terça-feira, 23 de junho de 2009

A Polícia espanhola detém três pessoas em Gipuzkoa numa operação «preventiva»


A Polícia espanhola deteve duas pessoas em Usurbil e uma terceira em Astigarraga numa operação de “carácter preventivo” levada a cabo esta madrugada e ordenada pelo juiz Baltasar Garzón. O secretário de Estado para a Segurança, Antonio Camacho, disse que “era um comando que não tinha iniciado a sua actividade, mas que estava em condições de o começar a fazer”.

Em conferência de imprensa, o secretário descreveu o material apreendido na sequência das quatro inspecções praticadas em Usurbil, Astigarraga, Lasarte e Donostia, mas disse que não se encontrou nada próprio para fazer bombas-lapa.

Notícia completa: Gara

«Don't extradite the Basques»


Diz não à extradição de dois refugiados políticos bascos no Norte da Irlanda - Iñaki de Juana e Arturo 'Beñat' Villanueva - para o Estado espanhol. Está a decorrer uma campanha de recolha de assinaturas.

Mais informações sobre a perseguição política movida contra eles pelo Estado espanhol e sobre os processos de extradição (com actualização permanente) em:

http://www.dontextraditethebasques.org/
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Assina aqui.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O fascismo não dorme: apresentam queixa contra Alfonso Sastre na Procuradoria-Geral do Estado espanhol

O sindicato de funcionários Manos Limpias apresentou uma queixa na Procuradoria-Geral do Estado espanhol contra o dramaturgo e cabeça de lista da II-SP, Alfonso Sastre, pelo artigo «A prosa e a política», publicado ontem no Gara.

PP-PSOE carregam em uníssono contra a II-SP reclamando a sua ilegalização

Quiroga pede que se adoptem “as medidas necessárias” para que a II “desapareça”

Um dia depois de o PP e o PSOE terem arremetido contra Alfonso Sastre pelo artigo de opinião publicado no Gara, o sindicato de extrema-direita Manos Limpias apresentou uma queixa na Procuradoria-Geral do Estado contra o dramaturgo por “ameaças e colaboração” com a ETA.

Opina que o artigo «A prosa e a política» incorre em “ameaças de um mal que constitui delito destinado a atemorizar os habitantes de uma população”.

Sustenta ainda que existe a “colaboração com organização armada do artigo 578 do Código Penal que prevê a justificação por qualquer meio de expressão pública dos delitos de terrorismo ou da realização de actos que impliquem descrédito, menosprezo ou humilhação das vítimas dos delitos terroristas ou seus familiares”.

O sindicato de extrema-direita assegura na sua queixa que “os antecedentes do denunciado”, Alfonso Sastre, “que existem em arquivos policiais e da Guarda Civil revelam a ligação directa com a esquerda abertzale e com a organização terrorista ETA”. (sic)

Fonte: Gara


No inSurGente e na Kaos en la red foi lançada uma campanha de apoio a Alfonso Sastre: «Yo también soy Sastre» / «Eu também sou Sastre».

Como era previsível, a direita institucional e os seus meios de comunicação arremetem de novo contra Alfonso Sastre e contra a II-SP. Não bastavam as calúnias do ministro do Interior, a espantosa tentativa de ilegalização por parte do Supremo Tribunal, o acosso mediático anterior às eleições, a fraude eleitoral... Para os herdeiros do franquismo e os filhos políticos dos GAL, a dissidência real é algo que é preciso eliminar a qualquer preço, por todos os meios legais e ilegais, legítimos e ilegítimos. Mesmo se à custa de fazerem uma triste figura, que é o maior perigo que correm os que abusam de um poder assente no dinheiro e na força bruta. Mesmo se à custa da tristíssima figura que fazem ao chamar “matón” a Alfonso Sastre por nos lembrar algo óbvio, algo que o Governo [espanhol] sabe melhor que ninguém: que apenas existe um caminho para acabar com a ETA, e que esse caminho passa por alterar as condições objectivas que propiciam o surgimento de novos militantes. Ainda que amanhã fossem detidos todos os etarras, dentro de alguns meses poderia haver um novo comando preparado para prolongar a espiral de violência. É uma ameaça dizer algo tão óbvio? Parece que sim. Parece que o ancestral costume dos tiranos neuróticos continua vigente na “Espanha democrática”, e matar o mensageiro gera um certo alívio entre os que pensam com as entranhas.

Mas desta vez não mediram as forças. Alfonso Sastre é demasiado grande para eles, é demasiado alto para eles, e quem lhe atira a sua baba suja, como os que cospem para o ar, hão-de ver o cuspo cair-lhes na cara. Somos muitos e muitas – e não todos “radicais”, como o poder gosta de nos chamar – os que vemos em Sastre um imprescindível referente de lucidez, valor e dignidade, um exemplo a seguir no plano intelectual e no ético. Somos muitos e muitas os que, como Sastre, pedimos uma solução pacífica e dialogada para o denominado “conflito basco”; o que implica, naturalmente, o fim dos atentados, mas também o fim das torturas (denunciadas insistentemente pela ONU, Amnistia Internacional e mais de quarenta organizações de todo o Estado espanhol), da repressão desmedida e da chamada “guerra suja”, que não é senão outro nome para o terrorismo de Estado. Somos muitos e muitas os que, perante esta nova tentativa de criminalização da inteligência que um Millán Astray teria capitaneado com fervor, diremos – dizemos já – “Yo también soy Sastre” / “Eu também sou Sastre”.

Signatários:
Irene Amador, antropóloga
Carlo Frabetti, escritor
Ángeles Maestro, médica
Juan Domingo Sánchez Estop, tradutor
Pascual Serrano, jornalista
Iñaki Errazkin, jornalista
Juan Barrio Iglesias, presidente de Lurra, Asociación Navarra en Defensa de la Tierra
Francisco Larrauri
Lucía Ochoa, designer gráfica
Xabier Herrador, desempregado, irmão de um preso político basco
Antonio Maira, analista político
Manel Márquez, historiador

Ver: inSurGente.org e kaosenlared.net

O Hatortxu despede-se, esperando ser o último

O primeiro Hatortxu Eguna, realizado ontem em Lakuntza e que pôs fim a três dias de festival, girou à volta do emotivo acto solidário levado a cabo nas encostas do monte Beriain, em que milhares de pessoas denunciaram a política de dispersão dos presos políticos bascos e em que se reivindicou “uma Euskal Herria sem Hatortxu”.

O grande palco que nas noites anteriores acolheu os concertos mais concorridos tornou-se pequeno na cerimónia em que milhares de pessoas se juntaram para denunciar a política de dispersão a que os estados espanhol e francês sujeitam os presos políticos bascos. As fotos de 740 presos nas mãos de familiares e amigos encheram o palco e as pessoas responderam em massa ao apelo da organização.

O acto teve início por volta das 13h45 e foi precedido pela destreza de Oreka TX na txalaparta, que contou com a colaboração de uma vocalista sarauí e de Mikel Urdangarin, interpretando o tema «Martxa baten lehen notak», de Mikel Laboa. Em seguida, os vereadores e o autarca de Lakuntza quiseram agradecer todo o trabalho da organização e dos voluntários e afirmaram que “as portas de Lakuntza estão abertas para todos, para o que for preciso”.

O coro de Zarautz e Hondarribia deu início à cerimónia solidária. Laboa voltou a estar presente com «Oroitzen zaitudanean, ama», e os dantzaris ofereceram um aurresku e um fandango a duas mães de presos. Vários vídeos iam sendo exibidos, de forma intercalada, nos ecrãs gigantes. O primeiro mostrava as imagens recolhidas desde a montagem até aos dias do festival. Também houve uma saudação internacional para outros povos do mundo “que sofrem o imperialismo e a repressão”, em especial para o povo Tamil. “A guerra que mantém com o governo de Colombo já fez muitas centenas de mortos e feridos e o Hatortxu Rock quer manifestar-lhes o seu apoio”. O terceiro dos vídeos fez uma passagem pela repressão dos últimos trinta anos, exercida por diversos corpos policiais.

A música, por seu lado, esteve a cargo de Anje Duhalde e do irlandés Bic MacFarlan, preso durante vinte anos, que interpretaram «Derryra itzuli nahiko nuke», uma versão do tema de Bobby Sands em euskara e inglês. E, com os primeiros acordes de «Amnistiaren dema», começaram a subir ao palco os familiares e amigos dos presos com as suas fotografias.

Um povo sem Hatortxu
Rodeada pelas mais de setecentas fotografias, a ex-presa política Begoña Sagarzazu tomou a palavra. “Mostrámos o que é a solidariedade, como se faz a solidariedade”, referiu, agradecendo depois a entrega de todos os voluntários que trabalharam para tornar realidade este décimo Hatortxu Rock. Afirmou, no entanto, que “queremos um povo sem Hatortxu, um povo sem presos nem refugiados”. Sagarzazu denunciou a tentativa de destruir o colectivo dos presos políticos bascos com políticas penitenciárias que “mantêm na prisão os que sofrem de cancro, impondo na prática penas para toda a vida. Procuram eliminar o colectivo como referência política e, para isso, têm em marcha todas as vias necessárias para sufocar os membros desse colectivo como pessoas”. “Os governos espanhol e francês construíram um verdadeiro Guantánamo com os presos políticos bascos», acrescentou.

Por outro lado, referindo-se ao que tem acontecido na rua nestas últimas semanas, como a eliminação das fotografias dos presos, afirmou que “a política de repressão das prisões” saltou para fora das grades com a mesma lógica e que, por isso, realizar uma iniciativa solidária como o Hatortxu Rock neste contexto “mostra bem o apoio que os presos têm neste povo”. “Este é o caminho e queremos dizê-lo bem alto: a aproximação aos objectivos que buscamos será conforme ao trabalho e à pressão que realizemos”.

Sagarzazu não quis terminar sem recordar que o caso de Jon Anza continua por esclarecer. O acto solidario terminou com o coro e os milhares de pessoas que se deslocaram a Lakuntza a cantarem «Kalera kalera» e a fazerem ouvir palavras de ordem a favor da amnistia. Em seguida, mil pessoas, com uma cartolina na mão, conseguiram construir um mosaico gigante que foi fotografado a partir de uma avioneta.

Um dia para todos
O primeiro Hatortxu Eguna atraiu a Lakuntza muita gente que não é costume ver nos festivais de música mas que, com a oportunidade oferecida nesta edição, com este dia aberto para todos, quis conhecer todo o trabalho realizado em Lakuntza e participar nesta festa solidária. Famílias com crianças pequenas desfrutaram desde o início da manhã com os gaiteiros, Kilikis e gigantes, insufláveis ou a actuação do Txan Magoa.

O almoço popular organizado no frontão foi um êxito completo. Fermín Balencia e as suas míticas canções deram o ambiente para uma sobremesa concorrida. Os concertos da tarde também contaram com uma assistência numerosa e, quando os palcos maiores foram fechados, o bom ambiente continuou nos arredores da praça.

No entanto, não se pode pôr de parte o propósito que subjaz à realização deste festival e, apesar de ter sido um grande êxito, os organizadores esperam não ter que organizar a undécima edição do Hatortxu Rock.

Ane ARRUTI

Solidariedade que superou todas as previsões
Ainda sem dados definitivos, a organização fez ontem um primeiro balanço “muito positivo, que supera as previsões que tínhamos”. O que se viveu durante estes três dias em Lakuntza “é uma mostra da união e da solidariedade que existe em Euskal Herria relativamente aos presos políticos”. Destacaram a atitude de respeito dos assistentes para com Lakuntza e agradeceram a contribuição de todos os voluntários e músicos para o Hatortxu Rock. Apesar do balanço positivo, denunciaram a presença da Guarda Civil e da Polícia Foral, que “insultaram, ameaçaram, revistaram e identificaram, tendo chegado a mostrar comportamentos sexistas, todos os que se deslocaram até Lakuntza”. Também assinalaram “o silêncio dos grandes meios de comunicação, sobretudo da EITB. Face a esta iniciativa gigante, responderam com censura política”. A.A.

Fonte: Gara
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Fotos: a foto inicial, que recolhemos na askatu.org, é da organização do Hatortxu; as restantes são do Gara. Beti zuekin! Sempre convosco!
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ADENDA: Estiveram muitos, muitos milhares de pessoas em Lakuntza, mas o trabalho solidário ainda não terminou; agora é preciso limpar o terreno. Fonte: apurtu.org

Homenagem sentida aos escravos do franquismo

Oito dos 2354 escravos que construíram a estrada Igari-Bidankoze estiveram presentes no sábado no Alto de Igari, Bidankoze (Nafarroa), com 92 e 93 anos cumpridos.

“É um prazer e um orgulho ter subido seis anos até este alto para desfrutar da vossa memória, que é a de todos nós”. Com estas palavras, o jornalista Juan Cruz Lakasta deu as boas-vindas aos que foram prisioneiros e aos seus familiares na homenagem aos escravos do franquismo que construíram a estrada entre Igari e Bidankoze, entre 1939 e 1941. A cerimónia, organizada pelo colectivo Memorian Bideak e pelo Instituto Gerónimo de Ustariz, incluiu ainda uma homenagem aos 39 navarros dos vales de Erronkari/Roncal e Zaraitzu/Salazar que foram internados no campo de concentração de Gurs (França) e a denúncia pública do ataque recente perpetrado contra o monumento à memória, «Bidegabeko Bidea», no Alto de Artesiaga (Irurita, Nafarroa), como realçou o historiador Fernando Mendiola, membro da organização.

Oito dos 2354 escravos que construíram a estrada Igari-Bidankoze estiveram presentes no Alto de Igari, no sábado, entre as localidades de Igari e Bidankoze (Nafarroa), com 92 e 93 anos cumpridos, e trouxeram as suas lembranças e testemunhos directos daqueles anos duros de trabalhos forçados, fome e doenças. Também o fizeram as viúvas e outros familiares que, à distância, passaram por dificuldades económicas, incertezas e medo.

Estiveram também presentes representantes de múltiplas associações e colectivos, como a Asociación Amical de Gurs, a Asociación Memoria de la España Republicana, o Colectiu Republicá del Baix de Llobregat, o Errepresaliatuak de Sestao (muitos dos prisioneiros que trabalharam nesta estrada eram de Sestao, na Bizkaia), a Asociación Charata para la Recuperación de la Memoria Histórica de Uncastillo, de Aragão, a Escola Secundária ORT, de Buenos Aires (no acto, a autarca de Bidankoze leu um texto dos alunos desta escola, que abordaram os testemunhos dos prisioneiros de Igari-Bidankoze), e ainda Luz Ramírez, representante da luta pelos direitos civis da Colômbia.

Como disse Lakasta, “as denúncias vão e vêm, e cruzam os mares”.

Numa cerimónia marcada sobretudo pela memória, a emoção e a “exigência de verdade e justiça”, houve ainda tempo para agradecer às gentes de Igari e Bidankoze, “que tanto amor” transmitiram aos prisioneiros daquela estrada, e houve uma parte do programa claramente festiva: a fanfarra Arroitu Indarra, de Erronkari/Roncal, a txalaparta, tocada por Peio Zabalza, de Aezkoa, do grupo Txalaparta del Pirineo. E, para finalizar, um aurresku de honra, de Iñaki Zoco, de Otsagabia.

Notícia completa: kaosenlared.net

O olhar de Tasio


Tasio-Gara [a propósito da condenação de Zigor Goikoetxea por “ameaças” a Arrue: 2 anos de prisão, multas e desterro.]

Assumem o ataque contra a placa-homenagem a Jauregi em Legorreta

Um comunicante anónimo assumiu um ataque realizado contra a placa colocada em Legorreta em memória de um antigo governador civil de Gipuzkoa, Juan María Jauregi, morto a 29 de Julho de 2000 num atentado reivindicado pela ETA.

O comunicante informou o Gara que, com o ataque, “a mensagem é clara: não haverá espaço para o fascismo na nossa terra”. O comunicante afirmou que o dia 30 de Maio se converteu no “dia da vergonha”, em virtude da cerimónia organizada pelo Município de Tolosa em homenagem às “vítimas do terrorismo”.

“Ali, juntaram-se todos os pseudodemocratas: PNV, PP, PSOE, EA, Aralar..., convertendo o palácio Aranburu num novo “vale dos caídos”! Cidadãos não, mas sim políticos profissionais e armados de todos os tipos e feitios: zipayos, picolos, nacionales, escoltas..., armas por todo o lado! Mas o povo, uma vez mais, virou as costas a esta exibição”, acrescentou, para, logo em seguida, criticar o autarca de Tolosa por ter querido incluir nesse “pack” Lasa e Zabala, sequestrados e mortos pelos GAL.

«A homenagem do PNV»
“Como é possível meter no mesmo saco os gudaris Joxi e Joxian e um mercenário como o guarda civil Panizo? E todos os torturados que passaram pelas suas mãos não serão vítimas? Ou os seus testemunhos de tortura são ‘fazer vitimismo’, como tem procurado fazer crer ultimamente o PNV?”, prosseguiu o comunicante.

“Que Bildarraitz e companhia não se esqueçam que ainda temos bem presentes as violentas imagens do enterro de Joxi e Joxian. Da homenagem pessoal que o PNV lhes fez”, acrescentou.

Por último, o comunicante lembrou o ressurgimento da guerra suja e, mais concretamente, exigiu saber o “que fizeram” a Jon Anza. Sublinhou ainda que, enquanto continuarem a proibir as homenagens aos presos e a “evocação dos mortos, nos sentiremos na necessidade de responder”.
Fonte: Gara

Manifestação em Bilbau para exigir o encerramento da central nuclear de Garoña


Bilbau * E.H.
Organizações sociais, ecologistas, sindicais e políticas convocaram uma manifestação para o dia 25 de Junho, em Bilbau, para reivindicar o encerramento imediato da central nuclear de Garoña.

Com o lema «Garoña, itxi orain!» [Garoña, encerramento já!], a manifestação partirá às 19h30 da praça do Teatro Arriaga em direcção à Praça Elíptica, onde se situa a subdelegação do governo espanhol.

Para mais informações, ver: ekologistakmartxan.org

A Nabarralde vai evocar a batalha de Noain no próximo dia 28


É boa ideia refrescar a memória histórica. Nafarroa, o estado basco, foi conquistado a ferro e fogo por Castela e obrigado a integrar-se no projecto imperial espanhol. Noain foi essencial para isso.

A associação Nabarralde apresentou ontem, em conferência de imprensa, o programa da comemoração da batalha de Noain, que decorrerá no próximo domingo, 28 de Junho, em Iruñea [Pamplona]. O tema deste ano pretende dar conteúdo à evocação de Noain, com o lema «Nafarroa osoa burujabe / No hay democracia sin pueblo soberano».

“A Nabarralde, como todos os anos, convoca todos os bascos a reivindicarem o direito do nosso povo à plena soberania”, referiu Josu Sorauren, membro da entidade. A reivindicação da soberania de Navarra, proposta pela Nabarralde para esta celebração, baseia-se no desejo de “uma democracia em que o povo participe em qualquer momento e em qualquer iniciativa cultural, económica e política que possa implicar o futuro de Navarra e de toda Euskal Herria”, prosseguiu Sorauren. Ainda nesse dia, a associação irá apresentar o livro de Peio Esarte Navegantes del interior, Emigración de Baztan y Nafarroa Beherea desde el siglo XIV, que “aborda as inquietações das pessoas que passaram por esta etapa da emigração”.


Para completar a jornada comemorativa, a Nabarralde promove um ciclo de conferências nos dias 24, 25 e 26 de Junho, no Palacio Condestable, em Iruñea, às 20h. Nelas serão abordadas «La sublevación de Estella (1512)» – por Peio Joseba Monteano –, «Grafitos vascos de Iruña-Veleia» – por Juan Martín Elexpuru – e «Territorio y identidad» – por Luis Mª Martínez Garate –, respectivamente.



domingo, 21 de junho de 2009

Os discursos não alteram a realidade


A morte, num atentado, de Eduardo Puelles García, chefe do Grupo de Vigilâncias Especiais da Brigada de Informação da Polícia espanhola em Bilbau, unidade encarregue da luta contra a ETA, reflecte o conflito basco em toda a sua crueza. É também, entre muitas outras coisas, uma amostra do escasso valor que possuem as especulações que o Governo espanhol lança habitualmente, em termos de vitória e derrota, relativamente ao conflito basco. Especulações que, na melhor das hipóteses, procuram conseguir uma vantagem política sobre o inimigo com vista a um futuro acordo. Discursos que, no pior dos casos, procuram dificultar ou mesmo fechar as portas a uma negociação que não tem outra alternativa que não seja o prolongamento do conflito por várias gerações. Discursos que, em suma, ou são irresponsáveis ou são directamente responsáveis pelo alargamento do sofrimento para todas as partes.

Infelizmente, esses discursos de firmeza – e ao fim e ao cabo de negação – rapidamente dão lugar à apologia da vingança. Procura-se assim, precisamente em nome do sofrimento, a inibição social face ao sofrimento alheio. E pretende-se implantar um esquema maniqueísta que faz da negação da realidade o seu princípio fundamental. Esta semana os porta-vozes do Governo de Lakua afirmaram que em Euskal Herria não existe conflito político e que farão dessa ideia não só o seu lema mas também o seu critério para outorgar ou eliminar direitos políticos e civis básicos. Os políticos, mais ainda aqueles que ostentam cargos públicos, podem e devem propor os seus objectivos, os seus anseios e as suas posições políticas, e devem fazê-lo com firmeza. Mas não podem negar a realidade. E menos ainda tornar essa negação um elemento de uma suposta superioridade moral.

O atentado, tal como as restantes expressões violentas, evidencia a necessidade de procurar uma resolução do conflito político dentro de parâmetros de diálogo, acordo, respeito, democracia, justiça e paz.

Fonte: Gara

Hatortxu Telebista, a TV do HatortxuRock: rock e solidariedade!


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Elkartasuna, inoiz baino gehiago! Solidariedade, agora mais que nunca! Contra as prisões de extermínio.

Autarcas navarros denunciam a imposição da aplicação da Lei de Símbolos


Autarcas de diferentes municípios de Nafarroa onde governa a esquerda abertzale estiveram ontem presentes em Iruñea [Pamplona] para denunciar os passos que o Governo de Nafarroa deu nos últimos meses contra a ikurriña, aplicando administrativa e judicialmente a denominada Lei de Símbolos, aprovada ad doc pela a UPN e o PSN com o objectivo de impossibilitar que a bandeira basca ondeie nos Municípios navarros.

Estiveram presentes eleitos de Lakuntza, Arbizu, Basaburua, Etxalar, Nabaskoitze, Etxarri-Aranatz, Larraun, Bera, Arantza e Leitza, que criticaram “a intensificação dos ataques aos símbolos de Nafarroa” por parte do Executivo a que preside Miguel Sanz, lamentando que este tenha optado pela via da perseguição judicial “para conseguir a imposição de símbolos”.

“Através da ameaça de inabilitações e destituições, procuram forçar as Câmaras Municipais das nossas terras a converterem-se, contra a vontade dos seus habitantes, em instrumentos da aplicação da imposição”, alertou o autarca de Leitza, Xabier Zabalo, que quis deixar claro que “nos recusamos a ser peças no perverso projecto político da UPN e do PSN”.

Por isso, o primeiro edil de Leitza defendeu que, a partir de todos os âmbitos da sociedade, “se levante um dique contra a imposição”, e chamou a atenção para o facto de os autarcas não poderem permanecer alheios à questão.

Para além disso, apelaram aos cidadãos para estarem presentes na manifestação que se irá decorrer em Iruñea no próximo sábado contra os ataques aos símbolos navarros.

Asier VELEZ DE MENDIZABAL

Fonte: Gara

«Ez garaitu ezta desarmatuak», novo programa de rádio da Sare Antifaxista

Irola Irratia & Sare Antifaxista * E.H.

«Ez garaitu ezta desarmatuak» [Nem vencidos nem desarmados], novo programa na Irola Irratia, com conteúdos e temática de carácter antifascista (memória histórica, noticiário, mobilizações, música, anticapitalismo, etc.).

Para mas informação: Irola Irratia 107.5 fm: irola@sindominio.net / http://sindominio.net/irola/

Sare Antifaxista: ANTIFAXISTA@terra.es

Fonte: sareantifaxista

Antifaxistak garelako! / Porque somos antifascistas!

Sabotagens em Bilbau e Donostia


Desconhecidos queimam uma caixa de multibanco no bairro bilbaíno de Santutxu

Na quinta-feira à noite, desconhecidos deitaram gasolina e atearam fogo a uma caixa de multibanco do Banco Guipuzcoano, no bairro de Santutxu (Bilbau). O ataque, que provocou um pequeno incêndio, ocorreu por volta das 23h30, destruindo a caixa de multibanco. A Ertzaintza afirmou que um morador conseguiu apagar o fogo com um extintor, não sendo necessária a intervenção dos bombeiros.

Incendeiam um autocarro em Donostia

Na madrugada de sexta-feira, por volta da 1h45, um grupo composto por meia dezena de pessoas parou um autocarro na rua Julio Urkijo, no bairro de Bidebieta, e, depois de fazer descer o condutor e os passageiros, lançou gasolina sobre o veículo e incendiou-o. A viatura ficou destruída.
O fogo atingiu ainda uma paragem de autocarros e nove veículos estacionados nas imediações.

Fontes: Gara e Gara

sexta-feira, 19 de junho de 2009

HatortxuRock 10: começou a festa da solidariedade, apesar de todas as barreiras

Grande ambiente de festa e solidariedade, como era esperado. Existem perto de 740 razões para não perder este festival, que ajudará a fazer frente às despesas das deslocações dos familiares dos presos políticos - decorrentes da dispersão penitenciária -, e no qual estão envolvidos 2500 voluntários.
As más novas dizem respeito à presença da Guarda Civil, que montou barreiras na estrada que vai de Etxarri até Lakuntza e à entrada de Lakuntza, onde decorre o festival, retendo as pessoas, revistando-as e submetendo-as a interrogatórios tremendos. Os organizadores do festival afirmaram que a Guarda Civil "não pode fazer nada contra este muro de solidariedade".


Dispertsioa erakusketa eta Elektrotxaranga ostiraleko giroa / Exposição sobre a dispersão e marcha da "Elektrotxaranga" de sexta-feira.


Controlos da Guarda Civil

Fontes: apurtu.org e Gara

Não esquecemos nem perdoamos!


Nunca é demais recordar a simpatia da polícia espanhola por todos aqueles que defendem a independência e o socialismo no País Basco.

A esquerda ‘abertzale’ afirma que «fica bem patente a crueza do conflito político»

A esquerda abertzale afirma que o atentado que custou a vida a um inspector da Polícia, as detenções da semana passada e o desaparecimento de Jon Anza “voltam a deixar bem clara a crueza do conflito político que vivemos em Euskal Herria”, pelo que defende “um cenário democrático, assente na liberdade e no respeito dos direitos deste povo”.

“O diálogo e a negociação são para a esquerda abertzale os únicos instrumentos eficazes para uma resolução democrática do conflito político e armado, os únicos instrumentos que permitirão conduzir este povo a um cenário de paz e democracia”, afirma a esquerda abertzale em comunicado.

Considera que “todos os elementos” estão na mesa, pelo que defende uma acção responsável por parte dos agentes políticos “para com o nosso povo, iniciando dinâmicas de diálogo e negociação política que permitam superar a actual situação de confronto”.

Entende, neste contexto, que a “actual aposta” do PSOE no “incremento da repressão em todas as frentes e no fechamento obstinado ao diálogo não fazem mais do que alimentar a confrontação, perpetuando o conflito e gerando mais sofrimento”.

Lembra que as tentativas do Governo espanhol de “estabelecer a solução policial como alternativa ao conflito político e armado” se mostraram “infrutíferas, além de absolutamente irresponsáveis”, e sublinha que “só a partir do diálogo, da negociação e do acordo político será possível edificar cenários que permitam a paz e a liberdade em Euskal Herria”.

Reitera, por isso, a sua plena disponibilidade para contribuir para a busca de cenários que “possibilitem abrir um processo de diálogo inclusivo e englobante”, que “estabeleça definitivamente um cenário de paz que supere todas as expressões de violência. Esse é o caminho, não há outro”, constata.

Fonte: Gara

Atentado da ETA contra chefe da polícia espanhola



Um inspector da polícia espanhola, chefe do Grupo de Vigilâncias Especiais da Brigada de Informação de Bilbau, morreu esta manhã quando o seu carro foi alvo de uma explosão. Às 9.05 da manhã, uma bomba-lapa colocada junto ao depósito de gasolina e composta por dois quilos de material explosivo foi espoletada quando Eduardo Puelles Garcia se preparava para ir trabalhar. O atentado deu-se no bairro de Ollargan de Arrigorriaga, arredores da cidade de Bilbau.

Eduardo Puelles Garcia era um dos principais dirigentes das forças repressivas que operam no País Basco contra a esquerda independentista. Estaria entre os chefes da estrutura policial encarregue de vigiar, seguir e escutar todos aqueles que ousassem desafiar a ideia da "Espanha una e indivisível". Daí o significativo peso desta acção da ETA e o seu impacto político e militar.

Tanto os órgãos do Estado espanhol como a comunicação social estão de acordo com que era um "polícia dedicado à luta antiterrorista". Patxi López, presidente da Comunidade Autónoma Basca eleito graças à ilegalização da esquerda independentista e a uma coligação com o PP, afirmou: "era um dos nossos".

A Ekintza Antifaxista estará presente em Lakuntza no HatortxuRock10


Sakana, Euskal Herria
A Ekintza Antifaxista Iruñerria / Acção Antifascista de Iruñerria estará presente em Lakuntza durante os dias 19, 20 e 21 de Junho.

Haverá um ponto de venda de material antifascista, que servirá para financiar a coordenadora e, em simultâneo, dar a conhecê-la, para poder continuar com o seu trabalho de luta e divulgação.
Durante estes 3 dias (hoje, amanhã e domingo) terá lugar nesta localidade do vale de Sakana (Nafarroa, Euskal Herria) a décima edição do tradicional festival HatortxuRock, em solidariedade com os perseguidos políticos bascos.

Barcina, Corpas e a crise, temas dos cartazes de San Fermin


A autarca de Iruñea, Yolanda Barcina, é a protagonista principal na maioria dos cartazes que as peñas apresentaram ontem, tal como o conselheiro da Cultura, Juan Ramón Corpas, a Polícia Municipal e a crise.

A andar de bicicleta e a chocar contra um poste ou com a placa da rua Conde de Rodezno pendurada ao pescoço, as actuações de Barcina libertaram a imaginação das peñas, assim como as da Polícia municipal e a viagem de helicóptero de Corpas ao cume de Beriain para aparecer na foto com o actor Javier Bardem.

Na sequência: A situação da plataforma Gora Iruñea, habitualmente discriminada pela UPN (com as mais variadas desculpas), e que espera poder dar expressão ao Movimento Popular nas festas (o que é sempre uma luta em Iruñea).

De salientar ainda a situação das peñas San Fermín, Eltxarko e Sanduzelai, que não poderão abrir as suas sedes durante as festas, já que o Município iruindarra lhes exigiu “uma licença para hotelaria, o que implica um investimento que não podemos suportar”.

Notícia completa: Gara

Ilustração: cartaz de Aldapa