terça-feira, 24 de março de 2009

Ofensiva contra a esquerda ‘abertzale’: Garzón ordena a abertura de um processo contra 44 membros do Batasuna, do EHAK e da ANV

(Tasio-Gara)

De acordo com a EFE e a Europa Press, no auto de acusação, o juiz Garzón argumenta que a ANV e o EHAK foram “instrumentalizados pelos membros da Mesa Nacional do Batasuna, entre eles os imputados, para continuar a acção delitiva desenhada por ETA/Ekin/Batasuna através da frente institucional do complexo terrorista”.

Os acusados são Jean-Claude Agerre, Txema Jurado, Eusebio Lasa, Imanol Iparragirre, Josetxo Ibazeta, Joana Regueiro, Angel Mari Elkano, Asier Imaz, Xabi Larralde, Mikel Garaiondo, Marisa Alejandro, Pernando Barrena, Arantza Santesteban, Haizpea Abrisketa, Ibon Arbulu, Karmele Aierbe, Maite Díaz de Heredia, Marije Fullaondo, Jon Kepa Garai, Mikel Etxaburu, Ana Lizarralde, Aurore Martin, Aner Petralanda, Juan Joxe Petrikorena, Patxi Urrutia, Mikel Zubimendi, Nuria Alzugarai, Egoitz Apaolaza, Iñigo Balda, Gorka Díaz, Unai Fano, Maite Fernández Labastida, Aitor Aranzabal, Joseba Zinkunegi, Alazne Arozena, Kepa Bereziartua, Ino Galparsoro, Pello Gálvez, Antxon Gómez, Gorka Murillo, Asier Arraiz, Rufi Etxeberria, Juan Kruz Aldasoro e Joseba Permach.

A maior parte deles encontra-se actualmente na prisão, excepto Jean-Claude Agerre, Xabi Larralde, Haizpea Abrisketa, Aurore Martin, Josetxo Ibazeta, Egoitz Apaolaza, Alazne Arozena, Kepa Bereziartua, Ino Galparsoro e Antxon Gómez.
Têm de prestar declarações nos dias 13, 14, 15, 16, 17 e 20 de Abril.

Além disso, ratifica as medidas cautelares impostas aos processados e dirige uma comissão rogatória ao Estado francês para que o informem se existem casos abertos nesse país “sobre os nacionais franceses aqui processados por factos idênticos ou similares aos recolhidos na presente resolução” (Jean-Claude Agerre, Xabi Larralde, Haizpea Abrisketa e Aurore Martin).

Fonte: Gara

O preso Xabier Etxeberria perde 10 quilos em 22 dias de greve de fome


O prisioneiro político de Azpeitia Xabier Etxeberria já perdeu mais de dez quilos desde que entrou em greve de fome, há 22 dias. Iniciou esta luta porque, ao cumprir a pena a que foi condenado pelos tribunais de parisienses no dia 31 de Março, as autoridades francesas o podem então expulsar do país e entregar à Polícia espanhola, “correndo assim o risco de ser torturado”.

Foi isto mesmo que o Movimento pró-Amnistia veio afirmar na conferência que levou a cabo em Donostia, juntamente com habitantes de Azpeitia, familiares de Etxeberria e a advogada Onintza Ostolaza. Convocaram ainda para esta sexta-feira uma manifestação, que partirá às 19h30 desde a Praça de Azpeitia, apelando à continuidade das mostras de solidariedade que os habitantes de Azpeitia têm dirigido ao seu conterrâneo encarcerado.

«Hipocrisia» do autarca
O interesse manifestado pelos cidadãos não foi secundado, segundo criticou o Movimento pró-Amnistia, pelo actual presidente da Câmara da localidade guipuscoana, Julian Eizmendi (PNV).
Os presentes referiram que tiveram que ser eles a convocar o autarca para uma reunião sobre a situação de Xabier Etxeberria, na qual lhe propuseram que convocasse uma sessão plenária extraordinária, mas sem que tal proposta fosse até hoje merecedora de qualquer resposta, e isto sabendo-se que o preso azpeitiarra vai já no 22.º dia de jejum.
“Em nosso entender, estamos perante uma nova mostra de hipocrisia por parte da pessoa que acedeu à autarquia como um exemplo da defesa de todos os direitos humanos. Conhecemos anteriormente a negligência de alguns autarcas relativamente a casos de tortura de cidadãos de Azpeitia. Pedimos-lhe que não faça o mesmo e que se envolva no caso de Xabier Etxeberria”, afirmaram ontem em Donostia.

Para além de recordarem que o estado de saúde do prisioneiro político se agrava à medida que o tempo passa – como evidenciam os dez quilos que perdeu desde o dia 3 de Março –, realçaram o facto de “um preso político basco ter tido que tomar medidas tão drásticas para defender os seus direitos básicos”.
É que a história recente do país evidencia a ocorrência de casos em que cidadãos bascos “foram expulsos do Estado francês para serem detidos, colocados sob incomunicação e torturados pela Polícia espanhola”.

Gari MUJIKA

Seis prisioneiros políticos bascos recuperam a liberdade

Os presos políticos donostiarras Peio Lamarka, Beñat Apalategi e Ekaitz de Ibero saíram em liberdade na sexta-feira, depois de pagarem uma fiança de 10 000 euros, e os biscainhos Amets Ladislao, Xabier Gutierrez e Ibai Egurrola sairão hoje, depois de pagarem uma fiança de 18 000 euros, de acordo com as informações avançadas pelo Movimento pró-Amnistia.
Por outro lado, 60 pessoas mobilizaram-se ontem em Ondarroa em defesa dos direitos dos presos, 60 em Santurtzi, 15 em Zaldibia, 11 em Euba, 16 em Astigarraga, 24 em Altza, 11 em Abadiño, 42 em Iurreta, 15 em Zaldibar, 47 em Laudio, 16 em Añorga, 20 no bairro bilbaíno de Zorrotza e outras 20 em Otxarkoaga.
Fonte: Gara

Elkarrizketa / Entrevista: criminalização da desobediência cívica




Doze jovens de Iruñea [Pamplona] incorrem numa pena de 2 anos e meio de prisão por se terem sentado na via pública e cortado o trânsito na Encosta do Labrit, em 2007, em solidariedade com Xabier Errea e na luta em prol dos gaztetxes [centro juvenis]. Pessoas ligadas à iniciativa Iruñerria Piztera Goaz e habitantes de Iruñea dão a sua opinião sobre o assunto.
Fonte: apurtu.org


Entretanto, neste último fim-de-semana, no âmbito da campanha «nik ere egin nuen / yo también lo hice», em defesa da desobediência cívica e contra o julgamento dos doze membros da iniciativa Iruñerria Piztera Goaz que vai decorrer no dia 26 de Março na Audiência Provincial de Nafarroa, centenas de jovens participaram num «jogo das cadeiras», organizado na Gaztelu Plaza, em Iruñea. Dançavam ao som da elektrotxaranga e, quando a música parava, os que não se conseguiam sentar eram detidos pelos “munipa-clowns”.

Mas, subitamente, a Polícia Municipal agrediu uma jovem que se encontrava no coreto da praça a tirar fotos. As pessoas acorreram em defesa da jovem, e a Polícia Nacional espanhola acabou por intervir e carregar sobre os jovens, até evacuar a praça.

Fonte: euskalherria.indymedia.org

segunda-feira, 23 de março de 2009

A Ertzaintza contra as cerimónias de Pasaia, por terra, mar e ar

Foi Guarda Civil que os matou a tiro há 25 anos, mas ontem não teve que mandar para a baía nenhum dos seus agentes. Foi a Ertzaintza quem se encarregou de evitar a realização do acto evocativo de Pedro Mari Isart, Dionisio Aizpuru, José Mari Izura e Rafael Delas. E fê-lo por terra, mar e ar. Um pequeno exército contra familiares e moradores que só reclamam a verdade sobre aqueles acontecimentos.

A primeira barricada policial estava em terra, no parque de estacionamento à entrada de Donibane Pasaia. Um autocarro proveniente da Txantrea – o bairro de Iruñea [Pamplona] de onde eram naturais José Mari Izura Pelu e Rafael Delas Txapas – deparou ali com várias furgonetas da Ertzaintza. Os ertzainas deixaram passar os primeiros viajantes, mas intervieram quando começaram a descarregar ttuntturros [chapéus] e chocalhos. Uma dezena de membros do zanpantzar do bairro foram retidos e identificados; os seus sacos, inspeccionados minuciosamente. As dúvidas sobre o acto convocado para o meio-dia estavam dissipadas: apesar de não ter havido conhecimento prévio de nenhuma nota oficial a este respeito, ia ser proibido, como já tinha acontecido com um debate realizado na Txantrea alguns dias antes.

O sinal seguinte veio do ar. Faltavam ainda alguns minutos para as 12h, hora prevista para o início da manifestação até às rochas em que ocorreram os assassínios, mas o helicóptero da Ertzaintza já zumbia desde o farol até Pasai Antxo e desde Pasai Antxo até ao farol. Quem ia passear até Donibane deu a volta.

Mas a surpresa maior estava à espera na praça coquete de Donibane. Uma barcaça com as denominações «Polícia» de um lado e «Ertzaintza» do outro, e com a inscrição «Departamento do Interior do Governo Basco», percorria a embocadura. Muito poucos tinham visto antes essa embarcação. Assim, a Guarda Civil também não teve que intervir por mar. Ficava claro que a Ertzaintza também se ia encarregar de fechar essa via, para o caso de alguém ter pensado em levar algum ramo de flores de barco até ao lugar onde caíram abatidos os quatro militantes dos Comandos Autónomos Anticapitalistas.

A ikurriña de Merino
O comando da Ertzaintza argumentou que o acto tinha sido proibido por Madrid ontem mesmo, mas a exaustiva preparação do dispositivo denunciava a premeditação.
Às 12h, duas dezenas de encapuzados com os lançadores de balas de borracha em riste entraram na praça, e os turistas foram-se embora, mostrando nos gestos uma mistura de medo com aborrecimento. Alguns familiares aproximaram-se da Ertzaintza procurando fazer-lhes ver que apenas queriam lembrar os seus mortos. Com eles iam também os dois únicos sobreviventes da matança: Rosa Jimeno e Joseba Merino, que não largou em nenhum momento uma ikurriña com um crepe negro.

Tentar negociar com a Ertzaintza revelou-se logo algo de totalmente inútil. O comando impôs uma condição impossível: só deixariam que cinco familiares se aproximassem das rochas com os seus ramos de flores se as restantes pessoas saíssem da praça. Dito de outra forma, tentar chegar até ao lugar podia tornar-se a desculpa para carregarem. E quem conhece a praça de Donibane Pasaia sabe bem que não há muitas hipóteses de escapar aos cacetetes. Nesta ocasião, nem mesmo atirando-se para o mar, onde o barco-fantasma (ninguém aparecia a bordo) patrulhava sem cessar.

Por esta altura, a Ertzaintza já tinha identificado um bom número de pessoas, sobretudo as que se tinham deslocado desde Iruñea, pelo que a coacção era completa.

A zona em que a Guarda Civil impediu a passagem naquela noite de 18 de Março de 1984 voltava a ficar interdita, agora pela Ertzaintza, ao meio-dia de um 22 de Março de 2009, 25 anos depois. Sobre o sangue então derramado continuam pintadas as silhuetas dos caídos, que hoje hão-de amanhecer com ramos de flores, como todos os anos. E, na história de Euskal Herria, ainda não foi lançada a verdade e a justiça sobre aqueles acontecimentos, uma evidência impossível de ocultar, mesmo que se mobilizem por terra, mar e ar.

Ramón SOLA

Na sequência: Javier IZURA, irmão de Jose Mari Izura ‘Pelu’: «Se o caso está aberto e por esclarecer, porque não o podemos evocar?»

Fonte: Gara

PSOE e PP completam o seu Lizarra-Garazi e urge dar andamento a uma proposta atractiva de mudança


Presume-se que a semana que agora se inicia seja decisiva para que os dois partidos de obediência estatal – PSOE e PP – ultrapassem os poucos escolhos que separam Patxi López da Lehendakaritza. Se o calendário anunciado se cumprir, 3 de Abril será um dia com muita importância em Euskal Herria: nessa sexta-feira constituir-se-á o primeiro Parlamento de Gasteiz derivado do apartheid político e, precisamente ao mesmo tempo, na Câmara de Nafarroa terão lugar os fastos de comemoração dos seus 30 anos de vida, os últimos seis dos quais também falseados pelo veto à esquerda abertzale. PSE e PP, UPN e PSN poderão assim brindar nesse dia pelas duas lanças cravadas nas instituições bascas da partição.

Com a tomada de Ajuria Enea, as duas forças estatais levam a cabo o seu próprio Lizarra-Garazi. A sua jogada pode ler-se como uma réplica fiel do acordo subscrito entre os abertzales há pouco mais de uma década mas cuja implementação foi muito escassa. O Estado deu a volta ao conteúdo daquele pacto como se fosse a uma meia. Se em Lizarra ficou assente que “Euskal Herria tem a palavra e a decisão”, em Madrid o Tribunal Constitucional decretou há alguns meses que “a única soberania é a do Povo Espanhol”. Se Lizarra defendeu que se assumissem quotas de poder e evitassem os pactos com formações de obediência estatal, agora são estas que dominam os dois governos autonómicos, desprezando as ofertas do Nafarroa Bai e do PNV, aos quais de nada serviu fazer baixar até à humilhação o preço das suas contrapropostas. E se o Lizarra abertzale apostava na resolução do conflito político e armado através da negociação, o Lizarra espanhol propõe-se continuar a jogar tudo na senda da vitória policial, que já se mostrou impossível mais de mil vezes.

Há ainda mais uma diferença. Lizarra defendia a institucionalização de Euskal Herria, a construção do Estado que não existe. Para o PSOE e o PP é muito mais fácil: não precisam de criar a Udalbiltza (1), porque já dispõem dos seus governo e parlamentos da partição (e agora também do apartheid); também não devem passar o EHNA (2), porque já impõem o DNI; não requerem Poder Judicial próprio, porque podem usar e abusar da sua Audiência Nacional ou do seu Tribunal Superior do País Basco; também não precisam de um Batera que defenda os seus presos, porque a repressão política é património estatal. E mais e mais...

Mudança / não mudança
Em resumo, uns têm tudo por fazer e outros só aspiram a que nada mude. O alinhamento PSOE-PP cria assim uma nova linha divisória. Nos anos 80-90 o Pacto de Ajuria Enea patenteou uma dicotomia entre “democratas e violentos”. Depois, Lizarra desenhou uma nova linha divisória entre “abertzales e espanholistas”. E actualmente a realidade dos factos impõe uma nova separação: entre os defensores do quadro actual face aos que reivindicam uma mudança em termos democráticos.
É esta a confrontação que se afigura, e que na realidade já se vem a dar desde que o último processo de negociação se abeirou da possibilidade real dessa mudança, que não se chegou a consumar. Neste momento tornou-se evidente que também o PNV, e não apenas o PSOE e o PP, está no lado dos que preferem continuar na mesma. Mas em termos sociais percebe-se que a realidade é bastante diferente e que a maioria não corresponde precisamente aos que se agarram ao “mais vale um pássaro na mão...”.

O futuro não está nas mãos de siglas, sedes e lobbys políticos, mas decidir-se-á na aposta individual de cada cidadão. Há que ver, por exemplo, como é que as centenas de milhares de votantes jeltzales digerem a clamorosa evidência de que a direcção do seu partido não via obstáculos em chegar a acordo com o PP, herdeiro directo do genocídio franquista e da tentativa de extermínio de Euskal Herria, para continuar a ostentar o poder em Ajuria Enea.
Aqueles que exigem uma mudança real, com os independentistas à cabeça, devem fazer uma proposta atractiva a cada um desses cidadãos e constituir uma estratégia eficaz frente ao renascido bloco espanholista. A esquerda abertzale anunciou a sua disposição para agarrar o debate com unhas e dentes, e a receptividade encontrada parece positiva. Existe terreno, portanto, para trabalhar sem apriorismos nem partidarismos. Sem pressas, mas sem pausas.

Esquerda / direita
A crise económica e o debate subsequente apresentam ainda um outro terreno sobre o qual construir uma proposta socialmente atractiva. As receitas dos partidários do statu quo são conhecidas de sobra: consistem apenas em corrigir os erros do sistema quando, na realidade, cada vez é mais claro que o sistema é o erro. Assim, encontramos uma Administração de Lakua que se refugiou numa mescla de autocomplacência – a comparação com os dados estatais torna-o mais fácil –, de autismo – recusa do diálogo com os sindicatos – e de continuismo – a cascata de ERE aprovados (3). E a navarra, por seu lado, vai ainda mais longe, aproveitando a ocasião para potenciar o clientelismo suspeito das construtoras com os projectos de resgate da frustrada mega-cidade de Gendulain e de adiantamento do pagamento do TGV.
A dicotomia mudança/não mudança entronca assim de forma natural na de esquerda/direita. Articular uma proposta de mudança real e fazê-lo a partir de uma esquerda real é o desafio dos próximos meses.

Fonte: Gara

(1) Udalbiltza: Euskal Herriko Udal eta Hautetsien Biltzarra / Assembleia de Municípios e de Eleitos Municipais de Euskal Herria

(2) EHNA: Euskal Herriko Naziotasun Aitormena / Declaração da Nacionalidade de Euskal Herria (Bilhete de Identidade Basco)

(3) ERE: Expediente de Regulación de Empleo

‘Abertzales’ de diversas tendências promovem a realização de um Aberri Eguna unitário

Alguns dos cidadãos que apoiaram a celebração do Aberri Eguna [Dia da Pátria] unitário no próximo dia 12 de Abril, com uma marcha entre Irun e Hendaia, realçaram no sábado que “a união de forças é imprescindível para alcançar a soberania” de Euskal Herria. A iniciativa do Nazio Eztabaidagunea conta com o apoio de uma ampla representação da sociedade basca, na qual se encontram abertzales de diferentes tendências e de todos os herrialdes.

Uma representação dos cidadãos que apoiaram a convocatória para o Aberri Eguna unitário que se celebrará no próximo dia 12 de Abril compareceu ontem no Trinquete Moderno de Baiona. Ao todo, são 88 os abertzales conhecidos de diversas tendências que deram o seu apoio à marcha que unirá Irun e Hendaia. Entre eles encontram-se representantes da maior parte dos partidos políticos bascos, estão representados os sete herrialdes [territórios] e até se conta com o apoio da diáspora basca na Argentina e no Uruguai. Entre tantas outras, destacam-se, por exemplo, as assinaturas como a do que será o novo presidente do Eusko Alkartasuna até ao Congresso de Junho, Koldo Amezketa, Tasio Erkizia (esquerda abertzale), Mertxe Colina (Abertzaleen Batasuna) ou Paula Casares (Aralar).

Agentes sociais e caras conhecidas do âmbito da cultura e do desporto, como o ex-presidente do Athletic José Mari Arrate, o ex-futebolista Bittor Alkiza, o cantor dos Ken Zazpi Eñaut Elorrieta ou o músico Niko Etxart manifestaram igualmente o seu apoio.
Em nome de todos, a habitante de Hendaia Ihintza Ostolaza anunciou que faziam suas as propostas apresentadas há duas semanas em Donostia, por iniciativa do Nazio Eztabaidagunea, com o lema «Aldaketa garaia. Burujabetza garaia» [É tempo de mudança. É tempo de soberania], e afirmou que, “como somos um povo, queremos dar um impulso à celebração do Aberri Eguna de 2009 como um povo”.

Jornada festiva e reivindicativa
Ostolaza ressaltou que milhares de cidadãos bascos fazem sua essa reivindicação e vêem como “imprescindível a união de todas as forças no caminho para a soberania e o reconhecimento político” de Euskal Herria.
Para além disso, Amets Arzallus procedeu à leitura da declaração do próximo Aberri Eguna, intitulada «Mugak eta zubiak» [Fronteiras e Pontes] e que foi escrita pelo próprio bertsolari. No manifesto, em euskara, recorda-se que “no nosso dia voltamos a peregrinar a Santiago, seguindo o caminho dos últimos anos. Não pedimos o céu, mas um pedaço de terra firme, um território talvez, um país se assim se quiser”.


E será na ponte de Santiago que se celebrará o acto principal no próximo 12 de Abril, com uma marcha que unirá Irun e Hendaia. O encontro é às 11h30, em frente à Feira de Mostras de Ficoba, em Irun, e, depois de cortar a fronteira, a marcha terminará em Hendaia com um acto político no frontão Gaztelu Zahar. A celebração prolongar-se-á pelo dia fora, já que estão previstas diversas actuações, festas populares e brincadeiras para os txikis [mais pequenos].
Haverá ainda um almoço para 1000 pessoas e não faltará comida e bebida para os que aparecerem, pelo que incitaram toda a cidadania basca a reivindicar assim, de modo festivo, que “somos uma nação”.

Fonte: Gara

Em Durango, diversos actos evocativos no 72.º aniversário do bombardeamento fascista


Está prevista uma dezena de actos evocativos dos diversos bombardeamentos ocorridos em Durango em 1937. O programa intitula-se «Martxoak 31» e na sua organização participaram diversas entidades, como o Município e as associações Gerediaga, Berbaro e Kriskitin. As comemorações têm início no dia 29 de Março e terminam no dia 31.

Os organizadores explicaram um dos objectivos deste programa: “Longos anos de medos, silêncios e censuras procuraram ocultar o crime contra a Humanidade que se perpetrou em Durango. Mas a História deve ser conhecida e recordada com a nobre função de gerar consciência, de forma que nem esta terra nem nenhuma outra tenham de voltar a sofrer acontecimentos tão horríveis”.

No dia 29, as mais de 336 vítimas dos bombardeamentos de Durango serão homenageadas com a colocação de flores, uma por cada pessoa morta. O lema será: «Paz e reconciliação».

No dia 30 será construído um puzzle evocativo dos bombardeamentos de Durango, actividade especialmente dirigida à população escolar, “um grupo populacional ao qual não se tinha direccionado até agora nenhuma actividade específica sobre esta temática”.

Nesse dia haverá uma videoconferência com jovens que participam num intercâmbio municipal com a cidade alemã de Dresden, também bombardeada, com o lema «Construindo o futuro». Haverá ainda a projecção do filme Los niños de Rusia, de Jaime Camino.

No dia 31, terá lugar uma «Homenagem às vítimas da Guerra Civil» no cemitério. Às 20h decorrerá o tradicional acto evocativo em Andra Mari / Santa Maria, com a participação do coro Doinu Zahar, de Durango.

Mobilizações pelos presos e especial atenção à situação de Villepinte, em Algorta


As concentrações para exigir o respeito pelos direitos dos presos políticos bascos, bem como a sua repatriação, sucederam-se na sexta-feira em todo o território de Euskal Herria. Tanto em Zornotza como em Algorta se juntaram 80 pessoas, sendo que nesta última localidade também se denunciou a situação de isolamento que os presos sofrem no estabelecimento de Villepinte, onde se encontra o seu conterrâneo Aitor Artetxe.

Houve ainda concentrações em Ondarroa, com 130 pessoas; Lizarra, 43; Mundaka, 25; Deba, 45; Ugao, 41; Lazkao e Lezo, 48; Bilbau, 100; Iruñea, 317; Hernani, 175; Elgoibar, 20; Orereta, 167; Tafalla, 63; Bera, 15; 35 em Bergara e 31 em Baztan, o mesmo número que em Barañain. Em Arbizu foram 44 e em Etxarri-Aranatz, 63. Em Gasteiz juntaram-se 346 pessoas e em Donostia, 170.

Fonte: Gara

sábado, 21 de março de 2009

O processo judicial contra o Partido Comunista das Terras Bascas e outros atropelos


Jone Goirizelaia na Info7 Irratia

Jone Goirizelaia, advogada das deputadas e dirigentes do EHAK (Partido Comunista das Terras Bascas), dá a conhecer na Info7 Irratia mais alguns dados sobre a fase em que se encontra o processo judicial que lhes é movido no Tribunal Superior de Justiça do País Basco. E fala de outros processos judiciais e de atropelos vários.


Gazte Martxa ‘09 junta a reivindicação e a festa, entre Amaiur e Donibane Garazi

Na quinta-feira, cerca de vinte jovens independentistas estiveram presentes em Bilbau em frente ao gaztetxe Zazpi Katu, que foi recentemente fechado – tendo por isso manifestado a sua solidariedade –, para dar a conhecer o programa da presente edição da Gazte Martxa, que unirá as localidades de Amaiur e Donibane Garazi entre os dias 10 e 12 de Abril.

Ataviados na sua maioria com as T-shirts vermelhas que tem impresso o lema «Independentzia», os jovens convidaram a participar na marcha todos os que “querem viver livres das correntes impostas pelo imperialismo e o capitalismo” dos estados espanhol e francês.

A Gazte Martxa partirá no próximo 10 de Abril desde Amaiur, e a primeira etapa finalizará em Baigorri. No dia 11, os jovens partem desta localidade com o objectivo de chegar a Anhauze, para onde está prevista uma noite de festa e txosnas [barracas de festa], durante a qual actuarão grupos da Musikherria.

Bilhetes de três dias e entradas à venda
No domingo, dia 12 de Abril, a marcha terminará em Donibane Garazi com uma jornada festiva e reivindicativa, embora na parte da manhã haja autocarros para participar no Aberri Eguna [Dia da Pátria] unitário que fará o percurso entre Irun e Hendaia.

Segundo adiantaram, haverá durante todo o dia uma exposição de agentes sociais bascos na zona do centro e do mercado, e a partir das 16h terá início a maratona da Musikherria.

Além disso, na zona das refeições está prevista uma actuação de bertsolaris às 13h30, e à tarde haverá jogos populares de Xiba, um debate sobre revoluções juvenis no mundo, em que participarão elementos provenientes de diversas nações e uma kalejira [desfile pelas ruas].

O comício político terá início às 20h na tenda principal, que depois acolherá os concertos de Def Con Dos, Su ta gar, Delorean e os antigos cantores de Zebda, Mous & Hakim. Também actuarão os grupos Kasu e MAK, que compuseram conjuntamente a canção desta edição da Gazte Martxa.
Manex ALTUNA

Fonte: Gara

Processos judiciais contra jovens bascos: Marlaska na senda de Garzón

O juiz Fernando Grande-Marlaska terminará em breve a primeira parte da instrução das operações realizadas desde 2007 contra a kale borroka e também contra a Segi. Durante este tempo processou dezenas de jovens, que se encontram à espera do início das audiências orais.

Uma vez que os tribunais e as autoridades espanholas assumiram oficialmente a doutrina de Baltasar Garzón, com reajustes da legislação para acolher a teoria do «tudo é ETA», e depois de a imprensa o ter elevado aos altares do estrelato mediático, o magistrado biscainho Fernando Grande-Marlaska deu sequência à acção do seu companheiro “teorizando” novas concepções na luta contra a ETA e legalizando, com factos consumados, novas violações de direitos fundamentais.

Este juiz da Audiência Nacional acaba de acelerar a fase instrutória das operações que dirige desde 2007 contra a kale borroka e, na sequência da sentença do Supremo, também contra a Segi, cumprindo assim o mandato realizado por Alfredo Pérez Rubalcaba após a ruptura do cessar-fogo decretado pela ETA. Para o ministro do Interior, “as operações contra a violência urbana têm uma claríssima dupla vocação: por um lado, trata-se de evitar que o alfobre da ETA aja com liberdade e independência, e que desse alfobre nasçam etarras; evitar a passagem de juvenis a seniores é uma tarefa das forças de segurança”.

Imediatamente depois de, em Junho de 2007, a ETA ter anunciado o fim do cessar-fogo decretado em Março de 2006, além de neutralizar os interlocutores da esquerda abertzale pela via policial, o Ministério do Interior pôs em prática as suas ameaças explícitas contra a juventude basca. Assim, quatro semanas mais tarde, começaram em Gasteiz as razias contra jovens independentistas que se repetiram ao longo dos últimos dois anos por todo o país, sempre pela mão do juiz Marlaska e da Polícia espanhola, com aparições intermitentes da Guarda Civil e da Ertzaintza. Detiveram, encarceraram e processaram mais de uma centena de jovens. Entretanto, do outro lado do rio Bidasoa, os juízes especiais de Paris e a Gendarmerie também carregaram no acelerador da repressão contra organizações e jovens bascos.

Duas acusações pelo preço de uma
Primeiro Gasteiz, depois Uribe Kosta, a seguir Donostia, passando antes por Burlata, para continuar em Lea-Artibai, regressar à capital alavesa, centrar-se em Oarsoaldea, passar por Barakaldo, e regressar durante dois meses a Barañain e Iruñerria. Todas as operações se desenrolaram sob a etiqueta genérica de “combate à kale borroka”, mas sempre a partir de supostos laços com a organização juvenil Segi. Estas duas vertentes das operações comandadas pelo juiz bilbaíno, a relação que estabelece entre kale borroka e Segi, têm a sua razão de ser.

A sentença em que o Tribunal Supremo qualificou, em Janeiro de 2007, as organizações Jarrai, Haika e Segi como “organizações terroristas” não só serviu para blindar a teoria de Garzón e a sua redefinição do conceito jurídico de “terrorismo”, aproveitando a ocasião para abrir precedentes escandalosos com vista a outros sumários como o 18/98 e contra o Movimento pró-Amnistia, mas eleva também a categoria legal a criminalização preventiva. Agora, polícias e juízes não precisam de fazer mais do que aludir às siglas da Segi para actuar contra os jovens que têm na mira e poder ainda acusá-los das acções de kale borroka pelas quais os queiram processar. Um “dois em um” que voltou a ficar patente em cada uma das operações levadas a cabo até à data por Grande-Marlaska.

Os processos de instrução já se encontram em fase conclusiva, para dar lugar ao início das audiências orais, na realidade macro-julgamentos. Em função dessa duplicidade de acusações instalada já com carácter oficial, o juiz Grande-Marlaska dividiu a instrução em duas partes; por um lado, refere-se à suposta militância na Segi dos jovens detidos e, por outro, há a secção referente às acções de kale borroka. Marlaska tomou esta decisão depois de sondar a possibilidade de levar a cabo um macro-julgamento com todas as operações policiais que ele mesmo dirigiu. O protagonismo quase exclusivo deste magistrado nas operações poderia ser também um elemento para análise.

Carácter exemplar
Em Dezembro, Grande-Marlaska processou uma vintena de jovens donostiarras e, entre Janeiro e Fevereiro, fez outro tanto com os acusados na sequência das operações de Oarsoaldea, Burlata, Barañain e Iruñerria. No caso de Barakaldo, foi um outro juiz, Pablo Ruz, que pôs mais cinco jovens quase no banco dos réus, há bem pouco tempo.

Os casos de Donostia e Oarsoaldea são bastante esclarecedores, para compreender os passos que a Audiência Nacional deu e para prever os que dará a seguir. Além de se tratar das operações em que mais pessoas foram detidas e acusadas, mostram o carácter “exemplar” destes processos. Cerca de quarenta jovens de Donostia e Oarsoaldea foram processados nestes sumários por militância na Segi. Independentemente de a acusação se agravar para alguns por serem considerados “dirigentes” – outro passo facilitado pelo Alto Tribunal espanhol –, pede-se para todos uma pena mínima de seis anos de prisão. Espera-se que os julgamentos desta parte do processo arranquem no Verão.

Um mesmo padrão de conduta
Tanto na capital de Gipuzkoa como nas operações levadas a cabo em Oiartzun e Errenteria, o padrão foi o mesmo. Primeiro, a Polícia espanhola detém vários jovens, aos quais arranca diversas declarações policiais acusatórias sobre terceiros; numa segunda fase, tenta-se proceder à detenção destas terceiras pessoas – em vão, porque não se encontram em casa –, sendo-lhes imputadas determinadas acções pelos meios de comunicação; depois, é-lhes negado o direito a prestar declarações voluntariamente – algo que, de acordo com a legislação espanhola, o juiz é obrigado a aceitar – e mantém-se a ambiguidade das declarações; e, quando finalmente estes jovens tentam apresentar-se na Audiência Nacional, são rapidamente detidos pelos polícias espanhóis. No final, todos serão presos.
Por outro lado, apesar de serem catalogados como presos preventivos – devendo, por isso, ser encarcerados nos arredores de Madrid –, também lhes é aplicada a dispersão penitenciária. E, claro, é-lhes sistematicamente negada a liberdade provisória, seguindo a teoria de Pérez Rubalcaba de que assim se evitam novas entradas na ETA.

Abrindo as portas à criminalização
Sobre as “provas” contra eles que a Polícia espanhola colocou à disposição do juiz, basta expor o que vem nos autos da Audiência Nacional. No caso de um oiartzuarra, refere-se que no computador familiar se encontrou uma fotografia sobre um evento organizado por jovens independentistas em que se reivindica o direito à habitação, uma máscara do Gazte Topagunea de Lezo e uma fotografia em Herri Urrats junto a vários amigos que, por acaso, também se encontram processados pelos tribunais espanhóis. Por esta razão, fica “demonstrada” a sua pertença à “organização terrorista” [sic] Segi.

“De grande interesse” considera ainda Marlaska um vídeo que afirma ter-se encontrado no Gaztetxe de Errenteria. Nele, segundo afirma o auto, mostra-se como procederam à recuperação do local autogerido. O “interessante” advém do facto de terem encontrado pintados nas paredes “símbolos que a esquerda radical abertzale” utiliza, tais como as frases “Jo ta ke”, “Askatasuna”, “AHT gelditu” ou “Independentzia”. E a partir destes elementos o juiz conclui que, “desta forma, como já se expôs várias vezes, os gaztetxes constituem pontos de encontro dos membros da organização criminosa, centros nevrálgicos onde organizam a sua actividade subversiva, onde levam a cabo as suas assembleias, onde realizam os cursos para os novos militantes, organizam material, etcétera”. A criminalização das gazte asanbladas e dos gaztetxes, bem como de organizações como Kamaradak ou de iniciativas multitudinárias como o Gazte Topagunea, também já tem a porta aberta no tribunal de excepção de Madrid.

Outro exemplo: se alguma vez se recebeu, como no caso de uma jovem donostiarra encarcerada, um porta-jóias feito à mão a partir de um livro, a acusação de que se trata de “um livro-armadilhado” com suposta ligação à ETA será lançada aos quatro ventos pelos meios de comunicação e aceite pelo magistrado. Mais ainda se a Polícia espanhola apreende um mapa com uma localidade espanhola marcada, onde os seus pais tinham veraneado apenas uns meses antes.
Questões que não passam de elucubrações policiais são automaticamente elevadas à categoria de provas processuais. Em Gasteiz, por exemplo, a descoberta de um autocolante com o anagrama da ETA, bilhetes, panfletos, um lenço da Segi e um livro sobre “o que fazer em caso de detenção” levam o magistrado a deduzir que um dos detidos é militante da Segi, enquanto a “posse de 23 mapas topográficos” serve para “acreditar a condição de responsável da Segi” de um outro. É que, segundo os juízes espanhóis, como a organização juvenil “complementa” através da kale borroka a luta armada da ETA, a posse de mapas implica que o seu dono seja quem escolhe os alvos a sabotar, e, por conseguinte, o “responsável” ou “dirigente” de um grupo concreto da organização juvenil.

Conseguir, ou não, declarações de culpa
A tudo isso há a acrescentar as declarações policiais forçadas aos jovens independentistas detidos, como consequência dos maus-tratos e da tortura a que foram sujeitos pelas FSE, e que têm vindo a denunciar depois de cada operação. Mesmo sendo depois negadas na presença do juiz, essas declarações possuem carácter probatório na Audiência Nacional espanhola.

E no caso de os polícias não conseguirem extrair ao detido qualquer declaração de culpa ou acusação a terceiros, como sucedeu com a goierritarra Irati Mujika, presa em 2008 em Iruñea e que denunciou ter levado murros, sofrido ameaças e a aplicação do ‘saco’ quatro ou cinco vezes durante o período de incomunicação, as FSE retomam velhos métodos, mas conhecidos, das forças policiais espanholas. O pai de Mujika, refugiado político que reside em Lapurdi, denunciou nos tribunais que foi interceptado por pessoas identificadas como polícias espanhóis e ameaçado reiteradas vezes. Os seus captores expuseram-lhe expressamente a situação da sua filha, que naquela altura se encontrava presa.

Assim sendo, há dois desenlaces possíveis: se as FSE não conseguem forçar uma declaração policial, não existem provas nem contra o próprio nem contra terceiros; mas se, graças a estes métodos, conseguem declarações de culpa e acusações contra terceiros, estes constituem por si só elementos probatórios com os quais se pode encarcerar jovens bascos durante muitos anos.

Entretanto, a Fernando Grande-Marlaska não lhe custa nada afirmar, como o fez em Salamanca em Junho do ano passado, que “não podemos criar o ‘Direito Penal do inimigo’, que valha tudo para lutar contra determinado tipo de delinquência, por muito que essa delinquência nos perturbe a todos”.

Gari MUJIKA

Fonte: Gara

quinta-feira, 19 de março de 2009

Otegi: «É possível voltar a construir a esperança e com garantias»


Dois dias depois de a esquerda abertzale ter dado um passo em frente com o anúncio da ronda de contactos com aqueles que desejam construir um Estado, Arnaldo Otegi garantiu ontem na ETB que vê como possível “a conquista de um cenário democrático e de um Estado, e a sua inteira concretização a partir da esquerda”. Também considera possível que o Governo espanhol se envolva num processo de negociação. “É possível voltar a construir essa esperança e com garantias”, afirmou numa entrevista à ETB.

Arnaldo Otegi foi ontem entrevistado na ETB, dois dias depois de uma ampla representação da esquerda abertzale ter dado conta do início próximo da ronda de contactos entre aqueles que querem construir um Estado, para fazer uma troca de diagnósticos e procurar encontrar uma estratégia independentista eficaz. Na entrevista, Otegi mostrou-se ainda esperançado quanto à possibilidade de construir um cenário de solução que traga também a paz para Euskal Herria.

Afirmou a convicção de que o Governo espanhol estará interessado em pôr em marcha um processo de solução, embora não tenha querido “apontar prazos” para tal. “Mas estou convencido de que é possível, não sei em que prazo, voltar a construir essa esperança – reiterou –, e podemos mesmo dizer que a podemos construir de maneira paciente, para que, no final, esse processo atinja um versão definitiva”.

Otegi assumiu que continua a existir um “assunto pendente” no sentido de “mostrar à sociedade que estamos a procurar com sinceridade e honestidade uma solução para o cenário de conflito que existe neste país”.

Questionado sobre as exigências do fim da luta armada que outras formações políticas levarão para essas conversações, Otegi disse ter noção disso e acrescentou que a esquerda abertzale não foge a esse debate.

O objectivo final, realçou, é “conquistar a paz para este país” e “conquistar um cenário democrático e um Estado, e concretizá-lo inteiramente a partir da esquerda”.

Evitar novas frustrações
Com base na experiência do processo anterior, no qual liderou o grupo negociador da esquerda abertzale, Otegi sublinhou: “eu tenho a impressão de que já se colocaram em cima da mesa todas as peças do puzzle. Foi o que aconteceu na Irlanda, e a última fase da negociação consistiu em pôr as peças no lugar”.

Questionado sobre a possível existência de algum movimento na ETA, afirmou nada lhe constar: “O que existe é uma aposta comum da esquerda abertzale em juntar forças e em dar início a um processo democrático”, sublinhou. Na sequência do anúncio do estabelecimento de contactos, afirmou também que não adianta mais coisas porque “não pretendemos dar a impressão de que a esquerda abertzale volta a tirar um coelho da cartola, para depois, no caso de não haver bases sólidas, se voltar a frustrar uma esperança”.

“Aprendemos uma lição; é que este povo teve dois grandes momentos de esperança e dois grandes momentos de frustração; e que, se abrirmos a porta da esperança outra vez, tem que ser com a perspectiva de não voltar a haver uma nova frustração”.

«Areia para os olhos», do PNV
Num outro ponto da entrevista, Arnaldo Otegi referiu que “não é uma boa notícia” que o PNV passe para a oposição, mas criticou o facto de “se estar a tentar construir – sobretudo da parte do Sr. Urkullu e do Sr. Egibar, noutra dimensão – uma espécie de estratégia que consiste em atirar areia para os olhos”, tentando passar a ideia de que existem conversações entre o PSOE e a esquerda abertzale.

“Aqui, o único plano oculto e o único cerco que existe foi o que o PNV fez ao lehendakari, primeiro, e à proposta política que aprovaram, depois”, afirmou. Depois de recordar a proposta pública de acordo feita pelos jeltzales ao PSE, Arnaldo Otegi perguntou “como se pode ser tão frívolo”.

Tal como na Irlanda
Arnaldo Otegi realçou a sua impressão de que no último processo pôs na mesa todas as peças do puzzle e recordou que na Irlanda a última fase da negociação consistiu unicamente em “ordená-las”.

Compromisso
Questionado sobre a sua situação pessoal, Otegi admitiu dificuldades mas sublinhou que “o nosso compromisso é firme, o meu e o da esquerda abertzale. Queremos construir este processo”.

Silenciam o ataque contra a herriko de Tutera
A herriko taberna de Tutera voltou a ser atacada ao princípio da madrugada de ontem com a colocação de um engenho caseiro à porta, que estoirou mas não ardeu, o que fez com os danos materiais fossem mínimos. Apesar de o Movimento pró-Amnistia ter prestado informações sobre o acontecimento e exibido uma fotografia dos restos do artefacto, durante o dia não houve qualquer informação oficial ou reacção política, nem a noticia alcançou o mínimo eco.

O local já tinha sido atacado noutras ocasiões, tal como aconteceu a outros locais que se afirmam como referências da cultura basca e do movimento abertzale na Erribera, e assim o lembrou o Movimento pró-Amnistia.

Ao dar conta do sucedido, este movimento criticou o facto de os ataques ocorridos nesta zona “não chamarem a atenção dos meios de comunicação, e nem sequer terem direito a referência nos telejornais. É preciso recordar que esta agressão ocorre depois do ataque contra a herriko de Lazkao – acrescentam –, e não podemos esquecer que, depois dessa acção, tanto os políticos como os meios de comunicação lhe deram cobertura e apoio. Portanto, há que situar esta nova agressão nesse ambiente de permissividade, do ‘vale tudo contra a esquerda abertzale’. As pessoas que levam a cabo estas acções têm total impunidade”, afirmam.

Para impedir que voltem a acontecer coisas similares, o Movimento pró-Amnistia de Nafarroa torna explícito um apelo à denúncia deste tipo de ocorrências, de maneira a que “não fiquem restringidas a um âmbito privado, como habitualmente acontece”.

Fonte: Gara

A mesma desorientação por padrões comuns

Os murros, os empurrões, as posturas forçadas, os berros e as ameaças voltaram a ser prática nos calabouços da Ertzaintza. Sempre com um mesmo propósito: conseguir declarações de culpa e acusações a terceiros.

Cinco dias e cinco noites, tiritando de frio, sem ingerir alimentos, sem dormir, pensando que a sua gente querida está a viver o mesmo inferno, ouvindo até os seus gritos inexistentes. Assim teria passado Manex Castro a estada nos calabouços da Polícia autonómica, durante 120 longas horas. Os polícias dirigidos pelo conselheiro Javier Balza há anos que não recebiam uma denúncia de maus-tratos e tortura, o tempo durante o qual não aplicaram o regime de incomunicação aos seus detidos. No entanto, a relação causa-efeito entre os dois elementos ficou patente no momento em que Castro deixou de estar sujeito a esse regime e relatou, com grande detalhe, o trato infligido pelos seus captores.

Durante esses dois anos em que a Ertzaintza não recebeu qualquer denúncia, Lakua mostrava-se cheio de orgulho e apontava o seu protocolo como exemplo de respeito pelos direitos humanos, mais ainda de cada vez que organismos internacionais embaraçavam o Governo espanhol com a alusão às denúncias de tortura. Nesse mesmo período, o Parlamento de Gasteiz chegou mesmo a exigir a derrogação do regime de incomunicação e o fim da Audiência Nacional espanhola.

Um período de incomunicação que eles mesmos aplicam e um tribunal de excepção que obsequiam com detidos, candidatos a ser presos e identificados para engrossar a “lista negra” de bascos irredentos que as cloacas de um estado policial custodiam. A hipocrisia monopoliza, se é que algum dia deixou de o fazer, a actividade política. E Miren Azkarate nem sequer cora ao exigir não sei o quê a Madrid sobre a investigação de denúncias de tortura, enquanto a sua polícia mantinha “a seu bel-prazer” a primeira pessoa isolada em mais de vinte e quatro meses.

Antes, pelo menos, diziam a verdade. Como são polícias do Estado espanhol, regem-se pelos mesmos padrões.

Oihana LLORENTE
jornalista

Fonte: Gara

Scheinin aborda novamente a tortura no Estado espanhol


O Relator da ONU Martin Scheinin defende que as denúncias de tortura têm de ser resolvidas antes de os detidos serem julgados. Insiste ainda, numa entrevista concedida ao diário Berria, que a kale borroka ou as actividades políticas não devem ser consideradas “terrorismo”.

“De cada vez que uma denúncia de tortura surja pelo meio, o julgamento deverá ser adiado até que seja esclarecida”. Essa é a opinião do Relator Especial da ONU para a Promoção e Protecção dos Direitos Humanos na Luta contra o Terrorismo, Martin Scheinin, que, numa entrevista concedida ontem ao Berria, afirmava serem muito poucas as denúncias de tortura que se investigam e julgam no Estado espanhol. Scheinin mostrou-se também contrário a que a denúncia de tortura e o delito se investiguem paralelamente e em tribunais diferentes.

Scheinin tornou público há algumas semanas um relatório no qual patenteia a sua preocupação pela aplicação do regime de incomunicação, pelo carácter extensivo do conceito de “terrorismo” e a aplicação da Lei de Partidos.

Na entrevista, o Relator da ONU assegura que perseguir os mesmos objectivos políticos que a ETA “não deveria ser delito, nem justificação para ilegalizar uma formação política”. Refere também que definir o “terrorismo” com base em critérios políticos “levaria a que qualquer formação que trabalhe contra o Governo pudesse ser considerada terrorista”.

Na sua opinião, esse conceito “encontra-se bem enquadrado na legislação espanhola, mas não assim na prática”. Opina que delitos que não têm nada a ver com “terrorismo” são julgados com base nesta legislação, e recorda que é isso que acontece sistematicamente com as acusações de kale borroka. Scheinin refere que esta prática corresponde a “uma forma de violência, mas não a terrorismo”, e realça que se trata de “duas coisas bem diferentes”.

O Relator da ONU também alerta para a Lei de Partidos, que, em seu entender, “poderia ser utilizada contra a liberdade de expressão”, e insiste na sua “falta de claridade”. Deste modo, afirma que, “para o seu gosto”, a norma implementada pelo PSOE e o PP “vai demasiado longe”.

A atitude do Estado espanhol relativamente a temas como o regime de incomunicação é, na perspectiva de Scheinin, “muito mais perigosa do que a da maioria dos estados europeus”. E afirma que o Estado espanhol possui “demasiadas medidas restritivas e instituições que não têm lugar em democracia”.

Durante a entrevista, o Relator também critica a função da Audiência Nacional espanhola, que conta com “demasiadas competências e demasiado controlo”.

Em Arrasate, reiteram a defesa dos presos políticos


O Movimento pró-Amnistia de Arrasate denunciou com veemência a atitude que a Ertzaintza tem mantido nas últimas semanas e, em especial, a retirada das fotografias dos presos políticos da terra. Apesar de os seus rostos terem sido apagados da via pública, os presos políticos bascos estarão sempre “nos corações dos arrasatearras e nas ruas da localidade”, realçaram. Assim, afirmaram que continuarão a trabalhar até que o último preso político abandone a prisão, “com a mesma força e dignidade que tinham ao ver todos os dias aquelas fotografias”.

Com o propósito de responder à actuação da Ertzaintza, bem como à política penitenciária que se aplica contra os prisioneiros políticos bascos, o Movimento anti-repressivo convocou uma concentração para sexta-feira, dia 27.
A concentração será na praça da localidade às 19h30, e apelam a todos os moradores de Arrasate que participem.

Para além da retirada das fotografias, a culminar uma intensa campanha mediática, os ex-presos e familiares de perseguidos políticos que participaram na conferência recordaram ainda as cargas policiais contra jovens independentistas, e a proibição do acto de ongi etorri a Amaia Arrieta. Manifestaram a sua preocupação face à atitude da Ertzaintza e garantiram que este corpo policial “cumpre uma função especial” na violação dos direitos civis e políticos. Nesta linha, afirmaram que a “actividade policial da Ertzaintza se apresenta totalmente ligada à atitude política do PNV”. Criticaram ainda o empenho do PSOE “em fazer desaparecer” o Colectivo de Presos.

Fonte: Gara


Ver também: askatu.org

quarta-feira, 18 de março de 2009

As consequências do jogo sujo

Infelizmente, a realidade que há vários anos vivemos em Nafarroa passou também para a oficialmente denominada Comunidade Autónoma Basca. Agora são dois os parlamentos autonómicos cuja composição foi injustamente alterada por efeito da Lei de Partidos. Injustamente porque não foi a vontade popular que determinou a composição destas câmaras, mas sim um jogo sujo que, além de negar o direito a eleger e a ser eleito de dezenas de milhares de pessoas, distorce toda a organização institucional, ao outorgar aos partidos, sobretudo a alguns, uma representatividade que as urnas não lhes deram.

Qualquer pessoa que se dê ao trabalho de comparar os resultados oficiais com os que são projectados a partir da validação dos votos da esquerda abertzale observará que são sensivelmente diferentes, e que esta diferença gera efeitos decisivos na formação de maiorias. Isto significa, em termos práticos, que o PSOE, o PP e a UpyD são maioria no Parlamento de Gasteiz de maneira ilegítima, não com base nos votos que alcançaram, mas nos embustes que fizeram para deixar a esquerda abertzale fora desta instituição. De qualquer modo, os dados confirmam repetidamente que, quando se apresenta de maneira legal, a esquerda abertzale obtém um número de votos bastante maior que o que alcança quando os seus boletins são considerados nulos, e toda a gente sabe que, se a lista da D3M não tivesse sido ilegalizada, estaríamos agora mesmo a falar de resultados e de uma composição da câmara de Gasteiz totalmente diferentes.

A estas alturas é evidente que a Lei de Partidos beneficia o espanholismo e pretende efectivamente evitar qualquer projecto de construção de Euskal Herria. Do mesmo modo, é óbvio que tem como objectivo arredar das instituições a esquerda mais comprometida, formando parlamentos sem verdadeira oposição. Não escapa à percepção de ninguém a importância de deixar sem representação institucional a única corrente política que aposta na mobilização social para evitar que a crise seja paga pelas e pelos trabalhadores. Salta à vista a intenção de anular o modelo político da esquerda abertzale, assente na complementaridade entre a luta institucional e a acção social.

Oxalá estas eleições levem a uma reflexão profunda e eficaz entre todos os agentes que apostam na soberania do nosso país e numa mudança política com base nos interesses da maioria social. Uma reflexão que assuma que a criminalização das ideias e o jogo sujo são muito mais que medidas contra a esquerda abertzale. Alguns quiseram deixar a esquerda abertzale sozinha nesta batalha e acabam de descobrir que também eles eram destinatários da agressão. Paradoxalmente, é a própria esquerda abertzale que melhor resiste ao embate, possivelmente porque, longe de fugir à realidade, decidiu enfrentá-la e medir forças nas urnas.

Os resultados suscitam a reflexão, a crítica e a autocrítica, mas também a reactivação de uma mudança que é possível, se se enfrentar com determinação e inteligência, sabendo congregar forças e articular a activação de amplos estratos da sociedade.

Fonte: nafarroan.com

Continua a campanha contra o julgamento dos 12 elementos da Iruñerria Piztera Goaz

Prosseguem as mobilizações contra o julgamento que terão que enfrentar 12 membros da iniciativa Iruñerria Piztera Goaz por se terem sentado em protesto na via pública e para os quais é pedida uma pena de 2 anos e meio de prisão. No sábado passado teve lugar uma manifestação e hoje, amanhã e na sexta-feira haverá protestos simbólicos na encosta do Labrit (Iruñea). O de hoje terá lugar às 18h00, o de quinta às 19h00 e o de sexta às 20h00.
Mas haverá outras mobilizações também durante o fim-de-semana e na próxima semana. No sábado, coincidindo com o Gazte Eguna, pelas 18h30 realizar-se-á um protesto festivo na Praça do Castelo. No dia 25, uma marcha de bicicletas partirá da Praça de Nabarreria e no dia seguinte, pelas 9h da manhã, haverá uma concentração em frente ao tribunal para denunciar o julgamento, que decorrerá nesse mesmo dia.

Apresentação da campanha / Fonte: apurtu.org

Desconhecidos colocam engenho explosivo à porta da ‘herriko taberna’ de Tutera

Na madrugada de terça-feira, desconhecidos colocaram um engenho explosivo artesanal à porta da herriko taberna de Tutera. O engenho, composto por diversos elementos explosivos (líquido inflamável e cartuchos) e rolamentos, não chegou a explodir, mesmo depois de ter ardido.
Em Tutera, localidade da Ribera de Nafarroa, afirmaram que tanto a herriko como a ikastola Argia têm sido alvo de agressões constantes, e que este último ataque surge como uma ameaça depois dos meses de intensa contestação ao Campo de Tiro das Bardenas. Afirmaram também que a presença policial se tem revelado asfixiante e que isso garante impunidade a estes ataques. O Movimento pró-Amnistia também já veio denunciar a ocorrência.

Aurrera Tuterako Herriko Taberna. Faxismoari stop!

Fonte: SareAntifaxista / Gara

Errepresioa / Repressão


A Ertzaintza tentou impedir a cerimónia evocativa de Mikel Lopetegi, sem o conseguir

No último sábado, a Ertzaintza entrou em acção para impedir a realização de uma cerimónia no monte Urkizu em lembrança de Mikel Lopetegi, preso político falecido há 21 anos.

Dezenas de tolosarras juntaram-se na Praça do Triângulo para fazerem a subida juntos, mas a Ertzaintza, que estava ali à espera, informou-os da proibição. Apesar de tudo, cerca de cem de pessoas conseguiram juntar-se em Urkizu, onde duas patrulhas da Polícia autonómica impediram a concretização da cerimónia. Os tolosarras não desistiram dos seus intentos e o acto acabou por ter lugar na quinta da família Lopetegi.

Fonte: Gara
A Polícia impede a realização do debate sobre a emboscada de Pasaia, na Txantrea

A Polícia espanhola irrompeu ontem à tarde, com grande aparato, no local do bairro iruindarra da Txantrea em que se deveria realizar um debate sobre a emboscada policial que em 1984 tirou a vida a quatro militantes dos Comandos Autónomos Anticapitalistas.
No 25.º aniversário da emboscada, na qual a Guarda Civil matou dois iruindarras [pamploneses] e dois naturais de Azpeitia, a Polícia espanhola referiu que a ordem tinha sido emitida pelo juiz madrileno Ismael Moreno. Procederam ainda à identificação de várias pessoas.

Fonte: Gara

Para dia 26, está programado o debate «Herriak ez du ahaztuko. Bahia de Pasaia 1984» na Deustuko Herriko Taberna (Deusto, Bilbau), organizado pela Sare Antifaxista. Oroimena, duintasuna eta borroka! Memória, dignidade e luta!

PreSOS

Acções contra a pena perpétua em Zarautz

Nas próximas semanas, este município costeiro guipuscoano acolherá diversas iniciativas e mobilizações contra a pena perpétua. Uma das principais será a marcha até à prisão de Burgos para dar apoio e carinho a ‘Txuri’. O natural de Zarautz já cumpriu a pena a que foi condenado mas, tal como acontece com tantos outros presos políticos bascos, viu essa punição ser prolongada até 2017.

Fonte: askatu.org (eus) / askatu.org (cast)


«Um preso, um jornal», em Trapagaran

Em Trapagaran (Bizkaia), estão programados para hoje a projecção de diversos vídeos e a realização de concertos no Basetxe Gaztetxea. O objectivo da iniciativa é garantir aos três presos políticos da localidade mineira – Oskar, Nerea e Zigor – o acesso ao seu jornal todos os dias. A iniciativa resulta do trabalho conjunto entre o Movimento pró-Amnistia e o Basetxe Gaztetxea. «Preso bat, egunkari bat», assim se denomina a iniciativa solidária.

Fonte: askatu.org