segunda-feira, 25 de julho de 2011

Em Otxandio, foram lembrados os mortos no bombardeamento de 1936

A Câmara Municipal de Otxandio (Bizkaia) realizou um acto institucional, ontem, para homenagear as pessoas que morreram no bombardeamento de 22 de Julho de 1936, levado a cabo pelas forças franquistas.

No acto, o Município de Otxandio inaugurou a renovada Andikona plaza, onde caiu a maior parte das cerca de sessenta pessoas que perderam a vida na sequência do bombardeamento. Expressamente para a ocasião, o escultor Nestor Basterretxea realizou o trabalho «Heriotza zerutik etorri jakun».

Para além disso, no decorrer do acto procedeu-se à leitura do texto «Euskal Herriaren bakerako eskubideari buruzko Andikonako Adierazpena» [Declaração de Andikona sobre o direito de Euskal Herria à paz]. No texto, aprovado na sexta-feira passada pelos vereadores, diz-se que, na guerra de 1936, Otxandio possui «a triste honra de ter os primeiros civis bombardeados».

Dezenas de pessoas participaram no acto de homenagem, entre os quais o membro da esquerda abertzale Tasio Erkizia e Pello Urizar, secretário-geral do EA. Iñigo Urkullu, o jelkide principal, também esteve no local.
Fonte: Gara

Na foto: pessoas colocam cravos vermelhos em frente à escultura de Nestor Basterretxea, para homenagear os mortos no bombardeamento. (Juanan RUIZ / Argazki Press)

Ver também: «UPN e PP recusam-se a homenagear os vereadores de Tutera assassinados pelos fascistas-franquistas em 1936» (kaosenlared.net)

domingo, 24 de julho de 2011

Andoni Zengotitabengoa pôs fim à greve de fome ao cabo de 17 dias

A ASEH foi informada esta sexta-feira de que Andoni Zengotitabengoa tinha decidido pôr fim à greve de fome que mantinha desde o dia 2 de Julho. Mas só ontem nos foi possível obter uma confirmação junto de meios anti-repressivos bascos. Aproveitamos para pedir desculpa pela informação que divulgámos relativa a um 18.º dia em greve de fome que, na realidade, já não chegou a acontecer.

Através da informação que nos foi ontem facultada, ficámos a saber que o Andoni abandonou a greve de fome ao 17.º dia de protesto - trata-se da terceira greve de fome que leva a cabo desde que se encontra no Estabelecimento Prisional de Monsanto (Lisboa).

Ainda segundo a mesma fonte, teve a possibilidade de estar com o director da prisão, tendo-lhe dito que estava a par da concentração que os seus conterrâneos tinham realizado junto ao estabelecimento penal e que estava agora a receber um grande número de cartas.

Ficámos também a saber que no dia 11 de Julho, a segunda-feira a seguir à mobilização que teve lugar em frente à prisão de Monsanto e na baixa de Lisboa, lhe marcaram a data do julgamento, que irá decorrer nos dias 12 e 13 de Setembro.

Por outro lado, amigos, familiares e demais pessoas preocupadas com a situação de Andoni na prisão de Monsanto participaram, na quinta-feira passada, dia 21, numa concentração em frente ao Consulado Português em Bilbau, tendo conseguido encontrar-se com o Cônsul para abordar a questão e lhe entregar uma carta. As pessoas que participaram na iniciativa dizem ter ficado satisfeitas com o resultado obtido.

Associação de Solidariedade com Euskal Herria (ASEH),
24/07/2011

A Egin Dezagun Bidea convoca uma mobilização em defesa dos presos para 30 de Julho

Numa conferência de imprensa realizada em Gasteiz, a iniciativa popular Egin Dezagun Bidea pediu à sociedade basca que se mobilize no sábado que vem nas cidades, praias e estradas de Euskal Herria em defesa dos presos políticos bascos.

As mobilizações referidas, algumas das quais já foram proibidas pelo Departamento do Interior de Lakua, terão lugar em pontos de grande afluência turística sob a forma de marchas, concentrações, correntes humanas e distribuição de informação a turistas e visitantes, entre outras.
Em relação às quatro mobilizações proibidas em território alavês, a iniciativa popular fez saber que vai alterar a sua localização, para assim as poder levar a cabo. O Departamento do Interior de Gasteiz defendeu a sua proibição com o argumento de que representavam um risco para a segurança rodoviária.

Novo cenário
Segundo disseram, com estas iniciativas procuram denunciar «uma política penitenciária que viola os direitos mais básicos» e que «se afirma em termos diametralmente opostos aos parâmetros que o novo tempo aberto em Euskal Herria requer».
Por isso, consideram que a união de forças é «fundamental» para exigir que a política prisional «deve passar da fase de utilização e repressão para claves de resolução democrática de forma imediata».

Neste sentido, disseram que no próximo sábado vão exigir, entre outras coisas, o fim da dispersão, a libertação dos presos políticos com doenças graves e incuráveis, bem como o fim da aplicação da chamada «doutrina Parot», em virtude da qual são prolongadas as condenações aos presos que já cumpriram a sua pena.

Herri Bilguneak e manifestação em Setembro
A iniciativa popular, apresentada no passado mês de Abril, destacou que o seu trabalho não acaba no próximo sábado, pois a sua dinâmica de criação e mobilização prosseguirá com os Herri Bilguneak [comités populares], que continuam a multiplicar-se nas terras.
Deram ainda a conhecer a convocatória de uma manifestação para o próximo dia 17 de Setembro em Donostia, com o lema «eskubide guztiekin, euskal presoak Euskal Herrira, Egin Dezagun Bidea». «Uma mobilização massiva – disseram – em que a sociedade basca deve voltar a vincar o seu desejo de acabar com este autêntico drama, assente em factos reais, que é a política penitenciária vigente».
Fonte: Gara

Texto completo da conferência de imprensa (etxerat.info)



Leituras

«La clase política y las víctimas del franquismo», de Lau Haizetara Gogoan (kaosenlared.net)
Nos últimos dias ocorreram, a nível parlamentar, episódios que requerem a atenção de quem defende os direitos das vítimas do franquismo e do terrorismo de Estado [...]. Enquanto se reconhecerem apenas as consequências da violência sobre uma parte da sociedade, estar-se-á a dar continuidade à dualidade estabelecida pelo franquismo

«A ellas nadie les pidió perdón», de Amparo LASHERAS (boltxe.info)
A minha mãe e a minha tia olharam para os aviões que se aproximavam no céu e nunca imaginaram que com eles podia vir a destruição e essa cor cinzenta da morte que subitamente arrebata a memória

«Ga-gari-garitano», de Floren AOIZ (boltxe.info)
O pior que pode acontecer a quem lança uma canção para ridiculizar os seus adversários é acabar por ser o caricaturizado. É como ter de limpar a escarreta pouco antes cuspida para o ar.

«Pillar», de Iñaki EGAÑA (Gara)

«La renovación de Simón Santamaría», de Eva ARANGUREN, Peio MARTÍNEZ de EULATE, Arantza OSKOZ (Bildu Iruñea) (SareAntifaxista)
O empenho obsessivo da UPN sustenta Santamaría e o seu grupo de seguidores contra a opinião da maioria dos munícipes, dos sindicatos e da sociedade

De Oiartzun a Errenteria em defesa de uma juventude basca «livre e legal»

A manifestação em defesa dos direitos políticos e de uma «juventude livre e legal», convocada pelo movimento Eleak por causa do julgamento de 16 jovens independentistas que está a decorrer em Madrid, uniu na sexta-feira o bairro de Ugaldetxo, em Oiartzun, a Errenteria (Gipuzkoa), e contou com a participação de 2000 pessoas. Num acto muito visual, a mensagem que se destacou, para além da «firmeza e do compromisso» mostrados pelos jovens, foi a da necessidade de «continuar a trabalhar e a lutar para acabar com qualquer tipo de repressão».
VER: Gara

Concentrações solidárias com Daniel Derguy
Em solidariedade com o ex-preso recentemente detido e sobre o qual pende um mandado europeu, que será examinado na próxima quarta-feira pelo Tribunal de Agen (Estado francês), na sexta-feira houve diversas concentrações no País Basco Norte, em localidades como Baiona, Maule, Donibane Lohizune, Senpere, Uztaritze, Hazparne, Hendaia, Donibane Garazi e Urruña. (kazeta.info)

Ver também: «Os eleitos com Daniel Derguy», de Béatrice MOLLE (lejpb)
A Askatasuna informa que um texto de apoio a Daniel Derguy foi subscrito por 124 eleitos.

Gasteizko Txosnak 2011

Abuztuaren 4tik 9ra
De 4 a 9 de Agosto
Jaietan herri mugimenduarekin
Nas festas com o Movimento Popular

Ver programa e mais informações em:
http://www.gasteizkotxosnak.org

«Entxosnatu» Gasteizko Txosnak!
Fonte: SareAntifaxista

EH Sukarra - «EH Sukarra»
A banda de Eibar actua nas festas de Gasteiz no dia 4 de Agosto. (Hitzak / Letra)

sábado, 23 de julho de 2011

Arnaldo Otegi, absolvido pela sua participação no acto de apoio a «Gatza»

A Audiência Nacional espanhola absolveu Arnaldo Otegi do crime de «enaltecimento do terrorismo» de que foi acusado por participar num acto a favor do já ex-preso José Mari Sagardui, Gatza, em 2005.

O tribunal que julgou Arnaldo Otegi pela segunda vez por causa da sua participação num acto pela libertação de José Mari Sagardui, Gatza, no passado dia 12 de Julho, era diferente do que o condenou no primeiro julgamento.

A magistrada do Ministério Público pediu 18 meses de prisão e 14 anos de inabilitação absoluta para o dirigente abertzale, mas o tribunal, presidido por Javier Gómez Bermúdez, decidiu absolvê-lo do crime de «enaltecimento do terrorismo», por entender que existe uma «dúvida razoável» sobre a finalidade do discurso pronunciado por Otegi no decorrer do acto.

O tribunal afirma que não pode dar como provados factos que as acusações não formularam nos seus escritos, e que os relatos jornalísticos que integraram nos seus textos de acusação «não correspondem» às palavras pronunciadas por Otegi nas gravações audiovisuais que foram projectadas no decorrer do julgamento, às quais se dá precedência por serem «mais objectivas».

A sentença dá como provada a comparação, estabelecida por Otegi, entre Sagardui e Nelson Mandela e a comparação entre a situação da África do Sul naqueles tempos e actual em Euskal Herria, mas defende que «tais comparações não levam à conclusão da existência do ilícito criminal imputado».

Afirma que dos escritos de acusação apresentados «também não se deduz que o alvo da exaltação fosse a figura do preso da ETA ou os crimes por ele cometidos», nem que aquilo que o político elgoibartarra pretendia «fosse louvar as actividades terroristas de Sagardui, mas apenas denunciar o que considerou ser uma legislação e uma política penitenciária injustas».

O tribunal aplica o princípio de in dubio pro reo – em caso de dúvida, a favor do arguido – para concluir que o acto não constituiu «enaltecimento do terrorismo» e absolver Otegi.
Fonte: Gara via kaosenlared.net


Sentença íntegra

Apresentam uma queixa contra Garzón por incumprimento do seu protocolo para a prevenção da tortura

Alguns dos nove jovens que foram detidos no dia 22 de Julho de 2008 na Bizkaia (EH), Galiza e Andaluzia, familiares, advogados e membros do TAT (Grupo contra a Tortura) deram uma conferência de imprensa ontem em Bilbo para dar a conhecer a queixa que apresentaram contra o então titular do Tribunal de Instrução número 5 da Audiência Nacional, Baltasar Garzón; a médica forense Carmen Baena Salamanca e o instrutor e secretário da Guarda Civil que comandou a operação.

As razões, segundo explicaram, são o incumprimento do protocolo implementado por Garzón para prevenir as torturas e maus tratos, apesar de o tribunal especial lhes ter garantido que ia ser aplicado e que todo o período de detenção ia ser gravado. O próprio Garzón afirmou publicamente que iria ser aplicado, tal como lembraram hoje.

No entanto, segundo disseram, os detidos não foram acompanhados enquanto permaneceram incomunicáveis e apenas foram gravados nos corredores dos calabouços.

Todos os detidos afirmaram na presença de Garzón ter sido torturados, mas, mesmo assim, o juiz mandou sete deles para a prisão.

Um deles, Gaizka Jareño – absolvido num primeiro julgamento –, apresentou o seu testemunho na conferência de imprensa, tendo aboradado as sequelas psíquicas e tudo o que período de incomunicação representou para eles, as «agressões, ameaças e humilhações» que sofreram.

O jovem fez um apelo aos cidadãos para que se mobilizem contra o regime de incomunicação e a tortura.

Por seu lado, a advogada Ane Ituiño lembrou o «circo mediático» que se montou à volta daquela operação, um «circo» que, segundo sublinhou, teve sequência há três meses na Audiência Nacional quando, num julgamento, foi emitido um vídeo policial em que Arkaitz Goikoetxea – detido também na mesma operação – assumia uma acusação da qual foi depois absolvido, sendo que os meios de comunicação «esconderam deliberadamente» o modo como se tinha conseguido [«a falsa confissão»], ou seja, depois de ter sido «torturado e de o terem ameaçado a ele e à sua companheira».

Ituiño também criticou a recente eleição de Garzón como membro espanhol do Comité para a Prevenção da Tortura (CPT) do Conselho Europeu, o que interpreta como «mais um passo para ocultar a prática da tortura» no Estado espanhol.
Fonte: Gara

Tortura
Os jovens bascos que estão a ser julgados no novo Tribunal de Ordem Pública reconheceram entre os polícias que depõem aqueles que os torturaram há três anos. Um mau bocado, que se vem juntar a um processo que visa castigar o seu trabalho político. Quando a justiça honrar o seu nome, serão os torturadores que se sentarão no banco dos réus dos tribunais, que não se hão-de parecer com essa tétrica Audiência Nacional. / OLASO
Fonte: Gara

O Governo de Gasteiz proibiu a realização das concentrações pelos presos de 31 de Julho

O Departamento do Interior do Governo de Gasteiz proibiu as concentrações em defesa dos presos convocadas para dia 31 de Julho junto às estradas. Esta iniciativa é habitual, aproveitando a saída para as férias, sendo que este ano foi pedida autorização para a realização de concentrações em quatro estradas de Araba: em Lopida, na N-1, em Agurain, na N-1, em Asparrena, na N-1, e em Urkabustaiz, na AP-8.
Apesar de se tratar de uma convocatória habitual, o Departamento do Interior alega que a mobilização acarreta riscos de segurança e não deu autorização para a sua realização. Em concreto, afirma que a presença de faixas, pintadas e ajuntamentos de pessoas nessas estradas da rede viária principal podem distrair os condutores. O Departamento do Interior acrescenta que as concentrações se poderiam realizar em locais onde não afectassem o trânsito.
A esquerda abertzale criticou a proibição, afirmando que fica claro qual é a «receita» de Patxi Lopez para a nova fase: «continuar com a tortura, continuar a proibir mobilizações, e, em suma, a tolerância zero».
Notícia completa: Berria

Concentração em Antsoain
Em Antsoain (Nafarroa), vinte pessoas participaram numa concentração, na quinta-feira, para denunciar o acidente sofrido no sábado passado por familiares de Roxika Iriarte, juntamente com familiares de Aiala Zaldibar, quando a iam visitar. O sinistro ocorreu junto a Aranda de Duero. Para ontem, às 19h00, estava prevista uma nova concentração em frente à Câmara Municipal da localidade navarra.
Para além disso, 84 pessoas mobilizaram-se em Burlata (Nafarroa) em defesa dos direitos dos presos.
Fonte: Gara

A Lau Haizetara Gogoan critica a atitude do PNV face à Lei da Amnistia

A Lau Haizetara Gogoan, coordenadora que agrupa colectivos memorialistas, associações de vítimas do franquismo e do terrorismo de Estado em Euskal Herria, faz uma apreciação negativa da atitude do PNV no Parlamento espanhol relativamente a uma iniciativa do Bloque Nacionalista Galego que visava reformar a Lei da Amnistia de 1977. Segundo a Lau Haizetara, essa lei é considerada por grupos internacionais como «uma autêntica lei de ponto final».
A proposta de reforma foi rejeitada com os votos contra e abstenções de PSOE, PP, CiU e PNV. A associação referida criticou especialmente o PNV, por considerar que «não quis emendar o erro que cometeu há 35 anos».

Responsáveis
Um dos pontos que irritaram a Lau Haizetara foi a argumentação apresentada pelo PNV. O colectivo refere que, depois de se abster, o porta-voz jeltzale perguntou «quem é que poderia ser julgado, tendo em conta que o franquismo cometeu os seus maiores crimes durante a guerra e nos anos imediatamente posteriores».
A este respeito, a Lau Haizetara lembrou que Manuel Fraga - presidente honorário do PP - foi responsável directo pela «matança policial de Gasteiz» de 3 de Março de 1976, na qual «foram assassinados cinco trabalhadores». E denunciaram «a impunidade dos responsáveis e cúmplices do franquismo».
Fonte: Gara

Ver também: «LHG denuncia la actitud del PNV en Madrid por defender la Ley de Punto Final y avalar la impunidad franquista» (Lau Haizetara Gogoan)

75.º aniversário do bombardeamento de Andikona
Otxandio Udala * E.H.
No dia 22 de Julho de 1936, quatro dias depois do levantamento franquista, a localidade de Otxandio (Bizkaia) foi bombardeada pelas forças golpistas, numa acção que provocou a morte a 61 pessoas, civis na grande maioria. Este facto e os anos da guerra e do pós-guerra marcaram directamente a vida de toda uma geração de otxandiotarras, tornando-se ainda numa referência vital de grande transcendência para as gerações vindouras. Exemplo disso é a homenagem anual aos assassinados que se realiza na Andikona plaza (principal cenário do bombardeamento) desde 1978...

Fonte: SareAntifaxista

Kepa Junkera - «Gaztelugatxeko martxa»


Gravação ao vivo no Teatro Arriaga, em Bilbo, de um tema que pertence ao álbum K (2003), com a colaboração de La Bottine Souriante e dos Oreka TX.

Mais logo, Kepa Junkera toca ao vivo no KUKUTZA GAZTETXEA (Errekalde auzoa, Bilbo).

sexta-feira, 22 de julho de 2011

A esquerda abertzale reafirma que PP e PSOE procuram colocar obstáculos à nova fase política

Numa conferência de imprensa em Donostia, Txelui Moreno e Miren Legorburu expressaram a sua solidariedade aos 17 jovens que estão a ser julgados desde segunda-feira passada numa audiência de «carácter marcadamente político».

Para a esquerda abertzale, PP e PSOE «sentem-se fragilizados» numa «fase política» em que «o confronto de ideias e de projectos se afigure como uma actividade normalizada e coloque um ponto final ao conflito e às suas consequências», querendo, por isso, «evitá-lo».

«Agem com base na debilidade e na irresponsabilidade, colocando entraves a um processo e a uma nova fase política que não tem marcha atrás», afirmaram, acrescentando que «não é por acaso que os dois partidos maioritários do Estado espanhol fixam os critérios políticos da AN espanhola e lhe atribuem um protagonismo renovado».

E não lhes causa estranheza que os jovens independentistas bascos «sejam o alvo judicial e político» da Audiência Nacional e «dos seus instigadores políticos», pois, «através de sentenças exemplares, pretendem cortar os pés a uma juventude que quer avançar e tomar estes novos tempos nas suas mãos», disseram.

Os representantes abertzales realçaram que este julgamento «e todos os que estão previstos como forma de travar e condicionar a nova realidade e a actividade política que os agentes bascos têm o direito a exercer» são «absolutamente rejeitados e rejeitáveis», já que, tal como na audiência relativa ao «caso Bateragune», propõem «um cenário de obstinação e de não soluções que foi abandonado pela maioria política, sindical e social deste país».

Apoio à manifestação de hoje
Depois de recordar que a esquerda abertzale «deu passos para a criação de um novo cenário», Moreno perguntou «por que é que o Estado, a Audiência Nacional, o PP e o PSOE estão tão determinados em colocar obstáculos» ao processo.
«Certamente por interesses de curto prazo e por medo do debate livre e democrático», salientou.

Face à continuidade da «máquina repressiva», a esquerda abertzale entende que «só a mobilização social poderá parar esta loucura». Por isso, mostrou a sua adesão à manifestação que hoje terá lugar entre Oiartzun e Errenteria (Gipuzkoa; 19h00) para protestar contra este julgamento.
Fonte: Gara

Irati Mujika será posta em liberdade hoje
A jovem de Amezketa (Gipuzkoa) foi detida no âmbito da operação policial de Novembro de 2009 contra a juventude independentista, acusada de ligação à Segi. Ficou incomunicável e afirmou ter sido torturada.
Sairá hoje em liberdade, depois de pagar uma fiança de 10 000 euros.
Fonte: askatu.org

O Bildu abre as Câmaras Municipais aos biscainhos e reduz os salários dos seus vereadores

A autarca de Arrankudiaga, Itziar Duoandikoetxea; a de Sopela, Saioa Villanueva; e o de Meñaka, Aitor Ugarte, deram ontem uma conferência de imprensa em Bilbo para dar conta das medidas que promoveram nos 35 municípios da Bizkaia que governam.

Tendo em conta a situação de «crise aguda» motivada pelo «capitalismo selvagem e por uma política que responde aos interesses dos patrões», que afecta «muitos organismos, incluindo as câmaras municipais», uma das primeiras medidas consistiu na redução dos salários de autarcas e vereadores.

Assim, disseram que em Urduña, o corte no ordenado do autarca atingiu os 46,5%, passando a auferir 2300 euros por mês (o autarca anterior, do PNV, ganhava 4300 brutos).

E prosseguiram com a enumeração de diversos cortes e reduções em municípios como Lekeitio, Zaldibar, Gamiz-Fika, Larrabetzu ou Ondarroa.

No caso de Sopela, Saioa Villanueva afirmou que a oposição em pleno (PNV, PSE e PP) «disse que não a tudo», ou seja, à proposta avançada pelo Bildu de redução dos salários dos vereadores e também de criação de comissões para a participação dos cidadãos.

«O PNV rejeitou, inclusive, uma estrutura de governo idêntica à que os jeltzales tinham na legislatura anterior, mas com um corte de 30%, proposto pelo Bildu, nos salários dos membros da equipa de Governo», disse.

Nos municípios governados pelo Bildu procurou-se também promover a criação de «juntas municipais participativas, abertas a todos os representantes políticos votados, com as portas das Câmaras abertas a representantes sociais e dando as boas-vindas à participação de associações municipais».

Os governos da coligação abertzale também apostaram na igualdade entre homens e mulheres e, dessa forma, as técnicas passaram a trabalhar nas novas comissões de Igualdade criadas em diversas câmaras.
Fonte: Gara

Ver também:
«Solidaritat amb el dos independentistes multats per haver participat a un acte de suport a Bildu», Llibertat.cat (boltxe.info)

«O Estado espanhol estuda um recurso contra o Bildu», de G.T. (lejpb)

A Provedoria de Justiça espanhola vê lacunas na prevenção da tortura

Pela primeira vez, a Provedoria de Justiça espanhola elaborou um relatório sobre a prevenção da tortura. Fê-lo com base em trezentas visitas a centros de detenção realizadas «sem aviso prévio». No documento não se regista nenhuma denúncia de maus tratos. Não obstante, pede mudanças na legislação para «rever o regulamento da detenção sob regime de incomunicação». Expressa também preocupação quanto «à exposição mediática» das detenções.

O Behatokia reafirma a necessidade de abolir o regime de incomunicação
O Behatokia, Observatório dos Direitos Humanos de Euskal Herria, considera que o relatório apresentado pela Provedoria de Justiça «é condescendente com a tortura no Estado espanhol». Relativamente ao regime de incomunicação, o Behatokia referiu, numa primeira avaliação, que o relatório «tende mais a apoiar este regime, fixando certas previsões cosméticas, que a derrogá-lo, tal como é pedido de forma directa por organismos internacionais». E salientou ainda que o relatório vem a público num momento em que o Governo de José Luis Rodríguez Zapatero está a ultimar um projecto de reforma do Código do Processo Penal «que deixa intacto esse regime».
Notícia completa: Gara

Ver também: «O governo espanhol vai manter o regime de incomunicação como arma repressiva» (boltxe.info)

Das festas de Baiona

Anteontem demos notícia da existência de um programa alternativo. Ontem de manhã, um grupo de jovens de Baiona deu uma conferência de imprensa para dar a conhecer com maior detalhe as suas propostas para as festas da capital de Lapurdi, que decorrem na semana que vem. Reclamando um outro modelo de festa, organizaram múltiplas iniciativas.

Programa alternativo:
quarta-feira, 27, 21h00: abertura alternativa na Cordeliers karrika;
quinta-feira, 28, 18h30: poteo com elektro-txaranga pelas ruas de Baiona, a partir do Kalostrape;
sábado, 30: gazte eguna na Patxa plaza, com jogos, almoço, acto político, manifestação e concerto;
domingo, 31, 11h30: concentração em frente à igreja de Saint Andres, com o lema «UPN torturatzaileak!», seguida de almoço a favor dos perseguidos políticos.

Ver notícia mais detalhada em topatu.info
Foto: kazeta.info

Anje Duhalde - «Euskara»


Letra: http://eu.musikazblai.com/traducciones/anje-duhalde/euskara/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Andoni Zengotitabengoa há 18 dias em greve de fome em Portugal

Andoni Zengotitabengoa encontra-se há 18 dias em greve de fome. Isolado na prisão de Monsanto (Lisboa, Portugal), iniciou o protesto no dia 2 de Julho para reclamar condições de vida dignas e, desde então, a sua saúde deteriorou-se. «Jando» é diabético e os níveis de açúcar têm caído significativamente. Esta é a terceira greve de fome que empreende desde que foi detido, em Março do ano passado. Na verdade, as condições de vida existentes na prisão de Monsanto têm sido comparadas às da Guantánamo norte-americana. Na próxima quinta-feira, haverá uma concentração em frente ao Consulado de Portugal em Bilbo para denunciar a grave situação de «Jando».

Múltiplas mobilizações contra o mandado europeu em Ipar Euskal Herria
No dia 27 deste mês, terá lugar a audiência relativa a Daniel Derguy em Agen. Para esse dia estão organizadas viagens até Agen para expressar solidariedade a Derguy.

Entretanto, prosseguem as mobilizações contra o mandado europeu, de apoio a Aurore Martin e a Daniel Derguy e em defesa dos direitos civis e políticos.
Na sexta-feira, dia 22, haverá concentrações em Maule e Baiona (18h30) e em Hendaia, Donibane-Lohitzune, Senpere, Bidarte, Donibane-Garazi, Hazparne e Uztaritze (19h00).
No dia 27, viagem solidária até Agen. Os encontros estão previstos para Baiona (6h00, San Andres) e Donibane-Garazi (5h30, Kalaka).
Fonte: askatu.org

Amigos e familiares deram as boas-vindas a Igor Katxorro
O jovem tinha sido preso a 16 de Novembro em Barakaldo, acusado de queimar uma caixa de multibanco. Na sexta-feira, foi posto em liberdade e sem ter de pagar fiança.
Depois da habitual concentração das segundas-feiras pelos presos na Bide Onera plaza, juntou-se muita gente para dar as boas-vindas ao ex-preso. Na taberna El Casal estavam umas 150 pessoas, e nos passeios também havia muita gente.
No local, Igor Katxorro retirou a sua fotografia da parede por entre os aplausos dos presentes e os gritos de apoio aos presos. Katxorro abriu a primeira garrafa de champanhe e, depois de fazer um brinde aos presos com os presentes, lembrou aqueles que ficaram na prisão e enfatizou a necessidade de continuar a trabalhar até que todos estejam cá fora.

Ongi etorri a Jose Campo em Egia
Depois de 27 anos longe de casa e sete na prisão, ficou livre há duas semanas. Centenas de conterrâneos receberam-no de braços abertos em Egia (Donostia).
Fonte: askatu.org

Julgamento: Três dos jovens processados identificam vários polícias como seus torturadores

Catorze agentes da Polícia espanhola depuseram na terceira sessão do julgamento de 17 jovens independentistas de Oarsoaldea (Gipuzkoa) que está a decorrer na Audiência Nacional espanhola.

Na parte da manhã, o primeiro a depor foi o chefe da Brigada de Informação em Gipuzkoa, que, entre outras coisas, disse que não se pode provar que a Segi controlasse as gazte asanbladas [assembleias juvenis], ou que organizasse o Gazte Topagunea. Acrescentou que se limitou a assinar documentos e que confiava «inteiramente» nos seus colegas. Outro dos agentes afirmou que a operação de Oarsoaldea foi uma consequência da que antes ocorreu em Donostia.

Mas o aspecto mais significativo deste dia teve lugar após o intervalo para almoço. A dada altura, um dos processados, Xabier Lujanbio, referiu-se ao agente que estava a depor como a pessoa que mais activamente participou nas sessões de tortura que afirma ter sofrido quando foi detido. Segundo contaram ao Gara pessoas próximas dos arguidos, o jovem ficou bastante nervoso, chamou «torturador» ao polícia e disse-lhe que o olhasse nos olhos e «negasse» que o tinha torturado. Sofreu um ataque de ansiedade e o presidente do tribunal, Javier Gómez Bermúdez, deu-lhe autorização para abandonar a sala, de forma a poder acalmar-se.

Posteriormente, mais dois arguidos, Arkaitz Anza e Josu Arruabarrena, reconheceram outros agentes que terão participado na sua detenção e torturas. Também eles tiveram de sair da sala.

A sessão terminou pelas seis da tarde, e os acusados e seus familiares e amigos puseram-se a caminho de Euskal Herria. Todos menos três - Oihana Mujika, Egoitz Urbe e Iker Zabala -, que foram detidos em Errenteria na segunda-feira passada depois de se recusarem a comparecer em Madrid. Estão encarcerados em Soto del Real.

O julgamento será retomado na quarta-feira com os depoimentos de mais dois polícias, ditos peritos.
Fonte: Gara

Leituras

«Al obispo Munilla, fascista militante, no le soporta ni dios», de Carlos TENA (lahaine.org)
José Ignacio Munilla foi nomeado bispo de Donostia (San Sebastián) há cerca de dois anos, por proposta do não menos extremista cardeal Rouco Varela.

«Una propuesta de consenso», de Xabier MAKAZAGA (boltxe.info)
Será que [o PSOE] decide finalmente começar a dar passos realmente corajosos ou continuará preso à vasta sombra do PP? A bola está no seu campo.

«La libertad sofocada», de Antonio ALVAREZ-SOLÍS (Gara)
O autor insiste na ideia de que a liberdade é um valor absoluto, que não se pode fraccionar, e pergunta se se pode falar seriamente de liberdade, no caso deste país, quando para 300 000 habitantes o horizonte se pode transformar em zona tormentosa, dado o afã de certos políticos espanhóis em ilegalizar o Bildu. Considera que, desta forma, mais se acentuam as divisões profundas entre os povos espanhol e basco. Antonio Álvarez-Solís defende também que «os espanhóis se desconhecem na paz» e que a sua «grande empresa nacional» está manchada por desejos de vingança e de domínio.

«Una surrealista idea de la transparencia», de Iñaki IRIONDO (Gara)

[Relacionado com o artigo anterior: Vídeo da Lehendakaritza]

A Ertzaintza despeja a «Kutxi 103» depois de cinco anos de ocupação em Gasteiz

A Ertzaintza pôs fim, esta terça-feira, à ocupação da «Kutxi 103». Um imóvel ocupado há cinco anos por um grupo de jovens que, na Rua Cuchillería, procuraram denunciar o modelo de consumo «imposto» pela Fundación Catedral Santa María, proprietária do edifício.

Num comunicado, os quatro integrantes da assembleia do «Kutxi 103», explicaram que o despejo se iniciou às 9h00, quando os agentes da Ertzaintza e da Polícia Local gasteiztarra entraram no edifício, que nessa altura se encontrava vazio.

Nas palavras dos residentes, as patrulhas destacadas para levar a cabo a acção de despejo apresentaram-se na Rua Cuchillería «com uma atitude violenta e desafiadora». Uma forma de actuar de que foi testemunha Elena, uma proprietária moradora na casa contígua ao imóvel despejado.

Segundo afirmaram os jovens inquilinos, durante a operação policial, os agentes da Ertzaintza «insultaram, agrediram e identificaram» a moradora. Uma senhora que, tal como os jovens desalojados, vive «sob a ameaça de expropriação» pela Fundación Catedral Santa María.

Contudo, fontes do Departamento do Interior de Lakua afirmaram que no decorrer da operação não se verificaram quaisquer confusões, referindo que a moradora requisitou assistência médica na sequência de um ataque de ansiedade.

A primeira reacção política ao despejo veio da parte do grupo municipal do Bildu, que responsabilizou a Agencia de Rehabilitación Integral de la Ciudad Histórica, dependente da Câmara Municipal gasteiztarra.

Nova ocupação
Seja como for, para os jovens da «Kutxi 103» a acção de despejo serve de impulso para «tudo o que aí vem». «Não nascemos para estar quietas, e queremos continuar a ocupar, agora o número 3 da San Francisco», acrescentaram.

No novo imóvel ocupado, um edifício de quatro andares situado junto à Rua Pintorería, os jovens da «Kutxi 103» esperam continuar a trabalhar pela exigência de um modelo de bairro «mais justo», e que procure criar uma Alde Zaharra «mais viva».

As pessoas envolvidas no movimento autogerido lembraram ainda que a habitação deve ser um direito, «não um negócio para apenas alguns cidadãos de Gasteiz».

Ion SALGADO
Fonte: Gara

Associações de moradores pedem a Azkuna que não oculte informação sobre o Kukutza

A Federação de Associações de Moradores de Bilbo manifestou na terça-feira o seu apoio ao Gaztetxe Kukutza, considerando que a sua demolição é «um dos mais graves atropelos à memória e ao futuro» do bairro. Pediu ao autarca, Iñaki Azkuna (PNV), que dialogue em busca de uma solução. A federação pensa que «está a esconder informação aos bilbaínos quando afirma que a solução para o Kukutza representaria uma despesa de seis milhões de euros». Propõem à Câmara a cedência de outras zonas edificáveis com o mesmo volume ao proprietário, de forma a manter o edifício onde fica o Kukutza.
Fonte: Gara

Ver também: «Bilboko Auzo Elkarteen Federazioak babesa agertu dio Kukutzari» (Bilbo Branka)

«90 arquitectos e urbanistas destacam o papel do Kukutza na vida urbana de Errekalde e Bilbo» (Bilbo Branka)

Documentário: A história e o trabalho do Kukutza Gaztetxea
No Kukutza, proximamente:
SORKUN, Uztailak 21 de Julho, 22:00etan
Sorkun akustikoan
À borla

BERTSO BAZKARIA, Uztailak 23 de Julho, 14:00etan
Bertsolaris: Arkaitz Estiballes, Onintza Enbeita e Peio Ormazabal

Bilhetes (5€) à venda: Zohardia (Errekalde), Kukutza Gaztetxea (Errekalde), Bar Tobogan (Errekalde) e Errondabide (Alde Zaharra)

KEPA JUNKERA, Uztailak 23 Julho, 19:00etan
Kepa Junkeraren Sesioa + Irish Folk Session
À borla

Fonte: Sare, Sare eta Sare