domingo, 7 de agosto de 2011

A solidariedade com os presos superou a proibição de Lakua em Gasteiz

A manifestação que a Etxerat realiza nas festas de Gasteiz há mais de vinte anos no âmbito do Amnistia Eguna transformou-se, na sexta-feira, numa kalejira, depois de o Departamento do Interior dirigido por Rodolfo Ares a ter proibido. Mais de 700 pessoas fizeram um percurso alternativo, que terminou nas txosnas em ambiente de festa. Afirmaram que a proibição de ontem constituiu mais uma tentativa de «tornar invisível a solidariedade para com os presos».
VER: lahaine.org

Também na sexta-feira - dia grande das festas de Gasteiz - os blusas e neskas homenagearam a ikurriña na Plaza Berria, em Gasteiz. (Gara)

Na quinta-feira, a Gasteizko Txosnak entregou o galardão Txosnisaria 2011 à Asociación 3 de Marzo
Num grande ambiente de festa e após uma kalejira que terminou com a abertura oficial do recinto da Gasteizko Txosnak, o galardão foi entregue a dois representantes da associação, por entre os aplausos dos presentes.
A Gasteizko Txosnak (que é composta por um grupo amplo e variado de colectivos populares que realizam o seu trabalho em Gasteiz) entregou o galardão à Martxoak 3 elkartea «pela dignidade demonstrada nos seus 35 anos de existência e porque a situação vivida pelas classes populares é muito grave».
No final do acto de entrega, os presentes fizeram um brinde e desejaram umas festas bem passadas a todos.
Fonte: SareAntifaxista via lahaine.org

Ainda de Gasteiz: a razão pela qual Basagoiti não pôde cumprimentar Izagirre no arranque das festas de «La Blanca»
Tasio (Gara)

Leituras

«Da igual tres televisiones u ocho, el ideario es el mismo», entrevista a Pascual SERRANO (Gara)
Nascido em Valência em 1964, o jornalista Pascual Serrano tornou-se um vigilante dos meios de comunicação. A sua obra Traficantes de información analisa quem está por trás dos grandes grupos do Estado espanhol e quais são os seus interesses. Na sua opinião, a concentração de rádio, imprensa e televisão em muito poucas mãos constitui uma das grandes ameaças ao pluralismo. Entrevista de Alberto PRADILLA.

«No es 1977 ni Bergara, es aquí y ahora» (Gara)

«Clandestinos», de Iñaki EGAÑA, historiador (boltxe.info)
Mas jamais procuraste a notoriedade. Não vais escrever um livro e sabes que, algum dia, a clandestinidade há-de ter fim. Também não é eterna. O teu nome é o de todos e o de ninguém. Só os teus o soletram com certeza.

«En la balconada siempre faltará Txema», de Amparo LASHERAS, jornalista (Gara)
Os familiares dos presos estiveram na varanda com o direito inquestionável que lhes é conferido pelo convite de seis edis eleitos pela vontade popular e, com eles, esteve também a lembrança de Txema que, embora encarcerado, continua a ser o melhor candidato a autarca

«Por no currar, lo que sea», de Xabier SILVEIRA, bertsolari (boltxe.info)
Após o fim destes anos de bonança económica no sector motivada pela actividade armada da ETA, agora que a sua militância - a da ETA, claro - foi parar ao desemprego, a última coisa que os nossos compinchas sicários desejariam, não faltava mais nada, era acabar como eles. Lutar tanto pelo fim da ETA e agora olha. Deus, como a vida é injusta!

Em Donostia, homenagem às vítimas do franquismo para «construir um futuro em paz»

A Câmara Municipal de Donostia inaugurou na zona de Sagues a nova placa em homenagem às pessoas que foram reprimidas e fuziladas durante o franquismo.

A inaguração, em que também participaram a Asociación de Víctimas del Genocidio Franquista e a associação Lau Haizetara Gogoan, decorreu num acto «simples», «aberto» aos cidadãos e ao qual compareceram membros de todos os partidos representados na Assembleia Municipal, com excepção do PP.
Entre estes, encontravam-se presentes Nerea Txapartegi, Nekane Burutaran e Josu Ruiz do Bildu; Ernesto Gasco, Susana García Chueca, Miguel Angel Díez e Maravi Dafauce do PSE; e Eneko Goia, Juan Ramón Viles e Aitziber San Román do PNV. Também esteve presente o deputado de Política Social, Ander Rodriguez.

No acto, que consistiu numa oferenda floral e no descerramento de uma placa que vem substituir uma recentemente roubada, contou com cerca de uma centena de assistentes e com as actuações de dantzaris e txistularis.
Junto à placa, havia uma faixa em que se lia «386 donostiarras sequestrados e assassinados» e podiam-se ver as bandeiras republicana, comunista, da CNT, da ANV e a ikurriña.

«Construir um futuro em paz»
O autarca de Donostia, Juan Karlos Izagirre, presidiu ao acto, tendo afirmado que «não há lugar para as atitudes intolerantes na nossa cidade, e não as aceitaremos nem hoje nem nunca», lamentando que existam «demasiadas feridas abertas». Não obstante, salientou o facto de «não podemos ficar paralisados» e de «ser necessário olhar para o futuro, de forma que as gerações vindouras possam viver uma verdadeira paz», algo que requer «sensatez e muita responsabilidade».

Depois de referir que a estas vítimas políticas é devida «verdade, justiça e reparação», considerou importante que não sejam esquecidas para se «construir um futuro em paz» e que sejam reconhecidas pela história, mas afirmou que a dignidade não lhes será devolvida, «porque jamais a perderam».

O autarca mostrou-se disponível para continuar a trabalhar tanto com as associações de vítimas do franquismo como com outras associações, colectivos e com a comunidade educativa, tendo salientado que a Câmara Municipal voltará a repor as placas comemorativas «sempre que forem roubadas ou destruídas», porque existe «uma dívida ainda não saldada com todas as vítimas do franquismo».
Fonte: Gara

Ver também: «Izagirre: Em Donostia 'não queremos actos intolerantes'» (SareAntifaxista)

A Askatasuna pede que sejam retiradas as queixas contra os detidos nas festas de Baiona

O grupo de jovens de Baiona que organizou um programa alternativo fez na sexta-feira, juntamente com a Askatasuna, uma leitura dos factos ocorridos no último domingo das festas, que se saldaram com a detenção de Gilen Goiti e de um jovem menor, com 17 anos.

Ieltxu Ostolaza e Maddi Menta denunciaram a «atitude agressiva» da Polícia durante os incidentes, tendo considerado «inaceitável» a versão oficial, que acusa os jovens de terem provocado lesões a quatro polícias. «Essas detenções são absurdas», afirmaram os dois jovens.

A Askatasuna não tem dúvidas de que vários «indivíduos vestidos de vermelho e branco agrediram» as pessoas que participavam no acto contra a tortura em frente à igreja de San Andrés.

O organismo anti-repressivo comparou os factos de domingo com «o ataque» dos CRS, há três anos, na Patxa plaza, no último dia das festas. «Esta atitude chocante e de pura provocação deve ser denunciada. Estas pessoas foram ameaçadas e espancadas por porem em evidência a tortura, e para duas delas o fim das festas foi bastante amargo», prosseguiu. A Askatasuna rebateu a versão policial, que foi aceite pelo magistrado do MP quando Gilen Goiti compareceu em tribunal, e exigiu que as acusações sejam retiradas.

Testemunhos
De forma a recolher o maior número de detalhes sobre o que se passou a 31 de Julho, a Askatasuna pediu a todas as pessoas que possam ter presenciado o que ocorreu durante essa manifestação que forneçam informações, utilizando para tal o seguinte endereço de e-mail: témoignages.baiona@gmail.com.
Ainize BUTRON
Fonte: Gara

Ver também: «Clarification sur les altercations des fêtes», de Goizeder TABERNA (lejpb)

Pelo Athletic, em inglês


Com o propósito de incentivar o Athletic Club na campanha europeia deste ano, o grupo de Bilbo Blues 'n' Breakers fizeram sair uma canção em inglês, intitulada «We are the lions».
Fonte: Berria

Aupa Athletic!!!

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Esquerda abertzale, EA e Alternatiba pedem «ambição e generosidade» a PNV e Aralar

Representantes da esquerda abertzale, EA e Alternatiba apresentaram hoje em Donostia a sua proposta eleitoral ao PNV e Aralar para as eleições estatais de 20 de Novembro. Consideram que «é o momento de dar passos desta natureza. Não podemos abordar estas eleições como outras. Apelamos a uma reflexão generosa e ambiciosa, a uma abordagem com sentido de país e para lá de interesses políticos específicos. Em nosso entender, é a sociedade que exige neste momento histórico».

Proposta na íntegra: eus / cas

Vídeo: Proposta política da esquerda abertzale, EA e Alternatiba

Bideoa: Ezker abertzalea, EA eta Alternatibaren proposamena EAJ eta Aralarri

Urkullu não pensa que a criação de «determinadas coligações e blocos» seja «a fórmula idónea»

O Aralar diz estar disposto a aproximar posições

O documento foi lido por Pello Urizar e Jone Goirizelaia, que estiveram acompanhados na mesa por Rufi Etxeberria, Ikerne Badiola, Ander Rodríguez e Begoña Vesga. Confirmaram que se puseram em contacto com os dois destinatários da proposta e que esperam manter uma reunião em breve. A perspectiva subjacente à apresentação da iniciativa é aberta, pelo que o nome da entidade eleitoral concreta a criar e o carácter geral da aliança não estão fechados. A proposta abrange os quatro herrialdes do Sul do território basco. [Os que se encontram sob domínio espanhol.]

Para os proponentes, estas eleições estatais «constituem uma oportunidade para aprofundar a nova fase política criada em Euskal Herria, e, consequentemente, para consolidar a adesão social e o debate político que vão tornando irreversível tanto a passagem para um processo de paz e de soluções democráticas como o avanço em direcção a uma mudança política e social a partir de posições soberanistas e independentistas». Consideram que «o elemento central do confronto político nestas eleições é Euskal Herria e Estado espanhol, situando com clareza duas entidades nacionais que devem conviver com base no respeito pelas decisões democráticas das suas respectivas sociedades».

Os conteúdos básicos da aliança seriam quatro: normalização política, processo de paz e soluções democráticas; reafirmação e exigência de reconhecimento de Euskal Herria como nação com direitos democráticos nacionais; defesa dessa entidade nacional basca sob o princípio de que «Euskal Herria tem a palavra e a decisão»; e apresentação à sociedade basca de um projecto nacional como sinónimo de um projecto económico e social justo e democrático.
Fonte: Gara

Basagoiti recorre a Breivik para atacar os familiares dos presos políticos bascos

Ontem à tarde, a esquerda abertzale chamou a atenção para a «natureza fascista» das declarações feitas horas antes pelo presidente do PP basco, Antonio Basagoiti, contra os familiares dos presos e o deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano.

Como tem sido comum nos últimos dias nalguns políticos bascos, Basagoiti recorreu ao autor da matança da Noruega, Anders Breivik, para carregar contra todos eles. Concretamente, disse que «até os familiares de Breivik são menos maus que os familiares dos presos da ETA, porque os familiares do monstro da Noruega têm vergonha do que o seu filho fez e estes encorajam-nos, aplaudem-nos e exultam com o que fizeram». Sobre Garitano, Basagoiti afirmou que «beneficia do trabalho sujo que outros lhe fazem».

Numa nota de resposta, a esquerda abertzale considerou estas declarações como «parte de uma estratégia de acosso, consequência de uma muito má digestão pós-eleitoral». Mas, para além disso, advertiu que palavras destas «dão força aos sectores fascistas e intolerantes, que sentem possuir caminho livre para viver amedrontando, ameaçando, lançando o seu ódio contra tudo o que é basco, neste caso contra as pessoas que representam o Bildu».

Na nota refere-se que já chegaram ameaças não assinadas a municípios como Lasarte e Andoain que «incluem os argumentos que ouvimos da boca do líder de extrema-direita Basagoiti», que a esquerda abertzale situa «nos antípodas daquilo que a imensa maioria deste país exige».
Fonte: Gara

Roubam os computadores da sede da Etxerat em Gasteiz
A Etxerat fez saber que a sua sede em Gasteiz foi assaltada. Os factos ocorreram ontem, por volta das 20h00, quando um morador na zona viu que a porta tinha sido «escavacada» e chamou a Polícia Municipal. Estes chamaram a Ertzaintza, que por sua vez chamou os bombeiros e estes, depois de verificarem que se tratava de um assalto, vedaram o acesso ao local.
A Etxerat afirmou que só teve conhecimento do roubo hoje de manhã, pois nem a Polícia Local de Gasteiz nem os bombeiros os avisaram. Quando entraram no local, aperceberam-se de os computadores tinham sido roubados.

A Etxerat denunciou ainda a «perseguição mediática» dos últimos dias ao colectivo de presos políticos bascos, sobretudo por parte do PP, cujo secretário-geral na CAB, Antonio Basagoiti, chamou ontem ao deputado geral de Gipuzkoa «proxeneta dos que prostituem a democracia» e criticou a presença de membros da Etxerat na descida do Zeledon. [E recusou-se a cumprimentar o presidente da Câmara de Donostia, Juan Karlos Izagirre.]
Fonte: Gara

Ver também: «Lakua proíbe a manifestação convocada para esta tarde em Gasteiz» (Gara)

Novamente entretidos com as fotos e as faixas solidárias...
Os serviços municipais de Getxo (Bizkaia) andaram a retirar fotos e faixas a favor de presos bascos de vários locais. Mas não é caso único, pois também em Leioa e Algorta foram retiradas diversas faixas solidárias com os presos bascos.
Fonte: Berria

A autarca de Andoain afirma ter sido ameaçada

A autarca de Andoain, Ana Carrere (Bildu), afirmou ter recebido várias cartas com ameaças desde que tomou posse na Câmara Municipal.

Em conferência de imprensa, Carrere, acompanhada por todos os edis da coligação no Município de Andoain (Gipuzkoa), deu hoje a conhecer as ameaças que recebeu nas últimas semanas.

Uma das cartas recebidas tem um conteúdo em tudo semelhante ao da que foi enviada ao autarca de Lasarte, que há poucos dias também denunciou publicamente ter sido alvo de ameaças. [O Gara reproduz alguns excertos.]

Ana Carrere disse que começou a receber este tipo de missivas pouco tempo depois de tomar posse como autarca e que, desde então, isso nunca mais parou – a última chegou na semana passada. Referiu que, embora apresente um endereço de Gipuzkoa, a carta poderia ter sido enviada de Madrid.

Perante isto, fez saber que vai apresentar queixa na Polícia Municipal, que depois deixará o caso nas mãos da Ertzaintza.
VER: Gara

Ver também: «Ane Karrere: "Aski da, ez dugu inolako pentsamoldeen aurkako mehatxurik onartuko"» (Berria)
[Ane Karrere: "Basta, não vamos tolerar ameaças contra qualquer forma de pensamento"]

Em Iruñea, a Etxerat aponta o dedo à política de dispersão e às suas consequências

«Acidentes de viação, a roleta russa de cada fim-de-semana para as famílias dos presos»
A Etxerat deu ontem uma conferência de imprensa em Iruñea, na qual abordou os dois últimos acidentes provocados pela dispersão, em que se viram envolvidos familiares de Rosa Iriarte e Zigor Ruiz, presos políticos bascos naturais de Nafarroa.


Mari Jose, mãe de Zigor Ruiz, relatou o grave acidente que sofreu no sábado passado quando ia visitar o filho à prisão de Herrera de la Mancha, acompanhada pela sua filha, Bakartxo, porta-voz do grupo parlamentar do Bildu em Nafarroa, e pela companheira de Zigor Ruiz.

Fonte: ateakireki.com

Testemunho de Rakel, irmã de Rosa Iriarte, aqui. (Em euskara)

Ver também: «Nós podemos contar o que se passou, outros ficaram na estrada», de Alberto PRADILLA (Gara)
Familiares e amigos dos presos políticos bascos Zigor Ruiz, Rosa Iriarte e Aiala Zaldibar - entre os quais se encontrava a porta-voz do Bildu no Parlamento de Nafarroa, Bakartxo Ruiz -, sofreram dois novos acidentes quando iam fazer a suas respectivas visitas às prisões de Herrera e de Soto del Real. A Etxerat afirmou ontem que «a política penitenciária vigente não tem cabimento no novo tempo político iniciado em Euskal Herria».

Entretanto, ontem, moradores e moradoras do bairro de Errotxapea (Iruñea) concentraram-se para denunciar o acidente de viação sofrido por três habitantes do bairro no sábado passado, quando iam visitar o preso político Zigor Ruiz, encarcerado em Herrera de la Mancha. Na faixa lê-se: «Não à dispersão! Em 22 anos, 400 acidentes». (ateakireki.com)

Em Baiona, concentração contra as violações ocorridas nas festas e novo caso vindo a público

Uma menor apresentou queixa às autoridades por ter sido violada na última noite (domingo) das festas de Baiona. Trata-se da terceira queixa relativa a casos violação ocorridos nas festas da capital de Lapurdi. Para além destas três queixas, houve ainda uma quarta, posteriormente retirada.

A Câmara Municipal de Baiona considerou as ocorrências como muito graves, tendo manifestado que, depois de três queixas por violação, o balanço das festas deste ano não pode ser positivo. Anunciou ainda que, na esquadra de Baiona, passará a haver uma assistente social para a ajudar as mulheres vítimas de violência.

Na terça-feira, realizou-se em Baiona uma concentração para condenar as violações e pedir contas ao autarca, Jean Grenet.
Fonte: Berria

Ver também: «Viols : le bilan s'alourdit», de Goizeder TABERNA (lejpb)

Na foto, mulheres afixam cartaz durante as festas de Baiona a apelar ao civismo, ao espírito festivo e contra as agressões sexistas.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

O Eleak convoca uma manifestação nacional para 13 de Agosto em Donostia

Com o lema «Euskal Herria Libre eta Legala. Eskubide guztiak guztientzat» [País Basco Livre e Legal. Todos os direitos para todos], a manifestação terá como objectivo condicionar a ofensiva lançada pela Audiência Nacional através dos últimos julgamentos políticos, além de reclamar a legalização do Sortu.

Segundo informou o movimento Eleak, ontem, num breve comunicado, «não se trata apenas de denunciar e de fazer o balanço dos últimos julgamentos políticos realizados na Audiência Nacional (o "caso Bateragune", o julgamento dos jovens de Oarsoaldea) e de pedir a absolvição das pessoas envolvidas», pois também pretendem «condicionar a ofensiva lançada por essa mesma instância judicial» e reclamar ao Tribunal Constitucional a legalização do Sortu.

Querem que na mobilização seja evidente «o apoio cada vez maior ao recurso a vias exclusivamente políticas e democráticas», e que é «preciso» que «todas as partes envolvidas (especialmente o Governo espanhol) dêem passos nessa direcção».
Fonte: boltxe.info

Já hoje, numa conferência de imprensa que decorreu em Donostia, o movimento Eleak deu mais detalhes sobre a convocatória, tendo feito um apelo à mobilização.
Sobre a manifestação de dia 13, em Donostia, pretendem que seja o «prelúdio» de «um novo tempo político em que os direitos civis se vejam materializados com a legalização do Sortu, o fim da repressão e a mudança da política penitenciária».
Ver: Gara

O Bildu fez saber que a autarca de Andoain foi alvo de ameaças

Amanhã, em conferência de imprensa, o Bildu dará a conhecer as ameaças de que a autarca de Andoain (Gipuzkoa), Ana Carrere, tem sido alvo nas últimas semanas, e vai denunciar esses factos.
De acordo com o Bildu, Carrere tem recebido ameaças desde que surgiu o caso dos guarda-costas. [O Bildu vetou o acesso dos guarda-costas a todos os edifícios municipais; posteriormente, chegou a um acordo com o grupo municipal do PSE e com a única vereadora do PP na edilidade.]
Na sexta-feira passada, o Bildu denunciou um outro caso de ameaças a um autarca, neste caso o de Lasarte-Oria (Gipuzkoa), que recebeu uma carta de cariz intimidatório.
Fonte: Berria

Homenagem a Félix Arnaiz, vítima do franquismo, nas festas de Erromo
A notícia já aqui foi dada; agora apresentamos o vídeo realizado pela Koska Irratia. Trata-se do acto de homenagem a Félix Arnaiz, jovem assassinado pela Polícia Municipal durante as festas de Erromo (Getxo, Bizkaia), mais concretamente no dia 2 de Agosto de 1969. No acto, reivindicou-se a Verdade, a Justiça e a Reparação para Félix Arnaiz e seus familiares. (Em euskara e castelhano.)
Fonte: Koska Irratia

Uma multidão em Gasteiz na descida do Zeledon

O Zeledon ou Celedón desceu para a Ama Zuriaren enparantza ou Praça da Virgem Branca às 18h00 em ponto. Lá em baixo, encontravam-se milhares de pessoas, que queriam dar início às festas de Gasteiz.
Depois, o Zeledon de carne e osso, que este ano voltou a ser Gorka Ortiz de Urbina, mergulhou no meio da multidão e, de guarda-chuva na mão, atravessou a praça por entre as ondas de foliões. O autarca de Gasteiz, Javier Maroto, foi o primeiro a recebê-lo na Câmara Municipal.

Ao sol, era possível ver muitas bandeirolas e faixas a favor dos presos políticos bascos e da independência.

O deputado geral Gipuzkoa, Martin Garitano, também se encontrava no local, juntamente com os familiares dos presos políticos Maite Díaz de Heredia e Gotzone López de Luzuariaga.
Fonte: Gara / Foto: Noticias de Alava

Fotos: Zeledonen jaitsiera / Descida do Zeledon (Gara)

Vídeo: Zeledonen jaitsiera Andra Mari Zuriaren enparantzan (Gara)

Suplemento do Berria: «Andre Mari Zuria. Hemen da Zeledon» (euskaraz)

«¿Que Gasteiz se encontrara Celedon esta tarde?», de Sare Antifaxista (SareAntifaxista)
Celedón, o caseiro de Zalduondo, voltará hoje, como todos os anos a 4 de Agosto - e já lá vão 54 anos -, à Praça da Virgem Branca de Gasteiz.

As Gasteizko Txosnak atribuem o Galardão Txosnisaria 2011 à Associação 3 de Março
Este ano, o galardão Txosnisaria, que foi atribuído o ano passado por ocasião do 30.º aniversário da Gasteizko Txosnak, vai ser novamente entregue.
Desta vez, a distinção coube à Asociación 3 de Marzo, «pela dignidade demonstrada nos seus 35 anos de existência e porque a situação vivida pelas classes populares é bastante grave».
Fonte: SareAntifaxista via lahaine.org

Últimos retoques na pastoral «Monzon»

No próximo domingo vai ser apresentada em Larraine (Zuberoa), num cenário único, a pastoral que conta a história da vida de Telesforo Monzon. Em 24 jelkaldis [cenas, precedidas de uma introdução (lehen predikua) e seguidas de uma conclusão (azken predikua)], o percurso do político e homem de cultura Telesforo Monzon (Bergara, 1904 - Baiona, 1981) será contado a cantar. Na imagem, os últimos ensaios feitos pelos larraintarras na segunda-feira.
Fonte: Berria

Fotos dos ensaios: Telesforo Monzon pastorala (Berria)

Ver também: «Larrau en effervescence : Monzon Pastorala arrive», de Carole SUHAS (Lejpb)

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Protesto contra a demolição do Kukutza

Dezenas de pessoas concentraram-se hoje de manhã junto ao Kukutza Gaztetxea, em Bilbo, para evitar que empregados da empresa Cabisa montassem um andaime no edifício que pretende demolir.

Vídeo: Concentração no Kukutza (Gara)

O centro social Kukutza já esteve instalado noutros dois espaços do bairro bilbaíno de Errekalde antes de ocupar a antiga fábrica de Cerezo, que se encontra fechada há meio século. Agora, a construtora Cabisa SA quer despejar e demolir o gaztetxe para ali edificar um bloco de seis andares para habitação.

Os trabalhadores da empresa iam colocar hoje mesmo andaimes no edifício para dar início aos primeiros trabalhos de demolição. Entretanto, ontem já tinha sido dado o alerta, e hoje de manhã cedo, a partir das 7h30, dezenas de pessoas começaram a concentrar-se no local para impedir que o atropelo se concretizasse.

As pessoas que defendem a continuidade do projecto autogerido consideram que não se justifica a construção de um novo bloco de apartamentos nesta zona da capital biscainha.
Num estudo da Câmara Municipal, de 2009, afirma-se que em Errekalde existem 21 050 habitações, sendo que 1937 se encontram vazias, num bairro que perdeu 3800 habitantes entre 1987 e 2009. As pessoas interrogam-se sobre a razão de pretender construir, «em época de crise, mais dez blocos de habitação em zonas como Artazaberri, Iturrigorri ou a Rua La Paz, quando somos menos».

Entre muitas outras coisas, no Kukutza existe a única escola de circo da Bizkaia, há um refeitório vegetariano com menus a cinco euros e uma aula de dança; funciona como local de ensaio para bandas locais, fabrica cerveja de modo artesanal e promove a troca de roupa; é ainda local de residência para dez jovens.
Fonte: Gara

Ver também: «Kukutza: erresistentzia umore onean» (Berria)
[Kukutza: resistência com bom humor]

Leituras

«Lo que faltaba: los de Bildu no van a misa», de Maite SOROA (Gara)
Eu, com todo o respeito por quem assiste a cerimónias religiosas, teria feito o mesmo.

«Garitano no fue a misa y lo crucificaron» (insurgente.org)
Este ano uma parte das autoridades não cruzou a porta do templo. Os cargos eleitos do Bildu recusaram-se a entrar na igreja e a participar na eucaristia

«Transformar o hipotecar Bilbao», de Juan Mari ZULAIKA, informático (Bilbo Branka)
As mais-valias fizeram o milagre. É uma outra forma de hipotecar a cidade e não menos perniciosa: requalificar por sistema todo o terreno livre para habitação, no nível máximo permitido, sem atender a outras necessidades prioritárias, como equipamentos sociais, serviços e espaços de convívio.

«Kukutza: ciudadanía vs mercado», de Urtzi UGALDE, técnico do Euskadiko Gazteriaren Kontseilua (SareAntifaxista)
Sim, senhores gestores da coisa pública, bem sabem que, de facto, o Gaztetxe é mais vosso que de uma construtora com dezenas de subempreitadas. Digo-o porque, face a um conflito como este, devia prevalecer o exercício do legítimo (o interesse colectivo) sobre a imposição «legal» (interesse privado).

Iruñea: «Ongi etorri» a Amaia Elkano


A jovem navarra, detida no âmbito da grande operação jurídico-policial de Novembro de 2009 contra a juventude independentista, foi libertada na segunda-feira. Ontem, foi recebida pelos seus conterrâneos na Alde Zaharra de Iruñea. Jo ta ke, irabazi arte!
Fonte: ateakireki.com

Garitano, Izagirre e familiares de presos no txupinazo das festas de Gasteiz
O grupo municipal do Bildu de Gasteiz, que é antifascista, convidou para assistir ao início das festas de La Blanca, amanhã, na capital de Araba, o deputado geral de Gipuzkoa, Martin Garitano, o presidente da Câmara de Donostia, Juan Karlos Izagirre, o secretário-geral do EA, Pello Urizar, o representante da esquerda abertzale Iñaki Olalde, o porta-voz da Alternatiba, Oskar Matute, e uma representação de familiares de presos políticos bascos.
Como o txupinazo este ano é lançado por jornalistas, convidou ainda representantes de órgãos de comunicação social alternativos, como a Hala Bedi e Geu Gasteiz.
Fonte: Gara

O PP pede explicações a Lakua pela concentração em Loiola
O PP pediu explicações ao Departamento do Interior do Governo de Lakua pela concentração em defesa dos direitos dos presos políticos que teve lugar na segunda-feira em frente à basílica de Loiola, como acontece todos os anos.
Num comunicado, o PP lamentou que ainda haja pessoas que «aproveitem» datas tão marcantes, como a festividade de Santo Inácio, para «fazer a apologia da ETA».
Carlos Urquijo referiu que, com o propósito de saber se a mobilização convocada pela Etxerat tinha sido antecipadamente comunicada ao Departamento do Interior, deixou no Parlamento de Gasteiz uma série de perguntas que têm esse Departamento por destinatário. Afirma estar interessado em saber se serão aplicadas sanções.
Fonte: Gara

Félix Arnaiz, vítima do franquismo, foi homenageado nas festas de Erromo

Cerca de 300 pessoas participaram ontem em Erromo (Bizkaia) num acto de homenagem, organizado pela Comissão de Festas de Itzubaltzeta/Romo e Pinueta e pela associação Ahaztuak 1936-1977, a Félix Arnaiz Maeso, por ocasião do 42.º aniversário do seu assassinato por um Polícia Municipal de Getxo.
No decorrer da cerimónia, que incluiu, entre outras coisas, a colocação de uma placa em memória de Félix na esquina das ruas Errekagane e Ibaiondo e uma oferenda floral, Martxelo Alvarez, membro da Ahaztuak, tomou a palavra e pediu às pessoas que assistiram à tragédia ou que dela tenham sido testemunhas que «acabem com a impunidade e rompam o silêncio», de forma a que «se esclareça o que aconteceu naquele dia».
Notícia completa: ukberri.net / [Nota: Martxelo Alvarez não «assistiu à tragédia», como primeiro traduzimos; a correcção já foi efectuada; pedimos desculpa pelo erro.]

Ver também: «Familiares de Félix Arnaiz querem provar que este é uma vítima do franquismo» (Gara)

Fotos: Felix Arnaizi omenaldia (2/8/2011)

Fascistas em Larrabasterra
De acordo com o portal sopela.net, nestes últimos dias apareceram inscrições fascistas na rotunda de Larrabasterra (Sopela, Bizkaia), mais concretamente, a palavra «asesinos» rabiscada por cima de um cartaz do BILDU e a expressão «esto es España» num sinal de trânsito. Junto às pintadas, é possível ver um anagrama fascista conhecido.
A fonte referida considera que «a estas inscrições está subjacente uma mensagem e que é necessário salientar o facto de tanto o PP como alguns porta-vozes do PSOE terem andado a veicular a mesma mensagem sobre o BILDU». Afirmam ainda que as «pintadas não foram muitas», mas que se trata de um «sinal claro da força que os movimentos fascistas estão a ganhar».
Fonte: sopela.net via etengabe

O documentário 'Bertsolari' vai ser apresentado na secção oficial do Zinemaldia, fora de concurso

Bertsolari, filme documental de Asier Altuna (Bergara), vai ser apresentado na secção oficial do Donostiako Zinemaldia/Festival de Cinema de San Sebastián, fora de concurso. No habrá paz para los malvados, do bilbaíno Enrique Urbizu, foi seleccionado para competir nessa mesma secção. Urte berri on, amona!, primeira longa-metragem de Telmo Esnal (Zarautz), será apresentada na secção Zabaltegi-Novos realizadores.
VER: Berria e Gara

Bertsolari

BERTSOLARI PILOTO SPANISH SUB. from txintxua on Vimeo.
Trailer do documentário realizado por Asier Altuna e produzido por Txintua films.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Manifestação contra o mandado de detenção europeu a 15 de Agosto

Numa altura em que se aguarda o veredicto do tribunal de apelação de Agen, previsto para dia 17 de Agosto, sucedem-se as mobilizações em solidariedade com Daniel Derguy. Agora foi o Colectivo basco contra o mandado europeu a convocar uma manifestação para dia 15 de Agosto, às 17h00, em Donibane Garazi (Nafarroa Beherea). Uma acção de protesto que se pretende «unitária e massiva».

«Denunciámos a aplicação do mandado europeu a Aurore Martin, e agora denunciamos igualmente a sua aplicação a Daniel Derguy», afirma o colectivo em comunicado. Uma posição que justificam, também, com a recusa do «princípio da dupla condenação», na medida em Derguy já foi anteriormente condenado e cumpriu pena.

Com o mandado europeu emitido contra este Basco natural de Hazparne (Lapurdi), o «Estado espanhol demonstra a sua vontade de prosseguir na senda da repressão, com a colaboração activa do Estado francês», afirma o colectivo, «quando no País Basco se faz um esforço em busca de uma resolução política». Recorrendo à via judicial, o Estado está a dar uma outra «roupagem à repressão política». / G.T.
Fonte: Lejpb

Ver também: «Manifestação em Donibane Garazi para pedir a anulação do mandado europeu contra Dergi», de Arantxa MANTEROLA (Gara)

Iruñea: Familiares congratulam-se com libertação de duas presas e pedem fim da repressão frente à sede do PSOE
105 pessoas juntaram-se ontem na concentração semanal em frente à sede do PSOE, na qual foi mencionada a libertação de Amaia Elkano e Garbiñe Urra. «Já são menos duas injustamente encarceradas. Já são mais duas em suas casas, nas suas terras», referiram. Também pediram ao PSOE que acabe com a repressão e os «julgamentos farsa».

Leitura:
«Ongi etorri», de Dani SARALEGI (Iruindarra via ateakireki.com)

Os dois jovens detidos no domingo em Baiona encontram-se em liberdade

Os dois jovens de Lapurdi que foram presos no domingo em Baiona foram postos em liberdade. O menor foi libertado ontem; o outro, hoje.

Ontem, cerca de cinquenta pessoas concentraram-se em frente à esquadra de Baiona para exigir a libertação de ambos. Depois, ficou-se a saber que um deles, menor de idade, estava livre e que teria de comparecer num tribunal de menores a 4 de Outubro.

O outro, Gilen Goiti - que se encontra em liberdade condicional, depois de ter sido condenado pelo Tribunal especial de Paris, no dia 23 de Junho, a três anos de prisão, dois deles com pena suspensa -, foi libertado hoje, mas terá de se apresentar semanalmente na esquadra para assinar, e no dia 6 de Setembro irá a tribunal.

As detenções ocorreram no domingo ao meio-dia - dia em que, nas festas de Baiona, se assinala a geminação Baiona-Iruñea -, numa altura em que um grupo de jovens realizava uma concentração junto à igreja de San Andres para denunciar, perante a comitiva oficial de representantes municipais, «a utilização da tortura no Estado espanhol». De acordo com a versão das autoridades, nos incidentes dois polícias terão sido «agredidos».

Momentos de tensão
A Askatasuna, por seu lado, fez saber, numa nota de imprensa, que «vários polícias vestidos à civil, com o típico traje branco e vermelho das festas, perseguiram os jovens, insultando-os e fazendo gestos agressivos». Sucederam-se «momentos de tensão, nos quais participaram outros polícias que entretanto tinham chegado ao local e que bateram nalguns dos jovens», incluindo os detidos. A Askatasuna precisou que «foram pontapeados, inclusive, quando já se encontravam deitados e controlados no chão».

O organismo anti-repressivo denuncia, «uma vez mais, a perseguição policial sofrida pelos jovens independentistas», uma forma de actuação que «não vai no sentido de uma solução democrática que grande parte da sociedade basca deseja». E faz um apelo à mobilização.
Fonte: Gara e Berria

Jovens de Antsoain organizam uma marcha de montanha «antifranquista» até ao presídio de Ezkaba

Antsoaingo Gazte Indarra * E.H.
A Antsoaingo Gazte Indarra (Antsoain, Nafarroa) organizou uma marcha de montanha, que irá decorrer entre os dias 8 e 12 de Agosto. Com a marcha, os jovens pretendem homenagear os militantes antifranquistas que lutaram pela liberdade, os que em 22 de Maio de 1938 escaparam do presídio (dos quais apenas três conseguiram alcançar a fronteira).
Ao longo da marcha haverá diversas actividades: cinema, debates, jogos, entre outras.
Fonte: SareAntifaxista

A Festagiro Taldea preparou um programa popular para as festas de Lizarra
Lizarrako Txosnak 2011
Como acontece todos os anos, a Lizarrako Festagiro Taldea (LI.G.A., Ekologistak martxan, Ultima alternatiba, Gazte independentistak, Bilgune feminista, begibistan, AEK, Askatasuna, Ikasle Abertzaleak) trabalha para ter umas festas populares em Lizarra (Nafarroa). Assim, a partir de 4 de Agosto, vamos dar cor à terra, com umas festas participativas, euskaldunes, em tons de roxo, vermelho, verde…
Como sempre, mas recuperados, encontramo-nos nas traseiras da estação de autocarros.
Ver programa em: topatu.info

XVI acampamento contra o TGV
A Assembleia contra o TGV organizou a «AHTaren aurkako XVI akanpada», que decorreu em Hernani (Gipuzkoa), entre os dias 26 e 31 de Julho. Quem aderiu à iniciativa teve oportunidade de participar em múltiplas actividades, como debates, mesas-redondas, excursões às zonas afectadas pela grande infra-estrutura, teatro ou concertos.
A iniciativa terminou no domingo em Donosti com teatro de rua; ali, podia-se ver como as terras eram «engolidas» pelo TGV.

Mais informação: ahtgelditu e Gara

Habeas Corpus - «No te rindas»


Os madrilenos Habeas Corpus ao vivo em Euskal Herria.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Na Catalunya, o Bildu dá a conhecer a razão do seu êxito eleitoral, mesmo vigiado pela Guarda Civil

Os representantes do Bildu terminaram no sábado um ciclo de conferências que os levou a percorrer, na semana passada, com os anfitriões da Solidaritat per la Independencia (SI), grande parte do território catalão. O propósito era comunicar, de viva voz, a sua experiência enquanto coligação entre forças soberanistas e dar a conhecer a sua entrada, com grande êxito, nas instituições bascas, na sequência das últimas eleições municipais e forais. / A. TERRONES
VER: Gara

A Guarda Civil manda agentes para «controlar» a presença de políticos do Bildu na Catalunya
Mandou três agentes a uma conferência e dois a um almoço, mas ficaram de barriga vazia. Imaginamos que o controlo não visasse unicamente os políticos bascos, mas todos os presentes. Listas negras, já sabemos...

A Guarda Civil mandou agentes à paisana para a conferência que a porta-voz do Bildu, Lorena López, deu em Girona, segundo denunciou a Solidaritat Catalana. O encontro, que foi organizado pela Solidaritat per la Independencia (SI), encheu a Farinera Teixidor e contou com a «discreta» vigilância dos agentes do Servicio de Información de la Guardia Civil (SIGC).
O SIGC destacou três agentes, dois dos quais ficaram a exercer o ofício num banco em frente ao edifício, enquanto o terceiro foi lá dentro ouvir a conferência, de acordo com fontes oficiais da Solidaritat.
No dia seguinte, em Vic, os dois agentes destacados tiveram de ficar mais afastados do evento em causa, pois tratava-se de um almoço para o qual era preciso fazer marcação. «Por esta razão, não entrou», afirmaram as mesmas fontes.
Fonte: kaosenlared.net

Em Loiola, a Etxerat lembra às autoridades a situação dos presos

Martín Garitano e Lohitzune Txarola não assistiram ao acto religioso, presidido pelo bispo José Ignacio Munilla, no qual esteve presente a conselheira da Educação do Governo de Gasteiz, Isabel Celaá.

O autarca de Azpeitia, Eneko Etxeberria, do Bildu, recebeu hoje de manhã na Câmara Municipal a conselheira da Educação, que ali esteve em representação do Executivo de Patxi López, o deputado geral de Gipuzkoa e a presidente das Juntas Gerais, entre outros representantes públicos, no acto institucional anual que tem lugar por ocasião da celebração do dia Santo Inácio.

Após a recepção, os convidados foram até à Basílica de Loiola. No lado de fora do edifício, um grupo de membros da Etxerat lembrou às autoridades a violação de direitos que os presos políticos bascos sofrem nas prisões espanholas e francesas e exigiram o seu repatriamento. Dois representantes entregaram-lhes em mão um relatório sobre a situação dos seus familiares.

No interior da basílica, o bispo de Donostia, José Ignacio Munilla, pediu na sua homilia que a ETA acabe, tendo afirmado que «a verdadeira paz não pode nascer de meros cálculos políticos, mas do verdadeiro arrependimento».
Nenhum dos representantes do Bildu assistiu à cerimónia religiosa, durante a celebração da qual dialogaram, cá fora, com os familiares dos presos ali concentrados. Em declarações à imprensa, Garitano pediu «a imediata derrogação da doutrina Parot, que é a pena perpétua, o fim da dispersão, a libertação dos presos que se encontram doentes e daqueles que estão em condições de aceder à liberdade condicional».
Fonte: Gara

Vídeo: Conferência de imprensa da Etxerat depois da concentração realizada em Loiola (Gara)

Fotos: Imagens da cerimónia anual na Basílica de Loiola e da concentração pelos presos realizada pela Etxerat (Berria)

Petra Elser: «Aqui há uma grande capacidade de criação, de receber a tradição e de a transformar»

Petra ELSER entrevistada por Fermin MUNARRIZ

Nasceu na Alemanha e participou no movimento alternativo. A vontade de conhecer outras experiências e outras línguas levaram-na a um país que a cativou pelo seu dinamismo político e cultural. E fê-lo seu. Conheceu as suas expressões mais criativas e também mais amargas. Até a prisão. Aprendeu euskara, língua em que vive e em que pediu para responder à entrevista; aceitou fazê-lo em castelhano para que a sua voz chegue a quem desconhece o idioma e possa assim ficar a saber que uma basca de Frankfurt ensina euskara a imigrantes. Porque é uma bela via de acesso à descoberta de um outro mundo. Traduz literatura basca para alemão.
VER: Gara

Vídeo: http://www.gara.net/bideoak/110729_elser/index.php

Em Baiona, o último dia das festas ficou marcado por cargas policiais violentas e pela detenção de dois jovens

Ontem, o programa do último dia das festas da capital de Lapurdi incluía a comemoração da geminação entre Baiona e Iruñea. Como todos os anos, houve missa na igreja de San Andres, seguida de desfile das autoridades pelas ruas apinhadas em direcção à Câmara Municipal.

A imagem parecia a de sempre, mas o final das cerimónias, ontem, foi tudo menos festivo. Um grupo de jovens de Baiona não se alheou da presença dos dignitários iruindarras na sua cidade e convocou, para as 11h30, uma concentração para a San Andres plaza, com o lema «UPN torturatzaile» [UPN torturadora]. Quando se iniciou o desfile em direcção à Câmara Municipal, os cerca de 40 jovens presentes exibiram uma faixa em que se lia precisamente «UPN torturatzaile», e a Polícia carregou sobre eles de forma violenta.

Apesar disto, os jovens prosseguiram com a manifestação. Então, tanto os CRS como os polícias à paisana carregaram novamente sobre eles. Bateram-lhes com cacetetes, colocaram-lhes barreiras e chegaram mesmo a ameaçá-los com uma arma. Um polícia sacou da arma e encostou-a à barriga de um dos jovens, pedindo-lhe que se acalmasse.

Outros dois jovens foram agredidos na cabeça e no corpo. Os tumultos prosseguiram até à Rua Salie, onde, na sequência de outro incidente, os jovens angeluarras Gilen Goiti e Unai Arkauz foram detidos.

À tarde, pelas 18h00, houve uma manifestação para denunciar o ataque, onde, de acordo com a Askatasuna, estiveram presentes 200 pessoas. Com o lema «Atxilotuak askatu», foi da Patxa plaza até à esquadra. Para hoje, às seis e meia da tarde, a Askatasuna convocou uma concentração em frente à esquadra de Baiona. [Entretanto, de acordo com o diário Berria, um dos detidos foi libertado hoje à tarde.]

Almoço a favor dos presos
Depois dos incidentes, as detenções foram o tema principal durante o almoço a favor dos presos que decorreu na Patxa plaza - um encontro que se realiza todos os anos e que este ano reuniu cerca de mil pessoas. / Ainize BUTRON
Notícia completa: Gara e lahaine.org

Na foto de cima, almoço na Patxa plaza no âmbito do Gazte Eguna [Dia da Juventude], que decorreu no sábado. (Gaizka Iroz / kazeta.info)

Na de baixo, faixa contra a dispersão dos presos políticos bascos, numa rua de Baiona, durante as festas. (Baiona Askatu)

Denunciaram dois casos de violação nas festas de Baiona
O balanço deste ano das festas de Baiona é também triste: duas mulheres apresentaram queixa por terem sido violadas na noite de sexta para sábado. Uma delas é menor - tem 17 anos.
Foi apresentada ainda uma terceira queixa, neste caso relativa à noite de sábado para domingo. Contudo, a queixosa decidiu retirá-la mais tarde.
Nesta altura, a Polícia está a investigar as ocorrências.
Fonte: Berria

Solidariedade com Euskal Herria no México e na Argentina

Na sexta-feira passada em Buenos Aires e no domingo na Cidade do México, houve iniciativas solidárias e de sensibilização para a situação que se vive em Euskal Herria.

Em Buenos Aires, como já é habitual nas últimas sextas-feiras de cada mês, entre as 12h30 e as 14h30, os Euskal Herriaren Lagunak (Amigas y Amigos del Pueblo Vasco) voltaram a instalar-se em pleno centro da cidade, nas esquinas da Florida e Diagonal Norte, para pedir aos argentinos a sua solidariedade para com as prisioneiras e prisioneiros políticos do País Basco. Desta vez, coube às Asambleas del Pueblo a organização da actividade, em conjunto com as organizações Torre e FAR. Durante a iniciativa, ouviram-se palavras de ordem e convidou-se os cidadãos a assinar um manifesto em defesa dos presos bascos. Para além disso, foram distribuídos folhetos com um resumo da história da luta do Povo basco pela independência e o socialismo.

Por outro lado, ontem, no Distrito Federal (México), decorreu uma jornada solidária que incluiu uma conferência e um concerto. O tema principal da conferência foram, concretamente, as forças políticas Bildu e Sortu, mas também se abordou de forma genérica a situação política basca. A isto seguiu-se um concerto com a presença de Francisco Barrios «El Mastuerzo» e Tlaxikerox.
Fonte: askapena.org