terça-feira, 4 de julho de 2017

«A despesa de saúde das famílias aumentou, o negócio privado da saúde disparou»

[De Eugénio Rosa] A despesa com saúde em Portugal diminuiu mas a despesa pública com saúde reduziu-se ainda mais, o que determinou que a despesa suportada directamente pelas famílias tenha subido. A redução da despesa total com a saúde em Portugal atingiu os 13% em termos reais, e essa redução teve custos acrescidos para os portugueses de rendimentos mais baixos. Entre 2000-2015 a despesa privada com saúde aumentou 71,2%, mas a despesa com hospitais privados subiu 213,2%. A saúde é um bem cada vez mais caro para os portugueses, e quem não tem dinheiro tem cada vez menos acesso a ele. Mas negócio privado com saúde está em alta. (odiario.info)

Oliba Gorriak – «Ogi gogorrari, hagin zorrotza!»

De Markina-Xemein (Lea-Artibai, Bizkaia, EH). [Para pão duro dente afiado] Tema do álbum homónimo (2005).

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Contra a Lei da Mordaça, em Gasteiz e Donostia

Faz agora dois anos que a Lei da Mordaça entrou em vigor e, por esse motivo, o Eleak-Libre agendou mobilizações para sábado, dia 1, em conjunto com o movimento popular. Em Gasteiz, realizou-se uma manifestação e em Donostia um cordão humano.

Os manifestantes denunciaram que esta lei viola direitos civis e políticos fundamentais, acrescentando que, só nestes dois anos, serviu para «expandir o clima de medo e intensificar a repressão».

Na conferência de imprensa em que se convocou as mobilizações, afirmou-se que, em Euskal Herria, foram instaurados mais de 11 mil processos: mais de 8000 na Comunidade Autónoma Basca e de 3000 em Nafarroa.

Os manifestantes solicitaram a anulação desta lei, tendo em conta que «a maioria social e sindical se posicionou contra ela», e pediram às autoridades locais que não a apliquem, sublinhando a necessidade da desobediência. / Ver: argia

«Martín Villa, la transición y los sucesos de Sanfermines de 1978»

[De membros da Sanfermines 78 Gogoan!] En ningún momento se ha cuestionado la legalidad judicial, penal y penitenciaria del régimen golpista, un régimen que hizo de la coerción y de la represión sistemática los ejes fundamentales de su entramado ideológico y político, desmontando completamente la legalidad republicana anterior, dando origen a un estado de paz social impuesta por los aparatos policiales y judiciales que se ha ido manteniendo hasta nuestros días.

La realidad es que nunca se ha conseguido revisar una sola sentencia dictada por un consejo de guerra por un denominado «delito político», ni de los miles de juicios sumarísimos de la guerra, la posguerra o de la dictadura. Con lo que se consolida la idea de que aquellos juicios fueron legales.
[...]
Entre octubre de 1975 y diciembre de 1983 fueron asesinadas 188 personas por parte de aparatos policiales y parapoliciales, a lo que hay que añadir las detenciones arbitrarias, torturas, multas, cargas policiales, exilio y otras violaciones de los derechos y libertades. Los sucesos del 8 de julio de 1978 en Iruñea/Pamplona son un ejemplo de ello. (SareAntifaxista)

«Corrupção e capitalismo: duas faces da mesma moeda»

[De José Renato André Rodrigues] Se temos a sensação de que a corrupção é maior no Brasil, é porque não estamos a olhar para o sistema como um todo, não estamos a trabalhar a noção de totalidade dialéctica, o famoso «pensar dialecticamente» para tentar entender a dialéctica. Ao olhar para o fenómeno da corrupção sistémica no capitalismo, devemos ir além da superfície. Não se resume apenas a um acto moral, isolado, deste ou aquele indivíduo. Se a luta contra a corrupção não estiver associada à luta contra o capitalismo e os problemas gerados por este modelo de sociedade, de nada vão adiantar as denúncias e as leis anti-corrupção. (PCB via odiario.info)

«El cine ruso se convierte en la estrella de Argelia durante una semana»

A partir del martes, el cine ruso será la estrella en la filmoteca de Orán, Argelia, donde celebran la semana cinematográfica, un evento que la ciudad desarrolla conjuntamente con Argel.
[...]
El martes el acto de apertura de la semana estará presidido por el director de La batalla de Sebastopol, Serguei Mokritski, y el actor Serguei Puskepalis.

La película de Mokritski relata la extraordinaria biografía de Ludmila Pavlichenko, una de las grandes heroínas de la Segunda Guerra Mundial. Fue una joven estudiante ucraniana que, durante la ocupación nazi, se alistó en el Ejército Rojo como francotiradora. Además de diestra con el fusil, era intrépida y veloz. (Movimiento Político de Resistencia)

domingo, 2 de julho de 2017

Sobre o acidente sofrido por familiares de um preso político de Altsasu

Um grupo de familiares de Adur Ramírez de Alda, preso político de Altsasu (Nafarroa), sofreu um acidente rodoviário no regresso de uma visita na cadeia de Aranjuez, na passada quinta-feira, 29, perto de Burgos. O Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA) lembra que se trata do segundo acidente provocado pela dispersão em poucos dias, depois do que envolveu um amigo de Iker Lima.

Num comunicado, o MpA sublinha que «a política de dispersão provocou 16 mortos e centenas de feridos» – mortes que, afirma, não surgem do acaso, «mas são o resultado das decisões tomadas por diversos partidos políticos».

«Embora tenha sido utilizada antes, toda a gravidade da dispersão é subsequente ao Pacto de Ajuria Enea, com o PNV e o PSOE a serem os principais impulsionadores desta medida», diz o texto.

Actualmente, estes dois partidos dizem que «a dispersão dos presos já não faz sentido», pelo que o MpA lhes pregunta se a dispersão alguma vez fez sentido e se, para conseguir o arrependimento dos presos, valia a pena assassinar os seus familiares.

«PP, PSOE e PNV são os grandes responsáveis pela dispersão e pelos acidentes dos familiares e amigos dos presos politícos, e é preciso que isso fique escrito na história deste povo», afirma o MpA. / Ver: amnistiAskatasuna

Mesmo ensopado, o pessoal não desanimou no «Zapato Azule»

Choveu muito, mas na forte e bela Ondarroa pesqueira (que já o foi muito e agora é, por aí, uma amostra do que foi) voltou a cumprir-se a tradição do «Sábado Azul». Costuma ser no último sábado de Junho, mas este ano calhou no primeiro de Julho: centenas participaram na Dinamartxa (corrida de bicicleta) e milhares encheram de animação e festa a Alde Zaharra (Parte Velha), vestidos com o azul tradicional da gente do mar.

Como sempre, a solidariedade com os presos políticos bascos fez-se sentir nesta terra biscainha «alegre e combativa», que tantos filhos deu à luta pela libertação nacional de Euskal Herria e pelo socialismo – uma exigência que alguns ali continuam a deixar visível nas paredes das casas, pese embora andar fora da moda.
A lembrança dos presos, a exigência do seu regresso a casa e da amnistia é tão comum como os copos, as cantorias e o convívio que na festa também há, organizada há muitos anos pela Radixu Irratia.
«Zapato Azule 2017» [Lea-Artibai Hitza]Mais info e fotos: Turrune! e Lea-Artibai Hitza

«El ZAPATO AZULE, cuya traducción al castellano es "sábado azul", es una fiesta popular que se festeja el último sábado de junio, organizada anteriormente por la asociación Bolo-bolo y en la actualidad por Radixu Irratia. Se hace la Dina Martxi (marcha en bicicleta de Tolosa a Ondarroa en honor a Dina Bilbao, deportista campeona de triatlón que desapareció en junio de 1997 en una travesía en catamarán en el Atlántico), y se organiza la feria de camisetas de Euskal Herria. La gente viste camisas de mahón (las tradicionales de la gente de la mar), en medio de un buen ambiente festivo en la parte vieja.» (Fonte: Wikipedia)

«Venezuela: Expectante, rabioso…»

[De Reinaldo Iturriza] En cualquier otra circunstancia de nuestra historia, y en particular en el país que nos tocó vivir antes de Chávez, los crímenes y las provocaciones (sobre todo el asedio a bases militares en varias ciudades del país) de esa porción del antichavismo que está en la calle desde el 1 de abril habrían sido respondidos con una brutalidad tal, que la cantidad de víctimas mortales sería considerablemente mayor a la ya escandalosa cifra acumulada durante los últimos tres meses. Por muchísimo menos, el viejo Estado habría impuesto su orden y su paz a sangre y fuego, como ya lo hizo cuando quienes hoy son oposición eran Gobierno, y como lo volvería a hacer.

Es lo que hubiera ocurrido en cualquier otra circunstancia de nuestra historia y, valga la importante acotación, es lo que ha ocurrido en cualquier otro país donde el Gobierno de EEUU ha promovido alguna de las múltiples variantes de desestabilización política y económica, desde la guerra de perros hasta las revoluciones de colores.

Hasta ahora, Venezuela ha sido un hueso durísimo de roer, imposible de quebrar. Y esto ha sido así en la medida en que no han sido capaces de lograr su principal cometido: terminar de doblegar moralmente al chavismo. (lahaine.org)

«La domesticación del pensamiento»

[De Marcos Roitman Rosenmann] Pensar, anticipa medir las acciones, enjuiciarlas y contrastarlas por sus resultados. No es posible aceptar la injusticia, el hambre, la esclavitud, el tráfico humano, la explotación, la desigualdad. Menos aún justificar guerras, levantar muros fronterizos.

Sin embargo el miedo se ha ido apoderando lentamente de nuestra existencia. Cambiamos derechos y libertades por seguridad. Asesinatos, secuestros, robos, violaciones, catástrofes provocadas, crisis inducidas, guerras étnicas. No hay espacio público que no se encuentre tocado por la inseguridad y el miedo. Tampoco en la esfera privada. La dualidad público-privado ha perdido su significado en un mundo en el cual se nos exige sumisión completa al poder. (La Jornada via lahaine.org)

sábado, 1 de julho de 2017

«Cuatro distintas muertes»

[De Josemari Lorenzo Espinosa // este texto faz parte de um livro que vai aparecer em breve] Quatro mortes no contexto do chamado «conflito basco», diferentes atitudes do poder e diferentes abordagens da chamada «comunicação social».

Desde 1997, casi ningún medio de comunicación se ha referido a esta emboscada, sin mas sentido y utilidad que la pura venganza. Los miembros de ETA, incluso muertos, siguen estando perseguidos por las leyes de excepción, que forman parte del derecho de conquista de todos los tiempos. (BorrokaGaraiaDa)

«O call center saiu à rua num dia assim» [Portugal]

[Reportagem de António Santos] Irina (nome fictício) trabalha há 15 anos para a PT-MEO mas, apesar disso, a PT-MEO não a quer contratar: é mais lucrativo recorrer a empresas de trabalho temporário e outsourcing. «Foi com a minha voz, com o meu trabalho que, no ano passado, tiveram lucros de 279 milhões de euros. Não há desculpa para estarmos décadas a ganhar praticamente o salário mínimo, sem estabilidade nenhuma. Têm de nos integrar nos quadros. Isto tem de acabar», explicou ao Manifesto74. E foi para «acabar com isto» que ontem, ainda de madrugada, Irina partiu de Santo Tirso num autocarro rumo a Lisboa. Fez greve e foi à sede da PT-MEO, acompanhada por cerca de outros 200 trabalhadores de call centers de todo o país, exigir o fim da precariedade, aumentos salariais e melhores condições de trabalho. (manifesto74)

«Milhares se mobilizam no dia da Greve por Direitos em todo o país» [Brasil]

Em todo o país, milhares de pessoas se mobilizaram nesta sexta-feira (30) no dia da Greve por Direitos. Movimentos populares e centrais sindicais que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo organizaram diversos atos pelo país. Os trabalhadores ocuparam, desde cedo, vias e rodovias em mais de uma centena de cidades brasileiras.

Os atos criticavam as reformas da Previdência e trabalhista propostas pelo governo golpista de Michel Temer, pediam a saída do peemedebista aos gritos de Fora, Temer! e clamavam por eleições gerais e diretas.

Entre os pontos criticados pelos manifestantes estavam lei da terceirização. Aprovada na Câmara dos Deputados em março de 2017 e sancionada pelo presidente golpista Michel Temer, a lei permite a terceirização «ampla e irrestrita», ou seja, a contratação de qualquer funcionário terceirizado por qualquer empresa. (Brasil de Fato)

Ver tb.: «Brasil tem segunda greve geral contra o governo golpista de Michel Temer» (Diário Liberdade)

«É tempo de solidariedade com o povo da Venezuela»

Num comunicado divulgado recentemente, o Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) alerta para o facto de a Venezuela estar a ser alvo de «uma acção de ingerência e desestabilização que, explorando reais problemas económicos, visa paralisar a acção do seu legítimo governo, confrontar a Constituição venezuelana e atacar o processo bolivariano e as suas realizações».

Neste sentido, defende que este é o momento de expressar a sua «solidariedade às forças progressistas e ao povo venezuelano», e apela a todos para que se associem às comemorações do dia da independência da Venezuela, no próximo dia 5, às 11h30, junto à estátua de Simón Bolívar, na Avenida da Liberdade, em Lisboa. (Abril)

Gregory Palencia, Zapato MC y Dejavu - «No volverán»
Em Abril de 2013.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Águas da Bizkaia corta abastecimento a mulher desempregada com 2 filhos

A Berri-Otxoak, plataforma contra a exclusão social e pelos direitos sociais, denunciou esta terça-feira, 27, às portas do Consórcio de Águas Bilbau Bizkaia, em Bilbo, a prática comum desta empresa de cortar o abastecimento de água às famílias com mais dificuldades económicas na Bizkaia. Lembrou, em particular, o caso de uma mulher, desempregada e com dois filhos.
Na concentração, os presentes exibiram uma faixa «em defesa da água pública» e denunciaram o caso de uma mulher de 42 anos, desempregada e com dois filhos, a quem foi cortado o abastecimento de água, há meses. A Berri-Otxoak sublinha que o consórcio não quis saber da situação de carência económica desta família, a quem não propôs alternativas.

Desde 2015, a empresa cortou a água a 1130 famílias – os dados são da própria empresa, que não publicou os referentes a 2016. No final, a mulher de 42 anos conseguiu recuperar o abastecimento de água, graças às ajudas obtidas – mas isto é só um caso, pelo que a Berri-Otxoak defende o fim dos cortes e o direito das famílias a uma quantidade fixa por dia. / Ver: Herrikolore e Berri-Otxoak

«Ni con castigos económicos conseguirán detener la solidaridad en Altsasu»

[Hitzondo] Queremos dejar en evidencia las diferentes estrategias represivas que el estado español ha llevado y lleva a cabo contra los y las ciudadanas de Altsasu. Altsasu como pueblo solidario que ha sido y sigue siendo, ha conocido a lo largo de su historia diferentes modelos represivos por parte de los cuerpos y fuerzas de seguridad del estado español, tales como detenciones, montajes, torturas, controles abusivos… y la más utilizada últimamente, la represión económica.

Una represión silenciosa pero no por ello menos sangrante e hiriente. Somos solo una pequeña representación de toda la gente y muy diversa del pueblo que ha sido multada por muestras de solidaridad. Tristemente esta última oleada de multas que nos han llegado se ha convertido en algo habitual en los últimos años. Calculamos que por la realización de diferentes actos, el pueblo de Altsasu ha tenido que pagar unos 30.000€ en multas. 30.000€ que de unja forma conjunta el pueblo ha tenido que sufragar. (BorrokaGaraiaDa)

«Plaza de toros de Badajoz: la sangre republicana subía un palmo del suelo»

Campesinos que habían osado enfrentarse al feudalismo de los señoritos dando vida al sueño de la reforma agraria. José Herrera Petere: «La carne y la sangre viva, el trabajo, el sudor, las lágrimas y el hambre, salían al encuentro de la bisutería, las barras de carmín, los polvos, el colorete, las rentas artificiales, las trampas, la hipocresía». República y al fin la tierra para quien la trabaja. Pacíficos jornaleros, a lomos de burros y pertrechados de azadas, dispararon a la tierra con sus arados en 280 pueblos, comenzando a labrar más de 3.000 fincas. Los terratenientes y sus caciques jamás les perdonaron aquella insolencia, el propósito de vivir dignamente, sin servidumbre ni amos.

El Ejército de África, el general Yagüe, las columnas de Asensio y Castejón se dirigieron a Badajoz, importante porque representaba el faro de la reforma agraria republicana. Pero Badajoz no se rendía, yunteros, lavanderas, ferroviarios, costureras, albañiles, maestras, mecánicos, criadas, médicos... decidieron resistir, defender la República. Durante días Badajoz padeció el bombardeo aéreo incesante y los obuses sembrando el terror, las columnas sublevadas habían puesto el cerco. Las milicias populares defendían la ciudad pero no llegaba artillería ni aviación de Madrid. La ciudad tenía sus horas contadas. A los republicanos les sobraba corazón, pero les faltaban municiones. La defensa heroica sucumbió. Badajoz cayó, empezó la escabechina, la carnicería más monstruosa que se pueda imaginar. (Movimiento Político de Resistencia)

«EUA criam tensão no Corno de África»

[De Carlos Lopes Pereira] Ainda recentemente, o presidente da Eritreia, Isaías Afwerki, responsabilizou os EUA por arquitectarem um clima de tensão ao logo da fronteira etíope-eritreia. Numa carta a alguns chefes de Estado africanos, apelou a que pressionassem o Conselho de Segurança a abordar «as injustiças cometidas contra a Eritreia».

Afwerki sugere que Washington fomenta a tensão regional para mais facilmente intervir no Nordeste da África. Ali, na Somália, em guerra há um quarto de século, tropas norte-americanas e da União Africana, financiadas por potências ocidentais, combatem a guerrilha do al-Shebab. Os EUA acusam Asmara de apoiar os rebeldes. (avante.pt)

«Tropas israelitas matam palestiniano numa incursão nocturna em Hebron» (Abril)
As incursões nocturnas das forças militares israelitas em cidades, aldeias e campos de refugiados na Margem Ocidental ocupada, incluindo Jerusalém Oriental, ocorrem quase diariamente.
[…]
Desde Outubro de 2015, quando teve início aquilo que ficou conhecido como a «Intifada de Jerusalém», os israelitas mataram mais de 320 palestinianos, segundo indica o Palestinian Information Center.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Desobediência contra a Lei da Mordaça à beira do segundo aniversário

No sábado, 1 de Julho, faz dois anos que a Lei de Segurança dos Cidadãos - Lei da Mordaça - entrou em vigor. Para esse dia, o Eleak, em conjunto com o movimento popular, agendou uma manifestação em Gasteiz, com o lema «Mozal Legeari ez. Herriak desobedientzia!». E deu início a uma «dinâmica de desobediência».

A primeira paragem teve lugar no passado dia 14 no Parlamento de Lakua. Entre 2015 e 2016, «a Lei da Mordaça foi aplicada 8087 vezes na Comunidade Autónoma Basca», explicaram os participantes na acção. Sublinharam ainda que, apesar de a 22 de Junho de 2016 a maioria dos deputados no Parlamento ter defendido a não aplicação dessa lei, desde então - e até ao fim do ano - ela foi aplicada «2857 vezes».

Dando sequência a esta dinâmica, foi pintado recentemente um mural na Kutxi kalea - rua da Alde Zaharra de Gasteiz - a apelar à participação na manifestação deste sábado, que parte da Praça de Bilbo, às 18h30.

Acção contra a Lei da Mordaça no Parlamento de GasteizVer: halabedi.eus

«A NATO e o neonazismo na Europa»

[De Manlio Dinucci] O poder fascista instalado em Kiev quer entrar oficialmente na NATO. A sua condição de membro daria à NATO o direito de declarar guerra à Rússia. Com as forças paramilitares nazis transformadas em unidades militares regulares e com neonazis no poder, a Ucrânia tornou-se uma meca do fascismo internacional. Os EUA/NATO são hoje os principais aliados e mentores do terrorismo e do fascismo. (odiario.info)

«Governo venezuelano condena "ataques terroristas" em Caracas» (Abril)
Ernesto Villegas, ministro venezuelano da Comunicação e Informação, revelou detalhes sobre os ataques contra o Ministério do Interior, Justiça e Paz, e, depois, contra o Supremo Tribunal de Justiça, ocorridos na terça-feira à tarde, pediu ao povo venezuelano que «esteja alerta face à escalada golpista», que visa subverter a ordem constitucional no país, e deixou claro que «nenhum destes ataques vai deter a activação do processo popular constituinte».

«Nunca o inimigo do ser humano esteve tão definido»

[De José Goulão] A assimilação, cultivada pela propaganda oficial, entre a esquerda consequente e a extrema-direita como correntes marginais, é uma réplica nada inovadora da recorrente teoria manipuladora que considera o fascismo igual ao comunismo, definido como social-fascismo, de cuja divulgação até à exaustão os estrategos ultramontanos da CIA encarregaram os agentes «maoístas» de modo a iludirem, arrastarem e desviarem massas de jovens motivados pelos ideais revolucionários. O tempo acalmou a clarificou as águas, mas nem assim os novos ideólogos abandonam as velhas receitas.
[…]
A direita devorou a sua «esquerda» oficial, o partido único com duas faces de uma moeda tende a unificar-se mesmo. A extrema-direita, que resiste a ser assimilada pela grande direita, torna-se maldita, como exemplificou a campanha mediática contra a senhora Le Pen, e vai fazer companhia no índex à «extrema-esquerda», prova de que o novo-velho autoritarismo é tolerante, pois permite a sobrevivência de marginais, desde que silenciados e inoperantes. (Abril)

Oliba Gorriak - «Bake faltsuari gerra»

De Markina-Xemein (Lea-Artibai, Bizkaia) para o mundo! Tema do segundo álbum da banda biscainha, Bake faltsuari gerra (2006).

terça-feira, 27 de junho de 2017

Iker Araguas libertado depois de 9 anos na cadeia

O preso político basco deixou ontem para trás a cadeia de Ocaña II, onde foi recebido por dezenas de conterrâneos que se deslocaram de Iruñea até à prisão espanhola para o acompanhar no regresso a casa.

Iker Araguas passou nove anos na cadeia. Foi preso em 2008, acusado de militar na Segi e de participar em acções de kale borroka, e passou por várias prisões no Estado espanhol. Ontem, regressou ao seu bairro – Iturrama – e, pelas 20h30, foi recebido pelos seus conterrâneos.

Ongi-etorri Iker Araguasi Hoje, era libertado Iñaki Lerin, de Berriozar (Nafarroa), depois de ter passado cinco anos na cadeia. Foi preso em 2012, em Londres, e extraditado no ano seguinte para o Estado espanhol.

No final da semana, será libertado Iñaki Marin, morador do bairro de Azpilagaiña (Iruñea) que foi preso juntamente com Iker Araguas, em 2008. Condenado pela militância no movimento juvenil, encontra-se neste momento na cadeia de A Lama. / Ver: ahotsa.info

Política de dispersão: sétimo acidente do ano
Um amigo do preso político basco Iker Lima (Galdakao, Bizkaia) sofreu, este domingo, um acidente rodoviário nas imediações de Salamanca, quando regressava da visita na prisão de Huelva, informa a Etxerat. O sinistrado não ficou ferido com gravidade e conseguiu sair da viatura arrastando-se.

Trata-se do sétimo acidente rodoviário sofrido, este ano, por amigos e familiares de presos políticos bascos, como consequência das longas deslocações que são obrigados a fazer para visitar os presos. Para denunciar esta situação e mostrar solidariedade com o amigo de Iker Lima, a Etxerat agendou concentrações nas quatro capitais do País Basco Sul, para ontem e hoje. / Ver: etxerat.eus

«A nossa solidariedade é imparável!»

[De Askapena] Conocemos bien a los y las compañeras de Ceivar y el trabajo solidario que día a día han llevado adelante en todos estos años apoyando y solidarizándose con todas las personas golpeadas por la represión a causa de su trabajo político, la ayuda a los y las presas politicas galegas y a sus familiares.
[...]
Sabemos bien que esta última operación se produce por la solidaridad que lleva adelante Ceivar. Por lo tanto, como Askapena rechazamos la criminalización de esta práctica política y nos solidarizamos con los y las compañeras golpeadas. Este es un intento más por parte del Estado para parar la lucha del pueblo galego, pero, sabemos que ni estas detenciones ni las que vendrán podrán con la determinación de el pueblo galego hacia su liberación nacional y social. (askapena.org)

«Braudel, Foucault, Lévi Strauss e a CIA»

[De Pablo Pozzi] Foi desclassificado um documento de trabalho da CIA que fala do processo visando influenciar a intelectualidade francesa. Designa-o, justamente, como «guerra cultural» anti-marxista, e já vem estando muito amplamente documentado. Essa guerra prossegue até aos nossos dias, e é muito interessante comparar o perfil dos intelectuais que a CIA considera mais eficazes para os seus objectivos com certas figuras «de esquerda» com lugar cativo na nossa comunicação social. (odiario.info) [em castelhano: lahaine.org]

O que ocorre na Venezuela é uma jogada antiga do capitalismo [vídeo]

De QuatroV - 4V

«¿Dónde recomponer fuerzas en medio del asedio?» (lahaine.org)
[De Marco Teruggi] Estamos enfrentados a la decisión del imperio norteamericano de terminar con el chavismo en el gobierno, su intención de borrar un país para construir uno a su medida. Borrar, de manera literal. Estas semanas son claves, lo dice la lectura de los movimientos de sus dirigentes, los discursos, los apoyos, sus fuerzas en territorios. Están en el desarrollo de su plan, en escalada de violencia, con sus mismas limitaciones que no logran superar -la falta de apoyo activo de las barriadas populares y la lealtad de la Fuerza Armada Nacional Bolivariana- pero que no quita la capacidad de daño de sus acciones.

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Iñaki Bilbao abandonou a greve de fome

O biscainho tinha iniciado a 28 de Maio a greve de fome e de enclausuramento. «O seu corpo não assimilava a água há dias, pelo que não se hidratava», explicou o MpA.

No 30.º dia de luta, Iñaki Bilbao, Txikito, comunicou aos seus, por telefone, o fim do protesto. Disse-lhes também que, «embora esteja fraco fisicamente, se sente com forças a nível psicológico», revelou o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA).

O preso de Lezama está na cadeia de Puerto III (Cádis), que há um mês lhe impôs «as condições de vida mais duras e restritivas possíveis». «Txikito passa 22 horas por dia na cela e as outras duas num pequeno pátio, sozinho, ou, quando muito, com mais um preso». Neste período, denuncia o MpA, proibiram-lhe «todo o tipo de comunicações - telefónicas, por carta, em visitas - com uma familiar e três amigos.

Txikito está há 33 anos na cadeia, «a maior parte dos quais em galerias de isolamento, e, nos últimos 10 anos, nas de Puerto III».

«Estão a castigá-lo por não renegar a sua militância, ou seja, por continuar a apostar na independência e no socialismo», explica o MpA, que destaca a atitude do biscainho como um «exemplo de humildade e generosidade para a nossa militância». «A luta continua nas ruas», conclui. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«Irunberri, 1990» [documentário]

A 25 de Junho de 1990, ocorreu um tiroteio entre militantes da ETA e agentes da Guarda Civil na Foz de Irunberri (Nafarroa). Jon Lizarralde, Susana Arregi e um sargento da Benemérita morreram. German Rubenach foi preso gravemente ferido. A versão oficial procurou fazer acreditar à opinião pública que a morte dos militantes da ETA foi um suicídio colectivo. Contudo, 27 anos passaram, muito se escreveu e as dúvidas persistem sobre o que realmente aconteceu. Só a Guarda Civil sabe o que ali se passou.

Em 2010, por ocasião do 20.º aniversário de Irunberri, foi editada uma revista de 52 páginas. Inclui uma introdução, a crónica oficial dos factos, uma secção de dúvidas, falsidades e incógnitas, a biografia de Jon e Susana, uma entrevista a Germán Rubenach e recortes de imprensa da época. Também em 2010 foi realizado o documentário «Irunberri 1990».

«Irunberri, 1990»
27 anos depois, que se passou na Foz de Irunberri?
O portal Irunberri Gorria reuniu parte dos arquivos que documentam, informam e procuram fazer luz sobre a grande escuridão que persiste sobre aquele 25 de Junho de 1990 e dias seguintes em Irunberri.

A editorial Txalaparta fez duas edições da obra Foz de Lumbier. Antecedentes y crónica de unas ejecuciones, escrito por Ricardo Zabalza, no qual se aborda acontecimentos anteriores importantes em Euskal Herria e aquilo que se passou na Foz nessa perspectiva.

Em 2010, por ocasião do 20.º aniversário de Irunberri, foi editada uma revista de 52 páginas. Inclui uma introdução, a crónica oficial dos factos, uma secção de dúvidas, falsidades e incógnitas, a biografia de Jon e Susana, uma entrevista a Germán Rubenach e recortes de imprensa da época. Também em 2010 foi realizado o documentário «Irunberri 1990». / LER mais em: ahotsa.info

«El socialismo revolucionario abertzale: Kas y Ekin (IV)»

[De Borroka Garaia] Esta década de los 2000 arranca con el fracaso de Lizarra-Garazi que no solo supuso el intento fallido por alcanzar un escenario de autodeterminación y solución al conflicto sino que al mismo tiempo había dejado un poso de institucionalismo, electoralismo y pactismo, y de no readecuación de una estrategia revolucionaria que en esos momentos necesitaba de una ofensiva político-social, que se empezaba a dejar en manos de políticos y acuerdos alejados de las masas populares.

Para principios del 2000 todas las organizaciones revolucionarias ya habían sido ilegalizadas y también empieza a negarse la participación electoral.

Aquí se produce la ruptura del acuerdo histórico de unidad popular con el socialismo revolucionario abertzale por parte de un sector de la socialdemocracia abertzale. Así nació Aralar. La primera oleada de la nueva socialdemocracia abertzale. (BorrokaGaraiaDa)

«Grande manifestação anti-imperialista e anti-NATO em Salónica» (cas.)

EL 24 de junio de 2017, el Frente Militante de Todos los Trabajadores (PAME) organizó en Tesalónica una gran manifestación nacional contra las intervenciones y las guerras imperialistas y contra la participación de Grecia en ellas.

El orador principal, G.Perros, miembro del Secretariado Ejecutivo del PAME, destacó en su discurso: «Protestamos y exigimos: Ninguna participación en las intervenciones y las guerras imperialistas fuera de nuestras fronteras. Ninguna implicación en las masacres de la OTAN y de la UE. Que regresen las naves, los aviones y las tropas militares. Ningún soldado fuera de las fronteras. Que se cierren todas las instalaciones militares extranjeras. Fuera la OTAN del mar Egeo y de los Balcanes. Hay que luchar contra el cambio de fronteras. Luchar contra la restricción de libertades sindicales y otras. No a los gastos militares para la OTAN; fondos para las necesidades de las familias obreras y populares. Fuera la OTAN del Egeo. Hay que luchar contra el nacionalismo, el racismo, el chovinismo. Solidaridad con los refugiados, los inmigrantes, solidaridad con todos los pueblos».

Manifestação anti-imperialista e anti-NATO na GréciaMais info e fotos: lahaine.org

domingo, 25 de junho de 2017

Milhares manifestaram-se em Bilbo em defesa da amnistia

Uma multidão participou este sábado, em Bilbo, na manifestação convocada pelo Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão, reivindicando a amnistia para os presos bascos. No final, salientaram que Txikito - preso há 28 dias em greve de fome - «está há dez anos no inferno de Puerto III e nesses dez anos não o conseguiram humilhar». «Também não nos vão conseguir vergar! Não nos vamos submeter a quem espolia o nosso povo e explora a sua classe trabalhadora!», afirmaram.
Ao longo da mobilização, que começou no Sagrado Coração, ouviram-se palavras de ordem pela libertação dos presos e pela amnistia, e a reivindicar «Independência e Socialismo» para Euskal Herria.
No final, realizou-se um acto, junto ao Arriaga, no qual as primeiras palavras foram dirigidas ao prisioneiro político Iñaki Bilbao, Txikito, que cumpre uma greve de fome há 28 dias na cadeia de Puerto de Santa María (Cádis).
«Juntamo-nos aqui para lhe agradecer a sua dignidade, o seu compromisso e por ser um exemplo de luta. Sem descanso até à independência e ao socialismo! Gora Txikito!», afirmaram.
Sobre a amnistia, a organização e a luta, mais info em: Resumen Latinoamericano e amnistiAskatasuna

Comunicado e fotos / agiria eta argazkiak (amnistiAskatasuna)
[documento com umas partes em euskara, outras castelhano e outras em francês]

Sobre Iñaki Bilbao, há 28 dias em greve de fome

Iñaki Bilbao, Txikito, preso político de Lezama (Bizkaia), que ontem cumpria 27 dias de greve de fome e de enclausuramento, foi visitado ontem, 24, por uma amiga, na cadeia de Puerto III, informou o Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão.

Assim, soube-se que Txikito já perdeu 16 quilos e que o seu corpo está a ter dificuldades para assimilar a água que bebe. Está fraco e precisa de fazer pausas quando fala.

Apesar disto, o preso biscainho sente-se com força, do ponto de vista psicológico, e comunicou que vai continuar com o seu protesto, que está a realizar em prol da independência e do socialismo para Euskal Herria, numa das cadeias mais duras do Estado espanhol.

Em solidariedade com Txikito, Ibai Aginaga e Jon Kepa Preciado não vão ao pátio desde quarta-feira, respectivamente, nas cadeias de Sevilha II e Córdova. Saioa Sanchez, presa de Berango (Bizkaia), começou a recusar as saídas ao pátio neste domingo, na cadeia de Rennes. / Ver: lahaine.org

«La expropiación del tiempo en el capitalismo actual»

[De Renán Vega Cantor] En este texto se analiza un asunto crucial de la expropiación de los bienes comunes en el mundo de hoy por parte del sistema del capital, pero sobre el cual poco se reflexiona. Nos referimos a la expropiación del tiempo de la mayor parte de los seres humanos. La exposición parte de recordar en forma breve la manera como la expropiación inicial del tiempo, cuando surge el capitalismo industrial, estaba relacionada con la conversión de campesinos y artesanos en obreros asalariados y se limitaba al ámbito fabril. Luego se consideran los rasgos generales de la expropiación del tiempo en nuestra época, recalcando el papel que desempeñan las tecnologías de la información y la comunicación. Por último, a partir de este análisis general se presenta el recuento de algunos aspectos emblemáticos de expropiación del tiempo, tal como los supermercados, la siesta, la noche, la comida rápida y la memoria y la historia. (BorrokaGaraiaDa)

«Frota russa lança mísseis Kalibr contra terroristas na Síria»

As forças militares russas mantêm o intenso apoio prestado ao governo sírio na luta contra o terrorismo. Na quinta-feira, a Frota Naval no Mediterrâneo lançou seis mísseis Kalibr contra posições do Daesh na província de Hama.
[...]
Em declarações à Prensa Latina, ontem, a porta-voz do Ministério russo dos Negócios Estrangeiros, Maria Zakharova, perguntou como era possível que, no meio dos esforços realizados e dos resultados alcançados por Moscovo na Síria, os Estados Unidos atacassem aqueles que lutam contra o terrorismo. (Abril)

«Somos muito mais fortes. A cimeira de Riad não terá qualquer efeito» (odiario.info)
[Sayyed Nasrallah] O secretário-geral do Hezbollah traça um panorama da situação no Médio Oriente e avalia o impacto que a recente cimeira de Riad, com a participação de Trump, aí poderá ter. A resistência dos povos árabes, apesar dos imensos sofrimentos que lhes são impostos, tem defrontado com sucesso a ofensiva imperialista EUA/NATO e seus aliados regionais.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

No sábado, todos a Bilbau!

Larunbatean, denok Bilbora!
18h30, Sagrado Coração: manifestação nacional a favor da amnistia
Inoiz ez makurturik! Denon artean lortuko dugu! AMNISTIA OSOA!
Jamais nos vergamos! Jo Ta Ke amnistia lortu arte!

Mais info: «24 de Junho: manifestação nacional pró-amnistia em Bilbo» (aseh)

Operário basco morre em Sukarrieta

Um trabalhador de 45 anos morreu, ontem, em Sukarrieta (Bizkaia). Num dia de elevadas temperaturas, o operário realizava trabalhos de limpeza, em plena tarde, em obras adjudicadas pela URA - Agência Basca da Água. Só em 2017, 30 trabalhadores morreram nos seus postos de trabalho ou como consequência das tarefas que desempenhavam, em Euskal Herria.

O trabalhador sentiu-se indisposto por volta das 15h30 e veio a falecer, na sequência de um golpe de calor, segundo revelou, esta manhã, o Osalan - Instituto Basco de Segurança e Saúde no Trabalho. Numa nota anterior a esta confirmação, o sindicato LAB já considerava que essa fosse a causa mais provável, sendo que ontem as temperaturas foram extremamente elevadas.

O LAB critica o facto de o operário ter de andar a executar tarefas de limpeza às 15h30, quando o País Basco está há vários dias em situação de alerta amarelo ou laranja devido às altas temperaturas, e sublinha que este factor devia ter sido levado em conta como um dos que contribuem para os acidentes de trabalho.

Tendo em conta que a URA é uma empresa pública, devia estar garantido o cumprimento das «medidas básicas de prevenção», mas, critica o LAB, o caminho que está a ser feito «nas administrações públicas (e também pelo PNV)» é o inverso. Por isso, 30 trabalhadores já morreram este ano, em Euskal Herria, nos seus postos de trabalho ou como consequência das tarefas que desempenhavam. Três em Araba, 10 na Bizkaia, 12 em Gipuzkoa e cinco em Nafarroa.

Perante esta situação, a maioria dos sindicatos bascos - ELA, LAB, ESK, STEILAS, EHNE e HIRU - concentram-se amanhã, 23, às 11h00, frente à sede do Governo de Lakua em Bilbo. / Ver: LAB

«NATO Beloved White Helmets Mass Behead Syrian Soldiers»

A ghastly video of beloved White Helmets with severed heads of Syrian Arab Army soldiers in Daraa was released on 20 June. The headless corpses of the martyred soldiers were seen being brutally dragged from a flat bed truck to be tossed into a dump.

The falsely named «humanitarian» death squads have a long history of savagery against Syrian soldiers, ignored by the lying MSM that continues to glorify them, despite all proof they are funded by the CIA, MI6, EU. (SyriaNews)

«Uma morte é sempre uma tragédia»

[De José Goulão] O que as tropas da NATO fazem no Mali, ao serviço «da União Europeia» e defendendo interesses específicos do neocolonialismo francês, é supostamente estabilizar um regime político que garante a exploração, a exportação e o contrabando de ouro do terceiro maior produtor africano deste metal precioso. Tal como acontece em relação aos diamantes da República Centro-Africana.

Basta consultar as estatísticas para se apurar que a produção, a exportação e o contrabando de ouro do Mali cresceram exponencialmente com a intervenção militar «da União Europeia». Principalmente o contrabando, funcionando com base na mais cruel e insensível exploração infantil, e cuja envergadura se pode avaliar por este facto: só o ouro maliano que entra anualmente nos Emirados Árabes Unidos excede em muito a produção oficial reconhecida pelo governo do Mali, o que leva a supor que este país funciona também como placa giratória do contrabando aurífero realizado em nações adjacentes. (Abril)

quarta-feira, 21 de junho de 2017

O Mugitu! faz uma pintada gigante contra o TGV [vídeo]

O movimento Mugitu! de desobediência contra o TGV fez uma pintada gigante - 80 metros de comprimento por 10 metros de largura - na plataforma de 14 km já construída entre Villafranca e Castejón. Com a inscrição «AHT-TAV STOP!!», o Mugitu! denuncia a intenção de recomeçar as obras, na sequência das últimas negociações entre o Governo foral navarro e o Governo espanhol.

Em comunicado, o Mugitu! afirma que, após dois anos e meio de paralisação, «o monstro do TGV ameaça acordar de novo, em virtude dos interesses económicos e políticos do regime (UPN-PP-PSOE), partilhados plenamente pelo Geroa Bai, marca navarra do Partido do Negócio Basco (PNV), que teima em acabar o "Y basco» custe o que custar».

Em simultâneo, apela à participação na concentração-conferência de imprensa em defesa do comboio e contra o TGV que terá lugar amanhã, 22, às 19h30, frente à Deputação Foral, em Iruñea.

Pintada gigante contra o TGV em Nafarroa [ahotsa]Ver: ahotsa.info via lahaine.org [com comunicado na íntegra]

«Contra la Unión Europea ¡Por fin!»

[De Borroka Garaia] Hace mucho, mucho tiempo, que desde el soberanismo de izquierda pero sobre todo desde la izquierda abertzale en su sentido amplio que ninguna estructura habla claro sobre lo que supone la UE. Y lo más importante de todo, ninguna ha sido capaz de hacer un análisis en cuanto a ella que lleve a determinar lineas de actuación y objetivos estratégicos. La razón es simple. La lucha de clases no solo se da en el exterior y ha habido intereses demasiado fuertes y no muy contados sobre todo en el ámbito institucional para que por encima de todo prevalezca el no debate y que las aguas sigan el rumbo del interés de clase que quizás no sea el de la clase trabajadora mientras se alecciona a ésta contra «las consecuencias» de la UE pero no contra la propia UE.

Es por ello que después de tanto tiempo, que una organización como Askapena ponga los puntos sobre las íes en referencia a la UE es un punto de inflexión importante. En el documento Unión europea ¡Ni se te quiere, ni se te necesita! se afirma que «tenemos que quitarnos los complejos y tenemos que posicionar a la clase trabajadora vasca en contra de la Unión Europea». Que «Hoy en día plantear un Estado miembro de la Unión Europea significa seguir manteniendo la misma lógica de explotación y saqueo con el que se ha vivido hasta el momento de la secesión» y que «la Unión Europea no se puede cambiar por dentro, ya que desde su inicio es una herramienta para la acumulación de capital y para ello se crearon todas las instituciones y herramientas a su cargo. Y seguirá siendo así, defendiendo los intereses capitalistas e imperialistas de la burguesía europea. No se puede cambiar por dentro, no se puede democratizar. Solo se creó para defender los intereses de la clase dominante y así va ha seguir siendo hasta su muerte». (BorrokaGaraiaDa)

«Leioako akelarrea»: mitologia basca, solstício de Verão e fogueiras de São João

[Akelarre de Leioa] Curto documentário sobre o «Akelarre de Leioa», em que «personagens da mitologia basca» celebram o solstício de Verão e o Donibane Sua (as fogueiras de São João). Em Leioa (Uribe Kosta, Bizkaia, EH).
Leioako akelarrea (erdarazko azpitituloak) from KaLaBaZaN! on Vimeo.
Com legendas em castelhano. / Câmaras: Antxon Unzaga e Jone Ibarretxe; edição: Irati Astobieta e Jone Ibarretxe. (aseh)

Três independentistas detidos na Galiza, sob acusaçom de «enaltecimento»

O Ministério espanhol do Interior pisa o acelerador da repressom contra o movimento popular na Galiza. Presos por receberem um preso político em Compostela. As três pessoas detidas hoje ficárom em liberdade a primeira hora da tarde desta quarta-feira.

Ontem fôrom 9 pessoas acusadas de participarem em manifestaçons solidárias com o CSOA Escárnio e Maldizer. Hoje som três independentistas de Compostela, Vila Boa e Ourense, sob acusaçom de «enaltecimento do terrorismo» (sic) por participarem num ato público de recebimento de Antom Santos, independentista galego preso mais de cinco anos e sujeito a umha cruel política penitenciária até a sua libertaçom no passado dia 14 de maio.


Ceivar a mira das forças repressivas
Iria C., Ugío C. e Afonso L. fôrom detidos hoje em Compostela, Vial Boa e Ourense. Integrantes do movimento de solidariedade com os e as independentistas galegas, participárom num ato público junto a centenas de pessoas no dia 14 de maio, para receber Antom Santos, preso galego durante 5 anos em diferentes prisons do Estado espanhol.

...Ou isso se declarou inicialmente, porque novas informaçom situam as detençons na chamada «Operaçom Jaro», dirigida contra Causa Galiza, ameaçando com novas detençons nas próximas horas ou dias. Como é habitual, os meios burgueses ajudam a baralhar todo o relativo ao operativo policial, servindo de complemento ideológico-informativo à atuaçom repressiva.

Resposta solidária Por seu turno, o coletivo Ceivar já convocou para hoje mesmo concentraçons em várias localidades da Galiza. / Ver: Diário Liberdade

Recebimento ao ex-preso independentista Antom SantosCompostela, 13.05.2017 [Galiza Contrainfo]

terça-feira, 20 de junho de 2017

Iñaki Bilbao já perdeu 13 quilos na greve de fome

Iñaki Bilbao, Txikito, foi visitado, no sábado, 17, por um familiar na cadeia de Puerto III, e, dessa forma, foi possível saber informações sobre a sua situação. Nesse dia, cumpria o 21.º dia de uma greve de fome a favor da independência e do socialismo (notícia). Já perdeu 13 quilos de peso.

Apesar de estar há três semanas sem comer, Txikito afirmou que se encontra com forças e disposto a prosseguir tanto com a greve de fome como com o enclausuramento na cela.

Disse ainda que cabe a todos e todas lutar, pois esse é o único caminho. / Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

«Carta al Movimiento Pro Amnistía»

[De Dani Pastor, preso político basco] El enclaustramiento de «lo político y lo social» a las élites en pugna por las sillas en esos lugares distanciados de las mayorías, del más mortal de los humanos, de sus intereses, no creo que sea el futuro. La exclusión del conjunto de la sociedad, de sus masas explotadas, de los centros de debate y decisión (centros liberados) creados por ellas en el camino para configurarse como agentes políticos y sociales, en la consecución de cambios sustanciales reflejados en nuestros fines estratégicos como nación oprimida (INDEPENDENCIA y SOCIALISMO) no es manera, ni digna ni coherente para objetivizar dichas demandas históricas.

Casi se me olvida la maní… La AMNISTíA para los presos y presas políticas vascas (y que hago extensible al resto de militantes políticos de otras organizaciones). En esa mani del 24 de junio estaré junto a vosotros marchando por las calles de Bilbo ¡como para no! ¿Qué mejor manera de negar la reificación de las estructuras de la dominación actual? (Reificación: convencimiento de las personas de que las estructuras sociales están fuera de su control y son inalterables). / Ver: lahaine.org

«Entrevista con el Comandante principal del ELN, Nicolás Rodríguez Bautista»

[De William Parra] Paz y resistencia, dos palabras que definen el entorno de los máximos comandantes del Ejército de Liberación Nacional, ELN, que permanecen en Cuba, tras reunirse con sus compañeros de las FARC-EP y hacer un repaso de los acuerdos de paz firmados entre esa guerrilla y el gobierno de Juan Manuel Santos. Para Nicolás Rodríguez Bautista, conocido como Gabino, y para Antonio García, líderes del comando central, la paz es una necesidad urgente para Colombia, pero una paz que incluya cambios y que no se pacte, según ellos, a cualquier precio. Por ello tienen claro que mientras un acuerdo de paz se pueda firmar con el Estado colombiano su camino es la resistencia. (Resumen Latinoamericano)