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Menos habitual é encontrar registos como o de Rui Paz, em «A Libertação de Auschwitz», a lembrar-nos que, naquele complexo de três campos, «tudo era financiado pelo Deutsche Bank, cuja direcção se encontrava representada na IG FarbeBayer, empresa beneficiária do trabalho escravo e fornecedora do Zyklon B, o gás da morte com que os prisioneiros considerados inaptos para trabalhar eram asfixiados».
Não é demais recordar tal lembrança, a propósito de Auschwitz e da sua libertação. Como não vem a despropósito recordar o enorme sacrifício da União Soviética com a guerra levada a cabo pela Alemanha de Hitler (mais de 20 milhões de mortos) e o grande, decisivo contributo dado pelo Exército Vermelho para a derrota do nazi-fascismo – desde o início sujeitos a campanhas de enredo e descentramento. O capital, com seu hollywood, deslocou, quase em exclusivo, os heroísmos mais para ocidente. (Abril)