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«Para tal, basta pôr em qualquer iniciativa o carimbo da apologia do terrorismo e da humilhação às vítimas, algo que só vê quem quer manter o conflito nesses parâmetros», diz o movimento de defesa dos direitos dos presos políticos no texto, para afirmar em seguida que «pedir a libertação de um preso com cancro ou exigir o fim da dispersão não é apologia do terrorismo».
E prossegue: «Também não constitui humilhação às vítimas o facto de as pessoas presas e os seus familiares serem senhores dos seus direitos humanos, civis e políticos, tal como os demais cidadãos deste país».
Para o Herrira, o Governo do PP é o «único interessado em mover-se nos terrenos da apologia e das falsas polémicas», para assim «desviar as atenções do que realmente preocupa a maioria da sociedade neste país: as graves violações de direitos humanos» sofridas pelos presos políticos bascos e todo o seu meio afectivo».
Assim, refere a nota, «censurável não é pedir o respeito pelos direitos humanos de certas pessoas», mas o facto de o Governo espanhol «os violar de modo flagrante, mantendo e endurecendo a política de dispersão, maltratando e privando de liberdade os presos doentes ou prolongando as penas de quem já as cumpriu, contra a sentença do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem».
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No final da nota, afirma-se: «devemos tornar-nos fortes naquilo que nos querem tirar: a defesa dos direitos humanos, a resolução e a paz. E activar todos os sectores sociais nas dinâmicas de massas que obriguem o Governo a mudar de forma radical e imediata a sua política penitenciária». / Fonte: herrira.org [em euskara aqui