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Na sua intervenção, Sonia González referiu-se à «importância indiscutível da Revolução Socialista de 1917», e sublinhou a relação entre os factos ocorridos há 100 anos e «outros acontecimentos históricos e sociopolíticos, como o avanço dos processos revolucionários na América Latina ou o desenvolvimento do Estado de Bem-estar a que o capital europeu teve de lançar mão para conter o perigo revolucionário ao longo do século XX».
A sindicalista e escritora também se referiu a vivências de carácter pessoal, como o massacre de familiares seus, há 80 anos, por serem comunistas, ou o facto de a iniciativa ser apresentada em Barakaldo, a terra operária que acolheu a sua família foragida de Málaga (Andaluzia).
González reivindicou a validade da revolução centenária, salientando que, «se queremos um futuro em que as pessoas, as suas necessidades, desejos, potencialidades estejam em primeiro lugar, um futuro em que corramos de vez com a tirania dos mercados, o lucro desenfreado, a desigualdade, a exploração… esse futuro passa necessariamente pelo socialismo».
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Kortazar disse que o desconhecimento ou a desvalorização da Revolução Russa se deve ao «abandono da classe trabalhadora como sujeito político», assim como à «criminalização do comunismo». O historiador destacou a importância da Revolução de 1917, por ser a primeira revolução que abriu caminho a um Estado operário duradouro e por «ter influenciado toda a política do século XXI, sendo uma referência para as lutas de emancipação». / Ler texto na íntegra [eus./cas.]: k17.eus