quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Manifestação pelos direitos de Euskal Herria, no dia 27 em Bilbo


Um grupo de 15 cidadãos deu a conhecer a iniciativa esta terça-feira em Bilbau. Hibai Castro e Begoña Bretos leram um texto em castelhano e em euskara no qual se afirma que «Euskal Herria é um país cuja palavra e capacidade de decisão se vêem negadas pelos nacionalismos excludentes espanhol e francês, pela força das armas e da repressão». A manifestação partirá da Praça Zabalburu às 12h00.

Afirmaram ainda que os estados espanhol e francês não hesitam em «atacar e procurar fazer desaparecer a qualquer preço» elementos ligados ao povo basco como sejam o euskara, a cultura, a educação, a economia ou o desporto.

Assim, aludiram a diversas situações recentes e menos recentes como a «multiplicação» dos ataques ao euskara e à educação - «com a imposição novamente» dos modelos A - e criticaram as «repetidas» visitas da monarquia, a «multiplicação» das bandeiras espanholas» ou a «imposição de jogos da selecção espanhola».

A isto acrescentaram o «evidente retrocesso» que se verificou ao longo dos últimos anos em matéria de direitos civis e políticos, afirmando que o direito ao voto, à participação na vida pública, à liberdade de expressão ou à organização e à reunião são «limitados» e que um «importante» sector social «é alvo de restrições sem comparação na Europa», considerando, por isso, que «se vive numa situação de excepção não declarada».

Salientaram, no entanto, que «apesar deste panorama tão negro, com a abertura de uma nova fase política, a da solução e da democracia, está a surgir um novo ciclo de alegria e esperança», garantindo que «a recuperação dos direitos advirá da união de forças abertzales e da mobilização popular».
Afirmaram ainda que, nos últimos meses, se deram passos «significativos» com vista à construção de um cenário em que os direitos «sejam respeitados».

Novo ciclo, mas não olhar para o lado
Os promotores da manifestação disseram ter uma noção bem clara de que a maioria dos cidadãos bascos aposta na «superação da actual situação de bloqueio, conflito e negação, que apenas beneficia Madrid e Paris», e defenderam que estes não podem permanecer «expectantes» perante a nova fase que se abre, devendo antes constituir-se como sujeitos políticos activos.
Em seu entender, essa massa social crítica existe, «disposta a dar passos» e a «vir para as ruas em defesa dos direitos do nosso povo». «Não podemos ficar à espera. Nem o Estado espanhol nem o francês nos vão dar nada», concluíram.
Fonte: lahaine.org

Entretanto, diversas fontes já divulgaram que o Departamento do Interior de Lakua vai analisar a convocatória e que a Dignidad y Justicia já solicitou a sua proibição junto da AN espanhola.