quarta-feira, 31 de maio de 2017

«Bai Errekaleorri | No al derribo de Errekaleor!»

Ante los acontecimientos y declaraciones de las últimas semanas, 141 personas que trabajamos en los ámbitos de la música, la literatura, el deporte, el bertsolarismo, la universidad, el cine, el teatro y el arte y a las que nos une ser de Vitoria-Gasteiz o tener una ligazón especial con la ciudad, hacemos público el manifiesto adjunto a favor del proyecto de Errekaleor.

Musika, unibertsitatea, zinema, antzerkia, kirola, literatura, bertsolaritza eta artegintzan dihardugun 141 lagunek, Gasteizkoak garenok edo Gasteizekin lotura berezia dugunok, azken bi asteetan izan diren gertakizun eta adierazpenenen aurrean Errekaleorreko proiektuaren aldeko manifestu bat plubliko egiten dugu. / LER: BorrokaGaraiaDa

Ver tb: «Gasteizko Amnistiaren Aldeko Mugimenduak Errekaleor babesteko deia egin du» (VÍDEO)

Sábado, 3 de Junho, manifestação em Gasteiz, a partir da Praça da Virgem Branca, às 17h30, em defesa do bairro popular de Errekaleor. Guk argi daukagu!

«El socialismo revolucionario abertzale: Kas y Ekin (I)»

[De Borroka Garaia] Desde entonces hasta hoy, es mucha la historia que comprende el desarrollo de KAS (y Ekin), pero llegados al 2017 es de vital importancia comprender su recorrido y su desaparición, entre otras cosas porque el socialismo revolucionario abertzale en su forma estructurada era el que tenía la misión de defender la independencia de clase en el proceso de liberación nacional y social vasco, el mantenimiento de la estructura(s) revolucionaria(s), no abandonar la bandera de la revolución socialista, impulsar la teoría socialista vasca en el camino hacia el estado socialista independiente y por tanto e ineludiblemente ser el nexo futuro entre estado socialista y las perspectivas de comunismo a escala global. (BorrokaGaraiaDa)

segunda-feira, 29 de maio de 2017

VII curso de formação da Askapena, em Gernika

Como é habitual, a organização internacionalista basca promove um curso de formação. Decorre no espaço Astra, em Gernika (Bizkaia), nos dias 3 e 4 de Junho.

No primeiro dia, a situação no Médio Oriente e na América Latina será analisada no período da manhã; à tarde, haverá uma mesa-redonda centrada na União Europeia.

No segundo dia, o internacionalismo e a situação sociopolítica de Euskal Herria estarão em análise; e, à tarde, serão discutidos os desafios que o feminismo enfrenta no País Basco.

É possível almoçar e dormir em Gernika; basta enviar um e-mail para o endereço: herrijantzia@askapena.org. / Ver: askapena.org e askapena.org

«Askapena celebra 30 anos de internacionalismo com um acto político em Berriozar» (Info7)
No final de Abril, membros da Askapena e históricos militantes internacionalistas bascos deixaram antever algumas das datas-chave para este ano, ligadas ao seu 30.º aniversário. Deram conta do lema escolhido para celebrar estas três décadas de internacionalismo basco – «Borrokak uztartzen, herriok burujabe!» – e anunciaram que preparam um acto político para 7 de Outubro em Berriozar (Nafarroa). Jesús Valencia e Izaskun Goienetxea falam sobre tudo isto à Info7 irratia.

«Hay otra alternativa: luchar, amnistía»

[De Ion Iurrebaso Atutxa, ex-preso da ETA] Los presos vascos, son presos políticos. Son militantes políticos. Son paisanos que lo han dado todo por el futuro libre y socialista que muchos reivindicamos. Y tienen que estar en la calle para continuar con el proceso revolucionario que nos posibilite la Euskal Herria socialista que deseamos. Y todo esto no se puede reivindicar sin pasar por la amnistía.
[…]
Cuando cualquiera de los pocos que tenemos el privilegio de comunicar con Txikito le preguntamos «¿Zelan?» Responde con un tono de humildad que te para el corazón: «Ni ondo. Nigatik lasai eta aurrera, borrokak askatuko gaitu eta!» (BorrokaGaraiaDa)

Entrevista do Diário Liberdade a Miguel Urbano Rodrigues

[«Recuperamos entrevista do Diário Liberdade ao revolucionário português Miguel Urbano Rodrigues (1925-2017)»] Como homenagem ao grande militante comunista português, falecido no dia 27 de Maio, aos 91 anos, após uma longa vida de compromisso com a revolução portuguesa e mundial, o Diário Liberdade recupera a entrevista que Maurício Castro lhe fez há cinco anos, em 2012, em Compostela. / LER: Diário Liberdade

Ler também:
«Portugal: Falleció el periodista y luchador revolucionario Miguel Urbano» (Resumen Latinoamericano)

«Hasta Siempre, camarada Miguel Urbano Rodrigues!», de Edmilson Costa (PCB)

«Venezuela: La guarimba es la continuación de la guerra económica por otros medios»

[De William Serafino] El paramilitarismo y el traslado de su portafolio de acciones bélicas hacia la infraestructura económica del país no es más que su expresión nítida como ejército privado del neoliberalismo (corporaciones estadounidenses más empresarios locales) en un contexto de guerra irregular. Modelo que al no poder imponerse por la vía política, utiliza la fuerza cruda y descarnada. Su objetivo es el Estado y sus expresiones concretas: los CLAP, centros de salud, hospitales públicos y rutas de abastecimiento alimentario y de combustible. (lahaine.org)

«Violência da oposição venezuelana provocou pelo menos 69 mortes» (Abril)
Até ontem, 28 de Maio, morreram ou foram assassinadas 69 pessoas como consequência directa ou indirecta das manifestações violentas promovidas pela oposição na Venezuela. Os meios de comunicação social falam em 71 casos, mas o Alba Ciudad não considera dois casos em que as famílias dos falecidos e as autoridades acabaram por invalidar qualquer ligação das mortes aos protestos.

domingo, 28 de maio de 2017

Iñaki Bilbao em greve de fome por tempo indeterminado

O preso político Iñaki Bilbao, Txikito, iniciou hoje uma greve de fome por tempo indeterminado, segundo pôde apurar junto de pessoas próximas o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA). Para além da greve de fome, o natural de Lezama (Bizkaia) também deu início a um «txapeo» (recusa-se a ir ao pátio).

No passado dia 22, o MpA dava conta da aplicação da «primeira fase do primeiro grau» a Iñaki (notícia) e ontem soube-se que lhe tinham proibido a comunicação com uma pessoa da sua confiança – já é a quarta proibição (notícia). No entanto, Txikito fez saber aos seus familiares que não entrou em greve de fome e iniciou o «txapeo» por causa destas medidas, mas, sim, como forma de luta «a favor da independência e do socialismo».

Como estes objectivos ainda não foram alcançados, o preso político pretende expressar, com esta dura forma de protesto, que «a única alternativa possível é continuar a lutar».

Desta forma, Txikito mostra que, «mesmo submetido às medidas mais ruins e estritas, a máquina repressiva do Estado espanhol não tem força suficiente para dobrar a sua vontade nem para fazer vacilar a sua militância política», sublinha o MpA.

«A luta de Txikito contra o sistema prisional é a luta da dignidade frente à crueldade», sublinha o MpA, lembrando que ninguém ficará sozinho por manter uma atitude de luta face à repressão. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Polícia com carta branca para «atacar e atemorizar» jornalistas, alerta CNT

A central sindical CNT expressou o seu «profundo mal-estar e indignação» perante a decisão da Audiência Provincial de Madrid de indeferir o recurso interposto por quatro jornalistas agredidos pela Polícia enquanto faziam a cobertura de uma mobilização. «Estamos indignados, mas não surpreendidos: sabemos para quem e para quê está feito o sistema judicial», sublinha numa nota o sindicato.

A 29 de Março de 2014, a Polícia espanhola bateu em vários repórteres que registaram a detenção de uma pessoa durante o protesto designado como «Xeque ao Rei», em Madrid. Os jornalistas agredidos apresentaram queixa, que, depois de andar para trás e para a frente, acabou por ser arquivada pela Audiência de Madrid, com o argumento de que «não existem indícios de que o agente imputado quisesse impedir o exercício da liberdade informativa dos jornalistas presentes».

«É evidente que, para os juízes, atacar e intimidar jornalistas não é crime, sobretudo quando os que lhes dão tareia vestem uniformes e trazem pistolas», afirma a Secção de Imprensa e Agências de Notícias da CNT.

Para o sindicato, a decisão judicial, revelada esta semana, é «especialmente grave porque estabelece um perigosíssimo precedente: com este exemplo, os polícias poderão actuar de forma violenta contra os trabalhadores do sector, com a garantia de que terão completa impunidade».

«O Estado da Lei Mordaça, dos despejos e da corrupção é também o garante da intimidação policial contra todos, incluindo os jornalistas que se atreverem a documentar a sua violência institucional», salienta a CNT.

Neste contexto, o sindicato insta os trabalhadores da Imprensa a «unir-se para defender os seus direitos, tanto nas empresas como no desempenho das suas funções». «Não vamos tolerar as agressões nem a impunidade», destacou. / Ver: lahaine.org

«Miguel Urbano Rodrigues, 02/08/1925–27/05/2017»

[De Os Editores] Miguel Urbano Rodrigues foi fundador do sítio resistir.info em 2002, e do sítio odiario.info em 2006. E foi o principal promotor dos memoráveis Encontros de Serpa «Civilização ou Barbárie» que, nos anos de 2004, 2007 e 2010, reuniram numerosos activistas cívicos e alguns dos mais destacados intelectuais progressistas dos cinco continentes do mundo, em torno das questões da transformação revolucionária da sociedade. / Ver: odiario.info

«A Miguel Urbano, un comunista» (lahaine.org)
[De Nines Maestro] El anonadamiento que siento ante tu muerte (me viene a la cabeza la palabra francesa anéantir, seguramente porque tantas veces hablábbamos en francés) es el resultado de la resistencia rabiosa de mi mente a aceptar que una persona de dimensiones tan inabarcables como la que tu eras haya dejado de existir.
[...]
Tu Miguel, asumiste el riesgo de romper con el dogma, porque en sí mismo es la negación del comunismo, y porque es utilizado como «auctoritas» para justificar políticas que se juegan el tesoro de resistencia heroica de la clase obrera en el cutre tablero de las políticas institucionales.

«Miguel Urbano Rodrigues, o que a terra lhe deve» (manifesto74)
[De António Santos] O Che Guevara, que o Miguel conheceu, dizia que «onde quer que a morte nos surpreenda, será bem recebida, desde que o nosso grito de guerra seja escutado». O grito de guerra do Miguel ecoa hoje nos cinco continentes, não mais com a sua voz gentil, mas com milhões de vozes de indígenas, jovens, mulheres, trabalhadores, desempregados, comunistas, revolucionários, portugueses, cubanos, colombianos, galegos, franceses, brasileiros e de tantas mais nações quantas forem as razões para lutar.

ARTIGOS publicados em odiario.info / no Diário Liberdade

«Las Marchas de la Dignidad y la reconstrucción del movimiento obrero»

[De Nines Maestro] Por ello, la reconstrucción del movimiento obrero inevitablemente debe realizarse confrontando radicalmente las políticas de colaboración de clase, entre las que la defensa de la UE y el Euro ocupa un lugar central. Líneas de demarcación como el No Pago de la Deuda (que curiosamente fue una de las primeras decisiones del Soviet de Petrogrado frente a un empréstito multimillonario suscrito por el Zar con la banca francesa), junto a la unificación de las luchas obreras y movimientos sociales son elementos clave. (lahaine.org)

«Venezuela denuncia na Unicef utilização de crianças nos protestos» (Abril)
«Esta quinta-feira, a Venezuela entregou uma queixa junto da Unicef, mostrando como grupos extremistas da oposição usam meninos, meninas e adolescentes nas suas acções de ódio, nesta espiral de violência que se prolonga há mais de 50 dias», disse Rubén Darío Molina.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Centenas de nomes: divulgada lista provisória de apoio à manifestação pró-amnistia de 24 de Junho

O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) já tornou pública a lista dos primeiros apoios à manifestação nacional que convocou para o próximo dia 24 de Junho, em Bilbo, em solidariedade com os presos políticos bascos.

166 ex-presos políticos, 28 familiares, 405 pessoas a título individual em Euskal Herria e 111 a nível internacional, 49 organizações sociais e 103 grupos de música expressaram o seu apoio à mobilização.

Entre as muitas adesões, encontram-se operários, sindicalistas, jornalistas e figuras conhecidas como James Petras, John Catalinotto, Nines Maestro, Carlo Frabetti, Javier Sádaba, Belén Gopegui, Nestor Kohan.

Ao nível das organizações políticas, aderiram Agora Galiza, ResCat, Red Roja, Boltxe, Nación Andaluza, Eusko Ekintza, Ceivar. Entre as bandas encontram-se nomes como Boikot, Etsaiak, Eroak, distorsión, Gatillazo, Inadaptats, Los Chikos del Maíz e Non Servium.

O MpA lembra que é possível expressar apoio à mobilização até dia 8 de Junho, bastando para tal utilizar o endereço de e-mail ekainak24amnistia@gmail.com. / Ver: lahaine.org e amnistiAskatasuna 1 e 2

15 sindicatos do Estado espanhol enviam mensagem de apoio à Venezuela Bolivariana

[«Sindicatos del Estado español envían mensaje de apoyo al proceso democrático y bolivariano del pueblo de Venezuela»] [...] rechazamos cualquier intento violento fomentado y organizado por quienes tienen interés en crear un clima de caos en el país, que esté destinado a desestabilizar el país y a un gobierno legítimo elegido democráticamente. El diálogo, y no la violencia, debe ser el camino para afrontar los conflictos políticos y sociales.
[...]
Denunciamos, por su desproporción y manipulación, la campaña de intoxicación mediática que se está llevando a cabo contra Venezuela por parte de los medios de comunicación «oficiales», como otro instrumento más al servicio de las partes interesadas en echar abajo al actual gobierno, y con un trato bien discriminatorio entre éste y las organizaciones opositoras. / Comunicado na íntegra: LAB

As organizações sindicais signatárias são: LAB, ESK e Steilas (Euskal Herria), CUT (Aragão), CUT e CIG (Galiza), IAC, COS, CSC e Intersindical Valenciana (Países Catalães), Sindicato Andaluz de Trabajadores (Andaluzia), CSI Asturies (Astúrias), Intersindical Canaria (Canárias) Confederación Intersindical e Sindicato Ferroviario (Estado espanhol).

«Uma farsa assassina»

[De José Goulão] Em pouco mais de duas palavras: os familiares dos inocentes de Manchester, Londres, Paris e Nice deveriam antes pedir responsabilidades aos governos dos seus países por fomentarem o terrorismo que os vitimou.
[...]
Enquanto isto…

Mais de 1500 presos políticos palestinianos estão há 40 dias em greve de fome lutando pela aplicação dos seus direitos, reconhecidos como universais mas que ainda não chegaram ao farol da democracia, dos direitos humanos e do «nosso modo de vida» que se chama Israel.

Essa luta cidadã contra o terrorismo praticado pelo regime israelita não cabe no universo mediático internacional que se alimenta do sangue gerado pelo terrorismo. Alguém já disse, com absoluta razão, que estamos perante uma omertà, o silêncio dos cúmplices mafiosos para protegerem práticas e ligações criminosas. Uma cumplicidade que vale por mil censuras. (Abril)

Eina - «L'Art de la guerra»

A banda catalã, tal como os Inadaptats, apoia a manifestação pró-amnistia de 24 Junho, em Bilbo.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

«Errekaleor es del Pueblo, Herria Bizirik!»

[«Errekaleor desmiente las declaraciones del alcalde y convoca manifestación para el 3 de junio»] El pasado jueves, vivimos uno de los momentos más emotivos desde que estamos en Errekaleor, ya que cientos de personas defendieron con sus cuerpos y corazones el barrio. Estamos contentas, porque una vez más ha quedado claro que Errekaleor Bizirik no es sólo de las personas que lo habitamos, si no que es un reflejo del Pueblo.

Aun así, tenemos que denunciar, que consecuencia del ataque del jueves estamos sin electricidad. No sólo han cortado la electricidad en las casas, también han apagado el alumbrado público. Nosotras tenemos claro que es un intento para vaciar Errekaleor. Pero, de la misma manera que defendimos el transformador, protegeremos el proyecto y el barrio.

Nos preocuparon y sorprendieron las declaraciones de Gorka Urtaran del día siguiente, porque son tan falsas como engañosas.
[...]
El 3 de Junio a las 17:30 en la Plaza de la Virgen Blanca. Porque nosotras lo tenemos claro, porque Errekaleor es del Pueblo, Herria Bizirik!

Guk Argi Daukagu, Herria Bizirik! (BorrokaGaraiaDa)

Polícias espanhóis em tribunal após denúncia de torturas de Ander Maeztu

Sete polícias espanhóis envolvidos na detenção de Ander Maeztu, em Outubro de 2010, depuseram ontem num tribunal de Madrid. Todos negaram ter torturado o jovem navarro. A advogada de Maeztu denunciou a falta de interesse do juiz responsável pelo caso.

Ander Maeztu, preso no âmbito das operações contra a organização juvenil Segi, que foi declarada terrorista e ilegalizada, apresentou uma queixa por torturas. O processo foi arquivado e reaberto várias vezes, em Iruñea e Madrid, e só agora foi possível ouvir o depoimento de alguns dos polícias espanhóis que participaram na detenção de Maeztu. Também foi solicitado um relatório pericial psicológico do jovem navarro.

Sobre o que se passou ontem no tribunal, a advogada Jaione Karrera criticou, em declarações à Euskalerria Irratia, a atitude do juiz, que se limitou a perguntar aos polícias se participaram em torturas ou se assistiram à sua prática, a maus-tratos ou ameaças - e todos responderam que não. E não fez qualquer pergunta relativa a uma marca que Ander Maeztu apresentava e que foi referida num dos relatórios forenses. Os polícias recusaram-se a responder às perguntas da advogada navarra.

Ander Maeztu foi preso numa operação contra o movimento juvenil abertzale em Outubro de 2010 e afirmou ter sido espancado e submetido a sessões de tortura em que foram utilizadas várias técnicas, incluindo a do saco na cabeça. / Ver: ahotsa.info

«A democracia dos ricos desmascarada»

[De Ney Nunes] Existem alguns momentos especiais na História; entre eles, estão aqueles onde se descortinam perante o grande público os mecanismos, mais ou menos ocultos em tempos de normalidade, do exercício do poder político. O Brasil, na atualidade, vive justamente um desses raros momentos especiais.
[...]
A especialidade desse momento histórico não deve ser desperdiçada. A classe trabalhadora, consciente dos mecanismos fraudulentos dessa democracia de fachada em favor dos interesses empresariais, tem, no interior do seu próprio movimento de lutas contra esse governo e suas reformas antipovo, a oportunidade de iniciar a construção de novas formas de organização social e política, verdadeiramente democráticas e independentes desse regime que só serve aos donos do capital. (PCB)

«Venezuela: Mapa del empate violento»

[De Marco Teruggi] Agudizar la violencia y sus formas. Es la táctica elegida por la derecha para intentar quebrar el empate actual. Eso se ha traducido en dos metodologías centrales.

La primera es la persecución de chavistas. El abanico desplegado es grande: hostigamiento por redes sociales, marcaje de casas, agresiones en la calle en Venezuela y en el extranjero, linchamientos, expulsión de lugares públicos como restaurantes, centros comerciales, prohibición de circular por zonas tomadas por la derecha. Todo aquel que sea parte de la «dictadura» se transforma en posible blanco.
[...]
La segunda forma que se ha abierto y profundizado es el despliegue de metodologías y células paramilitares. Se trata de un cuadro que se multiplica en varios estados, como Mérida, Táchira, y Barinas. (lahaine.org)

«Venezuela: o processo da Assembleia Constituinte» (odiario.info)
[De Gilberto López y Rivas] Está convocada para este ano uma Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela. É uma opção para recompor a situação do país e reverter o golpe-de-estado que o imperialismo e o grande capital venezuelano têm em marcha. Esta Constituinte será eleita por voto universal, directo e secreto, e deseja-se que abra o caminho da paz em que o soberano seja o povo da Venezuela. Que constitua a grande convocatória para um diálogo nacional com o objectivo de conter a escalada da violência política. O poder aposta na intervenção do povo. Sem ele o processo bolivariano não tem defesa.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Cadeia de Puerto III aplica a «primeira fase» ao preso político Iñaki Bilbao

Numa nota, o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) informa que a cadeia de Puerto III impôs a «primeira fase do primeiro grau» ao preso político Iñaki Bilbao Goikoetxea, Txikito, natural da localidade biscainha de Lezama. Ou seja, o preso é submetido às condições de vida mais duras e restritivas que uma cadeia pode impor. Trata-se do único preso político basco nesta situação.

O MpA informa que Iñaki está há 10 anos na cadeia de Puerto III e sempre na zona de isolamento. Recentemente, a única presa política que esteve no isolamento em Puerto III foi Arantza Zulueta, até ser libertada.

Com a aplicação do artigo 91.3 do Regime Prisional, Iñaki passa 21 horas fechado na cela, saindo durante três horas a um pátio de dimensões reduzidas; só mantém contacto com um preso; cada vez que vai para o pátio, pode ser revistado; não pode actividades como desporto, oficinas ou cultura.

Para além disto, nos últimos meses foram-lhe proibidas todas as comunicações (visitas, chamadas e cartas) com as três pessoas que constituem o seu núcleo de relações. A prisão argumentou que «eram uma má influência para ele», procurando deixá-lo isolado do mundo.

É também de sublinhar que Txikito é o preso político basco que mais anos de cadeia tem cumpridos, juntando 18 anos e meio de uma primeira etapa aos 15 que já cumpriu numa segunda fase: mais de 33 no total.

O MpA, que denuncia a situação de Iñaki Bilbao e a atitude mantida pela cadeia, recorda que Puerto III foi «uma verdadeira prisão de extermínio desde a sua abertura», tendo sido utilizada desde o início «para realizar experiências com os presos políticos bascos».

«O regime agora imposto é bastante conhecido pela sua dureza, e os carcereiros são-no pela sua atitude militante fascista», acrescenta o MpA, lembrando que «em Maio de 2010 deram uma tareia ao elorriarra Arkaitz Bellon, que posteriormente apareceria morto em Puerto I». / Ver amnistiAskatasuna (euskaraz)

«Del todos contra Franco al todos contra ETA»

[De Josemari Lorenzo Espinosa] Se declara así, primero, una guerra fría entre vascos. Y luego, ya con la policia armada vasca de por medio, una caliente mini-guerra. La fecha inaugural de esta ruptura es Octubre de 1978. La primera manifestación contra ETA, en la calle Jose Antonio Primo de Rivera (hoy Sabino Arana). En la que los jelkides y los sociatas de Suresnes, reclamaron su sitio y la desaparición de ETA. Aquella manifestación, ante la que se horrorizaba Monzón en un artículo de EGIN, y que fue contestada por la Izquierda Abertzale con una paralela en la plaza Etxebarrieta, de Bilbao, se llamó de las palomas. El PNV soltó un par de palomas y dijo que eso y la derrota de ETA, era la paz. Y aquel día se escenificó el nuevo teatro vasco. Entre otras cosas, porque mientras los sotitas y sus amigos del P.S.O.Español, caminaban al son alegre de la paz, entre banderas victoriosas, los demás éramos apaleados en las siete calles por sus colegas de uniforme gris.
[...]
El PNV ha tenido siempre bien claro que su enemigo principal era ETA. No era la España de Franco o sus continuadores monárquicos, ni la acogedora Francia. No eran los partidos españoles de la Conjunción republicano-socialista de 1930. Ni los del contubernio de Munich, del 62. Ni siquiera el PCE antifranquista, o sus escisiones de resistentes contra Franco. Ninguno de ellos podía disputarle las lentejas autonómicas. Si había alguien que podía desenmascararles en su propia casa e impedir, que las falacias del 77 y las renuncias posteriores pudiesen gobernar la CAV, no era otro que ETA. (BorrokaGaraiaDa)