
Em nome dos presentes, falaram Iera Arantzamendi, da plataforma «Iparra galdu baik», de Ondarroa, e Kepa Martínez de Lagos, habitante de Santutxu (Bilbo) e membro da Herria 2000 Eliza. Ambos destacaram a existência de onze presos bascos gravemente doentes. «Onze diagnósticos, onze doenças, onze situações críticas que estão a enfrentar. E por trás destes relatórios médicos há uma completa violação dos direitos humanos». Entre outros, referiram-se aos casos de Ventura Tomé e Iosu Uribetxebarria, ambos com cancro.
A situação de Ibon Iparragirre mereceu especial ênfase. O ondarrutarra, que estava em regime de prisão atenuada desde 2011 em virtude da grave doença que o afecta, voltou a ser detido e encarcerado em Março último, e, desde então, a «sua situação clínica agravou-se». «E muito mais quando lhe aplicaram a política de dispersão, levando-o do Hospital de Basurto, onde estava a ser tratado, para a cadeia de Navalcarnero», afirmaram, para sublinharem em seguida: «A situação de Ibon, outro exemplo da face mais cruel de uma política penitenciária que busca o sofrimento gratuito, já fez soar todos os alarmes».
«Infelizmente, os governos espanhol e francês só deram passos em sentido contrário» a uma solução. Contudo – prosseguiram –, a sociedade basca quer pôr fim a este sofrimento e «abrir caminho à solução», que incluirá a questão dos presos e dos refugiados políticos, e, de forma urgente, a dos presos doentes. A manifestação parte às 12h30 da Alameda de Ondarroa. / Ver: naiz.info e Turrune!