domingo, 31 de março de 2013

Aberri Eguna: milhares de pessoas reclamam um «Estado basco» em Iruñea

Milhares de pessoas participaram, em Iruñea, na manifestação organizada pela rede Independentistak. Faixas e cartazes recordaram a morte do preso político basco Xabier López Peña.

Nem espanhóis nem franceses: somos bascos!

A manifestação organizada pela rede Independentistak para este Aberri Eguna começou com a evocação a Xabier López Peña. Faixas e cartazes denunciavam a morte do preso político basco numa marcha repleta de cor, com ikurriñas, bandeiras de Nafarroa e da Catalunha.

Representantes dos quatro partidos políticos que compõem a coligação EH Bildu efectuaram declarações antes do início da manifestação: Asier Vega (Alternatiba) e Pello Urizar (secretário-geral do EA) sublinharam que a independência é uma «necessidade» para Euskal Herria; Pernando Barrena (Sortu) afirmou que a morte de López Peña na prisão resulta do facto de os estados «prolongarem sine die» a resolução do conflito; Xabier Lasa (porta-voz do Aralar) referiu-se à moção de censura que vão apresentar na sexta-feira que vem no Parlamento de Iruñea contra Yolanda Barcina.

A manifestação, acompanhada por um importante dispositivo policial, terminou com um acto político no Passeio de Sarasate, onde Garbiñe Bueno, representante da rede Independentistak, destacou, num discurso proferido em euskara e em castelhano, que sem Estado próprio não há saída para a crise.
Bueno referiu que «a falta de soberania» os deixa nas «mãos dos governos de Espanha e França e a sustentar uma casta política servil, inepta e corrupta»; «a independência é necessária», realçou.

Depois de afirmar que ninguém os vai parar no caminho para as suas liberdades, e que não vão deixar que «ninguém destrua» as suas «esperanças de paz e liberdade», nem a sua economia e o seu futuro, afirmou que é «muito mais viável construir uma democracia avançada e com um elevado grau de justiça social num Estado basco que dentro de Espanha ou de França».

Neste sentido, disse que a independência já não é apenas uma coisa de abertzales, mas «um projecto social com uma base plural, do povo e para o povo, e aberto a todos aqueles que quiserem um lugar digno, livre e em paz». / Ver: naiz.info / Vídeo: Aberri Eguna em Iruñea / Fotos: Aberri Eguna 2013 (naiz.info / ekinklik.org / boltxe.info)

Ontem: «'Enbata' mugimendua gogoan izan dute Itsasun, 50. urteurrenean» (Berria)
AB, Sortu, EA, Aralar eta Alternatiba alderdiek ekitaldi batean parte hartu dute gaur arratsaldean. Mugimendua sortu zela 50 urte betetzen dira. [Irakurri ere: kazeta.info]

Aberri Eguna / Dia da Pátria: A ETA destaca a possibilidade de se alcançar a independência e o socialismo nos próximos anos

Como é habitual, a ETA emitiu um comunicado relacionado com o Aberri Eguna, que fez chegar ao Gara, no qual realça as possibilidades existentes com vista a alcançar a independência e o socialismo.
Considera, então, que chegou «o momento de organizar um processo popular» que envolva diversos sectores, do povo trabalhador às instituições, por forma a «ultrapassar barreiras» e a «aprofundar as decisões [que permitam] criar os instrumentos [necessários à] soberania de Euskal Herria». / Ver: naiz.info

Recta final do Gazte Danbada, com múltiplas actividades e concertos

O Gazte Danbada, festival em que se celebra o nascimento da Ernai, organização juvenil da esquerda abertzale, aproxima-se do fim (amanhã ao meio-dia). Hoje, tem lugar a última noite de concertos. Na parte da manhã realizou-se uma homenagem aos Gudaris.

No que diz respeito aos concertos, ontem passaram pelo espaço Altxa! bandas como Sen, Obrint Pas, Itziarren Semeak, Ze Esatek, The Toy Dolls, Gatibu, Willis Drummond ou On; pelo palco Astindu! passaram os Gose, Anai Arrebak, Nik Khaos, Cobra, Matxura ou Solte. Na última noite do festival, o programa também promete: no Altxa! estarão os Non Servium, Soziedad Alkoholika, Iheskide, Arkada Social e Troopers; no Astindu!, Los Chikos del Maiz, Bad Sound System, DARG Team, 2zio e 121 Crew.

No plano político, na jornada de ontem assumiram especial destaque a marcha de protesto na sequência da morte do gudari Xabier López Peña, Thierry, num hospital de Paris, e o acto político principal da Ernai. [Vídeos em baixo, via topatu.info.]

Marcha de protesto na sequência da morte de Xabier López Peña, Thierry

Intervenção de Gotzon Elizburu no acto político de ontem
Intervenção de um dos cinco porta-vozes da Ernai no acto principal do Gazte Danbada. No final, os presentes cantaram «A Internacional» e o «Eusko Gudariak». [Na foto em baixo.]

Intervenção do grande militante abertzale Periko Solabarria

Hoje, domingo
Depois de dois dias de chuva intermitente, o sol acabou por aparecer hoje de manhã. Entre as diversas actividades agendadas para o terceiro dia da Gazte Danbada, destaque para os debates sobre a ocupação como ferramenta política, a luta dos povos sem estado, o movimento juvenil de Iparralde e um curso de plantas curativas. A concluir os diversos actos matinais, uma emotiva homenagem aos gudaris na Praça de Gernika.

Entre as múltiplas actividades previstas para hoje, saliente-se as iniciativas sobre a Ocupação, sobre Marinaleda e sobre o Colectivo de Presos Políticos Bascos (EPPK). / Mais informação e muitas fotos em lahaine.org

Iñaki Egaña: «Mi patria»

Esa es mi patria. La de ellas. Y ellos. Resistiendo. En casa, apoyándome en la universalidad de nuestra utopía. Soñando que sueño y evocando una y otra vez a los míos con esa palabra pegada a nuestra existencia. Porque resistir, en los tiempos que corren y como dice la canción, es ganar. (Gara)

«Ni ayer ni mañana, siempre es hoy», de Xabier SILVEIRA (lahaine.org)
Salió por tema la guillotina, no sé si por que era el día internacional de la citada herramienta o por que el locutor del programa quería cobrar los meses que le corresponden de subsidio por desempleo. Sea como sea, Evaristo, cual Txirrita, la clava: «Cualquier rey que pase por la guillotina sería bienvenido. Es un espectáculo cruel para los niños, pero peores cosas ven en la tele». Yo no quiero ser yo; de mayor, quiero ser Evaristo.

«¿Corrupción? Es el sistema estúpidos», de Gabirel EZKURDIA (boltxe.info)
En la decadente España llevan meses revueltos por la publicación y las diligencias en torno a algunos casos de corrupción de "alto standing" que recrean el morbo, la mala leche y sobre todo la impotencia del común de los mortales ante la impune chulería de los corruptos.

sábado, 30 de março de 2013

Morreu em Paris o preso basco Xabier López Peña

O preso político basco Xabier López Peña faleceu esta madrugada num hospital de Paris. Tinha sido internado na sequência de um enfarte e o seu estado agravou-se depois de, há dois dias, ter sofrido um derrame cerebral, segundo divulgaram o Herrira e a Etxerat. Apesar de ter falecido à 1h00 da madrugada, a sua família só foi informada doze horas mais tarde, quando o foi visitar. O galdakaoztarra tinha 54 anos e encontrava-se na prisão desde Maio de 2008.

Xabier López Peña faleceu no Hospital Pitié-Salpêtriere, em Paris, para onde fora transferido, no dia 13 de Março, do Hospital Corbeil-Essonne. Dois dias antes, o natural de Galdakao (Bizkaia), que sofria de problemas cardiovasculares, fora levado de urgência da prisão de Fleury para o hospital, depois de sofrer um enfarte. A notícia só veio a público oito dias depois (19 de março).

De acordo com a informação divulgada pela Etxerat, apesar de o falecimento ter ocorrido à 1h00 da madrugada, os seus familiares só tiveram conhecimento do facto às 13h00, quando o foram visitar.

À espera de reunir mais informação, incluindo os relatórios médicos pertinentes, a Etxerat denunciou o procedimento - «difícil de entender» - da prisão de Fleury e do Hospital Pitié-Salpêtriere para com os familiares e amigos do galdakaoztarra, «silenciando a todo momento o seu estado, incluindo o seu falecimento, e dificultando as visitas e o contacto com Xabier».

O Herrira, por seu lado, expressou o seu apoio e as suas condolências à família de López Peña e seus amigos.

Xabier López Peña era natural de Galdakao (Bizkaia) e tinha 54 anos. Estava na prisão desde Maio de 2008, depois de ter sido preso num andar em Bordéus com Jon Salaberria, Igor Suberbiola e Ainhoa Ozaeta. Esteve envolvido na recta final das conversações entre a ETA e representantes do Governo espanhol entre 2005 e 2007.

Após a detenção, ao ser conduzido à habitação para as buscas, López Peña resistiu aos polícias e proferiu palavras contra «a situação de excepção», pela liberdade de Euskal Herria e a favor da ETA. Esta imagem teve grande repercussão, tal como aquela em que aparecia rodeado de agentes e a fazer o sinal da vitória.

Dois presos bascos mortos este mês
No passado dia 14 de Março, o preso algortarra Anjel Figueroa, que tinha uma doença grave e incurável e cumpria pena, desde 2008, em regime de prisão domiciliária, foi encontrado morto em sua casa, em Algorta (Getxo, Bizkaia). / Fontes várias: ver ateakireki.com / Etxerat (eus / cas) / Herrira (1 e 2) / Berria

Ver também: «O último episódio numa extensa lista de mortes», de Ion SALGADO (Gara)

sexta-feira, 29 de março de 2013

O preso Xabier López Peña teve um derrame cerebral e encontra-se em estado grave

De acordo com a informação divulgada pela associação Etxerat e também pelo movimento Herrira, o estado de saúde do preso político basco Xabier López Peña (Galdakao, Bizkaia) piorou bastante nos últimos dois dias, depois de anteontem ter sofrido um derrame cerebral. Continua numa unidade de cuidados intensivos e responde a estímulos com as mãos e os olhos, mas não consegue falar.

Já numa nota anterior a Etxerat tinha dado conta do internamento de López Peña, no dia 11 de Março. O preso deu entrada no Hospital de Corbeil-Essones, onde foi submetido a uma intervenção cirúrgica; então, surgiram complicações e teve de ser transferido para o Serviço de Cardiologia do Hospital Pitié Salpêtrière.

A associação de familiares e amigos dos presos políticos bascos critica duramente a atitude da prisão, que, «com o silêncio e todos os entraves que está a colocar, torna esta situação ainda mais cruel do que já é».

Tanto a Etxerat como o movimento Herrira exigem, nas respectivas notas, a liberdade de Xabier e dos demais presos com doenças graves e incuráveis, e solicitam o fim da aplicação das medidas de excepção, como a dispersão.

Para além disso, nas mobilizações da última sexta-feira do mês em defesa dos direitos dos presos, que hoje têm lugar um pouco por todo o território basco, o movimento Herrira faz questão de recordar a morte do algortarra Anjel Figueroa, as agressões a presos políticos bascos nos cárceres de Muret, Puerto-III e Sevilha, e o acidente sofrido por dois amigos de Jabi Martínez Izagirre no regresso da prisão de Jaén. / Ver: etxerat.info e herrira.org / Mais informação: Gara, Berria e boltxe.info

O Tribunal de Paris concedeu liberdade condicional a Ion Kepa Parot mas o MP recorreu
O Tribunal francês de Aplicação de Penas aceitou o pedido de liberdade condicional do preso político basco Ion Kepa Parot (Baiona), na prisão há 22 anos. Trata-se do quarto pedido feito pelo preso; os três anteriores tinham sido indeferidos. O Ministério Público recorreu imediatamente da decisão, pelo que só deverá haver uma decisão definitiva dentro de dois ou três meses.

O Tribunal especial francês impôs várias medidas ou condições à liberdade condicional de Ion Kepa, como a utilização de uma pulseira electrónica de vilgilância ou a proibição de ir, durante cinco anos, ao Grand Sud-Ouest (as regiões da Aquitânia, Limousin, Languedoc-Roussillon, Midi-Pyrénées e Poitou-Charentes), e, como tal, a Euskal Herria. / Ver: naiz.info e kazeta.info

Solidariedade com a senpertarra Naia Lacroix
A presa política basca Naia Lacroix (Senpere, Lapurdi) será julgada na próxima terça-feira, dia 2 de Abril, na capital do Estado francês. Para dar apoio a Naia, o Herrira de Senpere está a organizar uma viagem de autocarro até Paris. O autocarro parte de Senpere no dia 1 de Abril (Gaztelu Plaza, 23h00). (Tokiak hartzeko: 06 27 46 79 01 edo senpereko.herrira@gmail.com). / Ver: kazeta.info e herrira.org

Começou a Gazte Dandaba em Urduña e esperam-se milhares de jovens nos próximos dias

O som da txalaparta e os bertsos deram as boas-vindas à Ernai, organização juvenil da esquerda abertzale, e ao Gazte Danbada, festival que celebra o seu nascimento. Milhares de jovens são esperados em Urduña (Bizkaia) nos próximos quatro dias.
No acto de recepção, os porta-vozes da Ernai afirmaram que Urduña será «uma pequena amostra do modelo» que aspiram construir. Recordaram o «longo e difícil caminho» percorrido nos últimos meses, em alusão ao processo ZukGua, do qual surgiu a nova organização juvenil.
Nesta primeira jornada, cerca de 600 pessoas participaram em workshops, debates e iniciativas diversas. Por volta das 17h00 foram apresentadas as várias delegações internacionais presentes em Urduña, que destacaram o socialismo, a independência e o feminismo como linhas fundamentais do seu trabalho, bem como a sua participação em diversos movimentos anti-imperialistas, ecologistas ou de defesa da língua.
As delegações internacionais presentes no Gazte Danbada são provenientes da Colômbia, do Curdistão, do Saara Ocidental, da Irlanda, da Dinamarca, da Noruega, da Suécia, dos Países Catalães, da Galiza, das Astúrias, da Cantábria, de Aragão, de Castela, da Andaluzia, de Itália, da Córsega e da Flandres. / Ver: lahaine.org e lahaine.orgnaiz.info e Berria

Fotos: Começou a Gazte Danbada em Urduña (naiz.info e Berria)


Acompanhamento especial: topatu.info

quinta-feira, 28 de março de 2013

Aberri Eguna 2013: declarações de LAB, Sortu, EHK e Eusko Ekintza

«ABERRI EGUNA 2013. DECLARACIÓN DEL SINDICATO LAB» (labsindikatua.org)
Debemos construir el camino entre los distintos agentes de Euskal Herria. LAB hará su aportación y se comprometerá para ello. Desde el punto de vista de la defensa de los intereses de la clase trabajadora, pero abierto a los acuerdos que debemos construir entre distintos sectores económico y políticos. Si realmente queremos que ese camino sea una alternativa al desastre que se nos está imponiendo, debe basarse en otros componentes: democracia, soberanía política y soberanía económica.

«ROMPAMOS LAS CADENAS. INDEPENDENTZIA!», de Sortu (sortu.net)
La ola a favor de la independencia que crece día a día va a ser imparable. Al igual que en Paisos Catalans y en Escocia, el clamor popular a favor de la independencia se va extendiendo. Son cada vez más los sectores que reclaman la independencia para construir nuestro futuro, y es que la independencia es el camino para un cambio radical de modelo político, económico y social.

«NO HAY PATRIA LIBRE SIN SOCIALISMO NI SOCIALISMO SIN LA LIBERACIÓN DE LA PATRIA», de Euskal Herriko Komunistak (boltxe.info)
Muchos abertzales creen que puede conformarse un estado independiente formando parte de las estructuras políticas y económicas del imperialismo. Sin embargo, ¿Qué clase de independencia política y «justicia social» puede existir en tales condiciones para nuestro pueblo y por ende, para los demás pueblos y naciones del mundo?

«ABERRI EGUNAREN ATARIAN, ETORKIZUNARI HELDU», de Eusko Ekintza (euskoekintza.eu)
Estatuek ez digute ezer oparituko ezta ezer emango ere, gure artean bizi diren Espainia eta Frantziako alderdi nazionalisten kideengandik ezin dugu akordio estrategikorik espero. Autonomia babestu duten eta horren kudeaketaz oparo bizi diren jeltzaleengandik ezin dugu ezer espero, kasta politikorengandik ezin dugu ezer espero. Jendartearekin zuzenean mintzatzeko bideak zabaldu behar ditugu eta solasaldi horretatik sortuko dira lerrotze-politiko berriak. Herritarren laguntzaz, parte hartzeaz eta zuzendaritzaz independentziara eraman gaitzakeen uholdea posiblea da.

Sobre as comemorações do Dia da Pátria na capital de Euskal Herria: independentistak.net

Em Iruñea: sectores afectados pela política de cortes da UPN fazem apelo à mobilização

Representantes de diversas áreas afectadas pelas políticas de Barcina dizem «Barcina, vete ya / Barcina, go home», apelam à participação na manifestação convocada para 6 de Abril em Iruñea (18h00, Antoniutti) e exigem eleições antecipadas em Nafarroa: «Que decida el pueblo / Ustelak kanpora!» [Fora com os corruptos!]
Com 56 000 pessoas desempregadas em Nafarroa, dezenas e dezenas de despedimentos nas empresas do herrialde, cortes na Saúde, na Educação e demais serviços públicos, numerosos despejos e casos de corrupção e mau uso do dinheiro público, são cada vez mais aqueles que defendem que a presidente do Governo, Yolanda Barcina, se deve demitir e convocar eleições de imediato. / Ver: ateakireki.com e ateakireki.com

Em Bilbo: associações de moradores pedem à Polícia, aos Bombeiros e juízes que não colaborem com os despejos
Enviaram um documento às comissões de trabalhadores da Polícia Municipal, dos Bombeiros e da Ertzaintza e aos juízes, no qual lhes pedem que não participem «na acção final do despejo, evitando que essas pessoas fiquem na rua ou, o que é pior, numa situação de desamparo e desespero que as leve a tomar decisões irremediáveis como aquelas a que temos assistido recentemente». / Ver: BilboBranka

Encontrados em Urbasa restos mortais de nove pessoas assassinadas pelos fascistas

Aquilo que ia ser uma exumação selectiva, com vista à recuperação dos restos de Balbino García de Albizu Usarbarrena e Gregorio García Larrambebere (habitantes de Eulate, Nafarroa) transformou-se, porque as circunstâncias assim o exigiram e porque foi concedida a autorização para tal, numa exumação completa da gruta.

Na verdade, pensava-se que ali poderiam estar os restos mortais de três pessoas, mas no sábado já eram seis e ontem, concluída a primeira jornada da exumação, tinham sido encontrados nove esqueletos. Até agora nada se sabia sobre este número de indivíduos. Ontem, a equipa de Francisco Etxeberria (professor da UPB e presidente da Sociedade de Ciências Aranzadi) pôde confirmar que três deles apresentavam marcas de disparos no crânio, possivelmente de balas de sete milímetros.

A equipa técnica constituída por dez pessoas da Aranzadi, da Universidade do País Basco, da Autónoma de Madrid e por Patxi Areta, do grupo de espeleologia de Lizarra, entrou na gruta com o propósito de identificar cada corpo num grupo. À saída referiram que possivelmente seriam nove os restos mortais que ali se encontravam. / Ver: Sanduzelai Leningrado / Vídeo: reportagem da EITB

Ver também: «Com o tiro de misericórdia na cabeça» (Lau Haizetara Gogoan)

«Os cadáveres de dez republicanos fuzilados em 1936 encontrados na gruta de Urbasa» (boltxe.info

Los Chikos del Maíz e Habeas Corpus - 'Riot Propaganda'


Mais informação sobre o projecto «Riot Propaganda», do grupo valenciano Los Chikos del Maíz e dos madrilenos Habeas Corpus, em insonoro.com

quarta-feira, 27 de março de 2013

A Procuradoria pede cinco anos de prisão para os activistas anti-TGV que atiraram tartes a Barcina

A Procuradoria da AN espanhola pede cinco anos de prisão e 2700 euros de multa para cada um dos quatro activistas anti-TGV que atiraram tartes à presidente do Governo navarro, Yolanda Barcina, durante a realização do Conselho Plenário da Comunidade de Trabalho dos Pirinéus (CTP), a 27 de Outubro de 2011, na cidade occitana de Toulouse.

A acusação particular, por seu lado, pede nove anos de prisão e 5400 euros de multa para Gorka Ovejero (por ser eleito) e seis anos de prisão e 3600 euros de multa para os restantes membros do Mugitu - Ibon Garcia, Julio Villanueva e Mikel Alvárez.

Hoje, numa conferência de imprensa em Iruñea, os quatro imputados consideraram os pedidos das acusações «exagerados». «Completamente desproporcionados», afirmaram.
O caso encontra-se na Audiência Nacional espanhola, mas os imputados recorreram, por forma que o processo seja julgado no Estado francês. Em seu entender, era isso que aconteceria se se «respeitasse o direito internacional». / Ver: Berria e Gara / Texto da conferência de imprensa: Mugitu

O preso Xabier López Peña foi hospitalizado com problemas cardiovasculares e a família foi informada oito dias depois

«A associação Etxerat quer denunciar com veemência o silêncio do hospital, da prisão de Fleury e das autoridades em geral perante os familiares e advogados de López Peña. É que em momento algum foram informados da sua situação. Entre o dia 11 de Março, quando foi internado, e o dia 19 de Março os seus familiares, amigos e advogados não souberam nada dele; nem sequer sabiam que estava num hospital.
Se algo ficaram a saber no dia 19, isso fica-se a dever ao alerta dado pelos outros presos políticos bascos, preocupados porque López Peña não regressava à prisão.» / Ver: etxerat.info (eus / cas / fra)

Concentração em defesa dos direitos dos presos frente à sede do PP
Como todas as segundas-feiras, anteontem houve concentração frente à sede do PP em Iruñea, na qual participaram 45 pessoas, para reivindicar o direito dos presos a viver em Euskal Herria. Nas faixas que exibiram podia-se ler: «Euskal Preso eta Iheslariak Herrira» e «La dispersión mata». / Fonte: ateakireki.com

«As Juntas Gerais da Bizkaia pedem a derrogação da doutrina 197/2006» (naiz.info)
O plenário das Juntas Gerais da Bizkaia aprovou a proposta apresentada pelo EH Bildu em que se solicita a derrogação da doutrina 197/2006 e a libertação dos presos aos quais foi aplicada. A proposta contou com os votos favoráveis da coligação abertzale e do PNV; PSE e PP votaram contra.
«Absolvidos os professores da UPB que autorizaram os estudos de dois deportados» (Ver: naiz.info e Berria)
O Tribunal de Bilbo absolveu os professores Xabier Aierdi e Enrique Antolín da acusação de prevaricação por darem aulas aos então deportados bascos Belén González e Ángel Lete. Numa nota, a UPB-EHU mostrou-se «satisfeita» com a sentença. [A tira é de Tasio.]

Bruno Carvalho: «A luz de Tieta»

Apesar do cessar-fogo decretado pela ETA, o Estado espanhol não só não quis abrir os caminhos para a paz como mantém bem acesa a chama da guerra. Não acabaram as prisões, as torturas e a manutenção das tropas espanholas estacionadas no País Basco. E ainda que a ETA não represente qualquer ameaça, continua a ser usada para atacar tudo o que tenha a ver com o protesto. Fizeram-no com os organizadores do 15 de Março, em Madrid. Fizeram-no com os estudantes valencianos espancados pela polícia. Fizeram-no com os detidos da última greve geral. E agora, chegou a vez dos protestos das vítimas das hipotecas bancárias. Também eles são acusados de ter simpatias pela ETA. (kontra-korrente)
[Letra de «A luz de Tieta», de Caetano Veloso]

«Periodistas de guerra y pluma sucia», de Xabier MAKAZAGA (naiz.info)
La verdad es que, cuando leo a ciertos periodistas especializados en noticias filtradas por «fuentes antiterroristas», no puedo evitar que me asalten las sospechas. Porque una cosa es que en sus artículos se reflejen sus legítimas opiniones políticas y otra, muy otra, la intoxicación y la mentira pura y dura, que se repite una y otra vez.

«En el fango ... por ahora», de Borroka Garaia (BorrokaGaraiaDa)
¿Alguien cree que abriendo un diálogo se pueden llegar a acuerdos con la banca para que no robe a la clase trabajadora?. ¿Alguien cree que mediante la distensión con la patronal y potenciando la cultura de la concialiación dejará la explotación?. La lucha de clases toma forma de liberación nacional en Euskal Herria. La conclusión es obvia. Los acuerdos de llegar lo hacen en parámetros diametralmente opuestos a la retórica del buenismo.

«Tesis sobre las Américas y el socialismo en el siglo XXI», de Iñaki Gil de SAN VICENTE (boltxe.info)
Las Américas están en especiales condiciones para avanzar al socialismo superando la mortal trampa del «socialismo en un solo país» porque la extensión de las luchas en el continente, la fuerza del sentimiento antiimperialista y el arraigo creciente del ideal de la Patria Grande, facilitan que las fuerzas progresistas impulsen dinámicas de cooperación regional e interestatal, aun dentro del marco actual, que pueden aumentar la conciencia continental antiimperialista, primer paso para pensar y realizar un socialismo continental, como única salida factible a la opresión imperialista y a los riesgos de las «ayudas» de los subimperialismos. [NOTA: Tesis para las Vª Jornadas de Debate sobre la Crisis 2013: Relaciones Internacionales de Dominación, celebradas en León el 22 de Marzo de 2013]

A Nafarroa Bizirik reclama um novo currículo para se conhecer a história real

A iniciativa 1512-2012 Nafarroa Bizirik reclamou ontem, numa conferência de imprensa em Iruñea, «a renovação do currículo sobre a História de Nabarra que se divulga nos centros de ensino», para que as novas gerações conheçam a realidade do que se passou nos últimos séculos, na sequência da conquista.

«Foi um facto absolutamente cruel e decisivo, ocorrido há 500 anos, mas com consequências que perduram até à actualidade. E, se não tomarmos medidas, também no futuro a realidade da sociedade navarra continuará a ser condicionada pelos factos ocorridos no ano de 1512. É por isso que continuamos a considerar de suma importância a socialização do debate em torno da conquista de Nabarra, bem como o esclarecimento do que aconteceu e do que deixou de acontecer», referiu Sergio Iribarren.

Com esse propósito, organizaram-se conferências, exposições, debates... «Erguermos um dique de contenção face a um processo de aculturação galopante. Ou melhor, plantámos uma semente nessa terra cultivada de mentiras e manipulações políticas, a semente da recuperação da nossa memória histórica», prosseguiu.

A Nafarroa Bizirik considera imprescindível continuar a «alimentar essa semente» e que os centros de ensino são «o melhor espaço. A História de Nabarra está repleta de acontecimentos e pessoas-chave para poder entender o presente em que nos movemos. Então, como podemos recusar esse conhecimento aos estudantes? Como queremos que entendam o contexto actual se desconhecem o passado?». / Ver: Gara / Texto e mais informação sobre a conferência de imprensa: Nafarroa Bizirik

terça-feira, 26 de março de 2013

A ETA afirma que o encerramento do espaço de negociação «atrasa e dificulta a resolução»

Dezoito dias depois de ter vindo a público o que se passou em Oslo, a ETA emitiu um extenso comunicado em que dá a conhecer alguns detalhes, denuncia a atitude do actual Governo espanhol (do PP) e do anterior (do PSOE), e antevê «consequências negativas» resultantes da decisão de «desfazer o espaço de diálogo e negociação».

A organização basca qualifica esta medida como «um claro passo atrás», já que «atrasa e dificulta a resolução do conflito». Por isso, expressa também a sua incompreensão perante o apoio que o PNV presta ao Governo espanhol neste terreno.

A ETA faz também um esclarecimento importante sobre a questão do desarmamento, que tanto está a dar que falar. Refere que este tema «fica de fora do mandato que foi atribuído à Comissão Internacional de Verificação na sua origem e, consequentemente, não esteve nem está na agenda de trabalho da ETA e da Comissão». Afirma que a questão está a ser utilizada de forma deliberadamente «mal-intencionada» para «ocultar a inteira responsabilidade que os estados têm no bloqueio ao processo». Em todo o caso, sublinha em seguida que se mantém disposta a falar de desarmamento e das consequências do conflito, e recorda a agenda que tornou pública em Novembro.

«A ETA quer tornar público que continuará a trabalhar pela construção de uma resolução definitiva e que continuará a manter activa a representação que nomeou. Não cederemos perante as dificuldades, porque Euskal Herria merece e necessita a paz e a liberdade», conclui o comunicado. / Fonte: naiz.info / Notícia mais desenvolvida: GaraComunicado da ETA (cas/eus)

Ver também: «ETAk dio negoziazio gunearen desegiteak konponbidea "zaildu eta atzeratu" egiten duela» (Berria)

Procissão contra os cortes sociais em Bilbo

Colectivos sociais da Bizkaia realizaram uma procissão de confrades e penitentes em Bilbo, entre a Sabin Etxea (sede do PNV) e as instalações do Serviço Basco de Emprego-Lanbide, para protestar contra os cortes sociais e, mais concretamente, contra o corte orçamental de 1132 milhões de euros decretado pelo Governo de Lakua, que irá atingir áreas como a Educação e Cultura (menos 10,1% que em 2012), Emprego e Políticas Sociais (menos 25,9%) ou a Saúde (menos 4,2%).

No andor, em vez do santo ia uma tenda, a representar «a futura casa das milhares de pessoas que se encontram à beira do abismo por falta de uma cobertura social digna» para fazer frente à crise económica.

Membros dos colectivos sociais da Bizkaia recordaram que os cortes referidos «levam a que as pessoas que têm de recorrer ao Lanbide se confrontem com a violação dos seus direitos». Afirmam que o RMI está a ser retirado a pessoas com empregos precários e salários baixos; que se mantém o corte de 7% nas verbas das prestações sociais; que se viola de forma sistemática a lei que rege a tramitação e o acesso às prestações sociais; que se verificam atrasos de 6 a 8 meses na actualização dos processos; que existe um número máximo de pessoas que podem ser atendidas por dia no Lanbide; e que se sucedem as campanhas de criminalização contra os beneficiários. / Ver: BilboBranka / Mais informação: boltxe.info

Presos políticos bascos em Sevilha põem fim a greve de fome iniciada depois da tareia a Arkaitz Bellon

Na sequência de diversos acontecimentos ocorridos no cárcere de Sevilha, os presos políticos bascos que ali se encontram deram início a uma greve de fome; de acordo com uma nota da Etxerat, o protesto terminou hoje, depois de Arkaitz Bellon, que fora agredido por funcionários, ter sido levado para o sector onde se encontram os seus kides.

Os primeiros problemas ocorreram no fim-de-semana, quando os funcionários quiseram revistar os familiares e amigos que iam fazer visitas normais. Três destes recusaram-se a ser revistados, pois nas visitas haveria um vidro a separá-los dos presos. Então, os três familiares ficaram sem a visita; os presos solicitaram uma reunião ao director, mas foi-lhes dito que era uma ordem de Madrid.

Para além disso, ontem os presos políticos bascos na prisão de Sevilha estavam encerrados nas suas celas, como forma de protesto pela situação que Xabier Aranburu viveu na prisão de Muret Seysses. Aproveitando-se da situação, os funcionários entraram na cela de Arkaitz Bellon (Elorrio, Bizkaia) para a revistarem de forma rigorosa. Também o revistaram a ele, mas, ao quererem fazê-lo de forma mais profunda, Bellon recusou-se; então, os funcionários deram-lhe uma «grande tareia» e levaram-no para o isolamento, segundo denunciou a Etxerat.

Confrontados com estes factos, os outros presos políticos decidiram iniciar uma greve de fome: em protesto contra a agressão e por não terem qualquer informação sobre o estado de Bellon. Conseguiram, no entanto, reunir-se com o subdirector, denunciando o caso e pedindo explicações.

Numa primeira nota, a Etxerat considerou a «atitude vergonhosa», tendo afirmado que «dentro e fora de Euskal Herria são constantes os apelos para que se respeitem os direitos dos nossos familiares e amigos» e que «esta é a resposta». Trata-se do terceiro caso de agressões a presos bascos nas últimas duas semanas, depois do de Xabi Aranburu (em Muret Seysses) e do de Oskar Cadenas (em Puerto III).

Mais tarde, a associação de familiares e amigos dos presos emitiu uma outra nota, na qual fez saber que Arkaitz já não estava no isolamento e fora levado para junto dos seus camaradas, que, desta forma, puseram fim ao protesto. / Ver: ateakireki.com e etxerat.info

Independentistak: «Aberri Eguna 2013. El futuro, la independencia»

Nosotras y nosotros mismos tendremos que encontrar, como pueblo, el camino de salida de la crisis y tendremos que construir nuestro futuro. Para eso necesitamos competencias de estado. Necesitamos el estado Vasco. El futuro, la independencia. (lahaine.org)


«Frente a los desahucios, autodefensa», de Tasio ERKIZIA (BilboBranka)
Esa doble vara de medir la violencia no es nada nuevo en la historia, siempre han actuado de la misma manera los políticos y los medios de comunicación sumisos a la Banca. Silencio y justificación de las injusticias cometidas por los ricos, criminalización de toda forma de «autodefensa» del pueblo sencillo. De todas maneras la reacción observada en las últimas semanas refleja la preocupación del sistema por las expresiones de rebelión popular.

«Yolanda González vive...», de Edu GONZÁLEZ e Iosu IBARGUTXI (lahaine.org)
Yolanda vive porque los resultados de la llamada «transición» viven. La propia existencia de un fascista como Emilio Hellín y una muerte como la de Yolanda son fruto de aquella transición. Una transición protegida por una ley de punto final, la llamada Ley de Amnistía que blindó y aun blinda a todo el aparato judicial, policial, militar, eclesial católico, económico y administrativo del franquismo contra toda reclamación de responsabilidades por sus fechorías.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Um grupo de doze personalidades pede a Madrid e Paris que dêem passos na questão dos presos

Doze personalidades de diversos âmbitos profissionais e origens geográficas com ampla experiência na defesa dos direitos humanos subscreveram a declaração «No caminho da paz. Respeitem os direitos dos presos», na qual solicitam a Madrid e Paris a adopção de uma série de medidas com vista à consolidação do processo de paz. Os signatários reclamam o fim da dispersão, a libertação dos presos aos quais foi aplicada a doutrina 197/2006, a libertação dos presos doentes e a libertação de Arnaldo Otegi.

O grupo é constituído pela senadora colombiana Piedad Córdoba; pelo advogado britânico Bill Bowring; pela ex-deputada do Parlamento flamenco e do Parlamento europeu Nelly Maes; por Nora Morales, co-fundadora da Asociación Madres de Plaza de Mayo. Línea Fundadora (Argentina); pelo secretário da Comissão Constitucional do Congresso Nacional Africano, Essa Mossa; pelo secretário da Federação Sindical Mundial, George Mavrikos; pelo presidente honorário da Liga dos Direitos do Homem, Michel Tubiana; pelo sindicalista e militante contra o apartheid Alexander Moumbaris; pelo secretário-executivo da Comisión Intereclesial de Justicia y Paz, Padre Alberto Franco (Colômbia); pelo sacerdote jesuíta colombiano Javier Giraldo Moreno; pelo advogado irlandês Peter Madden e por Marjorie Cohn, ex-presidente do National Lawyers Guild (EUA). / Ver: naiz.info e Berria

Declaração: «No caminho da paz. Respeitem os direitos dos presos» (cas / eus / fra / ing)

Atarrabia: Denunciam a criminalização da solidariedade com os presos
Cerca de 200 pessoas participaram na manifestação convocada por diversos colectivos populares de Atarrabia (Nafarroa) em solidariedade com os habitantes da localidade imputados pela Audiência Nacional espanhola (incluindo o autarca, Pedro Gastearena) por «enaltecimento do terrorismo».
Tendo como lema «Kriminalizaziorik ez. Euskal Presoal Euskal Herrira», a manifestação percorreu as principais ruas de Atarrabia debaixo de chuva e com palavras de ordem de apoio aos presos políticos bascos e a favor do seu reagrupamento. No final, os convocantes leram um comunicado em que denunciaram os dois pesos e as duas medidas da justiça, em alusão aos últimos casos de corrupção. / Fonte: kale-zale.tk via ateakireki.com

Argi Perurena foi libertada
A presa política basca Argi Perurena (Hendaia, Lapurdi) foi hoje posta em liberdade condicional. Eram 7h00 quando saiu da prisão de Rennes (Bretanha), onde a esperava um grupo de cerca de 30 pessoas; dirigiu-se depois para a capital do Estado francês, de onde não pode sair. Passou treze anos na prisão, acusada de pertencer à ETA.

O Tribunal de Aplicação de Penas já tinha aprovado a liberdade condicional de Perurena a 23 de Janeiro último, mas, como a Procuradoria recorreu da decisão, a presa teve de continuar no cárcere; no dia 5 deste mês, soube-se que o tribunal indeferia o recurso e confirmava a sua libertação. Já em 2012 Perurena tinha solicitado a liberdade condicional, que foi rejeitada por não cumprir todos os requisitos legais. / Ver: kazeta.info, Berria e naiz.info

O militante abertzale Ernesto Prat vai ser julgado na AN espanhola a 9 de Abril

A Procuradoria, que acusa o Ernesto Prat de pertencer ao Ekin, pede oito anos de prisão. No dia 7 de Abril, em Elizondo (Nafarroa), haverá uma manifestação em defesa dos direitos civis e políticos, em solidariedade com Ernesto e para protestar contra o seu julgamento.

Na sequência da ilegalização de organizações, meios de comunicação, grupos, associações de esquerda e abertzales, por parte do Estado espanhol, com o argumento do «tudo é ETA», em Setembro de 2008 a Guarda Civil empreendeu uma operação contra o Ekin em Nafarroa.

Numa conferência de imprensa que teve lugar em Elizondo na passada quarta-feira, conterrâneos de Ernesto Prat recordaram como este teve de fugir para «escapar à tortura», que os jovens detidos nessa operação viriam a sofrer. Realçaram também o facto de Ernesto «ter pedido às autoridades para depor em tribunal sem passar pelas mãos da Polícia» - algo que não foi tido em conta pelo juiz, segundo afirmaram.

Prat viria a ser detido a 25 de Julho de 2011 pela Polícia francesa em Urruña (Lapurdi), apesar de ali fazer uma vida normal e pública; depois, na sequência do pedido efectuado pelo juiz Grande Marlaska, seria extraditado para o Estado espanhol. Acabou por ser posto em liberdade condicional em Abril de 2012.

Entretanto, com a aproximação da data do julgamento, os habitantes de Elizondo agendaram várias iniciativas solidárias com o seu conterrâneo:
1. Foram apresentadas moções sobre a questão na Câmara Municipal e na Junta Geral de Baztan. Na Câmara, já foi aprovada; na Junta, será debatida dia 2 de Abril.
2. No dia 6 de Abril haverá um concerto no Gaztetxe de Elizondo para juntar dinheiro para as custas do processo e pagar o autocarro que irá até Madrid no dia do julgamento.
3. No dia 7 de Abril, haverá uma manifestação pelas ruas de Elizondo, sob o lema «Epaiketa gehiagorik ez! Eskubide zibil eta politikoen alde! Ernestorekin elkartasuna». Parte às 18h00 da praça.
4. No dia do julgamento, 9 de Abril, partirá de Elizondo um autocarro com destino a Madrid; as inscrições são no Intza e no Zubi Punta. / Ver: ateakireki.com [Lortuko duguna!]

Aproxima-se o Gazte Danbada, festival da organização juvenil da esquerda abertzale

O Gazte Danbada é o festival em que se celebra o nascimento da Ernai, a organização juvenil revolucionária da esquerda abertzale, que surgiu como resultado do processo de debate e reflexão Zukgua.

O Gazte Dandaba é mais que um festival: são quatro dias repletos de actividades - workshops, debates, colóquios, teatro, animação de rua, concertos... O evento realiza-se em Urduña (Bizkaia) nos dias 29, 30 e 31 de Março e 1 de Abril.

Gazte Danbada (spot)

Programa / Egitaraua: debates / workshops / espectáculos / concertos

Mais informação: gaztedanbada.net / Acompanhamento especial: lahaine.org

«Al margen de la izquierda», romance do preso político basco Fernando Alonso Abad, apresentado em Sestao

Na passada sexta-feira, 22, foi apresentado na Biblioteca Municipal de Sestao (Bizkaia) a obra Al margen de la Izquierda (editorial Txalaparta), de Fernando Alonso Abad, jornalista e preso político basco no cárcere de A Lama. O texto narra o modo como o desaparecimento do autarca socialista de Sestao faz soar o alerta entre os seus companheiros de partido. Para alguns, pode ser um sequestro; para outros, talvez se trate de um ajuste de contas.

Anos 90. O País Basco vive uma tensa situação política e social à qual não é alheia a Margem Esquerda biscainha. Ali, sob o manto de protecção da defesa da «democracia» e da política «antiterrorista», determinadas máfias políticas aproveitaram para fazer os seus negócios. Estas tramas de corrupção e clientelismo político que na altura foram denunciadas pelo autor no diário Egin e foram arquivadas sem qualquer consequência judicial formam parte desta peculiar combinação de jornalismo e ficção, com alguns resquícios de romance negro.

O salão nobre encontrava-se praticamente cheio. A apresentação de Al margen de la izquierda esteve a cargo de Mitxel Sarasketa, ex-preso político basco, de Begoña Kapape, jornalista da equipa de investigação do Egin, e de Ahostar Zelaieta, como representante da Associação Pepe Rei. / Fonte: boltxe.info / Sobre a obra e o autor: ataramiñe

domingo, 24 de março de 2013

Milhares de pessoas manifestaram-se em Iruñea em defesa dos serviços públicos

Cerca de 18 000 pessoas, de acordo com os convocantes, participaram ontem à tarde, em Iruñea, numa manifestação em defesa dos serviços públicos e contra os cortes em sectores como a Saúde ou a Educação, que estão a afectar as condições de vida das pessoas e a destruir postos de trabalho.

A mobilização, convocada por dezasseis sindicatos da administração pública e por 28 organizações, percorreu as ruas do centro de Iruñea com diversas faixas em que se reclamava melhorias nas áreas da Educação, da Saúde e de outros serviços e em que se pedia a demissão da presidente do Executivo de Nafarroa, Yolanda Barcina - algo que os manifestantes pediram constantemente ao longo do percurso; para além disso, à passagem pela sede da UPN, na Praça Príncipe de Viana, ouviu-se uma grande assobiadela.
No final da manifestação, procedeu-se à leitura de um manifesto conjunto, no qual os convocantes acusaram o Governo navarro de «acelerar o desmantelamento dos serviços públicos com a recente destruição de mais de 2300 postos de trabalho» e de implementar uma política de cortes que agravam «as condições de vida da população». / Ver: boltxe.info e ateakireki.com

Amigos do preso Jabi Martinez Izagirre sofreram um acidente no regresso da prisão de Jaén

Dois amigos do preso político basco Joseba Martinez Izagirre (Usansolo, Bizkaia) sofreram um acidente de viação junto a La Cabrera (a norte de Madrid). Segundo o naiz.info conseguiu apurar, regressavam a Euskal Herria, depois de terem ido ao cárcere de Jaén visitar Joseba - um preso que devia ter sido libertado em 2010, mas cuja pena foi prolongada até 2022, mediante a aplicação da doutrina 197/2006.
As pessoas que seguiam na viatura não ficaram feridas, mas o automóvel sofreu danos consideráveis, segundo informaram. Assim, tiveram de apanhar um táxi para fazer o resto do caminho até casa. De acordo com a Exterat, este é o segundo acidente provocado pela dispersão este ano. / Ver: naiz.info e etxerat.info

Mais de 200 pessoas em Barakaldo no ongi etorri a Txutxin Bollada
Txutxin esteve longe de casa 31 anos, 27 dos quais na prisão - depois de lhe ser aplicada a doutrina 197/2006 -, tendo sido libertado há algumas semanas. Ontem, foi calorosamente recebido pelos seus conterrâneos, que também se manifestaram na localidade biscainha contra a doutrina Parot. / Muitas fotos: herrira.org

Contra a doutrina Parot, em solidariedade com Akaiturri e Legorburu, frontão cheio em Zornotza
O movimento Herrira tinha agendado para ontem um jogo de pelota basca solidário no frontão Zelaieta, em Zornotza (Bizkaia). A iniciativa contou, entre outros, com a presença dos pilotaris Mikel Goñi e Xabi Galarza e dos bertsolaris Arkaitz Estiballes e Beñat Ugartetxea e com uma forte adesão da população, que encheu o espaço (cerca de 600 pessoas).
Tratou-se de uma iniciativa contra a doutrina Parot e em solidariedade com Iñigo Akaiturri e Juan Jose Legorburu, dois presos políticos da localidade biscainha que cumpriram na íntegra a pena a que foram condenados mas que continuam na prisão em virtude de lhes ter sido aplicada a doutrina 197/2006 (conhecida com doutrina Parot). / Ver texto lido na ocasião e fotos em herrira.org

«Os ricos cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais presos»: marcha à prisão de Zuera
Este ano, um grupo de habitantes de Arbizu (Nafarroa) vai participar na marcha à prisão de Zuera (Saragoça), que decorre a 14 de Abril. A iniciativa, que já se realiza há doze anos, tem como propósito fundamental denunciar a existência das macroprisões; a edição do ano passado já contou a presença de um grupo de bascos.
Este ano, o grupo de Arbizu, para além de se associar ao protesto contra as macroprisões, irá também reivindicar a libertação do preso político basco Jesus Mari Mendinueta, Poxtiña, que se encontra naquele cárcere, apesar de gravemente doente. / Fonte: ateakireki.com / Mais info aqui.

A Korrika 18 chegou à meta: Baiona

Por volta das 11h00, a Korrika chegou a Baiona - a meta da 18.ª edição da grande corrida pelo euskara organizada pela coordenadora de alfabetização e euskaldunização AEK -, depois de onze dias e mais de 2500 km em festa por todos os territórios bascos. As primeiras horas da madrugada de hoje ainda foram passadas em Gipuzkoa (Oiartzualdea e Bidasoaldea); depois, a Korrika entrou em Lapurdi, seguindo quase sempre pela costa, até chegar a Baiona, onde uma multidão participou nos últimos metros.

No final, o bertsolari Amets Arzallus leu a mensagem que ele mesmo tinha escrito e que andou dentro do testemunho durante estes onze dias, entre Andoain e Baiona. Para ele, a língua materna não é a que primeiro se aprende, não é a que aprendemos no regaço materno; a língua materna é a que usamos para pensar. E a mensagem foi clara: «Herri hau euskaraz pentsatuko dugu edo ez da izango» [Ou pensamos este País/Povo em euskara ou não existirá / Mais à letra: Pensaremos este País/Povo em euskara ou não será/existirá]. / Ver: naiz.info e Berria / Fotos: Chegada à meta - Baiona
Sobre a jornada de sábado (Busturialdea, Lea-Artibai, costa guipuscoana e Donostia): naiz.info e Gara / Fotos: Korrika (23/03)

Korrika 18: «Ondarru ere euskararen alde!»
Ondarru geurea! / Fonte: turrune

Sobre a jornada de sexta-feira (Ezkerraldea, Erromo, Algorta, Mungia... até Kortezubi): naiz.info / Fotos: Korrika (22/03)