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Lucia Urigoitia, militante da ETA, foi assassinada pela Guarda Civil a 22 de Julho de 1987, em Trintxerpe (Pasaia, Gipuzkoa), com um disparo na cabeça à queima-roupa. Apesar dos esforços realizados para «fazer justiça», os factos continuam por esclarecer e, assim, os seus responsáveis nunca foram julgados.
O caso de Lucia Urigoitia figura num relatório elaborado pelo Governo de Gasteiz e enviado a todos os municípios da Comunidade Autónoma Basca. De acordo com esse informe, o juiz do Tribunal de Instrução número 2 de Donostia considerou que a bala que lhe atravessou a cabeça foi disparada com uma arma cujo canhão estava praticamente encostado à pele. Lembra, ainda, que houve acusações por falsificação de provas e uma intervenção extrajudicial na casa do juiz para substituir um casquilho de bala.
«Evocar Lucia Urigoitia e denunciar o facto de o seu caso continuar por esclarecer e sem julgamento foi, precisamente, o que fizeram estes quatro habitantes de Otxandio», afirma a plataforma Libre Otxandio, acrescentando que o julgamento em causa evidencia, mais uma vez, que a violência exercida pelo Estado goza de total impunidade. / Ver: BorrokaGaraiaDa
Ver também: «Urigoitia recibió un tiro en la nuca a bocajarro» (periodistacanalla.net)