sexta-feira, 12 de junho de 2009

A esquerda ‘abertzale’ apela à participação na marcha para lembrar Jon Anza


Quando falta uma semana para que se cumpram dois meses sobre o desaparecimento do militante donostiarra Jon Anza, durante o trajecto ferroviário entre Baiona e Toulouse, e a um dia da manifestação nacional em Donostia para o denunciar, o Movimento pró-Amnistia levou ontem a cabo diversas acções de protesto junto a diferentes meios de comunicação para denunciar “o silêncio cúmplice” que, em seu entender, estão a praticar no caso de Anza.

Com excepção da esquerda abertzale, nenhuma força política manifestou uma opinião sobre o desaparecimento do militante Jon Anza, nem o denunciou, mas a ministra francesa do Interior, Michèlle Alliot-Marie, pelo menos dignou-se responder à questão colocada sobre o assunto por Le Journal du Pays Basque, mesmo que de forma evasiva e sucinta. MAM respondeu, textualmente, que: “no dia 18 de Maio de 2009 a Políca Judiciária de Bordéus começou a investigação relativa às circunstâncias do desaparecimento de Juan Maria Anza Ortuñez. Neste ponto da investigação, nenhuma pista foi privilegiada pelos investigadores. As investigações prosseguem”.

Fechamentos na prisão de Curtis
Relativamente a esta questão, a esquerda abertzale associou-se ao apelo à participação na marcha de amanhã, no Bulevar de Donostia, à qual também se juntou o sindicato LAB. Em comunicado, a esquerda abertzale afirma que, depois de tantos dias sem notícias, a hipótese de que Anza seja uma vítima da guerra suja ganha cada vez mais força.

“Queremos pôr em cima da mesa a função repressiva que alguns meios de comunicação exercem, já que silenciar acontecimentos com a gravidade deste só aumenta a impunidade da repressão”, afirmou o Movimento pró-Amnistia ao dar a conhecer as concentrações que realizou ontem junto a diversos meios, como, por exemplo, a instituição pública EITB.

Também as presas e os presos políticos bascos da prisão galega de Curtis se mantiveram fechados durante todo o dia, e hoje farão o mesmo, em protesto contra a falta de notícias.

No contexto da guerra suja, convém ainda salientar que, no domingo, passam 28 anos sobre o desaparecimento do militante navarro Jose Miguel Etxeberria Alvarez, Naparra. Como acontece todos os anos, neste domingo, pelas 12h, voltarão a evocar a sua memória, numa cerimónia que terá lugar em Lizartza.

Fonte: Gara