segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Etxeberria afirma que a nova força política é fruto de «uma reflexão de alcance histórico que marca um antes e um depois»

A esquerda abertzale assumiu o «compromisso firme e inquestionável da aposta nas vias exclusivamente políticas e democráticas, sem marcha atrás», segundo anunciou Rufi Etxeberria na apresentação dos estatutos da nova força política, que será registada nos próximos dias. Salientou que «rejeita e se opõe ao uso da violência ou à ameaça da sua utilização para a consecução de objectivos políticos, incluindo a violência da ETA, se ela existisse em qualquer das suas manifestações».

Intervenção de Etxeberria: eus - cas

Intervenção de Iruin

Galeria de fotos

Rufi Etxeberria destacou que na aposta da esquerda abertzale «não há escapismos literários», mas um «passo determinante» baseado no percurso iniciado e na resolução «Zutik Euskal Herria».

Precisou que se trata de uma reflexão de «alcance histórico», que marca um «antes e um depois» no percurso da esquerda abertzale, que se assume de forma autónoma e soberana e que está ligada ao firme compromisso de alcançar um cenário de paz e de soluções democráticas.

Etxeberria considerou que o eixo fundamental reside na aposta firme nas vias políticas e democráticas, num processo democrático que acabe com o ciclo de confrontação violenta, tal como vem no Acordo de Gernika.

Referiu que a nova força política «rejeita e se opõe ao uso da violência ou à ameaça da sua utilização para a consecução de objectivos políticos, incluindo a violência da ETA, se ela existisse em qualquer das suas manifestações».

Durante a sua intervenção, defendeu a convergência e a confluência de forças pela mudança, uma política de alianças ampla para tornar possível a mudança política na senda democrática, e atribuiu o protagonismo à sociedade basca.

Perante ela, a comunidade internacional e as pessoas reunidas no Euskalduna pediu a legalização da esquerda abertzale.

Depois de Etxeberria, o advogado Iñigo Iruin abordou o aspecto jurídico dos estatutos, que serão inscritos na quarta-feira no registo de partidos políticos do Ministério espanhol do Interior.

Disse que foram elaborados com base nos requisitos estabelecidos pelo Supremo Tribunal espanhol na ilegalização do Abertzale Sozialisten Batasuna (ABS).

Iruin referiu que o novo projecto político representa «a ruptura com os modelos organizativos e formas de funcionamento com que este espaço social e político se dotou no passado e, portanto, com os vínculos de dependência que tinha».

«Trata-se de impedir a sua instrumentalização por organizações que pratiquem a violência ou por partidos políticos que foram ilegalizados por causa da sua conivência com ela», indicou.
Fonte: Gara

«Etxeberrria: "Urrats berria eta baldintzarik gabekoa da, mozorrorik gabea; indarkeriaren aurka gaude"» (Berria)
«Etxeberria: "Este é um passo novo e não condicionado, sem disfarces; estamos contra a violência"»

«Ampla representação política e social na apresentação do novo partido da esquerda abertzale» (Gara)

«LARGA MARCHA frente a las trabas del estado», de Martin GARITANO
Desde que, em Maio de 1978, uma coligação de quatro partidos abertzales e de esquerda e um grupo de independentes formaram o Herri Batasuna, a legalização da esquerda independentista e da sua acção política foi uma corrida de obstáculos contra ao Estado espanhol.
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«O EA afirma que "já não pode haver argumentos jurídicos" para evitar que a esquerda abertzale concorra»

«A Alternatiba considera que o Estado "não pode ter o descaramento" de ilegalizar a nova força política»

«O Aralar sublinha que para o Estado é "muito difícil apresentar desculpas"»
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«O PNV pede ao Governo "que tenha coragem"»

«O PSOE considera que é uma "grande novidade"»

«López: "Ouvimos coisas que nunca tinham sido ditas"»

«O Executivo de Iruñea afirma que "não basta apresentar um papel"»

Etxauri presta homenagem à ikurriña vetada pelo Governo de Nafarroa


«Em Etxauri consideramos a ikurriña como algo de nosso. Vimo-la mil vezes a girar na praça, as crianças pintam-na para o programa das festas. É nossa. Agora dizem-nos que aquilo que sentimos como nosso não é nosso. Que o querer não é livre, que há quem decida por nós. Por isso levaram-na à força. Como se assim também levassem o que somos...» Isto faz parte do texto que está na placa que ontem colocaram em Etxauri durante um acto político em substituição da ikurriña que foi retirada por ordem judicial.

Anteriormente, em 2004, o Governo navarro obrigou a tirar a ikurriña da sede da Câmara Municipal, e foi então que uma iniciativa popular colocou três mastros no frontão, com a ikurriña num deles. Não contente, o ano passado o Governo recorreu de novo aos tribunais e o Município recebeu há alguns dias uma ordem judicial para proceder à sua retirada.

A Câmara decidiu retirar a ikurriña «para evitar males maiores», mas deixando claro que isto «não significa que a vontade nem os sentimentos da maioria dos habitantes da terra tenham mudado».
Fonte: Gara

Manifestação em Noain: Pitu eta besteak askatu!


Liberdade para Pitu! Denok gara apurtu! Todos somos apurtu!

No sábado passado, duzentas pessoas manifestaram-se em Noain em protesto contra a última operação policial. Após a marcha, anunciaram que vão efectuar concentrações todos as primeiras sextas-feiras de cada mês para reclamar a libertação de Pitu. Será às 20h00 na rotunda, junto à gasolineira.
Fonte: ateakireki.com

Ver também:
«No más ataques aos direchos civiles y políticos. Libertad de expresión» (SareAntifaxista)

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Legalização da esquerda abertzale


«Um Congresso de mais de 300 delegados, órgão máximo do novo partido», de Ramón SOLA

«Uma renovação em profundidade», de Iñaki IRIONDO
A esquerda abertzale chega à apresentação de amanhã depois de ter desenvolvido um profundo debate e de ter efectuado uma renovação da sua aposta estratégica num contexto difícil, marcado pela repressão constante, com cerca de uma dezena de operações, que, no entanto, não conseguiram abortar a aposta numa estratégia eficaz por parte do independentismo, que agora se vê materializada.

A activação da sociedade tornará possível a legalização

Declarações de Txelui Moreno, porta-voz da Ezker Abertzalea.
Fonte: ezkerabertzalea.info

Na foto, mural a favor da legalização da esquerda abertzale em Ondarroa (Bizkaia).

«O Governo espanhol reúne-se com polícias e magistrados para preparar a perseguição ao novo partido» (Gara)
O Governo já começou a preparar a sua estratégia para impedir o registo da nova força política da esquerda abertzale com vista às eleições municipais e forais do próximo mês de Maio, tendo para isso mantido uma série de contactos com polícias e magistrados.

Leituras


«Obsesión por mantener roto el jarrón», de Floren AOIZ, www.elomendia.com

«Las huestes de Simón y de Yolanda», de Fede DE LOS RÍOS

«El estrago», de Antonio ALVAREZ-SOLÍS, jornalista

«Periodismo de verdad («versus»), periodismo de mierda», de Oskar BAÑUELOS, jornalista

Arantza Amezaga: «Há que recuperar os grandes capítulos da História porque nos tiraram a memória»


Arantza AMEZAGA, bibliotecária, escritora e historiadora, entrevistada por Fermin MUNARRIZ

Es usted hija de un matrimonio al que la Guerra del 36 empujó al exilio en América. El desgarro y la nostalgia siempre acompañan al exiliado... ¿Cómo lo vivió usted en su familia?
Ler mais: Gara

Bideoa/Vídeo: http://www.gara.net/bideoak/110204_amezaga/index.php

Em Zornotza, conterrâneos e amigos recebem Saioa Agirre, apesar da Ertzaintza


Saioa Agirre saiu em liberdade na quinta-feira, depois de pagar uma fiança de 30 000 euros. Chegou a Zornotza (Bizkaia) por volta da 1h00. Nessa altura, já se tinham juntado umas 200 pessoas para recebem e expressarem apoio a Saioa. Com toda esta gente junto à Herriko Taberna, apareceram dezenas de ertzainas em oito carros-patrulha e duas furgonetas (por volta da 1h15). Então, gerou-se grande tensão, por entre identificações, insultos, ameaças de detenção e empurrões por parte dos agentes. Por fim, duas pessoas tiveram de apresentar o B.I. e, às 2h00, tudo acabou.
Na nota emitida pelo Movimento pró-Amnistia afirma-se ainda que nada de grave aconteceu «porque as pessoas se mantiveram calmas perante as provocações da Ertzaintza» e que «a solidariedade com os perseguidos políticos não irá parar». «A solidariedade não é nenhum crime e, como tal, na sexta-feira que vem, às 19h00, os cidadãos de Zornotza vão dar outra vez um ongi-etorri a Saioa», anunciaram.
Fonte: askatu.org
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A Polícia espanhola interrompe viagem solidária a Tarascon
De acordo com o portal BurlataHerria, o autocarro que na sexta-feira partiu de Burlata (Nafarroa) com destino às prisões de Tarascon e a Arles (Estado francês), no âmbito de uma iniciativa solidária com os presos Mikel Almandoz e Jon González em que também participou um autocarro proveniente de Santutxu (Bilbo), era esperado pela Polícia espanhola à saída dos túneis de Ezkaba e foi depois retido durante uma hora. Todos os 43 ocupantes – habitantes de Burlata e Atarrabia (Nafarroa) – foram identificados, revistados e filmados.

Félix Placer diz ao juiz que vela pelos presos e pelas vítimas
O padre Félix Salvador Placer Ugarte teve de depor como testemunha perante o juiz da Audiência Nacional espanhola Santiago Pedraz, em virtude de ter participado como convocante da marcha que se realizou em Bilbo no passado dia 8 de Janeiro por iniciativa da plataforma «Egin dezagun urratsa» e à qual aderiram 64 000 pessoas. Poucos dias volvidos, a Procuradoria espanhola apontou para ali as baterias, com o argumento de que, durante a manifestação, «se podia ter cometido um crime de enaltecimento do terrorismo».
A testemunha, membro da Coordenadora de Sacerdotes de Euskal Herria, disse ao juiz que duas pessoas «do grupo de 100» que se reúnem às sextas-feiras para reclamar os direitos dos presos políticos bascos lhe pediram que assinasse a autorização, o que aceitou porque «se assegurou de que não havia grupos pró-etarras». Disse que respeita as instituições e que «não quer a violência», acrescentando que «vela pelos direitos dos presos da ETA e das vítimas».
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Sentença da AN
Ainara Vázquez, por seu lado, foi absolvida pela Audiência Nacional do crime de cooperação com a ETA, pelo qual o magistrado do MP pedia 7 anos de prisão. Vázquez foi detida em Junho de 2009 juntamente com Patxi Uranga e Olatz Lasagabaster, que foram julgados no passado dia 19 de Janeiro.
Numa mesma sentença, o tribunal condena Uranga e Lasagabaster a 12 anos de prisão por pertença à ETA e por depósito de explosivos.
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Mobilizações
Em defesa dos direitos dos presos, na quarta-feira concentraram-se 100 pessoas no Arriaga, em Bilbo, 45 em Atarrabia e 107 em Burlata. Na quinta-feira, em Iruñea juntaram-se 67 pessoas nos bairros de Iturrama e Donibane, 19 no de Arrosadia, 65 no da Txantrea e 40 na Alde Zaharra.
Na sexta-feira, reunira-se 30 pessoas em Antzuola, em Deba e em Lizarra 45, em Oñati 60, em Getaria 35, em Lekeitio 102, em Ondarroa 207, na Sabin-Etxe, em Bilbo, 120, em Bergara 82 e em Ugao 35. Para além disso, em Elizondo e Arbizu juntaram-se 40, em Lazkao 60, em Mundaka 21, em Berriozar 45, em Amurrio 55, em Gatika e Barañain 42, em Soraluze 53, em Algorta 122, em Andoain 48, em Lezo 38, em Bera 22, em Gasteiz 460, em Donostia 105, em Urretxu-Zumarraga 50, em Elgoibar 53, em Zizur 30, em Larraga 32, em Etxarri-Aranatz 71 e em Iruñea 260.
Fonte: Gara

De acordo com o Movimento pró-Amnistia, em Zarautz, também na sexta-feira, 250 pessoas participaram numa manifestação para exigir a liberdade de Tximas, no âmbito de múltiplas iniciativas que estão a decorrer nesse sentido.

Denunciam em tribunal a violenta acção de despejo num armazém de Iruñea


Nove pessoas, apoiadas por uma vintena de membros da iniciativa «Kapitalismotik at», apresentaram queixa no Tribunal de Instrução de Iruñea, na sexta-feira, por causa da violenta acção de despejo de que foram alvo há uma semana, quando se encontravam num armazém que tinham ocupado no bairro de Errotxapea. O armazém não era utilizado há sete anos.
Antes de comparecerem, um a um, perante o juiz de guarda, os jovens disseram em conferência de imprensa que o despejo foi liderado pelo chefe da Polícia Municipal de Iruñea, Simón Santamaría, e que, além de identificarem 45 pessoas, lhes confiscaram ilegalmente os seus telemóveis e agrediram alguns dos presentes. Tal como figura na queixa que interpuseram, a apreensão dos seus telemóveis representa uma violação da intimidade, que é «um direito fundamental reconhecido pela própria Constituição espanhola».
Também deixaram registado por escrito que o despejo se efectuou sem qualquer aviso, sem que o proprietário do armazém tivesse apresentado qualquer queixa e sem o respectiva ordem judicial.
Os queixosos consideram que foi violada a privacidade das comunicações e o direito à proteção de dados, bem como o princípio da legalidade e o direito à sua integridade física e moral. Pediram ainda ao juiz que solicite à Polícia Municipal a entrega dos telemóveis que ainda não devolveu aos respectivos donos.
Às 19h00, uma centena de jovens manifestou-se na Alde Zaharra de Iruñea.
Iñaki VIGOR
Fonte: Gara

Mais informação sobre o despejo: «Despejam ilegalmente o novo Gaztetxe de Iruñea» (lahaine.org)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Movimentos políticos em Euskal Herria: A esquerda abertzale afirma que "não atira a toalha ao chão" e apela à unidade

A esquerda abertzale está convencida de que «a unidade de todo o espaço progressista de esquerda e abertzale de Nafarroa é a melhor garantia» para se conseguir uma mudança política e social, sendo isso «o que verdadeiramente tira o sono à direita».

Por essa razão, afirma que «não atira a toalha ao chão» e insiste que, «se houver vontade, há tempo», pelo que espera uma resposta da NaBai ao seu pedido de reunião, que não se pôde realizar por causa da detenção e posterior encarceramento de um dos seus interlocutores, Gorka Mayo.

Foi isso que os porta-vozes abertzales Mariné Pueyo, Xanti Kiroga e Txelui Moreno hoje disseram em Iruñea ao fazerem uma avaliação da situação na NaBai, numa conferência de imprensa em que destacaram que o desejo da esquerda abertzale «é o de unir, nunca separar».

Na sua opinião, a situação «de divisão da direita PP-UPN» e a «falta de liderança e desgaste evidente no PSN, em virtude do seu apoio total a Sanz e Barcina» tornam hoje mais possível que nunca «derrotar a direita mais reaccionária da Europa».

No entanto, considera que a entidade eleitoral «que nos tem de conduzir à mudança política e social não pode ser excludente» e «as práticas e relações políticas não podem estar sujeitas a vetos e ultimatos».

Os representantes abertzales insistiram na ideia de que a unidade é «imprescindível», uma unidade que, segundo precisaram, deve assentar num programa que aposte na resolução do conflito e no «plano que o EA, o Aralar e a esquerda abertzale traçaram e firmaram em Gernika», e que «tenha Euskal Herria como marca de identidade e um perfil de esquerda».
Fonte: Gara

Sobre a situação da NaBai: «Los socios de NaBai se enrocan en sus posturas y la coalición se da por rota», de Aritz INTXUSTA (Gara)

Ares defende a actuação da Ertzaintza no dia da Greve Geral e comunica a um deputado do Aralar que está indiciado

O conselheiro do Interior de Lakua, Rodolfo Ares, respondeu ontem no Parlamento de Gasteiz a uma interpelação de Mikel Basabe sobre a actuação da Ertzaintza durante a greve geral de 27 de Janeiro, em concreto sobre a carga policial que se ocorreu ao meio-dia em Gasteiz, na qual o deputado do Aralar Mikel Basabe foi agredido por um ertzaina.

Basabe disse que viu uma agente agredir com o cacetete uma pessoa que estava a sair do local onde se tinham verificado os incidentes, que ele perguntou à agente, em euskara, por que o tinha feito e que, nesse momento, um outro agente o agrediu a ele mesmo.
Afirmou que, quando lhe pediu o seu número de identificação, voltou a ser novamente agredido, algo que se repetiu até dizer que era deputado.

Ares disse lamentar que pessoas que não tinham a ver com os incidentes se tivessem visto envolvidas pela acção policial, mas pediu que seja analisado o «contexto» em que Basabe e outras pessoas foram agredidas ou levaram «algum empurrão». «Desde o início houve gente que se dedicou a provocar conflitos com a Ertzaintza», disse.

«Nesse contexto de tensão e de conflito, a Ertzaintza agiu com profissionalismo e proporcionalidade», defendeu, acrescentando que a Polícia autonómica «não provoca incidentes ou situações de conflito», mas que «cumpre a sua obrigação de garantir o direito dos cidadãos a fazer greve» e de «garantir que as pessoas que queiram aceder ao seu posto de trabalho o possam fazer».

Ares dirigiu-se a Basabe para lhe lembrar que, caso o deseje, pode recorrer aos tribunais «para apresentar todas as queixas que considerar oportunas» sobre a acção policial, aproveitando a deixa para o avisar que «também existe alguma queixa neles contra si».

O Aralar vai apresentar queixa
Posteriormente, em declarações aos jornalistas nos corredores do Parlamento, explicou que no processo aberto sobre os incidentes de Gasteiz se inclui uma acusação por «desobediência» aos agentes da autoridade contra o parlamentar do Aralar.

Depois de ouvir o conselheiro, o Aralar anunciou que vai apresentar uma queixa contra a Ertzaintza, por entender que, com as explicações que deu, «não nos resta outro remédio senão ir para tribunal».
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Na foto de cima, o conselheiro Rodolfo Ares; na de baixo, Mikel Basabe.

«Cargas e respostas desproporcionadas» (Gara)

Confirmam a condenação de três jovens «por roubarem a bandeira francesa»

Gara, Uztaritze * E.H.
O Tribunal de Apelação de Pau confirmou ontem a sentença emitida há um ano pelo de Baiona contra três jovens da Segi que foram acusados de retirarem uma bandeira francesa colocada no monumento aos caídos na I Guerra Mundial em Uztaritze (Lapurdi), no dia 11 de Novembro de 2009.
Assim, Aintza Zufiaurre, Antton Rouget e Andoni Anetas foram condenados, cada qual, a uma multa de 300 €, um mês de prisão sem obrigação de cumprimento e a 120 € por despesas de processo judicial.
O mesmo Tribunal confirmou também a condenação a uma multa de 500 € de Jean-Michel Aizager, que foi condenado na capital de Lapurdi por se recusar a dar amostras do ADN para análise. O agricultor vai recorrer da sentença no tribunal de cassação.
Fonte: SareAntifaxista

Ver Também: «Disproportionné», de Giuliano CAVATERRA (Lejpb-EHko_Kazeta)

Manifestação em Noain, hoje, pela liberdade de Pitu e dos restantes detidos
Terá lugar hoje em Noain (Nafarroa) uma manifestação para protestar contra a última operação policial, na qual foi detido e encarcerado o habitante desta localidade Miguel Angel Llamas, Pitu, acusado de ser o responsável da página apurtu.org.
A marcha terá como lema «No más ataques a los derechos civiles y políticos. Libertad de expresión», e partirá às 17h30 da Praça da Casa de Cultura de Noain. Pitu ta besteak askatu!
Fonte: ateakireki.com

O Olhar de Tasio: «Gora Garisoain!»

Tasio

Ver: «A juíza afirma que a ermida é de Garisoain e não do Arcebispado» (Gara)
O Tribunal de Primeira Instância e de Instrução número 1 de Lizarra confirmou que a ermida de Nossa Senhora do Pilar, de Garisoain (Nafarroa), pertence ao povo desta localidade e não ao Arcebispado. A juíza não deu provimento a nenhum dos argumentos da hierarquia da Igreja católica, que pretendia assenhorear-se desta ermida, pese embora a Freguesia de Garisoain já a ter inscrito em seu nome em Março de 2008. Iñaki VIGOR [Nota: esta sentença reveste-se de grande importância para a luta das plataformas populares contra o roubo do património em Nafarroa por parte da Igreja católica. Gora Garisoain!]

«Amets amets egin» (canção popular de Ondarroa)


Aupa Ondarru!

sueña, sueña, hombre de mar, / sueña, que tu sueño puede pasar.

Otra vez vendras al muelle de Ondarru, / alli tienes a tu amor, a la que esperas, / otra vez vendras, con tu barca, / alli tienes a tu amor y tu corazón.

alli tienes a tu amor y tu corazón.

Tradução para castelhano: http://eu.musikazblai.com/traducciones/herrikoiak/amets-amets-egin/

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

«Torturarik ez!», lema das mobilizações do dia contra a tortura


Um membro do TAT e um representante do Movimento do Movimento pró-Amnistia deram ontem uma conferência de imprensa em Bilbau para anunciar as mobilizações que terão lugar por todo o País Basco no dia 13 de Fevereiro - Dia contra a Tortura -, com o lema «Torturarik ez!».

Nesse dia, passam 30 anos sobre a morte de Joxe Arregi, que faleceu depois de duramente torturado. «Nesse dia iremos evocar Joxe Arregi e todos os outros doze cidadãos bascos torturados até à morte», afirmaram.

Em Gasteiz, haverá uma concentração às 12h00 na Correos Plaza; meia hora mais tarde, terá início uma manifestação em Bilbo, que partirá do Arriaga, e às 13h00 haverá uma cerimónia de homenagem a Arregi na sua terra natal, Zizurkil (Gipuzkoa). Em Iruñea, a concentração será às 12h00 na Gaztelu Plaza.
Fonte: Gara

«13 de Fevereiro, dia contra a tortura»
Em 1981, detiveram e torturaram duramente durante nove dias o cidadão de Zizurkil Joxe Arregi. Depois desse inferno de nove dias em que permaneceu incomunicável, deu entrada no hospital de Carabanchel numa situação lamentável. O seu corpo estava arroxeado e com várias queimaduras, e não resistiu muito tempo. As suas últimas palavras naquele dia 13 de Fevereiro evidenciam a dureza do tormento a que foi submetido. Oso latza izan da (foi muito duro), foi essa a frase que disse antes de morrer.

Patxi Arratibel escreveu aztnugaL no depoimento policial que efectuou na presença da Guarda Civil em meados de Janeiro deste ano. Pediu ajuda para sair do inferno da tortura. Apesar da passagem dos anos, o inferno da tortura permanece presente em Euskal Herria. Passam os meses e as denúncias de tortura amontoam-se nos arquivos dos tribunais.

De acordo com os dados recolhidos pela Fundação Euskal Memoria, ao longo dos últimos 50 anos mais de 10 000 cidadãos bascos foram submetidos a esta selvajaria. Todos os Governos que conhecemos recorreram à tortura na louca espiral repressiva contra Euskal Herria.

Dizemos que a tortura é sistemática, e o ano passado é disso um claro exemplo. Em 2010, ertzainas, guardas civis e polícias espanhóis torturaram 63 pessoas em Euskal Herria.

Nestes tempos em que, em Euskal Herria, estamos a trabalhar para abrir um novo ciclo político, o Governo espanhol fez da tortura a sua principal arma para colocar obstáculos a este caminho. Há que salientar que, perante cada passo de aproximação dado pela organização ETA, os polícias não fizeram mais que aumentar o recurso à tortura. E isto responde claramente a objectivos políticos. O Governo espanhol mantém a decisão política de recorrer à tortura, e de forma bastante selvagem.

Durante os últimos meses, houve várias mobilizações e iniciativas contra a tortura em Euskal Herria. Mas é óbvio que o caminho percorrido não é suficiente. As denúncias de tortura sucedem-se, uma atrás doutra, provenientes das esquadras e da Audiência Nacional espanhola. Assim, está claro que temos trabalhar mais ainda do que fizemos até agora.

No dia 13 de Fevereiro cumprem-se 30 anos desde que torturaram Joxe Arregi até à morte. Nesse dia, iremos evocar Joxe Arregi e os outros doze cidadãos bascos que foram mortos pela tortura.

Nesse dia, traremos novamente para as ruas a mensagem contra a tortura.

Como tal, fazemos um apelo à participação nas múltiplas mobilizações que irão ter lugar em diversos lugares do território basco.

Fonte: askatu.org via lahaine.org

Leitura


«NaBai y el PNV», de Sabino CUADRA LASARTE, advogado
Tras la negativa de EA a aceptar las humillantes condiciones impuestas por PNV-Aralar y su consiguiente exclusión, el futuro de Na-Bai parece diseñarse de forma más clara. El culebrón vivido desde que hace un año Aralar, por boca de Txentxo Jiménez, dio su 'último' plazo y dijo su 'última' palabra de cara a cerrar el proyecto de NaBai, parece estar llegando a su fin.
En cualquier caso, es evidente que de la NaBai nacida en 2004 a la realidad actual, media un gran trecho. Y en este trecho, quien más ha arrimado el ascua a su sardina ha sido el PNV con su política neoliberal en lo social y autonomista/constitucional en lo nacional. Desprendido Batzarre del grupo inicial y excluida ahora EA por lo antes señalado, difícilmente puede venderse hoy en día una imagen de pluralidad en la composición de NaBai.

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Em liberdade e imputadas as pessoas que ainda estavam detidas pelos incidentes do txupinazo


A titular do Tribunal de Instrução número 1 de Iruñea interrogou ontem as quatro pessoas que permaneciam em instalações policiais, depois de terem sido detidas no dia anterior pela Polícia Municipal por causa dos incidentes ocorridos no txupinazo das festas de San Fermin do ano passado. Deixou-as seguir em liberdade, imputando-lhes os delitos de atentado à autoridade e de desordem pública, segundo fez saber a Efe, que se baseia num comunicado emitido pelo Tribunal Superior de Justiça de Nafarroa (TSJN).

Vídeo dos incidentes

A agência mencionada refere que uma outra pessoa que se encontrava em liberdade se apresentou voluntariamente no tribunal de guarda, tendo sido acusada dos mesmos delitos. A magistrada impôs aos cinco a obrigação de comparecer no tribunal nos dias 1 e 15 de cada mês. (Relativamente aos outros detidos, ontem presentes a tribunal, ver aqui.)

Denúncia dos vereadores independentistas
Os edis independentistas na Câmara Municipal de Iruñea criticaram o facto de se ter utilizado a Polícia Municipal para deter uma dezena de pessoas e levá-las a depor em tribunal por causa dos incidentes do txupinazo.
«Não faz qualquer sentido que, em vez de as pessoas serem intimadas nos seus locais de residência, sejam detidas em plena rua, sem aviso prévio, de forma surpreendente e sem saberem porquê, e menos cabimento tem ainda a própria detenção em si e que esta seja efectuada pela Polícia Municipal», referiram.

Para os vereadores abertzales, a acção «repressiva e política» da Polícia Municipal «está-se a tornar insuportável e está a ultrapassar todos os limites», com o «aval» da UPN e da autarca, Yolanda Barcina.
Por isso, fizeram saber que hoje irão apresentar no plenário uma iniciativa para esclarecer os factos e exigir responsabilidades.
Fonte: Gara

Mikel Gastesi na Info7 Irratia
O vereador independentista analisa a acção da Polícia Municipal de Iruñea, considerando que o seu carácter repressivo se fica a dever à orientação que lhe tem sido dada nos últimos anos por Simón Santamaría, com a bênção da autarca.
Em relação às detenções relacionadas com os incidentes que se verificaram quando este corpo policial carregou no dia no txupinazo, no ano passado, já há 16 imputados.

Familiares das pessoas ameaçadas, em Iruñea: «Vamos para a rua conquistar o direito a vivermos em paz»
Convocadas concentrações em frente à sede do PSOE em Iruñea

Vídeo da conferência de imprensa dada em Iruñea por familiares de pessoas ameaçadas pela repressão e ontem aqui noticiada. (Em euskara até aos 3'36; depois em castelhano.)
Fonte: ateakireki.com

Etxean eta libre nahi ditugulako... / Porque os queremos livres e em casa...



Euskal preso eta iheslariak Euskal Herrian libre behar ditugulako...
Porque precisamos dos presos e dos refugiados livres em Euskal Herria...
Aldarrikapena kalera atara behar dugulako...
Porque precisamos de trazer para a rua essa reivindicação...
Herriko preso eta iheslari politikoekiko elkartasuna adierazten delako...
Para manifestar a solidariedade para com os presos e os refugiados políticos...

Banderolak balkoietara!
As bandeirolas nas varandas!

O Behatokia critica Paris pelo seu veto à lei das línguas


O Observatório dos Direitos Linguísticos Behatokia criticou esta quarta-feira o Governo francês por continuar a «mostrar desdém relativamente às recomendações internacionais» em matéria de protecção das línguas minorizadas.
O protesto foi motivado pela recusa do ministro da Cultura (comunicada na véspera à Assembleia Nacional pelo da Educação, Luc Chatel) em atender à nova petição realizada pelo deputado alsaciano Armand Jung (PS) para elaborar uma lei das línguas minorizadas do Estado francês.
O representante governamental considerou que o reconhecimento destas línguas como património do Estado no enquadramento constitucional é «suficiente» para tomar medidas a favor delas e que, em consequência, não existe necessidade de uma lei específica para isso.
O Behatokia deplora a «política glotocida» de Paris, que, uma vez mais, se recusa a elaborar uma lei «que teria permitido pôr em marcha uma política linguística adequada e eficaz, bem como garantir os direitos linguísticos dos falantes de línguas minorizadas», entre elas o euskara.
A.M.
Fonte: Gara

Ver também: «Le gouvernement dit non à une loi sur les langues» (Lejpb-EHko_kazeta)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A esquerda abertzale vai apresentar na segunda-feira os estatutos do novo partido


A plataforma Lokarri organizou um acto para a próxima segunda-feira no Palácio Euskalduna, em Bilbo, no qual o representante abertzale Rufi Etxeberria e o advogado Iñigo Iruin irão apresentar a uma ampla representação política, sindical e social basca os estatutos da nova força e as suas razões políticas.

O acto, que terá lugar às 11h00 no Palácio Euskalduna, em Bilbo, e terá uma duração aproximada de hora e meia, contará com duas intervenções: por um lado, o advogado Iñigo Iruin irá abordar os estatutos de um ponto de vista jurídico-político e, por outro, Rufi Etxeberria abordará o contexto e os motivos políticos.

A Lokarri promoveu este acto ao entender que «poderemos estar perante um acontecimento político de grande importância», pelo que considerou necessário que a sociedade basca esteja informada.

Com esse fim, está a enviar convites a agentes políticos, sociais e sindicais para que estejam presentes no acto de apresentação e assim possam ouvir os representantes da esquerda abertzale antes de que vão a Madrid registar o novo partido.

Mobilizações para reclamar a legalização
No âmbito da dinâmica de mobilizações que tem levado a cabo para reclamar a sua legalização, a esquerda abertzale pediu às pessoas que venham para a rua neste sábado, 5 de Fevereiro.
Fonte: Gara via kaosenlared.net

Legalizazioa orain! Legalização já!

No passado dia 18 de Dezembro, milhares e milhares de pessoas vieram para as ruas pedir a legalização da esquerda abertzale. Houve mais de uma centena de actos em diferentes localidades e bairros, reivindicando a legalização de todos os projectos políticos e uma total democracia. Foi com as imagens gravadas nesse dia que se realizou este vídeo.
Fonte: ezkerabertzalea.info

Movimentos políticos em Euskal Herria: o EA à margem da NaBai

Tasio

Familiares de pessoas ameaçadas pela repressão convocam concentrações diante da sede do PSOE em Iruñea


Um bom número de familiares e pessoas próximas de militantes políticos que «se encontram na mira do Governo, dos seus juízes e das suas forças policiais» deram ontem uma conferência de imprensa em Iruñea, na qual anunciaram que se irão concentrar todas as segundas-feiras em frente à sede do PSOE «até que a repressão pare». O dia não foi escolhido ao acaso, já que a grande maioria das operações ocorreu nas noites de segunda para terça-feira.
Disseram que dezenas de famílias navarras vivem inquietas, por saberem que um dos seus pode ser detido e ficar incomunicável a qualquer momento, «simplesmente por fazer política e se comprometer com as suas ideias, por trabalhar de forma pública naquilo que acredita».

«Somos centenas, milhares de pessoas nesta situação e não aguentamos mais, queremos viver em paz, queremos que deixem em paz os nossos seres queridos, exigimos que os deixem fazer política em igualdade de condições e que não os persigam, que não os maltratem... Parem já, precisamos e exigimos que parem já, que assumam o compromisso de não deter e atormentar mais militantes políticos».

Os familiares dizem não confiar na vontade do Governo em travar «esta caça às bruxas». «Confiamos, isso sim, na sociedade - acrescentaram -, porque é possível sentir como as pessoas estão a ficar saturadas de tantas agressões e injustiças, porque as pessoas querem que as detenções e a tortura acabem, e porque os cidadãos estão dispostos a assumir compromissos para travar esta loucura repressiva».
Notícia completa: ateakireki.com

Doze pessoas detidas em Iruñerria por incidentes no dia do txupinazo
A Polícia Municipal de Iruñea deteve ontem doze pessoas de diversos pontos de Iruñerria (comarca de Pamplona) pela alegada prática dos crimes de atentado à autoridade e desordem pública, que terão ocorrido quando, no ano passado, no dia do txupinazo da festa de San Fermin, os agentes carregaram com extrema brutalidade para arrebatar uma ikurriña a um grupo de jovens e evitar que fosse exibida na Udaletxe Plaza.
Três dos detidos eram menores e foram postos em liberdade ao início da tarde, mas passam para a alçada do Tribunal de Menores. Outras cinco pessoas saíram em liberdade depois de serem presentes a tribunal mas, como são acusadas de atentado à autoridade e desordem, têm de comparecer em tribunal nos dias 1 e 15 de cada mês. Um deles também foi acusado de ter atirado a garrafa que viria a acertar num jovem madrileno, provocando-lhe graves sequelas. Trata-se da segunda pessoa que a Polícia Municipal diz ser «com absoluta certeza» o atirador da dita garrafa. No que respeita ao anterior visado «com toda a certeza», a juíza decidiu arquivar o processo.
Os restantes quatro detidos, entre os quais se encontra um filho do porta-voz da esquerda abertzale, Txelui Moreno, serão hoje interrogados pela juíza.
O que ainda não se sabe «sem certeza nenhuma» foi quem deu ordens para que a Polícia confiscasse uma bandeira constitucional e carregasse como o fez numa praça a rebentar pelas costuras.
Notícia completa: Gara / Mais fotos e vídeo: ateakireki.com / Outro vídeo: Berria

Saioa Agirre sairá em liberdade, pagando uma fiança de 30 000 euros
A presa basca Saioa Agirre será hoje posta em liberdade, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia. Terá de pagar uma fiança no valor de 30 000 euros.
Foi detida pela Guarda Civil a 4 de Abril de 2010, no âmbito de uma operação contra advogados de presos bascos e familiares, e posteriormente encarcerada, tendo conhecido a realidade da dispersão, passando por prisões como Estremera, Soto del Real ou Valência.
Durante a detenção, Agirre esteve incomunicável durante cinco dias, e afirmou ter sido torturada.
Fonte: Berria

Quinta semana internacional de solidariedade com Euskal Herria


Amigos e amigas de Euskal Herria, o povo basco atravessa um momento histórico, encontra-se às portas de uma eventual mudança política e necessita da vossa solidariedade.

Na sequência dos movimentos da esquerda independentista, com uma estratégia renovada que se baseia em meios pacíficos e políticos e aposta na acumulação de forças de esquerda e soberanistas, também outros sectores soberanistas estão a dar passos juntamente com a esquerda independentista para se alcançar a resolução do conflito basco, de que é exemplo o Acordo de Gernika (http://www.ezkerabertzalea.info/irakurri.php?id=6012). Para além disso, a comunidade internacional também se está envolver, de forma a encontrar uma saída negociada para o conflito, como o demonstra a Declaração de Bruxelas (http://www.gara.net/agiriak/20100329_declr_firm.pdf). Neste sentido, e como contributo para os passos que foram dados, a organização armada ETA declarou um cessar-fogo permanente, geral e verificável pela comunidade internacional.

Ao invés, o Governo espanhol e o Governo francês responderam com mais repressão aos movimentos do independentismo basco e ao apelo da comunidade internacional: grandes operações contra o movimento juvenil, detenções de advogados e activistas pró-direitos humanos, endurecimento das penas e condições de vida das presas e dos presos políticos, criminalização da solidariedade para com os perseguidos políticos, proibindo inclusive a exibição das suas fotografias, etc. E, claro, a operação contra a organização internacionalista Askapena e o encarceramento de cinco militantes internacionalistas. Dois dados bastante esclarecedores: 262 detenções e 45 denúncias de tortura só entre Outubro de 2009 e Dezembro de 2010.

No entanto, o desejo de liberdade, democracia e paz de um povo organizado não se podem ilegalizar nem encarcerar. No contexto político actual, em que a única violência que se exerce em Euskal Herria é a violência dos Estados espanhol e francês, fica mais claro que nunca quem quer solucionar o conflito político e quem não quer. Os Estados espanhol e francês são muito frágeis no terreno da política e dos direitos, e não se atrevem a fazer frente pelas vias exclusivamente políticas ao desejo da maioria da sociedade basca: o direito a decidir o seu próprio futuro. Daí a sua aposta na continuidade da opressão e da repressão.

Apesar das ilegalizações, dos macro-julgamentos e detenções, o povo basco voltou a assumir a iniciativa para alcançar uma resolução justa e duradoura do conflito político. É por tudo isto que, neste contexto e após a criminalização do internacionalismo basco, agora mais que nunca, lançamos um apelo a todos os amigos e amigas de Euskal Herria em todo o mundo e a todas as organizações que estejam a favor do direito à livre determinação dos povos e contra a restrição de direitos civis e políticos no sentido de realizarem actos de solidariedade durante a Quinta Semana Internacional de Solidariedade com Euskal Herria, de 7 a 19 de Fevereiro.

Pedimos-vos, em especial, que defendam o direito à autodeterminação do povo basco e a legalização da esquerda independentista basca, e que denunciem a violação de direitos civis e políticos que se vive em Euskal Herria; daí o lema deste ano:

Direitos civis e políticos para o povo basco, AUTODETERMINAÇÃO JÁ!

Askapena, Janeiro de 2011

Fonte: askapena.org

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Movimentos políticos em Euskal Herria: assembleia nacional do EA e reacções


Depois de ontem a Assembleia Nacional do Eusko Alkartasuna ter «denunciado firmemente» a intenção dos seus parceiros de coligação em Nafarroa de interferir na sua estratégia interna, ter reafirmado que a sua aposta eleitoral exclusiva é a NaBai, mas sem jamais renunciar aos acordos firmados com a esquerda abertzale nem à acumulação de forças também em Nafarroa, hoje o presidente do PNV no herrialde, José Ángel Agirrebengoa referiu que, embora «o lamente muito», o EA, com a decisão tomada ontem, «se coloca fora» da NaBai. Também o coordenador do Aralar em Nafarroa, Txentxo Jiménez, já ontem tinha avançado que, com esta decisão, «o EA estava fora da NaBai». O seu partido, o PNV e o grupo de Uxue Barkos reúnem-se hoje para analisar a situação.
Após a reunião que mantiveram para analisar a decisão da Assembleia Nacional do EA, Aralar, PNV e o grupo de Uxue Barkos decidiram arrancar de «maneira imediata» com os trabalhos de preparação das próximas eleições.
Continuam a manter as suas exigências ao EA e afirmam que se esta força subscrever o documento em que lhe é pedido que deixe «sem efeito, no que diz respeito a Navarra e para o período 2011-2015, o que está em diversos acordos firmados com o Batasuna», a sua presença tornar-se-á «efectiva» na coligação «nos termos já estabelecidos nas bases organizativas, políticas e programáticas».
Ver: Gara e Gara

«A esquerda abertzale congratula-se com a decisão tomada pelo EA e afirma que "se houver vontade, há tempo" para juntar forças» (Gara)

Rafa Larreina explica a posição do seu partido (Info7 irratia)

«Tras el ultimátum asoma la sombra de "acuerdos en Madrid" y otros pactos ocultos», de Iñaki IRIONDO

A maioria sindical basca aponta a mobilização como caminho para a mudança

Adolfo Muñoz (ELA), Ainhoa Etxaide (LAB), Belén Arrondo (STEE-EILAS), Eneritz Otamendi (EHNE) e Esteban Muruamendiaraz (Hiru) salientaram ontem em Bilbau que a mobilização continuará a ser o único caminho para a mudança social e económica. Pediram também aos parlamentares bascos que não votem a favor do corte das pensões e destacaram o êxito da recente greve geral em Hego Euskal Herria.

Consideram que os acordos alcançados entre o Governo espanhol, os sindicatos CCOO e UGT e o patronato são «um roubo», constituindo «o maior ataque dos últimos 35 anos aos direitos sociais e laborais dos trabalhadores e da sociedade». Acusaram ainda a UGT e a CCOO de «amparar as agressões do PSOE contra os direitos históricos laborais e sociais».
Juanjo BASTERRA
Ver: Gara

Ver também: «A maioria sindical denuncia o "roubo para atacar salários, emprego e direitos sociais" apoiado por CCOO e UGT» (kaosenlared.net)

Leituras

«Monsieur López et moi», de Jon ODRIOZOLA, jornalista


«Gepeto y Pinocho», de Koldo CAMPOS, escritor


«Pensionistas y activistas», de Jesús VALENCIA, educador social


«Otra página más», de Gloria REKARTE, ex-presa

Pau aceita os mandados europeus contra Zaldibar e Gesalaga

O Tribunal de Pau aceitou os mandados europeus emitidos pelo Estado espanhol contra Aiala Zaldibar e Iraitz Gesalaga. Os seus advogados vão recorrer da decisão de entrega ao Estado espanhol, segundo fez saber o Movimento pró-Amnistia.
Entretanto, Gesalaga continuará preso e Zaldibar em liberdade sob controlo judicial. O tribunal levantou-lhe a proibição de estar com os seus familiares e amigos de Hego Euskal Herria [País Basco Sul].
Iraitz Gesalaga foi preso no passado dia 11 de Janeiro em Ziburu (Lapurdi), enquanto Zaldibar foi detida sete dias depois em Baiona.
Fonte: Gara

Recepção calorosa a Asier Kintana e Iñako Goioaga
Kintana, morador no bairro de Errekalde (Bilbo), foi detido no Estado francês a 24 de Janeiro de 2006 e extraditado para o Estado espanhol a 2 de Dezembro de 2009. Goioaga, morador do bairro de Santutxu (Bilbo), foi detido a 13 de Junho de 2009 pela Guarda Civil. Kintana, para poder estar na rua, teve de fazer uma chamada telefónica da prisão de Valdemoro, e Goioaga foi posto em liberdade depois de pagar 60 000 euros de fiança.
Iñaki Goioaga chegou a Santutxu pouco depois da meia-noite, enquanto a chegada de Asier Kintana ocorreu à uma da manhã.
Fonte: Branka via askatu.org
500 pessoas pediram a libertação de Xafan e o fim da repressão em Etxarri
No domingo passado, houve uma manifestação nesta localidade de Sakana (Nafarroa) para protestar contra as últimas detenções. Na altura, foi especialmente evocado o caso de Patxi Arratibel, que afirmou ter sido torturado e foi depois encarcerado.
Fonte: askatu.org

Bloody Sunday 1972-2011

«How long must we sing this song?»

Donostia expõe retratos da prisão de dois artistas antifascistas

David Álvarez foi militante das Milicias Vascas Antifascistas
Donostia * E.H.
Pedro Antequera Azpiri e David Álvarez Flores foram ilustradores, caricaturistas e publicistas, e estiveram presos nos cárceres franquistas após a Guerra Civil. Os retratos que assinaram durante o período em que permaneceram na prisão estão agora expostos no centro cultural Koldo Mitxelena, em Donostia. A exposição, intitulada «Retratos desde la prisión» e que inclui mais de 50 desenhos, estará patente ao público de hoje até 12 de Março.

Antequera Azpiri e David Álvarez nasceram em Madrid - Antequera Azpiri em 1892 e Álvarez em 1900 -, tendo ambos trabalhado em Donostia nos anos da Belle Époque, antes de decidirem fixar-se na sua cidade natal, em 1934.

Ali, foram surpreendidos pela Guerra, após a qual foram detidos e encarcerados na prisão Conde de Torreno, onde se cruzaram com outros pintores, músicos, arquitectos, escritores e professores, que retrataram.

Álvarez, que tinha combatido nas Milícias Bascas Antifascistas, foi fuzilado em 1940 e Antequera Azpiri passou pelas prisões de Cuéllar, em Segóvia, e Las Comendadoras e Yeserías, em Madrid, até que em Novembro de 1943 lhe foi concedida a liberdade condicional. Cinco anos mais tarde foi indultado.
Notícia completa: SareAntifaxista

A 'Linguae Vasconum Primitiae', de Etxepare, no Parlamento de Gasteiz

A obra de Bernat Etxepare Linguae Vasconum Primitiae (1545), o primeiro livro publicado em euskara, pode ser visto a partir de agora e até 31 de Março no Parlamento de Gasteiz, na sala Tomás Moro.

A obra foi escrita pelo sacerdote e escritor baixo-navarro Bernart Etxepare e publicada em 1545 em Bordéus. Manteve-se até agora na Biblioteca Nacional de França, tendo sido trazida para Gasteiz no âmbito da exposição «Euskara jalgi hadi plazara».
A exposição engloba mais treze obras escritas em euskara nos séculos XVI e XVII, como as de Juan Perez de Lazarraga, Joanes Leizarraga ou a de Pedro Agerre Axular.
Fonte: Gara

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A Lokarri afirma que o Grupo Internacional de Contacto visitará Euskal Herria dentro de duas semanas


Ontem, o coordenador da plataforma Lokarri, Paul Ríos, deu uma conferência de imprensa em Donostia, juntamente com Aitziber Blanco, para dar a conhecer as conclusões do relatório elaborado pelo Observatório Social do Processo de Paz, depois de ter recolhido a opinião de 1382 pessoas.

Questionado sobre o Grupo Internacional de Contacto (GIC), Ríos afirmou que «está constituído e que se encontra agora a preparar a sua primeira visita a Euskal Herria».

Avançou que a visita terá lugar «aproximadamente dentro de duas semanas» e que será nessa altura que «darão a conhecer exactamente, tendo em conta a função e o mandato subjacente à constituição deste grupo, os primeiros passos para fomentar a existência de um processo de paz irreversível».

No que respeita às conclusões do relatório, a Lokarri destaca que a declaração de cessar-fogo por parte da ETA gerou «esperança e expectativa» entre os inquiridos, que consideram que o Governo espanhol deve ter um «papel mais activo» no «actual momento de oportunidade para a paz», pelo que lhe pedem que dê o seu contributo aproximando os presos políticos bascos de suas casas e facilitando a legalização da esquerda abertzale.

Os inquiridos também consideram um elemento importante a verificação internacional do cessar-fogo.
Fonte: Gara

Exigem responsabilidades pela acção da Ertzaintza no dia da greve


ELA, LAB, STEE-EILAS, EHNE e Hiru, as centrais sindicais que convocaram a greve geral de 27 de Janeiro, tornaram público um comunicado em que denunciam a acção da Ertzaintza, que «em nenhum momento agiu em defesa dos cidadãos», tendo sido antes «um contínuo contra-piquete».

Denunciaram particularmente a atitude «provocadora, desproporcionada e violenta» dos ertzainas num centro comercial «com o único e claro objectivo de evacuar a zona antes das dez da manhã, hora de abertura do centro», e também criticaram a acção «pouco profissional, negligente e criminosa dos comandos e das patrulhas policiais que carregaram de forma indiscriminada contra uma manifestação de 20 000 pessoas, com presença de mulheres, pessoas de idade e até de crianças», ao meio-dia, em Gasteiz.

Os sindicatos realçaram o facto de «pessoas que estavam a exercer o seu direito à manifestação de maneira pacífica terem sido agredidas, empurradas, ameaçadas e obrigadas a correr para escapar à brutalidade policial».

Essa acção, segundo referiram, gerou momentos de «grande tensão e pânico» entre a população, pelo que exigiram a Rodolfo Ares que «sejam apuradas responsabilidades» e, sobretudo, que os critérios sejam alterados com vista ao futuro.
Fonte: Gara

Greba Orokorra / Greve Geral [Iruñea ta Donostia]

Greba Orokorra U27/27E Huelga General from ekinklik argazkiak on Vimeo.

Imagens da Greve Geral em Iruñea e Donostia.
Fonte: ekinklik.org

Vamos escrever ao preso político basco Andoni Zengotitabengoa, para quebrar o seu isolamento


O Andoni, que foi detido a 12 de Março de 2010 e é único preso político basco em Portugal, encontra-se encarcerado na prisão de alta segurança de Monsanto, em Lisboa. Ali, enfrenta condições de vida duras, em que se inclui o isolamento e controlos constantes. Entre as várias situações apontadas pelo Movimento pró-Amnistia no que concerne à sua situação, referimos: duas horas de pátio - de 40 m2 - por dia; não acendem a calefacção e passa frio a valer; só pode fazer duas chamadas por semana, de 10 min cada; só pode ser visitado pelos familiares e não por amigos; depois de cada encontro pessoal, é obrigado a fazer análises à urina; é obrigado a despir-se depois de estar com o advogado; de cada vez que sai e entra a cela é revistada; tem direito a três dias de ginásio por semana e dois de biblioteca.
Há também a considerar as diversas implicações desta situação na vida dos seus familiares (incluindo as económicas), que são de Elorrio (Bizkaia), a 867 km da prisão de Monsanto.

Para escrever ao Andoni e, assim, minorar a sua situação de isolamento e os efeitos das duras condições de vida que atravessa, são estas as indicações:
Andoni Zengotitabengoa Fernandez
Estabelecimento Prisional de Monsanto
Avenida 24 de Janeiro
1500 LISBOA

Fonte: askatu.org

Xabier Makazaga: «De 2000 para cá, duas de cada três pessoas submetidas ao regime de incomunicação afirmaram ter sido torturadas»
Makazaga, membro do TAT e autor de várias obras sobre a tortura, defende que a negação da existência de maus tratos contribui para que esta prática não seja erradicada.
Entrevista no periódico Diagonal, de Granada, via askatu.org.

Iñaki Goioaga será posto em liberdade nas próximas horas
O advogado Iñako Goiaga foi detido a 13 de Junho de 2009 pela Guarda Civil, no âmbito de uma operação contra advogados, presos e familiares, tendo sido encarcerado três dias mais tarde.
Em Julho de 2009, cerca de 150 advogados denunciaram o encarceramento e exigiram a libertação de Goioaga. De acordo com o portal Branka, será libertado nas próximas horas, sob fiança. Fonte: Gara
Entretanto, já saiu em liberdade, depois de pagar uma fiança no valor de 60 000 euros.
Ver notícia mais recente e desenvolvida no Gara.

Investigação sobre o campo de concentração de Urduña


Novos dados do terror franquista em Urduña.

Gara, Urduña * E.H.
Cerca de 50 000 prisioneiros de guerra republicanos estiveram encarcerados em condições deploráveis no campo de concentração de Urduña, habilitado pelas forças franquistas entre 1937 e 1939. Depois de três anos de investigação, o jornalista Joseba Egiguren trouxe para a luz novos dados e testemunhos relacionados com deste episódio tão pouco conhecido da história recente de Euskal Herria.

A maioria das pessoas reclusas no campo de concentração de Urduña foram gudaris do Exército Basco e combatentes antifascistas catalães, embora também houvesse civis, de adolescentes até anciãos, que nunca tinham pegado numa arma. Chegamos a estas conclusões a partir da investigação realizada por Joseba Egiguren, baseada em documentos encontrados em arquivos militares de todo o Estado espanhol e em testemunhos de vários ex-prisioneiros, que relataram em entrevistas pessoais as terríveis experiências por que passaram.

Esta investigação possui uma natureza totalmente independente e não contou com a colaboração de nenhuma instituição pública ou privada. «A existência do campo de concentração - refere o autor - também faz parte do nosso património histórico, mas os factos ocorridos ali dentro foram ignorados, apesar de terem sido os mais trágicos e infames a que Urduña assistiu durante todo o século XX».

Este campo de concentração instalou-se no antigo colégio dos Jesuítas, onde tinha estudado o próprio lehendakari do primeiro Governo Basco, José Antonio Agirre. Foi destinado à reclusão preventiva, à classificação e à reeducação de prisioneiros republicanos capturados pelas tropas franquistas nas frentes da Bizkaia, de Aragão e da Catalunya.

Os prisioneiros encerrados neste local foram obrigados a trabalhar como escravos em diferentes obras públicas e privadas. Entre elas encontra-se a reconstrução do monumento da Virgen de la Antigua, que se ergue no cume do monte Txarlazo e se converteu num dos símbolos do município biscainho. Iñaki VIGOR
http://www.gara.net/paperezkoa/20110131/245883/es/Nuevos-datos-terror--franquista-Urduna

Fonte: SareAntifaxista

O Autocarro da Memória apresenta uma moção para alterar o nome da Praça Conde de Rodezno
Deram entrada no registo municipal mais de 4200 assinaturas que apoiam a sua petição
Retirar o nome da Praça Conde de Rodezno, criar uma comissão de grupos municipais e de colectivos ligados à memória histórica para chegar a um acordo sobre um novo nome para esse espaço e que a decisão tomada pela comissão seja aceite por todos os órgãos da Câmara Municipal. São estes os pedidos do Autocarro da Memória, que ontem de manhã apresentou uma moção para ser debatida na sessão plenária de quinta-feira, juntamente com as mais de 4200 assinaturas que a apoiam.
Ver: nabarreria.com

Na foto de baixo, proposta avançada há algum tempo para substituir a designação fascista.