
O som da txalaparta e algumas canções deram início a um acto em que se juntaram cerca de 300 pessoas; seguiu-se um bertso de Ekaitz Astiz. O primeiro a tomar a palavra foi Zigor Olabarria, membro do movimento Eleak, que pediu uma grande salva de palmas para os dois jovens de Iruñerria condenados. Pediu também o fim dos processos judiciais contra os jovens de Iruñerria e contra «centenas de pessoas» mais, tendo-se referido aos processos das «herriko tabernas», dos grevistas de Deustua ou dos 40 jovens independentistas que vão ser julgados em Outubro.
Representantes dos muros populares de Gasteiz, Donostia e Iruñerria falaram no acto de Amaiur. Primeiro, um representante das matrioskas de apoio a Ekaitz Samaniego disse que o muro popular deve ser «forte e robusto por fora» e, ao mesmo tempo, «quente» por dentro. Os de Donostia enfatizaram o facto de que o muro popular se deve «adaptar à realidade» de cada lugar, e fizeram um apelo à desobediência.
Maider Caminos, que foi absolvida esta semana, juntamente com Aritz Azkona e Mikel Jimenez (este encontra-se a cumprir pena no âmbito de um outro processo), tomou a palavra como representante dos jovens arguidos de Iruñerria. Disse que, «apesar de todas as dificuldades», ali continuam, tendo repetido uma e outra vez que Luis Goñi e Xabier Sagardoi - os jovens cuja condenação foi confirmada pelo Supremo - não serão levados.

Cada orador colocou um pedra junto ao monumento de Amaiur. Oihan Ataun, membro do Eleak, colocou as duas pedras de Goñi e a Sagardoi, e, depois disso, as 300 pessoas que se concentraram no local juntaram-se em redor do monumento, para assim simbolizarem o muro popular erguido.
Na terça-feira, poucas horas antes de a sentença do Supremo ser conhecida, os jovens decidiram esconder-se, tendo estado em paradeiro desconhecido desde então. Sagardoi e Goñi continuam escondidos. / Ver: Berria e naiz.info
Palavras de Maider Caminos e Aritz Azkona em Amaiur (Ion Telleria)
Vídeo: Herri harresia Amaiurren (Eleak) /Fotos: muro popular em Amaiur (naiz.info)
Leitura: «El fin de la represión», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
Si ya de por sí es de canallas perseguir la enseña nacional vasca, la solidaridad con los presos y presas políticas y la disidencia política a un sistema plagado de ladrones , vividores y corruptos, lo es más que ante su impotencia de que no tengan éxito sus ruines planes de silenciar al pueblo se ensañen con la juventud vasca de una forma tan gratuita y cobarde. La juventud vasca tiene un código ético a años luz de los delincuentes que la persiguen. Que no son más que mercenarios a sueldo de esa casta de ladrones antes mencionada.