segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Leituras

«Goebbels contra Garitano, o la prueba de que todo va a valer contra Bildu», de Ramón SOLA (Gara)
Apesar de contar com mais de 25 anos de exercício profissional diário nas areias movediças da política basca, o deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, é o primeiro surpreendido pela campanha que foi lançada a partir da distorção de uma resposta sua na Catalunya Nord. Como é que acaba em escândalo político algo que nem sequer foi notícia? A pista foi dada por um tal Joseph Goebbels.

«Bildukistán», de Iñaki EGAÑA (boltxe.info)

«Serpientes de verano en Leitza y Berriozar», de Fran BALDA (ateakireki.com)

«Contrapunto», de Jesús VALENCIA (boltxe.info)

Vítimas do franquismo exigem «medidas concretas de reparação e justiça» e que não se «olhe para o lado»

A Sare Antifaxista esteve presente nesta homenagem anual da Aste Nagusia bilbaína.
Gara, Bilbo * E.H.
A associação Ahaztuak 1936-1977 realizou pelo quinto ano consecutivo, em Bilbo, um acto em memória das vítimas do franquismo, no qual reclamou «medidas concretas de reparação e justiça» e pediu que «não se faça vista grossa»...

«Justizia egiteko neurri zehatzak» eskatu ditu Ahaztuak elkarteak Bilbon...
http://www.gara.net/paperezkoa/20110829/287579/es/Justizia-egiteko-neurri-zehatzak-eskatu-ditu-Ahaztuak-elkarteak-Bilbon

Fonte: SareAntifaxista

A última sexta-feira de Agosto insiste na questão dos presos doentes e na deliberação do TC

Milhares de pessoas vieram para as ruas em defesa dos direitos dos presos na tarde-noite da última «sexta-feira de Agosto. A Egin Dezagun Bidea apontou vários «desafios inquestionáveis» que tem pela frente proximamente, como a situação dos presos que se encontram doentes ou a revisão dos casos de prolongamento das condenações.

Milhares de pessoas vieram para as ruas numa nova jornada de protesto contra a política penitenciária convocada pela iniciativa Egin Dezagun Bidea, que salientou as dificuldades que este tipo de actos enfrentaram durante o Verão, com vetos aos «almoços populares, jogos de mus ou às fotos», mas também salientou o facto de «a maior preocupação não ter a ver com o lado de cá das grades, mas sim com o que se passa para lá delas, pois a situação das presas e dos presos políticos continua na mesma».

Ver também:
«Criticam o tratamento a Iparragirre em Basauri, ao cabo de oito dias de transferência»

Notícia completa: Gara

Ekinklik: 2011ko Udako Laburpena - Resumo de Verão 2011


2011ko Udako Laburpena Resumen de Verano 2011 from ekinklik argazkiak on Vimeo.
Fonte: ekinklik.org via kaosenlared.net

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Uruguai e Euskal Herria, de novo juntos na manifestação do Filtro

A solidariedade do povo uruguaio com Euskal Herria voltou a estar presente, mais um ano, na mobilização que percorreu as ruas de Montevideu para evocar os acontecimentos do Hospital Filtro, em 1994, no decorrer dos quais dois cidadãos uruguaios foram mortos. Defendiam o direito de asilo para refugiados bascos. Cerca de 3000 pessoas pediram que se acabe com a impunidade dos repressores e manifestaram o seu apoio aos presos bascos.
Jon Mikel FERNÁNDEZ
VER: Gara

Ver também:
«Bilbo recordou os uruguaios mortos em solidariedade com Euskal Herria» (boltxe.info)



Ver artigo do Gara publicado em 15/08/2004 em kaosenlared.net

Protesto na Aste Nagusia: As comparsas de Bilbo respondem a Azkuna e ao seu modelo festivo

Face ao modelo festivo institucional, «espanholizador» e repressivo, da CM de Bilbo, à frente da qual estão, há muitos anos, o PNV e Azkuna, as comparsas de Bilbo, verdadeira alma da festa, defendem um modelo festivo popular, participativo e euskaldun.

A Câmara Municipal de Bilbau sancionou duas comparsas, a Txori Barrote e a Kaskagorri, e estas não podem montar as txosnas a que têm direito. Na verdade, hoje mesmo a Audiência Nacional espanhola decretou a proibição dos actos programados pela Kaskagorri com a velha cantilena de que enaltecem o terrorismo. Já as acções terroristas do grupo de criminosos da OTAN podem ser louvadas de forma grátis por quem quer que seja e, quanto a isso, felizes da vida!

Bem, as comparsas decidiram que, em solidariedade com a Kaskagorri e a Txori Barrote, não iam abrir as txosnas de cada qual, para assim mostrar o que seriam as jaiak [festas] de Bilbo sem elas, como Azkuna, o PNV e a dupla PP-PSOE tanto gostariam. O que aconteceu foi que, no dia 24, o recinto de festas do Arenal esteve absolutamente deserto todo o dia, e o resto de Bilbo com um ambiente pobre ou piroso.

As comparsas são a alma das jaiak de Bilbo, e com este protesto, que levaram a cabo pelo segundo ano consecutivo, deixaram bem claro que, se Bilbo é conhecida pelas suas festas, isso se fica a dever em grande medida ao trabalho das comparsas.

A coordenadora das comparsas tinha dito que o protesto não iria assumir o carácter de uma manifestação e que seria um desfile do «orgulho comparseril». Ao dar a conhecer as actividades para este dia de protesto, afirmaram que «todos juntos vamos fazer andar um autocarro».

Dito e feito: a Bilboko Konpartsak conseguiu fazer andar um autocarro de dois andares, parodiando a atitude da CM Bilbo e a aludindo à possibilidade de romper com a sua teimosia.

Entretanto, Azkuna, o autarca, via os touros na praça e, por certo, já a pensar na Vuelta...

Ver também: «A Bilboko Konpartsak consegue atingir os seus objectivos na defesa de uma Aste Nagusia popular» (SareAntifaxista)

Fotos: 2011ko Planto Eguna Bilboko Aste Nagusian (Berria)

A Kaskagorri suspendeu os actos festivos proibidos pela AN espanhola

O tribunal espanhol proibiu ontem de manhã a realização de três actos convocados pela comparsa Kaskagorri para ontem e hoje, no âmbito da Aste Nagusia, por entender que constituem «enaltecimento do terrorismo». Tratava-se de um brinde e de dois almoços com perseguidos políticos e familiares de presos políticos.

Ontem às três da tarde, hora prevista para o início de um dos almoços, representantes da Bilboko Konpartsak, entre os quais o seu porta-voz, Garikoitz Goikoetxea, disseram que os actos da Kaskagorri proibidos pela AN espanhola não se iriam realizar.

Segundo afirmaram, depois de ter recebido a ordem da AN espanhola, a Kaskagorri vai comunicar ao tribunal especial de Madrid, por escrito e através do Departamento do Interior de Lakua, que não vai levar a cabo esses actos e que não vão «infringir a lei».

Os representantes da Bilboko Konpartsak disseram que esses actos «não existem enquanto tal» e que o que vai ter lugar são os almoços habituais das comparsas, nas quais «não existe enaltecimento de nada».

Por último, a Bilboko Konparsak transmitiu o seu desejo de que as festas decorram com normalidade.
Fonte: Gara

Ver também: «Auzitegi Nazionalak Kaskagorri konpartsaren bi ekitaldi debekatu ditu» (Berria)

A Ahaztuak vai lembrar as vítimas do franquismo na txosna Pa Ya

A associação Ahaztuak 1936-1977 vai realizar este domingo, em Bilbo, pelo quinto ano consecutivo, um acto em memória das vítimas do franquismo na txosna da comparsa Pa Ya.

O acto terá início às 13h00 e contará com a participação dos familiares das vítimas, que depois irão assistir a um concerto relacionado com a memória histórica.
Para tal, a Ahaztuak decidiu fazer a apresentação em directo do disco Rojo. Cancionero y banderas rotas, dos músicos Salvador Amor e Gabriel Ortega, que reúne composições de ambos os artistas com autores como Miguel Hernández, Atahualpa Yupanqui, Paco Ibáñez ou Chicho Sánchez Ferlosio.

Nas palavras dos organizadores, trata-se de «uma excelente mostra de memória musicada» para que as gerações de hoje tomem consciência do que se passou.
Fonte: Gara

Ver também: «Rojo. Cancionero y banderas rotas será apresentado em Bilbo no próximo domingo, dia 28» (SareAntifaxista)

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Esquerda abertzale, EA e Alternatiba refutam a campanha contra Garitano

Tanto a esquerda abertzale como o EA e a Alternatiba vieram a terreiro na sequência da tentativa de utilização das vítimas da ETA contra o Bildu e, mais concretamente, contra o deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, depois de uma leitura arrevesada de certas declarações que proferiu na Catalunya. O conselheiro do Interior de Lakua, Rodolfo Ares, disse entretanto que não haverá moção de censura por agora, mas que é chegado o «momento de fazer exigências ao Bildu».
VER: Gara

Ver também:
«En el tema de víctimas, ni PSOE ni PP están en condiciones de pedir cuentas a nadie», de Ezker Abertzalea (lahaine.org)

Irailak 17 de Setembro: manifestação nacional em Donostia

«Eskubide guztiekin euskal presoak Euskal Herrira»
Com todos os direitos, os presos bascos para o País Basco

Manifestazioaren webgunea eta Sare Info:
http://irailak17manifestazionazionala.blogspot.com/

Fonte: SareAnfaxista

Seis dias sem notícias do preso doente Ibon Iparragirre, entre Sevilha e Basauri
Desde que, na quinta-feira passada, o preso político basco Ibon Iparragirre deixou a prisão de Sevilha, ao que parece com destino à prisão de Basauri, devido ao seu grave estado de saúde, a sua família não conseguiu contactar com ele. Assim o fez saber ontem a Etxerat, que pediu a sua imediata libertação, bem como a dos restantes presos políticos com doenças graves que o relatório da Jaiki Hadi deu a conhecer.
VER: Gara

Ver também:
«Entrevista a Mattin Troitiño, porta-voz da Etxerat» (boltxe.info)

Bilbo: A censura e a repressão regressam à Aste Nagusia

As Forças de Segurança da CAB querem levar para os tribunais espanhóis a exibição de fotos de presos políticos bascos.
Bilbo * E.H
O Departamento do Interior iniciou uma investigação com o propósito de identificar as pessoas que, no sábado passado, mostraram fotografias dos presos políticos bascos durante o arranque da Aste Nagusia bilbaína (antes e depois do txupinazo). As Forças de Segurança da CAB estão a cotejar as suas bases de dados com as imagens publicadas na imprensa e emitidas pela TV para assim identificarem essas pessoas e as obrigareem a comparecer nos tribunais espanhóis.

Ver também:
«Ares justifica a pintura das paredes com o facto de se esconder os lemas em defesa dos presos» (Gara)

Activistas bascos conhecem em primeira mão os avanços da revolução bolivariana

A Brigada Basca, composta por seis jovens, foi até à Venezuela para conhecer os avanços da Revolução Bolivariana.

Os jovens encontram-se no país a convite da Coordinadora Simón Bolívar, uma organização popular revolucionária do bairro 23 de Enero. É a 13.ª vez que a Brigada Basca visita terras venezuelanas.

Numa entrevista, disseram que, com as suas viagens, pretendem conhecer de perto o processo que o país atravessa desde 1998. «Desta vez interessa-nos conhecer a fundo a democracia participativa que se pratica aqui e as diferentes formas de produção alternativa que surgiram, como as cooperativas e as empresas recuperadas», disse Ekain.

Pensam que a participação popular na tomada de decisões é fundamental para a verdadeira democracia. «Chama bastante a atenção o modo como funcionam os conselhos comunais, por exemplo. É um verdadeiro exemplo de democracia participativa, sendo que a vontade das pessoas não se vê apenas reflectida no voto, mas também no quotidiano, na vida da comunidade», acrescentou.

Também se referiram ao controlo das empresas recuperadas pelos trabalhadores e às cooperativas, que encaram como uma forma de «manter alguma independência relativamente ao sistema capitalista».

«A organização dos países tem de ser do povo, pelo povo e para o povo. O que se está a passar na Venezuela vai por esse caminho», disse Ibon.
Tendo como base esta experiência, os jovens bascos vão pôr em prática no seu país algumas das coisas que aprenderem na Venezuela.

Para os jovens ibéricos, o internacionalismo é fundamental para as lutas dos povos oprimidos do mundo.
Defendem que a unidade é a chave do triunfo do socialismo sobre o capitalismo. «Não faz sentido que nós, que lutamos por um sistema político justo, o façamos apenas a nível do bairro, do país, e nem sequer a nível do continente. Estamos a lutar contra quem tem o poder político e económico, e a única maneira de termos êxito é unindo-nos», disse um deles.

Ver ainda: «Muito mais que um grupo armado» / «Os povos unidos» / «500 anos de luta pelo direito a um país»

Akelarre - «Korrikan»


Info7 Irratia egunero entzuten dugulako...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Norma Morroni: «Nunca me faltou a solidariedade do povo basco»

No dia 24 de Agosto de 1994, Roberto Facal e Fernando Morroni eram mortos a tiro pela Polícia uruguaia quando defendiam em Montevideu o direito de asilo para três refugiados bascos. Desde então, Norma Morroni, mãe de Fernando, estabeleceu um laço especial de solidariedade com Euskal Herria.

Norma MORRONI, mãe de Fernando Morroni, entrevistada por Jon Mikel FERNÁNDEZ em Montevideu

Se há uma data que une Euskal Herria e o Uruguai, é a de 24 de Agosto. Como todos os anos, na quarta-feira centenas e centenas de pessoas vão encher as ruas de Montevideu e reclamar justiça por tudo o que aconteceu há 17 anos nos arredores do hospital de Filtro. Norma Morroni sabe-o muito bem. É a mãe de Fernando, um dos dois jovens uruguaios que foram mortos pelos disparos da Polícia no dia 24 de Agosto de 1994 quando participavam num grande protesto para exigir o direito de asilo para três refugiados bascos que corriam o risco de extradição para o Estado espanhol.

Desde então já passaram 17 anos e a justiça prima pela sua ausência tanto num como no outro lado do Atlântico. Em Euskal Herria e no Uruguai, os responsáveis pela repressão continuam a gozar de impunidade. E é precisamente a denúncia dessa impunidade aquilo que Norma Morroni acaba por representar. Com a sua humildade, Norma reflecte a solidariedade entre dois povos, o uruguaio e o basco.
VER: Gara

Um jovem de Aulesti afirma ter sido ameaçado pela Guarda Civil e apresentou queixa em tribunal

Mikeldi Zenigaonaindia, jovem de Aulesti (Bizkaia), apresentou queixa em tribunal no dia 22 de Julho e, um mês depois, decidiu dar a conhecer à opinião pública aquilo que se passou.

De acordo com a queixa formulada, no dia 11 de Julho, quando se dirigia para a furgoneta estacionada no parque de Astra, em Gernika, apareceram-lhe quatro desconhecidos, vestidos à civil, três dos quais encapuzados. Segundo Zenigaonaindia, pediram-lhe que lhes fornecesse informações, e disseram-lhe que, caso se recusasse a colaborar, iriam prender os seus familiares e amigos. No final, gritaram «Viva la Guardia Civil y viva España, joder».

Não é a primeira vez que Zenigaonaindia é alvo de ameaças. O ano passado, afirmou ter sido raptado duas vezes por militares da Guarda Civil. Desta vez, apareceram quatro desconhecidos quando ia entrar na furgoneta. Dois deles entraram para a parte traseira da viatura: «Bom dia, Mikeldi; somos nós outra vez, e, tal como te dissemos das outras vezes, queremos ser teus amigos, e para tal precisamos da tua ajuda», disseram-lhe em castelhano. Disseram-lhe também que tinham provas da sua participação em duas acções de violência urbana e que, se não colaborasse, iriam atrás dos seus próximos.

Depois de Zenigaonaindia ter dado a conhecer o caso, o Movimento pró-Amnistia denunciou a «hipocrisia do Governo Espanhol»: «farta-se de falar da violência policial na Líbia ou na Síria, mas, quando se trata da repressão em Euskal Herria, olha para outro lado».

O Movimento pró-Amnistia fez saber que este caso não é o único e que nos últimos meses têm aumentado as propostas se trabalhar como delator. «Estes funcionários do Estado que vivem à custa do dinheiro de todos nós recorrem à chantagem e às ameaças para pedir a nossa colaboração e, se não nos mostramos disponíveis, tentam dar-nos cabo da vida», afirmaram. Para além de pedir o fim da perseguição aos cidadãos bascos e de realçar a importância das denúncias públicas e das queixas nos tribunais, o Movimento pró-Amnistia considerou essencial a solidariedade dos cidadãos.
Notícia completa: Berria

Ver também: «Gazte batek salaketa jarri du, eraso egin baitiote, Guardia Zibilari lagun diezaion» (Gara)

Leituras

«La estrategia de la tensión», de Iñaki EGAÑA, historiador (Gara)
A tensão irá aumentando à medida que o desapego a Espanha for desbravando o seu caminho.

«España: con "p" de Poyales», de Joxean AGIRRE AGIRRE, socólogo (Gara)
Os acontecimentos de Poyales del Hoyo, onde o autarca do PP desenterrou para voltar a enterrar numa vala comum fuzilados da guerra de 36 sem informar as suas famílias, servem ao autor para construir uma obra coral que retrata a Espanha «negra, submissa e atroz». Conjugando a letra «p», analisa a política espanhola e os seus políticos, a imprensa e outros comportamentos da «Espanha poyalesca». Finalmente, perante esse panorama, dirige a sua análise para o significado que as eleições de 20 de Novembro têm para Euskal Herria, sublinhando a sua importância.

«Protejamos a la niñez de estos ineptos», de Fede de los RÍOS (boltxe.info)
Mas Espanha é tão diferente, tão peculiar a sua história, tão, tão católica... Primeiro, aqueles católicos reis correram com mouros e judeus; depois seria o nacional-católico Caudilho, com os canhões abençoados pelo Vaticano, a exterminar vermelhos e separatistas.

«A los peregrinos nacionalcatolicistas no les gustan las banderas de Catalunya y Euskal Herria» (kaosenlared.net)
Três jovens foram importunados por agitar a ikurriña: «Disseram-nos que, se levávamos a ikurriña, éramos uns terroristas». Jovens catalães que levavam a senyera também foram insultados.

«¿Quién quiere pinchar el globo?», de Floren AOIZ, historiador (boltxe.info)
Não é o momento para destruir ilusões, mas para as aumentar e tornar mais sólidas com compromissos e avanços concretos

«La Vuelta a España sale al extranjero» (Gara)
O desportivismo e o incentivo aos ciclistas estão assegurados por uma afición tão forte e conhecedora como a basca. E ficaria encantada que viesse todos os anos. Desde reconhecessem e respeitassem com naturalidade, como bons vizinhos, que somos o que somos: um país... Outro país.

Freedom for the Basque Country

São muitos os estrangeiros que por esta altura gozam as belezas que Sopela e a sua costa têm para oferecer. Hão-de levar boas imagens, fotos, lembranças para suas casas. Mas, infelizmente, o nosso país encontra-se envolvido num conflito político, sendo alvo da tentativa de assimilação por parte dos estados espanhol e francês, pelo que a esquerda abertzale de Sopela (Bizkaia) está a trabalhar num conjunto de iniciativas de carácter propagandístico com o objectivo de dar a conhecer aos turistas essa situação.
Para além de dar as boas-vindas aos turistas em inglês, francês e castelhano e lhes chamar a atenção para o facto de se encontrarem em Euskal Herria, nos folhetos que lhes estão a ser distribuídos e nas faixas colocadas em diversos locais do município é-lhes explicado que este país vê recusado o seu direito a decidir.
Fonte: sopela.net

Se vais às festas de Bilbau... orienta-te!

Aste Nagusia 2011: txosnen kokapena/localização das txosnas

Programa da Bilboko Konpartsak: eu / cas

Fonte: SareAntifaxista

Se só puderes ou quiseres seguir pela TV, liga-te à Hamaika Telebista! [spot]

Kukutza em San Mamés
Faixas de apoio ao Kukutza Gaztetxea em San Mamés
Bilbo * E.H.
O Athletic Club enfrentava o Trabzonspor em San Mamés, na primeira-mão da eliminatória de acesso à Liga Europa.
Nas bancadas antifascistas de San Mames ouviu-se um grito firme... «Kukutzatik ez dira pasako!». E a Abertzale Sur e a Herri Norte Taldea exibiram faixas de apoio ao Kukutza Gaztetxea.
Fonte: SareAntifaxista

domingo, 21 de agosto de 2011

A esquerda abertzale pede ao PNV que «não feche a porta à história»

Duas semanas depois da proposta de aliança com vista às eleições de 20 de Novembro feita por esquerda abertzale, EA e Alternatiba a PNV e Aralar, os dirigentes da força jelkide continuam a rejeitá-la, apresentando diversos argumentos tal. No entanto, a esquerda abertzale não desiste, e ontem emitiu uma nota em que se dirige novamente ao PNV para afirmar que já se perderam demasiadas oportunidades e realçar a importância da união de forças no actual contexto.

«Vivemos um momento político que faz das próximas eleições uma oportunidade única para aprofundar a nova fase política aberta em Euskal Herria e, consequentemente, para aumentar a adesão social e fomentar o debate político, de modo a tornar irreversível tanto o avanço no processo de paz e de soluções democráticas como a aposta numa mudança política e social assente em posições soberanistas e progressistas», dizem os independentistas aos jelkides.
Notícia completa: Gara

Nota da esquerda abertzale: «Llamamos al PNV a no desaprovechar esta nueva oportunidad histórica» (ezkerabertzalea.info)

Em Ipar Euskal Herria, a Autonomia Eraiki defende um movimento unitário
«Estamos num ponto de viragem da nossa história e não devemos perder esta oportunidade», afirma a plataforma Autonomia Eraiki num comunicado. O grupo de reflexão abertzale de esquerda defende a criação ou o reforço de uma coligação que ganhe contornos de movimento político para lá das eleições.

Deveria reagrupar o totalidade dos elementos que compõem a esquerda abertzale e poderia ser a Euskal Herria Bai, de acordo com a plataforma. Este novo movimento iria permitir o «estabelecimento de uma relação de forças política consequente com o Estado francês», mantendo as reivindicações prioritárias: o reconhecimento institucional do País Basco Norte, a oficialização do euskara, o fim da especulação da terra, o fim «da colonização da população» e a obtenção de uma amnistia.

A Autonomia Eraiki considera que o novo contexto político que prevalece no conjunto do País Basco favorece esta união. / G.T.
Fonte: Lejpb

O preso doente José Ramón Foruria, por fim em casa, em regime de prisão atenuada

O preso José Ramón Foruria (Markina, Bizkaia) encontra-se em sua casa desde ontem. Foi-lhe decretado o regime de prisão atenuada, como aconteceu anteriormente a outros oito prisioneiros políticos bascos, em virtude de uma doença pela qual reclamavam a sua libertação já desde 2004.

José Ramón Foruria torna-se o nono preso político doente a ser enviado para casa após a denúncia pública do caso. A Etxerat comunicou ontem esta notícia, embora tenha criticado o facto de lhe serem aplicadas «férreas medidas de controlo» que podem prejudicar a prestação dos cuidados médicos de que necessita.

Foruria era um dos presos cuja situação foi denunciada pelo colectivo Jaiki Hadi no seu último relatório, juntamente com os casos de Mila Ioldi, Ibon Iparragirre e Txus Martin, cuja vida está em risco se a sua situação se mantiver, e também os de Gotzone López de Luzuriaga, Inma Berriozabal, José Angel Biguri, Iñaki Etxeberria, Jesús Mari Mendinueta e Josetxo Arizkuren. Recentemente, acrescentaram-se também os casos de Ibon Fernandez Iradi, Mikel Izpura, Unai Parot e Aitor Fresnedo.

Desde 2004
Na verdade, Foruria esteve doente praticamente desde que foi parar à prisão, em Setembro de 2003. Este natural de Markina nascido em 1950 tinha sido entregue pela Venezuela ao Estado espanhol, e pouco tempo depois de ser encarcerado foi-lhe diagnosticado um cancro na bexiga, tendo sido pedida a sua libertação, no cumprimento da lei vigente.

A Audiência Nacional espanhola recusou-a em 2006 e também um ano depois. Entretanto, houve reincidências da doença em 2008 e 2010, confirmando o agravamento da situação.

A libertação ocorre ao cabo de sete anos. A Etxerat destaca o facto de que esta não teria sido possível sem as mobilizações de protesto. Desta forma, pede aos cidadãos que continuem unidos e dando força a estas demandas, em Euskal Herria e junto da comunidade internacional.
Fonte: Gara