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Na apresentação, a que assistiram dezenas de pessoas, esteve também presente o jornalista Antonio Álvarez-Solís, que elogiou o trabalho de Lasheras. Em seu entender, o livro é uma obra de «ferida aberta» que mantém viva a recordação e a memória de pessoas que foram mortas pela Polícia Armada espanhola por defenderem os seus direitos.
A este respeito, Álvarez-Solís destacou que as pessoas que se encerraram há 37 anos na igreja de São Francisco lutavam por «6000 pesetas em nome da liberdade». Tal como recordou, não se tratou apenas de um aumento laboral, porque os mortos representavam todo um povo que clamava, e ainda clama, pelos seus direitos.
Periko Solabarria comparou a situação vivida pelas pessoas que se juntaram no bairro de Zaramaga em 1976 com a que hoje em dia enfrentam milhares de pessoas em Euskal Herria. Neste sentido, sublinhou, referindo-se às CCOO e à UGT, que o sindicalismo revolucionário imperante há três décadas desapareceu. «Agora são uma mera correia de transmissão do poder», lamentou.
Compromisso
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Na opinião de Solabarria, que reconheceu o trabalhou da jornalista, esse compromisso é hoje necessário. Face ao aumento dos despejos, do desemprego, da pobreza e dos cortes «a desobediência e a resistência são necessárias», defendeu. / Ion SALGADO / Fonte: naiz.info