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Isso mesmo consta de um documento enviado pela representação do Ministério Público no tribunal especial à Procuradoria Geral do Estado, citado pela Europa Press, no qual se refere que, dos sete processos que o escritor tinha na AN, três prescreveram, outros três foram arquivados e um outro terminou com a sua absolvição.
«Até que a sua situação se encontre regularizada»
Lakua decidiu reter a verba até que Sarrionandia regularizasse «a sua situação com a Justiça». Perante isso, e em face da polémica que esta decisão suscitou no seio da literatura basca, Lakua pediu à AN espanhola que lhe enviasse um relatório sobre a situação judicial do autor de Moroak gara behelaino artean?, premiado «por unanimidade» pelo júri como melhor ensaio em euskara.
A porta-voz do Executivo de Patxi López, Idoia Mendia, informou ontem que Lakua ainda não tinha recebido «resposta» do tribunal especial, mas esclareceu que, se não tivesse «causas pendentes com a Justiça», a verba referente ao prémio lhe seria entregue.
A entrega dos Prémios Euskadi decorre amanhã no decorrer de um acto na capital alavesa. / Notícia completa: Gara
Notícia mais desenvolvida: «A família Sarrionandia exige um pedido de desculpas público a Blanca Urgell», de Ane ARRUTI (Gara)
Ver também: «Joseba Sarrionandiak ez du auzirik zabalik Justiziarekin, Fiskaltzak dioenez» (Berria)
A Sra. Urgell afirmou que «é impossível separar a vida e a obra do autor», mas isso não está certo, Sra. Urgell. Faça exactamente o contrário. Separe a vida da obra. E separe a criação e o reconhecimento artísticos da interferência política. De outra forma, sobram cobardia e totalitarismo.