de responder como Povo

Manifesto

Desde o auto-encarceramento que realizámos no passado mês de Junho em Gernika, nós, as 52 pessoas julgadas no Processo 18/98, continuamos a trabalhar para tentar transformar a solidariedade face ao castigo judicial em trabalho conjunto, em elkarlana.
A sentença que ditará o tribunal da Audiência Nacional será especialmente importante para Euskal Herria. E não só pelas penas de prisão que imporá, mas também pela incidência que terá na materialização dos direitos civis e políticos da cidadania basca.

A vulnerabilidade dos direitos que se cria no 18/98 e nos restantes processos ficará consolidada com este julgamento. Durante muitos anos, a transição no Estado espanhol, reduziu direitos civis e políticos, assim como direitos humanos básicos, do conjunto da cidadania basca, mediante legislações de excepção.

A sentença do 18/98 aprofundará essa negação de direitos e assentará bases renovadas para criminalizar as pessoas e colectivos que trabalham pela construção de Euskal Herria.

O Julgamento 18/98 não foi um passo isolado. É a continuação da perseguição a que foi submetido durante muitos anos o movimento político independentista de Euskal Herria. No fundo, há uma agressão estrutural contra os direitos civis e políticos das bascas e dos bascos, que atinge cada vez mais grupos e actividades.

Aí está o julgamento contra as organizações juvenis e as consequentes condenações. Depois do nosso julgamento virão outros nos meses seguintes (Udalbiltza, Egunkaria, GGAA-Askatasuna e Batasuna), acumulando acusações e condenações. A sentença do 18/98 terá influência directa nestes casos e nas possibilidades da cidadania basca viver e desenvolver-se em democracia.

Nas últimas semanas temos visto como o Governo do PSOE utiliza os instrumentos repressivos de que dispõe para castigar ideologias e actividades plenamente legítimas. Mais, porta-vozes do Governo espanhol anunciaram terem decidido continuar este caminho.

Como dizíamos no Manifesto divulgado em Gernika: “Para além das pessoas ou organizações obrigadas a sentar-se no banco dos réus, é a liberdade de pensamento, organização e expressão que estão a ser julgadas e condenadas. É a democracia que está a ser condenada e julgada”.

Desde Gernika, fizemos um chamamento tanto à cidadania como aos agentes sociais e políticos bascos para trabalhar conjuntamente em defesa dos direitos e da democracia. Na nossa opinião, chegou o momento de dar um passo para esse trabalho em comum. Como afirmámos, a sentença do 18/98 transcende o próprio processo. Estão-se a destruir os pilares da construção de Euskal Herria, fecham-se as portas a uma solução democrática e consolida-se a criminalização da opção política a favor da independência.
Por tudo isto, justamente, o momento em que se dite a sentença depois do longo processo 18/98 será o de dar resposta ao conjunto de agressões contra Euskal Herria. Por tudo isto, nós, as pessoas processadas no 18/98, queremos realizar um forte chamamento para fazer frente à sentença e às suas graves consequências.

Assim, queremos anunciar hoje, aqui, que quando se conheça a sentença convocaremos uma Manifestação Nacional, sob o lema «Pelos Direitos de Euskal Herria, Por Condições Democráticas para Todas as Opções Políticas». Aqui reside a questão: em superar a situação de imposição em que vivemos e em que os caminhos da construção de Euskal Herria se possam desenvolver num espaço democrático.

Junto a esta convocatória, pedimos a todos os sectores e agentes sociais que se preparem para fazer frente à sentença e, conscientes da importância da nova agressão contra a democracia que se tornará a sentença do 18/98, que trabalhem, cada um na sua área, no âmago deste caso. Nesse sentido, apelamos a que se realize uma Paragem de Uma Hora, que ampliaria este trabalho comum, especialmente com os sindicatos. Nos próximos dias esperamos ter oportunidade de o especificar com eles.

Valendo-se de tribunais e legislações especiais, quiseram calar a palavra das Bascas e dos Bascos. Quiseram fazer desaparecer agentes, meios de comunicação, instituições e organizações criadas pela própria sociedade basca. O que temos de construir entre todas e todos é uma solução democrática que garanta os direitos de Euskal Herria e dos Bascos. Para que, também, os projectos independentistas possam ser defendidos e materializados em Euskal Herria em igualdade de condições. Para que os direitos civis e políticos de todas as pessoas sejam viáveis. É esta a nossa aposta. A que continuará para além de todas as sentenças e condenações.

Euskal Herria, 04, Novembro de 2007

Processadas e Processados do 18/98

Envia a tua adesão a este endereço: 1898erantzuna@euskalerria.org

Em Askapena:
http://www.askapena.org/berriak/men/karpeta_es/389/ind_aska

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Mais de 25 mil pessoas contra a repressão


Disto ninguém viu na televisão portuguesa porque isto é aquilo que eles não querem que se saiba.

Mais videos das detenções

sábado, 1 de dezembro de 2007

Presos no âmbito do Processo 18/98


Video da detenção de jornalista do Gara em plena redacção

Estamos solidários com:

Alberto Frías, Elena Beloki, Txema Matanzas, Jexux Mari Zalakain, Javier Salutregi, Javi Balanzategi, Mikel Korta, Iñaki O'Shea, Joxe Mari Olarra, Juan Mari Mendizabal, Iker Casanova, Manu Intxauspe, Jose García Mijangos, Natale Landa, Olatz Egiguren, Mario Zubiaga, Ruben Nieto, Xabier Alegria, Patxi Gundin, Pablo Gorostiaga, Joxean Etxeberria, Juan Pablo Diéguez, Xabi Otero, Sabino Ormazabal, Fernando Olalde, Isidro Murga, Mikel Egibar, Mirian Campos, Patxo Murga, Txente Askasibar, Mikel Aznar, Karlos Trenor, Paul Asensio, Xabier Arregi e Iñaki Zapiain.

Tiroteio no Estado francês mata Guardia Civil

O ministro espanhol da Administração Interna confirma que dois Guardias Civis estavam a vigiar membros da organização armada ETA. No entanto, os agentes estavam em França. Às 9.00 de hoje, encontravam-se num café, no Estado francês, quando foram baleados por desconhecidos. Um morreu e outro está gravemente ferido. As agências de notícias apontam que pode ter sido a ETA.

em Gara

33 detenções até ao momento


Jornalista do Gara foi detido dentro da redacção do jornal

As detenções vão neste momento em 33.

Solidariedade!

26 detenções nas últimas horas

A Audiência Nacional Espanhola ordena a detenção de 46 processados no mega-processo 18/98

As forças policiais espanholas iniciaram uma operação para prender os cidadãos bascos processados no caso 18/98 que foram condenados pela Audiência Nacional, apesar de que a sentença todavia não se tenha tornado pública. A ordem do tribunal especial afecta 46 implicados, segundo as agências. Às 23h15, sabia-se que tinham sido presas 26 pessoas.

Fonte: Gara


Os implicados convocam manifestação para domingo em Bilbao

Os implicados no processo 18/98 convocam a população a manifestar-se no próximo domingo às 12.00 na praça Aita Donostia de Bilbao, sob o lema "Pelos direitos de Euskal Herria. Condições democráticas para todas nas opções políticas".

Fonte: Gara

Manifesto de convocatória para a manifestação:
HORA DE RESPONDER COMO POVO
http://www.gara.net/agiriak/20071121_1898_manifiesto.pdf

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Debate sobre o País Basco


O debate vai realizar-se na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa

Liberdade para Unai Lamariano

Liberdade sob fiança para Unai Lamariano

Segundo informação da Askatasuna, o preso político donostiarra Unai Lamariano sairá da prisão de Valdemoro esta tarde, depois de ter sido decretada liberdade sob 10 000 euros de fiança.

Operação da Guardia Civil

A Guardia Civil deteve no passado dia 1 de Abril Unai Lamariano, no polidesportivo municipal do bairro de Antiguo, donde é natural. No mesmo dia e durante a mesma operação policial, foram detidos Sergio Lazkano em Errenteria e Joseba Gonzalez Pabon em Iruñea .

Estas três detenções enquadraram-se na operação que a Guardia Civil iniciou a 28 de Março e que resultou em mais oito detidos (Joseba Lerin, Lorea Irigoien, Iñigo Orue, Juan Carlos Herrador, Arkaitz Agote, Itziar Agirre, Endika Zinkunegi e Julian Larrañaga; este último saiu em liberdade dois dias depois). Saldando-se, assim, esta operação, em 11 detenções.

em Gara.net

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Jovens denunciam torturas

Os jovens de Burlata denunciam torturas por parte da Polícia espanhola e da Guardia Civil

Os seis jovens de Burlata que foram detidos entre terça e quarta da semana passada pela Guardia Civil e pela Polícia espanhola denunciaram ter sido torturados durante o período de incomunicação. Depois de terem passado o dia ante Juan del Olmo*, Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses foram encarcerados na prisão de Soto del Real. Entretanto, a Iker Gorriz o juiz impôs una fiança de 25 000 euros e Xabier Urdin foi libertado.

O juiz da Audiência Nacional espanhola Juan del Olmo ordenou no dia 24 a prisão condicional para Aitor Torrea, Iñigo Gulina, David Urdin e José Javier Oses, aos quais acusa de «delitos de integração em organização terrorista, transporte e posse de artefactos ou substâncias explosivas e incêndio». Os quatro jovens foram conduzidos à prisão de Soto del Real.

A Iker Gorriz, detido na mesma operação policial, o magistrado impôs una fiança de 25 000 euros, ao passo que Xabier Urdin foi liberto sem medidas cautelares. Gorriz pôde ficar em liberdade ontem mesmo ao pagar a fiança recolhida entre os familiares de todos os presos, que se tinham deslocado até Madrid.

Os seis jovens detidos entre terça e quarta em Burlata e Iruñea [Pamplona], acusados de participar em acções de kale borroka, foram declarados incomunicáveis durante todo o dia, e o fiscal Miguel Angel Carvallo pediu prisão incondicional para todos excepto Xabier Urdin, para quem solicitou a libertação.

«Utilizaram a tortura»

Assim que foi libertado, Xabier Urdin relatou que durante o período de incomunicação sofreu maus tratos e torturas. O mesmo disse Iker Gorriz, e também os outros quatro jovens de Burlata. Explicaram que lhes aplicaram a tortura do saco, que lhes bateram, os obrigaram a fazer exercício físico e os impediram de dormir, entre outros tormentos.

A este respeito, Askatasuna sublinhou que estas declarações «confirmam a preocupação e o receio» que, tanto a organização anti-repressiva como os familiares dos detidos revelaram sobre o trato que poderiam estar sofrendo às mãos dos seus captores. «A Guardia Civil e a Polícia utilizaram a tortura enquanto durou a incomunicação para imputar a estas pessoas diferentes acções», denunciou. Sustentou também que o juiz Juan del Olmo, que ordenou a operação, «deu uma cobertura jurídica à tortura», e considerou que «os políticos e o juiz são tão culpados como os torturadores».

Também o movimento juvenil denunciou esta operação policial, bem como as ocorridas nos últimos meses em Araba [Álava], Bizkaia [Biscaia], Lapurdi, Nafarroa Beherea [Navarra Norte] e Gipuzkoa [Guipuscoa]. Em nota, denunciaram que o PSOE, «respondendo à estratégia de estado, detém e criminaliza a juventude que trabalha em favor de outro marco e na construção de Euskal Herria», uma atitude mediante a qual «tenta estabelecer uma nova fraude com o PNV e NaBai, e reprime todos os que possam condicionar essa fraude».

O movimento juvenil denunciou também a «intoxicação comunicativa» que «pretende desfigurar a luta em favor da independência», ao que respondeu destacando a «legitimidade» da luta pela independência deste povo.

Os seis jovens foram recordados em várias das manifestações pela independência que se celebraram dia 24.

FONTE- Gara

ARTIGOS RELACIONADOS:
http://www.gara.net/paperezkoa/20071124/50020/es/Agotan/el/plazo/de/incomunicacion/para/los/seis/jovenes/burlatarras
http://www.gara.net/paperezkoa/20071122/49626/es/Seis/jovenes/incomunicados/tras/otro/arresto/de/la/Guardia/Civil
http://www.gara.net/paperezkoa/20071121/49458/es/Las/FSE/completan/elmapa/de/redadas%BB/con/cinco/nuevos/arrestos

Violência em Iruñea

Dez jovens detidos violentamente em zona histórica de Iruñea [Pamplona]

Dez jovens, sete deles menores de idade, foram detidos na noite de sexta e na madrugada de sábado em Iruñea [Pamplona], seis às mãos da Polícia espanhola e outros quatro pela Polícia Municipal. Segundo assinala a Delegação do Governo espanhol em Nafarroa [Navarra], a todos se imputam delitos de «desordem pública» e «danos» e, a alguns deles, também um delito de «atentado contra agentes da autoridade».

Os seis detidos pela Polícia espanhola saíram em liberdade às 3h30 da manhã, depois de sofrerem «ameaças, insultos e pedidos de colaboração» na esquadra, segundo denunciou Askatasuna. Sobre os detidos pela Polícia Municipal não foi dada nenhuma informação

Os acontecimentos deram-se quando, depois de uma manifestação em que uma centena de pessoas protestou contra a operação policial de Burlata e Iruñea [Pamplona], várias pessoas colocaram barricadas na Avenida de Gipuzkoa, tendo a Polícia espanhola e a Polícia Municipal carregado sobre elas. Segundo a Delegação do Governo, pelas 23h00, a Polícia espanhola deteve seis jovens, contudo a Askatasuna rebateu esta informação, assinalando que pelo menos um jovem foi preso às 21h45, quando os polícias o tiraram de um bar e o agrediram, mesmo quando já estava no chão, colocando-lhe depois um capuz e levando-o detido. De madrugada voltaram a dar-se confrontos, e foi nessa altura que a Polícia Municipal deteve os outros quatro jovens.

A organização anti-repressiva denunciou «a brutalidade policial» de ambos os corpos policiais.

FONTE- Gara

Detenções em Navarra

A Polícia francesa detém Josune Arriaga e Jerome Sanchez em Nafarroa Behera

Segundo informou a EFE citando fontes policiais, Arriaga Martínez foi presa em cumprimento de uma ordem de detenção europeia ditada pela Audiência Nacional Espanhola, que a reclama para ser julgada por diferentes feitos de que está acusada no Estado espanhol. A Askatasuna confirmou a sua prisão.

Por outro lado, o organismo anti-repressivo fez saber que Jerome Sanchez foi detido em Urepele, às 6h00 da manhã.

Segundo a Askatasuna, esta última detenção estaria relacionada com a operação* levada a cabo pela Polícia francesa em finais de Setembro.

A Askatasuna convocou uma manifestação para as 19h00 em Garazi para denunciar as detenções.

FONTE- Gara

* - Operação em que a Polícia gaulesa deteve treze pessoas, numa vasta rusga em Lapurdi e Nafarroa Behera, apresentada como consequência da investigação sobre um acto de sabotagem contra o complexo turístico de Alain Ducasse. No entanto, pelo número e conjunto dos detidos, assim como pela revista que foi feita a uma herriko taberna e a um outro espaço abertzale, a operação pareceu ter um objectivo mais amplo: castigar o movimento independentista.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Povo basco em confrontos com fascistas espanhóis


No País Basco, a vergonha continua. Depois da mobilização de fascistas espanhóis para uma marcha em Donostia que levou milhares de jovens bascos a barricar ruas e a combater a polícia que, como sempre, protegia os franquistas, o supremo tribunal basco autorizou a ida de um dos máximos dirigentes da extrema-direita espanhola a Bilbau. Com ele, estavam algumas dezenas de fascistas que vieram de autocarro desde Madrid. A população de Bilbau saiu à rua e combateu a polícia que, mais uma vez, protegeu a extrema-direita espanhola. É incrivel que a maioria das manifestações independentistas bascas sejam proíbidas e que as manifestações de fascistas espanhóis que vão ao País Basco provocar sejam permitidas e protegidas pela polícia.

domingo, 4 de novembro de 2007

Acção de solidariedade na Amadora e em Lisboa



Depois da noite musical de solidariedade com o País Basco realizada na Taberna Ocupada pela Cultura e Habitação na Amadora (TOCA) na sexta-feira, a Associação de Solidariedade com Euskal Herria saiu para as ruas de Lisboa no sábado. Os activistas da ASEH distribuíram panfletos e contactaram com a população e com turistas alertando e denunciando o que se passa no País Basco. A presença de um grupo de jovens músicos bascos chamou também a atenção para a realidade cultural basca.

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Amadora: Música basca na sexta-feira