
Com esta iniciativa, os presentes quiseram protestar contra as dificuldades no acesso às prestações sociais, para poderem fazer frente aos alugueres e hipotecas, bem como contra os requisitos de inscrição no Etxebide - Serviço Basco de Habitação. Esta situação também mereceu críticas da parte do Ararteko ou Defensor do Povo na Comunidade Autónoma Basca (CAB).
Num comunicado dos Colectivos Sociais da Bizkaia, afirma-se que, na CAB, ocorreram 263 execuções hipotecárias nos primeiros seis meses deste ano, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.
A estes dados, acrescentam os divulgados pelo Conselho Geral do Poder Judicial, de acordo com os quais foram executados 306 despejos no primeiro trimestre do ano; se deram 169 despejos em habitações alugadas; e 57 foram executados pelo Governo de Lakua em habitações públicas. Estes dados apontam para cinco despejos por dia na CAB, três dos quais na Bizkaia.
Política de cortes leva à pobreza
O critério de redução no número de prestações sociais atribuídas que tem vindo a ser seguido nos últimos anos está a levar ao aumento de situações de exclusão social e pobreza no País Basco: mais de um terço das famílias vivem em situação de pobreza grave.
No comunicado, os Colectivos Sociais da Bizkaia sublinham que, em 2015, aumentou a exclusão social na CAB, bem como a percentagem de população que se encontra em situação de privação material severa. Destacam, em simultâneo, que 15% das famílias têm dificuldade em arranjar trabalho e que 18% dos trabalhadores recebem salários muito baixos, abaixo do limiar da pobreza.
Colectivos Sociais da Bizkaia: Argilan, Argitan (Centro Asesor de la Mujer, Barakaldo), Asociación de Trabajadoras de Hogar de Bizkaia, Baietz Basauri!, Berri-Otxoak (Barakaldo), Brujas y Diversas, Danok Lan (Galdakao), Elkartzen, Mujeres del Mundo, Posada los Abrazos, SOS Racismo e PAH Bizkaia Kaleratzerik EZ/STOP Desahucios. / Mais info: Berri-Otxoak