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Na conferência de imprensa que decorreu na Katakrak, em Iruñea, foi referido o recurso que o Executivo espanhol apresentou no Tribunal Constitucional (TC) contra a lei foral de vítimas de extrema-direita ou funcionários públicos e pediu-se que essa acção «não trave a reparação e o reconhecimento». Entre as vítimas há pessoas desaparecidas, mortos por tortura, pessoas que morreram em acidentes rodoviários provocados pela política de dispersão, mortos a tiro e também pessoas que se suicidaram «perante a repressão».
«Todos os nossos familiares morreram como consequência de alguma violação dos direitos humanos, foram vítimas de grupos de extrema-direita, funcionários públicos ou das condições geradas pela situação política no nosso país», recordaram Idoia Zabaltza, irmã de Mikel Zabaltza, e Aitziber Berrueta, filha de Ángel Berrueta, que falaram em nome de todos.
Disseram que, durante muitos anos, foram votados «à mais absoluta exclusão oficial e institucional» e que, durante esse tempo, lhes tentaram fazer crer que «podiam ter sido merecedores ou culpados» pelo que lhes tinha acontecido. Por isso, continuam a reclamar a justiça e a verdade que lhes foi negada.
Por isso, pediram que o recurso do Governo espanhol «não torne as suas esperanças vãs». Relativamente ao Governo de Nafarroa, afirmaram ter detectado «uma vontade política de reconhecimento e reparação» a todas as vítimas. / Ver: naiz e ahotsa.info [com reportagem]