domingo, 28 de outubro de 2012

Os estados espanhol e francês insistem na repressão: dois alegados membros da ETA detidos em França

[Os estados espanhol e francês continuam a evadir-se às suas responsabilidades no que à resolução do conflito basco e à construção da paz diz respeito, respondendo com a acção política-judicial-policial-armada aos apelos de diálogo, negociação e paz feitos pela grande maioria da sociedade basca, e reforçados por instâncias internacionais de diversos quadrantes. Rejeitam o diálogo e prosseguem com a detenção de membros da ETA, organização que declarou um cessar-fogo definitivo no dia 20 de Outubro de 2011, dando assim uma resposta positiva às solicitações efectuadas na Declaração de Aiete.]

Dois alegados membros da ETA, Izaskun Lesaka e Joseba Iturbide, foram detidos esta madrugada pela Polícia francesa a 70 quilómetros de Lyon.

 De acordo com fontes do Ministério do Interior espanhol, as detenções foram efectuadas pela equipa de elite da Polícia francesa, RAID, numa operação conjunta com a Guarda Civil.

Nos primeiros dados divulgados por fontes policiais, refere-se que ambos iam armados e que Lesaka é uma importante responsável da ETA.

Izaskun Lesaka tem 37 anos e é de Burlata (Nafarroa) (enquanto estiver incomunicável, haverá assembleias informativas, todos os dias, às 20h00, nesta localidade). Iturbide é natural de Lesaka (Nafarroa) e tem 35.

Seguindo sempre a informação veiculada por estas fontes, as detenções ocorreram num hotel situado na região francesa de Macon, onde se encontravam desde quarta-feira / Mais informação: naiz.info e Berria

Sobre o posicionamento do Governo «socialista» francês, ver: «ETA : M. Valls réclame une "dissolution totale"», de Antton ROUGET (Lejpb, 24/10/2012)

«La Izquierda Abertzale denuncia firmemente la detención de tres ciudadanos vascos esta última semana», de Ezker Abertzalea (ezkerabertzalea.info)
Se acaba de cumplir un año de la celebración de la Conferencia de Paz de Aiete, y la inmediato cumplimiento por parte de ETA de las peticiones realizadas en la Declaración de Aiete, tomando la decisión histórica de cese definitivo de su actividad armada. Es totalmente incomprensible que un año después se continúe por la vía de las detenciones políticas.