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Num comunicado, os organismos sociais e sindicais afirmam que Ezkerraldea assiste há décadas ao desmantelamento industrial do território, um tema que ganhou actualidade com a possibilidade de encerramento dos estaleiros de La Naval.
Os promotores da iniciativa «Viver e trabalhar em Ezkerraldea» dizem que não é por acaso que a concentração foi convocada para as instalações da multinacional Babcock & Wilcox, hoje em ruínas, e onde as autoridades pretendem instalar um centro da empresa do retalho Amazon.
Trata-se, em seu entender, de uma imagem clara do futuro que alguns desejam para a Margem Esquerda, falando de «recuperação económica», quando o que se vive e vê nas terras e nos bairros da comarca é «cada vez mais desemprego, precariedade, pobreza e exclusão social».
«O desaparecimento da indústria» tem levado «à destruição de postos de trabalho “com condições minimamente dignas”» e à sua substituição por emprego sem qualidade, precário, onde imperam as jornadas a tempo parcial e os baixos salários, nos sectores do comércio, da comunicação e do ócio, sublinham.
Convocam a iniciativa os sindicatos ELA, LAB, ESK, STEILAS, CGT e CNT, e os organismos sociais Berri-Otxoak, Centro Asesor de la Mujer, Argitan, Oficina de Derechos Sociales de Portugalete e Punto de Información sobre RGI de Santurtzi. / Ver: cgt-lkn.org